Círio de Nazaré: concurso para escolha do cartaz e divulgação do tema e lema abrem programação da festividade

Tema e lema do Círio de Nazaré de Macapá 2022 também são divulgados

A programação do Círio de Nazaré em Macapá traz como novidade para 2022 o concurso para a escolha do cartaz da festividade. As inscrições estão abertas a partir desta terça-feira, 10. A escolha além de eleger o novo cartaz, tem como objetivo integrar os artistas e designers amapaenses na maior festa religiosa do estado. Clique aqui e baixe o edital do concurso. Baixe aqui fotografia da imagem e logomarcas.

O certame lança ainda o tema e o lema do Círio, que este ano irá refletir sobre a paz, a alegria e o amor.

“Para o ano de 2022, escolhemos a luz do Espírito Santo o tema “MARIA DE NAZARÉ, INTERCEDEI POR NÓS: SEM PAZ NÃO TEMOS ALEGRIA; SEM AMOR NÃO TEMOS VIDA!”, e o lema “NÃO TEM MAIS VINHO” (Jo – 2, 3). Em Jesus Cristo está nossa vida e nossa esperança de Ressurreição. A Mãe que o Pai preparou para seu Filho amado continuará proclamando no Círio e em todos os dias de nossa vida: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Aqui está o verdadeiro caminho para a felicidade”, afirma Pe. Rafael Donneschi, coordenador.

Os participantes poderão se inscrever gratuitamente até o dia 23/05, na Secretaria da Catedral São José. O artista com cartaz escolhido será premiado com um valor em dinheiro e terá a mídia imprensa em todas as publicações da programação.

Todas as informações estão contidas no edital que será lançado a partir das 10h, no site da Diocese de Macapá no endereço www.diocesedemacapa.com.br

O vencedor e a arte do novo cartaz será divulgado no dia 31 de maio, durante coletiva de imprensa para a apresentação do Círio 2022, às 9h, na Catedral São José.

Serviço:

Diocese de Macapá
Márcia Fonseca
Pastoral da Comunicação: (96) 98406-1389
Site: www.diocesedemacapa.com.br

Um jardim de paz Centro budista oferece atividades como meditação e yoga

Centro budista oferece atividades como meditação e yoga

A correria do dia-a-dia provoca males que vão da depressão ao stress, passando pela ansiedade. Oportunizar um local que em que a pessoa possa encontrar sua paz interior e sua felicidade é o objetivo do Centro Budista Jardim de Lubini. Localizado no bairro Julião Ramos, o local apresenta atividades como yoga, Qi Gong, meditação e estudos budistas.

O Centro Budista Jardim de Lumbini surgiu em 05 de Outubro de 2017. “Sua criação foi fruto do profundo desejo de praticantes budistas, de compreender e levar a todos a mensagem original do Buda, dentre os diferentes ensinamentos e práticas encontradas nas diferentes escolas Mahayanas e Theravadas”, explica Jorge Sergóvia, diretor do centro. “Com o budismo brotando como uma linda flor de Lótus no bairro do Laguinho em Macapá, optou-se por denominar o Centro Budista de Jardim de Lumbini, em homenagem ao local onde nasceu Sidharta Gautama, o Buda (iluminado)”.

Uma das atividades oferecidas pelo centro é a meditação zazen, que acontece às terças-feiras, de 18 às 19:30. “O zazen vem do zen-budismo e é a junção de duas palavras, Za (sentado) e zen (meditação). Ou seja, é meditação sentado”, explica Ivan Carlo, responsável pela prática. “O objetivo do zazen é fazer a pessoa focar no momento presente. Boa parte do sofrimento surge exatamente porque nunca estamos no momento presente: ou estamos no passado ou no futuro. Esse foco no passado gera depressão e o foco no futuro gera ansiedade. Na maioria das vezes não conseguimos usufruir o momento por estarmos preocupados com algo que já passou ou ainda não aconteceu. O zazen estimula esse foco no presente”.

Na quinta-feira, o centro oferece yoga. “O yoga é um conhecimento milenar com origem na Índia, que busca a união entre corpo, mente e o todo que nos cerca, afirma Leila, responsável pela prática. “A tomada de consciência de que não estamos separados de nada e que é possível alcançar um estado de plenitude através dos código de conduta(princípios éticos), prática dos asanas, respiração consciente, o foco no aqui e agora, a meditação levam a um estado de plenitude, de auto-realização que chamamos samadhi, ou nirvana, iluminação como se diz no budismo”.

No sábado são oferecidos estudos budistas e meditação. Também é oferecido Qigong . Qigong ou Chi Kung se refere ao conjunto de exercícios físicos e de respiração, que tem a finalidade de estimular e promover uma boa circulação do fluxo de energia vital (Chi) dentro de nosso corpo, buscando melhorar o controle das trocas de energia entre corpo e mente.

É importante destacar que não é necessário ser budista para participar das atividades do centro. Pessoas das mais variadas vertentes religiosas participam de práticas como yoga e meditação.

Ao contrário do que muitos imaginam, Buda não é um deus. Ele é alguém que alcançou a iluminação, transcendendo o ciclo de sofrimento. Buda significa aquele que despertou. Conta a história que Sidarta Gautama era um príncipe que vivia cercado das mais belas coisas da vida. Na primeira vez que saiu do palácio, viu um homem doente e ficou aterrorizado ao descobrir que também ele ficaria doente. Na segunda vez, viu um homem velho e seu terror foi maior ainda ao descobrir que também ele envelheceria. Na terceira vez, viu um enterro e descobriu que também morreria, assim como todas as pessoas que amava. Atormentado, ele deixou o castelo e iniciou uma jornada que o fez descobrir como lidar com o sofrimento do mundo.

Serviço:

CENTRO BUDISTA JARDIM DE LUBINI
Terça-feira: Meditação Zazen, de 18:30 às 19:30 h
Quinta-feira: Yoga, de 18:30 às 20 h.
Sábado: Estudo de Darma, aula de Qigong e meditação Meta Bhavana
Todas as atividades são gratuitas.

O templo fica na Rua José Serafim 669, entre Av Jose Tupinambas (Nações Unidas) e Av General Osörio. Bairro Laguinho, Macapá. Contato: 981010602

Texto: Ivan Carlo – Jornalista e editor do site: http://ivancarlo.blogspot.com/

Laguinho inicia o Ciclo do Marabaixo neste domingo de páscoa

Fotos: Divulgação Marabaixo do Laguinho

Começa a partir de hoje, 17 de abril, no domingo de páscoa, no Centro Cultural Tia Biló, no bairro do Laguinho, em Macapá, as festividades do ciclo do marabaixo em louvor à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo, evento de cunho cultural e religioso, realizado por famílias tradicionais dos bairros do Laguinho e Favela, e na área rural, na comunidade de Campina Grande.

O Domingo de Páscoa marca no Laguinho, a abertura do ciclo do marabaixo, realizado com rezas, cantorias de “ladrões de marabaixo”, dança e a participação de comunidades convidadas pelos festeiros, tudo isso regado a um saboroso caldo e uma boa gengibirra.

A programação acontece de acordo com o calendário litúrgico da igreja católica, tendo início no “sábado de aleluia” e seu término no primeiro domingo após o dia de “Corpus Christi”, chamado de “Domingo do Senhor”, onde ocorrem as derrubadas dos mastros e a escolha dos festeiros para o próximo ano.

Para 2022, a Comissão Organizadora do Ciclo do Marabaixo levará para o festejo a temática “A valorização do patrimônio imaterial do Amapá”, dando ênfase ao registro concedido pelo IPHAN em 2018, que inclui o marabaixo como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil.

O marabaixo de domingo de páscoa acontecerá de maneira presencial, mas outras atividades da programação, como rodas de conversas, oficinas, palestras, atividades pedagógicas entre outras, serão realizadas através de “lives” pelas redes sociais da Associação Raimundo Ladislau.

Fotos: Divulgação Marabaixo do Laguinho

Este será o primeiro ciclo do marabaixo sem a presença de “Tia Biló”, filha de Julião Ramos e matriarca do marabaixo do Laguinho, que nos deixou em setembro de 2021.

Laura do Marabaixo, neta de Tia Biló disse que “toda a programação dos aspectos culturais e religiosos do ciclo do marabaixo, serão em memória à minha vó, Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló. Foi por meio de seus ensinamentos que estamos hoje, cantando e dançando marabaixo, subindo e descendo mastros e principalmente respeitando e valorizando esta que é nossa autêntica e maior manifestação cultural”

A programação acontece no Centro Cultural Tia Biló, na Rua Elizer Levy, 632, no bairro do Laguinho, a partir das 17h, e a apresentação da carteira de vacinação contra COVID-19 é obrigatória.

Comunicação Associação Raimundo Ladislau
Cláudio Rogério
96 99141 8420

O discurso discriminador do Marabaixo – Texto/Resgate histórico paid’égua de Fernando Canto – @fernando__canto

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Max Renê

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Gabriel Penha

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Márcia do Carmo

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de bôas acções, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).


Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Colheita da Murta – Foto: Arquivo pessoal de Fernando Canto

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.


E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010.

Ciclo do Marabaixo começa dia 16 de abril – Confira a programação

Foto: Max Renê

Programação – Ciclo do Marabaixo 2022

Dia 16 de abril (sábado):

– 17h – Abertura do Ciclo do Marabaixo 2022 (Grupo Berço do Marabaixo)/híbrido;

Dia 17 de abril (domingo):

17h – Programação religiosa e roda de Marabaixo (Grupo Raimundo Ladislau)/presencial;

Dia 1° de maio (domingo)

17h – Marabaixo do Trabalhador, grupo Berço do Marabaixo/presencial;

Dia 8 de maio (domingo):

17h – Marabaixo em comemoração ao Dia das Mães (Grupo Raízes da Favela)/presencial;

Dia 21 de maio (sábado):

9h – Corte do Mastro nas matas do Curiaú (todos os grupos)/presencial;

Dia 22 de maio (domingo):

9h – Domingo do Mastro, com saída do barracão Marabaixo do Pavão e chegada no barracão Raimundo Ladislau; saída do grupo Raízes da Favela e chegada no grupo Berço do Marabaixo (transmissão via live pela internet);

18h – Rodas de marabaixo (evento presencial);

Dia 25 de maio (quarta-feira):

17h – Quarta-feira da Murta, saída do Raimundo Ladislau e chegada no Marabaixo do Pavão/presencial;

Dia 26 de maio (quinta-feira):

17h – Ladainha do Divino Espírito Santo e levantamento do Mastro (Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau)/híbrido;

Dia 5 de junho (domingo):

7h – Missa do Divino Espírito Santo, café da manhã e almoço (Igrejas São Benedito e Jesus de Nazaré e barracões);

17h – Murta da Santíssima Trindade; saída do Berço do Marabaixo e chegada no Raízes da Favela/presencial;

Dia 4 de junho (sábado):

17h – Murta da Trindade e Levantação do Mastro (Comunidade de Campina Grande)/presencial;

Dia 6 de junho (segunda-feira):

18h – Ladainha da Santíssima Trindade, levantação do Mastro (Raízes da Favela)/híbrido;

Foto: Chico Terra

Dia 12 de junho (domingo):

7h – Domingo da Trindade; Missa no Barracão Berço do Marabaixo, café da manhã e almoço (Igreja Santíssima Trindade e barracões)/presencial;

Dia 19 de junho (domingo):

A partir das 17h30 – Domingo do Senhor, corte do mastro e encerramento do Ciclo do Marabaixo 2022 (todos os barracões)/híbrido.

Fonte: Blog da Alcinéa.

“Ninguém sabe o que mudo quer” – Crônica de Telma Miranda – @telmamiranda

Crônica de Telma Miranda

Mesmo que não existam pessoas mudas e sim surdas, cresci ouvindo uma frase que acho que falo nem que seja “de eu para mim” todos os dias: NINGUÉM SABE O QUE MUDO QUER. E assim procuro expressar, ora de forma discreta e prudente como um elefante numa loja de cristais, ora dando a deixa sutilmente para que seja captada, dependendo do destino, sigo tentando não deixar rastros de mal entendidos. Se existirem diferenças, sejam de opinião ou de qualquer outra natureza, tento esclarecê-las no momento em que nascem. Mesmo assim, sempre haverão interpretações diferentes.

A grande maioria (mesmo!) dos desentendimentos ocorrem por problema de interpretação ou falta de comunicação e quando isso acontece, o que grande parte das pessoas faz? Exatamente! Fica tentando adivinhar o que o outro está pensando. E aí começa o problema.

Um dia você chega no trabalho num dia não tão bom, tá com aquela cara de terçado, cumprimenta as pessoas do ambiente em voz baixa e aí alguém não escuta o cumprimento e fala pro colega: “Você viu? Nem falou comigo! Que será que eu fiz pra pessoa não gostar de mim?”. Aí essa mesma pessoa fica matutando isso e transforma cada atitude sua em indireta para ela e quando você percebe tem um “inimigo” no trabalho que nem sabe como isso começou. E dá um puta trabalho esclarecer/recuperar isso.

A mesma coisa acontece em qualquer grau de relacionamento, seja romântico ou fraterno. Pequenos eventos mal interpretados ou “adivinhados” se transformam em grandes conflitos que poderiam ter sido evitados se na primeira dúvida sobre a mensagem recebida nós perguntássemos se é aquilo mesmo. Gente: O ÓBVIO PRECISA SER DITO! Nem sempre o que é óbvio pra mim, é pro outro e vice-versa. Mesmo que possa ser chato, melhor chato que ter um prejuízo emocional incalculável de pôr a perder boas relações por imaginação fértil ou interpretação errada. Já vi amizades lindas acabarem por motivos banais e quando se escuta os dois lados da história percebemos que tudo poderia ter sido resolvido numa boa conversa. FALE! PERGUNTE! ESCLAREÇA! Todos só têm a ganhar.

* Telma Miranda é advogada, fã de literatura, música e amiga deste editor.

Festividade de São Benedito em Santa Luzia do Pacuí recebe apoio da Prefeitura de Macapá

Festividade acontece nos dias 2, 3 e 9 de abril em Santa Luzia do Pacuí | Foto: Arquivo/PMM

A Festividade de São Benedito é a representação da tradição e fé ao padroeiro da comunidade de São Benedito do Pacuí, localizada no distrito de Santa Luzia do Pacuí, cerca de 113 quilômetros da capital. Neste ano, a Prefeitura de Macapá é parceria do evento religioso e cultural.

Marcado para acontecer nos dias 2, 3 e 9 de abril, a Festa de São Benedito contará com a estrutura de sonorização cedida pelo Município, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult).

A festividade religiosa e cultural expressa a devoção do povo da região do Pacuí a São Benedito, chamado popularmente de “Santo Preto”. A tradição existe há mais de 65 anos na comunidade local.

A programação conta com a derrubada do mastro, novenas, procissões, torneios de futebol, bingo e apresentações culturais.

Viviane Monteiro
Ascom da Fundação Municipal de Cultura

Hoje é Dia de São José. Viva o santo padroeiro do Amapá!

Hoje é o Dia de São José de Nazaré, esposo de Maria, pai de Jesus Cristo e padroeiro do Amapá. Por conta da profissão do santo, hoje também é Dia do Carpinteiro e Dia do Marceneiro. São José, que também é padroeiro dos trabalhadores e padroeiro da Bélgica.

Amo o Amapá e Macapá. Nasci e me criei aqui. Por isso, peço a “São Jusa” que interceda para resolver os problemas do nosso povo. São tantas mazelas para uma capital tão pequena.

São José não protege somente a nós, amapaenses, mas todos que para cá vem viver e contribuir para a melhoria de nossa terra. Pena que, como santo, ele não pune os que só sugam, saqueiam e ainda desdenham deste nosso lugar no mundo.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

O feriado

Desde a criação de Macapá, São José sempre foi o padroeiro da capital amapaense, mas uma Lei Estadual de 2012 oficializou o santo padroeiro do Amapá, o que fez do dia 19 de março feriado em todo o Estado.

São José é o santo que nunca cansou de ficar de pé na Pedra do Guindaste, de frente para o Amazonas, sempre “vigiando” a nossa capital, contra maldades exteriores.

Enfim, não sou muito religioso, mas respeito a crença de todos. Como diz o poetinha Osmar Junior: “Ô São José da Beira Mar, protegei meu Macapá…”.

Viva o santo carpinteiro, valei-me meu São José!

Elton Tavares

Tradição: Missa em honra ao padroeiro São José é celebrada no MP-AP

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) mantém a tradição com a realização da Santa Missa em honra a São José para membros, servidores e colaboradores, por ocasião das festividades do Padroeiro do Estado do Amapá. O ato religioso foi celebrado nesta quarta-feira (16), pelo bispo Dom Pedro José Conti, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, com a participação da procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei, do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos e Institucionais, Nicolau Crispino, a corregedora-geral adjunta, Estela Sá, e o secretário-geral da instituição, Alexandre Monteiro.

A imagem de São José foi conduzida até o altar pela PGJ com a corregedora-geral adjunta, Estela Sá, onde os participantes aguardavam para a cerimônia que teve a participação especial do Grupo católico “Filhos de Maria”, do qual faz parte a servidora Glória Santos.

Anualmente, a Diocese de Macapá organiza a programação que neste ano iniciou no dia 11 de fevereiro e segue até do 19 de março, dia do santo padroeiro. O tema deste ano é: “São José, ensina-nos a educar aprendendo e aprender educando”, lema cuja a inspiração bíblica é “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?” (Cf.Lc 2,49).

Pela tradição da Igreja Católica, a imagem de São José peregrina por instituições públicas e privadas, além de casas de famílias. Porém, por conta da pandemia, cada instituição e famílias farão suas próprias peregrinações, no período de 21 de fevereiro até o dia 15 de março.

“Hoje estamos celebrando nosso padroeiro aqui no Ministério Público. Agradeço muito a presença do bispo Dom Pedro, que sempre está aqui nos prestigiando e trazendo a palavra e o conforto nas primeiras horas do dia, para que possamos ter força e fé no cumprimento da nossa missão. Agradeço aos que estão aqui presentes prestando essa homenagem de renovação de fé cotidiana, para continuarmos com nossos objetivos em paz com nossa família e no ambiente de trabalho. Que São José nos proteja!”, manifestou Ivana Cei.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Núcleo de Imprensa
Coordenação: Gilvana Santos
Texto: Gilvana Santos
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Eventos a partir do fim de semana marcam os preparativos para o dia de São José

As atividades preparatórias para a celebração do dia de São José, 19 de março, seguem com mais intensidade na próxima semana, e devem reunir devotos para homenagear o santo padroeiro de Macapá. A reta final da programação, organizada pela Diocese de Macapá, através da Paróquia São José, terá uma série de eventos que visam animar os fiéis e refletir a temática proposta pela festividade 2022.

Neste próximo sábado, 12, às 16h, acontece a programação voltada para as crianças com a romaria dos devotos mirins. A concentração da programação acontece na Catedral Histórica São José, no centro da capital, com um momento de oração e uma celebração com foco ao público infantil. Em seguida, as crianças saem em romaria até a Catedral para participar de brincadeiras e da distribuição de lanches. O momento foi organizado para fomentar e manter viva a devoção ao santo junto aos pequenos devotos.

No Domingo, 13, a partir das 8h30, acontece o passeio ciclístico em homenagem à São José. A concentração dos ciclistas será na frente da Catedral, na rua General Rondon, para em seguida percorrer as ruas do centro da cidade em direção ao monumento dedicado ao santo no Parque do Forte, na orla de Macapá. Na chegada, uma missa campal será celebrada para recordar a instalação e dedicação do monumento no parque ao lado da Fortaleza.

Tríduo

Na próxima semana, nos dias 16, 17 e 18 acontece o Tríduo de São José. Serão três noites de oração e reflexão sobre o tema proposto para a Festividade 2022 e que terão como foco a educação na Igreja, na sociedade e na família.

Como de costume, o Tríduo acontece na Catedral Histórica (Igreja São José), a partir das 18h, com orações e cantos. Às 19h a celebração de uma missa com um sacerdote convidado para a reflexão do tema do dia.

Dia de São José

Além de padroeiro da capital amapaense e do estado, o santo também é padroeiro da Diocese e patrono da Igreja e permite que neste dia, mesmo durante a Quaresma, a Liturgia dedicada ao Santo tenham um tom festivo.

No sábado, 19, dia de São José e feriado estadual, às 7h30 da manhã acontece a missa solene com a celebração litúrgica da Festa de São José na Catedral de Macapá. Por conta da pandemia, não haverá procissão, mas os devotos poderão acompanhar a carreata com a imagem peregrina do santo que percorrerá as ruas do centro da capital. Às 11h, uma segunda missa será celebrada para que mais devotos possam realizar suas homenagens ao santo padroeiro.

Ainda durante a manhã, das 9h até as 13h, serão vendidas comidas típicas na praça da Catedral e às 12h a transmissão do sorteiro de prêmios de uma rifa para angariar recursos para a manutenção da Catedral São José.

A Festividade de São José 2022 encerra com a terceira missa festiva ao Santo na Catedral de Macapá, às 19h.

A programação do dia de São José poderá ser acompanhada pelas redes sociais da Diocese de Macapá e da Paróquia São José, bem como através da Rádio São José Fm 100.5.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação: (96) 98406-1389

Com o perdão do trocadilho, em Deus boto fé! – Crônica de Elton Tavares – Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”

Sabem, não sou religioso e muito menos frequento templos. Mas sinto a presença de Deus o tempo todo, sobretudo no amor e carinho da minha família e amigos. Afinal, ELE é amor. Meu saudoso pai dizia que “se você não puder ajudar alguém, não o atrapalhe”. Sigo isso à risca. E ajudo sempre que posso, sejam desconhecidos ou conhecidos. Acredito Nele sem perder a fé, o que também boto fé (com o perdão do trocadilho) que isso resulta nas bênçãos que são dadas a mim e aos meus.

Sei que a vida é feita de vitórias e derrotas que quase sempre dependem de nós mesmos, mas que ELE dá uma força, ah isso dá. Também acredito no livre arbítrio, uma licença pra gente fazer merda e arcar com as consequências. Porém, mesmo após fazermos cagada, a aliança com Deus também ajuda, pois a força que rege tudo sempre tende a favorecer quem é bom ou pelo menos tenta ser bom.

Não rezo para santos ou outros interlocutores. Minha aliança é direta com ELE. Quase nunca faço promessas a Deus, mas costumo cumprir os poucos acordos com o Criador. E temos um tratado fixo e simples: eu trabalho e tento não fazer mal a ninguém e ELE me livra de quem quer me ferrar por aqui.

Todo acontecimento bom é uma benção, sejam elas grandes ou pequenas. E esses milagres do cotidiano são sempre comemorados por este jornalista. O escritor Rubem Alves disse uma vez que, quem benze ou bem diz, é feiticeiro ou mágico. Esse “encantamento”, sempre invocado com as mágicas palavras “amém”, “que assim seja” ou simplesmente “se Deus quiser” costuma funcionar. Sim, vibrar positivamente ajuda na bênção.

Agradeço também aos familiares e amigos que rezam, torcem ou, de alguma forma, emanam boas energias. E no final das contas, Ele é bom o tempo todo e só tenho a agradecer por ser abençoado. Com o perdão do trocadilho, Deus boto fé! Valeu, God! Boa semana pra todos nós!

Elton Tavares

*Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”, de minha autoria, lançado no dia 22 de novembro.

Diocese de Macapá faz lançamento da Programação da Festividade de São José 2022

A Diocese de Macapá realiza na próxima sexta-feira, 11, o lançamento da programação oficial da Festividade de São José 2022. O evento acontece às 9h na Catedral de Macapá e será transmitido pelas redes sociais da Diocese.

Na ocasião, além da programação prevista para o dia do santo padroeiro, 19 de março, será apresentado o cartaz da festa, o tema e o lema que nortearão às reflexões dos encontros bíblicos em família, a peregrinação nas instituições e as missas em homenagem ao padroeiro da Paróquia, da Diocese, da capital Macapá e do Estado do Amapá. A missa de abertura da programação acontece no dia 19 deste mês.

Participam do lançamento o bispo diocesano de Macapá, dom Pedro José Conti, o pároco da Paróquia São José, padre Rafael Donneschi, e o porta-voz da comissão organizadora Alciney Sousa.

Serviço:

Lançamento da Festividade de São José 2022
Data: 11 de fevereiro de 2022
Local: Catedral São José – Rua General Rondon, Centro, Macapá/AP
Horário: às 9h

Jefferson Souza – Pastoral da Comunicação – 96 9 9139-0682
Márcia Fonseca – Pastoral da Comunicação – 96 9 8406-1389

TOIA DULCE (homenagem à , Primeira Mãe-de-Santo do Amapá) – Crônica de Fernando Canto

Por Fernando Canto

Macapá, a cidade mais fortificada ao norte do Brasil, fora um burgo intransponível para o novo, com suas mazelas de facas que cortavam as águas do Amazonas.

E o novo se escondia entre a liberdade de falar com estranhos deuses e a rebentar com a força das marés os impedimentos e os muros da hegemonia dominante do catolicismo.

Um dia houve a permissão para o estabelecimento da matriz africana sob o sol causticante do equador, e eles, os orixás, vieram tímidos se instalar sob a guarda da pálida lua que nasce bela no continente africano para romper com seu clarão indescritível o estuário do rio.

Foi então que a alma, a intangível alma dos determinados, encarnou a pele ancestral do mundo para transformá-lo em referência de luta e esperança a todos que sabiam, mas não podiam reverenciar suas raízes.

Foi então que Toia Dulce, a princesa da tradição, encarnou definitivamente o novo, quebrando o antes inacessível muro social e religioso, que aos poucos foi desmoronando, mesmo contra as reações dos poderosos.

Foi então que a história protagonizou a mão de Toia Dulce para direcioná-la aos caminhos do bem, do amor e da caridade, em constante luta contra o preconceito e a discriminação sofrida pela família, até o reconhecimento de alguns pela sua prática religiosa, depois tão solicitada.

Essa mesma mão que curava com suas ervas e unguentos a dor dos pobres, das crianças e dos desesperados, fulgurava na sua humildade pelas manhãs macapaenses, nem sempre descansando, mas pensando na melhoria do mundo, no embalo de uma cadeira, no pátio de sua casa no velho bairro da Favela.

Tia Dulce, Mãe Dulce, Toia Dulce, era, sim, a mesma mulher transfigurada de humildade e detentora do orgulho de ser negra, benzedeira e curandeira, e ser humano de aura mística mais esplendorosa.

Toia Dulce se foi rompendo silêncios, quebrando medos e construindo e deixando segredos e novas formas de lutar contra o medo. Deixou palavras aladas, cânticos e amores pelas memórias e pelos corações dos que com ela aprenderam a sonhar e a lutar. Deixou em curso o descascar da fruta e o renovar da pele contra as máscaras invisíveis da vida.

Eu lembro. Eu a vi ali, tantas vezes no dia dois de fevereiro, com seu bailado e seu canto a banhar com água benta os que precisavam mudar suas vidas. Eu vi. Eu lembro. O seu sorriso doce como as águas do Amazonas que levam neste instante nossas oferendas a essa princesa que reinou e nos deixou o tesouro de sons e amores, onde não cabem sombras, apenas luzes para sempre. Saravá!

(*) Homenagem à dona Dulce Moreira, Primeira Mãe-de-Santo do Amapá

NOTA. Toia= Termo feminino derivado de Toi, que significa Pai na tradição Jêje maranhense. No Pará trata-se de um termo anteposto ao nome de uma entidade para indicar sua ascendência nobre.

**Republicado por hoje ser o Dia de Iemanjá.

Festa de São Gonçalo abre o calendário cultural anual de Mazagão Velho

Por Gabriel Penha

Iniciou nesta quinta-feira (06), a tradicional Festa de São Gonçalo, a primeira festividade do calendário cultural anual de Mazagão Velho. O ponto alto será no dia 10 de janeiro, próxima segunda-feira.

Nesse período, as sinetas tocam para louvar o Santo, que tem fama de casamenteiro e padroeiro dos violeiros. Alvoradas, folias, ladainhas, novenas e procissões marcam os festejos de São Gonçalo, na histórica vila mazaganense.

“É uma festa religiosa e popular, organizada com muita dedicação e esmero, por cada folião, folião, membro da comunidade, dirigentes da igreja. E assim, iniciamos mais um ano de muita tradição e fé na nossa vila de Mazagão Velho”, diz Josely Jacarandá de Oliveira, membro da comissão organizadora da festividade.

São Gonçalo

São Gonçalo é um santo português com culto permitido pelo papa Júlio III em 24 de abril de 1551. Nascido em Tagilde no ano de 1187, estudou rudimentos com um devoto sacerdote. Depois, frequentou a escola arqui-episcopal em Braga. Após ordenado sacerdote, foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. Foi a Roma e Jerusalém.

No regresso, São Gonçalo passou por um período de busca interior e encontrou na experiência popular a maneira de converter pecadores. Conta-se que São Gonçalo para reabilitar as prostitutas, vestia-se de mulher e dançava e cantava com elas a noite toda. Ele entendia que as mulheres que participassem dessas danças aos sábados não cairiam em tentação no domingo. Acreditava ainda, que com o tempo se converteriam e se casariam.

Segundo se conta, São Gonçalo pregou e operou milagres por todo o norte de Portugal. Sobre o rio Tâmega construiu uma ponte. São Gonçalo morreu no dia 10 de janeiro de 1259 em Amarante, no Douro, à margem direita do rio Tâmega, em Portugal. Após sua morte, passou a ser protetor dos violeiros, remédio contra as enchentes, além de casamenteiro. Ele foi canonizado em 1561. O rei de Portugal D. João III, um grande devoto, foi um dos primeiros a empenhar-se para a beatificação de São Gonçalo em Roma. Em Portugal a sua festa é realizada em Amarante, no dia 7 de junho e dedicam-lhe uma semana de festejos, com procissões, bandas de música e folguedos populares.

Programação – Festa de São Gonçalo 2022

Dia 6 de janeiro (quinta-feira): 5h – Alvorada;
17h – Hasteamento do mastro;

Dia 7 de janeiro (sexta-feira):
18h30 – Novena;
Dia 9 de janeiro (domingo):
18h30 – Novena;
22h – Festa (sede Mocito Ayres);
Atração: Batan;

Dia 10 de janeiro (segunda-feira):
8h – Missa em honra a São Gonçalo;
9h – Cortejo pelas ruas de Mazagão Velho;
10h – Leilão e lanche para todos os presentes (sede Mocito Ayres);
12h – Almoço;
17h30 – Derrubada do mastro;
18h30 – Novena;
20h – Baile da varrição.

Fonte: Diário do Amapá.