Representação bicentenária da batalha entre mouros e cristãos marca Festa de São Tiago, no AP

Encontro entre cavaleiro cristão (de branco) e cavaleiro mouro (de vermelho) inicia confronto — Foto: John Pacheco/G1

Por John Pacheco

Olhos e ouvidos abertos de milhares de pessoas acompanharam atentamente uma tradição de 242 anos no interior do Amapá. A encenação a céu aberto da batalha entre mouros (muçulmanos) e cristãos marcou o ponto alto da Festa de São Tiago na tarde desta quinta-feira (25) na comunidade de Mazagão Velho, a 70 quilômetros de Macapá.

A representação histórica conta a trajetória do povo negro que deixou a África no século 18 após conflitos político-religiosos para viver na pequena comunidade em plena Amazônia.

Figuras de São Jorge e São Tiago que se lideraram vitória contra os mouros — Foto: John Pacheco/G1

A tradição de celebrar São Tiago foi trazida pelas primeiras famílias que colonizaram a região, após a desativação da colônia portuguesa de Mazagão, em Marrocos. O santo, segundo a tradição, se juntou aos cristãos anonimamente durante a batalha.

A figura de São Tiago, assim como dos personagens principais, fica a caráter dos próprios moradores. O personagem principal em 2019 ficou a cargo do bombeiro militar da Força Nacional Pedro Neto, de 30 anos. Ele interpreta o herói para cumprir promessa feita pela mãe.

“Passei por uma enfermidade, onde fiquei entre a vida e a morte, e a minha mãe com sua fé tremenda em São Tiago, pediu intercessão junto à Jesus Cristo, que se fosse estabelecida a minha saúde, eu faria a figura de São Tiago. E 20 anos depois estou aqui”, contou.

Bombeiro Pedro Neto representou São Tiago após promessa da mãe — Foto: John Pacheco/G1

A expectativa da organização era atrair 40 mil visitantes nesta quinta-feira em Mazagão Velho, onde além da encenação, acontecem festas e passeios turísticos. A programação iniciou em 16 de julho com missas e bailes, e ainda segue até 28 de julho. Confira as atrações.

Mesmo não sendo feriado, a empresária Terezinha Augusta, de 41 anos, deixou a venda de bijuterias para conhecer a tradição no interior do estado ao lado dos dois filhos.

“Já vim em outros anos e sempre gostei. Faço o programa completo: como, bebo e assisto. É algo nosso, que precisa ser valorizado sempre, e valorizado por nós amapaenses”, disse.

Encontro entre soldados mouros e cristãos durante a encenação — Foto: John Pacheco/G1

Batalha entre mouros e cristãos

Antes do ponto alto, que foi a batalha, a encenação iniciou na quarta-feira (24) com o baile das máscaras, que seria a comemoração dos mouros que pensaram ter matado os portugueses após terem lhes oferecido comida envenenada como suposto sinal de trégua.

Ao desconfiarem das intenções, os cristãos foram mascarados até o baile levando a comida e distribuindo para os animais dos mouros, que no dia seguinte amanheceram mortos. Alguns soldados também morreram, entre eles o chefe dos mouros, o Rei Caldeira.

Menino Caldeirinha vira rei dos mouros após a morte do pai, o Rei Caldeira — Foto: John Pacheco/G1

A partir daí iniciou a batalha, mas antes os mouros mandaram um espião ao acampamento dos cristãos, o “bobo velho”, que ao se aproximar foi apedrejado. Na encenação em Mazagão, a passagem é marcada pelo soldado montado em um cavalo, e ao invés de pedras, a comunidade atira bagaço de laranja no bobo.

O momento é um dos mais celebrados e reúne moradores da vila e visitantes. A partir daí inicia-se o confronto marcado pela morte do soldado Atalaia, um cristão mandado ao acampamento mouro que após roubar a bandeira inimiga é capturado, morto e tem a cabeça arrancada.

O momento é um dos que mais levanta o público, pois o Atalaia é manchado com tinta vermelha simulando sangue e em seguida tem o corpo erguido e levantado pela rua.

Passagem dos máscaras: parte do exército mouro fantasiado visando assustar os cavalos inimigos — Foto: John Pacheco/G1

No teatro à céu aberto, parte do exército mouro é vestido com máscaras visando assustar os cavalos inimigos. As batalhas seguintes são marcadas pela fé até a vitória dos cristãos. O ato final é o vominê, a dança da vitória dos soldados cristãos, entre eles o guerreiro Tiago e São Jorge, que se uniram aos devotos de Cristo nas lutas.

Fonte: G1 Amapá

FESTA DE SÃO TIAGO: tradição e cultura em Mazagão Velho

Por Cléber Barbosa, com colaboração de Gabriel Penha

A Festa de São Tiago 2019 iniciou nesta semana, no distrito de Mazagão Velho, município de Mazagão, comunidade a cerca de 70 quilômetros da capital, Macapá. Como manda a tradição, os fogos e os tiros das alvoradas acordam a cidade para avisar que chegou mais uma edição da festividade; já por volta das 18 horas, acontece a primeira transladação das imagens de São Tiago e São Jorge para a Capela. Durante três dias, as imagens dos santos percorreram instituições públicas e residências de devotos em Macapá e Mazagão para divulgar o evento.

A partir da data de abertura, ocorrem novenas diárias que se iniciam por volta das 19h, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Após as celebrações religiosas, acontecem os arraiais com bingos e leilões seguidos de festas dançantes. Durante o dia, tem vasta programação no palco montado no balneário às margens do rio Mutuacá. O ponto alto da festividade acontece nos dias 24 e 25 de julho, quando ocorrem as encenações das batalhas entre mouros e cristãos. No primeiro dia, à tarde, acontece o ritual da “Entrega dos Presentes”, e o Baile de Máscaras, à noite.

A festa

No dia 25, data dedicada ao santo, uma missa campal precede o Círio que toma as ruas de Mazagão Velho no período da manhã, com as imagens carregadas em andores por cavaleiros vestidos a caráter. Ao meio-dia se dá a passagem do “Bobo Velho” e à tarde as encenações dos demais episódios da tradição bicentenária.

Já nos dias 27 e 28, as crianças têm uma Festa de São Tiago exclusiva. Além da simplicidade e do brilho dos pequenos, funciona como preparação para que conheçam a tradição que um dia será responsabilidade deles. Um extenso calendário, que muda a rotina da vila habitualmente pacata e que seus moradores se esforçam para garantir que todo ano saia a contento. “Sabemos da responsabilidade que é organizar esse que é um dos maiores eventos religiosos e culturais do Amapá. Para isso, acontece uma grande união de esforços, tanto internamente, quanto junto ao poder público”, assinala o presidente da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), Alexandre Queiroz.

Tradições e resgate de uma parte da história

Tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. É realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão.

Realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão, a Festa de São Tiago é uma tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão contra os mouros e garantiu sua vitória.

A programação é organizada e realizada pela própria comunidade local, através da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), com apoio do Governo do Amapá e prefeitura local. Este ano, o Estado investiu R$ 692.738,40, repassados através de convênio celebrado entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Mazagão (MazagãoCult).

Mobilização

Entre os órgãos de Estado envolvidos na realização da festa estão: Gabinete Civil, Polícia Militar, secretarias de Desenvolvimento das Cidades (SDC), Cultura (Secult), Turismo (Setur), Desenvolvimento Rural (SDR) e Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

Confira detalhes da programação desta semana da Festa de São Tiago:

21/07 (domingo)
– Culto a cargo das comunidades do Ajudante, Vila Queiroz e Vila Maranhense
– Arraial a cargo da Família Barreto
22/07 (segunda-feira)
– Culto das famílias Nunes, Torres e Câmara
– Arraial a cargo do Governo do Estado do Amapá
– Baile Dançante
23/07 (terça-feira)
– Culto a cargo das famílias Espíndola e Ramos
– Arraial a cargo da Prefeitura Municipal de Mazagão e Câmara de Vereadores
– Baile Dançante
24/07 (quarta-feira)
– Alvorada Festiva (4h)
– Entrega dos Presentes
– Confissão/Missa famílias Penha e Queiroz
– Baile de Máscaras (Barraco de São Tiago)
25/07 (quinta-feira)
– Saída do Arauto convidando as figuras para o círio
– Missa solene em frente à Capela de São Tiago
– Início do Círio
– Dança do Vominê para convidados locais
– Passagem do “Bobo Velho”
– Saída do arauto anunciando o início da batalha, com os seguintes episódios:
– Descoberta do Atalaia
– Morte do Atalaia
– Armadilha (Emboscada feita pelos cristãos)
– Captura e venda das crianças cristãs e partilha do dinheiro
– Troca do corpo do Atalaia pela bandeira moura
– Batalha entre mouros e cristãos, tomada do estandarte mouro e batalha final.

Fonte: Diário do Amapá

Sobre os efeitos da palavra – Crônica de Mariléia Maciel

Crônica de Mariléia Maciel

O cotidiano às vezes nos cega, e hoje me chamou atenção um trecho da palestra do André Trigueiro. Ele falava sobre um momento mágico que viveu assim que chegou em Macapá, ao almoçar no restaurante Norte das Águas.

“O céu estava azul, com sol, e de repente escureceu e a chuva caiu. Neste momento de mudança eu fiquei estático, e vi Deus na paisagem em Macapá. É uma lembrança que levo”.

Nós que moramos na Amazônia sabemos que estas mudanças são comuns, e em minutos o cenário de sol, céu azul e nuvens brancas se transforma em escuridão, dando início às chuvas. E depois tudo volta ao normal, como se a chuva não passasse de uma piada pra molhar os despreparados e as roupas do varal, e desarrumar o que está descoberto.

Interessante que no momento em que as nuvens brancas foram cobertas pelas negras, comentamos com desespero que ia bagunçar o almoço preparado especialmente para o convidado, molhar tudo e fazer todos correrem para a parte coberta.

No fundo rezamos para que não chovesse, e quando o céu desabou, nos olhamos com tristeza.

Não imaginei que o que nos desesperou, causou maravilhas no jornalista, que ficou deslumbrado com o sentimento divino, envolvido com energia única de sentir Deus, a força universal que estava ali, sem que nos déssemos conta, porque o cotidiano de sol e chuva, que muitas vezes irrita, nos deixa insensíveis para enxergar o belo, a força que está na nossa frente.

Faltava ele vir de São Paulo tirar a venda dos meus olhos, e me fazer mudar o jeito de me relacionar com o cotidiano.

“Aceitar, agradecer, entregar e confiar” (André Trigueiro)

“Deus está presente, seja bem vindo!”
(André Trigueiro)

Coordenado pelo Improir, Projeto Museu do Negro é finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco

O Projeto Museu do Negro, coordenado pelo Instituto Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial (Improir), está habilitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e agora concorre a etapa nacional da 32ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O concurso premia iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Material e Imaterial. No Amapá, dois projetos concorrem a etapa nacional, com outras 99 iniciativas de todo o Brasil.

O Museu do Negro trabalha com atividades itinerantes vindas de exposições de acervos históricos da população negra, com palestras, rodas de conversas e oficinas culturais de batuque e Marabaixo, hip-hop, samba, capoeira, afro-religiosidade na dança e música. A proposta é promover a valorização e preservação do patrimônio cultural material e imaterial, proteção da diversidade de suas expressões, manifestações, buscando a preservação e promoção da identidade cultural da população afrodescendente e das comunidades dos remanescentes dos quilombos, comunidades negras e das religiões de matriz africana.

“O Museu do Negro é um espaço não apenas de preservação da história do povo negro de Macapá, mas de compartilhamento de conhecimento sobre a identidade e cultura daqueles e daquelas, pretos e pretas velhas, que ajudaram na formação social, histórica e cultural de nossa cidade”, explica o diretor-presidente do Improir, Maykom Magalhães.

Além disso, o Museu do Negro contribui com a implementação da Lei 10.639/2003, que trata da expansão do conhecimento das raízes culturais de matriz africana e os valores tradicionais do povo macapaense nas escolas municipais, estaduais públicas e particulares, universidades, faculdades e eventos de entidades da sociedade civil organizada do estado do Amapá.

Prêmio Rodrigo Melo Franco

É reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural, pois o Brasil é um país que condensa em sua identidade a influência de vários grupos que colaboraram para a formação da sociedade brasileira. Há 32 anos, o Prêmio Rodrigo do Iphan estimula e valoriza aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. O resultado final do concurso deverá ser divulgado até 20 de agosto de 2019, no site do Iphan.

Assessoria de Comunicação/PMM
Contato: 99903-5888
Fotos: Nayana Magalhães

MP-AP recebe as imagens peregrinas de São Tiago e São Jorge

Como parte do roteiro de visitas às instituições do Estado, na última segunda-feira (15), a procuradora-geral de Justiça, em exercício, do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Clara Banha, e o chefe de gabinete da PGJ, Vinicius Carvalho, acompanhados por membros e servidores da instituição, deram boas-vindas às imagens de São Tiago e São Jorge. A comitiva formada por fiéis e organizadores da Festa em homenagem aos santos foi recebida no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, no Araxá.

A peregrinação aos órgãos públicos e residências de mazaganenses radicados em Macapá ocorre no período de 13 a 15 de julho. Após o translado, no dia 15, a imagem já retorna para Mazagão, onde na madrugada desta terça-feira (16) inicia a programação oficial da Festa de São Tiago, indo até o dia 28, quando acontece a festa das crianças.

Compuseram o cortejo um grupo de 30 pessoas, entre as figuras principais representadas (São Tiago, São Jorge e Atalaia), cavaleiros cristãos e mouros, grupo litúrgico, caixeiros e atiradores.

Segundo o representante da Associação Cultural de São Tiago, Alan Baía, a peregrinação é feita, anualmente, para convidar as pessoas a irem para Mazagão participar e conhecer a festividade. “Viemos com um discurso pronto e ficamos emocionados com o depoimento da procuradora Clara Banha. Um dos principais objetivos do translado até a capital é intensificar a divulgação e reforçar o convite para que a população prestigie as festividades em louvor a São Tiago, em Mazagão Velho”, ressaltou Baía.

A PGJ, em exercício, se emocionou durante a recepção ao lembrar de seu pai, falecido, que era fiel e auxiliador dos festejos. “É muito difícil eu conseguir falar neste momento. Um momento que traz lembranças boas do meu pai, que faleceu este ano. Continuarei seguindo e ajudando a festividade como forma de dar continuidade ao que o meu pai fazia. Que São Tiago e São Jorge abençoe a todos os nossos membros, servidores e a instituição como um todo”, finalizou Clara Banha.

Durante a cerimônia, o grupo litúrgico realizou uma oração e o de cavalaria fez a apresentação da “Dança do Vominê”.

Festa de São Tiago Este ano, a Festa de São Tiago completa 242 anos. Os festejos são realizados desde o ano de 1777. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão. É organizada pela comunidade local, através da associação cultural, com apoio do Governo do Amapá e da Prefeitura de Mazagão.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Comemoração do primeiro ano da Fazenda da Esperança Marco Liva no Amapá

A Obra Social Nossa Senhora da Glória – Fazenda da Esperança Marco Liva – realiza a comemoração do primeiro aniversário da comunidade terapêutica no Amapá, com carreata, missa e almoço beneficente. O evento será aberto a toda sociedade amapaense, e vai acontecer o dia inteiro, no domingo do dia 21 de julho na própria fazenda, localizada na estrada do município de Santana rumo a Mazagão.

A programação vai iniciar as 8h30 com uma carreata que sairá da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Santana, até a Fazenda da Esperança. A partir das 10h, a celebração Eucarística será presidida pelo bispo de Macapá, Dom Pedro José Conti, na nova capela. As 12h terá o almoço beneficente com as famílias amapaenses e embaixadores da esperança, com feijoada, churrasquinhos, leilões e animado por música ao vivo.

O vale almoço já está sendo vendido antecipadamente, pelos missionários da Fazenda da Esperança no primeiro piso do Villa Nova Shopping, no valor de R$15 que vale a feijoada com arroz, frango de forno, farofa e salada + 01 bebida. Toda renda arrecadada na festa será destinada para a construção de duas novas casas, para acolher mais jovens.

Missão

A Fazenda da Esperança Marco Liva faz parte da comunidade terapêutica, que nasceu na Igreja Católica há 36 anos, conta com 144 unidades, na missão de recuperar dependentes de substâncias psicoativas – existentes em 23 países – com base no tripé: espiritualidade, convivência familiar e trabalho, visando resgatar os valores, o amor próprio e a cidadania dos que passam pela obra. Para a realização da obra no Amapá, a Fazenda da Esperança, contou com apoio da Fundação Marcelo Cândia, Diocese de Macapá e fiéis. Atualmente a casa acolhe 22 jovens, com apoio de familiares, da comunidade católica e de instituições públicas.

Programação:

8h Concentração na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Santana
8h30 Carreata de Santana até a Fazenda da Esperança
10h Missa com Bispo Dom Pedro
12h Almoço com feijoada, leilões e atração cultural

Contatos para informações:
Representante da Fazenda da Esperança, Marco Alves (96) 981127852
Secretária, Renatta Monteiro, (96) 981100614
Coordenadora do Grupo Esperança Viva, Clivea Valente (96) 991353087

Serviço:

Comemoração do primeiro ano da Fazenda da Esperança Marco Liva no Amapá
Data: 21 de julho de 2019 | Local: Fazenda da Esperança
Ascom/Pascom –  (96) 991807036

Exposição fotográfica reúne 133 obras que retratam cotidiano em terreiro de candomblé

Cerca de 133 obras são reunidas em exposição fotográfica para retratar cotidiano em terreiro de candomblé — Foto: Silvia Marques/Divulgação

Por Ugor Feio

A exposição “Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia”, que reúne 133 fotos sobre as atividades cotidianas realizadas no Terreiro do Pai Salvino, pode ser conferida no próprio barracão do local, que fica na Vila dos Oliveiras, no bairro das Pedrinhas, zona sul de Macapá.

A mostra fica exposta por tempo indeterminado e será aberta na segunda (24), a partir das 19h. As imagens são resultado de dois anos e meio de pesquisa da fotógrafa Silvia Marques, professora do colegiado de artes visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

A mostra é composta de imagens que revelam as particularidades dos rituais, das festividades, comemorações, ações sociais e demais atividades realizadas no terreiro. Algumas delas são de cunho social e outras não, mas sempre respeitando a tradição e a religiosidade dos frequentadores.

A fotógrafa conta que, apesar de não ser adepta da religião, sente-se honrada em ter tido a chance de realizar os registros que ela considera raros, já que normalmente os rituais não costumam ser fotografados ou filmados. As fotos serão doadas para o terreiro após o término, ainda indefinido, da exposição.

Mostra é resultado de dois anos e meio de pesquisa da fotógrafa Silvia Marques — Foto: Silvia Marques/Divulgação

“No sentido geral, as religiões de matriz africana não têm o hábito de fazer registros de seus rituais religiosos, normalmente a cultura é passada oralmente. Fico honrada em ter tido essa oportunidade e quero deixar essas fotos como um legado para a comunidade”, contou Silvia.

De acordo com a a artista, a atuação do terreiro na comunidade vai além da religião. Ela explica que o babalorixá Pai Salvino ainda pretende fazer uma creche e uma biblioteca no local, futuramente, e destaca ainda a importância do trabalho realizado para a história cultural do estado do Amapá.

‘Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia’ retrata o cotidiano em um terreiro de candomblé — Foto: Silvia Marques/Divulgação

“É preciso mostrar o quanto a casa de axé é importante para a história da cidade e do estado. Eles fazem um trabalho muito benéfico a toda comunidade, que é pouco reconhecido. Lá [no Pai Salvino] são realizadas ações sociais, que além do conforto espiritual, existem planos de construção de uma biblioteca e uma creche”, destacou.

A abertura dá exposição ocorre junto com a festividade de São João, com início às 19h, com uma procissão. A concentração será em frente à Escola Maria Nazaré Pereira Vasconcelos, depois segue em direção ao terreiro de Pai Salvino.

O evento terá com a participação de comunidades da Carvão, Curiaú e Mazagão, assim como a participação de um padre cristão, que rezará uma “ladainha” (missa rezada em latim). Ao chegar ao terreiro haverá festa ao som do batuque, marabaixo e carimbó.

Serviço:

Abertura da exposição “Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia” e Festividade de São João
Dia: segunda-feira (24)
Hora: a partir das 19h
Local: Barracão do Pai Salvino
Endereço: Vila dos Oliveiras, 839 – Bairro Pedrinhas

Fonte: G1 Amapá

Eventos sociais e culturais marcam o Dia Estadual do Marabaixo, em Macapá

Foto: Gabriel Penha/Seafro

Por Gabriel Penha

O domingo, 16, foi especial nos barracões que integram a programação do Ciclo do Marabaixo 2019. Na data em que se comemora o Dia Estadual do Marabaixo, programações sociais, rodas de conversas, apresentação de estudantes e, claro, muita caixa rufando.

No grupo Raimundo Ladislau, no bairro do Laguinho, debates que envolveram políticos, movimentos socais e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na pauta, a implementação de políticas públicas, ações de salvaguarda e projetos, através de emendas parlamentares, para o fortalecimento da maior manifestação cultural do Amapá.

As rodas de conversas também aconteceram no barracão Gertrudes Saturnino, sede do grupo Berço do Marabaixo, no bairro Santa Rita (Favela). Integrantes do grupo fizeram, no sábado, 15, uma ação social com distribuição de sopa em uma área periférica no bairro dos Congós, zona sul de Macapá. Segundo a representante da associação cultural, Valdinete Costa, uma forma de mostrar o lado social e solidário dos marabaixeiros.

No grupo Dica Congó, a programação especial foi coroada com uma rodada de marabaixo. A anfitriã, Elísia Congó, disse que o marabaixo “é resistência e nossa tradição maior”.

A data

A data de 16 de junho é o Dia Estadual do Marabaixo por conta do Projeto de Lei nº 0049/10, do falecido deputado estadual Dalto Martins. A data foi escolhida para homenagear a Santíssima Trindade. Aprovado pela Assembleia Legislativa, a lei foi sancionada em 2010.

Fomento

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em novembro de 2018, o marabaiaxo recebe apoio do Estado. Para a realização do ciclo 2019, o Governo do Amapá investiu R$ 130 mil, divididos igualmente entre os grupos realizadores.

Marcados pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, os festejos seguem até o chamado Domingo do Senhor, primeiro domingo após a celebração de Corpus Christi – este ano, dia 23 de junho, próximo domingo.

Na programação, ainda constam missas, ladainhas, retirada dos mastros pelos grupos, bailes e jantares e demais rituais que se encerram com as derrubadas dos mastros.

Hoje é o Dia de Santo Antônio (o Dia do Amor)

santo-antonio

Hoje é o Dia de Santo Antônio. Somente agora tive tempo de publicar um texto sobre, afinal, temos a Sessão Datas Curiosas neste site.

Também chamado pelos católicos por Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. De acordo com a história, ele foi inicialmente um frade agostiniano, tendo mais tarde entrado na ordem Franciscana (1220). Nascido em Lisboa no d13450776_10206153164258574_8358576784586467668_nia 15 de agosto entre os anos de 1191 e 1195, ele morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho do ano de 1231. Daí a celebração neste dia.

Foi muito conhecido pela sua vida despojada de riquezas, apesar de ter nascido em uma família influente. O seu trabalho com os pobres foi essencial para que fosse rapidamente reconhecido como santo após sua morte.

A canonização de Santo Antônio aconteceu poucos anos após sua morte, e muitos consideram que terá sido uma das canonizações mais rápidas da história.

208010076509598990_BlE1Lsrt_cSanto Antônio é considerado um dos santos mais populares entre os brasileiros e portugueses. No Brasil, Santo Antônio é conhecido por ser o “Santo Casamenteiro”, sendo que o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho no Brasil por ser a véspera do Dia de Santo Antônio. Hoje é que as pessoas que desejam casar ou conseguir um namorado preparam simpatias para Santo Antônio, acompanhadas de orações.

Para a umbanda esto_antonio_exu1 o candomblé, no Brasil, Santo Antônio é sincretizado como Exú, que é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, etc. Ou também Ogum, que é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o “santo casamenteiro”.

Exú é o orixá encarregado de ligar o mundo dos espíritos ao mundo material, proteger as fronteiras, as casas, templos, cidades. E também é responsável pelas ligações amorosas, o que faz do dia 13 de junho uma data especial para trabalhos espirituais ligados ao a13453061_1207803865939309_1015662742_omor.Por isso, hoje também é o dia Exú ou Dia do Amor.

Outra denominação para Santo Antônio é Hermes, na Mitologia Grega o Deus da medicina, do comércio e dos ladrões, é também o mensageiro dos deuses.

Dizem que Santo Antônio, quando ainda não era santo, decidiu ajudar duas moças pobres a se casar, não sabia a dor de cabeça que estava criando pra si mesmo. O coitado agora tem que conviver com as ordens pedidos de mulheres que são capazes de qualquer coisa pra acabar com a solteirice. Essa santidade que as moças teimam em deixar de cabeça pra baixo , afogam e até sequestram o Menino Jesus e barganhar o refém por um namorado ou casório.santo

Portanto, hoje é festa junina nas igrejas, terreiros de umbanda e candomblé. Viva a diversidade religiosa e suas denominações sobre divindades e seres encantados, seja Santo Antônio, Hermes ou Exú, meu respeito. Com sua energia e poder, que ele ajude quem ainda não tem um amor . É isso!

Elton Tavares (compilação).
Fontes: Calendar, Tenda Cigana e Raízes Espirituais.

Hoje é o Domingo do Divino Espírito e rola Marabaixo no Laguinho

Por Mariléia Maciel

Hoje é o Domingo do Divino Espírito celebrado por várias religiões, é bíblico. No catolicismo coincide com o Domingo de Petencostes, 50 dias após a ressurreição. O divino é elemento de consagração na cultura do marabaixo, que é fundamentada no calendário católico. Só o Laguinho festeja o Divino no ciclo do marabaixo.

Mas tbem é o Domingo da Murta da Santíssima Trindade , festejada no Laguinho e Favela.

Por isso teve a missa do Divino acompanhada pelos marabaixeiros do laguinho nas igrejas São Benedito e Jesus de Nazaré.

Agora a tarde, os 4 barracões, laguinho e Favela, abrem para começar a celebração para a Santíssima, azul e branco. A roda de marabaixo inicia às 17h, nos 4 barracões, com o cortejo da Murta da Santíssima, e vai até amanhã de manhã, quando os mastros da Santíssima são erguidos.

Foto: Mariléia Maciel

Mais sobre o Domingo do Divino Espírito

Neste domingo, a Igreja Católica faz memória ao grande acontecimento de Pentecostes. Cinquenta dias após a ressurreição, o Espírito Santo desce em forma de línguas de fogo sobre a comunidade apostólica reunida em oração. Celebrar Pentecostes é vivenciar o grande amor divino que se derrama sobre sua Igreja. O Espírito Santo é o afeto e a docilidade divina, manifestada na alegria das diferenças e diversidades. Por este espírito, todas as raças, culturas e tradições podem ser compreendidas, pois expressam uma linguagem nova; a linguagem do amor! Festejar o Espírito Santo é comemorar a diversidade de dons, serviços e ministério, que partem do coração divino para o bem e a para a felicidade comum. Na presença e companhia do Divino, não há medo, tristeza e nem receios, tudo se faz novo, com ardor e impulso! É a vida que se renova, que floresce, transbordando em sons, cores, aromas e sabores.

Foto: Mariléia Maciel

Viva o Divino Consolador! Viva a diversidade! Viva a vida renovada!

Professor Mestre Moisés Prazeres Bezerra

 

Padre impede Dança do Marabaixo dentro da Igreja Jesus de Nazaré, diz Daniela Ramos

Foto: Chico.Terra.Com

Um impasse está estabelecido entre o novo padre titular da Paróquia Jesus de Nazaré, Luiz Miranda, e os marabaixeiros de Macapá, por conta da Festa do Divino Espírito Santo, a ser realizada domingo, 9.

Há muitos anos, os marabaixeiros do Mestre Pavão costumam incluir na programação ao Divino Espírito Santo a realização, pela manhã, de Missa na Igreja Jesus de Nazaré, seguida da Dança do Marabaixo, no interior do templo.

A família de Mestre Pavão procurou o novo pároco, solicitando o cumprimento da tradicional programação. Padre Paulo aquiesceu sobre a celebração da Missa, no entanto não aceitou a dança. O religioso disse a uma filha de Pavão que o Marabaixo pode ser dançado na frente da igreja, mas não dentro.

Foto: Facebook da Daniela Ramos

Na manhã desta quinta-feira, 6, Daniela Ramos, uma das principais militantes da ala jovem do Marabaixo, usou o programa de Rádio Luiz Melo Entrevista (Diário FM 90,9) para protestar e anunciar que vai ao bispo Dom Pedro José Conti reivindicar a continuação da Dança do Marabaixo dentro da Igreja Jesus de Naz aré como parte das homenagens ao Divino Espírito Santo.

“Estamos estarrecidos, revoltados com essa posição do padre Luiz Miranda, novo na Paróquia Jesus de Nazaré e que quer acabar com uma tradição. Nós, do Marabaixo, temos uma ligação muito grande com a Igreja Católica, quase todos somos católicos, são chamados para participar, como devotos, das realizações paroquiais. Vamos ao bispo, ainda hoje, para reverter esta situação”, desabafou Daniela.

Fonte: Diário do Amapá

Governo Federal e grupos tradicionais elaboram políticas de disseminação do marabaixo

Imagem mostra tradicional roda de marabaixo — Foto: Prefeitura de Macapá/Arquivo

Por John Pacheco

Reconhecido no fim de 2018 como patrimônio cultural imaterial do Brasil, as origens e peculiaridades do marabaixo estão sendo discutidas em Brasília por grupos e representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é elaborar estratégias para a promoção e disseminação de forma uniforme da manifestação típica das comunidades negras do Amapá.

O encontro reúne representantes dos grupos de marabaixo do estado e membros da Coordenação Geral de Promoção e Sustentabilidade do Departamento de Patrimônio Imaterial. A ação, chamada de salvaguarda, prevê identificar os aspectos que vão liderar as ações de difusão da cultura, seja em escolas, centros e programações alusivas.

O marabaixo é caracterizado pelos cantos e pela dança que narram a luta e a fé dos negros durante a urbanização da capital em paralelo com o avanço do cenário histórico-cultural.

Representantes do marabaixo reunidos com técnicos do instituto — Foto: Iphan/Divulgação

De acordo com o Iphan, os bens culturais e imateriais se caracterizam pelo saber popular através de crenças, ritos, práticas, além de manifestações musicais, plásticas e literárias.

As reuniões para elaboração da salvaguarda iniciaram na quarta (15) e seguem até a quinta-feira (16) na sede do Instituto. Seis representantes do Amapá participam do levante de informações, que foi divivido em quatro eixos:

Mobilização social e alcance da política
Gestão participativa no processo de salvaguarda
Difusão e valorização
Produção e reprodução cultural

Alunos de escola pública aprendem a tocar percussão no ritmo do marabaixo; iniciativa está incluída em política para a cultura — Foto: Rita Torrinha/G1

Para os grupos marabaixeiros, a proposta é difundir a cultura dentro do ensino escolar, além do fortalecimento dos membros fundadores e a expansão do ritmo e da formação nos 16 municípios do estado.

“Apesar de ser nosso, o marabaixo está muito centralizado em Macapá. Precisamos levar para todos os municípios através de um calendário cultural nas cidades, para depois trabalhar na formação de novos integrantes e formação de grupos”, argumentou Elísia Congó, líder do barracão Dica Congó.

O diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, destacou que foram adotadas a curto, médio e longo prazos pelo menos dez linhas de ação, que incluem identificação de comunidades, documentação e publicação de memórias e bibliografias dos mestres do marabaixo e a criação do Museu do Marabaixo.

Grupos tradicionais atuam na elaboração de estratégias para divulgação — Foto: Márcia do Carmo/Divulgação

Cultura do marabaixo

A origem do nome remete aos escravos que morriam nos navios negreiros; seus corpos eram jogados na água e os negros cantavam hinos de lamento mar abaixo e mar acima.

Os negros escravizados passaram a fazer promessas aos santos que consagravam, e quando a graça era alcançada se fazia um marabaixo. Sua herança é deixada de pai para filho, e está associada ao fazer religioso do catolicismo popular em louvor a diversos santos padroeiros.

“Os ‘ladrões’ são as músicas do Marabaixo cantadas pelas cantadeiras e pelos cantadores. Algumas pessoas têm a responsabilidade de cantar o ladrão colocando os versos, esses são os puxadores, enquanto outros respondem entoando o refrão, que geralmente é o primeiro verso de cada composição”, detalha o Iphan.

Fonte: G1 Amapá

Espetáculo “Cristo Por Elas” é narrado pelas mulheres que acompanharam a vida de Jesus

O Movimento Cultural Desclassificáveis apresenta o espetáculo “Cristo Por Elas”, a versão contada por mulheres que passaram pela vida de Jesus. O espetáculo será apresentado no Barracão da Tia Gertrudes, como parte da programação do Ciclo do Marabaixo, no sábado (20) de aleluia, às 19h30.

O enredo vai desde os tempos antigos, da adoração a Deusa da fertilidade Ostara, o diálogo sobre humanidade e teologia com a jovem Samaritana ao oferecer-lhe água até o relato do sofrimento silencioso de Maria, mãe do filho de Deus e Maria Madalena com o discurso íntimo sobre seu amor e sua devoção a Jesus.

Cristo Por Elas vão apresentar também os conflitos de fé, vida e morte das irmãs de Lázaro: Marta e Maria de Betânia.

A história sempre foi contada por homens, e a encenação busca o olhar feminino. Quais foram as grandes mulheres que acompanharam Cristo em sua trajetória e qual a importância que elas tiveram?

“A época da Páscoa é um momento de refletir não somente sobre a morte de Cristo, mas também as atitudes do ser humano perante suas virtudes e deficiências”, destaca o diretor da peça, Paulo Alfaia.

A dramaturgia é assinada por Junior Storck, no elenco estão as atrizes Andreia Lopes, Joseanne Karla, Kássia Modesto, Hayam Chandra, Renilda Navegante, Rosa Rente. A iluminação e fotografia é de Nil Costa, sonoplastia está com Thiago Klinghoffer. A maquiagem e adereços são de Jubson Blada. O contra-regra é Luciano Melo, o designer é assinado por Jessyca Santos. A produção é do Movimento Cultural Desclassificáveis e tem como parceiros: Berço do Marabaixo da Favela, Associação Amapaense de Folclore e Cultura popular (AAFCP) e Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

A história sempre foi contada por homens, e a encenação busca o olhar feminino – Foto: Mil Costa

Arte Cênica e Cultura Popular

De acordo com o diretor Paulo Alfaia, a parceria com o Berço do Marabaixo vem dando certo, e pelo segundo ano realiza a apresentação da peça durante a maior expressividade cultural do Estado e busca formar uma nova plateia e fortalecer a tradição popular.

“Estamos fazendo esse namoro entre a arte cênica com a cultura popular, as histórias daquele espaço, estamos com nosso bunker no barracão, fazemos saraus, peças e outras apresentações. Há 8 anos realizamos espetáculos na semana santa, e esse é o segundo no barracão”, finalizou.

Serviços:

Espetáculo: “Cristo por Elas”
QUANDO: 20/04 (Sábado da Aleluia)
ONDE: Bunker Desclassificáveis, localizado na Avenida Duque de Caxias, 1203, no Bairro Santa Rita (Barracão da Tia Gertrudes).
HORÁRIO: 19h30
CONTATOS: 991730955

Fonte: Café com Notícias

Páscoa – Por Rubem Alves

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“Ressurreição” – Tela de Pierro della Francesca ( 1410 – 1492 )

Tenho, no meu escritório, uma tela de Pierro della Francesca ( 1410 – 1492 ) chamada “Ressurreição”. A pedra do túmulo corta a tela em duas partes. Na parte de cima, com seu pé sobre a pedra, o Cristo ressuscitado. Na parte inferior, encostados à pedra, os guardas adormecidos. Perguntam-me sobre o sentido da tela. Respondo que não sei o sentido da tela. As telas têm muitos sentidos. Eu só posso dizer os pensamentos que aquele quadro me faz pensar. E digo: enquanto os guardas da morte estão dormindo, o divino que mora em nós sai do sepulcro. Sabem disso as cigarras. Caminhando hoje pela manhã na fazenda Santa Elisa eu ouvi o seu canto. Já haviam deixado suas cascas nos troncos das árvores. Agora são seres alados. Cantam e voam, a procura do amor…Acho que estão celebrando a Páscoa…

Rubem Alves