Paulinho Bitencourt gira a roda da vida pela 43ª vez. Feliz aniversário, “Boca Mole”!

Sempre digo aqui que gosto de manifestar afeto aos meus, em textos. Meu pai, após perder o pai dele, me disse: “não mais deixarei de dizer a alguém que amo, pois não disse para o Juca (apelido familiar de João Espíndola, meu avô)”. Pois é. Por conta disso, sempre o faço por aqui.

Também repito que alguns companheiros de jornada (meus irmãos de vida), com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato, sempre estão em meu coração. É o caso do Paulinho Bitencourt, o nosso muito querido “Boca Mole”. Hoje é aniversário do cara, que gira a roda da vida pela 43ª vez. E a gente (eu, Emerson, Patrick, Syd, entre outros tantos) ama esse cara.

Paulo é competente engenheiro civil, religioso, professor, alquimista-astrólogo e meio cientista maluco amador, fã de Rock and Roll, flamenguista, bicolor, cozinheiro de mão cheia, ex-dançarino de boates, e velho parceiro deste jornalista. Trocando em miúdos, ele é um cara paid’égua pra caralho!

Mas os melhores papéis que Paulinho desempenha na vida são o de pai do Lucas, da Maria Paula e da Maria Beatriz, de marido da Rose, de filho da dona Conceição e seu Nazareno, de irmão do Franck, Partrick e Najara, além de tio de vários moleques bacanas; o Boca Mole é um baita cara de família. Sobretudo, um homem de bem.

Conheci o Paulinho em 1996. E lá se vão 24 anos de amizade. Na época, eu e meu irmão entramos para a “Cúpula do Trovão” (nossa antiga turma, que aprontou muito em Macapá nos anos 90 e grupo do qual sempre faremos parte). É, a gente pirou pra caramba e tem muitas histórias legais pra contar. E algumas outras que não devemos tirar dos arquivos das Guerras Secretas (“Secrets War“, risos), onde ele tem duas gavetas.

Paulo é um homem trabalhador, honesto, meio desconfiado, sempre calado, às vezes meio tímido, mas espirituoso e extremamente inteligente. O Boca (esse apelido o persegue desde que ele era moleque, nem eu sei direito porque) é um cara foda em tudo que se propôs a fazer na vida.

O tempo passou. Na verdade, voou; a poupança Bamerindos levou o caralho, eu engordei muito e tô cheio de cabelos brancos, mas o Boca continua com a mesma cara cínica de 20 anos atrás. E, apesar dos nossos raros encontros, nos falamos toda semana e seguimos juntos na jornada numa relação recíproca de brodagem, respeito e admiração. Tenho certeza que se eu precisar dele, serei atendido/socorrido e vice-versa.

Boca Mole, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta, que sigas com saúde e ainda mais sucesso. Sempre digo que alguns amigos meus zeraram o jogo da vida, pois conseguiram formar uma linda família e alcançar sucesso profissional. És um deles e tenho orgulho de ti.

Emerson, Boca, eu, Clash e Patrick. Irmãos!

É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”. Mesmo com esse período palha de Covid-19, estou feliz pelo teu ano novo Paulinho. Parabéns pelo teu dia, irmão. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Seis anos da Maitê: agradeço a Deus pela vida dela. Feliz aniversário, princesa e amor da vida do tio!

Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. Mas poucas se lembram disso”, disse o escritor Antoine de Saint-Exupéry, no livro Pequeno Príncipe. Sobre isso, lembro bem, assim como o meu irmão Emerson. E, talvez esse seja um dos motivos que fazem dele e de minha cunhada Andresa Ferreira (que também tem genitores exemplares), pais tão maravilhosos para a pequena Maitê Ferreira Tavares, que gira a sua gita roda da vida hoje e completa seis anos de idade.

Ela é a princesa e amor da minha vida. Aliás, das nossas. E aí incluo a minha mãe também, que é uma avó apaixonada.Nunca vou me esquecer daquele momento, quando conheci Maitê, que tinha somente um mês e 11 dias de vida. Foi amor à primeira vista.

Desde então, entendo os meus amigos que têm filhos, entendi o sentimento dos meus pais e olho diferente para as crianças. E amo “a pureza da resposta das crianças”; elas são realmente um barato. Incrível como pequenos seres despertam os melhores sentimentos em nós, adultos de coração duro.

Quem me conhece sabe que sou doido por aquela molequinha. Sempre perspicaz, ela vive com suas antenas ligadas. Apesar da pouca idade, Maitezinha é uma figura. Linda, inteligente, cheia de traquinagem e com sacadas impressionantes para alguém que chegou ontem neste mundo.

Aliás, por falar em mundo, toda vez que falo com ela – o que ocorre quase todas as noites – me apaixono de novo por ela e pela vida e assim reforço minha esperança no futuro. Sempre que falo com ela, esqueço dos amargores da vida.

E por falar em futuro, este texto é pra ela ler daqui a um tempo e se lembrar que todo o amor que existir dentro de mim, é dela. Maitê é uma bênção. Uma mistura de bom humor, gaiatice, doçura, inocência (claro), desconfiança (quando não manja das pessoas e lugares), inteligência, sapequice e ternura.

Já disse e repito: Maitê é amada e reflete isso – com aquela luz que só o amor sabe dar. Apesar de morar com seus pais em Belém (PA), “longe, longe, longe (aqui do lado), NADA NOS SEPARA”, nem o maior rio do mundo. Quando a falta dela aperta, o WhatsApp ou ligações telefônicas amenizam nossas saudades.

Era pra gente estar com ela hoje, mas a pandemia foi mais forte que a distância. E, apesar das saudades, o amor pela pequena lindeza só aumenta a cada dia e hoje estou muito feliz por ela estar saudável e ser essa criança maravilhosa. Nossa princesa desperta o que há de melhor de nós e reforça ainda mais nossos laços de amor.

Dia desses, conversando com a mãe dela, Andresa me disse que as duas estavam assistindo a um filme da Disney e a Maitê disparou: “mamãe, eu sou uma princesa”. A cunhada sorriu e responde que sim. E a sobrinha mais linda do mundo concluiu: “é, eu não tenho esse castelo aí do desenho, mas o meu tio sempre me fala que sou a princesa dele”. Nós rimos. E de fato, ela reina no meu mundo.

Por tudo dito/escrito acima agradeço a Deus pela Maitezinha. Ela é um dos meus fios condutores com ELE. E aqui fica a pequena homenagem do tio, que não dá conta de resumir tanto amor em apenas um texto de felicitações.

Meus parabéns, Maitê. Titio ama-te de forma desmedida. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Hoje a Sharlot Sandin gira a roda da vida. Feliz aniversário, Japa! – @SharlotSandim!

Sabem aquelas pessoas que quando você lembra ou olha na cara, já dá vontade de rir de tanta presepada e histórias acumuladas durante uma vida feliz junto dela? Pois é, uma dessas figuras na minha existência é a Sônia Sharlot Sandin, a nossa muito querida “Japa”. Hoje ela gira a roda da vida mais uma vez, para a nossa felicidade, que temos o privilégio de ser amigo de uma pessoa tão porreta!

Para quem não manja, a Japa trata-se da mãe do Mateus, jornalista e assessora de comunicação das Prefeitura de Pedra Branca do Amapari (ofício que ela desempenha com empenho e maestria) e uma baita mulher fantástica. Tenho a honra de ser seu amigo e ter orgulho dela como profissional e como ser humano.

Sharlot é inteligente, honesta, safa, malandra, palhaça, batalhadora, presepeira e uma mulher bonita. E não é só por conta desse rostinho porreta, mas sim pela área boa que a gente sabe. Além disso, tem atitude e caráter.

Conheci a Japa em 2008. De lá pra cá, fomos chegados, colegas de trampo, amigos e, há anos, somos irmãos de vida. A Sharlot é das pessoas com quem posso contar e ela sabe que é recíproco. Com ela, já ri, chorei e colecionei momentos maravilhosos dessa vida, juntamente com outros loucos varridos que formam o nosso lindo grupo de brothers de verdade (pois sim, existem os de mentira).

Com a cabeça e o coração loucos, Sharlot é absurdamente de bem com a vida. Ela aproveita tudo que a vida lhe apresenta de forma paid’égua, com todas as cores, sabores e ligas que, quando vividas, geram memórias felizes. Sei bem, pois em muitas dessas vezes, tô com ela.

Já teve gente que a acusou de “orbitar” à minha volta, por sempre estarmos juntos nos melhores e piores bares de Macapá. Pois digo, sou feliz pela existência da Sharlô orbitar realmente à minha e eu a dela. Estar com a Japa tira o peso dos problemas do cotidiano. Ela deixa tudo mais leve com seu humor debochado e ilumina a caminhada.

Todas as vezes que lembro de coisas legais com amigos, em muitas dessas memórias afetivas, a Japa tá lá, com sua sagacidade e gaiatice peculiares.

A Japa completa 35 anos hoje. Foda que estamos longe dela, por conta da pandemia que nos priva da presença de nossos afetos, mas estou feliz pelo ano novo de Sharlot, pois eu a amo. Na verdade, quem tem a sorte de ser seu amigo a ama.

Japa , que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu continues esse mulher paid’égua e que sigas pisando forte em busca da felicidade. Saúde e sucesso sempre. Te amo! Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Há 11 anos, meu avô foi homenageado no Mazagão

Há exatos 11 anos, a Loja Maçônica ‘Francisco Torquato de Araújo’, do município de Mazagão, comemorou 20 anos de fundação. No evento, a instituição homenageou seus fundadores, entre eles o patriarca da minha família paterna, João Espíndola Tavares. O venerável e orador da cerimônia, José Odair, mazaganense e grande amigo do vovô, não escondeu a emoção ao tocar no nome do nosso “Juca”.

Na ocasião, nossa matriarca, Perolina Penha Tavares, também foi honrada. Ela recebeu o “Ramo das Olivas”, uma espécie de broche, que seria destinado somente às esposas dos maçons daquela casa. Foi uma experiência emocionante, diferente, contagiante e extremamente familiar.

Honrar é preciso. A história, a memória e o legado, que também é de amor.

Aquele sábado terminou com uma boa ruma de geladas na casa da vovó, como não poderia deixar de ser. Valeu tia Maria, tio Pedro, tia Lúcia, tio Paulo e Adriano, familiares que além da vó, viveram aquele momento comigo.

Elton Tavares

Feliz aniversário, Fernando Canto! – @fernando__canto

Toda vez é isso, como já escrevi noutra crônica de felicitações, quando é hora de escrever sobre o meu herói, quando o assunto é a arte da escrita. Não gosto de tempero artificial em textos de parabéns, tem que ter verdade. E é por isso que este texto é sobre admiração, muito respeito e amor.

Hoje, neste vigésimo nono dia de maio, Fernando Canto gira a roda da vida pela 66ª vez (bela marca). Ele é um dos mestres jedis da literatura e poesia da Amazônia. E, para mim, o maior escritor vivo do Amapá.

Fernando Pimentel Canto é compositor, cantor, músico, jornalista, sociólogo, professor Doutor, poeta, contador de histórias, causos e estórias, contista e cronista brilhante, apreciador e incentivador de arte, sociólogo, imortal da Academia Amapaense de Letras, ícone da cultura amapaense, escritor “imparável”, boemista, marido da Sônia, amante do carnaval, biriteiro considerado, embaixador do Laguinho, mocambo, membro fundador do Grupo Pilão, flamenguista e ex-atacante do Flamenguinho (time do Laguinho dos anos 60, onde segundo ele, o “Bira Burro” foi seu reserva), militante cultural e servidor da Universidade Federal do Amapá.

Com 17 livros publicados (de crônicas, poesia e contos) ; composições suas e outras com grandes nomes da música amapaense; ensaios teatrais, entre outras incontáveis contribuições para a cultura e resgate histórico do Amapá, além de cargos importantes ao longo de sua carreira, Canto é um ardoroso partidário da causa cultural tucuju. O “Cidadão Amapaense” mais amapaense que a maioria dos que aqui nasceram. Quem não o conhece ainda, ou não é do Amapá ou ‘bom sujeito não é’ – com a devida licença poética.

O cara é divulgador, incentivador e memória das artes tucujus. Ele é um acervo vivo de nossa identidade cultural. Uma espécie de Forrest Gump e Big Fish (grandes contadores de histórias do cinema) do Laguinho e de Macapá. Poucos atingem essa idade com a marca da genialidade, principalmente acompanhada de simplicidade e paideguice. Assim é o F.C.

Além de tudo isso, é um homem de bem e um cara muito porreta!. Sou fã dessa figuraça e muito me orgulha ser seu amigo.

Tenho cá minhas ambições como escritor. Comecei há pouco tempo e tenho um livro (prefaciado pelo Fernando), só esperando a pandemia passar, para ser lançado. Mas se fizer 10% do que esse cara fez, já ficarei feliz demais.

Apesar de ser um cara Phoda, Fernando Canto é humilde, tranquilo, gente fina. Desprovido da arrogância e boçalidade de muitos, que não possuem nem metade do talento e da bagagem cultural dele.

Existem uns poucos que falam bobagens do amigo. Ser uma pessoa de tanto talento e repertório, como Fernando, é realmente – às vezes- incomodar. Desconfio de gente assim e todos que conhecem o Fernando também, pois o grande artista das letras e palavras é um baita caboclo gente fina! Tenho muito orgulho de ser amigo dele.

Fernando Canto faz parte da lista de grandes amigos que fiz na vida. Eu o admiro e respeito. Apesar destes tempos tristes de pandemia, hoje é dia de ficarmos felizes pela vida do “papai smurf”, como o chamamos no grupo “Fuleiragem com Cerveja”.

Macapá possui pessoas especiais, seres que, em alguns casos, mesmo não nascidos aqui, para cá vieram e, como diz FC, ‘pegaram de galho’. Graças à passagem tridimensional que existe nessa cidade no meio do mundo, também conhecida como Linha do Equador.

Mestre Canto, que Deus, Morgan Freeman (ou seja lá o nome do “síndico”) te dê sempre saúde, tardes felizes no Abreu, Loro, Maria ou qualquer outro bar, onde tu és sempre bem-quisto e bem-vindo! Que curtas seus lindos netos e recebas sempre o amor da Sônia. Que sejas sempre feliz, como os periquitos que comem mangas na avenida, com a benção de São José e do Chefe dele. Que recebas mais visitas da Júlia. Que tu sejas esse pai, avô e amigo porreta, além desse artista e escritor incrível, por no mínimo mais 66 maios, “abenetando” ou não.

A gente, tua família e amigos, te ama. Meus parabéns pelo teu dia, mano velho. Feliz aniversário, querido Fernando!

Elton Tavares

Sobre o Dia Internacional da Família

Quem me conhece sabe: amo minha família. Não toda, mas boa parte. A central, minha mãe e irmão, sobrinha. E quase todos os que compõem o meu ciclo de forma ampla, avós, cunhada, tios e primos. Com algumas preferências que são resultado da trajetória. Afinal, a gente dá o que recebe e com amor não é diferente.

Pois bem, hoje é o Dia Internacional da Família e como este site tem uma sessão denominada “Datas Curiosas”, resolvi registrar textualmente aqui (só deu tempo agora).

A data é comemorada anualmente em 15 de maio e é uma homenagem à instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral (e também imoral) de todos os indivíduos. O conceito de família é: grupo de indivíduos que protegem, cuidam e amam você. Ou pelo menos deveria ser assim.

O Dia Internacional da Família foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), durante reunião feita em 20 de setembro de 1993. A data foi celebrada pela primeira vez em 1994.

Com a instituição da data, a ONU visa: Divulgar a importância da família na sociedade; Sublinhar o caráter basilar da família na educação das crianças; Passar mensagens de amor, respeito e união, elementos essenciais para o relacionamento de todos os componentes da família; Alertar a sociedade para os direitos e responsabilidades das famílias; Sensibilizar os cidadãos para as questões sociais, econômicas e demográficas que afetam a família e sensibilizar a população sobre os diferentes tipos de família que existem, sendo todas completamente legítimas.

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família“, disse Léon Tolstoi. Tenho o privilégio de isso ser fato na minha vida. Outra sábia, a Maria Lúcia (também conhecida como minha mãe), diz: “amigo de verdade é família”. Ela tá certa, se isso for em relação aos familiares que amamos e isso em uma relação recíproca. Sim, posso contar com  eles. E vice-versa!

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia. A outra porção é herança do saudoso Zé Penha, meu pai era Phoda, acreditem. Mas a vó Peró e tia Maria ajudaram na minha formação como homem. Sou Grato por isso.

Emerson, meu único irmão de sangue (sim, tenho irmãos de jornada) é o meu parceiro em tudo. Com ele e mamãe, enfrento tudo. Eles sacam minhas rabuges e estranhezas e me amam assim mesmo. Sou um baita cara sortudo.

Ah, tenho mais afinidade com minha família paterna, por diversos motivos que não cabem em um texto e que também não estou com vontade de explicar. O que não significa que no meu clã materno não tenham pessoas importantes e amadas por mim. Mas é com os Penha Tavares que me identifico, de fato.

Posso me gabar que tenho o amor e respeito da minha mãe e irmão – melhores amigos de toda a vida – além das outras pessoas consanguíneas que são importantes para mim. Esse sentimento é retratado aqui em muitos textos sobre os membros de minha família. Tudo escrito/dito com muito amor.

Neste 15 de maio, quando muitos estão longe de seus familiares por conta da pandemia, é muito bom ter do que recordar sobre sua família (do latim Re-cordis, que significa ‘passar pelo coração). É o caso de minhas memórias e o motivo de minhas saudades de meu irmão, sobrinha, cunhada, avó, tias, tios e primos muto queridos. Além do pai e vô, que já seguiram para as estrelas.

É uma baita sorte se você tem muitos amigos dentro da sua família. Pois realmente existem familiares inimigos, o que é triste. Mas no meu caso, os que amo, me amam e sei bem quem são. Obrigado por tudo, família!

Elton Tavares

“…Brindo à casa, brindo à vida. Meus amores, minha família…” – Mar de Gente – O Rappa

Fonte: Calendar Brasil

Patrícia Andrade gira a roda da vida. Feliz aniversário, poeta!

Conheci Patrícia Andrade há 21 anos, quando ela desembarcou aqui, no meio do mundo, vinda de Belém (PA), em 1999. Safa, descolada e sem estar ideologicamente presa a nada, Pat se tornou rapidamente “chegada” de todos nós, os malucos da cidade.

Logo virou broda de intelectuais, militantes culturais e, é claro, poetas e escritores. Ela sempre se distinguiu por ser inteligente e despudoradamente franca. Aliás, poesia é uma arte que ela domina. Patrícia é senhora do ofício de poetizar.

Cheia de papos legais e dona de vasta cultura geral, Patinha é uma mulher cheia de poesia, histórias hilárias, outras nem tanto e uma trajetória bacana no cenário cultural de Macapá. Ela tava junto do Gino Flex e de outros brothers que puxaram o movimento do vinil na Floriano e em outros locais desta cidade cortada pela Linha do Equador. Também sempre foi figura presente em saraus ou qualquer manifestação cultural e de defesa de direitos da sociedade.

De lá pra cá, ela namorou, casou, se tornou mãe do querido Artur, trampou e pirou. Tudo com intensidade, paixão, sás coisas legais que gente com ela faz e acho muito firme, pois sou assim também.

Além de poeta e mãe do Artur, Patrícia é uma artista diversificada. Seja nas artes plásticas, escritora, ou discotequeira (Vinil-DJ). Ela também ataca de produtora de vídeo e ativista cultural.

Eu a Pat dividimos muitas mesas, cervejas, noites legais no antigo Quiosque Norte & Nordeste. Como diria Ronaldo Rony, “uma história baseada em baseados reais”, de muitos anos atrás.A gente nunca, no passado, foi de andar juntos. A gente se encontrava e era sempre firme.

Enfim, a gente se dá bem tem tempo, mas nos últimos dois anos, ela se tornou ainda mais importante pra mim. Patrícia colabora para este site, onde assina a sessão “Caleidoscópio de Pat Andrade”. Mas muito além disso, é revisora, divulgadora, até mesmo a pessoa que escuta/lê meus desabafos sobre a vida. E vice-versa. Ou seja, parceira.

Desde de 2019, a poeta resolveu dar uma aquietada. Cuidar mais de si e, é claro, do Artur. Sem andar na contramão, como diria Raulzito. Ela também agora é acadêmica de letras da UEAP e vive o amor com outro amigo, Bruno Jerônimo.

A obra poética de Patrícia Andrade é resultante de uma mistura de vivências, amores, dores, tudo em tom de confissão. Ela é Phoda! Mas muito além da poeta, de quem sou fã dos versos, tenho a honra de dizer que ela é minha AMIGA. E eu a amo.

Por tudo dito e escrito acima, hoje rendo homenagens para a Pat Andrade. Ela é uma pessoa que sei que posso contar. E amigos assim, querido leitorado deste site, são bem raros.

Patrícia, primeiramente, obrigado pela ajuda de sempre. Que teu novo ciclo seja ainda mais lindão. Apesar dessa época trevosa que nos encontramos, tu mereces todo o amor que houver nessa vida. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário.

Elton Tavares

*Escrito ao som de Lô Borges e durante o sorvimento da segunda garrafa de vinho. Sobre isso, Ernest Hemingway disse: “Escreva bêbado, revise sóbrio”.

Hoje é o Dia das Mães – Um texto sobre amor e gratidão.

Arte: Ana Beatriz Santana

Minha mãe é trabalhadora, honesta e dedicada. Ela não chameguenta, mas amorosa. Com absoluta certeza, o maior entre meus amores. E nestes tempos tristes e mascarados de pandemia, sou feliz e agradeço por estar junto de Maria Lúcia e pela sua saúde.

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia, a professora, orientadora, filha da Cacilda, avó da Maitê. E que eu e Emerson Tavares temos a honra de termos como mãe. Falando em meu irmão, por conta deste período em que vivemos, ele não está aqui, conosco, como em todos os anos anteriores, mas telefona todos dias e nos dá apoio em tudo, mesmo de longe.

Já disse e repito que eu e mano não seríamos caras nos tornamos se não fosse a nossa mãe. Mamãe é nossa amiga. Sim. Porque existem mães inimigas. Até hoje, eu com 43 e o Emerson com 40, ela segue a se preocupar conosco. Coisa de mãe.

Às vezes a gente se chateia um com o outro, noutras nos decepcionamos, mas seguimos sempre juntos, unidos, com muito amor e ajuda mútua na jornada da vida. Somos muito gratos pela mãe que temos. Maria Lúcia é a soma de tudo que somos de melhor (menos a boêmia, carisma e gaiatice, isso aprendemos com nosso velho e saudoso Penha, o pai).

Por tudo que fez e faz, hoje homenageio Maria Lúcia, nossa mais que maravilhosa mãe. E agradeço a Deus por sua presença física, sua saúde e sua felicidade. Nós te amamos, Lucinha.

Arte: Ana Beatriz Santana

Ah, também parabenizo aqui outras mães da minha vida: minha avó Perolina Penha Tavares, a “vó Peró” e minha tia Maria Conceição Penha Tavares. A vó Cacilda Neves, mãe de minha mãe e a querida cunhada Andresa Ferreira, mãe da nossa princesa Maitê. Todas importantes e pessoas amadas por nós.

Além de minhas tias, primas, colegas e amigas, tantas mães entre nossos afetos. Vocês são guerreiras!

Essa época difícil passará e logo estaremos juntos de novo. Por ora, reze pela sua mãe. Esteja ela em outro lugar além de dentro do seu coração. E agradeça pela oportunidade de ser seu filho. É este meu sentimento neste segundo domingo de maio: amor e gratidão. Feliz Dia das Mães!

Elton Tavares e Emerson Tavares (escrevo e assino por nós dois mesmo. Coisa de irmão mais velho, rs).

Hoje é o Dia do Goleiro – meu saudoso pai foi/é o meu goleiro preferido

No Brasil, em 26 de abril é comemorado como o Dia do Goleiro. A data foi criada há quase 40 anos para fazer uma homenagem para aqueles atletas que por muitas vezes não tem o reconhecimento devido do seu trabalho. A ideia foi do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, que eram professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, e começou a ser comemorada a partir da metade dos anos 70, segundo relata Paulo Guilherme, jornalista que escreveu o livro “Goleiros – Heróis e anti-heróis da camisa 1”.

Como eu já disse aqui, por diversas vezes, amo futebol. Goleiro é posição maldita do esporte bretão (chamado assim por ter sido inventado na Grã-Bretanha). Meu saudoso e maravilhoso pai, José Penha Tavares, era goleiro. Posso afirmar, sem paixão (talvez com um pouquinho dela), que ele foi muito bom.

Papai agarrou pelos times amapaenses (quando o futebol aqui era amador) do São José e Ypiranga Clube. Também foi amigo de um monte de conhecidos boleiros locais. Infelizmente, meu amigo Leonai Garcia (que também já virou saudade), esqueceu-se dele no seu livro “Bola da Seringa”.

Quando moleque, acompanhei papai em centenas de peladas. Torcia e sofria quando ele levava gols, principalmente quando falhava. Aprendi a admirar goleiros com ele. Lembro bem de expressões como: “Olha essa ponte!”, “Que defesa, catou legal!” ou algo assim, bons tempos aqueles.

Bem que tentei jogar em todas as posições, inclusive o gol (sempre era o último a ser escolhido), mas nunca consegui me destacar pela bola, mesmo antes de engordar. Não sei se as crianças de hoje ainda escolhem o pior dos meninos (ou meninas) para agarrar, aquilo é bullying (risos). Digo isso com conhecimento de causa.

Quando me refiro ao goleiro como “posição maldita”, falo de uma série de injustiças que vi goleiros sofrerem ao longo dos meus 43 anos, mas uma é mais marcante: a crucificação do arqueiro Barbosa, da seleção de 1950. Há alguns anos, assisti a um documentário sobre a derrota para o Uruguai na final daquele mundial. Aquele homem foi estigmatizado até o fim de sua vida.

Em 2010, durante uma entrevista, Zico (não preciso dizer quem é, né?) declarou que o Barbosa, no fim da vida, disse a ele: “desculpe, mas gostei de ver você perder aquele pênalti em 1986, pelo menos me esqueceram um pouquinho”. Imaginem como o velho goleiro sofria pela falha de 1950? É a maldição do goleiro.

Vi grandes goleiros jogarem. Raçudos e classudos, voadores, pegadores de pênaltis. Foram tantos que é difícil enumerar, mas lembro bem do Buffon, Gilmar, Taffarel, Raul, Dida, entre tantos outros arqueiros que nos encantaram com a segurança debaixo da trave. Mas para mim, meu pai foi o melhor de todos eles.

Este texto é uma homenagem aos goleiros profissionais e peladeiros, que se machucam em saltos destemidos, levam chutes meteóricos, além de divididas violentas. Em especial ao meu pai, meu goleiro preferido para sempre. Amo-te, Zé Penha. Um beijo pra ti, aí nas estrelas!

Elton Tavares

Pedro Aurélio Tavares gira a roda da vida neste Domingo de Páscoa. Te amo, tio. Feliz aniversário!

Vira e mexe, venho aqui escrever sobre amor, felicitar minhas pessoas e me gabar de tê-las em minha vida. E hoje não é diferente.

Pedro Aurélio Penha Tavares gira a roda da vida neste domingo de Páscoa pela 67ª vez. Apesar de não ser uma idade fácil de alcançar, este ano o natalício dele é bem mais significativo. O cara é meu tio e grande amigo. Há uma semana, ele sofreu um grave acidente e apesar do trabalho que deu ao seu anjo da guarda, tudo deu certo e ele tá bem.

Portanto, nenhum momento melhor que a Páscoa para celebrarmos o aniversário do terceiro dos cinco rebentos da Peró e “Juca”, pai de quatro filhos, avô de um lindo casal, marido da Lúcia, administrador de empresas, bacharel em Direito, venerável mestre maçom, fazendeiro e conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AP).

A gente se fala todo dia. Seja pessoalmente, ou pelo celular. Gostamos de conversar sobre política, família, cultura e até bobagens bacanas.

Entre os amigos consanguíneos, Pedro Aurélio é um dos mais fieis e presentes em minha vida. Amo demais esse cara. Ele é meu brother valendo mesmo. Não é somente por conta de nossos corriqueiros encontros, dentro e fora da casa da vovó (nosso santuário particular). Mas sim por ser uma mistura de conselheiro, confidente e socorristas em tempos difíceis. Sim, já precisei dele algumas vezes e o tio nunca falhou. Sou grato por tudo.

Nem sempre foi assim. Na minha infância e adolescência, o via como um cara sério e severo. Já na minha juventude, quando fiz todas as merdas possíveis aos 20 e poucos, ele foi um crítico e tinha toda a razão de ser. Eu e Pedro nos tornamos amigos há uns 15 anos. Quando melhorei (melhorar não é acabar) minha porra-louquice e quando ele começou a caminhar pela vida como uma pessoa mais aberta, mais leve, mais divertida.

Pedro Aurélio é um cara que marca presença. Tem coragem e atitude. Além de umas chatices e rabugices que lhe são peculiares, mas que não diminui em nada o baita cara porreta que ele é. O tio é inteligente, astuto, experiente, combativo, leal e honesto. É uma das pessoas que tenho orgulho de ter o mesmo sobrenome, o mesmo sangue, o mesmo clã.

Em resumo, Deus deu mais tempo para que o Pedrão fique conosco. Mais tempo pra gente ser mais. Mais família e ainda mais amigos.

Que em seu novo ciclo, esse cara receba todas as bençãos que ele merece. Que todo o amor dessa vida lhe recaia e seu conceito de felicidade se concretize.

Tio, que estes teus 67 anos bem vividos, bem comidos e bem bebidos, assim como batalhados pra caralho, se tornem pelo menos uns cem abrils. Gosto de ser teu sobrinho. É algo que muito me honra. Sei que posso contar contigo e, acredite, é recíproco. Te amo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Marcelo Guido gira a roda da vida pela 40ª vez. Feliz aniversário, irmão!

Marcelo Guido gira a roda da vida pela 40ª vez nesta Sexta-feira Santa. De santo ele não tem nada. Nem religioso o maluco é. Mas é um cara porreta e um irmão de vida e, graças a Deus, ele conseguiu chegar até aqui. Ao mano velho, rendo homenagens hoje.

Trata-se de um brother muito presente, fiel aos seus ideais e suas pessoas. Admiro o figura por isso. O cara é pai da Lanna e Bento, marido da Bia, jornalista e assessor de comunicação, ateu (daqueles chatos) ex-blogueiro, vascaíno calejado (com muito amor por esse time e resignado pelo sofrimento), remista, colaborador deste site (onde assina a sessão “Discos que Formaram o meu caráter” e escreve crônicas sobre futebol), amante de rock and roll e futebol, fã Nº 1 dos Ramones e velho amigo deste editor.

Guido é um cara de poucos amigos. Amigos mesmo, de verdade. Marcelo vive como quer, nos seus próprios termos. Acho que melhor que amigo, o papel que ele desempenha com excelência é o de ser pai.

Quando vou na casa dele e da Bia, a gente fala sobre tudo. É papo sobre família, nossos brothers, séries, filmes, bandas, shows, discos, quadrinhos e muita merda. Fazemos piada de tudo, de todos e até da gente mesmo.

Já disse e repito: para quem não é da época (ou não sabe), nos anos 90, eu e Marcelo éramos de uma galera de malucos. A gente caía dentro da porrada e vencia todos. Além disso, foi muita cana, muito tudo. A gente sobreviveu por um milagre (sim, mais uma referência religiosa no texto de parabéns a um ateu). Guido também foi um dos caras que me deram força na época da morte do meu pai, em 1998. Sou grato por isso.

O Guido segue com um temperamento explosivo. Ainda esbraveja aos quatro cantos quando provocado. Eu um pouco menos que antes. Mas ele é um cara do bem, mesmo com suas regras severas sobre pessoas com quem se relaciona (sempre converso com o brother sobre isso).

Já disse e repito: admiro o pai de família que o Guido se tornou. Às vezes, ele ainda me tira do sério e fico puto com o figura. O sacana vive tirando onda comigo por ser gordo, o que me deixa mordidaço. Sorte dele que come que nem uma escavadeira hidráulica e não engorda, o frescão. Mas depois passa e a gente segue como amigos.

Hoje em dia, eu a caminho dos 44 anos e ele com 40, não somos nem de longe aqueles caras dos anos 90 e década de 2000. A gente era nó-cego, mas nos tornamos caras legais. Faz tempo que não quebramos ninguém na porrada – e nem estamos com saudades disso.

O Guido é uma força da natureza. Se gostar de você, é um puta dum amigo. Um cara Phoda mesmo! Se não der valor em ti, é encrenca certa. Com os parceiros, é um malandro engraçado e 100%. Além de forte defensor de suas opiniões.

A gente segue a jornada da vida pirando junto, se ajudando mutuamente e com muito humor negro, paixão e brodagem. E sem perder a ternura. Quando a gente se encontra é a certeza de uma boa bebida, bons papos e alegria. Amo esse doido varrido!

Guido, mano velho, sei que posso contar contigo e sabes que é recíproco. Que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares (e falo também pelo Emerson Tavares, meu irmão, que também é irmão do Marcelo Guido e certamente pelo Anderson Miranda, o “The Clash”).

Muito feliz, do fundo do coração! (Obrigado, Deus!)

Meu tio Pedro Aurélio sofreu um acidente ontem (5), em sua fazenda. A coisa foi feia, mas ele tá bem e logo estará recuperado. Mais do que um dos irmãos de meu falecido pai, ele é o “meu amigo Pedro”, parafraseando Raul Seixas. Um cara que falo quase diariamente, seja pelo telefone, aplicativo de conversa ou pessoalmente. Um figura que descobri a amizade depois de adulto e que tenho em alta conta. Na verdade, a gente (família Tavares) ama o cara.

Só tenho a agradecer. Obrigado, Deus! Aliás, a ELE e aos amigos que rezaram, torceram ou, de alguma forma, emanaram boas energias. O escritor Rubem Alves disse uma vez que, quem benze ou bem diz, é feiticeiro ou mágico. Esse “encantamento”, sempre invocado com as mágicas palavras “amém”, “que assim seja” ou simplesmente “se Deus quiser” costuma funcionar. Sim, vibrar positivamente ajuda na bênção.

Agora é cuidar e esperar a recuperação em sua plenitude. E só escrevi este textinho para dizer a vocês, queridos leitores, que estou feliz demais por isso. Do fundo do coração!

Enfim, reze, ore, vibre, peça e agradeça. Sobretudo, cuide bem dos seus amores. É isso!

Elton Tavares

*Escrito às 18h, “hora do Angelus”, desta segunda-feira (6). A hora de agradecer.

Feliz aniversário, Jaci Rocha!

Jaciléia Rocha gira a roda da vida neste segundo dia de abril. A ela, desejo toda a felicidade possível na vida. Conheci a Jaci (lua, em Tupi) em 2011. Nos tornamos amigos em 2012 e namoramos por anos, entre idas e vindas (risos). Claro que quase nos matamos, mas garanto a vocês: ela é uma mulher do bem.

Jaci Rocha é advogada (sócia do escritório “Josimary Rocha Sociedade de Advocacia Criminal”), professora e poeta, filha caçula da dona Socorro, irmã do Josi e Mary, tia amorosa da Júlia, blogueira, humanista/feminista e artesã, profissional competente e uma mulher muito inteligente, dona de vasta cultura geral.

Ela completa trinta e seis anos bem vividos, bem versados, bem lidos e bem poéticos, cheios de literatura, música e filosofia (além de doidices e paideguices).

As pessoas próximas a nós sacam que a gente se gosta e se respeita. Aliás, quando precisei muito dela e da Mary, em 2019, elas me socorreram e evitaram uma injustiça contra este jornalista. Serei sempre grato.

A Jaci também é apreciadora de bons vinhos, MPB (é a maior fã do Belchior que já conheci), amante de cachorros, gatos e animais em geral, luares, vestidos e bolsas cheias de pavulagem, chuvas, cafés fortes e livros (muitos livros).

Apesar de pouco nos encontrarmos, e ainda hoje não concordarmos em muitos aspectos da vida, seguimos amigos. Sobrevivemos, graças a Deus (mais risos). Afinal, “esta é uma história simples, mas não é fácil contá-la. Como uma fábula, há dor e, como uma fábula, está cheia de admiração e felicidade.” – A Vida É Bela, 1997.

Ruiva, que tu sejas muito feliz hoje e sempre. Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, rentável, saudável e aprazível em todos os campos da tua vida. Obrigado por tudo. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Há 22 anos, morreu meu pai, Zé Penha Tavares (o meu eterno herói)

Há exatos 22 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. Já que “Recordar, do latim Re-cordis, significa ‘passar pelo coração’, como li em um livro de Eduardo Galeano, passo pelo meu essas memórias.

Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares, nasceu no município de Mazagão, em 1950, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos.

Sou o moleque que engatinha na direção do pai

Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete? Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.

Aniversário do meu irmão, Emerson Tavares, nos braços o meu pai, José Penha Tavares – 10/12/1980.

Em 1975, casou-se com minha mãe, Maria Lúcia, com quem teve dois filhos, eu e Emerson. O velho não foi um marido perfeito, era boêmio, motivo que o levou se divorciar de minha mãe, em 1992.

Após o seu falecimento, li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve a culpá-lo por este extremo defeito?”.

Eu (calção verde) com a Vó Peró, minha mãe Lúcia e meu pai Zé Penha. Em algum lugar do passado. Saudades!

Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas com certeza foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas e bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades.

Meu tio Paulo (em pé), papai, mamãe e tia Maria (sentados) – Família – Anos 80.

Penha não gostava de se envolver em política. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preto, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Aquele cara era extraordinário!

Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas.

Papai e mamãe – Anos 90

Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema. Ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.

Zé Penha (meu pai) e Itacimar Simões (meu tio). Eles eram grandes amigos por aqui e devem tomar umas lá no Céu.

Com ele aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, e aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele.

Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne”, como ele mesmo brincava.

Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele, pois acredito que as pessoas morrem, mas nunca em nossos corações.

José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”.

Meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, disse: “Papai nos ensinou o segredo da vida: ser gente boa e companheiro com os que nos são caros (família e amigos). Sempre nos espelhamos nele. Para mim é um elogio quando falam que tenho o jeito dele, pois o Zé Penha foi um homem admirável, um verdadeiro ser humano!

“Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu”. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu pai, que passou rápido e intensamente por essa vida.

Papai (com as mãos nos ombros da Clara, sua namorada), eu (de pé) e meu irmão Emerson (sentado de camisa branca). 1997. Saudade!

Queria que o Zé Penha tivesse vivido pra ver a Maitê, pra sacar que consegui me encontrar e ser um bom profissional, pra ver o grande cara que o Emerson se tornou. Enfim, pra tanta coisa legal. Também faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “haja hoje para tanto ontem”.

Ao Penha, dedico este texto, minha profunda gratidão e amor eterno. Até a próxima vez, papai!

Obs: Texto republicado todo ano nesta data e assim será enquanto eu sentir saudade. E essa saudade, queridos leitores, nunca passa!

Elton Tavares