Eu me inventei (crônica sincera)

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“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se não quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, office boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Assessor de Imprensa – Parabéns pra gente!

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Hoje é o Dia Nacional do Assessor de Imprensa. Não encontrei a origem da data, mas tá valendo. Planejar, pensar em pautas originais, ter bons contatos na imprensa e texto bom não é pra qualquer um não. Sou jornalista. Amo essa profissão, apesar de atuar há nove anos em uma vertente do jornalismo, a assessoria de comunicação ou de imprensa, como nomeiam alguns.

Já trabalhei ou sou amigo de ótimos profissionais desta área. Assessorei secretarias de Estado, dois governadores, um prefeito, dois desembargadores, um Tribunal, um senador e estou há dois anos e dois meses no MP-AP. No post original, o autor listou outras coisas, mas o que concordo são essas:

“Ter uma cara de pau elevada à enésima potência.

Festejar a notinha do colunista famosão como se fosse um furo de reportagem.

Viver explicando pro povo de redação que assessor também é jornalista.

Viver explicando pro povo de relações públicas que jornalista também é assessor.

Saber vender seu peixe. Quer levar, não, freguesia? Pauta fresquinha.

Ouvir do assessorado desinteressante o pedido de uma entrevista pro Jô, e pensar “tô fodido”.

Ralar como qualquer jornalista, mas levar fama de vida boa.

Buscar o difícil equilíbrio entre o interesse do assessorado e o do repórter.

Buscar o difícil equilíbrio entre o ego do assessorado e o do repórter.

Responder 20 perguntas por e-mail pra ontem, por favor, e não esquece uma foto em alta resolução, tipo 300 dpi, pode ser?

Lidar com assessorado que não tem a menor noção de como funciona a imprensa.

Organizar coletiva e rezar pra tudo que é santo pra não chover.

Ir a almoços chatérrimos de “fortalecimento de relações”.

Acreditem, não é tão fácil quanto parece, mas adoro essa profissão. Além de empenho, é preciso sorte e carisma.

Ah, alguns dizem que assessor de comunicação não faz jornalismo. Concordo, é mais um lance de publicidade, no formato jornalístico. Sabe como é, não ouvimos os dois lados (alguns da “imprensa aberta” também não).

Outro problema é a confusão entre prestar assessoria com ‘puxasaquismo’. Já sofri na pele tal crítica, mas a carapuça nunca me coube. Enfim, parabéns pra nós, que matamos um leão por dia, seja por conta do assessorado ou colegas da imprensa.

Elton Tavares

Fonte: Desilusões Perdidas

Feliz aniversário, Evandro Luiz! (meus parabéns ao grande “Barão!”)

Evandro entrevistando Leonel Brizola, então candidato à Presidência, em 1987. Foto: Arquivo Pessoal do Barão.

Hoje aniversaria o jornalista, produtor e repórter, pai e marido amoroso, além de respeitado e querido profissional da comunicação do Amapá, Evandro Luiz, o popular “Barão”. Ele foi o primeiro jornalista formado a se aposentar no Estado. Na TV, ele é um dos pioneiros e pavimentou o caminho para os que vieram depois. O cara fez 18 mil reportagens ao longo de quase 30 anos de televisão. Impressionante!

Além disso, Evandro é um grande cara. Tive uma passagem curta pela Rede Amazônica, mas o experiente jornalista nunca me tratou como foca (iniciante). Pelo contrário, sempre teve apreço por mim. Quando descobriu que sou neto do delegado Espíndola (que já virou saudade), disse: “cara, trabalhei com teu avô na Guarda Territorial, ele foi meu amigo”.

Em janeiro de 2016, ele pendurou as chuteiras. O jornalista Seles Nafes, que trabalhou muitos anos com o Evandro, escreveu um textaço em homenagem ao cara. Em um dos parágrafos, SN disse:

Evandro Luiz é jornalista com “J” maiúsculo, e não apenas por milhares de reportagens que produziu na televisão, muitas em situações arriscadas, especialmente em aventuras no interior do Estado. Mas pelo exemplo de perseverança e de entusiasmo pelo jornalismo, profissão que o fez faltar ao trabalho raríssimas vezes em 29 anos de Rede Amazônica”. É verdade, o cara foi exemplo dentro e fora do trampo.

Em setembro de 2016,   Evandro merece, pois é um dos representantes da memória cultural do cenário jornalístico do Estado.

Em outubro de 2017, durante uma conversa com o Barão na casa da jornalista Alcinéa Cavalcante, conversamos sobre as várias vertentes do jornalismo, e em algum momento ele disse algo que para mim é uma honra: “Elton, cada um com o seu talento, para mim tu és um excelente assessor de comunicação”.

Fiquei muito feliz com o elogio do amigo, pois tive a honra de trabalhar com essa lenda da comunicação amapaense e sei da importância de sua opinião.

Ao Evandro, meu respeito e gratidão e votos de saúde e felicidades. Parabéns, amigo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Memórias da imprensa – O jornal Folha do Povo – Via @alcinea

Por Alcinéa Cavalcante

Fundado em 1963 por Elfredo Távora e Amaury Farias, entre outros jornalistas, a Folha do Povo era um jornal semanal de oposição ao governo. Por causa disso seus jornalistas foram presos várias vezes.

Funcionava na avenida Mário Cruz. A foto registra uma das interdições do jornal, após o golpe de 1964. Um policial na porta principal impede a entrada e saída de qualquer pessoa. Neste dia quando Amaury Farias chegou ao jornal já estava lá à sua espera o delegado José Alves e um escrivão de polícia para prendê-lo.

Disse-lhe o delegado: “Amaury, na ausência do Elfredo (Elfredo Távora, editor-chefe do jornal, estava em Belém) tu és o responsável pelo jornal como redator-chefe, e aqui estamos por ordem do governador para te prender e fazer intervenção no jornal porque aqui funciona uma célula comunista.”

E lá foi o Amaury Farias preso mais uma vez. Ele e José Araguarino Mont’Alverne – que era um excelente repórter.

Fonte: Blog da Alcinéa Cavalcante

Rita Torinha gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida! – @RitaTorrinha

Hoje a jornalista Rita Torrinha gira a roda da vida. Competente editora do portal de notícias G1 Amapá, excelente revisora, especialista em assessoria de comunicação institucional e cultural, esposa do Preto Velho da Amazônia (jornalista e também amigo Rodnei Silva), mãe dedicada da Bebelle, pior cantora de redação da galáxia (por conta do repertório, que fique registrado), além de querida amiga deste editor, Rita Torrinha.

Em 2010, comecei a trabalhar na Comunicação do Governo do Amapá. Rita também entrou no mesmo dia. Aquela foi uma das melhores equipes que integrei e dividi uma redação. Eu e Torrinha tivemos alguns problemas de relacionamento e depois nos tornamos amigos, de fato. Sim, nós já nos detestamos, mas já tempo que ela é broda. É como diz o adágio popular: “a gente troca juventude por sabedoria”.

Voltamos a trabalhar juntos em 2013, na assessoria de comunicação da Prefeitura de Macapá e a coisa fluiu bem. Nossos caminhos se cruzaram várias vezes e quase sempre com muita parceria e brodagem. Além da maravilhosa mãe e jornalista caralhenta que é, Torrinha também foi por muito tempo uma das revisoras do meu site.

Eu e Rita não vivemos juntos e nem somos confidentes, mas sim, somos amigos. E ela é do meu coração, pois tenho certeza que se rolar um perrengue com um de nós e o outro puder ajudar, assim será. Tenho gratidão, respeito, admiração e amizade por ela.

Por tudo dito/escrito acima e mais uma porrada de batalhas vencidas junto com ela, desejo tudo de melhor nessa vida para a Rita Torrinha. Mana velha, que sigas com saúde, pois tu te garantes no trabalho e o sucesso é consequência. Que tenhas sempre alegrias junto da tua família lindona.

Mais uma vez, obrigado pela força na jornada. Que Deus te ilumine sempre. E que teu novo ciclo seja aind amais feliz e próspero. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares
*Texto republicado, mas de coração.

Eleições da Fenaj no Amapá

Foto: Patrick Melo

Hoje (18), na sede do Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor/AP), profissionais da comunicação amapaense votaram para eleger a nova direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os cinco novos integrantes da Comissão Nacional de Ética (CNE) da Fenaj.

Participaram da eleição jornalistas sindicalizados e adimplentes junto ao Sindjor. A Comissão Eleitoral no Amapá foi formada pelos jornalistas José Aluízio da Silva Souza (Armstrong), Maria Carolina Lopes de Souza e Jorge Luiz Cardoso Bitencourt.

Com o presidente do Sindjor, jornalista João Clésio e com as jornalistas Carol Lopes e Tina Sanches – Foto: Patrick Melo

Os jornalistas amapaenses estão representados na chapa da Fenaj/2019 pela jornalista Denyse Quintas, que ocupa posição como vice-presidente Regional Norte II. Ela presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá por dois mandatos.

Estamos juntos na resistência e no enfrentamento à retirada de direitos sociais e trabalhistas, às constantes ameaças às liberdades de expressão e de imprensa e ao estado democrático de direito.

“…Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta…” – Perfeição – Legião Urbana.

Elton Tavares – Jornalista

Como escrever um texto polêmico (vai na fé)

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Faz tempo que aprendi como escrever um texto polêmico e “cool”. Você contextualiza e detona o objeto que já está na pauta do momento. Sim, pega carona com a merda que já está na palheta (implantação da pena de morte no país, diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e maconha, enfim, atualidade, política, religião, pessoas, música, etc…). Sim, textos de revolta, sangue nos olhos e tals. Ou crônicas dúbias, mas inteligentes (o problema é que nem todo mundo entende a segunda opção).

Desenvolvimento: durante o artigo ou crônica, esmiúça um “porém” e descreve alguma hipocrisia de ordem genérica, absolvendo o objeto. Com falsidade, claro. Ah, use frases de impacto. Tipo => como disse Bill Gates : “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair” ou Oscar Wilde, quando disse que ”o descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou uma nação”. Isso sempre funciona.escrevendo

Ah, faça perguntas? O sistema é falho, portanto deixa brechas para críticas no bandão. Aliás, falar mal é sucesso garantido!

Já na conclusão, você moraliza no formato bunda-mole tipo: “um tapa na cara da sociedade”. Todo mundo, aliás, é bunda-mole, em algum aspecto, claro. Só não aqueles que concordarem com este texto (Rá!).

Por fim, você pega o embasamento de alguma pessoa consideradona no meio de comunicação para o epílogo e afirma que aquele é o melhor texto produzido sobre o tema.homer de rocha

Claro que, brincadeiras à parte, devemos criticar, discernir e entender as coisas como elas são, de fato. Ver o mundo de outra ótica, a dos que não querem que a verdade venha à tona. Então, textos polêmicos são mais que necessários. O importante é seguir questionando os fatos e acontecimentos ao nosso redor. Seguimos discordando, sempre. E fim de papo!

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade” – Raul Seixas

Elton Tavares

Amapaenses conquistam prêmio maior do que buscavam no ‘The Wall’

Apresentador Luciano Huck e as amapaenses Marcelle Nunes e Camila Ramos, no Caldeirão de sábado | GShow

O último The Wall da temporada do Caldeirão do Huck recebeu duas amigas de Macapá, no Amapá, Camila e Marcelle. Elas se conheceram durante a faculdade de jornalismo e, depois de formadas, criaram um site com a intenção de gerar apenas notícias boas e esperança no estado onde vivem. Para que o projeto continue, elas precisavam de R$ 150 mil, para montarem um escritório e comprar os equipamentos necessários, mas conseguiram conquistar mais do que desejavam, um valor de mais de R$ 160 mil, após Camila não assinar o contrato!

“Descobrimos que quando a gente dá visibilidade para uma pessoa que faz uma coisa boa, muita gente ao redor se inspira também”, comenta Marcelle.

Meu comentário: Tô muito feliz pela conquista das meninas. Sempre tive uma relação de brodagem com a Camila Ramos, a quem chamamos carinhosamente de “Raminhos”. No caso da Marcelle, ela é minha parceira de trampo e de doidices, amiga, confidente, conselheira, irmã de vida em todos os aspectos. Tô realmente feliz pra caralho (leia-se intensidade). Desejo todo o sucesso ao site Bem Tucuju e para essas sagazes jornalistas informantes do bem.

Fonte: Blog do Cléber Barbosa

Feliz aniversário, Adriano Monteiro!

Já trabalhei com vários fotógrafos e cinegrafistas. Vos digo, 99% dos profissionais atrás das lentes que conheço são grandes figuras humanas, parece que a “paideguice” e “gaiatice” é uma peculiaridade dos queridos “retratistas” e “filmadores”.

Hoje é aniversário de um deles. O pai amoroso, cervejeiro, flamenguista, repórter cinematográfico da TV Equinócio / Rede Record, fã de Rock (apesar de o Sal chama-lo de prego por ele também curtir sons menos legais) e brother deste editor, Adriano Monteiro.

Trabalhei dois anos com o cara na comunicação do Governo do Amapá, em 2011 e 2012, época em que ele se mostrou um responsável e competente profissional, além de um ótimo colega, que depois virou brother. Eu sempre brinquei que ele mora tão longe que era preciso diárias para ir busca-lo ou deixá-lo em casa.

Com o Monteiro viajei, trampei , ri e bebi, tudo muito, mas nunca discuti. Meio gago, tranquilo, gente fina e trabalhador, esse é o Adriano. Depois, quando a vida seguiu e deixamos de trampar juntos, nos encontramos nas pautas, sempre com muito bom humor e profissionalismo. Ele é, sobretudo, um homem de bem.

A verdade é que não se faz bom jornalismo de uma sala, somente pelo telefone e muito menos sem imagens, a não ser que seja rádio. É preciso um bom contador de história e alguém que mostre o que houve com fotos ou filmagens. Adriano é um excelente profissional dessa área.

Adriano, mano velho, que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos teus amores. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto atualizado e republicado, mas de coração.

Feliz aniversário, Daniel Alves! – @danalvesjor

Sabem, já trabalhei com uma porrada de gente nessa vida de jornalista e assessor de comunicação. Muita gente experiente e competente, inclusive. Também já trampei com muita gente jovem. A maioria dessas pessoas se tornaram meus amigos. É o caso do Daniel Alves, que hoje gira a roda da vida.

O cara é ator, cantor, palhaço, diretor de teatro, roteirista (autor do Espetáculo Rimancete), escritor, assessor de comunicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Amapá (Senar-AR/AP), fotógrafo, poeta, jornalista, militante da cultura, além de filho, marido e irmão amoroso.

Dan foi meu estagiário na época que fui da comunicação do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá e cobriu comigo duas eleições e incontáveis eventos. Sempre digo e repito: nossa amizade foi construída no perrengue e na brodagem. Ele já é um grande jornalista e o melhor “foca” (jornalista iniciante) com quem trabalhei.

Além de trabalhador, Dan é um baita cara porreta. Gosto demais dele. Com o Dan, também uso a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”.

Alves, sacana, que teu novo ciclo seja ainda mais próspero e feliz. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Vontade de vencer e talento tu tens de sobra. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Alexandre Brito! – @britomcp

Tem uns figuras que tenho orgulho de ser amigo. Por mim, eles estariam sempre comigo. É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”. Um deles gira a roda da vida hoje. Trata-se de Alexandre Brito.

Alexandre é um pai e marido dedicado, amoroso e exemplar. Pelo menos é essa a imagem familiar que tenho do cara. Além disso, é um fotógrafo talentoso, assessor de comunicação do Ifap, professor universitário, documentarista, pirata dos bares, cinegrafista, quadrinista, militante da cultura, organizador de eventos de audiovisual, jornalista, cinéfilo, produtor e entusiasta do rock and roll amapaense.

Brito é um daqueles nerds inteligentões, mas que não são otários. Aliás, o cara é safo pra caramba e um brother querido deste jornalista. O figura foi meu professor nos tempos de faculdade de comunicação, época em que nos tornamos amigos. Ele é ótimo no que faz: disseminar conhecimento e instigar o debate, pois sempre tem uma visão diferente das coisas.

Além de sua paideguice, cinismo, sarcasmo, ótimas sacadas e papo bacana, Alexandre também é prestativo. Ele foi fundamental para minha carreira, pois foi quem disse, há anos, que tinha um doido que escrevia “marromeno” e tudo começou a mudar pra melhor.

O cara é engajado no movimento audiovisual amapaense. Faz parte da galera do Festival Imagem-Movimento (FIM), Fotógrafos Anônimos, Clube de Cinema e pilota o Espaço Caos. Também colabora com os figuras do Univercinema da Unifap. Além disso, Brito foi o melhor diretor do Museu da Imagem e do Som do Amapá, onde fez uma gestão brilhante por anos.

É, meus amigos. O cara é foda e ainda é gente boa. Há um ano e alguns meses, fiz um curso de fotografia ministrado pelo Alexandre. Além da absorção de conhecimentos, tive o prazer de voltar a conviver com este amigo, que sempre é tão distante (nossos caminhos são outros hoje em dia, mas isso em nada diminui a brodagem).

Alexandre, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa garra, sabedoria, coragem e talento em tudo que te propões a fazer. Saúde e sucesso sempre, amigo. Parabéns pelo teu dia, Brito. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Meus parabéns, Serginho!


Hoje aniversaria o repórter cinematográfico, fotógrafo, diretor de imagem, editor e meu brother, Sérgio Silva, o nosso querido “Serginho”. O cara é batalhador, trabalhador, responsável, profissional experiente, sério e competente, além de parceiro. Um cearense que tem uma flor como amor e é um homem de bem.

Nem sei contabilizar em quantas pautas trabalhei junto com o Serginho. A gente nunca foi da mesma equipe, mas trabalhávamos em conjunto nos tempos que estive na comunicação do Governo do Amapá. De lá pra cá, nos tornamos amigos. Ele é um cara que admiro. Tanto pela firmeza do caráter, quanto pelo talento.

A gente pouco se encontra, mas quando rola de tomar umas, é uma festa. Dono de bom papo e histórias legais, o careca é um cara porreta. Serginho, mano velho, que tenhas sempre saúde, sabedoria e sucesso junto aos teus amores. Parabéns, meu amigo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

* Texto republicado, mas de coração.

Meus parabéns, João Clesio!

Eu, João e Gilvana

Hoje aniversaria o jornalista, produtor da Rede Amazônica (TV Globo local), assessor de imprensa, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (Sindjor/AP), membro da ONG Anjos Protetores, que cuida de animais de rua em Macapá e brother deste editor, João Clesio.

Trabalhamos por pouco tempo, em 2008 Foi um aprendizado. Em julho daquele ano, por falta de espaço físico dentro da Rede Amazônica, o Portal Amazônia funcionava na redação da TV Amapá. Eu era estagiário e absorvi o que pude naqueles meses. Depois trampamos na mesma equipe de comunicação do Governo do Amapá, em 2010.

João e um profissional competente e um homem do bem. Faço minhas as palavras da jornalista Mariléia Maciel: “Amigo querido, sempre disponível para ajudar, coração enorme, sensível aos problemas dos homens e dos bichos! Que Deus sempre te abençoe, e não falte força pra você continuar sua missão”. É isso!

Meus parabéns pelo seu dia, Clesio eu sigas com saúde e sucesso na jornada. Feliz aniversário!!

Elton Tavares

O poeta e professor Carlos Nilson Costa – Antologia e Iconografia

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Professor Carlos Nilson em Veneza (ITA) – 2014

Por Paulo Tarso Barros

O professor Carlos Nilson Costa nasceu em Monte Alegre (PA), no dia 17 de novembro de 1941, mas chegou ao Amapá ainda muito jovem e aqui estudou, constituiu a família e realizou seus projetos profissionais e pessoais. Artista plástico, poeta, professor e um admirável ser humano, Carlos Nilson é formado em Matemática e tem especialização em Planejamento. Foi Secretário Municipal de Educação de Macapá, Secretário de Estado da Educação e integrante do Conselho Estadual de Educação, dentre outras atividades que exerceu no serviço público com grande destaque, pela sua competência e dedicação, o que o coloca entre os mais notáveis educadores do nosso Estado.

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Na imprensa publicou trabalhos nos jornais “Amapá”, “A Voz católica”, “A Fronteira”, “O Liberal” e “Jornal do Dia” e apresentou programas de música erudita nas rádios Difusora e Educadora.

Participou da antologia “Coletânea Amapaense”, de 1989.

Neste especial, vamos publicar uma seleção de poemas do autor – inclusive fac-símiles de publicações dos anos 60 do jornal Amapá.

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O SOM DO SILÊNCIO

Por que buscas
na tortura de teu silêncio,
o sopro da ventura favorável?
Amargo e torturante é o teu calar!

Infiltra-te na imensidão de tua voz
E traz à tona a alegria contagiante
E companheira
De nunca estar só!

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CÍRCULO

Daquela festa passada
Deixaste apenas o cavalo
Da carruagem que viajamos

Da tua fuga galopante,
No exílio angustiante que fiquei,
Restou o cavalo, que era a égua de nossa glória.

A distância do tempo que partiste
Voltou, em circunferência,
A encontrar, no ponto de partida,
A égua para a tua condução.

Fiquei a esperar a carruagem
Que viria buscar a montaria
Na fuga causada do amor perdido
Na espera fogosa do amor encontrado

Cantico delle Anime, di Roberto Ferri

TERNURA

Sinto a ternura
Feita de carne
– o teu corpo
O tempero de tua alma
leva-me saudade
de tua ausência presente

A imaginação do amor
constante
que desejo
é o mesmo amor
que sinto em ti
Mulher amada

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RAZÃO DO AMOR

Muitos cantam a vitória
em hinos que sublimam as conquistas
( em verdade, gostamos de cantar nossas glórias
nem tanto gloriosas assim )!

Eu canto o teu amor
que lampeja
na vez que recordo
teu ar triste
que, cinematograficamente,
reflete ternura
de uma lembrança viva.

Não sou grato ao teu amor!
Nem busco a razão,
já que não amo
porque quero,
mas se quisesse
te amaria mesmo assim.

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LEMBRANÇA DE MINHA RUA

Lembro como se fosse presente
do primeiro dia em que cheguei
-tinha sete anos!
Fazia escuro
O mato crescia em terra estéril
e o cemitério era panorama mudo e
suas paredes cinzentas tinham o ar melancólico
daquele lugar.
Macapá terminava ali!

A rua era pequena
-Nem pensei que fosse beco!
Terminava no campo santo
As casas, em perfeito alinhamento
-uma longe da outra
Davam uma visão de que havia ordem
também por lá.

A casa onde fui morar
Era toda de barro. Estava caindo aos pedaços.
Cada um era uma parte do coração de minha mãe que ruia.
O mato crescia (como ele viceja em terra imprópria! ),
E brotavam algumas flores silvestres
Que faziam o jardim dali.

Rua, saudade de minha infância.
Das brincadeiras infantis
-de cowboys,
Apedrejador de passarinhos…
Hoje é avenida sem deixar a forma de beco

Rua da minha felicidade
E da minha tristeza,
Que no sorrir de minha existência,
Quando brotava para a vida
Na pós-adolescência,
Viste morto meu pai .

Rua triste, de onde não tive namorada.
– ela só veio depois que mudou o nome.
Rua querida, és saudade perene,
Vida em minha existência
Tão triste e só,
Oferecendo lembranças e saudades
Que parece não saem de lá.

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PENSAR BAIXINHO

Hoje volto:
Triste e pensativo…..
-a noite cai
E o silêncio vive a solidão.
Hoje é noite de ficar sozinho,
de pensar baixinho,
de pedir aos céus
o que não podemos na terra.
De fechar os olhos,
De chorar calado
E esperar a volta,
Que sabemos não vem:
Noite de ficar sozinho.

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ANJO DA GUARDA

Simplesmente dormi!
Meu anjo cansou-se de velar por mim
-teve sono e entregou-se a Morfeu.

Nos lampejos da vida,
com sede de afeto,
me precipitei a realizar.

Pobre de meu anjo,
Teve que dormir um pouco!
Fiquei só!
Perdi-me no caminho.
Andei errante: fugi demais.

Agora,
Tudo é frio.
O peito gela
O coração treme solitário
E irrealizável.
Por que dormi,
se tinha tanto a completar?
-e meu anjo, pobre coitado,
Não sei onde o encontrar.

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MINUTO ETERNO

Houve um minuto!
Os sinos deixaram de anunciar,
Mas o tempo chegou.
O tempo não passa, ele chega.

Os homens não param, esperando o fim.
…..Paira uma enorme expectativa
De no momento findo,
Haver o começo de novo.

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MÃE PRETA

A sombra do mundo
E o brilho do bem,
Escondem na sombra
O belo do amor.

Mãe Preta querida
Teu canto é passado
Na dor do passado
Que teu avo não contou.

Teu filho que dorme
O sono do nobre,
Não sabe de angústias vividas
Não sabe que lágrimas
Que o tempo esqueceu,
Rolaram baixinho
Nos prantos noturnos
Dos fundos dos barcos

Teu canto adormece
É diferente
Traz na tua voz
Mensagem antiga
Da dor já passada.
Não fala de bola,
Nem de brinquedos.
Só canta ternura
Do bem de tua alma

Mãe Preta querida,
Canta prá mim.
Tuas mãos calejadas,
Teu rosto queimado,
Teu corpo sofrido,
Mãe Preta
Só falam de amor.

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DESMATERIALIZADO

Deixo cair a carcaça e caminho…
Vou seguindo na terra
Como se fosse um espectro,
Sem resistência do ar

Deixo cair as vestes dos ossos,
E nu, o meu esqueleto vai procurar abrigo
Em uma tumba de glória,
Onde a árvore nasce em forma de espada
Ferindo as dores na solidão.

Assim, descaço de carnes,
Sem cabelos,
Sem rumo determinado,
Mas com chegada certa em uma luz,
Estendo minhas mãos de falanges
E imploro a felicidade
-ao menos uma vez.
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O RIO

Corre,
Margeando o leito calmo,
A folha caída.

Segue,
No caminhar constante
Levando lembranças
E saudades.

Vai,
Misturando às águas,
O barro santo
De vidas passadas.

E, com a terra sagrada,
Diluída na garapa gigante,
Desliza a tradição ferida
De um povo bravo e forte.

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A ROTA DO HOMEM

Acho simples voar
-até as aves voam!
Num voo curto e material
Sem a magnitude
Dos homens,
Que sobem tanto
E se perdem na grandeza
De um sorriso tácito
Bebido em taça
Com o gosto de cru.

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MORTE DOS NAMORADOS

Como é triste a morte dos namorados
Mas dos que se amam
Não dos que se falam
Mas dos que se sentem

Noites claras que brilham,
Passeios,
Encontros.
Tudo transformado em noite fria
-eternamente fria.

O calor dos beijos
Foi trocado pelo frio dos mármores
Na visão branca
Como o fantasma da saudade.
E a mão
O beijo
O calor:
Como estão gelados!

Todo o calor da imensidão da noite
Agora é eterna noite das coisa geladas
E de muita solidão.

passado-presente-futuro

ONTEM, HOJE E ……….AMANHÃ

Enquanto as rosas perfumarem o sereno,
O sorriso da criança entreabrir,
E nos campos se amarem as borboletas,
Acredita, sou feliz.

Após, no pomar, as árvores derem frutos,
E os galos entoarem na madrugada,
E o seresteiro amar sua namorada.
Acredita, eu vivo.

E se ainda as folhas formam copas,
E poucas flores ainda existirem,
Mesmo assim, vacilante,
Acredita, eu existo.

Mas, se as árvores não brotam ramos,
E as pétalas caem no chão
E somente o arbusto cresce em saudade,
Acredita, sou ontem.

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EROSÃO

Na areia fina da praia
Está o pássaro ferido
-caído.

Na pedra lisa do riacho,
Está o velho pescador
-pescando.

Na brisa lenta do Amazonas
Estão as ondas tristes
Chegando.

E o pássaro caído,
Morto na praia
Mudo, deixou de cantar.

E a pedra gasta,
Continente ontem,
Desfez-se: erosão

E a brisa lenta
…muito lenta
Parou.

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O HORIZONTE

Que busca o homem ao olhar o horizonte
Que busca ele, achar em sua melancolia silenciosa, na imensidão das águas e na grandeza do céu?

Ele diante da distância é pequeno!
Busca no perder de vista,
Seu pensamento disperso.
Tenta o encontro da água com o céu
E chega ao êxtase
Arrancado das entranhas deste horizonte perdido
E vem
Docemente
De coração saciado,
Rezar a oração do amor.

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AO MEU PAI

Lampeja vibrante
A chama indormida
Do cintilante clarão da vida

Segue…
Ilumina o caminhar
De conquistas passadas
E das que ainda vão ocorrer

…e é tão grande a sua luz,
Que não precisa de séquito.
Este é o seu rastro de brilho
A clarear o caminho
Na ida segura.
E a chama revolta
Ilumina a saudade
-grande e profunda
Que ainda arde
Com a separação.

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ANJO DA GUARDA

Dormi muito!
Meu anjo cansou-se de velar por mim
-teve insônia

No balburdio da vida,
Com sede de afeto,
Me precipitei a realizar.

Pobre do meu anjo,
Teve que dormir um pouco!
Fiquei só.
Perdi-me no caminho.
Andei errante: -fugi demais.

Agora,
Tudo é frio
O peito gela
O coração treme solitário
E omisso.

Por que dormi
Se tinha tanto a completar?
E meu anjo, pobre coitado,
Não sei onde o encontrar.

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HOJE OU NUNCA

Não perca tempo,
Pois estou a esperar.
Vem enquanto és flor
Com orvalho
Na manhã radiosa.

Vem,
Enquanto não murchas,
Pois como a flor,
O tempo fadiga
E mata
Não esquece
Que estas deixarão
De ter perfumes
E de ser belas.

E tu,
Hoje linda,
Perfumada e viva
E amanhã
Feia e morta.

Longo tempo
Te espero
Para que não sintas
Como a flor
A queda para a volta
À terra
Com renúncia
E humilhação.

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NOITE SEM ESTRELAS

Despreocupado
em dia de meditação a vagar,
achei uma noite
tosca e sem estrelas
com malícia e ríspida.

Num dia sem sol,
Quando parava a natureza,
Descobri uma noite.
Dessas escuras,
E propícias para o medo
onde nossa oração é ouvida
Como eco.

Em um dia comum,
Achei uma noite.
-a minha,
Estranhamente bela
E misteriosa,
Onde a brisa vinha em forma de afago.

Em infinitos dias
Achei uma noite,
E nessa noite infinita
Achei um amor.

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DECLARAÇÃO

De todas as criaturas viventes
As fêmeas são mais astutas
E a mulher a mais buscada,
Procurada e fugidia.
Este sublime ser
Converge as luzes
e mantém o segredo da vida.
De tal forma é soberana
Que agasalha por nove meses
Um ser que quando livre
Chora a separação.

Assim, é a mulher a perfeição
Buscada no inatingível
Sopro do amor.

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SIMPLESMENTE

Gosto de teu sorriso
Pelas coisas simples
Que ele tem

Igualmente aprecio o voo cósmico,
Porque acho que é simples;
Pois sobe, e leve,
Não deixa que a poeira
Venha a corrompe-lo
E tirar a sua pureza

A beleza e a simplicidade são irmãs
-no riso
-na carne,
-no espírito
-e na visão.

Assim,
gosto do teu sorriso
pelas coisas simples
que ele tem.

Carlos Nilson falando
Professor e poeta Carlos Nilson.

*Carlos Nilson foi amigo de meu falecido pai e também do meu saudoso tio Ita. Ele é pai dos amigos Carlos, Cláudio, Verê e Tayná, além de marido da querida Regina. Nas minhas mais antigas lembranças, recordo do professor, poeta e educador sempre coerente, muitíssimo inteligente e gentil. A ele, meus parabéns pelo conjunto da obra.

Elton Tavares

Fonte: Escritores do Amapá