Hoje é o Dia do blogueiro – Viva nós!

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Hoje, 20 de março, é o Dia do Blogueiro. A data foi escolhida em 2004 pela Blogueira CarmenC do blog No Armário da Ca (a página eletrônica não existe mais), isso num tempo em que levar um blog como profissão ainda era um ofício tido como brincadeira (apesar de muitos pensarem assim ainda hoje). A escolha foi baseada na mudança de estação, como uma sugestão para que a ideia sobrevivesse com o tempo.

Quando perguntam qual a minha profissão, digo que sou jornalista, assessor de comunicação e editor de um site, mas que, um dia, gostaria de ser escritor. E acredito mesmo ser um bom profissional.

Neste site, que antes foi um blog por cinco anos, gosto de divulgar cinema, teatro, poesia, atrações musicais, arte, enfim, cultura e todas as suas vertentes. Além de informações relevantes para a sociedade onde vivo, no caso minha Macapá e meu Estado. Ou seja, serei um eterno blogueiro.

O importante é que os nós, jornalistas profissionais, editores de sites e blogueiros, agilizam a velocidade da notícia e divulgação da cultura. Claro que é preciso ter responsabilidade e checar sempre a veracidade da fonte, pois não faltam disseminadores de boatos e mentiras, no afã de agradar o chefe ou dar a notícia em primeira mão.

Além de jornalista, repórter, assessor de comunicação, fotógrafo amador, entre outras coisas, editor do De Rocha, fui e ainda me acho blogueiro. Adoro escrever sobre tudo. Não procuro ser imparcial, isso fica (ou deveria) para os veículos de comunicação formalizados. Aqui dou o meu pitaco, afinal, a bola é minha, mas sempre com responsa.

Ser blogueiro é partilhar experiências, divulgar, elogiar, criticar e emitir opinião, dar e receber conhecimento ou até mesmo bobagens legais.

Certa vez, escutei de um colega jornalista: “no meu ponto de vista, blogueiro é uma pessoa que quer ser famosa”. Não se trata disso, esse abestado nem sabe escrever direito…

O De Rocha é um espaço para opinião, divulgação de eventos, fomentação de cultura e entretenimento. E, se possível, de divulgação comercial também. Aliás, sou compulsivo em atualizar minha página. Não à toa, hoje também é o Dia do Contador de Histórias. Apropriado!

Portanto, quando gostarem de algum texto ou acharem uma merda, concordarem ou discordarem, comentem, curtam, compartilhem! É isso que dá gás para escrevermos.

Meu muito obrigado aos três mil e tantos leitores que todos os dias acessam este site. Valeu, mesmo!

Ah, um feliz Dia do Blogueiro aos jornalistas Fernando Canto (mestre, volte com o blog); Alcinéa Cavalcante; Chico Terra; Alcilene Cavalcante; Seles Nafes; Anderson Calandrini;  Mary Paes; Lorran Souza (Amapá no Mapa); Gilberto Almeida (ArtAmazon); João Lázaro (Porta Retrato); Thiago Soeiro (Por Dentro do Poema); Evelyn Pimentel (Desatino); Ana Girlene (Café com Notícias); Anita Flexa (Urucum); Ivan Carlo (Ideias Jeca Tatu); Flávio Cavalcante (Pedra Clarianã); Camila Ramos e Marcelle Nunes (Bem Tucuju) e Cléber Barbosa e todos blogueiros brothers. E, por fim, mas não menos importante, parabéns aos meus colaboradores, companheiros que ajudam esta página com poemas, fotos, causos e etcétera. Obrigado e viva nós!

Elton Tavares

A CASA DO EZEQUIAS – Por do Fernando Canto

Foto: Blog Porta Retrato

Crônica de Fernando Canto

A metade dos anos 80 trazia a grande expectativa de mudanças no caminho político do Brasil. Após a anistia de 1979 restava ainda o término do Governo Figueiredo e a transição democrática que se estabeleceria com a eleição de Tancredo e a posse de Sarney.

No Amapá tudo isso era motivo de conversa e os jornais emitiam opiniões bem diversificadas sobre o destino de nossa terra, causando certo frisson entre os leitores. E com a possibilidade de transformação em estado o antigo Território Federal cedeu espaço a centenas de aproveitadores políticos que para cá vieram em busca de uma vaga no parlamento. Foi nesse contexto que ressurgiu o Amapá Estado, fundado por Haroldo Franco, Silas e Ezequias Assis.

Governador Henning – Foto blog Repiquete no Meio do Mundo

Esse jornal havia sido editado pela primeira vez durante o governo de Henning, que segundo eles, quando leu o primeiro número o amassou e jogou fora dizendo que a pretensão dos jornalistas não passava de um engano,de uma utopia. Foi, também, nesse contexto que posteriormente foi lançado o jornal Fronteira, onde trabalhei com uma coluna informativa, ao lado de grandes expressões do jornalismo local como Alcy Araújo, Luís Melo, Jorge Herberth e Wilson Sena, por sinal o primeiro presidente da Associação dos Jornalistas do Amapá. Antes disso o Silas fechou o Amapá Estado e foi se estabelecer em Belém com um jornal maior.

Humberto Moreira – Foto: Blog Porta Retrato

Mas os grandes assuntos da pauta semanal do Fronteira eram discutidos na casa do Ezequias. Todos os sábados ele nos recebia com aquele jeito brincalhão, mostrando um exemplar que o Ricardo, seu filho, pegava no aeroporto (Naquela época era impresso em Belém.) e não economizava o orgulho de ver editado mais um número. E o que era para ser apenas informação virava celebração, pois nunca faltava uma boa dose do melhor uísque, uma carne de caça que o Baleia fornecia para o dono da casa desde que ele fora chefe de Gabinete da Secretaria de Obras e a viola do Nonato Leal, às vezes em duo com a do Sebastião Mont’Alverne. Ao lado disso, apreciadores da boa música, como o Alcy, se deleitavam ouvindo o Humberto Moreira interpretar Taiguara. Artistas e intelectuais chegavam como se estivessem ligados a uma rede invisível e automática, num tempo em que não havia celulares. Aimorezinho era um espetáculo tocando bossa nova com a sua escaleta e o inesquecível bandolim do Amilar parecia pousar em uma partitura mágica vinda das Brenhas de Mazagão. Ritmos se fundiam numa democracia musical crescente que só acabaria quase no início da noite com o sorriso sempre aberto da ilustre e querida amiga Nazaré Trindade. Antes, porém, Ezequias, Nonato e Sebastião faziam um coral com a música “Saci Pererê” de autoria dos três. Depois cantavam “Tauaparanaçu”, de Nonato, e arrematavam com “Rio Amazonas”, de autor desconhecido. A audiência não poupava elogios ao trio e se despedia de mais uma seresta tropical que a todos encantava.

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Ezequias Assis, Jorge Herberth e Fernando Canto. Professor Munhoz ao fundo – Foto encontrada no blog da Sônia Canto.

Tanto Ezequias como Nazaré já se despediram deste mundo. Mas o dom da generosidade que neles havia fica na memória e na eterna gratidão pelo que ensinaram e pelo que foram.

Certa vez, num tempo de vacas magras do jornal, Ezequias me chamou e disse que não podia me pagar naquele mês, mas que iria dar um jeito. Falou que estava querendo “ajeitar” seu carro e que decidira deixar para o outro mês. Foi lá dentro e voltou com quatro pneus novos e 120 dólares e me disse: – Toma. Troca os pneus carecas do teu carro e fica com esse dinheiro pra quebrar o galho. No mês que vem a gente se acerta.

Depois ele me abraçou e pediu ao Ricardo para preparar uns uísques. Ficamos bebendo em silêncio.

*Fotos: 2-Governador Artur de Azevedo Henning (o que amassou o jornal) – encontrada no blog da Alcilene. 3 – Jornalista e cantor Humberto Moreira (blog Porta Retrato).

Feliz aniversário, Dulcivânia! (@DulcivaniaF)

Com as jornalista Celle Nunes e Duci Freitas

Gosto de parabenizar amigos em seus natalícios, pois declarações públicas de amor, amizade e carinho são importantes pra mim. Quem gira a roda da vida nesta quarta-feira de cinzas é a colorida (de tanta alegria que ela irradia) jornalista Dulcivânia Freitas.

A “Dulci”, como a chamo carinhosamente, veio de Guarabira (PB), passou por Belém (PA) e, para nossa sorte, ancorou em terras tucujus. Com credibilidade e carisma junto à imprensa, é senhora do seu ofício.

No Amapá, aliás, desenvolve um brilhante trabalho há anos. Além de competente assessora e analista de Comunicação da Embrapa/AP, ela é uma jornalista querida por todos na imprensa amapaense. E nós, seus amigos (que não são poucos), amamos essa mulher.

Dulci também é a mãe dedicada e amorosa do “pequeno lord” e esposa apaixonada do também gente boa Ricardo (infelizmente, só tomei cerveja com ele uma vez na vida). Além disso, é a louca das selfis (ela consegue fazer mais fotos que eu), fã de boa música, extrovertida, carinhosa, muito inteligente, sagaz, simpática, palhaça, prestativa, e divertida.

Jornalistas Mariléia Maciel, Dulcivânia Freitas, eu, Alcinéa Cavalcante e a fotojornalista Márcia do Carmo. Gente querida!

Já disse e repito: se alguém não gosta da Dulci, desconfie desta pessoa. A admiro. Sempre admirei. Não somente pela excelente profissional que é, mas pela pessoa íntegra e de caráter incontestável que essa mulher possui.

Enfim, este texto é um registro do carinho, respeito, amizade e amor que nutro por Dulcivânia Freitas. Queridona, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Bingo em prol da saúde do jornalista Edson Cardozo – @edsoncardozo_ap

Eu e Edson Cardozo. Além de excelente jornalista, um amigo querido.

Amigos e familiares do jornalista, Edson Cardozo, promoverão hoje (17), a partir das 10h, no Clube dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Amapá (CSS -PM/AP), um bingo em prol da saúde do jornalista. A iniciativa visa arrecadar fundos para o tratamento de saúde do nosso querido amigo. A cartela do sorteio, que contará com vários prêmios, custa somente R$ 5,00.

A iniciativa é do Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor/AP), familiares e amigos de Edson. Aliás, Cardozo é meu amigo. Conheci o cara no curso de jornalismo da Faculdade Seama, onde nos graduamos. Depois, quando eu era foca (iniciante), tive contato com o cara na Redação da TV Amapá. Ele é um baita cara porreta!

Senhor do seu ofício, Edson é um cara PHoda. Profissional respeitado e querido pela imprensa amapaense, pois já atuou como produtor de TV, assessor de comunicação, editor e revisor. Ele não ajudou somente a mim, mas muitos que tiveram a honra de dividir uma redação com Cardozo.

Prêmios: 

A amizade que nutrimos por Edson Cardozo nos une neste momento em que o amigo enfrenta o câncer. Se Deus quiser, logo, logo, ele fica legal. Contamos com o apoio de todos. Lembre-se que boas ações trazem paz ao coração e produzem sonhos felizes.

 

Serviço:

Valor da cartela: R$ 5,00
Data: 17/02/2019
Hora: das 10h às 18h
Local: Clube dos Sargentos e Subtenentes da PM (CSS), na Rodovia JK (ao lado da sede do Sinsepeap)
Locais de venda: Sorveteria Jesus de Nazaré, KIT Fotos, Palácio dos Esportes, Academia Oxigênio (Marabaixo I), Secom e SETE.

Elton Tavares

Nota pública – @davialcolumbre

Jornalista Ricardo Boechat

Foi em estado de consternação e tristeza que recebi a notícia da morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat. Era um profissional reconhecido pelo trabalho e senso crítico aguçado revelado nos principais meios de comunicação do país. Envio meu sentimento de solidariedade aos seus colegas de trabalho e à toda sua família.

Tenho certeza que os brasileiros lamentam a morte desse argentino que escolheu o Brasil como lar. Fica a saudade e o respeito pelo homem e jornalista que sempre demonstrou ser.

Meu apoio fraterno também aos parentes e amigos dos demais ocupantes do helicóptero que fatalmente caiu em São Paulo.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal

O folclore por mar abaixo – Por Hélio Pennafort

Foto: Max Renê

Por Hélio Pennafort

O outrora imponente Marabaixo está reduzido a exatamente o que você está vendo na foto. A sobrevivência daquilo que já foi a mais importante manifestação folclórica do Amapá e hoje cuidada por dois pequenos grupos, o do Laguinho e o do Curiaú. Teimosamente, eles garantem vida a uma tradição que começou a existir com a própria Macapá. Quando o Marabaixo foi tocado durante uma conversa do repórter com a folclorista Maria Brígido, ela procurou justificar o desaparecimento paulatino, tanto do Marabaixo quanto de outras festas folclóricas, com o ajuste dos grupos de folks à evolução da comunidade, ao progresso da região.

Foto: Chico Terra

Os pais, os ancestrais – disse -, eram promotores de grandes Marabaixos, festas caseiras na base do pau-e-corda, faziam pastorinhas, participavam de batuques. Os filhos, porém, começaram a não mais prestar atenção aos volteios e as cantigas dos velhos desde quando ouviram, pela primeira vez, o som de um tocadisco substituir a plangência da viola. Disso se queixa Osmundo Barreto, o vibrante maestro do conjunto Mucajá, de Mazagão Velho. “hoje em dia a juventude não quer mais dançar com a música do meu clarinete”. Do mesmo modo os tambores do Francisco e o querequexé do Joaquim também ficam meses sem batucar noite a dentro, nem tampouco mexer com o assoalho de ninguém. Com o descaso dos legítimos herdeiros, começam a aparecer estilistas pensando em transferir a herança folclórica para grupos de jovens que adoram uma curtição diferente. É difícil acertar.

Foto: Fábio Gomes

Os fatos folclóricos só são autênticos quando feitos pelo povo. Quando os seus folguedos, os seus culons, enfim, sua vida, todo o equipamento mental desse povo é considerado folclórico. A interferência erudita desvirtua e dó serve mesmo para aguçar protestos interiores, como o do artista plástico Olivar Cunha, que pintou o “Marabaixo das loiras”. Esse negócio de palpite em folclore é papo furado. Não adianta modificar o tipo de roupa, a colocação do chapéu, o tom da viola. Tudo pode ficar até mesmo mais vistoso. Culturalmente, no entanto, fica mais leve. Só serve para turista e olhe lá.

Foto: blog Amapá, minha terra amada.

Que fazer então para preservar o folclore? Existem segundo Maria Brígido, dois caminhos. Um seria, por exemplo, como a atitude de um médico para um cardíaco: dar paliativos, ajudá-lo mesmo financeiramente – mas sem mexer na bagagem cultural -, para que ele aumente mais um pouco a sua vida, até um certo tempo, quando os mais antigos desaparecem e os jovens não quiseram mais fazer o mesmo, porque estão integrados ao novo estágio da comunidade. Outro – imediatamente – seria procurar uma turma que tenha conhecimentos folclóricos. Esse registro pode ser feito através de filmes, fitas e fotos. Também são necessários depoimentos de como vive aquele grupo economicamente e como se comporta socialmente. Como não se pode eternizar os fatos folclóricos, que pelo menos procure-se guardá-los, seja em celulose ou em fita magnética.

Dança do Coatá – Fotos: Elza Lima

Com a facilidade eletrônica de hoje, isso não é difícil. Basta ter disposição e elementos. O que não foi possível fazer com a dança do Coatá, que há muitos anos deixou de alegrar as barrancas do Araguari e os furos do Bailique, graças a singeleza dos seus versos e beleza de seu ritmo. O que restou dela está guardado apenas na cabeça de embarcadiços como este homem que já ensinou a muitos a melhor maneira de se conviver com a natureza, isto é, transmitiu cultura. Pena que no seu tempo de jovem não havia gravador e nem tampouco interesse urbano por aquelas cantigas e aqueles caboclos que serviam de coarador para o espírito dos canoeiros do salgado.

O “turé”, em Oiapoque – Foto: MUSEU DO ÍNDIO

O “turé”, dos índios caripunas, também é outro que está tomando o mesmo caminho do Marabaixo. E é até humorístico a influencia que os índios receberam. Aconteceu porque a presença constante das missões religiosas minimizou tanto a figura do Pajé, que há pouco mais de um ano assisti uma exibição dessa dança no Oiapoque, já sem participação desse personagem fundamental, justamente a que dava as ordens. Fiz esta foto e nela vocês podem observar que de índio mesmo só restaram a penas. Minto a música ainda é original. Talvez porque seja bastante complicado e até humilhante para um maestro da civilização tentar mudar o som de um mísero cano de taboca. Se fosse fácil e oferecesse status, não tenham duvida de que tentariam.

*Publicado no jornal “A província do Pará” – caderno do Amapá – 28 de novembro de 1981.
**Contribuição de Fernando Canto.

Feliz aniversário, Berna! (@BernadethFarias)

A jornalista, diretora de comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá, poeta, mãe amorosa do Joab, filha dedicada, esposa apaixonada pelo Job e muito querida amiga deste editor, Bernadeth Farias, gira a roda da vida hoje.

A “Berna”, como todos a chamamos, é uma pessoa linda. Uma mulher bonita, muito inteligente e extremante competente e responsável. Sobretudo, um ser humano do bem.

Exemplo de profissional de comunicação, Bernadeth é exigente, competente e perfeccionista. A querida se garante como produtora, apresentadora, excelente repórter, redatora, radialista, cerimonialista, fotógrafa e está entre os melhores assessores de imprensa do Amapá.

Ela é “PHODA”, assim mesmo, com PH, silabicamente e em caixa alta. Antenada, perspicaz e sabidona, manja demais desse nosso trampo. Não à toa, conduz uma equipe competente há anos. Grupo esse moldado de acordo com seu alto padrão de qualidade. Admiro isso.

Nas horas vagas, Berna é cozinheira, cinéfila, leitora compulsiva, humorista do Twitter, viajante, maior devoradora de camarão no bafo e pipoca, além de campeã intergaláctica no consumo de água mineral em bares de Macapá.

Além disso tudo, ela é minha conselheira, confidente, parceira e irmã de vida. Vez ou outra ela puxa a minha orelha. E vocês acham que fico chateado? Não, nunca. Todos os ralhos que a Bernadeth me deu até hoje foram para a o meu bem. Sou grato à Berna por tanta coisa que é difícil listar aqui, mas ela sabe que eu a amo muito!

Querida amiga, parabéns pelo teu dia. Que tu sigas sempre iluminada por Deus. Tu és uma daquelas pessoas que o jornalismo me deu, que saiu do profissional e adentrou o coração deste gordo. Que teu novo ciclo seja ainda melhor e que tudo que caiba em seu conceito de vida plena se concretize. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Hellen Cortezolli gira a roda da vida. Meus parabéns, nerdzinha! – @Cortezolli

Hoje a filha amorosa do Aécio e Lu, supervisora financeira da Walmart Brasil e minha querida amiga, Hellen Cortezolli, gira a roda da vida e muda de idade. Jornalista por formação, ex-blogueira, mulher bonita e inteligente, entre outras tantas coisas lindas que essa gaúcha é, me fizeram cair de amores por ela há quase uma década. Mas este amor não se trata do comum entre um cara e uma menina, mas sim de irmão mais velho para com a “nerdzinha”.

“Samoleca” sempre foi Phoda no que se dispôs a fazer. Trabalhamos juntos em 2010 na assessoria de comunicação do Governo do Amapá, quando nasceu essa amizade que perdura pelo tempo e distância física. Aliás, o tempo só fez bem a ela, pois Cortezolli está mais bonita, mais segura e eu orgulhoso dela. Sinto saudades de nossas conversas, de seu sarcasmo, do humor negro latente que contrasta com sua áurea boa dessa menina.

Ex-documentarista, fotógrafa, cinegrafista, editora de imagem, roteirista, atriz de teatro, além de ex- colaboradora deste site, Cortezolli é uma pessoa que está do outro lado do Brasil, mas sempre em meu coração. O importante que ela está feliz lá no Sul e eu sempre torço para a manutenção de sua felicidade.

Uma vez a Cortezolli escreveu em um texto: “amizade é uma relação ímpar, que pode ser par, ou multiplicável pelo infinito”. Boto fé. Sempre digo que amizade é um bem precioso e Hellen é um dos maiores desses tesouros que conquistei na vida.

Hellen, parabéns pelo teu dia. Você sempre está aqui e sempre estará entre as coisas mais lindas que o jornalismo me deu. Tua existência sempre vai orbitar a minha. Te amo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Meus parabéns à Rede Amazônica pelos 44 anos de jornalismo no Amapá

A TV Amapá completa 44 anos de fundação nesta sexta-feira (25). A emissora é afiliada da Rede Globo e a única com programação exibida nos 16 municípios amapaenses. O veículo integra a Rede Amazônica, um conglomerado de TV’s, rádios e portais de internet espalhadas pelo norte brasileiro (exceto no estado do Tocantins).

Antiga redação da TV Amapá – Foto: Elton Tavares

A TV Amapá é o veículo de comunicação mais poderoso do Estado. Tive o prazer de trampar lá, por pouco tempo é verdade, mas foi um aprendizado. Em julho de 2008, por falta de espaço físico dentro da Rede Amazônica local, o Portal Amazônia funcionava na redação da TV Amapá. Fui estagiário na TV Amapá e Portal Amazônia. Observei e absorvi o que pude naqueles tempos.

De acordo com o jornalista Humberto Moreira, foi a Copa de 74, na Alemanha, que motivou o então governador do Território Federal do Amapá, Arthur Henning, a comprar os equipamentos de TV para a exibição dos tapes do Brasil naquele Mundial.

Em campo o time não foi bem e perdeu para a Holanda nas quartas de final. Os jogos eram gravados em Belém (PA), que já recebia imagens por satélite. E um avião do Serviço de Transportes Aéreos do Território trazia a fita para ser exibida aqui com todo mundo sabendo o resultado, pois a Rádio Difusora de Macapá retransmitia as partidas.

Depois da Copa o governo vendeu os equipamentos ao empresário amazonense Filipe Daou que inaugurou a TV Amapá em janeiro de 75”, contou Humberto. Ela se vão 44 janeiros!

Por lá passaram muitos profissionais feras do mercado local e que atuam fora do Amapá. Lembro bem do dia que cheguei lá e fiz o teste com o Arílson. Recordo do bom humor do Seles, das risadas da Soraia (ralamos muito nas Eleições de 2008, eu, ela e cinegrafista Ozânio).

Também da parceria da Cleidinha, das histórias do Evandro Luiz, dos amigos da técnica, das sacadas do Edson Cardozo, da rabugice engraçada do Renato, da gentebonisse do Max, seriedade do João Clésio (na época) e Simone Guimarães, da gaiatice dos cinegrafistas, enfim, do quanto fui bem tratado por lá. Sobretudo pelo então chefe de jornalismo e amigo Arílson Freires.

Com o Evandro Luiz, o “Barão” – Casa da jornalista Alcinéa Cavalcante – 2017

Em outubro de 2017, durante uma conversa com Evandro (Barão ) na casa da jornalista Alcinéa Cavalcante, falamos sobre a Rede Amazônica e também das várias vertentes do jornalismo. Em certo momento ele disse algo que para mim é uma honra: “Elton, cada um com o seu talento, para mim tu és um excelente assessor de comunicação”. Fiquei muito feliz com o elogio do amigo, pois tive a honra de trabalhar com essa lenda da comunicação amapaense, entre outros bambas da TV.

Pela importância da emissora, contribuição para o crescimento do Amapá e talento dos colegas e amigos que trampam por lá (e sempre me dão apoio onde quer que eu trabalhe), parabenizo a TV Amapá e seus colaboradores. Congratulações, parceiros!

Elton Tavares

Hélio meu amigo Pennafort – Por Fernando Canto

Hélio Penafort – Foto encontrada no blog Porta Retrato

Ao dar o nome de Hélio Pennafort a sua biblioteca a instituição SESC realizou um ato de carinho às nossas letras e uma justa homenagem ao escritor e jornalista que muito contribuiu para que o Amapá tivesse as suas mais legítimas manifestações culturais conhecidas. Foi através do Hélio que a maioria dos que fazem a formação da opinião local hoje, se basearam para sistematizar a questão da identidade do homem amapaense. Fora ou dentro das academias seu trabalho ganhou a dimensão esperada e a valorização merecida, posto que só ele conseguia expressar com elegância nos seus textos as formas rudes (para nós) do falar cotidiano da vida do interior. Muitas vezes publiquei sobre a obra do Hélio por considera-lo um narrador excepcional das coisas da nossa gente. “Triste como um tamaquaré no choco”, “foi cocô de visagem” eram expressões do homem interiorano que ele usava no dia-a-dia. Para qualquer objeto ou situação complicada chamava “catrapiçal”. Vivia contando anedotas de caboclo se divertindo a valer com elas. Era extremamente sincero com seus amigos e não guardava o que tinha de dizer. Apesar de ter exercido inúmeros cargos importantes no Governo, tinha lá suas fraquezas e de vez em quando fugia do expediente para ir ao Abreu ingerir uma gelada, mas era também grave e sério nas suas responsabilidades.

Ainda adolescente andei em sua companhia, juntamente com o Odilardo Lima, repórter e poeta que virou delegado de polícia, e o Manoel João, um telegrafista e caçador de primeira linha, bom contador de histórias. Minha função no grupo era tocador de violão e guardião da memória deles, afinal iriam precisar de detalhes que fatalmente esqueceriam, quando da redação das reportagens que faziam para a rádio Educadora e o jornal A Voz Católica. Hélio proporcionava muitas histórias engraçadas, como certa vez em Mazagão, no início dos anos 70. Fomos de barco até a sede do município, e de carro até Mazagão Velho registrar a festa da Piedade. Ele ia dirigindo (Pasmem!) um jeep, e nós vínhamos tensos, no maior medo, porque até então ninguém jamais o vira dirigir, a não ser uma bicicleta. Com alguns atropelos e barbeiragens chegamos ao destino. Anoitecia e ele foi à casa do seu Osmundo, que liderava o conjunto “Mucajá”. Era um grupo rústico, de pau e corda e clarinete que tocava samba, baião, polca e outros ritmos. Lá pelas tantas, devido sua generosidade etílica, acabou o suprimento de uísque e cachaça. Em toda a vila também não tinha nada de álcool. Ele chamou uma rapaziada e disse: – Vão ver se encontram cachaça que eu dou uma grana pra vocês. Eles voltaram com uma “meiota” de “canta-galo”. O Hélio deu uma golada e cuspiu: “Querendo me enganar… É, seus porras? Cachaça com água eu não bebo, inda mais se é de mulher que acabou de parir”. Fiquei sabendo depois que as mulheres do lugar usavam aguardente na assepsia do pós-parto e que os moleques haviam roubado a garrafa de uma senhora que parira uns dias antes. Esse episódio só fez solidificar a minha admiração pela figura simples e humana do jornalista.

Dia da posse da de Fernando Canto na Academia Amapaense de Letras, 1988. Com os jornalistas Jorge Basile e Hélio Pennafort. Arquivo pessoal de F.C.

Fecundo no seu trabalho, Hélio sempre procurou dar a ele novas formas em linguagens diferentes. Em 1984/85 associou-se ao talento do piloto e vídeo-maker Roberval Lavor e produziu inúmeros vídeos sobre aspectos turísticos do então Território do Amapá. Embora não se adaptasse ao computador, o apregoava como instrumento do futuro, pois era atualizado nas informações tecnológicas.

Se vivo, o lendário jornalista Hélio Pennafort faria 81 anos hoje – Por Renivaldo Costa

Acredito que o jornalismo amapaense deve muito ao Hélio Pennafort. O Hélio nasceu no Oiapoque em 21 de janeiro de 1938, onde também começou sua produção jornalística e literária, através do Jornal Vaga-lume. Foi repórter de A Voz Católica, Rádio Educadora São José e TV Amapá além de ter publicado diversos livros e escrito e dirigido curtas metragens e documentários para televisão com temas regionais.

Hélio atuou como correspondente do Jornal do Brasil e foi colaborador do Jornal da Tarde e de O Estado de São Paulo, sem falar que foi um dos nossos maiores cronistas. Se estivesse entre nós, hoje completaria 80 anos. Você faz falta, meu amigo.

Renivaldo Costa – Jornalista.

Meus parabéns, Marcelo Lima! (aniversário do cinegrafista que mais dividiu trampo comigo)

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Eu e Marcelo Lima – Comunidade de Pau Mulato (próxima ao Arquipélago do Bailique) – 2011 – Foto: Márcia do Carmo

Hoje é aniversário do repórter cinematográfico, filho pai e avô amoroso, ex colega de trabalho, vascaíno sofredor, mão-de-vaca, sósia do Amado Batista e querido amigo meu, Marcelo Lima.

Marcelo fez parte da antiga equipe de jornalismo da TV Amapá. O cara é, além de experiente e competente cinegrafista, batalhador, trabalhador e responsável.

Trabalhei dois anos com o Marcelo na assessoria de comunicação do Governo do Amapá. Juntos cobrimos os mais variados eventos, percorremos as estradas do Estado, fomos aos 16 municípios e dezenas de localidades. Certamente, foi o repórter cinematográfico com quem mais dividi os corres do trampo.

Trampamos durante dias e noites, tomamos sol e chuva, dividimos comida, rachamos quartos de hotéis e nos ajudamos incontáveis vezes, tudo para que o trabalho fosse executado com sucesso.

Eu ficava muito puto quando estávamos dentro de um avião e ele dizia: “gordo, essa porra não cai, fica frio”. Mas eu seguia “cabreiro” até o destino, pois detesto voar. De aeronave monomotor ou bimotor então, é pânico. Mas o Marcelão ficava sempre impávido.

A gente já até quase morreu na estrada, avião monomotor dando sacode, lancha já bateu em pedras, ficamos em atoleiros, mas se for contar todas as histórias que vivemos com a Marcinha e Mariléia, não termino esse texto de parabéns.

Por tudo que vivemos, o cara virou meu brother. Apesar de ser um grande furão, já que não participa das nossas reuniões há tempos, o homem de “partinha” (ele usa um pequeno toldo enrolado em cima da testa) é consideradão por mim.

Marcelo Lima teve um problema de saúde há pouco tempo, mas graças a Deus ele já tá bem e deve tá por aí, fazendo das suas (ali é atentado!). Hoje o brother completa 50 anos.

Marcelo, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que sigas com saúde e sucesso junto dos teus amores. Que não te falte forças ou sabedoria pra gerir teus atos. Tu és um cara que admiro e que sempre estará na galeria dos grandes amigos que fiz nessa louca área de atuação.

Parabéns pelo teu dia, meu amigo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Eu me inventei (crônica sincera)

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“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se commicrofonenão quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.10420143_720992854620415_7406863075574302393_n

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, offentrevistasice boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.Trampo2222

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

teste 001No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá – Republicado por motivos de terça-feira

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2019 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Texto de 2017. Republicado por hoje ser terça-feira.