Centro de Estudos de Religião da Unifap discute religião, religiosidade e políticas públicas em evento virtual

Serão dois eventos paralelos, I Encontro Internacional em conjunto com o III Evento Cientific e acontecerão entre os dias 21 e 26 de setembro, pela plataforma Google Meet e Youtube, no canal Observatório TV.

O Centro de Estudos de Religião, Religiosidades e Políticas Públicas (Cepres), da Universidade Federal do Amapá (Unifap), realizará o I Encontro Internacional em conjunto com o III Evento Cientifico. Os eventos serão entre os dias 21 e 26 de setembro, pela plataforma Google Meet e Youtube, no canal Observatório TV.

O grupo de pesquisa foi criado em 2013 pelos Docentes Marcos Vinicius de Freitas Reis e Andrius Estevão Noronha nas dependências da Universidade Federal do Amapá com o intuito de estudar as manifestações religiosas no Brasil e no mundo. Inicialmente as atividades serão reuniões mensais para discussão de textos acadêmicos.

Com o interesse crescente dos alunos pela discussão do tema iniciamos a organização de rodas de conversa, palestras, mesas redondas, eventos científicos, organização de livros, dossiês e cursos de extensão.

Entre os anos de 2016 a 2018 o foco do grupo foi o combate a intolerância religiosa e a defesa da laicidade. Organizamos várias iniciativas para proteção ao direito da liberdade religiosa, sobretudo das religiões de matriz africana. A nossa ideia que políticas públicas no enfrentamento a intolerância religiosa sejam realizadas em âmbito local e nacional. No ano de 2019 ajudamos na construção do Referencial Curricular Amapaense do Ensino Religioso na Base Nacional Comum Curricular do Amapá (RCA). A ideia e ter um curricular laico, plural e diverso.

Atualmente o grupo reúne mais de 20 pesquisadores e dezenas de estudantes de graduação e pós-graduação.

Sobre os eventos

O I Encontro Internacional e III Evento Cientifico do CEPRES terão 3 minicursos, entre os dias 21 e 25 de setembro, transmitidos pelo Observatório TV:
– A Transposição Didático do Ensino Religioso, ministrado pelo Dr. Sérgio Junqueira, docente da PUC-SP.
– Marabaixo – Cultura Amapaense, ministrado pela Prof.ª Laura Cristina da Silva, vice-presidente da associação cultural Raimundo Ladislau.
– História da Bruxaria, ministrado pelo Prof. Giivago Barbosa de Oliveira, vulgo Álex Hylaios, sacerdote wiccano.

Submissão de trabalhos

A Comissão Científica do evento recebe submissão de trabalhos entre os dias 31 de agosto até 11 de setembro. Serão aceitos trabalhos de todas as áreas do conhecimento, desde que dialoguem com a temática de religião.
Podem submeter trabalhos graduandos, graduados, especialistas, mestrandos, mestres, doutorandos e doutores. Estes trabalhos serão apresentados via Google Meet, nos dias do evento no período da tarde, para mais informação confira o edital. As inscrições para participar do evento podem ser feitas aqui.
https://www2.unifap.br/cepres/eventos/iii-evento-cientifico-cepres/

Tome nota

Além dos minicursos e da apresentação de trabalho, entre os dias 21 e 26 de setembro, acontecem diversas palestras com temáticas voltadas ao estudo da religião, tendo como palestrantes pesquisadores, professores, lideranças religiosas, estudiosos nacionais e internacionais.

Fonte: A Gazeta

Missa de envio marca o início das peregrinações do Círio de Nazaré 2020

A Programação oficial do Círio de Nazaré 2020 inicia neste final de semana e duas missas serão celebradas na Catedral São José para o envio das imagens que ornamentarão os altares das famílias e instituições públicas ou privadas durante o período de peregrinação.

No sábado (19), às 19h, a primeira missa será presidida pelo bispo de Macapá, dom Pedro José Conti, para a bênção das imagens. Os convidados para esta celebração são os responsáveis ou representantes das instituições públicas e privadas que todos os anos recebem a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré.

No domingo (20), às 10h, a segunda missa recebe os representantes de famílias, grupos e comunidades para a bênção das imagens. A celebração será presidida pelo pároco da Catedral e coordenador do Círio de Nazaré 2020, padre Rafael Donneschi. A partir desta celebração as famílias devem organizar os ambientes das residências, pontos comerciais, ou outros espaços para momentos de oração e homenagem em preparação para o dia 11 de outubro, dia do Círio.

Peregrinação

Por conta da pandemia da Covid-19, a programação da peregrinação com a Imagem Peregrina foi restrita aos ambientes preparados pelas instituições visando evitar aglomerações. No período de 21 de setembro a 8 de outubro as imagens abençoadas estarão expostas nas instituições para os momentos de devoção, oração e homenagens organizados para este ano.

Este ano, 47 instituições, entre órgãos públicos e organizações privadas, se inscreveram antecipadamente para participar da programação oficial em homenagem à Virgem de Nazaré. Além destas, outras podem ainda organizar os ambientes para realizar suas homenagens.

A comissão do Círio de Nazaré, sob a motivação do bispo de Macapá dom Pedro Conti, incentiva aos fiéis católicos devotos de Nossa Senhora de Nazaré a enfeitarem e preparem durante todo este período as residências e ambientes oportunos em homenagem à Virgem.

Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

Meu céu – Crônica bem humorada sobre o paraíso de cada um (o deste jornalista, no caso)

Há meses escrevi uma crônica sobre como seria o meu “Inferno”. Hoje vou falar/escrever um pouco de como seria o meu céu. Não sei se baterei na porta do céu como Bob Dylan. Nem se vou achar o lugar igualzinho ao paraíso, como sugeriu o The Cure, mas estou atrás da “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin. Só não vale ter “Tears In Heaven”, do Eric Clapton. Mas vamos lá:

Meu céu é em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto. Bom, lá, ao chegar ao meu recanto celestial, eu falaria logo com ELE, sim, Deus ou seja lá qual for o nome dele (God; Dieu; Gott; Adat; Godt; Alah; Dova; Dios; Toos; Shin; Hakk; Amon; Morgan Freeman ou simplesmente “papai do céu”) e minha hora já estaria marcada.

Ah, não seria qualquer deusinho caça-níquéis (ou dízimos) não. Seria o Deus de Spinoza, que como disse Einstein: “se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

Após este importante papo com o manda chuva do paraíso (tá, quem manda chuva mesmo é o seu assessor, São Pedro, mas eu quis dizer mesmo é do chefão celestial), daria um rolé e encontraria todos os meus amores que já viraram saudade. Ah, como seria sensacional esse reencontro!

Bom, meu céu é todo refrigerado e chove. Chove muito, mas nunca inunda as vielas do paraíso e nem desabriga ninguém por lá. Ah, abaixo dele chove canivetes nos filhos da puta (que não são poucos) que encontrei durante a jornada pré-celestial. Óquei, pode soar meio lunático, mas é o meu céu, porra!

No meu céu não tem papo furado, como no capítulo 22, versículo 15, do livro de Apocalipse. Lá entrarão impuros sim ou seria uma baita hipocrisia EU estar neste céu. No meu céu não toca brega, pagode e sertanejo sem parar, afinal, isso é coisa do inferno. Ah, no meu céu não entra corrupto, pastor explorador, padre pedófilo ou escroques de toda ordem, esses tão lá no meu inferno e eu ainda teria o direito de cobri-los de porrada!

Heaven – Foto: Elton Tavares

No meu céu as pessoas se respeitam, não tentam a todo o momento tirar vantagens do outro. No meu céu, serviços prestados são pagos na hora, chefes são justos e não rola fofoca. Lá não tem puxa-sacos, apadrinhados ou seres infetéticos desse naipe que a gente, infernalmente, convive na terra diariamente.

No meu céu tem churrasco, pizza, sanduba, entre outras comidas deliciosas e que nunca, nunca mesmo, nos engordam (pois é infernal o preconceito fitness). Lá também não sentimos ressaca. No meu céu tem show de rock o tempo todo, com todos os monstros sagrados que já embarcaram no rabo do foguete e a gente curte pela eternidade.

Lá no meu plano celestial não existe a patrulha do politicamente correto, nem gente falsa, invejosa, amarga, e, muito menos, incompetentes. Se tá no céu, se garante, pô!

Não imagino o céu como um grande gramado onde todo mundo usa branco, ou um local anuviado onde anjos tocam trombetas e harpas. Não, o céu, se é que ele existe (pois já que o inferno é aqui, o céu também é) trata-se de um local aprazível para cada visão ímpar de paraíso, de acordo com nossas percepções e escolhas. Bom, chega de ficar com a cabeça nas nuvens. Uma excelente  semana para todos nós!

Foto: Elton Tavares

Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou…” – escritor Rubem Alves (que já foi para o céu).

Elton Tavares (que graças à Deus, tem uma sorte dos diabos).

Definido novo formato para a celebração Círio de Nazaré 2020

Por Jefferson Souza

Nesta sexta-feira (11), o bispo de Macapá dom Pedro José Conti anunciou nas redes sociais e nos meios de comunicação da Diocese o novo formato para as celebrações deste ano do Círio de Nazaré. Os eventos centrais preparados para os dias 10 e 11 de outubro acontece na Catedral São José e, simultaneamente, na Igreja Matriz de cada Paróquia de Macapá.

De acordo com o bispo, este será “o Círio nas Paróquias”. A descentralização das celebrações é a medida para evitar a aglomeração de público, bem como, possibilitar que os fiéis vivam dentro de cada realidade paroquial a tradição do Círio.

Segundo a programação, no sábado (10), às 19h, uma missa será celebrada na Catedral São José para a apresentação do manto da imagem principal. Após a celebração, serão entregues aos quatro Vicariatos as imagens peregrinas. Após a missa, às 21h, uma Vigília de Oração será realizada com a presença dos Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades e Grupos da Diocese de Macapá.

Simultaneamente a missa da Catedral, as comunidades estarão reunidas na Igreja Matriz de cada Paróquia para celebrar também a missa pré-festiva votiva à Virgem de Nazaré, como expressão de comunhão eclesial e devoção. Também nas Paróquias deverá acontecer após a celebração uma vigília de oração, desta vez, com a participação da juventude.

No domingo, às 7h, na Catedral e também em cada Igreja Matriz Paroquial, acontece a tradicional Missa do Círio. Após as celebrações, as quatro imagens peregrinas percorrem em carro aberto os bairros da capital, de acordo com o percurso organizado por cada Vicariato. A imagem principal permanecerá exposta na Catedral São José para as celebrações das 10h e 19h do dia do Círio, para as celebrações da semana e eventos da programação social.

A Comissão Organizadora convida os fiéis no dia do Círio a ornamentarem com enfeites e altares a frente das residências ou outros ambientes possíveis para fazerem sua homenagem à Virgem de Nazaré durante o percurso, sempre respeitando as medidas de distanciamento e uso de máscara.

Homenagens

Dom Pedro Conti também anunciou que outra novidade nesta programação acontece após a missa das 10h no domingo (11). Em frente à Catedral São José vai acontecer uma homenagem às vítimas da Covid-19 no Amapá. Após a homenagem, será realizada uma queima de fogos em honra a Nossa Senhora de Nazaré.

A queima de fogos será está programada também para o final de cada carreata dos Vicariatos, podendo também ser realizada pelas comunidades ou pelas famílias reunidas.

O Círio nas Paróquias continua de 11 a 17 de Outubro com as imagens peregrinas percorrendo as igrejas, capelas, comunidades, instituições e famílias, segundo a programação e percurso organizado por cada Vicariato.

Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

Campanha “Uma Flor para Maria” arrecada recursos para compras de flores para o Círio 2020

A comissão do Círio de Nazaré 2020 inicia a campanha “Uma flor para Maria”. O objetivo é arrecadar doações para a compra das flores que irão compor os andores que levarão as imagens da Virgem de Nazaré. Para este ano, serão utilizadas flores artificiais, uma forma de conter as despesas neste tempo de pandemia.

Serão quatro andores decorados por fiéis voluntários da Comissão de Ornamentação. Eles serão utilizados nas carreatas dos vicariatos e substituirão a tradicional Berlinda que por conta da pandemia, não sairá as ruas da cidade, mas ficará exposta em frente a catedral com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

“Apesar de não haver a procissão do Círio, vamos redecorar a berlinda com novas flores para que ela fique bem bonita durante o período da festa. Além disso, as doações ajudarão na ornamentação dos andores que levarão as imagens peregrinas”, explicou a coordenadora da equipe de ornamentação Sultana Benathar.

As contribuições podem ser realizadas de forma presencial através do cartão de crédito e débito na Secretaria do Círio ou por transferência bancária com o uso dos dados a seguir:

Doações:

Banco Bradesco
Agência: 1420
Conta Corrente: 131680-0
Em nome da Mitra Diocesana de Macapá
CNPJ:07.814.217/0001-84

A secretaria funciona de segunda a sexta, de 8h às 12h e 14h às 18h , no sábado de 8h às 14, no subsolo da Catedral São José. Os interessados podem entrar em contato também através do telefone (096) 9167-4731 ou pelo e-mail [email protected]

Pastoral da Comunicação – Diocese de Macapá

Deus segundo Spinoza (muito bom)

Deus segundo Spinoza (muito bom)

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
 
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
 
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.


 
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
 
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
 
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.


 
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
 
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
 
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.


 
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
 
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
 
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
 
Que tipo de Deus pode fazer isso?


 
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
 
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
 
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
 
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
 
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.


 
Eu te fiz absolutamente livre.
 
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
 
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
 
Vive como se não o houvesse.
 
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
 
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.


 
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
 
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
 
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
 
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
 
Pára de louvar-me!
 
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
 
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
 
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
 
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
 
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.


 
Para que precisas de mais milagres?
 
Para que tantas explicações?
 
Não me procures fora!
 
Não me acharás.
 
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti”.


 
*Baruch Spinoza (ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje).

Ariano Suassuna, escritor brasileiro falecido em 2014, em um vídeo que encontrei no Canal Brasil, reproduz de outra forma o que Spinoza disse. Ele discorre sobre Deus, o sentido da vida e declama a poesia de Lenadro de barros.

Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando viemos pra cá?
Que dívida é essa
Que a gente tem que morrer pra pagar?

Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez
A gente do mesmo jeito?

Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?

Lenadro de barros

 

Definitivamente, o meu Deus, é o de Spinoza (Elton Tavares).

Fontes: Divulgando Ascensão , Canal Brasil e Canal Curta.

 

 

 

 

 

 

 

Círio de Nazaré 2020: Famílias e instituições terão missa de envio de imagens para momentos particulares de devoção

Todos os anos a festividade do Círio de Nazaré em Macapá inicia com as peregrinações da Imagem da Virgem às famílias e instituições públicas ou privadas. Em 2020, a peregrinação valoriza a devoção particular e ocorre no período de 20 de setembro a 8 de outubro.

Duas missas de envio das imagens acontecem na Catedral São José. No sábado, 19 de setembro, às 19h, com o envio das imagens de instituições públicas e privadas, presidida pelo bispo de Macapá dom Pedro José Conti. No domingo, 20 de setembro, às 10h, a missa é destinada ao envio das imagens das famílias ou comunidades que realizarão os encontros, novenas ou celebrações em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré e será presidida pelo pároco Rafael Donneschi.

Para a participação de fiéis nas duas missas será respeitada as orientações de lotação do espaço, segundo os decretos municipais vigentes.

Os órgãos públicos e instituições privadas deverão apresentar uma imagem na missa de envio e, após a celebração, levá-la à instituição onde, dentro de cada realidade, serão realizados os encontros, momentos de oração ou celebração.

As famílias ou pequenos grupos deverão levar também uma imagem para a missa de envio que será abençoada e em seguida levadas às famílias onde ocorrerão os momentos devocionais de homenagem. Cada família interessada pode apresentar uma imagem da Virgem de Nazaré na celebração e deve preparar um pequeno andor com ornamentos para exposição em casa.

As comunidades eclesiais ou grupos de devotos poderão fazer as novenas ou encontros de homenagem à Virgem de Nazaré segundo o costume. O objetivo é valorizar ainda mais a vivência familiar deste momento, e dentro de cada realidade eclesial, fortalecer as pequenas comunidades também irão realizar encontros.

A toda a programação da Festividade será divulgada nos próximos dias e foi adaptada para este período de distanciamento social por conta do combate à pandemia do novo coronavírus.

Encontros

De acordo com a proposta da Comissão do Círio 2020, duas modalidades de encontros podem ser realizadas pelas famílias, comunidades ou instituições.

As famílias e comunidades paroquiais podem realizar o formato de encontro, presencial ou virtual, chamado de Celebração da Vida, com nove meditações preparadas pela Comissão, podendo ser usado como Novena. As instituições podem, além do formato de encontro, realizar a celebração da Santa Missa com o roteiro disponível. Para isso, também deverá entrar contato com um sacerdote da preferência ou da área paroquial onde estão localizadas.

Todos estes momentos devem acontecer no período de 20 de setembro à 8 de outubro. Os subsídios para realização de um dos momentos podem ser adquiridos na Secretaria do Círio.

Como participar

As instituições públicas ou privadas podem ainda entrar em contato com a secretaria do Círio de Nazaré para orientações da realização dos momentos e inclusão na missa de envio. O mesmo procedimento deverá ser adotado pelas famílias ou comunidades interessadas em participar.

As instituições, comunidades, grupos e famílias deverão registrar os momentos em foto ou vídeos e poderão enviar para o e-mail [email protected] para publicação nas redes sociais do Círio de Nazaré no Instagram e Facebook.

A secretaria funciona nas terças, quintas e sábado, de 8h às 14h, na Catedral São José. Os interessados podem ainda entrar em contato através do telefone (096) 9167-4731 ou pelo e-mail [email protected]

Serviço

Círio de Nazaré 2020: Missa de envio e abertura das Peregrinações
Data: 19 e 20 de setembro de 2020
Local: Catedral São José
Foto: Arquivo Círio 2010 | Pascom

Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

SÃO JOAQUIM DO CURIAÚ, ORA PRO NOBIS – Crônica de Fernando Canto

Batuque marca a Festa de São Joaquim, na comunidade quilombola do Curiaú (Foto: Gabriel Penha/Arquivo G1)

Crônica de Fernando Canto

Dona Chiquinha do Bolão foi a festeira de uma das mais bonitas festas populares do Amapá: a de São Joaquim do Curiaú, realizada a partir do último dia 09, na sua residência. Uma multidão prestigiou os rituais religiosos que apresentam as ladainhas e a folia do santo, no aguardo do tradicional Batuque que ocorre até a manhã do dia seguinte.

Creio que a beleza da festa está justamente na tradição, preservada nos seus mais importantes passos, como a ladainha, cantada e respondida num latim prosaico, passada de pai para filho. A ladainha, como se sabe, é uma prece musicada onde se demonstra devoção a um santo e se evoca a sua proteção; espécie de litania. Os cantadores do Curiaú, como o principal deles, seu João da Cruz, acrescentam ou subtraem palavras nem sempre fáceis de pronunciar, mas o entoar gregoriano do canto realiza o propósito de sua interpretação que é a fé e o louvor ao santo. A fé, aliás, permite a impressionante concentração dos presentes, que sob a autoridade do mestre dos foliões lhe rendem obediência no decorrer das ações. Uma delas é chamar perante o altar do santo pessoas da comunidade que não tiveram bom comportamento durante o ano e precisam demonstrar humildade e reconhecimento público dos seus erros. Os agentes populares do sagrado, ainda são respeitadíssimos pela comunidade e têm uma vida familiar e condutas exemplares.

A folia é de origem portuguesa e encerra o ritual com antigos cantos devocionais de louvação aos santos. Antigamente consistia num agrupamento de homens que saia a colher donativos para a festa, com um porta-estandarte ou alferes-da-bandeira à frente do cortejo. No Curiaú o grupo de músicos executa instrumentos de cordas e de percussão como violão, cavaquinho, sino, querequexés, pandeiros e tambores em dois ritmos diferentes. A principal folia executada traz versos comuns a muitas outras folias de santos e de reis existentes em quase todo o Brasil: “Da cepa nasceu a vara / da vara nasceu a flor/ Ô nasceu flor, nasceu São Joaquim/ que é para o nosso Redentor”. E lá fora explodem foguetes enquanto o ritmo trinário e o canto secular repercutem no cerrado, enclausurando a devoção imorredoura.

Depois das obrigações religiosas, foliões e convidados reúnem-se para assistir e participar do Batuque. Os batuqueiros primeiro esquentam o couro dos tambores em uma fogueira, instalam-se no centro do salão onde um cantador (solista) executa os “ladrões” cujos refrões são respondidos em coro pelos dançarinos e assistentes que dançam ao redor deles. São dois tambores compridos, escavados no tronco de macacaueiro, chamados de “amassador”, que faz a marcação, e “repenique”, que arranja e boleia o ritmo. Pandeiros rusticamente confeccionados com fichas de refrigerantes, couro de carneiro envolto numa haste arredondada de cacaueiro, também preenchem o ritmo em contratempo, enriquecendo o Batuque tradicional. Os “ladrões” são as músicas nas quais as letras sempre contam uma história de algum membro da comunidade, tirando-lhe (roubando-lhe) a privacidade e trazendo-a a público.

Conhecida até no exterior, a festa deveria receber uma atenção maior das autoridades da área que, por desconhecimento, não a incluem no tal “Ciclo do Marabaixo” apesar de ter uma ligação ancestral e ritual semelhantes com este. Mesmo fora do calendário da festa do Divino é, a meu ver, a festa popular que merece mais reconhecimento por tudo o que representa para aquele quilombo e para a nossa cultura. Infelizmente ainda não teve o carinho e o respeito dos poderes públicos para torná-la tão importante como o carnaval, o Marabaixo ou as micaretas e folias dos baianos que anualmente invadem nossa cidade. São Joaquim, ora pro nobis.

*Crônica de 2017

Associação Raimundo Ladislau festeja 32 anos de tradição.

Tia Biló – Filha de Julião Ramos

Nesta sexta-feira, 07, a Associação Cultural Raimundo Ladislau festeja seus 32 anos de fundação, com muita roda de marabaixo através de uma Live pelo facebook, à partir das 17h.

É uma instituição cultural do Bairro do Laguinho, presidida atualmente por Joaquim Ramos (Mestre Munjoca), neto de Julião Ramos e filho da Tia Biló, e Laura do Marabaixo (vice-presidente), bisneta de Julião Ramos e neta de Tia Biló.

Historicamente a Associação foi criada pela tradicional família Ramos juntamente com personalidades e admiradores da cultura local como, Francisco Lino, Darcimam Borges de Alencar, Amojaci, entre outros simpatizantes e amantes da cultura do marabaixo.

O nome da Associação é uma honrosa homenagem a uma das fortes personalidades negras do Amapá, Raimundo Ladislau, amigo e parceiro de Julião Ramos, considerado um dos mestres da cultura popular e autor do tradicional ladrão de Marabaixo “Aonde tu vais rapaz”.

Para a Live em homenagem aos 32 anos da Associação, a diretoria organizou uma programação com ladainhas, entrevistas com personalidades do Marabaixo, cantadores e cantadeiras, relatos de vivências com Joaquim Ramos (Munjoca), e a tradicional roda de cantoria com muito marabaixo

A Live será pelo facebook da Laura do Marabaixo
https://www.facebook.com/LauraDoMarabaixo.

Texto: Cláudio Rogério
Foto: Acervo Associação Raimundo Ladislau

Missa campal no estádio Zerão e cinco carreatas pela cidade substituem a procissão do dia 11 de outubro

O bispo de Macapá, dom Pedro José Conti e o coordenador do Círio de Nazaré padre Rafael Donneshi divulgaram nesta quarta-feira, 5, a proposta da Diocese de Macapá e da Comissão Organizadora para a programação da festividade neste ano.

Com a realidade da pandemia da Covid-19 a procissão do 2º domingo de outubro permanece cancelada e será substituída por uma missa campal no estádio Milton de Souza Corrêa (Zerão). Após a celebração cinco carreatas com a imagem da Virgem de Nazaré percorrem a cidade de Macapá.

“Finalmente, podemos comunicar uma primeira proposta que esperamos ser realizável da programação do Círio”, afirma dom Pedro no vídeo. “Digo possível, porque sempre temos que acompanhar as permissões dos Comitês para o combate da Covid-19”, explica.

De acordo com Dom Pedro, com o processo de flexibilização destes dias, a expectativa é que em outubro se possa realizar a programação com as devidas medidas de segurança sanitárias. “Não terá a procissão. Isso já anunciamos antecipadamente. Porque seria uma grande aglomeração com um risco incomparável”, disse.

O bispo explica que a proposta, portanto, é favorecer que os fiéis acompanhem a programação em casa, pelas ruas ou comunidades paroquiais.

Programação

No sábado, 10 de outubro, às 19h, na Catedral São José haverá a tradicional missa da troca do manto, seguida da transladação em carreata da Imagem da Virgem de Nazaré para o estádio Milton de Souza Corrêa (Zerão). Após a chegada da Imagem no estádio, uma Vigília de Oração será realizada com os movimentos eclesiais e novas comunidades da Diocese.

No domingo, 11 de outubro, às 8h, acontece a missa campal no estádio Zerão, com número limitado de participantes distribuídos por paróquia e vicariatos. O local foi escolhido para que se pudesse realizar o controle do número de fiéis de forma a garantir o distanciamento na arquibancada.

O estádio tem capacidade de público de 5 mil pessoas, mas o número de fiéis dentro para a missa campal do Círio deve ser reduzido a menos da metade para atender as orientações das autoridades que indicarão o número de pessoas permitido.

Carreatas

Após a missa no estágio, a comissão prevê a realização de cinco carreatas com imagens peregrinas da Virgem de Nazaré. “Pensamos nos quatro vicariatos, por isso vamos entregar quatro imagens de Nossa Senhora de Nazaré para que sejam levadas, cada uma, no seu vicariato”, explica o bispo.

A partir de uma paróquia pré-definida sai uma carreata com a imagem da santa pelas ruas, bairros, comunidades, passando por todas as paróquias do Vicariato. Em Macapá, a Diocese possui quatro Vicariatos que reúnem as 13 paróquias da cidade.

Além destas quatro carreatas previstas, outra com a Berlinda levando a Imagem principal da Virgem percorre um outro trajeto até a Catedral São José. Desta forma descentralizada, os fiéis podem acompanhar a carreata mais próxima. Os trajetos serão divulgados em breve.

Descentralização

A programação está sendo organizada para descentralizar os eventos do Círio. As paróquias da cidade sediarão as novenas, os momentos de peregrinação, as carreatas e outros momentos devocionais, como exemplo o Círio dos Jovens.

Até o momento a Comissão organizadora tem como confirmadas as romarias fluvial e dos motociclistas.

Jefferson Souza
Assessoria de comunicação

Com procissão cancelada por conta da pandemia, prefeito Clécio recebe nova proposta da comissão do Círio de Nazaré 2020

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, recebeu na última terça-feira, 28, a comissão do Círio de Nazaré 2020, que apresentou uma nova proposta da maior celebração religiosa do Norte do país. Devido à pandemia, a tradicional procissão com a peregrinação de inúmeros fiéis pelas ruas da capital foi cancelada este ano. Porém, um novo formato está sendo pensado e trabalhado pela comissão.

Por exemplo, carreatas com um número de pessoas reduzidas, encontros de celebração da vida, o que significa que a própria instituição religiosa poderá organizar um ou vários momentos de oração, nos dias e horários que atendam a realidade de cada paróquia. Outro ponto é a novena em famílias, missa de apresentação do manto e transladação.

Clécio garantiu apoio ao novo formato do Círio, mas reforça que tudo também depende do respaldo do Comitê Técnico de Saúde Municipal, responsável pelos dados epidemiológicos sobre o novo Coronavírus. “No nosso Decreto Municipal, nº 2.602/2020, ampliamos para 100 pessoas nas congregações, templos religiosos e similares. Sabemos da importância do Círio para todos nós, apoiaremos sim esse novo formato, mas com todo cuidado e segurança com a nossa saúde. Os números têm tido uma queda, os atendimentos nas UBS’s reduziram muito, mas temos que ter cuidado, para que não haja uma segunda onda. Todas nossas decisões são baseadas no Comitê Técnico de Saúde Municipal. Estamos à disposição para contribuir com este novo formato”, ressaltou.

O presidente da comissão, o bispo da Diocese de Macapá, Dom Pedro José Conti, disse que está claro que este ano não será possível a procissão tradicional. No entanto, novos formatos são importantes para celebrar este momento de fé e louvor. “Viemos conversar com o prefeito e seus secretários para discutir formas possíveis que poderemos fazer, sejam carreatas menores, missas em cada paróquia ou uma celebração no dia do Círio. O chamado da festividade para este ano é dar justo valor e dignidade à toda vida, à toda criatura. Apresentamos as nossas propostas e alinharemos cada uma delas para atender tanto o nosso público quanto as precauções de saúde recomendadas pela prefeitura, por de meio de decreto”, explicou.

Participaram também da reunião o padre Rafael Donneschi, secretário municipal do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Postura Urbana, Márcio Pimentel, subsecretário de Fiscalização e Postura Urbana, Eudo Costa, assessor especial de Governo, Cirilo Simões Filho e a colaboradora da Comissão do Círio junto ao GEA, Tânia Maria do Socorro Barroso Miranda Sousa.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Lilian Monteiro
Coordenadora de Imprensa e Jornalismo
Fotos: Rafael Oliveira

Em Santana (AP), católicos comemoram santa padroeira no domingo, 26.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Sant’Ana iniciou nesta quinta-feira, 23, o tríduo preparatório para a celebração da Festa de Sant’Ana 2020. Este ano, a festividade tem como tema “Sant’Ana, protege a nossa querida cidade”.

Em homenagem a santa padroeira, os católicos de Santana podem participar até sábado, 25, das noites de oração com terços, novena e missa. No domingo, 26, os fiéis terão disponíveis três horários para participar da missa em honra a Santa’Ana na Igreja Matriz Paroquial.

Os horários são às 7h, às 9h30 e às 18h e em cada celebração, poderão participar no máximo 200 pessoas. O acesso para ao local será por ordem de chegada.

De acordo com o pároco de Nossa Senhora de Fátima e Sant’Ana, pe. Inácio Lastrico, a opção para a realização de três missas no dia da padroeira é evitar a aglomeração.

Em mensagem para a festividade, o pároco afirmou que “a programação será simples e essencial, seguindo as normas vigentes das autoridades eclesiásticas e civis”, contudo, ” não quer dizer que não será importante para a nossa caminhada de fé, ao contrário, como já aconteceu em outras ocasiões nestes quatro meses de pandemia, Deus pode se manifestar com mais força”.

A oração será tema central das noites do tríduo onde fiéis serão motivados a intensificarem a vida de fé e a espiritualidade.

Jefferson Souza (Pascom)

Cerimônia reúne líderes de vários segmentos religiosos para homenagear vítimas da Covid-19

Amanhã, terça-feira (21), a rede de solidariedade “Amapá Solidário” promove uma cerimônia inter-religiosa virtual em memória às vítimas da Covid-19, 7h da manhã.

O evento, denominado “Alvorada da Esperança”, será uma cerimônia espiritual em homenagem aos que se foram durante a pandemia de coronavírus no Amapá e em todo o mundo. Estão confirmadas as participações do Bispo Dom Pedro Conti – Diocese de Macapá; Pastor Kelson Abraão – Comunidade Reviver; Manoel Felipe Menezes – Federação Espírita do Amapá e o Pai Marcos – Cultos Afro Religiosos.

Mais de 6 mil famílias alcançadas

O Amapá Solidário surgiu dos esforços de uma rede de voluntários em favor da conscientização da prevenção e de medidas de combate à Covid-19, como forma de conter os avanços da doença no estado. “Consideramos fundamental que as medidas preventivas devem ser acompanhadas de políticas assistenciais emergenciais de combate à fome e à desinformação”, explicou Lucas Abrahão, voluntário.

A plataforma congrega 45 entidades e já atendeu mais de 6 mil famílias em 12 municípios amapaenses, inclusive em comunidades indígenas. Os voluntários atuaram na distribuição de cerca de 6,3 mil cestas básicas, 7 mil frascos de álcool em gel, 5 mil máscaras de tecido e mais de 2 mil mascaras do tipo Face Shield.

Entre os voluntários estão integrantes de comunidades diversas, associações de bairros, de periferias, de várias denominações religiosas (evangélicas, povos de terreiro e católicas), coletivos sociais, profissionais liberais, artistas estudantes, professores e pesquisadores das universidade públicas.

***A cerimônia será transmitida ao vivo pela internet, presencialmente apenas para equipe de produção e representantes das entidades do Movimento Amapá Solidário. Será possível acompanhar pelos perfis do Projeto o facebook e instragam:

Perfil no facebook:
https://www.facebook.com/amapasolidario/

Perfil do instgram:
https://instagram.com/amapasolidario?igshid=164u1n58tpo5j

Informações:
Lucas Abrahão, voluntário – 96. 98101-0301

Primeiro final de semana do projeto Ao Vivo Lá Em Casa terá shows musicais, teatro, cultura popular e muito mais

Neste segundo final de semana de julho, uma extensa programação cultural estará disponível gratuitamente pela internet. O projeto “Ao Vivo Lá Em Casa”, da Secretaria de Cultura do Amapá (Secult), traz 19 atrações produzidas por artistas amapaenses, com transmissão inteiramente virtual pelo Facebook e Instagram da pasta e, igualmente, pelas redes sociais dos artistas participantes. Iniciando nesta sexta-feira (10), com música, teatro de fantoches, hip-hop, cultura popular e capoeira, a programação vai até o domingo (12), sempre no horário das 18h às 22h, com uma variedade de performances artísticas.

A programação inicia em grande estilo, com os shows musicais de Naldo Maranhão, Smith Gomez, Ppeu Ramos, Júlia Medeiros, Trio Bomkisó, Ralf Santos, Mateus Pedrosa e Ronery e Delmir, além das apresentações dos outros segmentos artísticos. O projeto ocorrerá até o mês de agosto, com mais de 90 atrações propostas pelos agentes da cadeia produtiva da cultura do Estado. Os produtos artísticos serão transmitidos ao vivo e também por reproduções gravadas, respeitando todas as recomendações para o isolamento social na quarentena.

“O plano é uma iniciativa do Governo do Amapá para atender artistas locais que tiveram suas fontes de renda afetadas devido à pandemia do novo coronavírus, mas também é uma maneira de democratizar o acesso a conteúdos culturais e gerar oportunidades para artistas e técnicos”, destacou o secretário estadual de Cultura, Evandro Milhomem.

Programação plural

Completando as doze horas de apresentações desse final de semana, no segmento de cultura popular, o grupo Berço do Marabaixo da Favela apresentará a dança tradicional amapaense, com relatos de mestres da nossa cultura. Também vai haver muita alegria com o “Arraiar lá em casa”, uma demonstração das festividades juninas para interagir e animar as famílias. Com o teatro de fantoches “Diga não ao preconceito”, o espetáculo teatral “Se deixar ela canta” e a apresentação de coreografias de zumba e hip-hop, a programação fica ainda mais envolvente.

O público também poderá assistir debates e instruções técnicas voltadas ao setor cultural. Haverá discussões on-line sobre as diretrizes da Lei de Emergência da Cultura; tutorial sobre luz, imagem e captação de som para o audiovisual; exibição comentada e demonstração técnica da exposição Retrô-Expectativa. Dentro do segmento da capoeira, o instrutor Alfinete falará sobre a história da puxada de rede e Suene Rairen discutirá sobre a música, toques, ritmos dos instrumentos e palmas, para o estilo de jogos.

Acompanhe os dias e horários das apresentações: https://drive.google.com/file/d/1J4YXd6FRhZJclfleQHH8rzHRTsSRjUYZ/view