Meus parabéns, Cris Mareco!


Hoje aniversaria a jornalista, assessora de comunicação do Incra Amapá, professora universitária, mãe de um casal de lindos adolescentes, esposa do Sérgio e grande amiga deste editor, Cristiane Mareco. Trata-se de uma mulher muito gente boa, divertidíssima, ótimo humor e alto astral.

Conheci a Cris em 2010, quando trabalhamos juntos na comunicação do Governo do Amapá. Ela é extremamente irreverente, espirituosa e carismática. Às vezes, uma doida varrida, é verdade. Cristiane me ajudou em muitos momentos, algumas vezes no trabalho e em outras fora do trampo. Sou muito grato a ela por tudo.

Cris mora no coração da maioria (senão todos) dos colegas que trabalharam com ela. A sua alegria e luz fazia dos nossos dias mais leves e divertidos. Também admiro sua dedicação com os filhos e cuidado com os pais.

Eu e Cris – 2016

Sinto saudades de rir das doidices da Cris na redação e do convívio, mas deixo registrado aqui que ela é uma das amizades porretas que fiz nessa profissão. .

Cris, querida amiga, que tua vida seja longa. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos teus amores.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

O capitão é o Chacrinha da política: ele confunde e nunca explica

Chacrinha: ele veio não para explicar, mas para confundir. Igualzinho a certos presidentes. Mas Chacrinha era um mestre na comunicação. Bem ao contrário de certos presidentes.

Quando se diz que o Capitão não sabe o que fala e nem consegue alcançar as dimensões políticas de seus atos (como o de telefonar para a Petrobras e mandar suspender o aumento dos combustíveis), tais assertivas se assentam na realidade, no dia a dia deste governo despirocado.

Bolsonaro, para criar confusões, basta dar um “bom dia”.

Porque ele não fala coisa com coisa.

Aliás, no artigo que assina em O Globo desta terça-feira (21), Merval Pereira define perfeitamente o governo Bolsonaro: “O presidente torna-se o Chacrinha da política, aquele que veio não para explicar, mas para confundir”.

É isso.

Com a diferença de que Chacrinha foi um mestre da comunicação, da interação, da empatia. Ao contrário de certos presidentes.

Aliás, é de Chacrinha aquele velho bordão: “Quem não se comunica se trumbica”. Igualzinho ao que fazem certos presidentes.

Hehe.

Fonte: Espaço Aberto

Liberdade de expressão – Projeto de Lucas Barreto dispõe sobre a anistia de multas eleitorais aplicadas a jornalistas, blogs e empresas de comunicação

 

Projeto de Lei n° 2989, do senador Lucas Barreto (PSD-AP), dispõe sobre a anistia de multas eleitorais aplicadas a jornalistas, editores de blog e empresas de comunicação.

Em sua justificativa, Barreto ressalta que a maior expressão da democracia é a liberdade de expressão e da imprensa, que somente foi consolidada no Brasil a partir da Constituição de 1988. Assim, assegurar a liberdade de expressão constitui-se requisito indispensável à fruição das demais liberdades fundamentais.

Ele lembra que ao longo dos anos,muitos jornalistas, editores de blogs e pessoas jurídicas que exercem atividades de comunicação social sofreram condenações pela Justiça Eleitoral, em razão do livre exercício da atividade, sendo mais comum durante os pleitos eleitorais. As razões são várias, mas o fundamento sempre está relacionado ao exercício da liberdade de expressão.

“As absurdas multas eleitorais aplicadas transformam-se em verdadeiros estorvos para essas pessoas, que com raríssimas exceções conseguem pagar, convolando-se, na maioria das vezes, em intermináveis processos executórios, que servem apenas para constranger pessoas e pequenas empresas, inviabilizando, em alguns casos, a própria vida privada de jornalistas , especialmente pelas restrições que as execuções fiscais impõem aos executados.”, diz o senador.

Senador Lucas Barreto – Foto: Senado Federal

Lucas Barreto diz que ao longo dos anos o Congresso Nacional vem anistiando partidos e pessoas que de alguma forma sofreram sanções eleitorais, minimizando, na maioria das vezes, o alcance da norma eleitoral. “Não é razoável que seja o jornalista, no livre exercício da sua atividade, constrangido ao pagamento de multa”, enfatiza

Para se ter uma ideia só no Amapá, em 2006, mais de dez jornalistas foram multados por conta de ações movidas pelo então senador José Sarney. Foram aplicadas multas impagáveis tornando a vida desses jornalistas um inferno, pois acabaram tendo penhorados seus bens, seus nomes foram incluídos no Cadin e com isso perderam seus cartões de créditos, não podem fazer empréstimos, não podem ter bens e até suas contas foram bloqueadas.

O projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (Secretaria de Apoio à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania)

Leia aqui a íntegra do projeto

Fonte: Blog da Alcinéa

Ensino Superior é tema de Encontro com Jornalistas do Amapá

No dia 24 de maio, acontece o Encontro com Jornalistas do Amapá, o evento será na Faculdade Estácio de Macapá, e tem como objetivo fomentar a cobertura jornalística sobre e ensino superior e suas ações em prol da sociedade, ampliando o debate e aumentando sua importância para o desenvolvimento do país.

Segundo a Coordenadora do Evento, Diani Correa, é necessário a divulgação de ações sociais que Instituições de Ensino Superior fazem. “Temos muitas Instituições de Ensino no Amapá que prestam serviços importantes para a sociedade, e por vezes não é divulgado e a população deixa de utilizar desses serviços por falta de informação”, conclui Diani.

Jornalistas e profissionais da área da comunicação, podem participar do bate papo, basta confirmar sua presença no WhatsApp 99129 0844 ou no E-mail: [email protected] até o dia 23 de maio.

Palestrante

Jacks Andrade, jornalista; Mestre em Desenvolvimento; especialista em comunicação e marketing; empresário; realiza projetos científicos como pesquisador nas áreas de comunicação, educação, marketing, tecnologia e mercado, sendo autor de pesquisas, artigos e livros.
Dia: 24/05/19
Hora: 19h
Local: Faculdade Estácio de Macapá

Diani Corrêa
Comunicação Estácio Macapá – Assessoria de Imprensa

Meus parabéns, Humberto Moreira! – @hmoreiraap


Hoje aniversaria o competente jornalista, excelente cantor (da época dos “Croners”), radialista experiente, membro de Os Cometas (os nossos Rolling Stones tucujus), pai e marido amoroso, fervoroso torcedor do Botafogo, Pirata da Batucada e um dos grandes nomes da imprensa amapaense, Humberto Moreira. O cara chega aos seus 69 invernos amazônicos, sempre com muita autenticidade e admirável trajetória como artista e profissional da comunicação. Além de tudo isso, um querido amigo deste editor.

Humberto é jornalista por formação. Ele começou a carreira na Rádio Difusora de Macapá (RDM), em 1967. Depois passou a ser apresentador e narrador de futebol no ano seguinte. A partir de 1975 integrou a equipe da TV Amapá onde foi apresentador, editor, chegando à chefia do Departamento de Jornalismo da emissora. Paralelamente, de 1977 até 1988 foi funcionário da Radiobrás na Rádio Nacional de Macapá, onde chegou a gerente. Também foi chefe de jornalismo do SBT (TV Marco Zero) e editor de esportes nos jornais Do Dia, A Gazeta, Hoje Amapá e Folha do Estado. Hoje em dia, o amigo atua como assessor parlamentar.

Além de grande jornalista, Humberto é um grande cantor. Ele foi vocalista da lendária banda Os Cometas, que embalou incontáveis festas e tocou em tradicionais bailes dos anos 60. Além disso, comandou o grupo Repiquete, onde cantou o bom e velho samba por anos em bares de Macapá.

A fama de Humberto o precede, antes mesmo de o conhecer pessoalmente, claro que eu sabia quem ele era. Trabalhamos juntos em 2011 e foi um elogio para mim quando ele me convidou para ir para o rádio. Agradeci o convite e expliquei que essa não é minha praia. Um dia, quem sabe. É que gosto mesmo é de escrever.

Há alguns anos, o querido amigo teve um problema de saúde, mas se recuperou e está aí, informando e fazendo a alegria de quem o escuta, seja no rádio ou cantando. Além da seriedade e sabedoria, Humberto é um baita cara porreta.

Trocando em miúdos, Humberto é um profissional e artista que admiro e respeito, além de um homem de bem e um amigo. Parabéns, mestre. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores, por pelo menos mais 69 voltas em torno do sol. Feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado, mas de coração. 

Há seis anos: trampo e pororoca no Araguari, uma aventura no Rio encantado

Há seis anos e 10 dias, viajamos, eu e a fotografa Márcia do Carmo, juntamente com uma equipe de técnicos da Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) para as localidades do Igarapé Novo e Bom Amigo. Essas duas comunidades, apesar de fazerem parte do território da capital do Amapá, ficam isoladas, localizadas no Rio Araguari.

A expedição foi denominada “Pororoca Solidária”, pois consistiu em ações sociais da PMM, em parceria com um grupo de surfistas da onda (fenômeno natural) homônima a missão nas referidas localidades. Duas embarcações fazem parte da ação, um barco de madeira de porte mediano e uma balsa, onde os surfistas nos seguem.

O barco, nomeado “Renascer I”, partiu para a foz do baixo Rio Araguari com 13 pessoas, sendo três homens na a tripulação (comandante Celso e os embarcadiços “Farinha” e “Botinho”) e a equipe da PMM (eu, Márcia, Gláucia, Renata, Sandro, Diléia, Adélia, Galma, Roberta e Débora) – pessoal gente boa, com quem dividimos trampo, andanças por quilômetros em pura lama, comida, água, picadas de mosquito, entre outras coisas.

A viagem de ida foi um pouco tensa, por conta de um estranho nevoeiro que surgiu às 4h da manhã da quarta-feira, 24 de abril. O piloto me disse que nunca tinha visto algo parecido e a visibilidade estava comprometida. Como se já não bastasse, a profundidade, cerca de 23m, não permitiu que o comandante ancorasse o barco, o que nos fez seguir – com velocidade mínima – totalmente cegos, pelo Rio Amazonas (por onde navegamos antes de chegar ao Rio Araguari). Mas correu tudo bem.

Eu e Márcia fizemos fotos lindas. As imagens vão desde a alvorada no Rio Araguari aos guarás (pássaros da região). As noites foram longas, muitos mosquitos. Haja repelente! Foi osso!

Fomos até a comunidade de Igarapé Novo. Andamos cerca de 1,5 km (distância para ir e o mesmo para voltar ao barco) com lama até o joelho até chegar às casas dos ribeirinhos onde distribuímos alimentos e fizemos o recadastramento deles no programa Federal “Bolsa Família”. Além disso, cruzamos com a TV Amapá (Globo local), que também cobriram a ação social da sexta-feira, na comunidade Bom Amigo. O dia foi proveitoso!

Após as missões de trabalho, a ansiedade de ver a Pororoca tomou conta da maioria de nós.

Na manhã de sábado, pela primeira vez na vida, vi e vivi a Pororoca. A grande onda dos rios da Amazônia. Foi muito melhor que eu imaginava. Eu, a fotógrafa Márcia do Carmo e três colegas esperamos a onda na “curva da onça”, local onde a Pororoca arrebentou sobre nós. O fenômeno nos atingiu e logo alagou a enseada onde estávamos. Aliás, ficamos em um local bem de frente para a onda. Foi sensacional!

No domingo, fomos novamente acompanhar a Pororoca, mas agora, de cima da lancha “voadeira”. Ficamos muito perto da grande onda. Pena que eu e Márcia fomos em embarcações diferentes. A que eu estava deu problema no motor e logo mudei para a lancha pilotada pelo prático Riley.

Já a que a Márcia estava, encalhou e foi pega pela onda. Graças a Deus ninguém se machucou. A adrenalina de estar na crista da Pororoca, mesmo em uma lancha, é incrível! As fotos falam mais que palavras.

Nosso retorno à Macapá ocorreu após o almoço de domingo. Todos extasiados pela visão e sacodes da Pororoca. A viagem de volta não foi tão tranquila, pois a maré estava revolta, mas chegamos bem.

A expedição foi uma experiência de vida inexplicável e única, que adorei ter vivenciado. Aprendi muito naqueles oito dias. Tudo bem que nem tudo foi como eu pensava nesta viagem. Mas nossa missão foi cumprida.

Obrigado a todos que viveram esses momentos comigo, pois foi demais paid’égua e inesquecível. Saio dessa odisseia maravilhado com a beleza da região, com a Pororoca e peculiaridades do Araguari que como cantou Amadeu Cavalcante: é um rio encantado! É exatamente isso!

Parafraseando outro poeta, Gonzaguinha disse: “o movimento da vida não deixa que a vida seja sempre igual”. É isso! Modéstia à parte, monotonia é algo que não está incluso na minha rotina de jornalista. A partir de hoje, já estou ansioso pela próxima aventura que a vida me reserva. Bom resto de semana pra todos nós!

Elton Tavares

*Republicado por motivos de saudades dessas coisas. 

Galahell vive! – Crônica mordida de Ronaldo Rony

Crônica mordida de Ronaldo Rony

Não! Ele não morreu! Ainda que o descaso, o desprezo e a falta de respeito o agridam diariamente, Régis Sanches continua sua vida encarnando Dom Quixote, cavaleiro andante a lutar, não contra os moinhos-de-vento, mas contra os cabeças-de-vento.

Num país que elegeu um presidente da República a peso de boatos, não seria de estranhar que uma porção da população da nossa terrinha matasse um de nossos maiores jornalistas, um dos poucos jornalistas de verdade que temos, como se fosse algo banal.

Lord Gallahel paira sobre todas as pessoas que criam e propagam esse tipo de notícia macabra, pretensamente engraçada, mas que esconde uma intenção malévola de ver um irmão na sarjeta, na vala comum das notícias sem fundamento que proliferam nas redes sociais.

Pois eu digo que ele vai viver muito além dos fofoqueiros que adoram explorar a dor alheia e espalhar irresponsavelmente a possibilidade de perdermos uma figura ímpar, com suas doses necessárias de escândalo a chacoalhar o conformismo, a pasmaceira, a desinteligência que assolam nosso espaço/tempo.

Elton Tavares e Régis Sanches – 2012

Galahell morrerá, sim, como cada um de nós, mas não agora e não para satisfazer a curiosidade mórbida dos que ocupam as arenas internáuticas a julgar, condenar e executar aqueles que lhe são incômodos. E ficará para sempre na memória de seus amigos, que são muitos, entre os quais eu me incluo, mas haveremos de tê-lo como um ser brilhante, que ofusca todos esses que se comprazem em fazer boato com a vida de alguém.

Galahell ainda será pauta para muitos deformadores de opinião da internet, mas contará sempre com a minha quase indefesa capacidade de estar do seu lado.

Régis Sanches, Lord Galahell! Aceite meu abraço, que jamais será de pêsames. Obrigado!

Hoje é o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa – A verdade precisa ser livre!

Hoje é o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Eu, como jornalista, primo pela divulgação da verdade, afinal, o cidadão precisa saber o que acontece, seja no mundo, país ou sua cidade. O direito de saber a verdade é uma das bases da Democracia.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 1993. A data visa alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas por estes profissionais.

De acordo com o conceito, Liberdade de Imprensa é um dos princípios pelos quais um Estado democrático assegura a liberdade de expressão aos seus cidadãos e respectivas associações, principalmente no que diz respeito a quaisquer publicações que estes possam pôr a circular.

Perfeito, pois a Imprensa é a denominação do trabalho informativo pelos veículos de comunicação que desempenham o Jornalismo e outras funções de comunicação. Posso me gabar de nunca ter inventado nenhuma linha do que escrevi (a não ser em contos, claro). Nunca ganhei sequer um centavo no jornalismo que eu não tivesse trabalhado para tal e muito menos puxei o saco para conseguir algo. Também já fiz denúncias e peitei figurões neste site aqui. Nem todos podem dizer isso.

Sou fã de muitos bons jornalistas do Amapá e do resto do Brasil, que investigam, apuram e publicam informações de forma livre e sem censura.

Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica, às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado” – Paulo Francis.

O jornalismo não sabe que há o abatimento moral, o cansaço, a fadiga, o repouso. Se ele repousasse, quem velaria pelos que dormem?” – Eça de Queirós.

Enfim, vida longa a Liberdade de Imprensa. Que com ela nós continuemos a informar o povo, combater injustiças, fiscalizar, denunciar, contrariar interesses de grupos, instituições ou qualquer agente danoso para a sociedade, dar informações exclusivas, fazer análises sérias. E sem medo de processos, com o direito de ocultar a fonte.  É isso!

Elton Tavares

Jazz e jornalismo

“Você tem que respeitar o seu público, e você é grato para o seu público, mas você tem que jogar os seus próprios sentimentos e sua própria verdade. Jogar para si mesmo, porque isso é basicamente o que o público quer ouvir. Eles querem ouvir o que você está sentindo, essa é a música. Isso é jazz.

É o Sonny Rollins falando sobre música, mas resume perfeitamente o que eu penso sobre jornalismo.

* Theodore Walter “Sonny” Rollins é um sax-tenorista americano. O músico tem uma longa e produtiva carreira no jazz. É um dos monstros sagrados do estilo musical. Aos 88 anos, ainda grava e excursiona, tendo uma vida e uma carreira muito mais duradouras que muitos dos seus contemporâneos no jazz, como John Coltrane, Miles Davis e Art Blakey, músicos com quem gravou.

Cármen Lúcia: “Todo censor é um pequeno ditador”

Brasília – A presidente do STF e do CNJ, Cármen Lúcia, participa de debate sobre a proteção integral da infância e juventude, na sede do TSE (José Cruz/Agência Brasil)

Da ministra do Supremo Cármen Lúcia, na abertura de um seminário sobre os 30 anos da Constituição e a liberdade de imprensa:

“Sem a imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem.”
[…]
“Todo censor é um pequeno ditador.”
[…]
“Quem não tem direito livre à própria liberdade de expressão não tem garantia de qualquer outro direito, porque palavra é a expressão da sua alma, do seu pensamento.”

Fonte: Espaço Aberto

“Estão praticando um terrorismo contra a população brasileira”, diz jurista sobre censura do Supremo

Do jurista Modesto Carvalho, sobre a censura do Supremo à liberdade de Imprensa:

“Toffoli e Moraes cometem vários crimes do código penal. O primeiro deles é o constrangimento ilegal. No exercício de sua função pública, eles estão cometendo violência, invadindo domicílios sob o pretexto de apreender documentos, fazendo censura, aplicando multas contra a imprensa, sobretudo eles estão praticando um terrorismo contra a população brasileira.”
[…]
“Os crimes que Toffoli diz que foram praticados são de injúria, difamação e calúnia, crimes de ação privada, não de ação pública. Numa ação privada, deve-se entrar em juízo para que se possa fazer uma audiência de retratação do veículo [de imprensa], ou dar continuidade ao processo.”

Fonte: Espaço Aberto

Eu me inventei (crônica sincera)

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“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se não quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, office boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

25 anos do lançamento do disco Raimundos (1994 foi um grande ano mesmo) – Por Marcelo Guido

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Hoje, 2 de abril, completam exatos 25 anos do lançamento do disco Raimundos (1994). Raimundos foi o disco de estreia do da banda homônima (que fez estrondoso sucesso), lançado em 1994 pelo selo Banguela Records, criado pela banda paulista Titãs em parceria com Carlos Eduardo Miranda.

Apesar do clipe da música “Nega Jurema” ser de produção precária, a pedidos do público, ele participou da escolha da audiência na MTV, para representar o Brasil nos Estados Unidos, que concorreu nada mais, nada menos, com o videoclipe “Territory”, da banda mineira de thrash metal Sepultura (que saiu vencedora).

Para celebrar esse clássico álbum do Rock Nacional, republico o texto do amigo Marcelo Guido.

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Discos que formaram meu caráter (Parte 2) – Raimundos (1994)

Então amiguinhos, estamos aqui de novo para falar de mais uma bela “bolacha”, que com certeza fez muita gente, assim como eu, também botar a cabeça pra balançar, poguear e pirar conforme a música.

O disco em questão trata-se de “Raimundos”, primeiro álbum da banda homônima (qualquer semelhança com Ramones não é mera coincidência) que veio do Distrito Federal dar uma nova cara para o Rock Brazuca, no começo dos já longínquos anos 90.

O momento histórico da música brasileira não era lá aquela maravilha, diga-se de passagem, sertanejo e um tal de “new pagode” tomavam conta de todas as paradas musicais naquela época, realmente era um verdadeiro cenário de terror para os fãs do velho e bom rock and roll.raimundos-1

As bandas nacionais sobreviventes dos anos 80 já se encontravam naquele esquema de “vamos fazer um disco conceitual, e sair em turnê para tocar o que a gente já gravou”, patético. (Menção honrosa para os excelentes “Descobrimento do Brasil de 93 da Legião Urbana e “Titanomaquia” dos Titãs, também do mesmo ano”).

Nesse sombrio cenário vê que aparece do cerrado, quatro moleques que falam palavrão a torto e a direito, trazendo uma energia que faltava para aquele angu enjoativo que se tornou a música brasileira.

imagesProduzido pelo Carlos Miranda e lançado pelo selo “Banguela” dos Titãs, “Raimundos” chegou fácil a 150 mil copias. Além disso, o álbum foi inovador por mostrar para nós o “forrócore”, a mistura do forró tradicional com o hardcore, coisa nunca tentada antes.

Meu primeiro contato com o disco foi através de meu grande amigo, Adriano Bago (que hoje também é um Guarani Kaiowa), que em um esquema “brodagem” me presenteou com uma fita gravada onde se encontrava a balada de duplo sentindo “Selim”.

Quando ouvi aquilo pela primeira vez, pensei: “Que porra é essa???”. Tratava-se de algo inovador, os versos da canção que diziam “Eu queria ser o banquinho da bicicleta pra ficar bem no meio das pernas…” era tão novo que me fazia lembrar que ser o caderninho da menina já estava muito ultrapassado. Aquilo sim era Rock, ou melhor, aquilo eu queria ouvir.

Recheado de palavrões, chegou de dois pés e colocou os caras no cenário nacional que era muito difícil na época, já que não tinha ninguém dançando de shortinho coreografias pré-ensaiadas.

O disco mostrou de cara que a banda tinha muito a dizer, o que se tornaria fato no decorrer da década, “Puteiro em João Pessoa” abre o disco contando logo história de uma transa adolescente (virou quadrinho nas mãos do Angeli), vai para “Palhas do Coqueiro”,”MM`S”, que tem a participação do João Gordo, “Nega Jurema” que vem descendo a ladeira trazendo uma sacola de Maria “Tonteira”, enfim, um discaço.

Antes de tudo, é importante falar que o disco remodelou o cenário musical e influenciou praticamente todas as bandas que se formaram depois na década de 90. Considero “Raimundos “como obra fundamental porque a molecada mandou à merda todos os conceitos reinantes na época, com suas guitarras barulhentas pra caralho (será que posso usar esse termo no site do Elton?), letras sujas e bateria passado por cima de tudo com muito orgulho. Foda-se a surdez (opa de novo).

“Puteiro em João Pessoa, MM`S, Be-a-bá”, “Marujo”, “Selim”, realmente entraram no gosto da garotada que estava na rua nos anos 90.“Raimundos” nos mostrou também, que não era mais legal parecermos ingleses como nos anos 80, que legal mesmo era chamar o Zenilton pra tocar….“Por isso que o Raimundos nunca vai se acabar”.

* Marcelo Guido, é Punk, Pai da Lanna e Bento, Jornalista, Professor e Marido da Bia.

Meus parabéns, Paulo Silva! – @PauloSilva1955

Hoje, completa mais uma volta em torno do Sol, Francisco de Paula Silva Santos, o popular Paulo Silva. Pai da Mary, Mario e Marcos, além de avô do João. Fervoroso torcedor do Botafogo, Ypiraranga e Pirata da Batucada, ele é um dos grandes da imprensa amapaense. Não somente pelo tamanho, mas pela trajetória, postura e credibilidade.

Colunista político do Jornal Diário do Amapá, integrante da bancada do programa Luiz Melo Entrevista e um dos melhores radialistas da história do rádio amapaense, Paulão possui coerência e sensatez. O cara é rodado (no melhor sentido da palavra), já que trabalhou em todas as rádios do Amapá. Hoje, completa 64 anos. Destes, 45 dedicados ao jornalismo, nobre profissão que Paulo Silva abraçou como repórter esportivo.

Eu nunca fui muito próximo do Paulão, mas ele sempre me tratou muito bem. Não só por ser amigo dos meus pais, mas pelo homem de bem que é. Além disso, sou fã de seu texto, das colocações inteligentes e dos pontos de vista do querido jornalista. Me orgulhei quando ele me elogiou algumas vezes na rede social Twitter e sou grato por isso.

Paulão é respeitado por jornalistas, políticos, empresários e as demais classes da sociedade amapaense. Ele é um formador de opinião consistente, imparcial, faz uma crítica séria e com senso de Justiça. Um verdadeiro exemplo de jornalista para os que atuam nesta profissão.

Livre-pensador, um exemplo de colega e um amigo que admiro e respeito, além de jornalista brilhante, hoje rendo homenagens ao Paulão. Parabéns, amigo. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Feliz aniversário!

Elton Tavares