Bolsonaro é o presidente eleito. Tomara que vocês estejam certos…

Bolsonaro é o presidente eleito.Que os que dizem que ele não cerceará direitos, não institucionalizará preconceitos e não enfraquecerá a política de gênero. Que ele não vá de encontro a todo tipo de liberdades e que realmente combata a corrupção, como crê a maioria que o elegeu.

Como jornalista e assessor de comunicação, é claro que respeito a legitimidade da escolha, mas me sinto triste e muito preocupado, além de orgulhoso por não estar comemorando.  Só digo: tomara que vocês estejam certos e eu (com a minoria que votou contra ele) errado.

 

Nota de Pesar do Instituto Municipal de Politicas de Promoção da Igualdade Racial

“Aonde tú vais rapaz, por este caminho sozinho? Aonde tú vais rapaz, por este caminho sozinho? Eu vou fazer minha morada lá nós campos do Laguinho

Hoje o bairro negro de Macapá amanheceu com um grande sentimento de perda, a perda de um homem que muito caminhou por “tais caminhos” fazendo o legado negro resistir, com a fé e a esperança, sempre no rosto, de um preto da gente que tem história. *Marinho Ramos dos Santos* ou simplesmente o *“Tio Arim”* nasceu em 18 de junho de 1923, tem e teve toda autoridade para falar do Laguinho e nos muitos negros de luta nesta cidade. Não perdemos simplesmente um dos nossos Griôs, perdemos uma base de sabedoria popular.

Assim, o Instituto Municipal de Politicas de Promoção da Igualdade Racial – IMPROIR, em nome da Prefeitura Municipal de Macapá, vem a publico lamentar o falecimento de tão estimado cidadão Afro-macapaense que será eternizado pelo seu fazer pelo povo negro do Amapá resistindo à 95 anos contra muitas das mazelas as quais o povo negro sofre. Fica aqui o nosso muito obrigado por termos tido a imensa satisfação de conviver com tão sábio homem e a certeza de que o céu ganha um grande Folião que São Joaquim, São Beneditos e todas as falangens do bem estão em festa por receber tão estimada presença.

Descanse em paz!

Maykom Magalhães
Diretor presidente do Instituto Municipal de Politicas de Promoção da Igualdade Racial

Nota de pesar da PMM

Foi com profunda tristeza que recebi, na manhã desta quarta-feira, 5, a notícia do falecimento de Raimundo Hosana de Oliveira, conhecido como “Mestre Trokkal”. Ícone e pioneiro das artes plásticas no Amapá, lutava contra um câncer avançado há mais de cinco anos.

Nascido no dia 8 de maio de 1937, em Icoaracy, no Pará, Mestre Trokkal aprendeu a profissão aos nove anos, quando mudou-se com seus pais para uma casa próxima a do seu avô materno, o professor na arte cerâmica José Damião Hosana. Trokkal se dedicou a arte e aprendeu a trabalhar com argila. Aos 13 anos, havia dominado o segredo da Arte do Ceramista.

Em 1965, Trokkal foi convidado para trabalhar em Macapá, na Olaria Territorial, onde mais tarde seria gerente. Fez carreira no estado e ensinou muitas gerações. Contribui com a arte no estado sendo um dos fundadores da Casa do Artesão. Participou do Festival do Platô da Guina Frances, Bienal em São Paulo, Feiras Estaduais em Minas Gerais e no Piauí. Fez exposição no Brasil e nos Estados Unidos.

Atualmente, estava aposentado da Escola de Artes Cândido Portinari, onde exercia suas funções como professor de Escultura. O artista plástico foi homenageado pela prefeitura no novo projeto de revitalização da Praça Veiga Cabral, com a Galeria Mestre Trokkal, um espaço dedicado para artes plásticas e literatura.

Aos 81 anos, Mestre Trokkal deixa 11 Filhos, 41 Netos e 30 bisnetos. Ele deu uma contribuição imensurável para a cultura e arte do município de Macapá. Já sentimos saudades. Estamos consternados pela dor e externamos votos de solidariedade aos amigos e familiares do Mestre.

Clécio Luís
Prefeito de Macapá

A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2018 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Republicado por hoje ser terça-feira.

Nota de falecimento

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós. Acordamos tristes com a morte do meu tio Eurico. Ele já estava há algum tempo internado no Hospital São Camilo.

Eurico Pinheiro de Vilhena Filho tinha 65 anos e era irmão de minha mãe, Ana Maria Vilhena. A família Vilhena se reúne todos os anos na casa do tio Eurico, na famosa curva do Santa Maria, para ver A Banda passar. Lá é o local de concentração que promove todos os anos o encontro de familiares, amigos e conhecidos.

Tio Eurico está sendo velado na casa onde morava, na curva do Santa Maria, a curva da Avenida Feliciano Coelho com a Rua Tiradentes, no Trem. Será sepultado nesta segunda-feira, às 10h, no cemitério São José.

Peço a Deus que conforte minha mãe, minhas tias e todos os nossos familiares neste momento de dor por essa perda familiar. Vá em paz tio.

Clécio Luís
Prefeito de Macapá

Belchior e a Música das Esferas – Por Fernando Canto (um ano sem o poeta)

Musico Belchior em 1977.

O cantor e compositor Belchior morreu há um ano (quando soubemos, pois na verdade ele foi para as estrelas no dia 29 de abril de 2017), em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos.  Naquela manhã, acordei com a triste notícia de seu desencanto. Sempre fui seu fã, mas há alguns anos, me tornei mais ainda por conta da convivência com uma das pessoas que mais idolatravam o artista. E hoje o “tempo andou mexendo com a gente, sim”.

Poeta brilhante, artista louco, compositor fantástico, entre tantas outras coisas sensacionais que Belchior foi e é, dificilmente eu conseguiria descrever a importância dele para a música e cultura brasileira. Mas o Fernando conseguiu. Que o querido cantor siga pela luz. Fica aqui nossa homenagem com essa crônica do Canto:

Foto: acervo da Jaci Rocha, maior fã de Belchior.

Belchior e a Música das Esferas – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

“Deixando a profundidade de lado” eu sempre fui fã desse cara cearense, que hoje faz 70 anos. Assisti pela primeira vez a um show dele no Projeto Pixinguinha, no Centro de Convenções João de Azevedo Picanço, em 1984. Ele cantou seus sucessos “Como Nossos Pais” e “As Paralelas” ao lado de Zizi Possi, outra cantora que também admiro muito. O que me chamou atenção no seu visual eram as meias coloridas, a cabeleira e o vasto bigode, que parecia ter vindo de uma nave da Tropicália. Aliás, a “roupa colorida” era tida como elemento constituinte da corporalidade do ethos tropicalista.

Passaram-se alguns anos, ainda na mesma década, ele tocou no final de um festival universitário da canção no ginásio de esportes Avertino Ramos. Cantava no palco. Eu estava lá na arquibancada. Um sujeito que estava do meu lado gritava para ele, pedindo atenção. De repente jogou uma lata de cerveja na direção do palco que atingiu o cantor. Antes dos seguranças chegarem para expulsá-lo perguntei-lhe por que fizera aquilo. O cara chorava e dizia: – Eu sou fã dele, queria apenas que ele me ouvisse. Queria que ele tocasse “A Palo Seco” ou “Rapaz Latino Americano” e, mas ele não me ouviu. E gritava: – Desculpa, desculpa. Eu não queria fazer isso…, enquanto era arrastado para fora. Logo a seguir o cantor ilustrava o ambiente reverberador do ginásio com a música solicitada pelo fã compulsivo – quase um psicopata – e cruel:

“Eu sou apenas um rapaz latino-americano/ sem dinheiro no banco/ sem parentes importantes/e vindo do interior/ POR FAVOR NÃO SAQUE A ARMA/ NO SALOON, EU SOU APENAS O CANTOR. / MAS DEPOIS DE CANTAR/ VOCÊ AINDA QUISER ME ATIRAR/ MATE-ME LOGO, À TARDE, ÀS TRÊS/ Que à noite eu tenho um compromisso e não posso faltar/ Por causa de vocês”.

Depois do seu episódico desaparecimento há quase três anos, quando especulações sobre sua vida emergiram de forma negativa, só podemos perguntar “Onde está Wally?”, no meio dessa multidão insensível. Onde está Belchior? O cara que sabia sobre a descoberta pitagórica da Música das Esferas, da harmonia dos planetas no cosmo, tanto que fez questão de usar trecho do poema “Via Láctea” do parnasiano Olavo Bilac (“Ouvir estrelas? Ora direis, Certo”). O cara-cabeça do “Pessoal do Ceará” que compunha com Fagner e revolucionou a MPB.

Sete décadas. Cabalísticamente sete para um cara que tinha “25 (2+5=7) anos de sonho e de sangue/ E de América do Sul”. Que trazia sua identificação nordestina presa ao dorso do seu cavalo que eram as embarcações pesqueiras de velas do Mucuripe, canção dele e de Fagner. Esse mesmo cara que transitava entre o sonho e a realidade de uma forma surpreendente, pois essa trajetória não tem suas âncoras presas ao real, tal como pensamos. Ele que escreveu “Se você vier me perguntar por onde andei/ No tempo que você sonhava”, e sua realidade respondia: “De olhos abertos lhe direi/ Amigo eu me desesperava” (A palo seco); ele que falava num sonho que “viver é melhor que sonhar” e respondia no mesmo verso sua realidade que “Viver é melhor que sonhar” (Como nossos pais). Todo indica um paradoxo, em que o dono do discurso parece estar perturbado e que quer fazer saber que “sons, palavras são navalhas”.

Não sei por onde anda esse rapaz de 70 anos. Queria vê-lo agora aqui, em um palco montado na praia de Iracema, desafiando o tradicional, para me encantar com o seu diferenciado e inédito canto nordestino, mostrando novamente ao Brasil o resultado positivo de seu desafio, que se constituiu em fazer algo mais significante para a beleza da música popular brasileira. E sem o preconceito regional que carregava.

O artista mirava seu próprio devir, pois “era alegre como um rio […] MAS VEIO O TEMPO NEGRO E, À FORÇA, FEZ COMIGO/ O MAL QUE A FORÇA SEMPRE FAZ. / Não sou feliz, mas não sou mudo:/ Hoje eu canto muito mais” (Galos, noites e quintais). A ele me refiro pelo seu percurso de anunciador de um discurso nostálgico, que louvo por dizer assim, coisas que ficaram na memória: “GENTE DE MINHA RUA/ COMO EU ANDEI DISTANTE/ QUANDO EU DESAPARECI/ Ela arranjou um amante/ Minha normalista linda/ Ainda sou estudante/ Da vida que eu quero dar…” (Tudo outra vez).

Não sei por ande anda esse rapaz de 70 anos, “Mas parece que foi ontem/ Minha mocidade/ Com diploma de sofrer/ De outra Universidade…”. Parabéns, Belchior, estou ouvindo mais uma vez a tua música das esferas. Não faria igual ao jovem fã do ginásio de esportes de Macapá. Eu te jogaria flores e não uma lata de cerveja, pois cerveja a gente bebe com prazer só para escutar teu som inesquecível.

*Escrito por Fernando Canto em outubro de 2016, quando o amigo e também poeta, fazia seu Doutorado em Fortaleza (CE).

Vá em paz, Belchior. E muito obrigado por suas alucinações. Você exercitou bem o lance de “paixão morando na filosofia”, amou e mudou as coisas em muitos de nós, seus fãs. Valeu!

Música de agora: Sunday, Bloody Sunday (Na Síria) – U2

Sunday, Bloody Sunday (Domingo Sangrento Domingo) – U2

Domingo Sangrento Domingo
Não posso acreditar nas notícias de hoje
Oh, não posso fechar os olhos e fazê-las desaparecer

Quanto tempo…
Quanto tempo teremos de cantar esta canção?
Quanto tempo? quanto tempo…
Porque esta noite… podemos ser como um
Esta noite

Garrafas quebradas sob os pés das crianças
Corpos espalhados num beco sem saída
Mas não vou atender ao clamor da batalha
Ele me irrita, me encurrala,
Contra a parede

Domingo, sangrento domingo (3x)

E a batalha apenas começou
Muitos perderam,
Mas me diga quem ganhou?
Trincheiras cavadas dentro dos nossos corações
E mães, crianças, irmãos, irmãs separados

Domingo, sangrento domingo (2x)

Quanto tempo…
Quanto tempo teremos de cantar essa canção?
Quanto tempo, quanto tempo?
Porque hoje à noite podemos ser um
Hoje à noite

Hoje à noite (4x)

Enxugue as lágrimas dos seus olhos
Enxugue suas lágrimas
Enxugue suas lágrimas
Enxugue seus olhos sangrentos

Domingo, sangrento domingo (6x)

E é verdade que somos imunes
Quando o fato é ficção e a tv realidade
E hoje milhões choram
Nós comemos e bebemos enquanto amanhã eles morrem
A verdadeira batalha começou
Para reivindicar a vitória que Jesus conquistou
Domingo, sangrento domingo

Domingo, sangrento domingo (5x)

Pacientes madrugam em filas para marcar consultas médicas no maior hospital no AP – Égua-moleque-tu-é-doido!!

Fila toma conta do setor de marcação de consultas no Hospital Alberto Lima (Foto: Jailson Santos/Rede Amazônica)

Por Jessica Alves

Com o objetivo de conseguir marcar uma consulta com especialistas, centenas de pacientes chegam a madrugar no Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá. A espera pelo atendimento chega a atingir 24 horas, e a fila toma conta do setor de marcação na unidade. Quem espera, reclama da demora para distribuição de senhas.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) informou que reconhece a falta de médicos especialistas no Hcal, o que dificulta o atendimento. A pasta reforça que está tomando medidas para amenizar o problema, como a descentralização do serviço para marcar consultas em outros horários e a contratação de mais profissionais.

O drama dos pacientes foi registrado pela Rede Amazônica, que foi ao local na madrugada desta quarta-feira (14), e constatou pessoas dormindo em pedaços de papelão, expostos à chuva e frio. O problema se estendeu até a parte da manhã. A marcação de consulta no HCal, único hospital público com médicos especialistas do estado, ocorre de segunda a sexta-feira a partir das 9h.

Entre as principais demandas estão antedimentos com oftalmologista e ortopedista. A estudante Paula Prata tentava pela terceira vez marcar uma consulta para a mãe, de 71 anos, que apresentou problemas na visão em razão do diabetes. A tarefa se tornou árdua para ela, que busca o atendimento desde janeiro.

“É só observar esse tanto de gente que tem para a quantidade pouca de vagas. É muito difícil conseguir e eu tenho que perder a noite aqui, porque minha mãe está muito doente e não tem como ela vir. Somos maltratados com essa situação”, reclamou.

Entre as principais demandas estão antedimentos com oftalmologista e ortopedista (Foto: Jailson Santos/Rede Amazônica)

A dona de casa Keila Garcia, chegou por volta de 22h no setor de marcação de consultas, e até por volta de 8h ainda não havia sido atendida. Ela tentou marcar uma consulta com um ortopedista para o filho. “Não consegui nas outras vezes que vim porque tinha muita gente. Agora eles só distribuem as senhas a partir das 9h30 e para garantir, temos que vir na noite anterior”, lamentou.

A secretária-adjunta de assistência à Saúde, Hely Costa, reforçou que desde 2015 a secretaria tem buscado especialistas para o atendimento na rede pública no estado. Ela afirma que a previsão é que o processo possa diminuir os transtornos a partir de maio.

“Desde 2015 fizemos chamadas públicas e iniciamos a descentralização das consultas, para que os pacientes não precisem vir até o Hcal. O número de vagas também será distribuído para outros municípios em que há a carência dos profissionais”, disse.

As demais especialidades como cirurgião infantil, cardiologista, reumatologista, ortopedista, endocrinologista e cirurgião adulto estão sendo marcadas de acordo com a demanda, informou a Sesa.

Fonte: G1 Amapá

Cinco anos sem Jork

Há cinco anos uma notícia triste, via telefonema do amigo Anderson Miranda: Jork Dean, funcionário da Caixa Econômica e músico, morreu. O brother que me avisou da tragédia era gerente do banco onde Jork trabalhava. A lembrança da rede social Facebook me recordou dessa perda. Pessoas bacanas ficam sempre vivas no coração da gente.

Jork tinha 37 anos. Ele foi vitima de uma briga de trânsito que resultou no seu assassinato. A comoção tomou conta dos malucos de Macapá, pois Jork era um cara querido e considerado. Conheci o Jork em 1991, quando cursamos juntos a 7º série, na Escola Alexandre Vaz Tavares (AVT).

O cara era um gozador, um sacana gente boa. Ele nunca andou comigo pra cima e pra baixo, mas quando nos encontrávamos era festa, principalmente nos eventos de rock. Também fizemos algumas malucagens juntos (risos).

Não tive coragem de ir ao seu velório e enterro, mas me disseram que foi diferente, ao estilo Jork de ser. A gente não tinha contato no cotidiano, mas existia brodagem entre mim e aquele sacana.

Jork era uma figura pouco (ou nada) ortodoxa, tocava porradas do Metal, mas também era apaixonado por Beatles e Raul Seixas. O cara fazia miséria no baixo, foi um dos melhores músicos amapenses de sua geração, embalou piseiros memoráveis nas noites quentes de Macapá, quando fazia parte da banda Sloth.

Sua morte foi transformada em alerta para crimes como o do que ele foi vítima e em arte, pois familiares e amigos do músico criaram o Festival “Jork and Roll, realizado anualmente na Praça da Bandeira, no centro de Macapá, no período do que seria seu aniversário.

Jorkdean era um figura alegre, sempre com um sorriso no rosto e direto, não fazia rodeios. Tinha personalidade e possuía uma sarcástica malacagem sutil peculiar.

Não é nenhum exagero afirmar que o Jork ajudou a puxar a fila e firmar no Rock no Amapá, sobretudo o Heavy Metal.

Hoje em dia, os roqueiros de Macapá fizeram de Jork uma referência, uma espécie de ícone do maluco gente boa. Ele nunca quis holofotes sobre si, mas sua memória merece ser tratada como tal. Além de extraordinário músico e atitude foda, ele era gente fina demais. Todos sentimos saudades. Valeu, Jork!

Elton Tavares

Tragédia do Novo Amapá completa 37 anos

Era noite de 6 de Janeiro de 1981, quando o barco ribeirinho Novo Amapá naufragou na foz do rio Cajari, próximo ao município de Monte Dourado (PA), levando as águas mais de seiscentas pessoas. Trezentas destas perderam a vida e dezenas passaram horas de pânico e desespero, imersas na água e na escuridão.

A embarcação, com suporte para transportar no Máximo 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, partiu do Porto de Santana com mais de 600 passageiros e quase um tonelada de carga comercial. Seu destino era o município interiorano de Monte Dourado, com escala em Laranjal do Jari.

A lista de passageiros, segundo a Capitania dos Portos na época, tinha registrado cerca de 150 pessoas licenciadas pelo despachante Osvaldo Nazaré Colares. Mas na embarcação havia mais de 650 vidas. O despachante (falecido em abril de 2001, vitima de Dengue Hemorrágica) afirmou que só foi informado da tal lista após já ter partido há certas horas e que a lista foi deixada sob sua mesa, quando ele estava ausente.

Segundo a lista da Capitania dos Portos do extinto Território Federal do Amapá, menos de 180 puderam sobreviver.

Um dos donos do barco morreu no acidente, e o outro, Manoel Jesus Góis da Silva, recuperou a embarcação, que voltou a navegar. O barco foi içado do fundo do rio no mesmo ano do acidente. O nome foi mudado para “Santo Agostinho” e até 1996, a embarcação fez a rota Belém-Santarém-Belém, no Estado do Pará.

O fato entrou em processo jurídico um ano depois da tragédia o advogado Pedro Petcov assumiu o caso, rolando pela Justiça Federal por quase 15 anos. Após a morte do advogado em 1996, o caso foi arquivado sem ter alcançado o principal objetivo: indenizar os familiares das vitimas mortas e os sobreviventes. E lá se vão 37 anos da tragédia.

* Texto encontrado no extinto Portal Extra
**Imagem cedida pelo jornalista Edgar Rodrigues.

Um dia triste para o Marabaixo e a cultura do Amapá: Dona Natalina partiu


Dona Natalina partiu para continuar sua caminhada em outro plano, após uma vida contribuindo com o enriquecimento de nossa cultura, mantendo viva as nossas tradições afrodescendentes. Foi de um desejo dela, de ter um filho, que foi incorporado ao Ciclo do Marabaixo da Favela, o Almoço dos Inocentes, e a bênção ainda hoje é paga pelos familiares e amigos.

Joãozinho Gomes e Val Milhomem se inspiraram nesta negra de valor para criar uma das canções mais conhecidas de nossa cultura, é por pessoas como ela que ainda vive o marabaixo, e em sua memória irá se perpetuar, mesmo agora, quando nos despedimos dela.

Era lindo vê-la dançando ao som dos tambores, eram os momentos em que a memória antiga vinha a tona, e ela dançava lucidamente, com cadência, rodava a saia, mesmo com o pensamento distante.

Meus sentimentos aos familiares e amigos da Favela.

“Natalina falou, gengibirra não é mole não, se o nego beber demais, vai fazer zoeira, se perde pelo salão e adeus brincadeira….”

Mariléia Maciel – Jornalista e militante da cultura amapaense.

Malcolm Young, fundador do AC/DC, morre aos 64 anos

O guitarrista Malcolm Young, um dos fundadores do AC/DC, morreu neste sábado (18), aos 64 anos. Malcolm sofria há anos de demência – em 2014, se afastou do AC/DC por causa disso. A notícia foi dada pela banda na sua página oficial do Facebook. Confira:

“Hoje, é com muita tristeza que o AC/DC anuncia a morte de Malcolm Young. Malcolm, ao lado de Angus, foi o fundador e criador do AC/DC. Com enorme dedicação e comprometimento, ele foi a força motriz por detrás da banda. Como guitarrista, compositor e visionário, ele era perfeccionista e um homem único. Ele sempre pegou suas armas e fez e disse exatamente o que queria. Ele ficou orgulhoso de tudo o que conquistou. Sua lealdade aos fãs era insuperável.

“Como seu irmão, é difícil expressar em palavras o que ele significou para mim durante toda a minha vida, o laço que tínhamos era único e muito especial. Ele deixa para trás um enorme legado que durará para sempre. Malcolm, bom trabalho.”

Segundo outro comunicado, porém, sua morte foi tranquila e ao lado de seus familiares. “Embora agradeçamos todo o apoio e condolências, a família pede que respeitem sua privacidade durante esse período de luto”, diz nota.

Malcolm Young deixa esposa, dois filhos, três netos, uma irmã e o irmão Angus Young, também do AC/DC. Há algumas semanas, o produtor George Young, irmão de Malcolm e Angus, também faleceu.

Fonte: Omelete

Nota de pesar (que dona Maria siga em paz)

Dona Maria Maciel

Aos 83 anos de idade, vítima de insuficiência cardíaca, faleceu hoje (29), no Hospital São Camilo, a professora aposentada Maria Maciel. Ela era viúva do também professor Raymundo Maciel, ambos pioneiros da educação no Amapá, falecido em 2012. Além de moradora muito conhecida e querida no bairro do Laguinho.

Dona Maria descansou, pois lutou dois meses pela vida dentro de um centro médico. Ela era mãe de nove filhos (entre eles a jornalista Mariléia Maciel, minha irmã de vida), 23 netos e 12 bisnetos.

O velório iniciou às 15h, na Capela Santa Rita, no bairro homônimo, localizada perto do Hospital São Camilo. O sepultamento ocorrerá amanhã (30), pela manhã (com horário ainda indefinido), no cemitério São José.

Posso viver muito, mas nunca vou me acostumar com a partida de alguém querido. Quando chega o momento, sempre concordo com o escritor Mario Quintana: “a morte chega pontualmente na hora incerta”.

Minhas sinceras condolências a toda a família e amigos enlutados. Sobretudo à Léia, que foi incansável no zelo e todo tipo de sacrifícios pela saúde de sua mãe. E que Dona Maria siga seu caminho de luz em paz.

Elton Tavares

Nota de Pesar do MP-AP

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) manifesta grande pesar pelo falecimento do senhor Jocélio Figueiredo Feitosa, esposo da servidora Carla Pena, ocorrido na noite desta quinta-feira (18).

Neste momento de tristeza e dor, membros e servidores do MP-AP externam sinceras condolências aos familiares e amigos enlutados. Que Deus, em sua infinita sabedoria, possa confortar seus corações.

O velório está acontecendo na Capela Santa Rita, Av. Mendonça Furtado nº 2414, no bairro Santa Rita. O sepultamento está marcado para 17h, no cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro.