Governo do Amapá apoia programação do Dia Estadual dos Cultos Afros, em Macapá

Com apoio do Governo do Amapá, o Dia Estadual dos Cultos Afros contará com uma programação diversificada de dois dias organizada pela Federação de Cultos Afro-Religiosos de Umbanda e Mina Nagô e o Fórum Afro-ameríndio do Estado, com recursos de emenda do deputado estadual Rodolfo Vale. A data é celebrada no dia 8 de maio.

A programação começa nesta sexta-feira, 17, com palestras, oficinas de percussão e celebração com Tambor de Mina/Umbanda em homenagem ao Dia dos Cultos Afros-religiosos. No sábado, 18, as atividades seguem com workshop de afro-percussão Ilu’Jibo e Candomblé. A programação é coordenada com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Fundação Marabaixo.

As atividades acontecem no Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho.

Dia Estadual dos Cultos Afro-religiosos

A data foi instituída pela Lei 933/2005. O dia 8 de maio foi escolhido em homenagem à saudosa Dulce Costa Moreira, a “Mãe Dulce”, uma das pioneiras da cultura afro-religiosa no Amapá. Ela teria tocado pela primeira vez o Tambor de Mina no Amapá, neste dia, em 1962.

Confira a programação:

Sexta-feira, 17

9h – Palestra “Êxodo Africano e Reconhecimento Afro Religioso”;
14h – Workshop de Afro percussão Ilu’Jibo (em honra ao mestre Dinaldo);
Local: Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho;

Sábado, 18

14h – Workshop de Afro Percussão Ilu’Jibo (em honra ao mestre Dinaldo);
16h – Roda de conversa com Guilherme Batista, Babá Ifátosin (sacerdote do Culto de Ifá) e dirigente do Templo Ifá Ireté Ogunda;
19h – Candomblé em homenagem ao Dia dos Cultos Afro;
Local: Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho.

Texto: Gabriel Penha
Foto: Maksuel Martins/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

O discurso discriminador do Marabaixo – Texto/Resgate histórico paid’égua de Fernando Canto – @fernando__canto

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Max Renê

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Gabriel Penha

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Márcia do Carmo

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de boas ações, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).


Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Colheita da Murta – Foto: Arquivo pessoal de Fernando Canto

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.


E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010.

Concurso vai escolher identidade visual do cartaz do Círio de Nazaré 2024

A Diocese de Macapá realiza de 22 de abril a 3 de maio as inscrições para a 3ª edição do concurso de escolha da identidade visual do cartaz da festividade do Círio de Nazaré 2024. As inscrições acontecem na secretaria da Catedral São José, no horário de 8h às 12 ou de 14h às 18h e são gratuitas. Clique aqui e confira o Edital do Concurso. Confira aqui os elementos gráficos para a arte do cartaz.

O edital do concurso foi publicado na segunda-feira (15/4) com as regras para participação e orientações aos candidatos. O vencedor do concurso recebe um prêmio no valor de R$ 1 mil (um mil reais) e a apresentação do cartaz acontece no dia 20 de maio, às 11h, na Catedral Histórica São José.

De acordo com o edital, para participar o candidato deve no ato de inscrição apresentar a versão impressa do cartaz de acordo com as medidas exigidas no documento, bem como deverá disponibilizar a versão editável do arquivo em CorelDraw e em pdf para avaliação da comissão organizadora. O candidato também deverá comprovar residência no Estado do Amapá por meio de documentos válidos para isso.

Com a publicação do edital a Diocese de Macapá também anuncia o tema e o lema do Círio de Nazaré deste ano que nortearão as reflexões da festividade. O tema escolhido pela comissão organizadora foi “Em oração com Maria aprendemos a amar e servir, para que o Reino de Deus aconteça!” e o lema com a inspiração bíblica “ Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Segundo a comissão organizadora, a temática do Círio deste ano é baseada na “oração com Maria, que é para nós modelo de amor e serviço. Isso significa que a oração do cristão tem como finalidade não tanto obter alguma coisa ou alguma graça, mas fazer com que estas atitudes realizem o Reino de Deus que Jesus veio anunciar”.

Serviço

Concurso para escolha do Cartaz do Círio de Nazaré 2024
Inscrição: 22 de abril a 3 de maio de 2024
Local: Secretaria da Catedral São José – Av. Gen. Gurjão, nº. 588 – Bairro Central – Macapá-AP, em horário comercial, das 8h às 12h e de 14h às 18h.
Informações: (96) 9 9139-0682 – Pastoral da Comunicação | (96) 9 9167-4731 – Secretaria do Círio de Nazaré

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação: (96) 98414-2731

“Mães que Oram pelos Filhos” celebram dia oficial pela primeira vez após aprovação de lei de Júnior Favacho

Uma procissão seguida de uma missa celebrada na terça-feira (2) no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Macapá, marcou as comemorações do Dia Estadual das “Mães que Oram pelos Filhos”, data que foi instituída a partir de um Projeto de Lei do deputado estadual Júnior Favacho. Centenas de mulheres participaram da programação criada para homenagear um dos mais importantes movimentos da Igreja Católica.

Está foi a primeira vez que o Dia Estadual das “Mães que Oram pelos Filhos” foi comemorado no Amapá. Embora a data oficial seja no dia 30 de março, esse ano o movimento optou por celebrá-la no dia 2 de abril para não coincidir com a Semana Santa. De acordo com o deputado Júnior Favacho, a data é uma oportunidade para enaltecer o ato da oração de uma mãe para o seu filho que, segundo ele, é uma das maiores demonstrações de amor e de fé.

“Estou muito feliz de poder contribuir com esse momento tão importante. Quando fui procurado pelo movimento, fiz questão de propor o Projeto de Lei por admirar o importante trabalho realizado por eles. Como devoto de Nossa Senhora de Fátima, acredito muito no poder da oração, e na força do amor de uma mãe por seu filho. Espero que esse movimento cresça ainda mais no nosso estado, e possa tocar o coração de muitas mães que vivem aqui”.

Os fieis que compareceram ao evento acompanharam uma procissão em homenagem a Nossa Senhora de La Salette, que é a padroeira do movimento “Mães que Oram pelos Filhos”. A caminhada iniciou em frente ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, percorreu algumas ruas do Centro e retornou à igreja, onde uma missa foi celebrada pelo padre Francivaldo Lima, que é o diretor espiritual do movimento no Amapá. A celebração foi marcada por muita oração e devoção.

Segundo a diretora estadual do “Mães que Oram pelos Filhos”, Kátia Salman, o movimento se consolida cada vez mais no Amapá, estando presente em oito paróquias nos municípios de Macapá em Santana. Ela agradeceu ao deputado Júnior Favacho pela iniciativa de propor a oficialização da data, e disse que todas as mães que participam do movimento se sentem abençoadas pela homenagem.

“Nós somos o único estado que tem a aprovação de Projeto de Lei estadual e municipal, e isso é uma vitória muito grande. Estamos aqui celebrando com a nossa padroeira e todas as mães que fazem parte desse projeto. O deputado é um homem de fé e teve um papel fundamental nesse processo. E nós, como mães e mulheres, só temos a agradecer pelo respeito que ele tem com o nosso movimento”, afirmou Kátia.

Após a missa, o padre Francivaldo Lima comemorou o crescimento do movimento, e a adesão de outras paróquias no estado “Fico feliz em ver muitas mães participando nesse primeiro ano desse momento que é muito celebrativo para todas elas. Já de antemão, agradeço aos párocos das outras paróquias que acolheram o movimento, e agradecemos tanto à Câmara Municipal quanto a Assembleia Legislativa, na figura do deputado Júnior Favacho, por permitir que esse momento acontecesse”, concluiu

Assessoria de comunicação

Macapá recebe peregrinação com relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus

Chega a Macapá na próxima segunda-feira (1/4) a peregrinação com as relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, padroeira das missões. A peregrinação na capital amapaense acontece de 1 a 4 de abril com momentos celebrativos entre missas, vigílias, passeio ciclístico e exposição do relicário.

Confira a programação completa abaixo, que inclui a missa de acolhida das relíquias presidida pelo bispo diocesano dom Pedro Conti, às 18h, no Pequeno Carmelo de Macapá, no bairro Jesus de Nazaré.

A peregrinação das relíquias de Santa Teresinha começou em 1997, ano do centenário da morte da santa e já percorreu cerca de 70 países. A urna (relicário) que armazena um pedaço de fêmur e do pé da santa francesa percorre o Brasil desde o dia 1 de fevereiro passando por várias casas religiosas carmelitas, comunidades, paróquias e dioceses onde os devotos puderam venerar, orar e realizar seus pedidos diantes do relicário.

Considerada uma das santas mais populares no meio católico, Santa Teresinha além de padroeira de várias comunidades, é padroeira do Pequeno Carmelo da capital amapaense e também de uma paróquia da Diocese de Macapá.

Santa Teresinha nasceu em Alençõn, na França em 1873, e morreu em Lisieux aos 24 anos no ano de 1897. Seus ensinamentos conhecidos como “Pequena Via” nutre a espiritualidade do Carmelo e de muitos devotos nos dias de hoje na Igreja Católica, especialmente os jovens.

Em 1925 foi canonizada pelo papa Pio XI e em 1997 declarada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II. Sem nunca ter saído do convento desde que entrou aos 15 anos, tornou-se a padroeira das missões e dos missionários católicos.

Em outubro de 2023, por ocasião dos 150 anos de nascimento de Santa Teresinha o Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica “C’est la Confiance” (Só a confiança) sobre a a confiança no amor misericordioso de Deus. A popularidade da santa de Lisieux levou a UNESCO a honrar sua memória incluindo Teresinha na lista de 2022-2023 como personalidade da história com reconhecido legado e influência para os campos da paz, da educação e da ciência.

Relíquias

As relíquias na tradição católica fazem parte da religiosidade popular. Costumam ser objetos de devoção e veneração por reconhecimento da história de vida e de serviço a Deus de santos ou de objetos que estes utilizaram.

As relíquias podem ser de primeira classe, quando constituem partes do corpo dos santos ou santas como ossos, carne, cabelo ou outra parte de seus corpos. Pode ser de segunda classe, quando constituem um objeto que outrora foi utilizado ou que teve um contato direto com o santo venerado como roupas, utensílios, etc.

No caso das relíquias de Santa Teresinha que chegam em Macapá para veneração dos devotos, estão entre as de primeira classe por serem parte constituintes de seu corpo.

*VISITA E PEREGRINAÇÃO DAS RELÍQUIAS DE S. TERESINHA
MACAPÁ – FAZENDINHA*
DIA 01 DE ABRIL – SEGUNDA FEIRA
17h: Chegada e acolhida das Relíquias em frente ao Pequeno Carmelo
18h: Missa de acolhida no Pequeno Carmelo – Dom Pedro José Conti
19:30h: Peregrinação para paróquia S. Terezinha em Fazendinha
Vigília noturna na Paróquia S. Terezinha

DIA 02 DE ABRIL – TERÇA FEIRA
15h: Missa solene na Paróquia S. Teresinha – Pe. Jorge
16:30h: Saída em carreata da paróquia S. Terezinha
18h: Acolhida na Catedral
19h: Missa na Catedral – Pe. Raffael
20:00h: Carreata para Pequeno Carmelo
22h: Vigília noturna no Pequeno Carmelo a partir das

DIA 03 DE ABRIL – QUARTA FEIRA
06h: Missa– Pe. Rosielson e seminário
Visitação durante todo o dia no Pequeno Carmelo
18h: Missa – Pe. Sisto
19h: Pedal com S. Terezinha pela cidade de Macapá
Bênção das rosas e dos ciclistas: ao término do Pedal – Pe. Rosielson
22h: Término da visitação

DIA 04 DE ABRIL – QUINTA FEIRA
08h: Peregrinação para Comunidade S. Terezinha (Marabaixo)
9h: Missa na Comunidade Terezinha
10:30h: Peregrinação para o Santuário de Fátima
12h: Missa no Santuário de Fátima
14h: Retonho ao Pequeno Carmelo
18h: Missa de conclusão da presença das relíquias
20h: Conclusão das visitas

Jefferson Souza
Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

Amapá Encena: Governo do Estado apresenta mais de 40 espetáculos teatrais em celebração à Semana Santa

De quarta-feira, 27, até domingo, 31, o Governo do Estado promove o ‘Amapá Encena’, circuito de espetáculos teatrais que marcam a Semana Santa. A programação conta com 47 espetáculos distribuídos pelos municípios de Macapá, Santana, Mazagão, Vitória do Jari, Tartarugalzinho e Calçoene, contemplando áreas urbanas e regiões rurais.

O evento, coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), conta com fomento de R$ 265 mil e incentiva produções de artistas e companhias teatrais locais, como estabelece o Plano de Governo. Entre as atrações do ‘Amapá Encena’, está o tradicional espetáculo ‘Uma Cruz para Jesus’.

O diretor da peça teatral, Amadeu Lobato, destaca a alegria de completar 45 anos da encenação, que traz momentos de reflexão para o público. Em 2024, o espetáculo traz novo texto e participação do cantor Osmar Junior.

“Esse ano trazemos um novo texto e também uma parceria com o cantor Osmar Júnior, em que ele “musicou” textos que estarão no espetáculo. São mais de 90 pessoas envolvidas, que trabalham e atuam de forma gratuita para levar a palavra do perdão aos espectadores”, destaca Lobato.

A secretária de Cultura, Clícia Vieira Di Miceli, reforça que o incentivo à cultura e valorização do artista local faz parte do Plano de Governo, e que desde 2023, a gestão estadual apoia espetáculos teatrais e outras atividades que aproximam o público de ações culturais.

“Este ano, são 47 belos projetos dedicados a esse calendário cultural da Semana Santa, com investimento, incluindo a Uma Cruz para Jesus, espetáculo que já faz parte da programação amapaense nesse período”, reforça Clicia.

O espetáculo “Uma Cruz para Jesus” acontece na quinta-feira, 28, e na sexta-feira, 29, no anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá, a partir das 18h30.

Confira a programação completa do ‘Amapá Encena’ (somente a partir de hoje):

Domingo, 31

Paixão de Cristo para crianças (Companhia Teatro em Cena)
Hora: 9h40
Local: Igreja Divino Espírito Santo, na Avenida Nessi Cambraia Silva, 1008, Pantanal, Macapá.

Jesus, a luz do céu – Segundo Longino (Movimento Cênico Artheatrum)
Hora: 16h
Local: Escola Municipal Goiás, na Rua São Francisco De Assis, 62, Comunidade Do Coração, Macapá

Via Sacra na ponte (Hemisfério)
Hora: 16h30
Local: Centro de Experimentação Artística e Cultural Encanto dos Alagados, na Avenida José Mauro do Nascimento, Muca, Macapá

Santa Páscoa (Amigos da Cultura)
Hora: 16h
Local: Praça Nossa Senhora de Fátima, na Avenida Professora Cora de Carvalho, Central, Macapá

A Páscoa do Tio Nescau (Cia de Teatro Tio Nescau)
Hora: 17h
Local: Ponto de Cultura Língua Solta, Avenida Maria de Oliveira Colares, 1491, Nova Brasília, Santana

Nazareno, o revolucionário (Língua de Trapo)
Hora: 18h
Local: CEU das Artes Zona Norte, na Avenida Carlos Lins Cortes, s/n, Infraero II, Macapá

O Judas – o beijo sagrado (Bando de Teatro)
Hora: 19h
Local: CEU das Artes Zona Norte, na Avenida Carlos Lins Cortes, s/n, Infraero II, Macapá

Paixão de Cristo, o homem que lutou por nós (Companhia Mania de Brincar)
Hora: 19h
Local: Centro de Múltiplo Uso do Residencial Jardim Açucena, no bairro Cuba de Asfalto, em Macapá

Sacra Alegria (Companhia Teatração)
Hora: 21h
Escola Estadual Rivanda Nazaré da S. Guimarães, na Rua Cícero Marques de Souza, 2874, Novo Horizonte, Macapá

Texto: Vanessa Albino
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Secretaria de Estado da Comunicação

Sábado de Aleluia: o dia de rodar na porrada ou fazer farra – Crônica de Elton Tavares

Se existe um dia no calendário que parece ter sido inventado pelo universo para nos fazer questionar a sanidade das tradições religiosas, esse dia é o Sábado de Aleluia. É como se alguém decidisse que, depois de toda a seriedade da Quaresma, precisávamos de um intervalo cômico antes da ressurreição de Cristo.

Ah, o Sábado de Aleluia… um dia peculiar em meio à atmosfera solene da Semana Santa. A atmosfera mudava. O silêncio sagrado da Sexta-feira Santa era substituído pelo alvoroço da molecada, que corria e brincava. Os adultos observavam com um sorriso nos lábios, sabendo muito bem o que viria a seguir.

Enquanto muitos celebram a ressurreição de Cristo, para a molecada das antigas, esse dia era mais conhecido como o momento em que as travessuras da Sexta-feira Santa cobravam seu preço, um preço pago com porradas.

E não podemos esquecer daquele grupo de corajosos que resolveu enfrentar a multidão no supermercado em busca dos últimos ovos de Páscoa. Como diz a filósofa minha mãe: “só o meu fraco”.

Afinal, se Jesus pode ressuscitar, por que o coelhinho não pode se juntar à farra também? Imagino ele, ao distribuir ovos de chocolate pela cidade, faria os adultos se perguntarem se é um sinal do apocalipse ou apenas uma jogada de marketing genial.

Enquanto alguns se esforçam para cumprir tradições religiosas, prefiro curtir o “feriri”. É o mínimo, pois os malucos tiveram a coragem de crucificar um cara que transformava água em vinho. Égua!

Talvez a vida seja uma grande comédia divina. Aleluia! Feliz Páscoa!

Elton Tavares

Cia. Teatro do Riso apresenta espetáculo Paixão e Reflexão de Cristo, na Escola Esforço Popular, no bairro do Muca

A Cia. Teatro do Riso há dezessete anos vem realizando a encenação do espetáculo “Paixão e Reflexão de Cristo”, que nesta quarta-feira 27/03/2024, às 19 horas, encenará mais uma vez o espetáculo, tendo como palco a Escola Esforço Popular no bairro do Muca, em Macapá/AP. Ao longo de sua trajetória, o espetáculo já aportou em várias instituições de ensino, teatros, ruas e conjunto habitacionais de Macapá. O espetáculo traz como release a história milenar de Jesus Cristo, porém, contada de uma forma descontraída e leve através dos atores, que ora lembram ao público através da dramaturgia passagens bíblicas, e ora interpretam em cenas estéticas os signos e significados dessa longa história. Assim, a Cia. Teatro do Riso traz para a reflexão, personagens icônicos como Pilatos, Herodes, e o próprio Jesus. Segundo Genário Dunas, diretor geral do espetáculo, trazer para a cena a reflexão de uma história contada e recontada por tantas companhias de teatro, só reforça a responsabilidade e ousadia de provocar o novo. A dramaturgia é mundialmente conhecida de todos, mas a montagem não. Daí apostamos no formato da leitura em cena e de cenas estéticas como dinâmica e concepção do trabalho.

Um outro dado importante na construção do trabalho, é o confronto através da pesquisa, em diversas dramaturgias alusivas ao cristianismo, com o material encontrado no universo da internet. São dramaturgias, artigos, citações, experimentos, e até tese.

A encenação do espetáculo tem o patrocínio da Secretaria de Cultura do estado do Amapá (Secult/AP) e Fundação municipal de Cultura de Macapá (Fumcult). E apoio cultural da Escola Esforço Popular, através da Sra. Vera Lima, que abraça a cultura numa visão futurista como ferramenta no processo da educação.

FICHA TÉCNICA:

Elenco: Rafael Nunes, Leal Cajari, Jailton Sousa e Luiz Gustavo……
Pesquisa em dramaturgia e trilha sonora: Genário Dunas
Figurinos e adereços: Rafael Nunes
Design: Jiandry Chedek
Direção Geral: Genário Dunas

Assessoria de comunicação

De autoria do Vereador Claudiomar Rosa, aprovado projeto de Lei que cria o Dia Municipal do Tambor de Mina Pai Aurélio

A celebração proposta tem como objetivo principal a conscientização sobre a importância do Tambor de Mina na sociedade, enfatizando a defesa de seus direitos, o pleno exercício da cidadania, assim como garantir a preservação e divulgação da cultura tradicional das religiões de Matrizes Africanas que ocupam o território macapaense, como fonte primordial de sua identidade.

Para o vereador Claudiomar Rosa (AVANTE), “hoje foi um dia histórico, um dia importante para as nossas comemorações. A gente precisa respeitar as religiões de matrizes africanas porque tem tudo a ver com a nossa história, com o nosso povo, com a nossa raça”, celebrou o parlamentar.

Segundo a lei, o Poder Executivo municipal incentivará a promoção de atividades sobre a história, a existência e a presença do tambor de mina no Município de Macapá, como parte integrante das comemorações do aniversário da cidade.

Sugere-se, ainda, que a Lei seja nomeada “Pai Aurélio” em homenagem à memória do senhor ANTÔNIO MACIEL BRAGA, em reconhecimento ao legado, à história e ao trabalho realizado em favor das comunidades Religiosa de Matrizes Africanas, em Macapá.

O PL foi aprovado nesta terça-feira, 26, durante a 11° reunião ordinária na Câmara de Vereadores de Macapá.

Assessoria de comunicação

Hoje é Dia de São José. Viva o santo padroeiro do Amapá!

Hoje é o Dia de São José de Nazaré, esposo de Maria, pai de Jesus Cristo e padroeiro do Amapá. Por conta da profissão do santo, hoje também é Dia do Carpinteiro e Dia do Marceneiro. São José, que também é padroeiro dos trabalhadores e padroeiro da Bélgica.

Amo o Amapá e Macapá. Nasci e me criei aqui. Por isso, peço a “São Jusa” que interceda para resolver os problemas do nosso povo. São tantas mazelas para uma capital tão pequena.

São José não protege somente a nós, amapaenses, mas todos que para cá vem viver e contribuir para a melhoria de nossa terra. Pena que, como santo, ele não pune os que só sugam, saqueiam e ainda desdenham deste nosso lugar no mundo.

O feriado

Desde a criação de Macapá, São José sempre foi o padroeiro da capital amapaense, mas uma Lei Estadual de 2012 oficializou o santo padroeiro do Amapá, o que fez do dia 19 de março feriado em todo o Estado.

São José é o santo que nunca cansou de ficar de pé na Pedra do Guindaste, de frente para o Amazonas, sempre “vigiando” a nossa capital, contra maldades exteriores.

Enfim, não sou muito religioso, mas respeito a crença de todos. Como diz a canção: “Ô São José da Beira Mar, protegei meu Macapá…”.

Viva o santo carpinteiro, valei-me meu São José!

Elton Tavares

Programação homenageia São José, padroeiro da Diocese, de Macapá e do Amapá

A programação em homenagem a São José chega ao seu momento mais importante nesta terça-feira, 19 de março, com a celebração da Solenidade em honra ao santo padroeiro da Diocese, da cidade de Macapá e do Estado do Amapá. Missas, procissão, carreata e festa social marcam o dia do padroeiro.

A missa solene presidida por dom Pedro José Conti e concelebrada pelo clero diocesano acontece às 7h30 na Catedral. Em seguida, os fiéis saem procissão pelas ruas do centro da capital com o andor do santo sendo conduzido pelos devotos até a Igreja Jesus de Nazaré. Na chegada, os participantes da procissão recebem a bênção solene e participam da festa social, onde haverá venda de comidas típicas, shows e sorteio de prêmios durante o dia na quadra da Igreja.

A Programação da Festividade de São José 2024 teve início em 19 de fevereiro e durante este período peregrinações, encontros em famílias, romarias e celebrações foram realizadas para preparar os devotos e homenagear o padroeiro.
A festa este ano tem como o tema: “Com São José procuramos Jesus, para encontrá-lo nos irmãos e irmãs” e o lema: “Filho… Olha teu pai e eu andávamos a tua procura” (Lc 2,48), inspirados na Campanha da Fraternidade 2024.

Programação do Dia do Padroeiro

7h30 – Missa Solene – Catedral São José
9h – Procissão até a Igreja Jesus de Nazaré – Percurso: Rua General Rondon, Av. Mãe Luzia e Rua Leopoldo Machado.
10h – Festa Social – Sorteio de prêmios, shows, bingo.
17h30 – Carreata até a Catedral São José
19h – Missa de encerramento da festividade

Texto: Jefferson Souza
Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

Festa do padroeiro São José – Neste domingo tem romaria dos jovens e missa campal

A programação em homenagem a São José, santo padroeiro do Amapá, cujo dia é comemorado na próxima terça-feira, 19, prossegue neste domingo (17), com a Romaria dos Jovens.

A concentração está marcada para as 8 horas na Igreja Santa Inês. De lá, a juventude irá em romaria até o monumento de São José no Parque do Forte onde as 10 horas será celebrada missa campal.

À noite, às 19h, na Catedral o bispo diocesano dom Pedro Conti, celebrará missa em ação de graças pelos 18 anos da dedicação da Catedral São José.

Segunda-feira, 18

Na véspera de feriado, segunda (18/3), uma carreata percorre as ruas de Macapá a partir das 15h.
Às 19h, na Catedral, será a última noite do Tríduo ao padroeiro.

Terça-feira, 19

No dia 19 de Março, o povo católico se reúne para celebrar a Festa Litúrgica de São José com a missa solene às 7h30 na Catedral. Após a missa, haverá procissão com a imagem do santo, saindo da Catedral até a Igreja Jesus de Nazaré.
Por volta das 10h, após a procissão, inicia a Festa Social na quadra da igreja Jesus de Nazaré com sorteio de prêmios, shows musicais e venda de comidas típicas. com sorteio de prêmios, na quadra da Igreja Jesus Às 16h a imagem do santo padroeiro será levada em carreata de volta à Catedral, onde às 19h haverá missa de encerramento da festividade.

Oração a São José

“Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para inspirar vossa devoção aos que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém”.

Fonte: Blog da Alcinéa.

Romarias, missas, tríduo e carreata animam devotos em preparação ao dia de São José

Em preparação ao dia 19 de março, dia do padroeiro São José, a Diocese de Macapá continua neste final de semana a programação oficial da Festividade 2024. Na sexta-feira (15/3) aconteceu a última missa da peregrinação às 18h na Casa do Artesão. Sábado (16/3) e domingo (17/3) outros momentos em preparação animam os devotos.

Confira:

No sábado (16/3) a Romaria dos Devotos Mirins sai às 16h da Catedral Histórica percorrendo as ruas do centro da capital até o Parque do Forte. A noite, a partir das 18h na Catedral São José inicia o Tríduo de oração ao padroeiro com ladainha e missa.

No domingo (17/3), será a vez da juventude de homenagear o padroeiro. A Romaria dos Jovens tem concentração a partir das 8h na Igreja Santa Inês de onde os jovens sairão em direção ao monumento de São José no Parque do Forte onde acontece a missa campal, às 10h.

Já na noite de domingo, uma missa em ação de graças pelos 18 anos da dedicação da Catedral São José será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Conti, às 19h, na segunda noite do Tríduo.

Na véspera de feriado, segunda (18/3), uma carreata percorre as ruas da cidade a partir das 15h animando os devotos para participar da programação. Às 19h, na Catedral, a última noite do Tríduo ao padroeiro conclui as atividades preparatórias.

No dia 19 de Março, o povo católico se reúne para celebrar a Festa Litúrgica de São José com a missa solene às 7h30 na Catedral. Após a missa, a procissão com o santo pelas ruas segue até a Igreja Jesus de Nazaré.

Por volta das 10h, após a procissão, inicia a Festa Social com sorteio de prêmios, às na quadra da Igreja Jesus de Nazaré. Durante todo o dia serão vendidas comidas típicas, animação musical e os sorteios. A partir das 16h uma carreata conduz de volta a imagem de São José à Catedral, onde às 19h, acontece a missa de encerramento da festividade.

Diocese de Macapá
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