Vítimas da Covid-19 são homenageadas em cerimônia inter-religiosa da saudade pela Prefeitura de Macapá

Cheia de emoção, orações, preces e solidariedade. Assim foi a cerimônia inter-religiosa da saudade em memória às vítimas da Covid-19, realizada no último sábado, 4, pela Prefeitura de Macapá, no cemitério São Francisco de Assis. A homenagem culminou com o registro da primeira morte na capital amapaense por Coronavírus, há exato três meses. Era José Eriberto da Costa, 60 anos. O tributo contou com a participação do Instituto Joel Magalhães (Ijoma), que propôs ao Município esse momento de oração.

Por conta do distanciamento social, não foi possível o acompanhamento da cerimônia no local. Mas os familiares das vítimas e muitas pessoas acompanharam a transmissão ao vivo pelas redes sociais da prefeitura e também pelo sistema Diário de Comunicação. A cerimônia inter-religiosa da saudade foi conduzida pelo padre Paulo Roberto, que abriu o culto com cânticos e ritual de acolhida, descrevendo a passagem entre a vida e a morte ou entre a morte e a nova vida.

Um momento de fé, onde diversas representações religiosas como a católica, espírita, protestante, se uniram com mensagens de solidariedade às famílias fortemente afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde e os demais que estão na linha de frente, e de esperança a todos os brasileiros.

Em seu pronunciamento, o prefeito Clécio Luís saudou a todos os presentes e familiares das vítimas. “Em Macapá, 271 óbitos por Covid-19. No estado, mais de quatrocentas mortes. Não há outra palavra, é uma tragédia sim o que estamos vivendo. Mas esse momento aqui, além de homenagear as vítimas, reverenciá-las, de confortar os corações dos familiares, ele tem que finalizar com esta mensagem, de que a morte não dará a última palavra. Essa pandemia não pode deixar a gente da mesma forma que éramos. Temos, por obrigação, que sermos melhores como seres humanos, como família, como comunidade”, disse.

“Temos que tirar uma lição dessa triste realidade, que nenhum de nós jamais imaginávamos passar por isso um dia. Perdemos muitas pessoas queridas, que nunca foram números, foram vidas, almas, e todas vidas importam. Minha homenagem ao maestro da Guarda Civil de Macapá, Siney Sabóia, que faleceu de Covid-19, e todas as vítimas, e aos familiares que perderam seus entes”, enfatizou o prefeito. Clécio também declamou o poema de John Donne: “Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo”.

Emocionada, Francisca Picanço, esposa de Moacir Silva, terceira vítima de Macapá que faleceu de Covid-19, agradeceu o tributo às vítimas. “Muitas pessoas têm perdido entes queridos e não têm conseguido promover esses rituais como elas gostariam. É dolorido não poder dar o último adeus a quem amamos. Mas hoje é como se pudéssemos fazer uma grande homenagem ao meu esposo e a todos que partiram vítima desse vírus. Foi muita bonita, uma justa e bela celebração por estas vidas que se foram”.

Padre Paulo disse que a união de líderes religiosos de diversas vertentes tem por objetivo sensibilizar a sociedade a se mobilizar em defesa da vida. Todos juntos, de mãos dadas, em solidariedade, unidos pelo amor ou pela dor. É momento de dizer muito obrigado e mostrar sentimento, prece e solidariedade às famílias enlutadas. Macapá chora essas mortes, estamos todos de luto. Porém, a fé na vida, a fé em Deus, sustenta o futuro e a saudade doída dos que se foram. A você que perdeu um amor, receba todo o nosso amor”, ofertou o padre e coordenador do Ijoma, Paulo Roberto Matias.

A Banda da Guarda Civil Municipal também entoou hinos relembrando a memória das vítimas. Ao final, os líderes religiosos se dirigiam aos túmulos para reverenciar os sepultados no local. Foi deixada uma coroa de flores no túmulo e mais de trezentos balões brancos foram soltos ao céu homenageando cada um e cada uma que faleceu vítima do vírus. A cerimônia inter-religiosa contou com a participação do apóstolo Orley Alencar, da Assembleia de Deus; representante do segmento espírita, Felipe Menezes; pastor Tiago Rabelo e de três familiares de vítimas da Covid-19.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Lilian Monteiro
Coordenadora de Imprensa e Jornalismo
Fotos: Max Renê

Sem tradicional festa, Pedra Branca celebra dia do padroeiro com live e distribuição de peixe

Por conta da pandemia da Covid-19, acompanhada das medidas de isolamento social, os cristãos ficaram impossibilitados de participar presencialmente das celebrações religiosas nas igrejas. Para não passar em branco o dia do padroeiro, São Pedro, o município de Pedra Branca do Amapari terá uma programação especial preparada pela Igreja católica, com live solidária e a distribuição de 500 quilos de peixe, doados pela Prefeitura Municipal.

A programação em homenagem ao santo padroeiro de Pedra Branca do Amapari inicia neste sábado, dia 27/6, às 19h, com live solidária na página da igreja São Pedro, no facebook. A live terá sorteio de brindes e servirá para arrecadar alimentos que serão distribuídos junto com o peixe pela Pastoral da Visita a famílias carentes no Dia de São Pedro, segunda-feira, 29/6. Antes disso, a programação inclui a tradicional missa, também transmitida pela página da Igreja, na internet, domingo, dia 28, às 9h30.

História e tradição

Moradores antigos, como o senhor Hugo de Moraes, mais conhecido como Tabajara, de 83 anos, contam que há 54 anos, quando Pedra Branca do Amapari ainda era uma comunidade agrícola, já se comemorava os festejos em homenagem a São Pedro. Ele afirma que antigos moradores oriundos da região Nordeste trouxeram a primeira imagem de São Pedro.

Em 1966 aconteceu o primeiro arraial em homenagem ao santo, mas somente nos anos 2000 começou o tradicional almoço social no salão paroquial, com um cardápio que contou com 60 quilos peixe frito, baião e farofa, uma tradição que nunca tinha sido interrompida até a pandemia. “Infelizmente, por causa desse momento, não teremos a nossa tradição, que é ver as famílias reunidas, celebrando o nosso padroeiro, mesmo assim é também um momento de agradecer a ele pela vida e solidariedade de muitos nesse momento”, concluiu.

Sobre São Pedro

São Pedro foi o primeiro papa da Igreja, tornou-se a pedra onde a Igreja encontra sua unidade. Homem simples, desempenhava a profissão de pescador quando Jesus o encontrou e o convidou a tornar-se “pescador de homens”, por isso é considerado como protetor dos pescadores, bem como das viúvas.

Serviço:

Celebração de São Pedro
Live Solidária: 27/6, às 19h – página do facebook da igreja.

Missa de São Pedro: 28/6, às 9:30h – página do facebook da igreja.

Dia de São Pedro: 29/6 – entrega de alimentos arrecadados durante a live para famílias carentes.

Assessoria de comunicação da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari

Festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro acontece neste sábado, 27, em Macapá

Por Márcia Fonseca

No mês de junho a Igreja Católica celebra Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A programação iniciada na terça-feira, 23, conta com tríduo, orações, celebrações e carreata. A festa busca construir uma igreja missionária que vá ao encontro dos menos favorecidos. Neste ano, o tema é “Mãe do Perpétuo Socorro, geraste a vida”, e o lema: Sois Mãe e Socorro de todos.

“Nestes tempos sombrios queremos levantar nossos olhares, mãos e vozes, clamando com toda fé e esperança pelo auxílio divino, por meio da intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro. Vivemos tempos difíceis, mas com as bênçãos de Deus superaremos e seremos libertos”, expressa o pároco Pe. Benedito Chaves.

O tríduo segue até esta sexta-feira, 26, com oração e celebração da santa missa, às 19h. No sábado, 27, dia dedicado à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a programação inicia-se às 16h com a missa solene, seguida de carreata pelas ruas e avenidas do bairro.

A celebração presencial contará com a participação de 50 pessoas, que receberam senhas antecipadas.

Para a carreata o percurso seguirá pela Rua Acésio Guedes, Av. José Tupinambá, Rua Beira-Rio, Av. Ana Nery, Rua José Tavares de Almeida, Av. José do Espírito Santo (antiga Pedro Américo), Av. Beira-Rio, Rua 25 de Dezembro, Rua Antônio Pelaes Trajano, Av. Manoel Cardoso. Rua Turíbio Orivaldo Guimaraes, Canal do Jandiá, Rua Ariosvaldo Coelho Caxias, Rua 25 de Dezembro, Rua São Braz, Rua 25 de Dezembro, Rua Acésio Guedes, Rua Rio Xingú, Rua Cândido Mendes, Rua Rio Tefé, Rua Hugo Alves Pinto, Rua Oscar Santos, Av: Beira-Rio, Rio Xingú, Rua Acésio retornando ao Santuário.

Quem quiser e puder ornamentar a frente de sua casa para a passagem de nossa padroeira, no percurso da carreata, esteja à vontade.

Logo após, haverá venda de iguarias através do sistema drivethru em frente ao Centro Paroquial. Todo valor arrecadado será destinado para as ações de manutenção da igreja.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação: (96) 98400-5139 | (96) 98406-1389

P R I M H U S. – Conto Ficcional de Luiz Jorge Ferreira

Conto Ficcional de Luiz Jorge Ferreira

Ele mergulhou o pé caloso pelas inúmeras e frequentes caminhadas naquele terreno seco e pedregoso, e teve receio que as tiras ressecadas e praticamente a beira de se partirem, o fizessem…mas qual aguentaram firme e até relaxaram um pouco dando um leve descanso aos seus pés também repleto de cicatrizes …estava aflito…hoje o Primo viria ser batizado por ele…O Nazareno, como diziam…o que caminhava sobre as águas…o que apacentava as tempestades…dito isso para si mesmo, olhou o remanso que o movimento de balanço das suas pernas e pés dentro do riacho provocava…


O Rio Jordão estava quase transformado em um filete d’água se arrastando, uma seca se estendendo a muito tempo, queria beber de toda a sua água, já secará as Tamareiras e outros arbustos frutíferos por ali espalhados, sobrará aquele franzino ao seu lado que frutificava uns frutinhos escassos com textura de esponja e gosto de vinagre, que deixava um grude na boca, mas mesmo assim com eles ele enganava a fome, e quando um figurão da realeza mais por curiosidade que propriamente conversão vinha ter aqui trazendo consigo um servo mais afeiçoado pela família que desejava ser batizado, doavam-lhe um naco de pão preto, ou uma frasqueta de azeite de oliveira, o coração se alegrava…mas hoje seu Primo vinha, seu coração aguarda aos saltos.

Vinha porque os estudiosos das leis e dos livros Sagrados haviam escrito que um dia o Pastor de todas as as Tribos da Judéia, seria batizado nas águas de um riacho…as vezes ele fica a pensar, não seria detrás desses Montes, daquele outro, ou daquele mais longe, onde deverá ter um outro batizando, em nome de Deus?

Eu batizo aqui nesse lugar nem mesmo sei porque parei aqui e já se vão vários Equinócios….
Comecei a falar sobre o que vem na minha mente, e foram chegando pessoas, até mesmo de outras aldeias que não falam Aramaico, falam Grego, Latim, Hebreu, e outras , mas eu os entendo e se me perguntam se há um só Senhor do Céu e da Terra…eu respondo que sim …e lhes conto a Parábola do Bom Samaritano, e eles abençoam minhas palavras, e como foi que me entenderam, não sei…saem a dizer…Deus é um só, e seu filho está entre nós, para nós salvar.


Hosana!

A noite conto as estrelas, mas sempre as confundo com algum brilho de Pirilampos que se aproximam da lama das margens para umidecer suas bocas e piscam suas luzes de alegria quando encontram umidade, eu confundo os números, embora os tenha riscado na areia do chão…
Ele, dizem, sabe.


Como vou batizar ao Primo…se nao sou digno de lhe abotoar as sandalias, o que direi …se todos já dizem que ele é o filho de Deus entre nós…

Retirou os pés das águas do riacho e se encolheu medrosamente…estava amanhecendo…lá adiante uma carroça sem os animais jazia no chão como que desenhando contra os Montes um vulto de alguém de joelhos…prestou atenção e molhou os olhos com a água que escorria da sua mão…
Um dos que por lá pernoitara…se aproximou… João…João…beba e lhe deu uma caneca de chá cuja a fumaça subia dela formando uma branca espiral…

Tomou de um grande gole.
O Nazareno está chegando…
Tem certeza que é aqui, comigo, nesse riacho quase seco que ele vem ser batizado…?
Há outros que batizam atrás desses Montes cheios de Oliveiras…
Estas com medo João?
Perguntou o estranho.
Estou sim, respondeu…

O Monte Hermon, ali adiante, apontou, olhou ao redor, o estranho havia sumido.
Podia ouvir agora prestando mais atenção um barulho de vozes se aproximando, caminhando em sua direção , alguns da tribu de Jassé, que costumavam pernoitar com suas ovelhas por ali, perto da entrada da Gruta do Eco, assim chamada porque guardava consigo o segredo de provocar um eco até mesmo de uma pequena moeda e lhe multiplicar várias vezes, bastava que ela caísse ao chão na sua entrada.


Por isso eles cercavam a entrada dela com gravetos, para que as ovelhas lá não entrassem e provocassem um imenso bééééééééé….
Já despertos se aproximaram com suas fundas armadas com grandes pedregulhos.
Ele fez um sinal para que parassem e caminhou em direção ao grupo.
Reconheceu-o apesar dos muitos anos sem vê-lo., teve vontade de andar bem rápido e lhe abraçar…dizendo…

Que bom vê -lo…eu estou tão feliz…que agoro posso morrer…
Ao que o Primo, como que lendo seus pensamentos, pós a mão em seus ombros e disse…antes que faças qualquer coisa, cumpramos as profecias…me batize.


Dito isso, retirou a túnica descalçou as sandálias e entrou no Jordão, que perfumou-se de Alfazema, sem que houvesse nenhum arbusto dessa família por ali, a não ser o que frutificava pequenas frutinhos vermelhos ácidos e travosos, que depois que João voltou a si de tudo, seus pés, continuavam dependurados dentro do Rio Jordão, a silhueta da carroça havia desaparecido, nenhum balido de ovelhas, nem sinal da caneca de chá, e uma sensação estranha de silêncio interno, sentiu fome e esticou a mão em em direção ao arbusto de frutinhos azedos e travosos…
Mordeu… e atônito reparou que haviam se transformados em frutos a semelhança de uvas…e o que estava ali volumosa e carregada, era uma parreira.
Levantou-se, já chegava a noite…foi ao princípio da estradinha e viu marcas de muitos passos..haviam vindo muitos…
Abaixou-se a cheirar as pegadas, algumas delas cheiravam a um perfume que havia se diluído, mas não era de todo indiferente…
Pensou…teriam vindo…e ele dormirá?
Imaginava ter embebecido após tomar a caneca de chá de uma só vez, mas estava sedento.
Não havia ninguém…
As águas sabiam o que havia acontecido, mas as águas não falam…
Olhou o Rio Jordão…
Continuava ali…

Para o lado da caverna havia um barulho de vozes…lembrou -se dos pastores…
Foi caminhando…
Havia alguém falando mais alto que todos e o eco trazia as palavras até ele.
Aproximou-se reconheceu sua voz…que poderia estar falando…sim …pode ouvir com nitidez, estrondosamente, ele batizava o Nazareno. Prostrou-se ao chão…
Como um pesadelo, sonhou que sua cabeça jazia dentro de uma bandeja de prata e lhe chamava…
Venha João Batista.
Acordou sobressaltado…

O coração aos saltos…por acaso voltará a dormir, tão exausto que se encontrava.
O Rio Jordão quase moribundo, como por milagre recebia as primeiras chuvas.

* Osasco (SP) – 23.06.2020

Hoje é Dia/Noite de São João! (sobre o santo e a quadra junina sem festa)

Hoje é o Dia de São João. De acordo com a história, João Batista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo nos Evangelhos da Bíblia. Ele é considerado o santo mais próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João nas margens do rio Jordão.

Nascimento de São João Batista. Por Tintoretto, atualmente no Museu Hermitage, em São Petersburgo.

O Evangelho de Lucas (Lucas 1:36, 56-57) afirma que João nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto, a festa de São João Batista foi fixada em 24 de junho, seis meses antes da véspera de Natal. Este dia de festa é um dos poucos dias santos que comemora o aniversário do nascimento, ao invés da morte, do santo homenageado.

Segundo a narração do Evangelho de Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos, como o “precursor” do prometido Messias.

Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

Aliás, ele batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. Ele era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Outras religiões

Para alguns Espíritas, Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do Espiritismo.

Hippolyte Léon Denizard Rivail

Sua última existência corpórea se deu no Brasil, nascido dia 23 de Fevereiro de 1911 com o nome de Oceano de Sá, mais tarde chamado de Yokaanam:. (fundador da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal), reconhecido como tal por diversas escolas sérias e reconhecidas mundialmente, embora o mesmo não assumisse publicamente pois nunca achou necessário e não queria tirar proveito algum de tal reconhecimento.

João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo, também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão. Na Umbanda, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô, responsável por um agrupamento de espíritos que trabalha para a saúde e o conhecimento, que congrega médicos e cientistas. Já no Islamismo, é reverenciado pelos muçulmanos sunitas como sendo um dos seus profetas. O santo também é o padroeiro da Maçonaria (por conta da criação da entidade, em 24 de junho de 1717).

Sobre a festa (que não vai rolar esse ano) junina de São João

A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João). Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. Anteriormente os festejos ocorriam por conta do solstício de verão, as quais marcavam o início da colheita. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. Um deles era Juno, esposa de Júpiter, que era considerada a deusa da fecundida. Nessas festas, chamadas “junônias”, as pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho, passaram a ser chamadas de juninas.

Nunca gostei de festas juninas, mas sei da importância delas na cultura brasileira. Gosto de algumas comidas típicas do período (vatapá então…nossa!), assim como adorava as bombinhas, como toda criança. Na época de moleque, era obrigado a dançar quadrilha. Aí ficava mais puto ainda com o mês de junho. Na foto, ali em cima, tô com meu irmão, Emerson Tavares, alegre por ter acabado a tortura infantil do “taran ran ran, taran ran ran”. Já adulto, só fui  a trabalho, para cobrir o evento.

Bom, em tempos normais, sem Covid-19, o Dia de São João é celebrado com festas recheadas de muita dança, comida e alegria. Nesta quarta-feira (24), se não estivéssemos em distanciamento/isolamento social, as cidades nordestinas, onde a tradição é mais forte, as quadras ferveriam ao som do forró (For All).

Aqui no Norte, as fogueiras também não serão acesas , não termos quadrilhas e, talvez em algumas casas de famílias que amam a tradição, role umas brocas legais deste período.  Que São João nos proteja deste vírus.

Claro que com o advento das Lives, nosso consumo cultural desde o início dessa quarentena, hoje serão realizadas várias transmissões para festejar via internet, em muitas cidades brasileiras.

Portanto, minhas homenagens ao santo. Viva São João!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, CruzTerraSanta e Calendarr Brasil.

Festividade do Sagrado Coração tem primeira celebração aberta ao público durante a pandemia

Por Márcia Fonseca

Nesta sexta-feira, 19 de junho, dia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, a igreja reabre as portas aos fiéis para a celebração da festa.

A festividade traz para este ano o tema: “O Sagrado Coração de Jesus na pandemia do Corona Vírus”. A missa solene do padroeiro, que será presidida pelo bispo Dom Pedro Conti, inicia às 17h30, para um público de 50 pessoas. A igreja estará aberta a partir das 16h30, para que os fiéis passem pelos procedimentos de higienização.

A celebração poderá ser acompanhada ainda pelas redes sociais através da página do Padre Roberto Gazzoli no facebook, no endereço @GazzoliRoberto. A programação encerra neste domingo, 21 de junho, com procissão na igreja matriz às 8h seguida de celebração.

Sagrado Coração de Jesus

Esta é uma das três solenidades do Tempo Comum, dentro da Liturgia da Igreja Católica, comemorada na segunda sexta-feira, após a solenidade de Corpus Christi. Além disso, essa devoção também é cultivada pela Igreja Católica ao longo de todas as primeiras sextas-feiras de cada mês do ano e consiste na veneração do Coração de Jesus, do mais íntimo de Seu Amor.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação: (96) 98400-5139 | (96) 98406-1389

O discurso discriminador do Marabaixo – Fernando Canto – @fernando__canto

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Foto: Chico Terra

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Gabriel Penha

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Cláudio Rogério

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

Foto: Márcia do Carmo

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Gabriel Penha

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de bôas acções, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).

Foto: Mariléia Maciel

Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Foto: Márcia do Carmo

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Foto: Márcia do Carmo

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

Foto: Márcia do Carmo

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.

Colheita da Murta Foto: Fernando Canto: Arquivo pessoal

E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

Foto: Márcia do Carmo

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010

Associação Cultural Marabaixo do Laguinho completa 20 anos de sua fundação

Dia 16 de junho do ano de 2000, jovens do Bairro do Laguinho fundaram de fato a Associação Cultural Marabaixo do Laguinho, com o primordial objetivo de difundir, valorizar, resguardar e perpetuar a cultura negra do Estado do Amapá, e o Marabaixo tem destaque maior neste contexto por ser uma manifestação cultural genuinamente africana e amapaense.

Foto: Faculdade Unopar

A Associação Cultural Marabaixo do Laguinho tem feito seu papel dentro do processo de ramificação de nossa cultura, e tem feito sua parte com propriedade na reprodução da cultura do Estado do Amapá, por meio de importantes e concretas ações de salvaguarda da maior expressão cultural do Amapá. Suas pesquisas, apresentações de Marabaixo e oficinas desenvolvidas por todo o estado, interagem com todo o cenário cultural de nosso Estado, resgatando e fortalecendo a identidade cultural do povo amapaense.

O Marabaixo do Laguinho presta homenagem a todos os seus componentes, apoiadores, apreciadores e simpatizantes, que juntos estarão sempre lutando por seu povo, sua história e tradição, através do canto, da dança e da poesia marabaixeira.

Danniela Ramos
Presidente da Associação Cultural Marabaixo Do Laguinho Laguinho

Hoje é o Dia de Santo Antônio (o Dia do Amor)

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Hoje é o Dia de Santo Antônio. Somente agora tive tempo de publicar um texto sobre, afinal, temos a Sessão Datas Curiosas neste site.

Também chamado pelos católicos por Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. De acordo com a história, ele foi inicialmente um frade agostiniano, tendo mais tarde entrado na ordem Franciscana (1220). Nascido em Lisboa no d13450776_10206153164258574_8358576784586467668_nia 15 de agosto entre os anos de 1191 e 1195, ele morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho do ano de 1231. Daí a celebração neste dia.

Foi muito conhecido pela sua vida despojada de riquezas, apesar de ter nascido em uma família influente. O seu trabalho com os pobres foi essencial para que fosse rapidamente reconhecido como santo após sua morte.

A canonização de Santo Antônio aconteceu poucos anos após sua morte, e muitos consideram que terá sido uma das canonizações mais rápidas da história.

208010076509598990_BlE1Lsrt_cSanto Antônio é considerado um dos santos mais populares entre os brasileiros e portugueses. No Brasil, Santo Antônio é conhecido por ser o “Santo Casamenteiro”, sendo que o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho no Brasil por ser a véspera do Dia de Santo Antônio. Hoje é que as pessoas que desejam casar ou conseguir um namorado preparam simpatias para Santo Antônio, acompanhadas de orações.

Para a umbanda esto_antonio_exu1 o candomblé, no Brasil, Santo Antônio é sincretizado como Exú, que é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, etc. Ou também Ogum, que é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o “santo casamenteiro”.

Exú é o orixá encarregado de ligar o mundo dos espíritos ao mundo material, proteger as fronteiras, as casas, templos, cidades. E também é responsável pelas ligações amorosas, o que faz do dia 13 de junho uma data especial para trabalhos espirituais ligados ao a13453061_1207803865939309_1015662742_omor.Por isso, hoje também é o dia Exú ou Dia do Amor.

Outra denominação para Santo Antônio é Hermes, na Mitologia Grega o Deus da medicina, do comércio e dos ladrões, é também o mensageiro dos deuses.

Dizem que Santo Antônio, quando ainda não era santo, decidiu ajudar duas moças pobres a se casar, não sabia a dor de cabeça que estava criando pra si mesmo. O coitado agora tem que conviver com as ordens pedidos de mulheres que são capazes de qualquer coisa pra acabar com a solteirice. Essa santidade que as moças teimam em deixar de cabeça pra baixo , afogam e até sequestram o Menino Jesus e barganhar o refém por um namorado ou casório.santo

Portanto, hoje é festa junina nas igrejas, terreiros de umbanda e candomblé. Viva a diversidade religiosa e suas denominações sobre divindades e seres encantados, seja Santo Antônio, Hermes ou Exú, meu respeito. Com sua energia e poder, que ele ajude quem ainda não tem um amor . É isso!

Elton Tavares (compilação).
Fontes: Calendar, Tenda Cigana e Raízes Espirituais.

Pela janela azul do manicômio – Crônica porreta de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

Um mundo ainda não corrompido se estende pelas ramificações da cidade, em alamedas de flores, que atravessam o grande oceano. É o mundo não corrompido que vejo pela janela azul do manicômio.

Um mundo desprovido de césares e eunucos, de tédio e de policiais. Onde foram abolidas todas as penas, de morte e de vida. Em cujas praças, esquinas e avenidas olhares se atrevem, se atravessam e se comunicam com os segredos da vida, sem colisão de pensamentos. Esse mundo quer existir para todas as pessoas através de mim. Esse mundo me quer como mensageiro de sua paz cotidiana, de respeito mútuo, de fraternidade.

Eu necessito urgentemente de uma caneta para descrever esse mundo, anotar sua fórmula. Corro em direção à escrivaninha em busca de caneta. Quero deixar registrado esse mundo fabuloso, que me acena na noite, pela janela azul do manicômio. Quero dizer que esse mundo existe e pode ser por nós alcançado.

Abro as gavetas, uma por uma. Reviro os papéis na escrivaninha e não encontro caneta, lápis, qualquer coisa com que se possa escrever. Não acredito! Não pode ser! Nunca fiquei sem caneta em toda a minha vida e justo agora que mais preciso…

Começo então uma busca frenética. Remexo pastas. Violo armários. Coloco pelo avesso os bolsos de todas as roupas. Atropelo objetos. Mas tudo é inútil! Não encontro uma caneta sequer e o mundo ainda não corrompido aguarda lá fora, navegando na noite.

Lembro que na esquina da rua do manicômio azul há um boteco onde poderei comprar uma caneta ou quantas eu quiser ou puder ou precisar. Abro a porta do quarto, desço as escadas, pulo a janela do andar térreo e saio correndo pela rua em direção ao boteco. Os enfermeiros de plantão logo são avisados e partem em meu encalço. Não há tempo para explicar a eles que não se trata de uma fuga. Eles não entenderiam a urgência de se comprar uma caneta em plena madrugada.

Continuo correndo em direção ao boteco, o último, o único aberto na noite, em todo o planeta. Acelero a marcha porque o sonolento dono do boteco, sem desconfiar da importância daquele ato, fecha va-ga-ro-sa-men-te a porta antes que eu consiga alcançá-la. Inutilmente, fico batendo desesperado na porta do boteco que abriga vários e vários pacotes de caneta.

Os enfermeiros chegam, trazendo uma camisa de força. Eu me rendo e sou conduzido de volta ao quarto. Me aplicam um tranquilizante e eu fico inerte na cama, observando pela janela azul do manicômio um mundo ainda não corrompido se dissipando na noite.

Festa do Círio de Nazaré – Lançamento será hoje (1º) na TV Nazaré e nas redes sociais

A Diocese de Macapá apresenta nesta segunda-feira, 1/6, o tema, o lema e o cartaz do Círio de Nazaré 2020. O lançamento da festa este ano acontece exclusivamente pelos meios de comunicação e redes sociais na data em que a Igreja celebra a festa litúrgica de Maria, Mãe da Igreja.

Às 11h na TV Nazaré (canal 51.1 HDTV) o bispo de Macapá, dom Pedro José Conti e o coordenador do Círio, padre Rafael Donneschi, fazem a apresentação da festa deste ano. Às 19h, através das redes sociais, a programação especial continua com uma “Live Solidária” com participação dos artistas Marcelo Dias, Patrícia Bastos, Osmar Júnior e Zé Miguel, bem como o cantor católico Tiago Moraes, autor da música “Senhora de Nazaré”.

As doações arrecadadas na Live Solidária serão destinadas a Cáritas Diocesana, o organismo eclesial responsável por iniciativas de caridade junto às famílias carentes e instituições filantrópicas.

De acordo com o coordenador da Comissão do Círio de Nazaré 2020, padre Rafael Donneschi, aspectos ligados a realização do dia do Círio ainda não serão programados devido as restrições da pandemia.

“Por enquanto, o que podemos tratar sobre a realização do Círio de Nazaré são alguns aspectos organizacionais da mensagem central que desejamos passar aos devotos. Não é possível ainda tratarmos de uma programação completa ou se Círio de Nazaré 2020 vai se realizar como estamos acostumados, pois a realidade da pandemia da Covid-19 e o distanciamento social não nos permite isso agora”, explicou.

A comissão organizadora considera atualmente algumas alternativas para a programação com possibilidades que incluem ou não a realização da grande procissão do 2º domingo de outubro, dia 11, levando em consideração a situação de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Amapá.

Padre Rafael ressaltou que a procissão do 2º domingo é apenas um dos momentos da festividade religiosa, que envolve também outros eventos de fé e devoção do povo amapaense.

Acompanhe

O lançamento da festividade do Círio de Nazaré poderá ser acompanhado pela TV Nazaré (canal 51.1 HDTV), pelas redes sociais, no facebook @ciriodenazaremacapa e @diocesedemacapa.

Doações

Alimentos e produtos de higiene podem ser entregues na Catedral São José, de 8h às 14h, a partir de 1 de junho. Valores em dinheiro podem ser doações através de depósito bancário no Banco Bradesco – Agência 1420-6 | Conta 131680-0 | CNPJ: 07.814.217/0001- 84 – Mitra Diocesana de Macapá

Serviço:

Lançamento Digital Círio de Nazaré 2020 – Live Solidária
Data: 1º de junho (segunda-feira)
Horário: 11h (Apresentação do Círio) | 19h Live Solidária
Local: Facebook @ciriodenazare e @diocesedemacapa
Contato: Jefferson Souza – 96 9139 0682 | Márcia Fonseca – 96 98406 1389| Pastoral da Comunicação

Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

Neste domingo (31), rola LIVE MARABAIXO DA MURTA

O marabaixo é a maior expressão cultural amapaense. Dança de origem africana, trazida para o Amapá pelos negros africanos que foram tirados de sua terra natal para servir o trabalho escravo na construir da Fortaleza de São José de Macapá, consigo trouxeram seus hábitos e costumes. O Marabaixo ocorre durante as Festividades Tradicionais, que consistem homenagear os Santos padroeiros das Comunidades Negras e Quilombolas do Amapá. Na capital do Estado todos os anos tradicionalmente é realizado o CICLO DO MARABAIXO, Festividade que homenageia o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade nos Bairros do Laguinho e Favela (atual Santa Rita) com missas, novenas, ladainhas (parte religiosa dos festejos) e danças de roda de marabaixo (parte cultural dos festejos) puxada pela batida de tambores chamados de “caixas de marabaixo”.

Supõe-se que o nome venha do vocábulo árabe “marabut” (louvar) ou do fato dos negros terem sido trazidos mar abaixo, da África para o Amapá.

Mistura a religiosidade da Igreja Católica Romana (pomba do Espírito Santo, coroa da Santíssima Trindade, etc…) com rituais de origem afro (levantação dos mastros, quebra da murta etc.)

O marabaixo da Murta é mais um ritual cumprido dentro da Programação tradicional do CICLO DO MARABAIXO, onde as mulheres vão cortar nas Matas do Quilombo do Curiaú ou da Comunidade do Distrito do Coração uma planta cheia de ramagem com folhinhas miúdas, que são levadas para uma casa próximo onde ocorrem a Festa, posteriormente a vão buscar em cortejo pelas ruas e avenidas do bairro até chegar no Barracão onde esta sendo realizada a festividade que segue até o amanhecer do dia com a levantação do Mastro.

A murta serve para ornamentar o mastro (tronco de árvore nativa) que erguem a bandeira do Santo padroeiro da festa.

Continue prestigiando nossa programação através das nossas Lives MARABAIXO DA MURTA, na rede social Facebook, no perfil “Berço do Marabaixo” (só clicar AQUI)

Viva Nossa Senhora de Fátima! – 103 anos das aparições da Santa (que Ela nos proteja)

Crianças de Fátima

Há exatos 103 anos, em 13 de maio de 1917, Lúcia de Jesus dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos), Jacinta Marto (7 anos), três crianças portuguesas, viram aparições de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, Vila Nova de Ourém, em Portugal.

Segundo as crianças, foram três aparições. Nos encontros, a santa revelou segredos a eles, que foram denominados “Os pastorinhos de Fátima”. Isso foi mantido em segredo até 1937, daí para frente é só ler um pouco de história religiosa para saber mais do assunto.

“Neste mês de maio dedicado as mães. Vemos sempre a figura de Maria Mãe da Igreja, Mãe da humanidade; cuidando, amando e protegendo todos os seus filhos. Atendamos ao pedido de nossa mãe, rezemos ao Senhor pelo fim dessa pandemia e de todos os males que afligem os pobres e necessitados, nos entreguemos a Deus na firme esperança da ressurreição.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus”.

Missa no Santuário de Fátima em Macapá (AP) – 13 de maio de 2017 – Foto: Gê Paulla

Os católicos fervorosos acreditam na história e os descrentes dizem que é mitologia católica. Eu acredito. Que a Santa nos proteja nestes dias difíceis que estamos vivendo. Viva Nossa Senhora de Fátima!

Elton Tavares

Fonte: Centenário