A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá – Republicado por motivos de terça-feira

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2019 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Texto de 2017. Republicado por hoje ser terça-feira.

Meus parabéns, Cleide Freires! – @cleidefreires

Cleide Freires (esquerda da foto), eu e a jornalista Mariléia Maciel – Novembro de 2016

Hoje aniversaria a mãe e esposa dedicada, jornalista, produtora e apresentadora dos jornais da TV Amapá, emissora afiliada da Rede Globo no nosso estado, além de querida amiga deste editor, Cleide Freires. Trata-se de uma das pessoas queridonas com quem tive a honra de estudar e trabalhar nesta nossa louca profissão.

Conheci a Cleidinha no curso de jornalismo da então Faculdade Seama, onde nos graduamos na mesma turma. Já sacava a moça da TV, pois ela tem vasta experiência e uma bonita trajetória neste nobre ofício. Depois, quando eu era foca (iniciante), tive contato com ela na Redação da TV Amapá.

Cleide é uma menina porreta, tranquila, prestativa, educada, trabalhadora, inteligente e gente fina. Ela é, sobretudo, uma mulher do bem e excelente profissional. Gosto muito dela!

Cleidinha, querida amiga, que teu novo ciclo seja ainda mais iluminado, parabéns pelo seu dia. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Como escrever um texto polêmico (vai na fé)

avatar_polemica_tw

Faz tempo que aprendi como escrever um texto polêmico e “cool”. Você contextualiza e detona o objeto que já está na pauta do momento. Sim, pega carona com a merda que já está na palheta (implantação da pena de morte no país, diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e maconha, enfim, atualidade, política, religião, pessoas, música, etc…). Sim, textos de revolta, sangue nos olhos e tals. Ou crônicas dúbias, mas inteligentes (o problema é que nem todo mundo entende a segunda opção).

Desenvolvimento: durante o artigo ou crônica, esmiúça um “porém” e descreve alguma hipocrisia de ordem genérica, absolvendo o objeto. Com falsidade, claro. Ah, use frases de impacto. Tipo => como disse Bill Gates : “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair” ou Oscar Wilde, quando disse que ”o descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou uma nação”. Isso sempre funciona.escrevendo

Ah, faça perguntas? O sistema é falho, portanto deixa brechas para críticas no bandão. Aliás, falar mal é sucesso garantido!

Já na conclusão, você moraliza no formato bunda-mole tipo: “um tapa na cara da sociedade”. Todo mundo, aliás, é bunda-mole, em algum aspecto, claro. Só não aqueles que concordarem com este texto (Rá!).

Por fim, você pega o embasamento de alguma pessoa consideradona no meio de comunicação para o epílogo e afirma que aquele é o melhor texto produzido sobre o tema.homer de rocha

Claro que, brincadeiras à parte, devemos criticar, discernir e entender as coisas como elas são, de fato. Ver o mundo de outra ótica, a dos que não querem que a verdade venha à tona. Então, textos polêmicos são mais que necessários. O importante é seguir questionando os fatos e acontecimentos ao nosso redor. Seguimos discordando, sempre. E fim de papo!

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade” – Raul Seixas

Elton Tavares

Sete anos sem Jacinta Carvalho

jacinta (2)

Há exatamente sete anos, morreu a professora, jornalista e ex-secretária de Estado da Comunicação, Jacinta Carvalho. Ela, que tinha 34 anos, faleceu vítima de uma infecção generalizada causada por um vírus desconhecido, que atingiu o pulmão e posteriormente o coração. Foi tudo tão rápido. Só de lembrar, ainda fico atônito.

Acordei naquele domingo, às 7h, com a triste notícia.

Ela era uma mulher inteligente, competente, sorridente, alegre, íntegra, batalhadora, verdadeira, despojada, de bem com a vida, responsável, leal aos amigos, sincera, comprometida em tudo o que fazia e apaixonada pela família.

Jacinta foi minha professora (e de muitos jornalistas do Amapá) na Faculdade Seama, onde cursei Comunicação Social. Na época não nos dávamos tão bem, aliás, tivemos alguns embates memoráveis.

Anos depois, ela me disse: “eu gostava das nossas discussões na minha aula, você era questionador, argumentativo, provocador e combativo”. Esse elogio rolou em 2010, quando já éramos amigos.

Em 2011, ela se tornou minha chefe.

De professora, virou secretária de Estado da Comunicação. Cargo merecido, pois, mesmo alguns discordando, ela tinha competência para tal. Em 2012, foi inaugurada no bairro Vale Verde, no Distrito de Fazendinha, a Escola Estadual Professora Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho Gonçalves, uma justa homenagem. Eu fui cobrir a inauguração, foi uma mistura de tristeza pela lacuna que ela deixou e alegria pelo reconhecimento do seu trabalho. É, foi emocionante.

Jacinta deixou dois filhos meninos, seus amores. Além deles, era apaixonada pelo magistério, pela comunicação e por dançar. Sim, a moça curtia um arrasta pé.

Com precisão cirúrgica, Mário Quintana escreveu: “a morte chega pontualmente na hora incerta”. Quem conhecia Jacinta sabe que ela vivia pra valer. Eu, assim como muitos colegas, tive o privilégio de ser seu amigo. Seu lema era: “viver bem é um desafio diário”. Concordo! Por essas e outras, ainda sentimos sua falta por aqui e sentiremos durante muito tempo, mas sabemos que ela cumpriu sua missão.

Amigos vão e vêm. Por causa dos mistérios da vida, muitos passam anos como personagens de nossas histórias, mas não deixam nenhuma marca positiva.

Com outros convivemos pouco, mas, com intensidade e por algum motivo, mudam o rumo de nossas existências. Foi assim que Jacinta passou pela minha vida, melhorando-a.

Ela foi para outro plano, mas não sai da memória e nem do coração de seus amigos e familiares. Jacinta acreditou em mim e serei eternamente grato. Querida, tenho certeza de que estás em um bom lugar. Até a próxima vez!

Elton Tavares

NOTA DE PESAR do SINDJOR/AP

Johnny Sena

É com profundo pesar que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (Sindjor) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) comunicam o falecimento do repórter fotográfico, Adilson Johnny Mendes de Sena, 49 anos, ocorrido nesta quinta-feira, 29, em acidente de trânsito na BR-210. O profissional desempenhava suas funções, atualmente, na Prefeitura Municipal de Pedra Branca do Amapari.

Johnny Sena, como era mais conhecido profissionalmente, deixa três filhos: Maurício, Gabriel e Matheus.

O Sindjor e a Fenaj lamentam a irreparável perda e neste momento de dor se solidarizam com a família enlutada.

Macapá, 29 de Novembro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá – SINDJOR/AP.

Paixão pela natureza

Poucos foram os fotógrafos que colocaram um ideal além de sua arte ou de seus interesses financeiros. Um desses é Adilson Johnny Mendes de Sena, ou simplesmente Johnny Sena. Ele se destacou em diversos meios de comunicação por capturar cenários maravilhosos do Amapá, sua grande paixão.

Foi para compartilhar essas belas imagens com a imprensa nacional, que o fotógrafo criou a Sena Photo Bank, empresa que montou em Macapá, reunindo um acervo de dezenas de milhares de fotografias do Estado. A arte de Johnny acumula vários prêmios fotográficos, dentre eles o de melhor repórter fotográfico do Amapá, além da primeira colocação no concurso promovido pela Rede Amazônica, em Manaus – “Um olhar sobre a Amazônia” e, segundo lugar, no concurso de jornalismo daquele Estado.

Johnny Senna ainda foi finalista na promoção da ONU, “Brasil e Meio Ambiente”, onde teve foto exposta. Realizou cinco mostras individuais e participou de três exposições coletivas de fotografias, além de possuir fotos em cartões telefônicos da Telemar e nos trabalhos produzidos pelo projeto “Conheça e valorize o Amapá”.

Como repórter fotográfico, ele somou a seu currículo a atuação em jornais regionais e nacionais, como Jornal do Dia (RJ), Jornal do Brasil(RJ), Hoje Amapá (AP), Amazonas Em Tempo (AM) e nas revistas Nova Escola, Isto É, Claudia, Enfoque Amazônico e Amazon View, as duas últimas editadas na região.

*Texto adaptado de Apolonildo Britto – Revista Amazon View

Fonte: blog do jornalista Cléber Babosa

Feliz aniversário, mestre Édi Prado (@PradoEdi)

1377015_544245188961850_2022367061_n (1)
Com o mestre Édi na esquerda, no Núcleo de Jornalismo da Secom e na direita a foto do aniversariante (surrupiada do amigo jornalista João Lázaro)

Hoje é aniversário do jornalista e estudioso da história do Amapá, além de meu amigo querido, Édi Prado. O “mestre Édi” sabe muito e é irreverente. É um cara admirável de tão gente fina. Ele sempre possui pontos de vista coerentes e diferenciados.

Édi Prado é uma figura, é sempre um prazer bater um papo com ele, aprender um pouco sobre jornalismo e sobre a vida. Quem já trabalhou com o cara sabe do que falo. O figura possui um humor refinado, discreto, mas apurado.

Lembro muito bem da força que Édi me deu quando deixei a equipe de comunicação do Governo do Amapá, em 2012. Ele, no auge de sua experiência, disse: “A parceria nunca acaba. O mundo é redondo e por isso não tem canto. Tem cânticos. A cidade é pequena e a amizade é enorme”.

 Isso foi muito bom de ouvir na época, pois sofri muitas críticas por conta da decisão. Sou grato ao amigo jornalista pelo apoio.

“A gente não sabe quais os motivos dos nossos encontros nessa vida ou quais os motivos que nos levar a gosta de alguém. Mas acho que o que vale mesmo é o sentimento de carinho e demonstração de amor enquanto estamos vivos. Se o que temos pra lembrar são os momentos e as fotografias“. Édi Prado.

Saúde e felicidades, amigo. Hoje, nos seus 64 verões e nos próximos (que sejam pelo menos uns 164). Sinto saudades de dividir uma redação com pessoas como Édi Prado. Mestre, desejo tudo de melhor pra você e sua família. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado, mas de coração. Felicidades, mestre Édi!

Feliz aniversário, Jorge Junior!

euejorgejuniorsombra-jpg1
Foto de quando eu era menor e J.J. era maior. Bons tempos (risos).

Hoje é aniversário do marido da Patrícia, pai do lindo Pedro Jorge, repórter cinematográfico e fotojornalista Jorge Cardoso Junior, o “Sombra”. O figura é bem humorado, inteligente, prestativo, gente fina e profissional competente, além de querido amigo meu.

Experimentado no meio jornalístico amapaense, Jorge já foi cinegrafista de vários veículos de comunicação de Macapá. Conheci o figura somente em 2011, quando trabalhamos juntos na comunicação do Governo do Amapá.

Com ele, cobri os mais variados eventos, percorremos as estradas do Amapá, trampamos em muitas cidades, durante dias e noites. Dividimos quartos de hotéis nada recomendáveis, comida e cervejas.

14199211_1122761987809370_3236910283284273056_n

Além de ótimo colega e profissional, Jorge é um cara bacana. Um homem que trata a todos com respeito. Ele é, sobretudo, um cara do bem.

Sombra, mano velho, que Deus te ilumine sempre. Que tenhas saúde e sucesso para alcançar seus objetivos. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado, mas de coração.

Meus parabéns aos amigos jornalistas Abinian Santiago e Adryany Magalhães, que aniversariam hoje – @abinoanAP e @drykamagalhaes

Já tive o prazer de trabalhar com muita gente legal e competente. Entre eles, os jornalistas Abinoan Santiago e Adryany Magalhães. Ambos aniversariam hoje.

Abinoan é um excelente repórter investigativo. Acho que o melhor da nova geração. Além disso, é cara é bom de texto, de rádio, TV e webjornalismo. Um figura Phoda! E um sujeito tranquilo, gente fina, inteligente, culto e observador. Talentoso e brpther.

Como ninguém é perfeito, o figura é simpatizante da Escola de Samba Macacatu da Favela, mas em contrapartida, fã de Red Hot Chulli Pepers e AC/DC. É, Abinoan é diversificado. Trabalhei com Santiago na comunicação da Prefeitura de Macapá e garanto: o cara é bom de trampo e um brother do bem.

Já a Adryany é meio espevitada, mas muito gente fina, apesar de pagodeira (risos). Já nos ajudamos muito nessa vida, tanto quando trabalhávamos juntos na assessoria de comunicação do Governo do Amapá e na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Macapá, quanto agora. Ela é parceira!

A querida amiga se tornou uma excelente assessora e mãe, com responsa e competência comprovadas nas duas atividades. Tenho orgulho dela (mesmo a broda sendo do Boêmios do Laguinho). Aliás, fiz faculdade de jornalismo com a moça. Ou seja, já é uma velha amiga.

Enfim, desejo tudo de bom aos jovens e talentosos jornalistas. Vocês são queridos. Saúde e sucesso sempre. Feliz aniversário, amigos!

Elton Tavares

Como o jornal Província de São Paulo (de 1889) noticiou a Proclamação da República

jornalrepublica

Recebemos ontem o seguinte telegrama: Foi proclamada a República no Brazil. Consta que o governo provisório será organizado com o general Deodoro e Quintino Bocayuva. Afirmam outros que o governo será constituído pelo general Deodoro, Quintino bocayuva e Benjamin Constant. Foi convocada uma reunião popular para aclamação do governo. O ministério foi obrigado a assinar a sua demissão. O barão de Ladario foi ferido e acha-se em perigo de vida. Logo que recebemos este telegrama, fizemos distribuir o seguinte boletim: Cidadãos, notícias da Corte anunciam a proclamação da República – a forma de governo que exprime o sentimento nacional! Unamo-nos! Para garantir a ordem, porque o novo regime nasce da livre manifestação popular! Povo! O primeiro dever republicano neste momento é ser calmo, previdente, justo, tolerante, para ser enérgico na organização! A República significa a paz, o progresso, a civilização. Unamo-nos sem distinção de partidos para firmarmos esse novo regime que nos há de trazer a glória, a grandeza e a felicidade. Viva a República!”.

Fonte: Estadão. 

Feliz aniversário, Sávio Leite!

Eu e Sávio Leite.

Hoje é aniversário do acadêmico de jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), fotógrafo, praticante de artes marciais, amante do rádio (como radialista), integrante da equipe da comunicação do Ministério Público do Amapá, colega de trampo e amigo deste editor, Sávio Leite.

Com o Saviola e a designer Ana Beatriz.

“Saviola” é um cara tranquilo, trabalhador, inteligente, esforçado e muito gente fina. Leite é um cara na dele, observador. Daqueles que mais escuta do que fala. O cara é focado, prestativo, sempre passa do horário quando necessário e tem todas as características necessárias para ser um bom jornalista, que são responsabilidade e ausência de preguiça para trampar. Boto fé que será um grande profissional (será somente pelo motivo de estar no início).

O moleque (no melhor sentido da palavra) está conosco há poucos meses, mas já provou o seu valor. Que nessa louca e feliz profissão que escolhestes, brother, na qual já sigo a estrada há um pouco mais tempo que você, sejas feliz.

Sávio, eu e a jornalista (minha irmã de vida) Gilvana Santos.

Sávio, mano, não sou só teu chefe, mas teu amigo. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos teus amores. Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Manifesto FENAJ sobre a Eleição Presidencial

É hora de escolher a democracia.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), representante máxima da categoria no Brasil, novamente se dirige aos/às jornalistas e à sociedade para defender a democracia e opor-se ao fascismo emergente. Em breve, o povo brasileiro vai voltar às urnas para eleger o novo presidente do país e não restam dúvidas de que a disputa não se dá entre dois projetos democráticos, mas entre uma candidatura que respeita a institucionalidade e o jogo democrático e outra que representa uma regressão política e até mesmo civilizatória.

O Código de Ética do Jornalista Brasileiro estabelece, em seu artigo 6º, como dever do profissional: “I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;(…) X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito; XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;(…) XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

Portanto, além de um dever cívico, é também uma obrigação ética dos jornalistas posicionarem-se contra um candidato a presidente da República que faz apologia da violência, não reconhece a história do país, elogia torturadores, derrama ódio sobre negros, mulheres, LGBTIs, índios e pobres e ainda promete combater o ativismo da sociedade civil organizada. Esse candidato é Jair Bolsonaro, do PSL.

Propositadamente, ele faz uma campanha despolitizada, assentada em valores morais, família e religião; na disseminação de ideias como anticomunismo, racismo e intolerância à diversidade. Na verdade, representa os que, ainda hoje, não se conformaram com a redemocratização e com os avanços sociais ocorridos na última década. Bolsonaro representa os que temem a democracia e a organização do povo; fala em nome daqueles que não se incomodam com privilégios nem com a corrupção e que não se constrangem com o uso da força onde e quando julgarem necessário.

Como entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras jornalistas, a FENAJ também chama atenção para o perigo da agenda de retrocessos nos direitos trabalhistas anunciada pelo candidato do PSL, que certamente aprofundaria ainda mais os retrocessos da contrarreforma trabalhista imposta à classe trabalhadora pelo governo Temer.

Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad. Sem cair na tentação de avaliar os governos do PT, podemos afirmar seguramente que o partido respeitou – e respeita – as instituições democráticas; apresenta-se para o debate público e submete-se à vontade soberana do povo, expressa nas urnas. Haddad não é, portanto, um extremista autoritário que apenas está no polo oposto, como querem fazer crer seus adversários políticos.

Assim, a Federação Nacional dos Jornalistas sente-se na obrigação de alertar a categoria e a sociedade em geral para a verdadeira disputa atual: ou democracia, com todas as suas imperfeições, ou o autoritarismo de base militar, com todos os seus males. A decisão, portanto, tem de ser no campo da política, com o debate público sobre o país e seu povo.

Em defesa da democracia!
Em defesa do Estado Democrático de Direito!
Em defesa dos direitos humanos!
Em defesa da soberania nacional e popular!

Brasília, 11 de outubro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

*Meu comentário: Sou integrante da FENAJ e concordo com o posicionamento da entidade. Vou votar no PT com o coração partido por conta da corrupção promovida pela agremiação pilotada por seu encarcerado mestre, o Lula. Porém, com seus rasos discursos agressivos, ele Bolsonaro se diz o defensor e restaurador da ordem perdida, mas a verdade se trata de um homem racista, machista, homofóbico, ditador e reacionário (não sou eu que digo, ele disse em várias entrevistas).

O candidato do PSL se mostra um potencial inimigo da liberdade de expressão e direitos conquistados em décadas de lutas. Uma verdadeira ameaça à democracia brasileira. Estamos nas trincheiras de dias sombrios e tenho fé que esse homem não será o líder dessa nação, mas se o pior acontecer, faremos nosso papel de jornalistas no combate aos abusos, assim como todas as denúncias feitas contra o PT, Temer e qualquer agressão à sociedade brasileira. Ainda dá tempo, não vote 17.

Feliz aniversário, Arilson Freires!!

Com o Arilson, dentro de um avião monomotor, em 2011. A gente ia cobrir enchentes no interior do Amapá.

Hoje aniversaria o pai e marido dedicado, boleiro, poeta, cronista, jornalista, editor, apresentador e repórter (oficial da Rede Globo em Macapá) da TV Amapá e ilustre santanense, Arilson Freires. Além de competente e experiente profissional (com décadas de carreira), o cara é um amigo. A ele devo alguns aprendizados e muitos favores no âmbito profissional.

Aliás, falar que o Arilson Freire é bom e é algo redundante. O cara é fera! Ele foi o meu primeiro chefe no jornalismo, em 2008, quando tive uma passagem curta pela Rede Amazônica. O experiente jornalista, que comandou por muito tempo as redações da emissora no Amapá, sempre me tratou muito bem, mesmo quando eu era foca (iniciante).

Com os jornalistas Max Miranda e Arílson Freires – TV Amapá – 2015

Lembro bem do dia em que cheguei lá e fiz o teste com o Arilson. Era para uma vaga para o Portal Amazônia, site de notícias da Rede Amazônica, que na época tinha correspondente no Amapá. Foi um texto de tema livre e certamente o artigo ficou uma merda.

Mas Freires foi gentil e explicou como a matéria deveria sair. E assim seguimos no trabalho por mais de um ano, com ele na supervisão. Foram tempos de absorção de conhecimento com Arilson e demais colegas jornalistas.

Em 2017, com a jornalista Gilvana Santos e Arilson Freires.

Sempre admirei Arilson como profissional. Após alguns anos de convívio, em que pedi cobertura de tudo que era pauta, até para as menos relevantes (coisa de assessor de comunicação), sempre contei com a ajuda providencial do jornalista, tenho Arilson Freires em alta conta.

Construímos uma amizade bacana, com muito respeito e parceria. E tanto pelo admirável jornalista, quanto pelo cara simples e gente boa que ele é, hoje lhe rendo homenagens. Parabéns pelo seu dia, amigo. Que tenhas sempre sucesso e saúde junto aos seus amores.

Feliz aniversário, mano velho!

Elton Tavares

Debate da Diário 90,9 FM é hoje!

Debate da Diário 90,9 FM, realizado nesta quinta-feira (4), será decisivo para que eleitores em dúvida possam escolher seus candidatos ao governo. Debate inicia às 17h com transmissão também pelas redes sociais.

Candidatos

Obedecendo a legislação eleitoral, apenas quatro candidatos ao governo do Amapá participarão do Debate da Diário FM. Em ordem alfabética são eles: Capiberibe (PSB); Cirilo (PSL), Davi (DEM) e Waldez (PDT).

Diferencial

Debate da Diário FM contará, em sua maioria, com perguntas formuladas por representantes de vários segmentos da sociedade, além, claro, da população em geral.

Fonte: Ponto & Vírgula

Eu me inventei (crônica sincera)

73314_441126779273692_574911700_n

“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se commicrofonenão quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.10420143_720992854620415_7406863075574302393_n

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, offentrevistasice boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.Trampo2222

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

teste 001No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares