Missa de envio abre a programação da Festividade de São 2021

No próximo sábado, 27, acontece a abertura da programação da Festividade de São José 2021. A missa de envio e de bênção das Imagens e Oratórios será na Catedral de Macapá, às 19h, e vai reunir paroquianos, fiéis e famílias devotas, além de representantes de instituições públicas e privadas para dar início aos festejos deste ano em honra ao santo padroeiro.

A missa será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro José Conti, e concelebrada pelo pároco da Paróquia São José, padre Rafael Donneschi, e tem por objetivo abençoar as imagens e oratórios de São José que serão utilizados pelas famílias e instituições durante a peregrinação e os encontros da Festividade 2021.

Cada devoto, família ou instituição que vai preparar um altar, andor ou oratório para homenagear a São José pode participar da celebração trazendo consigo o objeto ou uma imagem do santo padroeiro.

As peregrinações em instituições públicas ou privadas iniciam no dia 1 de março e seguem até o dia 15. No mesmo período as famílias devotas podem realizar os momentos de encontros em homenagem ao santo. Para este momento já está disponível o Livro de Peregrinações e Encontros preparado pela comissão organizadora.

Além da forte tradição do povo amapaense durante o mês de março, a preparação de um ambiente especial para homenagear o santo ganhou mais motivação graças à proclamação do Papa Francisco do Ano de São José a ser comemorado em toda a Igreja até o dia 8 de dezembro de 2021.

Oratório

Os fiéis, famílias devotas ou instituições também podem adquirir o Oratório de São José confeccionado especialmente pela comissão organizadora para a Festa deste ano.

O artigo religioso pode ser utilizado para substituir uma imagem na ornamentação do altar particular do devoto.

O Oratório de São José pode ser adquirido na secretaria da festa, localizada no subsolo da Catedral São José. O horário de atendimento é de segunda à sexta, 8h às 12h e de 15h às 19h. Aos sábados e domingos, antes das celebrações na lojinha da festa, na praça em frente à Catedral.

Transmissão

Devido às restrições de público por conta da pandemia do novo coronavírus, o acesso de fiéis está limitado a 300 pessoas na área interna da Catedral.

Para que os devotos possam acompanhar a missa e a benção, as páginas da Diocese de Macapá e da Catedral no Facebook irão realizar a transmissão do momento. Os fiéis também poderão acompanhar a transmissão através da Rádio São José 100.5 Fm.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Lançado livro das peregrinações e encontros da Festividade de São José

A comissão organizadora da Festividade de São José da Diocese de Macapá lançou na última semana o Livro das Peregrinações e Encontros para a festa deste ano em honra ao santo padroeiro.

Os devotos podem adquirir o livro no valor de R$ 5,00 na Lojinha da Festa que funciona na secretaria da festa no subsolo da Catedral São José e aos sábados e domingos, antes das celebrações.

O livro foi elaborado com o intuito de oferecer às instituições e famílias que irão se preparar para a festa um subsídio contendo a mensagem do bispo diocesano, orações, novenas, tríduo de preparação e cantos que permitam aprofundar a devoção a São José.

Os temas dos encontros foram inspirados na Carta Apostólica “Patris corde” (Com coração de Pai) do Papa Francisco, que proclamou de 8- de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 um Ano dedicado ao padroeiro São José.

Temas

Os encontros preparatórios possuem como temas:

1° A história e a tradição do culto e da devoção da Igreja Católica para são José
2º encontro: São José, Pai Amado
3º. Encontro: São José, Pai Na Ternura
4º. Encontro: São José, Pai Na Obediência
5º. Encontro: São José, Pai No Acolhimento
6º. Encontro: São José, Pai Com Coragem Criativa
7º. Encontro: São José, Pai Trabalhador
8º. Encontro: São José, Pai Na Sombra
9º. Encontro: São José Padroeiro Da Igreja Católica

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Sobre a quarta-feira de cinzas

Hoje é quarta-feira de cinzas. Trata-se do primeiro dia da Quaresma (quarenta dias antes da Páscoa, sem contar os domingos) no calendário Cristão ocidental (Católico). Neste dia, os católicos rezam, silenciam, pagam alguma penitência, fazem caridade e até jejum. Os carolas, claro.

As cinzas que os Cristãos Católicos recebem neste dia, durante uma missa, são um símbolo para a reflexão sobre conversão, mudança pra melhor e ponderação sobre a fragilidade da vida humana em relação à morte.

A data que inicia a Quaresma varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. Pode ser do começo de fevereiro até a segunda semana de março. Sempre depois do carnaval.

Sabem, não sou religioso. Mas acredito na força de codinome Deus, que rege tudo isso aqui. Tenho muitos amigos que se dizem ateus. Respeito a opinião deles. E outros que são religiosos em demasia. Assim como Rubem Alves, “eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos.”

Quem for à missa hoje receber suas cinzas, boa reza. Afinal, cada um de nós deve rezar, orar ou proceder como lhe aprazia.

Para mim, hoje é o dia que o Carnaval acabou (sei que esse ano não teve Carnaval, mas dentro de mim rolou sim).O ano começou de fato e com ele a realidade cotidiana, após alguns dias distante dela.

Ainda bem que a Semana Santa não demora a chegar, graças a Deus!

Elton Tavares

Lançamento da Festividade de São José 2021

A Diocese de Macapá realiza na sexta-feira, 5, a apresentação da Festividade em honra à São José. O evento acontece às 9h na Catedral São José. O santo é padroeiro da Paróquia do centro da capital, da Diocese, do município de Macapá e do estado do Amapá.

No lançamento será apresentado o tema, o lema, o cartaz e programação da Festividade de 2021. A festa tem seu ápice na celebração da solenidade litúrgica dedicada ao santo no dia 19 de março e este ano ganha uma motivação especial por conta do Ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2020 à 8 de dezembro de 2021.

Serviço:

Lançamento da Festividade de São José 2021
Data: 5 de fevereiro de 2021
Local: Catedral São José – Av. General Gurjão, 588 – Centro – CEP 68.900-050
Horário: às 9h

Jefferson Souza (96) 99139-0682 |
Gerge Duarte – (96) 98101-8788
Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

TOIA DULCE (homenagem à , Primeira Mãe-de-Santo do Amapá) – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

Macapá, a cidade mais fortificada ao norte do Brasil, fora um burgo intransponível para o novo, com suas mazelas de facas que cortavam as águas do Amazonas.

E o novo se escondia entre a liberdade de falar com estranhos deuses e a rebentar com a força das marés os impedimentos e os muros da hegemonia dominante do catolicismo.

Um dia houve a permissão para o estabelecimento da matriz africana sob o sol causticante do equador, e eles, os orixás, vieram tímidos se instalar sob a guarda da pálida lua que nasce bela no continente africano para romper com seu clarão indescritível o estuário do rio.

Foi então que a alma, a intangível alma dos determinados, encarnou a pele ancestral do mundo para transformá-lo em referência de luta e esperança a todos que sabiam, mas não podiam reverenciar suas raízes.

Foi então que Toia Dulce, a princesa da tradição, encarnou definitivamente o novo, quebrando o antes inacessível muro social e religioso, que aos poucos foi desmoronando, mesmo contra as reações dos poderosos.

Foi então que a história protagonizou a mão de Toia Dulce para direcioná-la aos caminhos do bem, do amor e da caridade, em constante luta contra o preconceito e a discriminação sofrida pela família, até o reconhecimento de alguns pela sua prática religiosa, depois tão solicitada.

Essa mesma mão que curava com suas ervas e unguentos a dor dos pobres, das crianças e dos desesperados, fulgurava na sua humildade pelas manhãs macapaenses, nem sempre descansando, mas pensando na melhoria do mundo, no embalo de uma cadeira, no pátio de sua casa no velho bairro da Favela.

Tia Dulce, Mãe Dulce, Toia Dulce, era, sim, a mesma mulher transfigurada de humildade e detentora do orgulho de ser negra, benzedeira e curandeira, e ser humano de aura mística mais esplendorosa.

Toia Dulce se foi rompendo silêncios, quebrando medos e construindo e deixando segredos e novas formas de lutar contra o medo. Deixou palavras aladas, cânticos e amores pelas memórias e pelos corações dos que com ela aprenderam a sonhar e a lutar. Deixou em curso o descascar da fruta e o renovar da pele contra as máscaras invisíveis da vida.

Eu lembro. Eu a vi ali, tantas vezes no dia dois de fevereiro, com seu bailado e seu canto a banhar com água benta os que precisavam mudar suas vidas. Eu vi. Eu lembro. O seu sorriso doce como as águas do Amazonas que levam neste instante nossas oferendas a essa princesa que reinou e nos deixou o tesouro de sons e amores, onde não cabem sombras, apenas luzes para sempre. Saravá!

(*) Homenagem à dona Dulce Moreira, Primeira Mãe-de-Santo do Amapá

NOTA. Toia= Termo feminino derivado de Toi, que significa Pai na tradição Jêje maranhense. No pará trata-se de um termo anteposto ao nome de uma entidade para indicar sua ascendência nobre.

*Republicado por hoje ser o Dia de Iemanjá.

Com apoio da Secult/AP, Fecarumina realiza VI Festival de Iemanjá – Rainha do Mar

A Federação Cultural Afro-Religiosa de Umbanda e Mina Nagô (Fecarumina) realiza, nesta terça-feira, a partir das 17h30, o VI Festival de Iemanjá – Rainha do Mar. O evento, que será online, conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), que repassou R$ 30 mil reais, por meio de recursos da Lei Aldir Blanc, à Fecarumina. Este montante será investido no pagamento de cachê das apresentações artísticas e manifestações afro culturais.

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, ressaltou que o aporte financeiro visa fomentar a cadeia produtiva cultural no estado e assim garantir a geração de renda para o setor, que foi diretamente afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Titular da Secult, Evandro Milhomen – Foto: Diário do Amapá

“Sabemos da importância cultural da Matriz Africana. Portanto, demos apoio ao evento de forma online, mas com respeito aos movimentos culturais afro. Isso mostra o nosso repeito e compromisso com a cultura, tradição e memória. Ela faz parte da identidade nosso povo e nossa concepção de ‘cultura’, primordial para a formação da sociedade amapaense”, frisou o secretário de Estado da Cultura.

A live será transmitida pelo Facebook da Fecarumina, a partir das 17h30, no endereço eletrônico:

https://www.facebook.com/fecarumina.ap

Foto: Fecarumina

Mais sobre o Dia de Iemanjá

No dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, festejada em todo o Brasil, a Fecarumina programa um festival em sua homenagem na orla de Macapá, reunindo fiéis e admiradores de religiões de matriz africanas, e comunidades que realizam festejos tradicionais e culturais com raízes afro. No Amapá, cerca de 300 terreiros estão em funcionamento, e movimentam um grande número de pais, mães e filhos de santos, que cultuam entidades nascidas da natureza, simbolizadas por imagens. Por conta da pandemia, esse ano o evento será online.

Iemanjá é um Orixá africano, rainha dos mares, protetora dos pescadores e jangadeiros. Assim como outras entidades de terreiros, é professada no catolicismo, e chamada de Nossa Senhora da Conceição, uma das manifestações da Virgem Maria. Em suas festas, devotos e pagadores de promessas a homenageiam com canto, dança e orações, e jogando flores nas águas.

VI Festival de Iemanjá abre programação em comemoração ao aniversário de 263 anos de Macapá

Iemanjá – Imagem ilustrativa surrupiada da amiga Telma Miranda

Nesta terça-feira (2), a Prefeitura Municipal de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), realiza o VI Festival de Iemanjá. Este ano, em decorrência da pandemia da covid-19, a festa em saudação à Rainha do Mar acontecerá em local fechado e será transmitida a partir das 17h30 através de uma Live na página da Prefeitura de Macapá no Facebook.

Todas as atividades foram organizadas em parceria com Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Amapá (Fecarumina) e a programação conta com homenagens aos membros das comunidades tradicionais de terreiro vítimas da covid-19, rufar dos tambores com saudações de candomblé, umbanda e mina, entregas de oferendas e banho de cheiro.

Programação:

17h30 – Início da Live com homenagens aos membros de comunidades tradicionais de terreiro vítimas da Covid-19

18h – Pronunciamento das autoridades religiosas e gestores públicos municipais

18h30 – Rufar dos tambores com saudações de candomblé, umbanda e mina

19h20 – Ritual de entrega das oferendas e banho de cheiro

20h30 – Encerramento da Live

Serviço

Local: Escola Municipal Antonio Barbosa
Endereço: Avenida Novo Horizonte, 153, Santa Inês
Horário: a partir das 17h30

Aline Paiva – 98116-1016
Ascom PMM

Nota de esclarecimento: estado de saúde padre Paulo Roberto e padre José Cláudio

A Pastoral da Comunicação da Diocese de Macapá e a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana informam que na manhã deste domingo, 17, enquanto celebrava a Santa Missa, o vigário paroquial padre Paulo Roberto Matias apresentou uma indisposição de saúde, seguida de um desmaio, sendo imediatamente socorrido pelos presentes e encaminhado ao Hospital de Emergência da cidade para o atendimento médico.

Após os exames necessários e, tendo recebido a devida medicação, o padre foi liberado e já se encontra em sua residência em recuperação.

Oportunamente, a Paróquia informa também que não houve qualquer problema de saúde ou outro incidente com o pároco padre José Cláudio, estando ele normalmente executando neste dia suas atividades pastorais.

Pascom

Impeachment– Uma piada constitucionalmente prevista – Por Mariana Distéfano Ribeiro

Por Mariana Distéfano Ribeiro

Passeando pelos stories do Facebook eu vejo muitos comentários sobre a atuação do Presidente Bolsonaro no exercício da função. Me espanta a quantidade de pessoas que é conivente com o comportamento e entende que, por exemplo, é direito dele não querer tomar a vacina, não aceitar usar máscara, ser grosseiro e “mitar” com os jornalistas, fazer apologia à tortura, à ditadura, à homofobia, entre tantas outras tosquices que esse ser humano fez (e ainda faz).

Pois eu digo com toda certeza e convicção que Bolsonaro, na qualidade de Presidente da República Federativa do Brasil, não tem o direito de agir como ele age, de falar o que fala e pregar o que ele prega!

Por que não? Porque ele é o Presidente, oras! É dever dele, obrigação intrínseca e necessária da função que exerce possuir o mínimo de bom senso, de cautela, de educação, de prudência na direção de qualquer país em que impere o estado democrático de direito.

A falta de educação recorrente do dirigente de um país, a imprudência no enfrentamento e no trato de questões e situações delicadas, que possuem um potencial significativo de inflamar ânimos e incentivar radicalistas contumazes a sair da esfera das ofensas verbais e virtuais para as ofensas físicas, especialmente aqueles preconceituosos, tende a causar comoções sociais graves e violentas. Foi exatamente isso que aconteceu na invasão ao prédio do Capitólio, sede do Congresso americano, no dia 06/01/2020, quando o ex-presidente Trump resolveu insistir, mais uma vez, na invenção de que as eleições estadunidenses foram fraudulentas e que, na verdade, ele teria vencido. E Bolsonaro ainda disse que se não tiver voto impresso nas próximas eleições (2022), vai acontecer o mesmo com o Brasil.

Os presidentes Trump e Bolsonaro em encontro em março de 2020, na Flórida.TOM BRENNER / REUTERS

Lá, nos Estados Unidos, o ex-presidente Trump já está indo embora. Mas aqui a gente ainda tem mais 2 anos de desgoverno Bolsonaro.

Certo. A gente concorda que o Bolsonaro está fazendo quase tudo como se fosse uma criança da 5ª série (aliás, ele até fala como uma… uma bem malcriada…). Então, deve ter alguma alternativa pra tirar ele da Presidência.

Pois tem. Essa alternativa é o processo de impeachment por crime de responsabilidade e tem previsão no art. 85 da Constituição Federal , com regulamentação pela Lei nº 1.079 de 10/04/1950 , e também por crime comum (como homicídio) como prevê o art. 86 também da CF.

Trata-se de um processo político, administrativo e não-judicial. Até a última atualização do dia 08/01/2021, haviam 53 pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

Acontece que o pedido tem que cumprir alguns requisitos, como indicação de provas e de testemunhas. O que não é muito difícil, dada a ausência de preparo e de discrição do nosso Presidente. A Lei nº 1.079 ainda descreve quais são os casos em que os atos do Presidente serão crime de responsabilidade.

Um dos artigos da Lei diz que é crime de responsabilidade quando Presidente atenta contra o livre exercício dos poderes da União (Legislativo e Judiciário, porque ele mesmo é o Executivo).

Atentar contra é se manifestar contra, injuriar, maldizer, impedir a atuação por meio de algum recurso que é inerente à atuação da Presidência.

Então… lembram daquela manifestação, lá em Brasília, que um monte de gente foi pra frente do Supremo Tribunal Federal (STF) pedir o impeachment (é existe impeachment pra maioria dos cargos políticos e de estado) de um dos Ministros e o fechamento do Poder Judiciário e do Legislativo? Aquela manifestação em que o Bolsonaro foi montado a cavalo?

Lembrou? É, aquilo lá foi crime de responsabilidade.

Esse é um dos exemplos que eu considero mais gritantes e significativos da afronta ao estado democrático de direito que o atual dirigente do Brasil cometeu até hoje.

Muitos outros foram e ainda são cometidos como o incentivo ao uso de armas de fogo, a recusa em cumprir as determinações de medidas sanitárias federais, estaduais e municipais de combate ao coronavírus, as constantes apologias à tortura, à homofobia, à misoginia, à ditadura. Todos esses atos incentivam o extremismo de pessoas preconceituosas e os encorajam a mostrar a cara e manifestar suas opiniões em discursos de ódio.

Ok. Mas então por que o processo não vai pra frente se o Presidente já cometeu tantos crimes de responsabilidade?

Porque é um processo político. O Presidente da Câmara dos Deputados tem que deferir, aceitar e concordar expressamente com o pedido e encaminhar para uma comissão especial de Deputados. Essa comissão é que vai decidir se o processo vai pra frente ou não.

Ainda, depois que o processo passa pela anuência do Presidente da Câmara, o Presidente da República ainda tem prazo para apresentar sua defesa, a Comissão tem um prazo para fazer um parecer que ainda precisa passar pelo crivo de 2/3 dos 514 Deputados Federais, ou seja, 342 Deputados.

Agora, com a popularidade que o Bolsonaro tem até hoje , você acha mesmo que um Deputado vai aceitar um processo de impeachment contra o Presidente? É claro que não vai.

Por isso que o processo de impeachment é um processo tipicamente político. Fosse jurídico, o Presidente da Câmara dos Deputados não teria outra alternativa a não ser a de receber e aceitar todo pedido de impeachment que tivesse todos os requisitos da Lei nº 1.079 comprovadamente elencados no processo.

Fazendo uma analogia bem descompromissada, imagine que chegasse no Poder Judiciário, lá no fórum da sua cidade, numa vara criminal, uma denúncia de alguém que supostamente cometeu um crime qualquer, com todos os requisitos previstos na lei para aceitação da denúncia – inquérito, peça do Ministério Público. Aí o Juiz olha pra denúncia e diz: ah… esse cara aqui é meu amigo, ele é muito conhecido na cidade e todo mundo gosta dele… não vou aceitar essa denúncia não. E simplesmente arquiva o processo ou deixa na gaveta.

Já pensou?! Absurdo, não é?

Pois é… o processo de impeachment é mais ou menos assim. O cara comete o crime previsto em lei, mas é amigo dos reis e todo mundo gosta dele. Mas se ele for impopular, vai cair rapidinho. Seria cômico se não fosse trágico.

É, o processo de impeachment, com o rito previsto na atual legislação, é uma piada constitucionalmente prevista.

Fontes: BBC, El País, Jornal do Brasil, Planalto, Planalto, A Pública e Ibope Inteligência

*Além de feminista com orgulho, Mariana Distéfano Ribeiro é bacharel em Direito, servidora do Ministério Público do Amapá e adora tudo e todos que carreguem consigo o brilho de uma vibe positiva.

Hoje é o Dia de Reis

 

Hoje, 6 de janeiro, é comemorado em todo o mundo o Dia de Reis.Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três Reis Magos do Oriente visitaram o Menino Jesus, na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. Eles chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.

A tradição manda que neste dia a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal. Os alimentos da Noite de Reis são o bacalhau com batatas cozidas, o bolo-rei, o pão-de-ló, as rabanadas, os sonhos, entre outras iguarias de Natal.

No Brasil, mantém-se em algumas cidades do interior a Festa de Reis, ou Folia de Reis, herdada dos portugueses. Os festejos são cheios de canções e incluem visitação às casas dos moradores, recordando a visita dos reis magos. Os foliões são recebidos com comidas e bebidas e saem das casas com doações para os necessitados.

No Dia de Reis, as famílias começam a retirar os enfeites de Natal que decoram as casas durante a época de Natal.

O discurso discriminador do Marabaixo – Fernando Canto – @fernando__canto – Republicado, pois a doidice ainda é a mesma em alguns “iluminados”.

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Foto: Max Renê

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Gabriel Penha

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Cláudio Rogério

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

Foto: Márcia do Carmo

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Gabriel Penha

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de bôas acções, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).

Foto: Mariléia Maciel

Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Foto: Márcia do Carmo

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Foto: Márcia do Carmo

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

Foto: Márcia do Carmo

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.

Colheita da Murta Foto: Fernando Canto: Arquivo pessoal

E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

Foto: Márcia do Carmo

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010

**Republicado, pois a doidice ainda é a mesma em alguns “iluminados”.

Hoje é o Dia Mundial da Paz – Que tenhamos muita paz e saúde em 2021!!

Hoje é Dia Mundial da Paz e como temos uma sessão chamada “datas curiosas”, é claro que não deixamos passar batido. A data foi instituída oficialmente pelo papa Paulo VI em 1967, que escreveu uma mensagem propondo a criação da data, a ser festejado no dia 1 de janeiro de cada ano por apontar o caminho da vida humana para o futuro, com o mesmo fim em mãos: a paz(1.relação entre pessoas que não estão em conflito; acordo, concórdia; 2. relação tranquila entre cidadãos; ausência de problemas, de violência).

A paz é um sentimento de harmonia com outras pessoas e a relação entre os seres humanos e o tempo sempre foi de admiração e agradecimento. Há mais de 2000 mil anos, os povos babilônicos comemoravam o início do ano apenas em março, devido à chegada da primavera no hemisfério norte.

Era nessa época que eles voltavam a praticar a agricultura e esse momento ficou conhecido como o reinício da vida. Os romanos definiram posteriormente o dia 1º de janeiro como a data símbolo dessa renovação de vida, o Ano Novo. Em 1582, ela foi inserida no calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII.

Neste 54º Dia Mundial da Paz, o tema é: “A cultura do cuidado como percurso para a paz”.

Papa Francisco (Foto: Vatican Media)

Na mensagem, o Papa Francisco disse:

Penso, em primeiro lugar, naqueles que perderam um familiar ou uma pessoa querida, mas também em quem ficou sem trabalho. Lembro de modo especial os médicos, enfermeiras e enfermeiros, farmacêuticos, investigadores, voluntários, capelães e funcionários dos hospitais e centros de saúde, que se prodigalizaram – e continuam a fazê-lo – com grande fadiga e sacrifício, a ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida”, refere Francisco. O Papa também reitera o seu apelo “aos políticos e ao sector privado para que adoptem as medidas apropriadas a fim de garantir o acesso às vacinas contra a Covid-19 e às tecnologias essenciais necessárias para prestar assistência aos doentes e aos mais pobres e frágeis “. O texto adverte também para o ressurgimento de várias formas de “nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos”, que “semeiam morte e destruição”. Francisco propõe nesta mensagem “a cultura do cuidado como forma de paz” e “erradicar a cultura da indiferença, da rejeição e do confronto, que hoje costuma prevalecer”, destacando o papel da mulher, na família “e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais“.

Portanto, entro neste novo ano totalmente desarmado de sentimentos ruins. Espero que assim eu permaneça. Portanto, queridos leitores, que em 2021 tenhamos muita saúde, paz em nossos trabalhos, família e demais relações. Que a Força esteja conosco!

Assista aqui a mensagem do Papa:

Elton Tavares
Fontes: Calendarr Brasil e O Mirante.

APIB apela ao STF pela proteção urgente de povos isolados de evangélicos

Foto: APIB

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (@apiboficial) encaminhou ontem (29) uma solicitação de urgência para que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome medidas para proteger os povos indígenas isolados da atuação de missionários evangélicos. O pedido busca fazer com que o STF determine a inconstitucionalidade de um trecho da Lei 14.021/20 que permite a permanência de missões de cunho religioso em territórios onde há comunidades de indígenas isolados

O apelo da Apib acontece após o presidente do STF, Luiz Fux, recusar a análise da inconstitucionalidade de parte da lei por não considerar o assunto urgente e nesse sentido pede que a decisão seja reconsiderada.

A Lei 14.021/20 cria mecanismos de proteção aos povos indígenas durante a pandemia, mas durante seu processo de aprovação um trecho da lei foi modificado e prejudica os povos indígenas isolados beneficiando missões evangélicas.

“As missões de cunho religioso que já estejam nas comunidades indígenas deverão ser avaliadas pela equipe de saúde responsável e poderão permanecer mediante aval do médico responsável”, esse é o trecho da lei que o apelo da Apib ao STF solicita que seja considerado inconstitucional.

A APIB pede urgência no caso, pois a lei perderá efeito no dia 31 de dezembro e, depois dessa data, não haverá mais razão para analisar a inconstitucionalidade do trecho questionado. Sem a análise, os missionários que já estão em terras indígenas poderão permanecer nas regiões, impactando na cultura dos povos originários e oferecendo riscos à cultura, saúde e vida desses povos.

Veja o pedido na íntegra AQUI.

Ascom APIB