Diocese de Macapá abre inscrições para novo curso de Fé e Política

“Contribuir com a formação de lideranças inseridas na participação política, em suas diferentes formas e níveis, a partir de uma reflexão bíblica, teológica, das ciências sociais e da filosofia, para a construção de uma sociedade justa, solidária, democrática, pluricultural e pluriétnica”. Este é um dos principais objetivos do novo curso de Fé e Política realizado pela Diocese de Macapá, por meio das Pastorais Sociais, Conselho Diocesano de Leigas/os, Escola de Fé e Política Padre Luís Carlini, com o apoio do Centro de Estudos Políticos, Religião e Sociedade (Cepres) e da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

As inscrições prévias devem ser feitas no período de 2 a 26 de agosto/2021, de forma presencial na Secretaria do Centro de Pastoral, na avenida Padre Manoel da Nóbrega, número 1000, atrás da Igreja Jesus de Nazaré, e pela Internet no e-mail [email protected] Outras informações com o professor Marcos Vinicius, coordenador da Escola, pelo fone/ WhatsApp:(96) 98120-9058. As vagas são limitadas e os/as participantes selecionados/as para o curso devem fazer um investimento de 50 reais em conta bancária da Mitra diocesana.

O curso e demais atividades da Escola de Fé e Política são para sacerdotes, religiosas/os, lideranças das comunidades eclesiais, movimentos, pastorais e demais organismos da Diocese; dos movimentos populares, sindicais e partidárias. Pessoas que atuam em organizações comunitárias ou que desejam participar. Cidadãos e cidadãs que ocupam cargos políticos eletivos e para quem pensa em concorrer ao Executivo, Legislativo e aos conselhos de direitos municipais e estaduais, como Conselho Tutelar, da Saúde, Pessoa idosa e outros.

Os critérios para participação do curso de Fé e Política, entre outros, são: Compromisso de participar das etapas previstas pelo curso e de realizar os trabalhos solicitados; identidade cristã de vivência e participação; compromisso de ser agente multiplicador na organização que representará no curso; conhecimento de internet para as aulas a distância e ter o Ensino Médio. O período do curso será de setembro de 2021 a agosto de 2022, por módulos mensais, com aulas e atividades online.

Homenagem – O nome da Escola de Fé e Política é um reconhecimento e uma homenagem ao missionário italiano, Padre Luís Carlini, do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), que faleceu no início deste ano, na Itália. Ele dedicou quase 50 anos de sua vida sacerdotal ao povo de Deus do Amapá e da região das ilhas do Pará e atuou na implantação das paróquias de Santo Antônio, no município de Laranjal do Jari, e Nossa Senhora Aparecida do Brasil, em Porto Grande.

Em Macapá, por 14 anos Padre Carlini foi pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus desenvolvendo um significativo apostolado nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) e junto aos jovens com a iniciativa do Discipulado. Nos últimos anos foi pároco de Jesus Bom Samaritano, na região sul de Macapá. Ainda como pároco, entre outras missões, se dividia entre as atividades da Pastoral Carcerária, com assistência junto aos internos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapem) e com os menores internos do Núcleo de Medida Socioeducativa de Internação Masculina (Cesein).

Escola – O curso de Fé e Política da Diocese de Macapá já foi realizado em outras ocasiões e agora está sendo organizada a Escola de Fé e Política, interligada ao Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), com sede em Brasília, projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se propõe formar pessoas capazes de colaborar com os critérios éticos para a consolidação e o aperfeiçoamento da democracia e da cidadania na sociedade brasileira.

A Escola de Fé e Política de Macapá conta com um grupo de assessores/as que vêm refletindo e pesquisando sobre Fé, Cidadania e Política. São professores/as de diversas instituições de ensino superior, padres, diáconos e de leigos/as que foram capacitados/as no CEFEP e que deverão desenvolver no decorrer deste curso temas como: Fratelli Tutti-Magistério Social do Papa; Francisco; Releitura da relação fé e política na Bíblia; Doutrina Social da Igreja; História da Igreja na Amazônia; Análise da sociedade contemporânea; Igreja, ética, cidadania e direitos humanos; Sínodo da Amazônia; Controle Social das políticas públicas e Orçamento participativo, entre outros.

Oscar Filho – Pastoral da Comunicação
Contato: 991035805

COMUNICADO – Feriado de Santa Ana

A prefeitura Municipal de Santana informa que o feriado religioso de Santa Ana, na próxima segunda-feira, 26 de julho de 2021, será ponto facultativo no serviço público municipal.

Este ato tem como base o artigo 1º da Lei Municipal Nº 029 de 23 de abril de 1990, conforme o decreto da PMS.

A atual gestão da PMS, reforça ainda, os votos de gratidão à padroeira do município que sempre derrama bênçãos sobre o seu povo.

Comunicação – Prefeitura de Santana

Secult/AP dá suporte para a realização da Festa de São Tiago, em Mazagão Velho

Foto: Gabriel Penha

A tradicional Festa de São Tiago, que ocorre entre 16 e 28 de julho, em Mazagão Velho, conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP) na disponibilização de tenda, sonorização e palco para as apresentações. Além da estrutura, a pasta também realiza a transmissão ao vivo do evento, nas páginas oficiais da pasta, nos dias 25 e 28.

A festa, que é realizada desde o ano de 1777, envolve rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado dos cristãos, na guerra contra os mouros. Desta vez, por conta da pandemia, o evento presencial será permitido apenas para os moradores da vila histórica.

Foto: Gabriel Penha

Os festejos irão respeitar todas as normas de segurança dos decretos vigentes e as medidas sanitárias de prevenção à covid-19. O acesso à vila será restrito aos moradores, com cadastro e identificação de seus veículos. À pedido da Comissão Organizadora, a Prefeitura de Mazagão deverá decretar lockdown na vila, para evitar aglomerações.

Foto: Gabriel Penha

Confira a programação:

Dia 16 de julho (sexta-feira):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da igreja;
– Mini-transladação das imagens/carreata;
18:30h – Celebração;
19:30h – Live sobre a Festa de São Tiago;

Foto: Gabriel Penha

De 17 a 23 de julho:
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Novena/celebração;

Dia 24 de julho (sábado):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Celebração/novena;
20h – Live sobre a Entrega dos Presentes e Baile de Máscaras;

Foto: Gabriel Penha

Dia 25 de julho (domingo):
5h – Mini-translado das imagens dos Santos;
8h – Missa campal na frente da Capela – respeitando o distanciamento social;
9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge pelas ruas de Mazagão Velho;
10h – Bênção na chegada na Igreja;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
15h – Live sobre o enredo, capítulos e contexto histórico e cultural da Festa de São Tiago;
19h – Queima de fogos em louvor ao dia de São Tiago;

Foto: Gabriel Penha

Dia 27 de julho (terça-feira):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Celebração/novena na igreja;

Dia 28 de julho (quarta-feira):
5h – Mini-translado das imagens dos Santos;
8h – Missa campal (área em frente à Igreja);
9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge com as figuras da festa das crianças pelas ruas de Mazagão Velho;
– Live sobre a Festa de São Tiago das crianças.
12h – Toque do meio-dia na frente da igreja.

Padre Júlio Lancellotti a Randolfe: ‘Lute, que nós lutamos junto com você’

Júlio Lancellotti – Foto: Fernando Moraes/UOL

O padre Júlio Lancellotti prestou solidariedade ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, durante uma cerimônia eucarística.

Em vídeo, o religioso incentiva o parlamentar a continuar realizando os trabalhos parlamentares, que no momento tem como foco as ações e omissões do governo no combate à pandemia do coronavírus.

“Queria mandar uma saudação muito especial, com muito afeto, ao senador Randolfe Rodrigues. Senador do Brasil. Nosso afeto a você, meu irmão, irmão de fé, de caminhada, de luta. Senador do Brasil. Você tem seu estado, o Amapá, mas você é senador do Brasil. Randolfe, nosso afeto para você. Lute, que nós lutamos junto com você. Nossa solidariedade, afeto e união”.

Padre Julio Lancellotti

Como resposta, o parlamentar escreveu agradecimentos ao padre em sua conta oficial do Twitter. Segundo Randolfe, é uma honra receber as palavras de Lancelloti, classificado pelo senador como “homem de Deus, exemplo de luta e amor, que dedica a vida aos mais pobres”.

“Querido Padre Júlio, é uma honra receber essas palavras do senhor, homem de Deus, exemplo de luta e amor, que dedica a vida aos mais pobres. A forma que encontro de retribuir esse afeto é multiplicando teus ensinamentos. Obrigado por alegrar meu domingo. Que Deus nos abençoe”.

Fonte: UOL.

Tradição completa 244 anos: Festa de São Tiago 2021 será restrita à vila de Mazagão Velho

Foto: Gabriel Penha/Arquivo/GEA

Por Gabriel Penha

A comunidade da vila de Mazagão Velho, no Município de Mazagão divulga a programação da Festa de São Tiago 2021, que, em sua 244ª edição, será restrita aos moradores da localidade devido à pandemia de covid-19.

Assim como em 2020, será mantida apenas a parte religiosa da celebração, que acontece de 16 a 28 de julho sob realização da comunidade de Mazagão Velho, com apoio do Governo do Estado e da prefeitura municipal.

Os festejos irão respeitar todas as normas de segurança dos decretos vigentes e as medidas sanitárias de prevenção à covid-19. O acesso à vila será restrito aos moradores, com cadastro e identificação de seus veículos. À pedido da Comissão Organizadora, a Prefeitura de Mazagão deverá decretar lockdown na vila, para evitar aglomerações.

Programação 2021

No dia 16, primeiro dia da programação, será mantida a alvorada festiva, apenas com a queima de fogos. Ao meio-dia, o toque das caixas (tambores) e dos sinos na igreja e, à noite, novenas a partir das 18h30 e às 19h30, acontece uma transmissão ao vivo pela internet com a cultura e tradição de Mazagão Velho como tema central.

As novenas e celebrações na igreja acontecem de 17 a 23 de julho, a partir das 18h30; no dia 24 de julho, a live terá como tema o episódio da Entrega dos Presentes e o tradicional Baile de Máscaras.

No dia 25 de julho, dia de São Tiago, haverá missa campal na frente da capela do Santo a partir de 8h, respeitando o distanciamento social e o limite de 150 pessoas, além da obrigatoriedade do uso de máscara e álcool em gel. Em seguida, as imagens de São Tiago e São Jorge percorrem as principais ruas da vila e bênção chegada na frente da igreja. À noite, uma live reconta os episódios da festividade e o enredo da encenação da batalha entre mouros e cristãos.

A programação segue até o dia 28, com missa campal na frente da igreja e uma live sobre a Festa de São Tiago das Crianças. A comunidade tem o propósito de manter a tradição, mas com os devidos cuidados de manter as medidas de prevenção e segurança contra a Covid-19.

“A pandemia mudou a rotina do mundo. Queremos manter os rituais religiosos da Festa de São Tiago, homenagear as vítimas da Pandemia e manter viva nossa maior expressão cultural, já que se trata de uma das mais importantes festividades religiosas e culturais do Amapá”, assinala Tiago da Assunção Belo dos Reis, coordenador da Comissão Organizadora da festa.

Confira a programação:

Dia 16 de julho (sexta-feira):

5h – Alvorada;

12h – Toque do meio-dia na frente da igreja;

– Mini-transladação das imagens/carreata;

18:30h – Celebração;

19:30h – Live sobre a Festa de São Tiago;

De 17 a 23 de julho:

12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;

18:30h – Novena/celebração;

Dia 24 de julho (sábado):

5h – Alvorada;

12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;

18:30h – Celebração/novena;

20h – Live sobre a Entrega dos Presentes e Baile de Máscaras;

Dia 25 de julho (domingo):

5h – Mini-translado das imagens dos Santos;

8h – Missa campal na frente da Capela – respeitando o distanciamento social;

9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge pelas ruas de Mazagão Velho;

10h – Bênção na chegada na Igreja;

12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;

15h – Live sobre o enredo, capítulos e contexto histórico e cultural da Festa de São Tiago;

19h – Queima de fogos em louvor ao dia de São Tiago;

Dia 27 de julho (terça-feira):

5h – Alvorada;

12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;

18:30h – Celebração/novena na igreja;

Dia 28 de julho (quarta-feira):

5h – Mini-translado das imagens dos Santos;

8h – Missa campal (área em frente à Igreja);

9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge com as figuras da festa das crianças pelas ruas de Mazagão Velho;

– Live sobre a Festa de São Tiago das crianças.

12h – Toque do meio-dia na frente da igreja.

Seminário “Estado Laico X Intolerância Religiosa e Racismo Religioso” discute preconceito contra religiões de matrizes africanas em Macapá

Nos dias 6 e 7 de julho acontece o Seminário “Estado Laico X Intolerância Religiosa e Racismo Religioso”. O evento é realizado pelo Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), em parceria com o Centro de Estudos de Religião, Religiosidades e Políticas Públicas (Cepres), da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

O seminário será transmitido pelo canal do YouTube da Prefeitura de Macapá. O objetivo é debater a realidade do ensino da religiosidade de matriz africana e ameríndia no município e fomentar estudos, pesquisas e ações de extensão na temática.

De acordo com a diretora-presidente do Improir, Maria Carolina Monteiro, é crescente a mobilização e a conscientização da sociedade sobre intolerância e racismo religioso. Porém, ainda é necessário um avanço no sentido de efetivação de políticas públicas que reduzam essas práticas.

“As comunidades religiosas de matrizes africanas são as maiores vítimas do racismo religioso. Precisamos buscar políticas públicas efetivas, especialmente as educativas. Todas as crenças e religiões precisam ter seus espaços preservados e seu sagrado respeitado. O Improir acredita no respeito e diversidade, por isso desejamos criar, nos próximos meses, um comitê de combate à intolerância religiosa”, frisa a presidente.

Debate

A programação conta com duas palestras. A primeira tem como tema o “Estado Laico X Intolerância Religiosa e o Racismo Religioso” e a segunda abordará as “Comissões de Combate à Intolerância Religiosa e ao Racismo Religioso no Brasil”, ambas iniciarão às 18h.

‘’No Brasil, frequentemente terreiros de candomblé, tambor de mina e demais variantes são invadidos por religiosos e não religiosos. Os espaços são quebrados, os pais de santo violentados. No Amapá, temos alguns casos de intolerância registrados, como o do terreiro do Pai Salvino, que ocorreu em 2019. Além disso, algumas igrejas católicas já tiveram suas imagens quebradas, igrejas evangélicas suas bíblicas rasgadas e queimadas, dentre outros’’, explica o doutor em sociologia Marcos Vinicius Reis, que coordena o grupo Cepres/Unifap

Confira a programação:

Palestra: Estado Laico X Intolerância Religioso e do Racismo Religioso
Data: 6 de julho de 2021
Horário: 18h
Palestrantes:
• Prof. Me. Pablo Sukiennik (OAB – DF)
• Prof. Dr. Marcos Vinicius de Freitas Reis (Unifap)
• Prof. Elianildo Nascimento (Renadir)
Mediadora: Dra. Maria Carolina (Improir)

Palestra: Comissões de Combate à Intolerância Religiosa e ao Racismo Religioso no Brasil
Data: 7 de julho de 2021
Horário: 18h
Palestrantes:
• Prof. Dr. Carlos André Cavalcanti (UFPB)
• Mãe Baiana – Coordenadoria de Política da Promoção e Proteção da Liberdade Religiosa
• Dra. Marga Stroher (Coordenadora Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República).
Mediadora: Dra. Maria Carolina (Improir)

Aline Paiva
Secretaria Municipal de Comunicação Social

Hoje é Dia/Noite de São João! (sobre o santo e a quadra junina sem festa)

Hoje é o Dia de São João. De acordo com a história, João Batista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo nos Evangelhos da Bíblia. Ele é considerado o santo mais próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João nas margens do rio Jordão.

Nascimento de São João Batista. Por Tintoretto, atualmente no Museu Hermitage, em São Petersburgo.

O Evangelho de Lucas (Lucas 1:36, 56-57) afirma que João nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto, a festa de São João Batista foi fixada em 24 de junho, seis meses antes da véspera de Natal. Este dia de festa é um dos poucos dias santos que comemora o aniversário do nascimento, ao invés da morte, do santo homenageado.

Segundo a narração do Evangelho de Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos, como o “precursor” do prometido Messias.

Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

Aliás, ele batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. Ele era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Outras religiões

Para alguns Espíritas, Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do Espiritismo.

Hippolyte Léon Denizard Rivail

Sua última existência corpórea se deu no Brasil, nascido dia 23 de Fevereiro de 1911 com o nome de Oceano de Sá, mais tarde chamado de Yokaanam:. (fundador da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal), reconhecido como tal por diversas escolas sérias e reconhecidas mundialmente, embora o mesmo não assumisse publicamente pois nunca achou necessário e não queria tirar proveito algum de tal reconhecimento.

João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo, também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão. Na Umbanda, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô, responsável por um agrupamento de espíritos que trabalha para a saúde e o conhecimento, que congrega médicos e cientistas. Já no Islamismo, é reverenciado pelos muçulmanos sunitas como sendo um dos seus profetas. O santo também é o padroeiro da Maçonaria (por conta da criação da entidade, em 24 de junho de 1717).

Sobre a festa (que não vai rolar esse ano) junina de São João

A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João). Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. Anteriormente os festejos ocorriam por conta do solstício de verão, as quais marcavam o início da colheita. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. Um deles era Juno, esposa de Júpiter, que era considerada a deusa da fecundida. Nessas festas, chamadas “junônias”, as pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho, passaram a ser chamadas de juninas.

Nunca gostei de festas juninas, mas sei da importância delas na cultura brasileira. Gosto de algumas comidas típicas do período (vatapá então…nossa!), assim como adorava as bombinhas, como toda criança. Na época de moleque, era obrigado a dançar quadrilha. Aí ficava mais puto ainda com o mês de junho. Na foto, ali em cima, tô com meu irmão, Emerson Tavares, alegre por ter acabado a tortura infantil do “taran ran ran, taran ran ran”. Já adulto, só fui  a trabalho, para cobrir o evento.

Bom, em tempos normais, sem Covid-19, o Dia de São João é celebrado com festas recheadas de muita dança, comida e alegria. Nesta quarta-feira (24), se não estivéssemos em distanciamento/isolamento social, as cidades nordestinas, onde a tradição é mais forte, as quadras ferveriam ao som do forró (For All).

Aqui no Norte, as fogueiras também não serão acesas , não termos quadrilhas e, talvez em algumas casas de famílias que amam a tradição, role umas brocas legais deste período.  Que São João nos proteja deste vírus.

Claro que com o advento das Lives, nosso consumo cultural desde o início dessa quarentena, hoje serão realizadas várias transmissões para festejar via internet, em muitas cidades brasileiras.

Portanto, minhas homenagens ao santo. Viva São João!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, CruzTerraSanta e Calendarr Brasil.

O discurso discriminador do Marabaixo – Texto/Resgate histórico de Fernando Canto – @fernando__canto

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Max Renê

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Gabriel Penha

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Márcia do Carmo

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de bôas acções, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).

Foto: Mariléia Maciel

Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.

Colheita da Murta Foto: Fernando Canto: Arquivo pessoal

E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010.

Hoje é o Dia Estadual do Marabaixo – Meu texto sobre a data da maior manifestação cultural do Amapá

Foto: Márcia do Carmo

Hoje, 16 de junho, é o Dia Estadual do Marabaixo. A data foi escolhida para homenagear a Santíssima Trindade, por conta do Projeto de Lei nº 0049/10, do deputado Dalto Martins, já falecido, que constituiu a celebração.

A Lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá e declarou o dia 16 de junho, Dia Estadual do Marabaixo Amapaense, como data comemorativa no âmbito do Estado do Amapá.

O Dia Estadual do Marabaixo foi sancionado em 2010, por conta de protestos realizados em 16 de junho de 2009, quando os festeiros de Macapá, Mazagão, Campina Grande, Ilha Redonda e outras várias comunidades, protestaram contra a falta de apoio do poder público ao Ciclo do Marabaixo.

Foto: Max Renê

Naquele ano, a manifestação saiu pelas ruas de Macapá em um grande ato contra a desvalorização do marabaixo. O protesto passou pelo Palácio do Setentrião, Tribunal de Justiça, Câmara de Vereadores, Prefeitura de Macapá e Assembleia Legislativa. Cada instituição recebeu uma carta com reivindicações para o marabaixo.

O Marabaixo é um tradição secular que passa de geração em geração através dos anos. É dançado na capital, Macapá, anualmente, nos meses de maio, junho e julho, nos bairros do Laguinho, na Favela e na comunidade do Curiaú.

O Marabaixo através da história

Para explicar sus história, seus rituais e sua importância enquanto elemento cultural característico do estado, sobretudo, do município de Macapá, o escritor Fernando Canto lançou o livro “O Marabaixo através da história”.

Na obra, Fernando conta sobre os vários rituais que compõem essa manifestação e dos personagens que dão vida à tradição – tocadores de caixas (tambores), cantadores e dançadeiras – que, em sua maioria, são descendentes de negros que habitavam as localidades de Mazagão Velho, Maruanum, Curiaú e os bairros Laguinho e Santa Rita, antiga Favela.

Foto: Chico Terra

Para saber mais sobre o Marabaixo, assistam o documentário Um documentário completo sobre o Ciclo do Marabaixo, produzido por Thomé Azevedo, Ana Vidigal Vidigal Zezão Reis, Bruno Jerônimo e outros amigos do audiovisual:

Ainda bem que o Poder Público apoia a tradição. Ainda bem que os poetas versam o Marabaixo e os fotógrafos o retratam. Ainda melhor ainda que o amigo Fernando Canto escreve crônicas sobre ele com o amor laguinense que lhe transborda. Ainda bem que a população vai até a Favela, aos campos do Laguinho, Campina Grande e ao Curiaú prestigiar a festa. Viva (vivencie mesmo) o Marabaixo do Amapá!

Foto: Elton Tavares

Elton Tavares, com informações de Fernando Canto, Edgar Rodrigues e Cláudio Rogério.

*Abaixo dois vídeos sobre Marabaixo: 

 

Maior expressão cultural do Amapá: Ciclo do Marabaixo se encerra na quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo

O Ciclo do Marabaixo se encerrará nesta quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo, com uma live de encerramento que iniciará às 17h. O festejo, que acontece de forma virtual em respeito às medidas de proteção necessárias ao período de pandemia, começou no dia 3 e conta com apresentações ao vivo e debates em torno da cultura negra amapaense.

O evento, realizado com fomento da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), possui apresentações transmitidas pelo Facebook e Instagram da Secult/AP e da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Afrodescendentes (Seafro), com média de 1500 visualizações por transmissão.

Na programação foram representadas as seguintes agremiações: Berço do Marabaixo, Campina Grande, Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau e Raízes da Favela, organizações tradicionais da cultura negra no estado e que também realizam a transmissão da programação.

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, o Ciclo do Marabaixo faz parte da tradição do Estado.

“Mesmo na pandemia, o Ciclo do Marabaixo ocorre como forma de esperança e resistência, e busca valorizar nossa memória e história, através do marabaixo, nossa maior tradição. Ficamos felizes por oportunizar todos os trabalhadores das comunidades que fazem o Marabaixo seguir vivo no Amapá. Seguiremos o trabalho com muito empenho e responsabilidade em favor de nossos costumes e saberes que formam a identidade cultural amapaense”, frisou o secretário de Estado da Cultura.

Laura do Marabaixo

Segundo Laura do Marabaixo, uma das lideranças culturais no Estado, é muito importante que haja a valorização da cultura negra e a promoção do marabaixo e batuque no Amapá, para que as raízes nunca sejam esquecidas.

“Em nome do secretário Evandro Milhomen, da Secult e na pessoa do secretário Joel Borges, da Seafro, agradeço pela grandiosa realização da nossa manifestação cultural. E pela organização maravilhosa, só de mulheres, feita por Solange de Campina Grande, Valdineide Costa da Favela, Mônica Ramos do Pavão, eu quem falo, eu, Laura do Marabaixo e Elisia do Marabaixo da Dica Congó”, frisou Laura do Marabaixo .

Tradição

O Marabaixo é a maior expressão cultural amapaense. Dança de origem africana, trazida para o Amapá pelos negros africanos que foram tirados de sua terra natal para servir o trabalho escravo.

O Marabaixo ocorre durante as Festividades Tradicionais, que consistem em homenagear os Santos padroeiros das Comunidades Negras e Quilombolas do Amapá. Em Macapá todos os anos tradicionalmente é realizado o Ciclo, em homenagem ao Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade nos Bairros do Laguinho e Favela (atual Santa Rita) com missas, novenas, ladainhas (parte religiosa dos festejos) e danças de roda de Marabaixo puxada pela batida de tambores chamados de “caixas de marabaixo”.

Programação:

16 de junho (quarta-feira)

Evento: Live do Dia Estadual do Marabaixo
Hora: 17h às 21h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

Programação do Dia do Marabaixo e da Capoeira começa nesta quarta-feira (16)

Inicia nesta quarta-feira (16), a programação especial preparada para o Dia Estadual e Municipal do Marabaixo e Dia Estadual da Capoeira. A agenda é realizada pelo Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), em parceria com a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro). A ação se estende até dia 30 de junho e tem como objetivo a valorização da cultura afroamapaense.

De acordo com a diretora-presidente do Improir, Maria Carolina Monteiro, a programação destaca a relevância das manifestações culturais no Amapá. “A data de 16 de junho representa o Dia do Marabaixo. Já no dia 30 de junho, se celebra o Dia do Capoeirista. As datas remetem às nossas raízes ancestrais, dotadas de representatividades e marcadas pelo simbolismo da cultura afroamapaense’’, ressalta.

‘’A Prefeitura de Macapá, através do Improir, reconhece o Marabaixo e Capoeira como segmentos importantes para a política de igualdade racial, dotados de uma representatividade imensurável. Desta forma, ações que enaltecem essas datas comemorativas são necessárias, pois promovem a valorização da cultura afroamapaense’’, complementa a presidente.

Programação semipresencial

A programação acontecerá de forma semipresencial, respeitando as normas sanitárias de combate à Covid-19. As atividades contam com o apoio das associações culturais que organizam o Ciclo do Marabaixo e as secretarias de Juventude (Sejuv) e Cultura (Secult).

De forma presencial ocorrerá uma Feira Empreendedora com trabalhadores dos segmentos do Marabaixo e Capoeira, e também uma exposição do Museu do Negro Gertrudes Saturnino, promovida pelo Instituto Municipal de Igualdade Racial. Ambas as atividades serão realizadas em um espaço amplo no Amapá Garden Shopping.

De maneira virtual acontecerão rodas de conversas e apresentações culturais, além de uma exibição com o tema ‘História dos Grupos Tradicionais e Festividades das Comunidades Negras’, desenvolvida pelos monitores do Programa Amapá Jovem. As lives serão transmitidas nas páginas oficiais da Prefeitura de Macapá e do Governo do Amapá.

A finalidade da programação é trabalhar a promoção, a difusão e o conhecimento da identidade das manifestações culturais, além de movimentar a economia criativa e garantir a formação sociocultural da sociedade, por meio de palestras, oficinas e apresentações culturais virtuais.

Confira abaixo a programação semipresencial:

· Presencial
16 a 30 de junho – Exposição do Museu do Negro Gertrudes Saturnino e Feira Empreendedora com trabalhadores dos segmentos do Marabaixo e Capoeira

Local: Amapá Garden Shopping (Rodovia Juscelino Kubitschek – Universidade)
Horário: 14h às 21h
· Virtual

16 de junho – Live Dia Estadual e Municipal do Marabaixo

16h – Roda de conversa ‘’Políticas culturais: A importância do Dia Estadual e Municipal do Marabaixo’’

18h – Celebração afro

19h – Apresentações culturais / Rodas de Marabaixo com os grupos: Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau, Berço do Marabaixo, Raízes da Favela, União Folclórica de Campina Grande, Marabaixo do Laguinho, Marabaixo Tia Sinhá e União dos Devotos de Nossa Senhora da Conceição.

23 de junho – Live Monitoria de Marabaixo e Capoeira

16h – Programa Amapá Jovem e os resultados da monitoria de capoeira e marabaixo

18h – Oficina de marabaixo e capoeira

19h – Cortejo cultural – Monitores de marabaixo e capoeira

30 de junho – Live Dia Estadual da Capoeira

16h – Dia Estadual da Capoeira e os impactos dos projetos sociais na comunidade amapaense

18h – Apresentações culturais com os grupos de capoeira

19h30 – Intervenção cultural (Flesh Move)

Aline Paiva
Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Datas curiosas: 14 de junho é o Dia Universal de Deus – Meu texto sobre

Como faço todos os dias, pesquisei sobre a data de hoje. Para minha surpresa, descobri que o 14 de junho é “Dia Universal de Deus”. Meu Deus! Deus, para muitos, é mitologia cristã. Apesar de não ser religioso, para mim, é a Força que rege tudo isso aqui. Afinal, cada um com suas crenças e descrenças. Mas como frisou escritor William Shakespeare: “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Não encontrei a origem da data, mas como uma porrada de outros dias comemorativos, todo dia é dia de Deus, das mulheres, das mães e etc. A data de hoje nos possibilita a reflexão sobre a figura abstrata de Deus (mitologia pra muitos).

Não duvido da fé alheia e nem da existência de Deus, seja lá qual for o nome DELE. Bom, falar de religião e assuntos ligados a ela são sempre complicados. Acredito que cada um de nós deve rezar, orar ou proceder como lhe aprazia. Rezo por pessoas falecidas, rezo para pedir ajuda e rezo para agradecer, do meu modo, claro.

Acredito que tem alguém, ou alguma coisa, no controle de tudo. Só se que não sou eu. Prefiro conversar na boa com Deus. Agradecer a ELE por tudo de bom que me acontece e por ELE me ajudar sempre quando estou em perigo. Costumo brincar, dizendo “Papai do Céu é meu brother!”.

Não há uma única religião que argumente com exclusividade sobre essa data, na verdade o dia procura reunir as concepções ao invés de separá-las.

Quando se fala a respeito de Deus, muitos associam essa poderosa figura à eternidade, à onipotência, à divindade e ao sobrenatural. Entretanto, a existência do criador de todas as coisas é interpretada de forma diferente pelos povos, variando de acordo com a crença ou discurso religioso.

Como escreveu meu amigo Fernando Canto: A palavra “Deus” tem a particularidade de se escrever apenas com quatro letras na maioria dos idiomas conhecidos. Vejam alguns:

Em Português – Deus; Francês – Dieu; Alemão – Gott; Em Assírio – Adat; Germano – Godt; Árabe – Alah; Sânscrito – Dova; Espanhol – Dios; Grego – Toos; Japonês – Shin; Hindu – Hakk e Egípcio – Amon.

Já o escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”.

No meu caso, agradeço a Deus por ter uma sorte dos diabos. Considero God um amigo e acredito que ELE é como Baruch Spinoza descreveu.

Não faço promessas a Deus, não rezo para santos ou outros interlocutores. Minha aliança é direta com ELE. Um acordo bem simples: eu trabalho e tento não fazer mal a ninguém e ELE me livra de quem quer me ferrar por aqui.

Sinto a presença de Deus o tempo todo, sobretudo no amor e carinho da minha família e amigos. Afinal, ELE é amor, porra!

Deus está no sorriso da minha sobrinha, da minha mãe e do meu irmão, no bom trabalho feito, nas recompensas pelo batalho diário, na vida feliz. Acredito em muita coisa, mas NELE tenho a certeza da existência.

Sei que 2020 foi um ano para testar nossa fé. Igualmente 2021, que tem sido bem difícil. Mas Deus é bom o tempo todo. Não tenho dúvida disso.

A verdade é que já recebi muitas bênçãos na vida. Sei que a vida é feita de vitórias e derrotas que quase sempre dependem de nós mesmo, mas que ELE dá uma força, ah, isso dá. E no final das contas, Deus acerta um bocado e só tenho a agradecer por ser abençoado. Valeu, God!

Ilustração de Ronaldo Rony

Então, por que não ter um “Dia Universal de Deus”? Ah, e “Ele não está acima de tudo” e sim, no meio de nós. Deus que continue nos abençoando!

Elton Tavares
Fonte: Mundo das Tribos.

Hoje é o Dia de Santo Antônio (o Dia do Amor)

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Hoje é o Dia de Santo Antônio. Somente agora tive tempo de publicar um texto sobre, afinal, temos a Sessão Datas Curiosas neste site.

Também chamado pelos católicos por Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. De acordo com a história, ele foi inicialmente um frade agostiniano, tendo mais tarde entrado na ordem Franciscana (1220). Nascido em Lisboa no d13450776_10206153164258574_8358576784586467668_nia 15 de agosto entre os anos de 1191 e 1195, ele morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho do ano de 1231. Daí a celebração neste dia.

Foi muito conhecido pela sua vida despojada de riquezas, apesar de ter nascido em uma família influente. O seu trabalho com os pobres foi essencial para que fosse rapidamente reconhecido como santo após sua morte.

A canonização de Santo Antônio aconteceu poucos anos após sua morte, e muitos consideram que terá sido uma das canonizações mais rápidas da história.

208010076509598990_BlE1Lsrt_cSanto Antônio é considerado um dos santos mais populares entre os brasileiros e portugueses. No Brasil, Santo Antônio é conhecido por ser o “Santo Casamenteiro”, sendo que o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho no Brasil por ser a véspera do Dia de Santo Antônio. Hoje é que as pessoas que desejam casar ou conseguir um namorado preparam simpatias para Santo Antônio, acompanhadas de orações.

Para a umbanda esto_antonio_exu1 o candomblé, no Brasil, Santo Antônio é sincretizado como Exú, que é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, etc. Ou também Ogum, que é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o “santo casamenteiro”.

Exú é o orixá encarregado de ligar o mundo dos espíritos ao mundo material, proteger as fronteiras, as casas, templos, cidades. E também é responsável pelas ligações amorosas, o que faz do dia 13 de junho uma data especial para trabalhos espirituais ligados ao a13453061_1207803865939309_1015662742_omor.Por isso, hoje também é o dia Exú ou Dia do Amor.

Outra denominação para Santo Antônio é Hermes, na Mitologia Grega o Deus da medicina, do comércio e dos ladrões, é também o mensageiro dos deuses.

Dizem que Santo Antônio, quando ainda não era santo, decidiu ajudar duas moças pobres a se casar, não sabia a dor de cabeça que estava criando pra si mesmo. O coitado agora tem que conviver com as ordens pedidos de mulheres que são capazes de qualquer coisa pra acabar com a solteirice. Essa santidade que as moças teimam em deixar de cabeça pra baixo , afogam e até sequestram o Menino Jesus e barganhar o refém por um namorado ou casório.santo

Portanto, hoje é festa junina nas igrejas, terreiros de umbanda e candomblé. Viva a diversidade religiosa e suas denominações sobre divindades e seres encantados, seja Santo Antônio, Hermes ou Exú, meu respeito. Com sua energia e poder, que ele ajude quem ainda não tem um amor . É isso!

Elton Tavares (compilação).
Fontes: Calendar, Tenda Cigana e Raízes Espirituais.

Igreja católica prepara celebração de Corpus Christi

Por Railana Pantoja

Nesta quinta-feira (3), católicos celebram o feriado de Corpus Christi. Ano passado não houve comemoração por causa da pandemia, o estado enfrentava um lockdown no mesmo período, mas, em 2021 as medidas estão relaxadas e cada paróquia preparou-se para celebrar a data.

“Cada paróquia preparou sua celebração, portanto, teremos várias missas ao longo do dia. Na Catedral de São José, teremos missas às 7h30, 10h e 19h. por volta das 8h30, após a primeira missa, teremos uma carreata, fazendo uma passagem com a órtia consagrada pelas ruas do centro de Macapá”, anunciou o padre Rafael.

O padre reforçou a importância da data comemorativa para o povo católico e lembrou que um dos aspectos da Eucaristia é saber se colocar no lugar do outro.

“Corpus Christi representa para os católicos a síntese da mensagem do evangelho. Esta festa é muito antiga, deveria ser festejada na quinta-feira santa, que é o dia da Eucaristia, mas, sendo uma semana santa não podia haver festejos. Então, anos depois, a Igreja acolheu essa festa popular e a colocou na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade. E a procissão, de maneira solene, surgiu como outra opção de manifestar nossa fé e mostrar o orgulho de ser católico”, finalizou o padre.

Fonte: Diário do Amapá.