Comunidade católica inaugura novo prédio da Igreja Santa Edwiges

Por Eliazar Bezerra

Dia 16 de outubro, a igreja católica celebra a festa em homenagem a Santa Edwiges, considerada protetora dos pobres endividados e das famílias. Em Macapá, a data será marcada pela festividade solene de inauguração do novo prédio da igreja da Santa Edwiges, fundada em 2002. Localizado na rua Porto Velho, 688, Bairro Infraero II, Zona Norte Macapá. A solenidade contará da Santa Missa a partir das 19H, e apresentação de peça teatral por membros da comunidade.

Histórico criação da Igreja Santa Edwiges em Macapá

Os primeiros moradores do bairro Infraero II, fundado em 1997, formaram uma comunidade católica que recebeu o nome de N. Sra. de Livramento. Depois mudado pelo padre Arcângelo Vanin, para Santa Maria Rainha da Paz, onde a comunidade participava das celebrações. Devido as dificuldades de locomoção na comunidade, padre Arcângelo e as lideranças comunitárias decidiram que a s missas seriam celebradas nas residências dos comunitários até a construção de uma capela. Assim, em julho 2000 , com dinheiro arrecadado na comunidade, foi realizado a compra do terreno. Os mutirões executados nas comunidades e promoção de eventos continuaram. Em julho 2002, foi celebrada missa na entrega do prédio batizado com o nome Capela de Santa Edwiges.

A partir de Outubro de 2012, Santa Edwiges, passou de capela para Igreja. Hoje, são realizada atividades, nos grupos de jovens, catequeses, pastoral do dizimo, pastoral do batismo, pastoral familiar. E nos projetos sociais: teatro, grupos de dança. Devido o aumento do numero de fiéis na comunidade, a igreja precisou de um espaço maior para as atividades pastorais. Cogitou-se a possibilidade da compra de uma área maior, não foi possível. Então, se decidiu edificar na igreja existente outro prédio maior. Em dezembro de 2016 começou os trabalho de edificação da novo prédio. Obra construída no contorno da igreja antiga, não havendo paralisação das atividades religiosas. Os investimentos na construção foram recursos oriundo de rifas, eventos juninos, domingueiras alegres; campanhas realizadas nas comunidades.

Segundo, Maria de Fátima Oliveira,55, coordenadora na Igreja, “Há muito tempo acompanhado as atividades religiosas na comunidade, desde que era capela. Para nós, assim como para muitos membros passar em frente à igreja e ver como era e, como está é gratificante , tanto pela sua belíssima história e quanto pelas contribuições de amor e fé dos membros da comunidade. Hoje, me sinto feliz pelo empenho dos membros, que tanto contribuem para que tenhamos uma igreja maior, que atende os anseios da comunidade católica”.

Jose Edir Leite de Mendonça, 66, relata “Eu residia no município de Pracuúba (AP), vim morar aqui na comunidade, e percebi que em frente a minha casa havia uma igreja. E aconteceu a primeira aproximação, ao colocar a venda propriedade de Pracuúba. Fui até a c apela e fiz uma promessa a santa Edwiges, fui atendido, em uma semana surgiu comprador, em trinta dias realizei a venda. Assim, procurei a coordenação para pagar a promessa, que era doação de 12 bancos. Só que já haviam adquiridos os bancos. Entreguei o valor para ser usado na obra que estava em andamento. Passei a participar das atividades realizadas na igreja. Novamente ao pedi ajuda da santa . Ao fazer viagem Macapá/Oiapoque, não atentei para sinalizações, que gerar ia altas multas, e fui atendido, não houve multas. Então, senti protegido da santa, me engajei nos trabalhos da igreja. Em agosto deste ano, fui convidado e aceitei coordenar os trabalhos fase conclusiva da construção da igreja. Gracas a Deus, após muitas lutas, e apoio incondicional da comunidade, estamos felizes finalizando e entregando o novo prédio da nova igreja santa Edwiges”.

Eliazar Bezerra
Jornalista
9 91899161

Meu céu – Crônica bem humorada sobre o paraíso de cada um (o deste jornalista, no caso)

Há meses escrevi uma crônica sobre como seria o meu “Inferno”. Hoje vou falar/escrever um pouco de como seria o meu céu. Não sei baterei na porta do céu como Bob Dylan. Nem se vou achar o lugar igualzinho ao paraíso, como sugeriu o The Cure, mas estou atrás da “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin. Só não vale ter “Tears In Heaven”, do Eric Clapton. Mas vamos lá:

Meu céu é em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto. Bom, lá, ao chegar ao meu recanto celestial, eu falaria logo com ELE, sim, Deus ou seja lá qual for o nome dele (God; Dieu; Gott; Adat; Godt; Alah; Dova; Dios; Toos; Shin; Hakk; Amon; Morgan Freeman ou simplesmente “papai do céu”) e minha hora já estaria marcada.

Ah, não seria qualquer deusinho caça-níquéis (ou dízimos) não. Seria o Deus de Spinoza, que como disse Einstein: “se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

Após este importante papo com o manda chuva do paraíso (tá, quem manda chuva mesmo é o seu assessor, São Pedro, mas eu quis dizer mesmo é do chefão celestial), daria um rolé e encontraria todos os meus amores que já viraram saudade. Ah, como seria sensacional esse reencontro!

Bom, meu céu é todo refrigerado e chove. Chove muito, mas nunca inunda as vielas do paraíso e nem desabriga ninguém por lá. Ah, abaixo dele chove canivetes nos filhos da puta (que não são poucos) que encontrei durante a jornada pré-celestial. Óquei, pode soar meio lunático, mas é o meu céu, porra!

No meu céu não tem papo furado, como no capítulo 22, versículo 15, do livro de Apocalipse. Lá entrarão impuros sim ou seria uma baita hipocrisia EU estar neste céu. No meu céu não toca brega, pagode e sertanejo sem parar, afinal, isso é coisa do inferno. Ah, no meu céu não entra corrupto, pastor explorador, padre pedófilo ou escroques de toda ordem, esses tão lá no meu inferno e eu ainda teria o direito de cobri-los de porrada!

Heaven – Foto: Elton Tavares

No meu céu as pessoas se respeitam, não tentam a todo o momento tirar vantagens do outro. No meu céu, serviços prestados são pagos na hora, chefes são justos e não rola fofoca. Lá não tem puxa-sacos, apadrinhados ou seres infetéticos desse naipe que a gente, infernalmente, convive na terra diariamente.

No meu céu tem churrasco, pizza, sanduba, entre outras comidas deliciosas e que nunca, nunca mesmo, nos engordam (pois é infernal o preconceito fitness). Lá também não sentimos ressaca. No meu céu tem show de rock o tempo todo, com todos os monstros sagrados que já embarcaram no rabo do foguete e a gente curte pela eternidade.

Lá no meu plano celestial não existe a patrulha do politicamente correto, nem gente falsa, invejosa, amarga, e, muito menos, incompetentes. Se tá no céu, se garante, pô!

Não imagino o céu como um grande gramado onde todo mundo usa branco, ou um local anuviado onde anjos tocam trombetas e harpas. Não, o céu, se é que ele existe (pois já que o inferno é aqui, o céu também é) trata-se de um local aprazível para cada visão ímpar de paraíso, de acordo com nossas percepções e escolhas. Bom, chega de ficar com a cabeça nas nuvens. Um excelente final de semana para todos nós!

Foto: Elton Tavares

Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou…” – escritor Rubem Alves (que já foi para o céu).

Elton Tavares (que graças à Deus, tem uma sorte dos diabos).

Exposição do Círio 2019 retrata missão eclesial na Diocese de Macapá

A coordenação do Círio de Nazaré em Macapá abre nesta quarta-feira, 2, às 17h, a exposição “A missão eclesial da diocese de Macapá, uma parcela da Amazônia”. O tema escolhido retrata através de imagens fotográficas colhidas de forma cronológica, as missões desenvolvidas por leigos, bispos, padres, religiosos e religiosas no estado do Amapá.

“Voltamos o nosso olhar durante esta exposição ao chamado do Papa Francisco para o mês extraordinário das missões. Além das fotos, estarão expostos mantos e plantas ornamentais que remetem a Amazônia”, disse a coordenadora Mônica Nascos.

A mostra acontece até o dia 20 de outubro, no shopping Villa Nova, de segunda a sábado, das 9h às 21h.

Serviço:

Exposição do Círio
Data: 02/10/2019
Hora: 17h
Local: Shopping Villa Nova
Endereço: Rua São José, Centro
Contato: Mônica Nascos – 96 9180-7036

Márcia Fonseca /Asscom Círio 2019
Contato: 98406-1389

Para salvaguardar o marabaixo, sete municípios do AP recebem grupos tradicionais e palestras

1ª Ação de Salvaguarda do Marabaixo já foi realizada em Calçoene e Amapá — Foto: Iphan/Divulgação

Por Fabiana Figueiredo

Reconhecido há quase um ano como patrimônio cultural imaterial do Brasil, o marabaixo está sendo levado até sete municípios amapaenses até novembro, com apresentações de grupos tradicionais e palestras. A iniciativa é um dos passos realizados para salvaguardar e divulgar o estilo, que é a principal manifestação do estado do Amapá.

A 1ª Ação de Salvaguarda do Marabaixo iniciou no dia 16 de setembro e já fez visitas a escolas de Calçoene e Amapá. Nesta terça-feira (1º) é a vez dos estudantes e moradores de Tartarugalzinho conhecerem a manifestação, na escola Alzira de Lima Santos

Organizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o projeto leva informações sobre a criação, história e qual a importância atual do marabaixo para o estado, como proposta para fortalecer e perpetuar essa manifestação.

Grupo de marabaixo durante a 1ª Ação de Salvaguarda do Marabaixo em Calçoene — Foto: Iphan/Divulgação

Na ação, os municípios recebem equipes do Iphan e pessoas que dançam e tocam o marabaixo. Eles visitam as instituições, dão palestras, distribuem materiais informativos e exibem um documentário produzido sobre o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Marabaixo. A visita finaliza com apresentações do grupo para a comunidade.

Apesar de ser realizado no ambiente escolar, a programação é aberta ao público e é gratuita. Para os grupos marabaixeiros, a proposta é, além de difundir a cultura dentro do ensino escolar, expandir o ritmo pelos 16 municípios do estado.

“Apesar de ser nosso, o marabaixo está muito centralizado em Macapá. Precisamos levar para todos os municípios através de um calendário cultural nas cidades, para depois trabalhar na formação de novos integrantes e formação de grupos”, cita Elísia Congó, líder do barracão Dica Congó.

Em 2018, antes de ser eleito patrimônio cultural imaterial do Brasil, o marabaixo foi tema de aulas em escolas de Macapá. Estudantes aprenderam percussão no ritmo marabaixeiro durante o Ciclo do Marabaixo.

Em Macapá, alunos de escola pública aprenderam a tocar percussão no ritmo do marabaixo em 2018 — Foto: Rita Torrinha/G1

O marabaixo é caracterizado pelos cantos e pela dança que narram a luta e a fé dos negros durante a urbanização da capital, em paralelo com o avanço do cenário histórico-cultural.

De acordo com o Iphan, os bens culturais e imateriais se caracterizam pelo saber popular através de crenças, ritos, práticas, além de manifestações musicais, plásticas e literárias.

O diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, destacou que foram adotadas a curto, médio e longo prazos pelo menos 10 linhas de ação, que incluem identificação de comunidades, documentação e publicação de memórias e bibliografias dos mestres do marabaixo e a criação do Museu do Marabaixo.

A origem do nome remete aos escravos que morriam nos navios negreiros; seus corpos eram jogados na água e os negros cantavam hinos de lamento mar abaixo e mar acima.

Os negros escravizados passaram a fazer promessas aos santos que consagravam, e quando a graça era alcançada se fazia um marabaixo. A herança é deixada de pai para filho, e está associada ao fazer religioso do catolicismo popular em louvor a diversos santos padroeiros.

“Os ‘ladrões’ são as músicas do marabaixo cantadas pelas cantadeiras e pelos cantadores. Algumas pessoas têm a responsabilidade de cantar o ladrão colocando os versos, esses são os puxadores, enquanto outros respondem entoando o refrão, que geralmente é o primeiro verso de cada composição”, explica o Iphan.

Foto antiga do marabaixo na comunidade do Curiaú, no Amapá — Foto: Acervo/IBGE/Divulgação

Programação da 1ª Ação de Salvaguarda do Marabaixo:

Município: Tartarugalzinho
Data: 1º de outubro (terça-feira)
Local: Escola Estadual Alzira de Lima Santos (Rua Getúlio Vargas, s/n, Novo I)

Município: Ferreira Gomes
Data: 4 de outubro (sexta-feira)
Local: Escola Estadual Prof Maria Iraci Tavares (Rua Duque de Caxias, 521, Centro Histórico)

Município: Serra do Navio
Data: 22 de outubro (terça-feira)
Local: Escola Estadual Dr Hermelino Herbster Gusmao (Rua Beco Sete, 589, Vila)

Município: Pedra Branca do Amapari
Data: 24 de outubro (quinta-feira)
Local: Escola Estadual Prof Maria Helena Cordeiro (Rua da Paz, 63, Central)

Município: Porto Grande
Dia: 5 de novembro (terça-feira)
Local: Escola Estadual Prof Maria Cristina Botelho Rodrigues (Avenida 8 de Agosto, s/n, Centro)

Dia: 7 de novembro (quinta-feira)
Local: Instituto Federal do Amapá – Campus Porto Grande (Rodovia BR 210, Km 103, Zona Rural)

Fonte: G1 Amapá

A Quarta de Arte da Pleta e o Coletivo 25 das Pretas se encontram hoje no Sankofa

As quartas-feiras de Macapá são bem animadas na orla do Santa Inês. A grande movimentação artístico-cultural fica por conta do projeto Quarta Arte da Pleta. É música, poesia, cinema, dança, teatro e artes visuais que duram horas, rendem palmas e papos. Nesta quarta, dia 25, aumenta o axé da casa. O coletivo 25 das Pretas vai ao encontro da Quarta de Arte da Pleta e a programação ganha exibição do documentário “A dona do terreiro”, de Deisy Anunciação, seguido de uma roda de conversa “As senhoras do Axé” com as mães Ekéjì de Macapá.

É imperdível. O documentário e a conversa tematizam as trajetórias das mulheres negras, dos terreiros de candomblés, que atravessam séculos. É um saber religioso, de resistências e identidade afro-brasileiras. Participam as Ekéjì Nádia Jilony, Elane Albuquerque e Mariana Gonçalves. Rola ainda a Feira de Arte das Pretas, com exposição e comercialização.

Documentário “A dona do terreiro”:

O projeto Quarta de Arte da Pleta acontece todas às quartas-feiras e o Coletivo 25 das Pretas realiza atividades todas as últimas quartas do mês de setembro e outubro, como ação pré-novembro, já pautando a consciência negra. Sempre no espaço de arte e cultura negra, Sankofa, na orla do Santa Inês, no Araxá.”

Serviço:

Data: 25/09/2019
Local: Sankofa, localizado na Rua Beira Rio 1488, Orla do Santa Inês, zona sul de Macapá.
Hora:18h Feira de Arte das Pretas e Exibição do documentário “A Dona do Terreiro”
18:30 Roda de Conversa com as Ekéjì, “Nós, mulheres de Axé”
19:00 Quarta de Arte da Pleta Edição: SENHORAS DE AXÉ
Com Deise Pinheiro; Nega Aurea; Sabrina Zahara; Mayara Braga; Yanna MC; Julia Medeiros; Kassia Modesto; Hayam Chandra; Fernanda Canora; Laura do Marabaixo; Mery Baraka; Coletivo Mulheres que Gigam no Meio do Mundo; Berço do Marabaixo; Peterson Assis; Erick Pureza; Tico Sousa; Wendel Cordeiro e Ladio Gomes e a dupla Ricardo Pereira &Ton Quadros.

Couvert: R$ 5,00
Mais informações pelo telefone: 98109-0563 (Andreia Lopes).

Texto: Elaine Albuquerque e Andreia Lopes

MP-AP recebe imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

A Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, sede do Ministério Público do Amapá (MP-AP), recebeu, na manhã desta quarta-feira (25), a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A peregrinação da Santa pelas instituições públicas faz parte dos preparativos para o Círio de Nazaré, que será realizado na capital amapaense no dia 13 de outubro de 2019.

O tema deste ano é “Salve Maria, rainha da Amazônia missionária”, devido à Conferência da Amazônia e ao pedido do Papa Francisco para a intensificação das orações neste mês, que é do missionário. O período também foi escolhido pelo bispo Dom Pedro, em razão de Nossa Senhora ser a Padroeira da Amazônia.

Para receber a imagem, houve a apresentação da banda da Polícia Militar do Amapá (PM-AP). Na ocasião, o padre Rafael Donnaschi celebrou Missa no auditório do MP-AP, com a participação de cantores da Diocese de Macapá. Na ocasião, membros e servidores do órgão ministerial se fizeram presentes e receberam as bênçãos da Santa.

Durante a missa, a procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, ressaltou a alegria de receber Nossa Senhora de Nazaré no órgão, por ser a mãe de todas as nações. Pediu bençãos e que a santa contagiasse todos os membros e servidores e suas famílias de paz.

“Que Nossa Senhora continue nos protegendo, intercedendo por esse povo amazônida, tão rico em diversidade. Na biodiversidade múltipla que talvez em nenhum lugar do mundo nós tenhamos. Que ela continue dando força e pedindo por nós, para que a nossa mãe Terra, nossa oca, continue sendo profícua”, pontuou a procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei.

A peregrinação

A peregrinação da imagem começou no início de setembro. A Santa percorrerá, até o dia que antecede o Círio de Nazaré, cerca de 60 locais, entre órgãos públicos, hospitais, igrejas e prédios da iniciativa privada em Macapá. A ação, que visa congregar fiéis para a celebração católica em honra à Nossa Senhora, é coordenada pela Diocese de Macapá, e conta com 30 voluntários que se revezam a cada visita nas instituições.

O Círio de Nazaré

O Círio de Nazaré em Macapá é a maior festa religiosa do Estado e acontece já há 85 anos, sempre no segundo domingo de outubro. O primeiro Círio foi realizado no dia 4 de novembro de 1934. Com um percurso de quatro quilômetros, a procissão sai do Santuário Nossa Senhora de Fátima, no bairro Santa Rita, pelas ruas de Macapá, até a Igreja São José. A manifestação católica faz parte do calendário histórico e cultural do Amapá.

Este ano são esperados mais de 150 mil fiéis na peregrinação pelas ruas da capital amapaense, com cerca de 400 voluntários no apoio do translado pelas vias da cidade. Os dados foram fornecidos pela coordenação do evento.

SERVIÇO:

Elton Tavares – Diretor de comunicação
Texto: Vanessa Albino
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Romaria dos Ciclistas é a primeira do Círio 2019 em Macapá

Nesta quinta, 26, a partir das 19h30, acontece a 6° edição da Romaria dos Ciclistas. A programação inicia o ciclo das romarias do Círio 2019, momento marcado pela demonstração de fé e devoção dos ciclistas do Amapá à Nossa Senhora de Nazaré.

Ela é uma das mais novas formas de homenagens. Iniciada em 2014, representa a preocupação da igreja com a educação no trânsito, a ciclomobilidade urbana e o incentivo à prática de atividades físicas.

Para o momento são esperadas pessoas que usam a bicicleta como seu principal meio de transporte, cicloturistas, atletas profissionais e praticantes eventuais do esporte.

O percurso deste ano terá como ponto de partida a sede do comando geral da Polícia Militar do Amapá, no bairro do Beirol. A chegada está marcada na casa de um devoto, por volta de 21h, onde acontecerá um momento de espiritualidade e agradecimentos.

Serviço:

Romaria dos Ciclistas
Dia: 26 de outubro (quinta-feira)
Hora: 19h30
Local: Comando Geral da Polícia Militar do Amapá.
Endereço: Rua Jovino Dinoá, Beirol

Percurso:

Rua Jovino Dinoá \ Av. dos Xavantes \ Rua Leopoldo Machado \ Rua Francisco Martins \ Rua do Araxá \ Rua Beira Rio \ Av. Henrique Galúcio \ Rua Raimundo Ozanan \ Av. Pedro Baião \ Rua General Rondon \ Chegada na casa do devoto.

Contatos:
Gerge Duarte (Asscom Círio 2019) – 98101-8788

Neste sábado (21), rola o show “A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”, no Bar do Vila

Neste sábado (21), partir das 20h, no Bar do Vila, vai rolar “A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”. A noite contará com apresentações dos músicos com Ricardo Yraguany, Laura do Marabaixo e convidados: Enrico di Miceli; Banzeiro Brilho de fogo; Oneide Bastos; Rony Moraes; a poesia de Andreia Lopes e Mary Baraka, além da performance da DJ Insane.

“A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré” é um projeto artístico cultural que busca reunir os diversos seguimentos da nossa cultura como: música, teatro, dança, poesia, capoeira, entre outros, para homenagear o tradicional Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

O projeto é itinerante e está em sua quinta edição, este ano será realizado no Bar do Vila, onde Barca do Iraguany e Laura do Marabaixo receberão os artistas.

O objetivo é despertar a atenção do público para a importância de valorizar a nossa diversidade cultural e religiosa, como pleno exercício de cidadania proporcionar a interação do público com apresentações culturais com mensagens de fé, paz, amor, esperança, solidariedade e exaltação de nossa senhora e ao Círio de Nazaré; o Bar do Vila funcionará como posto de arrecadação de água pra distribuir no Círio.

Breve histórico do Círio de Nazaré:

O primeiro círio Nossa Senhora de Nazaré foi realizada no ano de 1934, quando Macapá ainda pertencia ao Estado do Pará, e foi idealizada pelo entusiasmo do Senhor Major Eliezer Levy, Prefeito Municipal da cidade que juntamente com outras pessoas macapaenses como: José Santana, Martinho Borges da Fonseca, Cesário dos Reis Cavalcante, Manoel Eudóxio Pereira, Sophia Mendes Coutinho, Ernestina Santana, Rita Cavalcante e Tereza Serra e Silva, organizaram, e levaram em frente a feliz ideia e assim, deu-se a realização do primeiro “Círio” de Nazaré em 06 de novembro de 1934, e que, apesar das dificuldades da época, o mesmo revestiu-se de grande beleza.

A transladação noturna da imagem de Nazaré, na véspera do Círio, saiu da Igreja de São José, para a residência do Senhor Cesário dos Reis Cavalcante, localizada na chamada “Rua da Praia”, hoje, Avenida Amazonas, e dessa novamente, para a Matriz de São José. O cortejo do Círio foi pequeno, porém, bem organizado; na frente um esquadrão de vinte (20) cavaleiros, logo em seguida anjos conduzindo as bandeiras do Brasil e da Igreja, continuando o carro dos anjos e o “Escaler” da Marujada, rememorando um dos milagres da Virgem Finalmente a Berlinda levando a Imagem da Virgem de Nazaré.

Atualmente nove romarias fazem parte da programação oficial do Círio de Nazaré, em Macapá, no Amapá. A cada ano, mais fiéis aderem às manifestações de carinho por Nossa Senhora nessas programações, além da grande procissão que acontecerá no domingo dia (14). Cada caminhada tem um significado e importância, segundo os organizadores. A grande procissão já é realizada há mais de 80 anos na capital amapaense.

A mais nova romaria é dos Ciclistas que vai ocorrer pelo quarto ano, também é público e notório o quanto o Círio movimenta a economia, e o trânsito de pessoas em nossa cidade, sendo este um momento muito oportuno para que a nossa cultura que é a alma do no nosso povo seja exaltada.

Serviço:

“A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”,
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, Nº 586, no centro de Macapá.
Data: 21/09/2019
Hora: a partir das 20h

Texto: Ricardo Iraguany e Andreia Lopes

Revista Círio de Macapá será lançada na Missa do envio do Bispo Dom Pedro ao Sínodo da Amazônia

A Pastoral da Comunicação da Catedral São José irá lançar a Revista Círio de Macapá Edição III, no dia 22 de setembro, às 19h, na Catedral de São José. A apresentação da Revista será após a Missa do Envio do Bispo Dom Pedro, ao Sínodo da Amazônia. Um exemplar da Revista Círio de Macapá será entregue ao Papa Francisco, pelo próprio Bispo.

O Círio de Nazaré acontece todos os anos – no segundo domingo do mês de Outubro – e envolve pessoas de diferentes partes e classes. Mais de 150 mil pessoas se unem em devoção a Nossa Senhora de Nazaré. Essa é uma tradição religiosa que tem berço em Portugal, cresceu em Belém do Pará e estendeu-se para Macapá. Na época, a Diocese de Macapá ainda fazia parte do Grão-Pará, porém a festividade de Macapá tem uma identidade própria e única.

Contando a simbologia da estrutura da procissão, a revista está voltada para a religiosidade amazônica e outras temáticas que narram os elementos que compõem a grande romaria. As histórias são narradas por meio de reportagens, artigos, depoimentos e fotografias.

São histórias de superação, fé, devoção e amor pela Mãe de Jesus, a mulher que se fez Rainha da Amazônia. Algumas fotografias fazem parte dos arquivos da Diocese de Macapá e outras foram cedidas por alguns fotógrafos profissionais da capital.

Feita para um povo que é peça essencial para que aconteça a grande procissão, a revista Círio de Macapá 2019 busca mostrar em suas páginas um olhar sobre as comunidades tradicionais e a devoção mariana, além de apresentar as especificidades do Círio e suas características na sociedade com emocionantes depoimentos de devotos.

Produção

A revista foi produzida pela Pastoral da Comunicação da Catedral São José com o apoio da Comissão organizadora do Círio, do Bispo Dom Pedro, padre Rafael, diagramadores, revisores, jornalistas, fotógrafos, acadêmicos de jornalismo, padres, seminaristas, autoridades do judiciário, empresários e instituições de Macapá.

Objetivo

A revista tem objetivo de ajudar a custear a nova instalação elétrica da Catedral de São José, com o valor simbólico de R$ 10, será vendida durante as festividades.

Serviço:

Pastoral da Comunicação da Catedral São José
Anézia Lima
Ascom Revista Círio de Macapá
Comunicação Círio
Contato: (96) 98110-6240

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data. Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

E se? (como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes?)

Escrever/dizer que “todos somos produtos de nossas escolhas” é chover no molhado, ok? Ok. Entre tantos caminhos, certos ou errados por conta das decisões que tomamos, chegamos aqui. É como disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “ser é escolher-se”. Pois é, mesmo com muitos erros, poucos fracassos e muitas reviravoltas, quem me escolheu foi eu mesmo (ou inventou), consequentemente, meus rumos.

Assim como em uma crônica do escritor Luís Fernando Veríssimo, intitulada “Alternativas”, resolvi escrever novamente (de forma sintetizada) sobre escolhas (aventuras e desventuras). Aí saiu esse devaneio aí debaixo:

Todos esses “EU’s” pensavam que sabiam da vida. Nem imaginavam quantas aventuras e desventuras ainda viriam. A juventude é divertida, mas engraçada.

Tenho 42 anos, sou jornalista, assessor de comunicação e editor deste site, mas como seria se tivesse feito escolhas diferentes?

Se tivesse escutado mais os meus pais e passado direto em todas as séries e me formado em Belém (PA)? Talvez não tivesse me envolvido em tantas brigas e furadas, mas saberia do que os maus são capazes? Certamente não. Ah, se tivesse continuado com a natação ou o basquete, ao invés de ter começado a beber aos 14 anos? A única certeza é que seria mais saudável e não estaria tão porrudo.

Se não tivesse ido morar com aquela menina em 1996? E se tivesse me empolgado ao ponto de ir para a Bolívia (BOL) em 2000? Se não tivesse ido para a Fortaleza (CE) em 2006? Se não tivesse me enrolado com quem não conhecia de verdade? Se não tivesse me envolvido com tanta gente de lá pra cá…Feito e desfeito laços afetivos? E refeito? Nunca será possível saber.

E se tivesse lido mais livros do que ouvido discos de rock e assistido filmes? Não, prefiro do jeito que foi mesmo. Deu para sorver conhecimento divertindo-me e ainda li bastante, para um cara meio marginal na juventude.

Se tivesse topado aquele convite da chefe de redação do Portal Amazônia e ido morar em Manaus (AM) estaria lá ainda? Não tenho certeza, mas se estivesse, seria doloroso, pois sou muito apegado aos meus.

Se não tivesse dito a dura verdade tantas vezes e magoado amigos? Não, prefiro a verdade, doa a quem doer. Arrependimentos ou desculpas não desatam nós ou colam o que se quebrou. Seja lá qual foi a sua escolha no passado, seja nostálgico, triste, feliz ou engraçado. O importante é o hoje e o amanhã, mas isso não impede de pensar como seria?

Se aqueles tiros, em 2001, tivessem me acertado? Se aquele carro na estrada, em 2011, tivesse capotado, aos invés de somente girar várias vezes e sair da rodovia? Estaria vivo ou sequelado? Se não tivesse me metido em tantas brigas de rua, teria aprendido a me defender?

E se em universos paralelos, ou outras dimensões, cada um de nós possui vidas vivendo as outras escolhas? Quem sabe? Não, já é doidice minha.

Se não vivêssemos tantos momentos eufóricos e decepcionantes? De volta aos escritos de Sartre, que falou sobre as consequências de “ter escolhido algo/alguém ou deixado de escolher algo/alguém”. O único arrependimento? Não ter cuidado da saúde e ter virado este gordão. O resto está melhor do que eu pensava.

Eu, hoje, em agosto de 2019.

Com todas as escolhas ao longo da jornada, aprendi que, se você trabalha, faz o bem e não interfere na felicidade alheia, tudo se ajeita com o tempo. E ainda há tempo para muita vida. Sejam quem vocês querem ou pelo menos lutem por isso.

Sua vida não é feita de decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado” – Luís Fernando Veríssimo.

Elton Tavares

Missa do envio das peregrinações marca o inicio do Círio 2019 em Macapá

A celebração deste sábado, 31, dá início as programações do Círio de Nazaré 2019. A missa a ser realizada na Catedral São José, às 17h, apresentará as equipes e fará o envio das imagens que estarão em peregrinação por igrejas e instituições públicas e privadas de Macapá. Neste ano cerca de 70 repartições farão parte da Peregrinação, programação que acontece até o dia 12 de outubro e conta com uma peregrinação especial nas paróquias da cidade.

Círio de Nazaré

Conhecido como o maior evento religioso mariano do Amapá, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré 2019 traz como tema “Salve Maria, Rainha da Amazônia Missionária ” celebrando o sínodo da Amazônia que também acontecerá em outubro deste ano na cidade do Vaticano em Roma, aonde o bispo da diocese de Macapá se fará presente. O ponto alto da festividade acontecerá no dia 13 de outubro, com missa e procissão que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas ruas do centro da cidade.

Serviço:

Missa de envio das imagens e equipes
Dia: 31/09/20
Hora: 17h
Local: Catedral São José
Endereço: Rua General Rondon, Centro.

Diocese de Macapá
Gerge Duarte / Asscom Círio 2019
Contato: (96) 98101-8788

Representação bicentenária da batalha entre mouros e cristãos marca Festa de São Tiago, no AP

Encontro entre cavaleiro cristão (de branco) e cavaleiro mouro (de vermelho) inicia confronto — Foto: John Pacheco/G1

Por John Pacheco

Olhos e ouvidos abertos de milhares de pessoas acompanharam atentamente uma tradição de 242 anos no interior do Amapá. A encenação a céu aberto da batalha entre mouros (muçulmanos) e cristãos marcou o ponto alto da Festa de São Tiago na tarde desta quinta-feira (25) na comunidade de Mazagão Velho, a 70 quilômetros de Macapá.

A representação histórica conta a trajetória do povo negro que deixou a África no século 18 após conflitos político-religiosos para viver na pequena comunidade em plena Amazônia.

Figuras de São Jorge e São Tiago que se lideraram vitória contra os mouros — Foto: John Pacheco/G1

A tradição de celebrar São Tiago foi trazida pelas primeiras famílias que colonizaram a região, após a desativação da colônia portuguesa de Mazagão, em Marrocos. O santo, segundo a tradição, se juntou aos cristãos anonimamente durante a batalha.

A figura de São Tiago, assim como dos personagens principais, fica a caráter dos próprios moradores. O personagem principal em 2019 ficou a cargo do bombeiro militar da Força Nacional Pedro Neto, de 30 anos. Ele interpreta o herói para cumprir promessa feita pela mãe.

“Passei por uma enfermidade, onde fiquei entre a vida e a morte, e a minha mãe com sua fé tremenda em São Tiago, pediu intercessão junto à Jesus Cristo, que se fosse estabelecida a minha saúde, eu faria a figura de São Tiago. E 20 anos depois estou aqui”, contou.

Bombeiro Pedro Neto representou São Tiago após promessa da mãe — Foto: John Pacheco/G1

A expectativa da organização era atrair 40 mil visitantes nesta quinta-feira em Mazagão Velho, onde além da encenação, acontecem festas e passeios turísticos. A programação iniciou em 16 de julho com missas e bailes, e ainda segue até 28 de julho. Confira as atrações.

Mesmo não sendo feriado, a empresária Terezinha Augusta, de 41 anos, deixou a venda de bijuterias para conhecer a tradição no interior do estado ao lado dos dois filhos.

“Já vim em outros anos e sempre gostei. Faço o programa completo: como, bebo e assisto. É algo nosso, que precisa ser valorizado sempre, e valorizado por nós amapaenses”, disse.

Encontro entre soldados mouros e cristãos durante a encenação — Foto: John Pacheco/G1

Batalha entre mouros e cristãos

Antes do ponto alto, que foi a batalha, a encenação iniciou na quarta-feira (24) com o baile das máscaras, que seria a comemoração dos mouros que pensaram ter matado os portugueses após terem lhes oferecido comida envenenada como suposto sinal de trégua.

Ao desconfiarem das intenções, os cristãos foram mascarados até o baile levando a comida e distribuindo para os animais dos mouros, que no dia seguinte amanheceram mortos. Alguns soldados também morreram, entre eles o chefe dos mouros, o Rei Caldeira.

Menino Caldeirinha vira rei dos mouros após a morte do pai, o Rei Caldeira — Foto: John Pacheco/G1

A partir daí iniciou a batalha, mas antes os mouros mandaram um espião ao acampamento dos cristãos, o “bobo velho”, que ao se aproximar foi apedrejado. Na encenação em Mazagão, a passagem é marcada pelo soldado montado em um cavalo, e ao invés de pedras, a comunidade atira bagaço de laranja no bobo.

O momento é um dos mais celebrados e reúne moradores da vila e visitantes. A partir daí inicia-se o confronto marcado pela morte do soldado Atalaia, um cristão mandado ao acampamento mouro que após roubar a bandeira inimiga é capturado, morto e tem a cabeça arrancada.

O momento é um dos que mais levanta o público, pois o Atalaia é manchado com tinta vermelha simulando sangue e em seguida tem o corpo erguido e levantado pela rua.

Passagem dos máscaras: parte do exército mouro fantasiado visando assustar os cavalos inimigos — Foto: John Pacheco/G1

No teatro à céu aberto, parte do exército mouro é vestido com máscaras visando assustar os cavalos inimigos. As batalhas seguintes são marcadas pela fé até a vitória dos cristãos. O ato final é o vominê, a dança da vitória dos soldados cristãos, entre eles o guerreiro Tiago e São Jorge, que se uniram aos devotos de Cristo nas lutas.

Fonte: G1 Amapá

FESTA DE SÃO TIAGO: tradição e cultura em Mazagão Velho

Por Cléber Barbosa, com colaboração de Gabriel Penha

A Festa de São Tiago 2019 iniciou nesta semana, no distrito de Mazagão Velho, município de Mazagão, comunidade a cerca de 70 quilômetros da capital, Macapá. Como manda a tradição, os fogos e os tiros das alvoradas acordam a cidade para avisar que chegou mais uma edição da festividade; já por volta das 18 horas, acontece a primeira transladação das imagens de São Tiago e São Jorge para a Capela. Durante três dias, as imagens dos santos percorreram instituições públicas e residências de devotos em Macapá e Mazagão para divulgar o evento.

A partir da data de abertura, ocorrem novenas diárias que se iniciam por volta das 19h, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Após as celebrações religiosas, acontecem os arraiais com bingos e leilões seguidos de festas dançantes. Durante o dia, tem vasta programação no palco montado no balneário às margens do rio Mutuacá. O ponto alto da festividade acontece nos dias 24 e 25 de julho, quando ocorrem as encenações das batalhas entre mouros e cristãos. No primeiro dia, à tarde, acontece o ritual da “Entrega dos Presentes”, e o Baile de Máscaras, à noite.

A festa

No dia 25, data dedicada ao santo, uma missa campal precede o Círio que toma as ruas de Mazagão Velho no período da manhã, com as imagens carregadas em andores por cavaleiros vestidos a caráter. Ao meio-dia se dá a passagem do “Bobo Velho” e à tarde as encenações dos demais episódios da tradição bicentenária.

Já nos dias 27 e 28, as crianças têm uma Festa de São Tiago exclusiva. Além da simplicidade e do brilho dos pequenos, funciona como preparação para que conheçam a tradição que um dia será responsabilidade deles. Um extenso calendário, que muda a rotina da vila habitualmente pacata e que seus moradores se esforçam para garantir que todo ano saia a contento. “Sabemos da responsabilidade que é organizar esse que é um dos maiores eventos religiosos e culturais do Amapá. Para isso, acontece uma grande união de esforços, tanto internamente, quanto junto ao poder público”, assinala o presidente da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), Alexandre Queiroz.

Tradições e resgate de uma parte da história

Tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. É realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão.

Realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão, a Festa de São Tiago é uma tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão contra os mouros e garantiu sua vitória.

A programação é organizada e realizada pela própria comunidade local, através da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), com apoio do Governo do Amapá e prefeitura local. Este ano, o Estado investiu R$ 692.738,40, repassados através de convênio celebrado entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Mazagão (MazagãoCult).

Mobilização

Entre os órgãos de Estado envolvidos na realização da festa estão: Gabinete Civil, Polícia Militar, secretarias de Desenvolvimento das Cidades (SDC), Cultura (Secult), Turismo (Setur), Desenvolvimento Rural (SDR) e Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

Confira detalhes da programação desta semana da Festa de São Tiago:

21/07 (domingo)
– Culto a cargo das comunidades do Ajudante, Vila Queiroz e Vila Maranhense
– Arraial a cargo da Família Barreto
22/07 (segunda-feira)
– Culto das famílias Nunes, Torres e Câmara
– Arraial a cargo do Governo do Estado do Amapá
– Baile Dançante
23/07 (terça-feira)
– Culto a cargo das famílias Espíndola e Ramos
– Arraial a cargo da Prefeitura Municipal de Mazagão e Câmara de Vereadores
– Baile Dançante
24/07 (quarta-feira)
– Alvorada Festiva (4h)
– Entrega dos Presentes
– Confissão/Missa famílias Penha e Queiroz
– Baile de Máscaras (Barraco de São Tiago)
25/07 (quinta-feira)
– Saída do Arauto convidando as figuras para o círio
– Missa solene em frente à Capela de São Tiago
– Início do Círio
– Dança do Vominê para convidados locais
– Passagem do “Bobo Velho”
– Saída do arauto anunciando o início da batalha, com os seguintes episódios:
– Descoberta do Atalaia
– Morte do Atalaia
– Armadilha (Emboscada feita pelos cristãos)
– Captura e venda das crianças cristãs e partilha do dinheiro
– Troca do corpo do Atalaia pela bandeira moura
– Batalha entre mouros e cristãos, tomada do estandarte mouro e batalha final.

Fonte: Diário do Amapá