Hoje é o Dia do Radialista – (meus parabéns aos colegas do rádio)

Hoje (7) é o Dia do Radialista. Durante anos, a data foi comemorada no dia 21 de setembro (porque em 21 de setembro de 1906, aconteceu a primeira transmissão radiofônica no mundo, pelo canadense Reginald Dennis). Mas a Lei 11.327 de 24/07/06, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, alterou a data de comemoração oficial da categoria – que passou a ser 7 de novembro – em homenagem ao músico e radialista Ary Barroso, um dos grandes nomes do rádio brasileiro.

Este tipo de profissional é habilitado para trabalhar com diversos nichos dentro de uma produção radiofônica. Essa modalidade de comunicação não é para qualquer um. O radialista faz locução, apresentação, sonoplastia, produção de programas, direção e outras atividades. É preciso ter talento e responsabilidade, além de boa voz, claro!

Quem tem mais de 38 anos sabe como era divertido escutar o programa dos saudosos “Pai Véio e Pai D’Égua” (Osmar Melo e Herminio Gurgel). Bons tempos!

Conheço e respeito muitos radialistas. Meu falecido amigo, Leonai Garcia, era doido pra me levar para o rádio. Nunca topei. Há uns oito anos, o renomado jornalista Humberto Moreira me perguntou se eu não queria fazer uma experiência. Um dia, quem sabe. É que gosto mesmo é de escrever.

Então, parabenizo e agradeço a todos os radialistas do Amapá. Sem eles, o nosso trabalho nas assessorias seria inviável. Sobretudo, aos amigos, que são muitos. Palmas para vocês!

Elton Tavares

Hélio Pennafort, um narrador excepcional

Por Fernando Canto

Muitas vezes publiquei sobre a obra do Hélio por considerá-lo um narrador excepcional das coisas da nossa gente. “Triste como um tamaquaré no choco”, “foi cocô de visagem” eram expressões do homem interiorano que ele usava no dia-a-dia. Para qualquer objeto ou situação complicada chamava “catrapiçal”. Vivia contando anedotas de caboclo se divertindo a valer com elas. Era extremamente sincero com seus amigos e não guardava o que tinha de dizer. Apesar de ter exercido inúmeros cargos importantes no Governo, tinha lá suas fraquezas e de vez em quando fugia do expediente para ir ao Abreu ingerir uma gelada, mas era também grave e sério nas suas responsabilidades.

Ainda adolescente andei em sua companhia, juntamente com o Odilardo Lima, repórter e poeta que virou delegado de polícia, e o Manoel João, um telegrafista e caçador de primeira linha, bom contador de histórias. Minha função no grupo era tocador de violão e guardião da memória deles, afinal iriam precisar de detalhes que fatalmente esqueceriam, quando da redação das reportagens que faziam para a rádio Educadora e o jornal A Voz Católica.

Hélio proporcionava muitas histórias engraçadas, como certa vez em Mazagão, no início dos anos 70. Fomos de barco até a sede do município, e de carro até Mazagão Velho registrar a festa da Piedade. Ele ia dirigindo (Pasmem!) um jipe, e nós vínhamos tensos, no maior medo, porque até então ninguém jamais o vira dirigir, a não ser uma bicicleta. Com alguns atropelos e barbeiragens chegamos ao destino. Anoitecia e ele foi à casa do seu Osmundo, que liderava o conjunto “Mucajá”. Era um grupo rústico, de pau e corda e clarinete que tocava samba, baião, polca e outros ritmos, E que em seguida começou a tocar para nós. Lá pelas tantas, devido sua generosidade etílica, acabou o suprimento de uísque e cachaça. Em toda a vila também não tinha nada de álcool. Ele chamou uma rapaziada e disse: – Vão ver se encontram cachaça que eu dou uma grana pra vocês. Eles voltaram com uma “meiota” de “canta-galo”. O Hélio deu uma golada e cuspiu: – Querendo me enganar, é seus porras? Cachaça com água eu não bebo, inda mais se é de mulher que acabou de parir. Fiquei sabendo depois que as mulheres do lugar usavam aguardente na assepsia do pós-parto e que os moleques haviam roubado a garrafa de uma senhora que parira uns dias antes. Esse episódio só fez solidificar a minha admiração pela figura simples e humana do jornalista.

Fecundo no seu trabalho, Hélio sempre procurou dar a ele novas formas em linguagens diferentes. Em 1984/85 associou-se ao talento do piloto e vídeo-maker Roberval Lavor e produziu inúmeros vídeos sobre aspectos turísticos do então Território do Amapá. Embora não se adaptasse ao computador, o apregoava como instrumento do futuro, pois era atualizado nas informações tecnológicas.

*Contribuição do jornalista Renivaldo Costa.

Jornalista amapaense vai apresentar o ‘Jornal Nacional’ no próximo sábado (12)

Aline Ferreira apresentará o Jornal Nacional

Um dos mais antigos e conceituados telejornais da América Latina terá a excepcional apresentação de um casal de jornalistas neste sábado (12).

Um desses ‘ancoras’ será a amapaense Aline Ferreira, que irá dividir a bancada com o jornalista Fabian Londero, da NSC, da afiliada da Globo em Santa Catarina (SC).

Aline – que é natural da cidade de Santana (AP) – será a nossa representante estadual. Ela foi escolhida para compor a programação em homenagem aos 50 anos do ‘Jornal Nacional’, transmitido pela TV Globo para mais de 60 milhões de telespectadores.

Para a amapaense, a expectativa tem sido grande para o momento, onde já vem recebendo dezenas de mensagens de apoio de amigos e colegas de profissão.

A sua participação começará a partir das 20h10, e durante 25 minutos, estará com o colegas de bancada repassando as principais informações e acontecimentos do dia.

Fonte: blog Santana do Amapá

Meu comentário: como jornalista, fico feliz pela querida colega. Tive vários contatos profissionais com a apresentadora e dizer que ela é competente é redundante. Sucesso, Aline. Bota pra quebrar!

Feliz aniversário, Arilson Freires!!

Com os jornalistas Max Miranda e Arílson Freires – TV Amapá – 2015

Hoje aniversaria o pai e marido dedicado, boleiro, poeta, cronista, jornalista, editor, apresentador e repórter (oficial da Rede Globo em Macapá) da TV Amapá e ilustre santanense, Arilson Freires. Além de competente e experiente profissional (com décadas de carreira), o cara é um amigo. A ele devo alguns aprendizados e muitos favores no âmbito profissional.

Aliás, falar que o Arilson Freire é bom e é algo redundante. O cara é fera! Ele foi o meu primeiro chefe no jornalismo, em 2008, quando tive uma passagem curta pela Rede Amazônica. O experiente jornalista, que comandou por muito tempo as redações da emissora no Amapá, sempre me tratou muito bem, mesmo quando eu era foca (iniciante).

Lembro bem do dia em que cheguei lá e fiz o teste com o Arilson. Era para uma vaga para o Portal Amazônia, site de notícias da Rede Amazônica, que na época tinha correspondente no Amapá. Foi um texto de tema livre e certamente o artigo ficou uma merda.

Eu e o jornalista Arilson Freires Gomes a bordo de um monomotor (2011). Foto: Marcelo Lima.

Mas Freires foi gentil e explicou como a matéria deveria sair. E assim seguimos no trabalho por mais de um ano, com ele na supervisão. Foram tempos de absorção de conhecimento com Arilson e demais colegas jornalistas.

Sempre admirei Arilson como profissional. Após alguns anos de convívio, em que pedi cobertura de tudo que era pauta, até para as menos relevantes (coisa de assessor de comunicação), sempre contei com a ajuda providencial do jornalista, tenho Arilson Freires em alta conta.

Com o Arilson, em uma pauta, em 2017.

Construímos uma amizade bacana, com muito respeito e parceria. E tanto pelo admirável jornalista, quanto pelo cara simples e gente boa que ele é, hoje lhe rendo homenagens. Parabéns pelo seu dia, amigo. Que tenhas sempre sucesso e saúde junto aos seus amores.

Feliz aniversário, mano velho!

Elton Tavares

25 de setembro – Por Mariléia Maciel – @MarileiaMaciel

Esperei acabar este dia, 25 de setembro, quando meu pai completa 7 anos e quatro meses de partida, a minha amiga querida Raimundinha Ramos, 1 ano e 11 meses, e seu Arin, 11 meses, pra dizer de Marco Antônio, que nesta data que nunca esqueço, também partiu para as estrelas.

Marquinhos eu conheci bem novinho, era sobrinho de uma vizinha, que sempre visitava, e ainda “taludo” começou a fazer rádio. Lembro primeiro dele na Rádio Equatorial, perto de casa, no tempo que escutávamos o radinho como quem acessa hoje a internet, com intensidade. Eu ouvia o Marquinhos, assim como ouvia o Costa Chaves, o Everaldo, Domiciano Gomes, Arnaldo Araújo, Hélio Penafort, Joaquim Ramos. A voz poderosa, grave, firme, e a gente aqui, do outro lado, nem sabia quem estava do outro lado do rádio, mas já nos encantávamos com o poder da voz.

Eu jamais imaginei que aquele moleque branquelo, de cabelo cacheado, olho azul, óculos de grau, jeito de nerd, era o dono daquela voz que eu ouvia no rádio. Fui ligar a pessoa à voz bem depois, já como operária da comunicação, meados dos anos 90, quando tive a oportunidade de trabalhar junto com o Marquinhos no Governo do Estado, ele na produção dos programas de rádio, e eu, assessora de comunicação.

Uma vez perguntei se ele lia as cartas que recebia, e ele disse que todas. Então me chateei, porque eu tinha deixado uma cartinha pedindo música para ele e o Valdecir Bittencourt, e nunca foi lida. Culpei a recepcionista, claro. Acompanhei seu namoro e casamento, descobri que era irmão e amigo de pessoas de meu convívio, fizemos inúmeras farras, noitadas, com muitas histórias pra contar.

Marquinhos sempre sereno, sensato, brincalhão, com a piada pronta, com ou sem graça, mas riamos do mesmo jeito, porque a amizade permite momentos assim. O encontrei com outra grande colega, Stephany (nunca acerto escrever o nome) namorando de mãos dadas, achei lindo que continuava o romântico do programa Transas do Coração, apaixonado incorrigível, que bom!

Mas a vida é cheia de caminhos e descaminhos, então nos distanciamos, sem perder a essência de sonhadores e perseguidores de notícias. Marcos hoje nos deixou, seguiu, e fico com um aperto no peito por não ter tirado um tempinho pra visitá-lo, dar um cheiro, um abraço.

Guardo em mim as lembranças de um parceiro maravilhoso metódico e engraçado, piadista e romântico, daquelas pessoas que achamos que nunca morrem, porque têm a alma liberta de rancores e maldades, é um ser humano comum, com erros e medos, mas acima de tudo, completos como pessoa.

Siga em paz meu querido, leve minhas mensagens de amor para meus amores que aí habitam, e desejo muito que seja bem recebido para a vida eterna. Depois a gente se encontra. Bjs

Essa foto foi tirada nos anos 90. Dela já chorei por Leal e Jorge Ernani, meus parceiros com quem muito aprendi. Gratidão e agradecimentos por tudo o que vivi e vivo com meus amigos.

Mariléia Maciel

Nota de Pesar do Sindjor/AP pelo falecimento do jornalista e radialista, Marco Antônio de Brito

Marco Antônio – Fotos do Facebook do jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (SINDJOR) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) comunicam com pesar o falecimento do jornalista e radialista, Marco Antônio Araújo de Brito, ocorrido nesta quarta-feira, 25, em sua residência. Formado em Comunicação Social, Marco Antônio deixa uma extensa contribuição no jornalismo amapaense com passagens por rádios, tvs, assessorias de imprensa etc.

O velório está previsto para ocorrer a partir da tarde desta quarta-feira, 25, na residência da família, na Avenida Coaraci Nunes, entre as Ruas General Rondon e Tiradentes, Centro. O sepultamento será na quinta-feira, 26, às 9h, no cemitério de São José, no bairro Santa Rita.

Em nome da categoria, o SINDJOR e a FENAJ externam os mais sinceros sentimentos à família enlutada.

*03/02/1969
+25/09/2019

Macapá, 25 de Setembro de 2019

Parte da minha turma de jornalismo do Seama. Da esquerda para direita estão: eu (cortado ), Eduardo Neves, Marco Antonio, Keila Góes, Adryany Magalhães, Poliana Tavares, Doris Muniz e Aridelso Gomes. Novembro de 2008.

Sobre Marco Antônio

Sobre o Marcão, morreu hoje muito mais que um bom jornalista, radialista e colega de profissão. Marco Antônio era um cara do bem e de bem. O conheci na faculdade Seama, onde estudamos Comunicação juntos. Ele já era um comunicador experiente ao entrar na Academia, queria somente aprimorar seus conhecimentos e assegurar a graduação.

Nunca andei com o Marcão, mas sempre me dei bem com ele. Em uma relação de respeito e amizade recíproca.

Em 2016, meio da correria do trabalho, encontrei com ele. Até aquele dia, não sabia que meu colega de faculdade e velho amigo estava de volta a ativa. Ele estava trabalhando na produção da Rádio Difusora de Macapá e esteve comigo lá no TRE-AP, onde eu era assessor de comunicação.

Eu e Marcão, em 2016

Marcão se recuperava de uma Acidente Vascular Cerebral (AVC) que quase o matou em 2014. Mas ele teve outro AVC em 2019.

Marco Antônio foi boa gente, trabalhou com várias gerações de profissionais e sempre ajudou que pode. Que o brother siga em paz e que Deus conforte seus familiares e afetos. Valeu, Marcão!

Elton Tavares

Eu me inventei (crônica sincera)

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“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se não quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, office boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Assessor de Imprensa – Parabéns pra gente!

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Hoje é o Dia Nacional do Assessor de Imprensa. Não encontrei a origem da data, mas tá valendo. Planejar, pensar em pautas originais, ter bons contatos na imprensa e texto bom não é pra qualquer um não. Sou jornalista. Amo essa profissão, apesar de atuar há nove anos em uma vertente do jornalismo, a assessoria de comunicação ou de imprensa, como nomeiam alguns.

Já trabalhei ou sou amigo de ótimos profissionais desta área. Assessorei secretarias de Estado, dois governadores, um prefeito, dois desembargadores, um Tribunal, um senador e estou há dois anos e dois meses no MP-AP. No post original, o autor listou outras coisas, mas o que concordo são essas:

“Ter uma cara de pau elevada à enésima potência.

Festejar a notinha do colunista famosão como se fosse um furo de reportagem.

Viver explicando pro povo de redação que assessor também é jornalista.

Viver explicando pro povo de relações públicas que jornalista também é assessor.

Saber vender seu peixe. Quer levar, não, freguesia? Pauta fresquinha.

Ouvir do assessorado desinteressante o pedido de uma entrevista pro Jô, e pensar “tô fodido”.

Ralar como qualquer jornalista, mas levar fama de vida boa.

Buscar o difícil equilíbrio entre o interesse do assessorado e o do repórter.

Buscar o difícil equilíbrio entre o ego do assessorado e o do repórter.

Responder 20 perguntas por e-mail pra ontem, por favor, e não esquece uma foto em alta resolução, tipo 300 dpi, pode ser?

Lidar com assessorado que não tem a menor noção de como funciona a imprensa.

Organizar coletiva e rezar pra tudo que é santo pra não chover.

Ir a almoços chatérrimos de “fortalecimento de relações”.

Acreditem, não é tão fácil quanto parece, mas adoro essa profissão. Além de empenho, é preciso sorte e carisma.

Ah, alguns dizem que assessor de comunicação não faz jornalismo. Concordo, é mais um lance de publicidade, no formato jornalístico. Sabe como é, não ouvimos os dois lados (alguns da “imprensa aberta” também não).

Outro problema é a confusão entre prestar assessoria com ‘puxasaquismo’. Já sofri na pele tal crítica, mas a carapuça nunca me coube. Enfim, parabéns pra nós, que matamos um leão por dia, seja por conta do assessorado ou colegas da imprensa.

Elton Tavares

Fonte: Desilusões Perdidas

Feliz aniversário, Evandro Luiz! (meus parabéns ao grande “Barão!”)

Evandro entrevistando Leonel Brizola, então candidato à Presidência, em 1987. Foto: Arquivo Pessoal do Barão.

Hoje aniversaria o jornalista, produtor e repórter, pai e marido amoroso, além de respeitado e querido profissional da comunicação do Amapá, Evandro Luiz, o popular “Barão”. Ele foi o primeiro jornalista formado a se aposentar no Estado. Na TV, ele é um dos pioneiros e pavimentou o caminho para os que vieram depois. O cara fez 18 mil reportagens ao longo de quase 30 anos de televisão. Impressionante!

Além disso, Evandro é um grande cara. Tive uma passagem curta pela Rede Amazônica, mas o experiente jornalista nunca me tratou como foca (iniciante). Pelo contrário, sempre teve apreço por mim. Quando descobriu que sou neto do delegado Espíndola (que já virou saudade), disse: “cara, trabalhei com teu avô na Guarda Territorial, ele foi meu amigo”.

Em janeiro de 2016, ele pendurou as chuteiras. O jornalista Seles Nafes, que trabalhou muitos anos com o Evandro, escreveu um textaço em homenagem ao cara. Em um dos parágrafos, SN disse:

Evandro Luiz é jornalista com “J” maiúsculo, e não apenas por milhares de reportagens que produziu na televisão, muitas em situações arriscadas, especialmente em aventuras no interior do Estado. Mas pelo exemplo de perseverança e de entusiasmo pelo jornalismo, profissão que o fez faltar ao trabalho raríssimas vezes em 29 anos de Rede Amazônica”. É verdade, o cara foi exemplo dentro e fora do trampo.

Em setembro de 2016,   Evandro merece, pois é um dos representantes da memória cultural do cenário jornalístico do Estado.

Em outubro de 2017, durante uma conversa com o Barão na casa da jornalista Alcinéa Cavalcante, conversamos sobre as várias vertentes do jornalismo, e em algum momento ele disse algo que para mim é uma honra: “Elton, cada um com o seu talento, para mim tu és um excelente assessor de comunicação”.

Fiquei muito feliz com o elogio do amigo, pois tive a honra de trabalhar com essa lenda da comunicação amapaense e sei da importância de sua opinião.

Ao Evandro, meu respeito e gratidão e votos de saúde e felicidades. Parabéns, amigo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Memórias da imprensa – O jornal Folha do Povo – Via @alcinea

Por Alcinéa Cavalcante

Fundado em 1963 por Elfredo Távora e Amaury Farias, entre outros jornalistas, a Folha do Povo era um jornal semanal de oposição ao governo. Por causa disso seus jornalistas foram presos várias vezes.

Funcionava na avenida Mário Cruz. A foto registra uma das interdições do jornal, após o golpe de 1964. Um policial na porta principal impede a entrada e saída de qualquer pessoa. Neste dia quando Amaury Farias chegou ao jornal já estava lá à sua espera o delegado José Alves e um escrivão de polícia para prendê-lo.

Disse-lhe o delegado: “Amaury, na ausência do Elfredo (Elfredo Távora, editor-chefe do jornal, estava em Belém) tu és o responsável pelo jornal como redator-chefe, e aqui estamos por ordem do governador para te prender e fazer intervenção no jornal porque aqui funciona uma célula comunista.”

E lá foi o Amaury Farias preso mais uma vez. Ele e José Araguarino Mont’Alverne – que era um excelente repórter.

Fonte: Blog da Alcinéa Cavalcante

Rita Torinha gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida! – @RitaTorrinha

Hoje a jornalista Rita Torrinha gira a roda da vida. Competente editora do portal de notícias G1 Amapá, excelente revisora, especialista em assessoria de comunicação institucional e cultural, esposa do Preto Velho da Amazônia (jornalista e também amigo Rodnei Silva), mãe dedicada da Bebelle, pior cantora de redação da galáxia (por conta do repertório, que fique registrado), além de querida amiga deste editor, Rita Torrinha.

Em 2010, comecei a trabalhar na Comunicação do Governo do Amapá. Rita também entrou no mesmo dia. Aquela foi uma das melhores equipes que integrei e dividi uma redação. Eu e Torrinha tivemos alguns problemas de relacionamento e depois nos tornamos amigos, de fato. Sim, nós já nos detestamos, mas já tempo que ela é broda. É como diz o adágio popular: “a gente troca juventude por sabedoria”.

Voltamos a trabalhar juntos em 2013, na assessoria de comunicação da Prefeitura de Macapá e a coisa fluiu bem. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes e quase sempre com muita parceria e brodagem. Além da maravilhosa mãe e jornalista caralhenta que é, Torrinha também foi por muito tempo uma das revisoras do meu site.

Eu e Rita não vivemos juntos e nem somos confidentes, mas sim, somos amigos. E ela é do meu coração, pois tenho certeza que se rolar um perrengue com um de nós e o outro puder ajudar, assim será. Tenho gratidão, respeito, admiração e amizade por ela.

Por tudo dito/escrito acima e mais uma porrada de batalhas vencidas junto com ela, desejo tudo de melhor nessa vida para a Rita Torrinha. Mana velha, que sigas com saúde, pois tu te garantes no trabalho e o sucesso é consequência. Que tenhas sempre alegrias junto da tua família lindona.

Mais uma vez, obrigado pela força na jornada. Que Deus te ilumine sempre. E que teu novo ciclo seja aind amais feliz e próspero. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares
*Texto republicado, mas de coração.

Eleições da Fenaj no Amapá

Foto: Patrick Melo

Hoje (18), na sede do Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor/AP), profissionais da comunicação amapaense votaram para eleger a nova direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os cinco novos integrantes da Comissão Nacional de Ética (CNE) da Fenaj.

Participaram da eleição jornalistas sindicalizados e adimplentes junto ao Sindjor. A Comissão Eleitoral no Amapá foi formada pelos jornalistas José Aluízio da Silva Souza (Armstrong), Maria Carolina Lopes de Souza e Jorge Luiz Cardoso Bitencourt.

Com o presidente do Sindjor, jornalista João Clésio e com as jornalistas Carol Lopes e Tina Sanches – Foto: Patrick Melo

Os jornalistas amapaenses estão representados na chapa da Fenaj/2019 pela jornalista Denyse Quintas, que ocupa posição como vice-presidente Regional Norte II. Ela presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá por dois mandatos.

Estamos juntos na resistência e no enfrentamento à retirada de direitos sociais e trabalhistas, às constantes ameaças às liberdades de expressão e de imprensa e ao estado democrático de direito.

“…Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta…” – Perfeição – Legião Urbana.

Elton Tavares – Jornalista

Como escrever um texto polêmico (vai na fé)

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Faz tempo que aprendi como escrever um texto polêmico e “cool”. Você contextualiza e detona o objeto que já está na pauta do momento. Sim, pega carona com a merda que já está na palheta (implantação da pena de morte no país, diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e maconha, enfim, atualidade, política, religião, pessoas, música, etc…). Sim, textos de revolta, sangue nos olhos e tals. Ou crônicas dúbias, mas inteligentes (o problema é que nem todo mundo entende a segunda opção).

Desenvolvimento: durante o artigo ou crônica, esmiúça um “porém” e descreve alguma hipocrisia de ordem genérica, absolvendo o objeto. Com falsidade, claro. Ah, use frases de impacto. Tipo => como disse Bill Gates : “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair” ou Oscar Wilde, quando disse que ”o descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou uma nação”. Isso sempre funciona.escrevendo

Ah, faça perguntas? O sistema é falho, portanto deixa brechas para críticas no bandão. Aliás, falar mal é sucesso garantido!

Já na conclusão, você moraliza no formato bunda-mole tipo: “um tapa na cara da sociedade”. Todo mundo, aliás, é bunda-mole, em algum aspecto, claro. Só não aqueles que concordarem com este texto (Rá!).

Por fim, você pega o embasamento de alguma pessoa consideradona no meio de comunicação para o epílogo e afirma que aquele é o melhor texto produzido sobre o tema.homer de rocha

Claro que, brincadeiras à parte, devemos criticar, discernir e entender as coisas como elas são, de fato. Ver o mundo de outra ótica, a dos que não querem que a verdade venha à tona. Então, textos polêmicos são mais que necessários. O importante é seguir questionando os fatos e acontecimentos ao nosso redor. Seguimos discordando, sempre. E fim de papo!

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade” – Raul Seixas

Elton Tavares

Amapaenses conquistam prêmio maior do que buscavam no ‘The Wall’

Apresentador Luciano Huck e as amapaenses Marcelle Nunes e Camila Ramos, no Caldeirão de sábado | GShow

O último The Wall da temporada do Caldeirão do Huck recebeu duas amigas de Macapá, no Amapá, Camila e Marcelle. Elas se conheceram durante a faculdade de jornalismo e, depois de formadas, criaram um site com a intenção de gerar apenas notícias boas e esperança no estado onde vivem. Para que o projeto continue, elas precisavam de R$ 150 mil, para montarem um escritório e comprar os equipamentos necessários, mas conseguiram conquistar mais do que desejavam, um valor de mais de R$ 160 mil, após Camila não assinar o contrato!

“Descobrimos que quando a gente dá visibilidade para uma pessoa que faz uma coisa boa, muita gente ao redor se inspira também”, comenta Marcelle.

Meu comentário: Tô muito feliz pela conquista das meninas. Sempre tive uma relação de brodagem com a Camila Ramos, a quem chamamos carinhosamente de “Raminhos”. No caso da Marcelle, ela é minha parceira de trampo e de doidices, amiga, confidente, conselheira, irmã de vida em todos os aspectos. Tô realmente feliz pra caralho (leia-se intensidade). Desejo todo o sucesso ao site Bem Tucuju e para essas sagazes jornalistas informantes do bem.

Fonte: Blog do Cléber Barbosa