Nota de pesar

Recebi com profunda tristeza na noite desta sexta-feira, 27, a notícia do falecimento do professor de Educação Física, Ernesto Sebastião Dias Neto, nosso querido Filé, avô das minhas duas filhas, Clara e Luiza, e pai da secretária municipal de Assistência Social e do Trabalho, Mônica Dias.

Ernesto era carinhosamente chamado de Filé no meio do esporte e se destacou no atletismo como um dos maiores corredores do Amapá. Além de jogador, atuou também como treinador em vários clubes e da seleção amapaense de basquete. Ernesto foi um grande incentivador do segmento, fundando escolinhas de basquetes para comunidades carentes de Macapá e formou várias gerações de atletas e amantes do basquete no Amapá.

Ele partiu aos 74 anos, mas deixou ensinamentos incríveis, como seu companheirismo e amor pela família. Convivi de perto com ele, pude observar a sua maneira de simplificar as coisas. Era um homem do bem, não acumulava sentimentos negativos e deixava que o tempo cuidasse rapidamente de sarar qualquer machucado que a vida, inevitavelmente, nos traz. Fazia de cada experiência um rico processo de aprendizagem.

Ernesto sempre foi um avô amoroso e agradeço profundamente a ele por todo esse carinho dedicado aos seus netos, especialmente às minhas filhas. Filé deixa esposa, filhos, netos e muitos amigos.

Neste momento de grande dor, peço a Deus que conforte os familiares e amigos. A Deus peço também que dê a ele o merecido repouso eterno em seu reino. Respeitosamente presto minhas condolências e os mais sinceros pêsames pela sua partida e minhas merecidas homenagens em nome do povo de Macapá ao eterno e grande Ernesto, o Filé.

Em despedida a um dos pioneiros na popularização do basquete em nossa cidade, ex-alunos, atletas e cadeirantes fizeram uma partida em homenagem ao Ernesto-filé, no Ginásio Avertino Ramos, neste sábado, 28 de setembro.

Clécio Luís
Prefeito de Macapá

Nota de Pesar do Sindjor/AP pelo falecimento do jornalista e radialista, Marco Antônio de Brito

Marco Antônio – Fotos do Facebook do jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (SINDJOR) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) comunicam com pesar o falecimento do jornalista e radialista, Marco Antônio Araújo de Brito, ocorrido nesta quarta-feira, 25, em sua residência. Formado em Comunicação Social, Marco Antônio deixa uma extensa contribuição no jornalismo amapaense com passagens por rádios, tvs, assessorias de imprensa etc.

O velório está previsto para ocorrer a partir da tarde desta quarta-feira, 25, na residência da família, na Avenida Coaraci Nunes, entre as Ruas General Rondon e Tiradentes, Centro. O sepultamento será na quinta-feira, 26, às 9h, no cemitério de São José, no bairro Santa Rita.

Em nome da categoria, o SINDJOR e a FENAJ externam os mais sinceros sentimentos à família enlutada.

*03/02/1969
+25/09/2019

Macapá, 25 de Setembro de 2019

Parte da minha turma de jornalismo do Seama. Da esquerda para direita estão: eu (cortado ), Eduardo Neves, Marco Antonio, Keila Góes, Adryany Magalhães, Poliana Tavares, Doris Muniz e Aridelso Gomes. Novembro de 2008.

Sobre Marco Antônio

Sobre o Marcão, morreu hoje muito mais que um bom jornalista, radialista e colega de profissão. Marco Antônio era um cara do bem e de bem. O conheci na faculdade Seama, onde estudamos Comunicação juntos. Ele já era um comunicador experiente ao entrar na Academia, queria somente aprimorar seus conhecimentos e assegurar a graduação.

Nunca andei com o Marcão, mas sempre me dei bem com ele. Em uma relação de respeito e amizade recíproca.

Em 2016, meio da correria do trabalho, encontrei com ele. Até aquele dia, não sabia que meu colega de faculdade e velho amigo estava de volta a ativa. Ele estava trabalhando na produção da Rádio Difusora de Macapá e esteve comigo lá no TRE-AP, onde eu era assessor de comunicação.

Eu e Marcão, em 2016

Marcão se recuperava de uma Acidente Vascular Cerebral (AVC) que quase o matou em 2014. Mas ele teve outro AVC em 2019.

Marco Antônio foi boa gente, trabalhou com várias gerações de profissionais e sempre ajudou que pode. Que o brother siga em paz e que Deus conforte seus familiares e afetos. Valeu, Marcão!

Elton Tavares

Poema de agora: EU BORDO… (Fernanda Young)

EU BORDO…

Eu bordo o labirinto quente das minhas veias.
Repito as palavras como mantras, nas voltas que agulha faz.
Por vezes, me furo e não o pano. Gosto de levar este susto.
É a digital de sangue que deixo ali:
minhas lágrimas, cervejas, rompantes.
Se me revelo expondo as fraquezas, confusão, raiva,
não me constrange.
Há muito cansei de
desculpar-me.
Sou essa, e aceito não ser querida,
Se me arrependo de algo,
digo aqui e bordarei:
Foi ter saído de mim,
para deixar alguns entrarem.

Fernanda Young

*Fernanda Young morreu hoje, aos 49 anos de idade.  Sou fã da sensacional escritora de humor ácido, poeta e roteirista de TV. Que ela siga em paz e com a luz que sempre irradiou por aqui.

Nota de Pesar

Em nome de seus membros e servidores, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) externa suas condolências pelo falecimento do senhor Ulysses Guimarães Aires da Costa, de 41 anos, ocorrido na noite desta quarta-feira (31). Ele era irmão do servidor da Promotoria de Justiça de Urbanismo, Habitação, Saneamento, Mobilidade Urbana, Eventos Esportivos e Culturais, Richardson Guimarães.

Conhecido como Ulysses “Parente”, ele foi advogado e ex-vereador de Macapá. Seu falecimento foi em decorrência de um infarto fulminante, no Hospital de Emergências da capital amapaense.

Que Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, conforte os corações de seus familiares e amigos.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Radialista Luiz Cantanhede morre aos 72 anos de idade

Radialista Luiz Cantanhede

Por Douglas Lima

Morreu na madrugada desta segunda-feira, 17, de insuficiência respiratória, no Hospital de Emergência de Macapá (HE), o radialista Luiz Cantanhede, 72 anos, que deixou saudades em muitos colegas de profissão, ouvintes, alunos e aos filhos jornalista Jânderson Cantanhede e administradora de empresas Lícia de Socorro, frutos de seu amor com a senhora Maria José, que em 2003 pereceu vítima de câncer.

O velório do radialista ocorre na área externa da Rádio Difusora de Macapá. O sepultamento, até às 9h20m de hoje, ainda não tinha sido marcado. A morte de Cantanhede é bastante pranteada pela pessoa sincera que ele era, um exemplo de profissional dedicado, inclusive usando de versatilidade.

Jânderson afirma que ingressou no jornalismo inspirado no pai e levado para a profissão pelo radialista Mário Thomaz. Ele lembra que Thomaz, ainda no início de carreira, ia muito à sua casa, pedir orientação de Luiz Cantanhede, e que o levou para ser entregador do ‘Jornal dos Municípios’.

Tendo em casa a preocupação do pai com a notícia do rádio, e na rua a notícia na forma impressa, Jânderson acabou fazendo Comunicação na faculdade, de maneira que deixou de ser jornaleiro para abraçar o jornalismo.

Luiz Cantanhede era um narrador esportivo vibrante. A empolgação, a entonação na voz e o vocabulário lembravam muito o consagrado Luiz Penido. Em suas transmissões, ele se autointitulava ‘Artilheiro do Ibope – 78% de Audiência’. Certa vez, durante jogo no estádio ‘Glicério Marques’, em meio a uma chuva torrencial, Cantanhede mandou: “Galera, é muita chuva; não tô vendo mais nada’.

O profissional de rádio, que se foi, atuou em Santarém, Belém e Macapá. Na capital amapaense, Luiz Cantanhede, além de suas atividades radiofônicas, administrava o tradicional serviço de alto falante do centro da cidade. Ultimamente ele tinha como a ‘menina dos seus olhos’ os cursos rápidos que fazia paras pessoas que queriam iniciar na profissão.

O radialista foi embora, deixando um vazio na noite amapaense. É que ele representava o programa “Clube da Madrugada”, na Difusora. Aí sim ele deveria alcançar 78% do Ibope. Aplausos ao grande Cantanhede.

Fonte: Diário do Amapá

Há dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave

Há exatamente dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave. Seu corpo foi encontrado no banheiro de seu quarto em um hotel de Detroit (EUA). O astro do Rock tinha 52 anos. A família pediu privacidade para trabalhar com os profissionais médicos na determinação da causa do óbito.

Nascido em Seattle (EUA), Chris Cornell foi um dos grandes nomes do movimento grunge no final dos anos 1980 e nos anos 1990. Em 1984, ele formou o Soundgarden ao lado do guitarrista Kim Thyail e do baixista Hiro Yamamoto.

O Soundgarden foi a precursora das bandas do grunge. Eles abriram o caminho para Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains – ao ser a primeira do gênero a assinar com uma grande gravadora, selando contrato com a A&M em 1988. Em seis álbuns, mais notavelmente Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994, o Soundgarden foi uma das bandas de rock mais influentes dos últimos 25 anos, com “Spoonman,” “Outshined,” “Rusty Cage” e “Black Hole Sun” como hits cravados na história do gênero.

Em 1990, Cornell iniciou o projeto Temple of the Dog, um supergrupo formado por ele, Stone Gossard e Jeff Ament, ambos ex-integrantes do Mother Love Bone, Mike McCready, Matt Cameron e Eddie Vedder. O propósito da iniciativa era fazer um tributo a Andrew Wood, que era amigo de Cornell e vocalista do Malfunkshun e do Mother Love Bone. A banda lançou um único disco, autointitulado, em 1991 pela A&M.

Após término do Soundgarden, Cornell se juntou aos integrantes do Rage Against the Machine Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk para formar o Audioslave. Em, 2007 Cornell deixou o supergrupo para se concentrar na carreira solo, antes de reunir o Soundgarden em 2010. Recentemente, ele promoveu reuniões de Audioslave e Temple of the Dog e ainda lançou um disco solo, Higher Truth, em 2015.

Cornell foi um excelente frontman em todas as bandas que participou. Entre outras coisas, ele era conhecido também pela canção “You Know My Name”, a música tema de 007 – Cassino Royale, de 2006.

O músico lidou com vício em drogas e álcool durante muitos anos, chegando a se internar em uma clínica de reabilitação em 2013. Em 2012, ele e a esposa, Vicky, criaram a Chris & Vicky Cornell Foundation para trabalhar com crianças em situações vulneráveis. A ação foi baseada na experiência pessoal dos dois na tenra idade.

Meu comentário: Chris Cornell era um dos meus vocalistas favoritos. Um cara de imenso talento, atormentado pela sua loucura. Alguns de nós não consegue se conter, era o caso do fantástico cantor. Cheio de atitude, ele ajudou a deixar os anos 90 mais felizes para toda uma geração de fãs de Rock.  Valeu, Cris!

*Com informações da revista Rolling Stones

Belchior e a Música das Esferas – Por Fernando Canto (dois anos sem o poeta)

Musico Belchior em 1977.

O cantor e compositor Belchior morreu há dois anos (quando soubemos, pois na verdade ele foi para as estrelas no dia 29 de abril de 2017), em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos.  Naquela manhã, acordei com a triste notícia de seu desencanto. Sempre fui seu fã, mas há alguns anos, me tornei mais ainda por conta da convivência com uma das pessoas que mais idolatravam o artista. E hoje o “tempo andou mexendo com a gente, sim”.

Poeta brilhante, artista louco, compositor fantástico, entre tantas outras coisas sensacionais que Belchior foi e é, dificilmente eu conseguiria descrever a importância dele para a música e cultura brasileira. Mas o Fernando conseguiu. Fica aqui nossa homenagem com essa crônica do Canto:

Belchior e a Música das Esferas – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

“Deixando a profundidade de lado” eu sempre fui fã desse cara cearense, que hoje faz 70 anos. Assisti pela primeira vez a um show dele no Projeto Pixinguinha, no Centro de Convenções João de Azevedo Picanço, em 1984. Ele cantou seus sucessos “Como Nossos Pais” e “As Paralelas” ao lado de Zizi Possi, outra cantora que também admiro muito. O que me chamou atenção no seu visual eram as meias coloridas, a cabeleira e o vasto bigode, que parecia ter vindo de uma nave da Tropicália. Aliás, a “roupa colorida” era tida como elemento constituinte da corporalidade do ethos tropicalista.

Passaram-se alguns anos, ainda na mesma década, ele tocou no final de um festival universitário da canção no ginásio de esportes Avertino Ramos. Cantava no palco. Eu estava lá na arquibancada. Um sujeito que estava do meu lado gritava para ele, pedindo atenção. De repente jogou uma lata de cerveja na direção do palco que atingiu o cantor. Antes dos seguranças chegarem para expulsá-lo perguntei-lhe por que fizera aquilo. O cara chorava e dizia: – Eu sou fã dele, queria apenas que ele me ouvisse. Queria que ele tocasse “A Palo Seco” ou “Rapaz Latino Americano” e, mas ele não me ouviu. E gritava: – Desculpa, desculpa. Eu não queria fazer isso…, enquanto era arrastado para fora. Logo a seguir o cantor ilustrava o ambiente reverberador do ginásio com a música solicitada pelo fã compulsivo – quase um psicopata – e cruel:

“Eu sou apenas um rapaz latino-americano/ sem dinheiro no banco/ sem parentes importantes/e vindo do interior/ POR FAVOR NÃO SAQUE A ARMA/ NO SALOON, EU SOU APENAS O CANTOR. / MAS DEPOIS DE CANTAR/ VOCÊ AINDA QUISER ME ATIRAR/ MATE-ME LOGO, À TARDE, ÀS TRÊS/ Que à noite eu tenho um compromisso e não posso faltar/ Por causa de vocês”.

Depois do seu episódico desaparecimento há quase três anos, quando especulações sobre sua vida emergiram de forma negativa, só podemos perguntar “Onde está Wally?”, no meio dessa multidão insensível. Onde está Belchior? O cara que sabia sobre a descoberta pitagórica da Música das Esferas, da harmonia dos planetas no cosmo, tanto que fez questão de usar trecho do poema “Via Láctea” do parnasiano Olavo Bilac (“Ouvir estrelas? Ora direis, Certo”). O cara-cabeça do “Pessoal do Ceará” que compunha com Fagner e revolucionou a MPB.

Sete décadas. Cabalísticamente sete para um cara que tinha “25 (2+5=7) anos de sonho e de sangue/ E de América do Sul”. Que trazia sua identificação nordestina presa ao dorso do seu cavalo que eram as embarcações pesqueiras de velas do Mucuripe, canção dele e de Fagner. Esse mesmo cara que transitava entre o sonho e a realidade de uma forma surpreendente, pois essa trajetória não tem suas âncoras presas ao real, tal como pensamos. Ele que escreveu “Se você vier me perguntar por onde andei/ No tempo que você sonhava”, e sua realidade respondia: “De olhos abertos lhe direi/ Amigo eu me desesperava” (A palo seco); ele que falava num sonho que “viver é melhor que sonhar” e respondia no mesmo verso sua realidade que “Viver é melhor que sonhar” (Como nossos pais). Todo indica um paradoxo, em que o dono do discurso parece estar perturbado e que quer fazer saber que “sons, palavras são navalhas”.

Não sei por onde anda esse rapaz de 70 anos. Queria vê-lo agora aqui, em um palco montado na praia de Iracema, desafiando o tradicional, para me encantar com o seu diferenciado e inédito canto nordestino, mostrando novamente ao Brasil o resultado positivo de seu desafio, que se constituiu em fazer algo mais significante para a beleza da música popular brasileira. E sem o preconceito regional que carregava.

O artista mirava seu próprio devir, pois “era alegre como um rio […] MAS VEIO O TEMPO NEGRO E, À FORÇA, FEZ COMIGO/ O MAL QUE A FORÇA SEMPRE FAZ. / Não sou feliz, mas não sou mudo:/ Hoje eu canto muito mais” (Galos, noites e quintais). A ele me refiro pelo seu percurso de anunciador de um discurso nostálgico, que louvo por dizer assim, coisas que ficaram na memória: “GENTE DE MINHA RUA/ COMO EU ANDEI DISTANTE/ QUANDO EU DESAPARECI/ Ela arranjou um amante/ Minha normalista linda/ Ainda sou estudante/ Da vida que eu quero dar…” (Tudo outra vez).

Não sei por ande anda esse rapaz de 70 anos, “Mas parece que foi ontem/ Minha mocidade/ Com diploma de sofrer/ De outra Universidade…”. Parabéns, Belchior, estou ouvindo mais uma vez a tua música das esferas. Não faria igual ao jovem fã do ginásio de esportes de Macapá. Eu te jogaria flores e não uma lata de cerveja, pois cerveja a gente bebe com prazer só para escutar teu som inesquecível.

*Escrito por Fernando Canto em outubro de 2016, quando o amigo e também poeta, fazia seu Doutorado em Fortaleza (CE).

Muito obrigado por suas alucinações. Você exercitou bem o lance de “paixão morando na filosofia”, amou e mudou as coisas em muitos de nós, seus fãs. Valeu, Belchior!

Nota pública – @davialcolumbre

Jornalista Ricardo Boechat

Foi em estado de consternação e tristeza que recebi a notícia da morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat. Era um profissional reconhecido pelo trabalho e senso crítico aguçado revelado nos principais meios de comunicação do país. Envio meu sentimento de solidariedade aos seus colegas de trabalho e à toda sua família.

Tenho certeza que os brasileiros lamentam a morte desse argentino que escolheu o Brasil como lar. Fica a saudade e o respeito pelo homem e jornalista que sempre demonstrou ser.

Meu apoio fraterno também aos parentes e amigos dos demais ocupantes do helicóptero que fatalmente caiu em São Paulo.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal

Roubei mais um ladrão. Às lagrimas, o Sambódromo! – Por @rostanmartins

Por Rostan Martins

Percorrendo a Avenida Ivaldo Alves Veras, nos deparamos com o Sambódromo, com a Avenida do Samba e com a Cidade do Samba. Complexo do samba; palco de caqueados; cenário de histórias vividas, de emoções, de alegrias e de amores.

Mas, atualmente, tudo num completo abatimento. Topamos com as lágrimas do Sambódromo. Sem as agitações dos dias que antecedem os desfiles; sem os desfiles das escolas de samba. Este cenário declina para a melancolia. Vamos chegar, há exatos, quatro anos sem as alegrias e as emoções do Sambódromo. A mesma situação que dar vontade de chorar.

Nosso carnaval é grandioso! Alcançamos um nível de mega espetáculos; exportávamos carnavalescos; fomos enredo na Sapucaí, enredo campeão.

Temos a Liesap – Liga Independente das Escolas de Samba, onde abriga um Conselho de Representantes das agremiações, entidade que tem a competência de organizar os desfiles. 10 escolas de samba; 11 blocos carnavalescos; 5 barracões destinados às confecções das alegorias e das fantasias (Cidade do Samba). Ainda temos o Sambódromo, com camarotes, arquibancadas e infraestrutura necessária par os desfiles.

Somos uma comunidade apaixonada pelo samba, pelo carnaval. Além disso, temos o suporte governamental: iluminação, segurança pública, sistema de saúde, limpeza, etc.

Então por que a não realização dos desfiles, com toda essa trajetória e história?

O som dos surdos não mais ecoara lá pelos campos do Complexo do Marco Zero; os sambas de enredo não mais cantaram as nossas culturas, nem as nossas memórias. Os sambistas não vão bazofiar o breque na pista. Não veremos as emoções das mulatas, nem das rainhas. E nem as disputas, nem as notas 10. O rei Momo está desolado. Estamos sem majestade. A sua fantasia está sem o brilho da felicidade.

A culpabilidade pelas lágrimas do Sambódromo recai a quem? Aos líderes das agremiações? Ao presidente da Liesap? Aos governos (municipal e estadual)? Aos brincantes? Aos sambistas? Ao rei Momo? De quem é essa responsabilidade?

Ao final de tudo, o motivo da passarela do samba, local de demonstração de emoção e alegria, estar desamparada, é culpa de todos nós que adoramos carnaval.

Mas, não vamos desistir, mesmo com o rosto em lágrimas, com o Sambódromo às lagrimas, vamos no “Pererê”, no “Aqui nós bebe, aqui nós cai”, ou, nos arrastões de algumas escolas de samba. Ou seja, carnaval vai ter. Preparamos nossa fantasia e vamos na “Banda”. E, no ano que vem, nós nos encontraremos com o Sambódromo, enxugaremos as suas lágrimas, e sambaremos.

Esta situação daria um belo Ladrão de Marabaixo, concordam?

(Ladrão, no Marabaixo, são as cenas cotidianas de personalidades, autoridades, ou simples cidadãos, ou também situações, que memorizadas (roubadas) são socializadas, em forma de poemas, no Ciclo do Marabaixo). 

A humanidade não é humana – Por Pat Andrade

Foto: Revista Veja

Não entendo como é que as pessoas conseguem não se importar.

Lembro de quando eu era estudante e as pessoas não entendiam como e porque eu me importava com uma greve do outro lado do continente, uma manifestação na França, uma tragédia na China ou no Japão.

E eu não entendia essas pessoas.

Foto: Agência Brasil

Como podiam não se importar? Como?

E, de lá pra cá, nada mudou. As pessoas continuam não se importando.

E eu continuo sem entender.

E as catástrofes? O que temos a ver com suas vítimas? Nada?!!!

E as pessoas de Brumadinho? Não falo só dos que morreram. Mas de todos os que foram afetados diretamente pela tragédia (que poderia ter sido evitada, blá, blá, blá – mas não foi). Vidas inteiras destruídas. Não só casas e bens materiais.

Há três anos, vimos a mesma lama se derramar sobre nossas mesas. Passamos um paninho e esperamos outra notícia. Enquanto as vítimas da Vale (sim, da Vale do Rio Doce, responsável pelas barragens) esperam pelo resgate. Esperam pela indenização. Esperam pela vida de volta. Não terão.

Foto: BBC Brasil

Como é que o Brasil e o mundo podem continuar tomando café, almoçando, trabalhando, jantando, cagando enquanto Brumadinho se enche de lama e Mariana nunca mais sairá da Lama.

Nossos pratos, nossas camas, nossos quartos, nossos banheiros se enchem de lama. Ninguém sente? Ninguém vê? Ninguém se desespera, meu Deus? Que porra de humanidade é essa?

Patrícia Andrade

Nota de Falecimento de Leonel Nascimento

Em 13 de abril de 1922, nasceu em Ilhéus- BA, o Sr Leonel Nascimento. Amapaense de coração, desde 1946, quando veio para contribuir com seu empenho, alegria e humildade para o desenvolvimento do então Território do Amapá, e constituir sua família. Seus feitos lhe renderam algumas homenagens, como de Cidadão Amapaense – ALAP, Acadêmicos Notáveis Edificadores do Amapá – Memorial Amapá e Guerreiro Tucujú – Confraria Tucujú.

E hoje, 25 de janeiro de 2019, é com muito pesar, que informamos o seu falecimento. O velório ocorrerá hoje às 11h na sede do Ypiranda Club, situado à Avenida Desidério Antônio Coelho, 271, Trem. E o sepultamento no Cemitério São José, às 9h.

Que Deus conforte os familiares e amigos.

E que nosso querido Leonel descanse em paz.

A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá – Republicado por motivos de terça-feira

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2019 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Texto de 2017. Republicado por hoje ser terça-feira.

Tragédia do Novo Amapá completa 38 anos

Era noite de 6 de Janeiro de 1981, quando o barco ribeirinho Novo Amapá naufragou na foz do rio Cajari, próximo ao município de Monte Dourado (PA), levando as águas mais de seiscentas pessoas. Trezentas destas perderam a vida e dezenas passaram horas de pânico e desespero, imersas na água e na escuridão.

A embarcação, com suporte para transportar no Máximo 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, partiu do Porto de Santana com mais de 600 passageiros e quase um tonelada de carga comercial. Seu destino era o município interiorano de Monte Dourado, com escala em Laranjal do Jari.

A lista de passageiros, segundo a Capitania dos Portos na época, tinha registrado cerca de 150 pessoas licenciadas pelo despachante Osvaldo Nazaré Colares. Mas na embarcação havia mais de 650 vidas. O despachante (falecido em abril de 2001, vitima de Dengue Hemorrágica) afirmou que só foi informado da tal lista após já ter partido há certas horas e que a lista foi deixada sob sua mesa, quando ele estava ausente.

Segundo a lista da Capitania dos Portos do extinto Território Federal do Amapá, menos de 180 puderam sobreviver.

Um dos donos do barco morreu no acidente, e o outro, Manoel Jesus Góis da Silva, recuperou a embarcação, que voltou a navegar. O barco foi içado do fundo do rio no mesmo ano do acidente. O nome foi mudado para “Santo Agostinho” e até 1996, a embarcação fez a rota Belém-Santarém-Belém, no Estado do Pará.

O fato entrou em processo jurídico um ano depois da tragédia o advogado Pedro Petcov assumiu o caso, rolando pela Justiça Federal por quase 15 anos. Após a morte do advogado em 1996, o caso foi arquivado sem ter alcançado o principal objetivo: indenizar os familiares das vitimas mortas e os sobreviventes. E lá se vão 38 anos da tragédia.

* Texto encontrado no extinto Portal Extra
**Imagem cedida pelo jornalista Edgar Rodrigues.

Nota de pesar

Foto: Castanha Filmes

Hoje o dia amanheceu imensamente triste. Recebi a notícia do falecimento, na madrugada deste sábado, 5, do nosso poeta querido Simão Alves de Souza, o “Simãozinho Sonhador”. Ele estava há algum tempo lutando contra o câncer. Simãozinho nos presenteou durante anos com o seu empreendedorismo literário.

Na Agência de Fomento do Amapá (Afap), ajudei ele no processo de financiamento de uma de suas obras. Simãozinho era poeta cordelista mais atuante do nosso estado, que nos deixa um legado de alegria e boas lembranças.

Hoje, sem dúvida, o céu está mais alegre em recebê-lo, pois em vida espalhava alegria por onde passava. Ele deixará saudades. Deu uma contribuição imensurável para a cultura e arte do município de Macapá. Estamos consternados pela dor e externamos votos de solidariedade aos amigos e familiares.

Clécio Luís
Prefeito de Macapá