Discos que Formaram meu Caráter (Parte 45) – “The Stooges”… The Stooges (1969) – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Muito bem moçadinha esperta, atuante e atenuante estamos de volta com nossa programação normal, a nave e a cabeça deram pane mas já estão recuperadas e prontas para o serviço. As ondas sonoras continuam muito loucas e o tédio escarlate já pode começar a ruir por que vem ai mais uma porrada sonora, com muito orgulho que trago para vocês:

“ The Stooges” primeiro álbum dos caras do The Stooges, todos de pé e máximo respeito.

Corria o ano de 1969, e o mundo fervilhava em explosões joviais, na França a molecada já havia bagunçado o coreto nas ruas um ano antes, e essa rebeldia que se espalhou pelo mundo, começava a dar muitos frutos positivos. O verão do amor em 1967, conhecido como o “verão hippie” com suas discussões sobre a vida e o por que devemos nos rebelar contra o sistema um verdadeiro caos positivo instaurado.

Dentro desse contexto as bandas de rock começaram entrar em uma fase nova, e os medalhões conhecidos mundialmente como o Led Zeppelin, Pink Floyd , e os Beatles que ainda bem já tinham conhecido o Bob Dylan (O fânio mais incrível do mundo) dentre outros já conheciam as coisas boas que o sucesso podia proporciona, era uma experimentação danada, um progressismo com viradas de bateria e solos intermináveis, uma viajem muito louca que para mim e muitos acabava deixando o Rock muito Progressivo, ou seja chato pra caralho.

Assim na cidade de Ann Arbor no Michigan, caras como Iggy Pop começavam a formar suas bandas , mas tinha um diferencial as letras e as melodias eram para as massas, temáticas comuns e nada muito complicado para se tocar assim o bardo recrutou Dave Alexander para o baixo e os irmãos Ron e Scott Asheton estava formada a espinha dorsal da banda que meteoricamente explodiria em popularidade.

As apresentações eram extremamente insólitas, com Iggy sujo de pasta de amendoim, carne crua e se cortando adoidado a galera ia a loucura, parte se identificando com as letras e outra só xingando a banda mesmo. A adoração por ídolos passava longe daqueles caras.

A banda foi a guerra e em um show em Detroit acabaram sendo vistos por Danny Fields , que tinha ido ver o MC5 (Banda boa pra porra, falaremos dela) e gostou de toda aquela insanidade e simplicidade apresentada por Iggy e seus garotos.

Fechado contrato entre Junho e Julho de 69 os caras entram em estúdio para imortalizar o que já apresentavam no palco, produzidos nada mais nada menos por John Cale do Velvet Underground. Tudo em cima, tudo na paz mas só tinham 5 músicas. Rejeitados pela gravadora que dizia precisar de mais material, precisaram de uma noite para escrever mais 3. Que foda!

Deixando as enrolações de lado, vamos a o que interessa e dissecamos a bolacha:

O disco começa com “ 1969” , a crítica sobre o que não ter o que se fazer, dane se se é ouro ano, o tédio é o mesmo. “ I Wanna Be Your Dog”, a submissão para alguém que se gosta, você a quer mesmo com todos os defeitos. “We Will Fall”, a luta contra seus próprios impulsos. “No Full”, a famosa ressaca moral depois dos excessos, quem nunca ?. “Real Cool Time” a expectativa pelo o que está por vir. “Ann” bela homenagem a pessoa amada. “Not Rigth” ela está certa, muitos acreditam ser para heroína outros para uma garota. “Little Doll” , homenagem para uma group.

Visceral, cru , escroto, reto e direto nada mais nada menos que um disco foda, foda demais.

Nem chegue perto de uma medalha de foda se ousar não conhecê-lo. Os caras simplesmente mandaram a merda o que estava sendo feito e colocaram a verve própria, mesmo que meteoricamente apresentaram ao mundo o conceito clássico do faça você mesmo.

O Rock and Roll não é e nunca foi erudito, é música de protesto, da massa, esses caras foram os que chegaram e mostraram como se fazer.

O disco não vendeu porra nenhuma na época, o que levou os caras pra Los Angeles e o mundo pode conhecer melhor o Iggy Pop, que antes era Iggy Stooges.

Reverenciado na lista da revista Rolling Stone como um dos 200 discos mais importantes de todos os tempos, foi a apresentação de “1969” e “I Wanna Be Your Dog” que ainda hoje são referências.

Se na época o rock sujo, cru e barulhento dos Stooges foi mal compreendido, a banda no decorrer dos anos foi influencia maior de caras como Ramones, Sex Pistols , The Clash, Mudhoney dentre outros e pelos serviços prestados esse disco e indispensável na coleção de quem pretende gostar de rock.

“THE STOOGES” FOI O PONTA PÉ INICIAL DO QUE CHAMAMOS DE PUNK ROCK.

*Marcelo Guido é jornalista, pai da Lanna Guido e do Bento Guido e maridão da Bia.

Sir Paul McCartney completa 79 anos. Parabéns ao mitológico ex-beatle!!

O ex-Beatle entrou até no “Guinness Book” || Créditos: Reprodução

Sou fã de muitos músicos e compositores, brasileiros e gringos. Um dos maiores da música mundial, Sir Paul McCartney, que hoje completa 79 voltas em torno do sol neste décimo oitavo dia de junho. Um gênio e ícone do Rock  que embalou muitos momentos felizes de várias gerações.

Apesar de amar Led Zeppelin, Pink Floyd e Rolling Stones, entre outros monstros do Rock, para mim, os Beatles foram e sempre serão os maiores deste, que é o melhor estilo musical do mundo e da história da música. Eles revolucionaram tudo e influenciaram os últimos 60 anos seguintes em todo planeta. O legado da banda é incalculável.

Uma placa relembra as palavras de Lennon sobre a data: “Aquele foi o dia, o dia que eu encontrei Paul, que as coisas começaram a se mover” – Foto: Pablo Miyazawa

Há 63 anos (quase 64), no dia 6 de julho de 1957, John Lennon, com 17 anos, e Paul McCartney, com 15 anos, foram apresentados em Liverpool (ING). Encontro, que originou a maior parceria da história da música, ocorreu na na igreja de São Pedro, antes do show da banda The Quarrymen.

Claro que eu gostava mais do Lennon e do George, mas quem explodiu na carreira solo (Ringo também tá vivo e tocando, mas sucesso mesmo valendo, foi o Sir), de fato, foi Paul McCartney e ele tá aí até hoje botando pra quebrar.

Cantor Paul McCartney durante show no Estádio Allianz Parque Eduardo Anizelli/Folhapress

McCartney é um expert em escrever belas melodias. Ele entrou no “Guinness Book” há mais de duas décadas como o cantor e compositor mais bem sucedido em toda a história da música, com mais de 43 singles que chegaram ao topo das paradas e 100 milhões de discos vendidos. Paul fez alguns show no Brasil e eu não vi nenhum deles, mas não perdi as esperanças, pois o mitológico ex-beatle é PHODA!

De todas as pessoas que eu conheci, a mais especial foi provavelmente Paul McCartney. Claro, eu era fã desde que tinha catorze anos. Mas o que vou falar com ele? É como tentar conversar com Deus. Por onde começar? ‘Oh, então você fez a terra em sete dias! Como foi?’ Estávamos na festa de aniversário de Elton John. Paul de um lado, Sting de outro e Elton à frente. Era como se eu tivesse morrido e ido pro Céu do Rock. Mas sou imprestável quando preciso conversar com pessoas que admiro. Gravei uma música dele e então, de repente, chegou uma carta, dizendo: “Obrigado por não roubar “Fine Line”, Ozzy”. Foi impossível tirar o sorriso do meu rosto por vários dias” – Ozzy Osbourne, no livro “Eu Sou Ozzy”.

Paul McCartney || Créditos: Reprodução

Enfim, o ex-beatle com quase oito décadas de vida (que vida!) e mais de 60 anos de Rock. Enfim, por tudo que representa este espetacular artista, ele merece nosso reconhecimento, respeito e gratidão. Meus parabéns, votos de saúde e ainda mais longevidade ao Paul, um dos deuses do Olimpo do Rock and Roll.  Parabéns, Paul McCartney, pelos seus 79 anos de muito rock and roll! Feliz aniversário!!

Elton Tavares

O dia em que esquentei a cerveja do Arnaldo Antunes na B*****ta – Por Jack Carvalho – @JackeCarvalho_

Por Jack Carvalho

2013 foi um ano incrível para todo macapaense fã de música. O Festival Quebramar, maior evento de música do norte do país totalmente free, trazia nada menos que Arnaldo Antunes, Emicida, Curumin e muitos outros artistas massa. E nesta edição, eu fiquei responsável por coordenar o funcionamento dos camarins.

Aos poucos, cada produtor foi mandando a lista de exigência que tínhamos que providenciar para atender aos pedidos dos artistas. Emicida, por exemplo, pediu chá verde. Outros pediram Red Bull. O Edgar Scandurra pediu whisky. E o Arnaldo pediu cerveja. Muitas packs de cerveja. O problema era adequar esses pedidos ao orçamento disponível para o camarim. Em alguns casos, eu mesma preparei em casa diversos itens das listas, como suco, bolo e o chá.

Público da primeira noite do Festival Quebramar – Foto: Cobertura Colaborativa

Assim consegui equilibrar os gastos e garantir todos os itens. Faltando 1 dia pro início do festival, peguei as listas e fui ao supermercado comprar o que não dava pra fazer, pra no dia seguinte já ter tudo pronto pra quando o festival começasse. Tudo certo na sexta e sábado. Todos os pedidos foram e atendidos e os artistas ficaram satisfeitos.

No domingo era o dia de tocar Curumin e Arnaldo Antunes. Cheguei cedo no palco no pé do muro da Fortaleza de São José e comecei a limpar e arrumar as mesas dos camarins. Coloquei todas as bebidas no gelo, arrumei as pedras pras doses de whisky, petiscos, entre outros detalhes. As primeiras bandas começaram a tocar logo cedo, umas 19h40. Em seguida começaram a chegar os integrantes da banda do Arnaldo. Recepcionei o grupo me apresentando como responsável pelo camarim e que caso precisassem de algo era só chamar. E chamaram!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minutos depois que a banda se instalou na sala reservada pra eles, a produtora do Arnaldo Antunes perguntou: – Cadê as Heinekens naturais? Eu dei uma de João sem braço e disse que não tinha sido especificado. Ela puxou a lista do bolso e mostrou: – Olha aqui, são 6 long necks naturais. Ele não pode beber nada gelado antes e durante o show. Ou seja: FUDEU!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minha primeira reação foi de sair e ir comprar nos bares da Beira Rio. Mas eu estava muito distante pra deixar tudo e ir comprar cerveja. O jeito foi tirar as 6 long necks da cuba e tentar “amornar” as cervejas. Olha o trampo da porra. Nisso, eu e mais duas pessoas que auxiliavam no camarim, cada uma pegou uma long e começou a esfregar na mão. Essa porra não vai esquentar.

Então tive a ideia de botar a cerveja entre as pernas. Isso mesmo: na B****ta pra ajudar a esquentar mais rápido. E aja esfregar a garrafa igual o Aladdin. E eu pensava: esse porra vai ter que tocar O Pulso. E aí dele que não faça um show bacana. Bicho, essa porra tá queimando feio aí embaixo. Foram longos minutos gelados aonde se costuma a ser bastante quente, diga-se de passagem. Ainda ligamos ventilador do carro no modo quente pra ajudar o processo. Da feita que a cerveja ia amornando, alguém levava no camarim e ele bebia.

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Conseguimos esquentar as 6 heinekens antes dele entrar no palco. Confesso que algo ficou dormente por alguns minutos, mas depois que ele começou a tocar A Casa é Sua, o corpo esquentou e tudo voltou ao normal. E lá estava o Arnaldo Antunes tomando cerveja quente, no copo on the rock que meu pai tinha ganhado de brinde da Monte Casa e Construção um zilhão de anos atrás. E tudo pra dizer que: missão dada é missão cumprida!

*Jack Carvalho é jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação.

Bob Dylan faz 80 anos hoje. Viva o Mr. Tambourine!! #BobDylan80

Bob Dylan (foto: Chris Pizzello/AP)

Hoje, 24 de maio, um dos figuras mais geniais da música mundial completa 80 anos.

Nascido Robert Allen Zimmerman, no estado de Minnesota (EUA), o compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano Bob Dylan chega, também é ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016.

Autodidata, ainda adolescente, aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho. Iniciou a fantástica carreira artística em 1959, em grupos de rock e imitando Little Richard. Com canções de protesto, crítica social, românticas e até religiosas, do folk ao rock, Bob Dylan foi ícone da contracultura nos anos 1960, ativista fervoroso, pacifista e ídolo de qualquer um que admira belas músicas e atitude.

Uma curiosidade: Bob tirou seu “Dylan” do poeta galês Dylan Thomas (1914-1953). Ele costuma dizer que: “Bob Zimmerman soava longo e pesado” e “Bob Dylan era menos sincrético”.

Não dá pra calcular a magnitude de Dylan, muito menos explicar sua contribuição e influências para a música. São 59 anos de carreira, 65 discos nessa trajetória; aproximadamente 500 canções escritas; mais de 3.400 shows. Seu trabalho é algo quase paranormal. Centenas de livros já foram escritos sobre ele. Por falar nisso, Bob escreveu sua obra literária, intitulada “Tarântula”, com pouco mais de 20 anos. Sem falar que ele pintou quadros, desenhou e atuou.

Bob Dylan- Foto: site oficial do artista

Difícil explicar um cara desses. Dylan é tido como o maior poeta da história do rock and roll e um dos artistas mais influentes do nosso tempo. Ao longo de sua sensacional história, Bob Influenciou grandes nomes do rock americano e inglês nas décadas de 60 e 70. Em 2004, foi eleito pela renomada revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos. Só ficou atrás dos Beatles. Uma de suas principais canções, “Like a Rolling Stone”, foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Como já dito, se tudo aí já não fosse o suficiente para muitas vidas, ele foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. Tédoidé!

Bob Dylan, autor de “Tarântula” – Foto: site oficial do artista

Desejo uma vida ainda mais longa ao Mr. Tambourine. Que ele nunca encontre outro furacão, que não bata tão cedo na porta do céu e que continue a rolar pedras por pelo menos mais 80 anos. Desta forma, o cara seguirá com sua voz fanhosa, gaita, guitarra e liberdade criativa a nos emocionar.

Muito obrigado e parabéns, Bob Dylan!

O nome verdadeiro de Bob Dylan é Robert Allen Zimmerman(Foto: “Rolling Thunder Revue”/Divulgação)

Fontes: revistas, sites, papos de bar, programas da MTV e muuuita curiosidade sobre a obra do aniversariante.

Elton Tavares

Com apoio da Lei Aldir Blanc, por meio da Secult/AP: Fruta Roqueira, ganha clipe oficial no fim de maio – Sobre luta da classe artística

O clipe da artista Brenda Zeni mostra a luta da classe artística e o contato com o público de maneira purista, registrando reações reais

Artista radicada em Macapá desde 2008, Brenda Zeni estreia o segundo clipe “Fruta Roqueira”, que traz, de maneira bem humorada, os resultados que vêm alcançando ao longo de sua carreira.

A obra exibe depoimentos de pessoas de Macapá e citações da luta da classe artística. O clipe será lançado no dia 28 de maio no YouTube e poderá ser visto – parcialmente – no Spotify.

Três anos depois do lançamento do seu primeiro clipe, Brenda Zeni, ganhou o apelido de Fruta Roqueira por causa da canção que compôs com Roniel Aires.

A música – carro chefe de sua carreira – será contemplada com o clipe cujas imagens foram filmadas no primeiro semestre de 2019, pelos produtores Lucas Monte, Lincon Leão e Paulo Castro.

Sob o comando da artista e da empresa Dylan Rocha Vídeos, a produção teve a participação da OCA (Organizações Culturais da Amazônia). Para visualizar o clipe basta clicar no link: https://youtube.com/c/BrendaZeni.

A obra foi realizada com financiamento da Lei Aldir Blanc e do Governo do Estado do Amapá, além do apoio recebido pela Secretaria de Estado da Cultura do Amapá SECULT/AP, com recursos provenientes da Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020.

Segundo Brenda Zeni, a ideia era produzir um clip experimental que pudesse mostrar a reação, o feedback do público em tempo real. “A proposta foi sair, tocar para as pessoas nas ruas e registrar a primeira reação delas.

Procuramos um público diverso – de diferentes idades e condição social. A experiência também propôs uma reflexão sobre as adversidades da classe artística”, disse.

E vem mais clipe por aí! O próximo trabalho já está sendo finalizado e os fãs da cantora poderão conferir em junho, o clipe de “Minas Armadas”, que hoje toca em oito países, segundo o relatório do Spotify de 2020.

A artista e sua carreira

A artista paraense de 34 anos, mora em Macapá há 13 anos e ingressou na música em 2009. Logo depois passou a produzir suas canções, participar de festivais e lançou seu primeiro disco – Quebra do Feitiço.

Atualmente é uma das roqueiras com grande representatividade no rock amapaense. Sua carreira está se expandindo para o cenário nacional desde 2020, pois passou a ser artista do Natura Musical junto com oito artistas amapaenses, pelo projeto Pororoca Sound.

Conhecida por ter um estilo próprio, a artista mistura em suas canções, sons e elementos culturais locais.

Em 2020 também fundou a Coletiva “Rock Brasil Feminino”, que reúne roqueiras de vários estados brasileiros, que propõe ações colaborativas voluntárias, buscando o crescimento em grupo.

Assessoria de comunicação de Brenda Zeni

Se vivo, Joey Ramone faria 70 anos hoje – Por Marcelo Guido

Photo : Richard E. Aaron/Redferns – Revista Rolling Stones

Por Marcelo Guido

O que seria de um mundo sem ele, com certeza um mundo menos contestador , um rock ameno e sem diretrizes, algo nefastamente dominado pelo progressivo, com seus solos intermináveis e seus músicos com gabarito.

Joey Ramone, com seus amigos todos desajustados, conseguiram com letras banais, sobre o dia-a-dia tocar e revolucionar todo um universo, Joey Ramone salvou o rock de ser chato, de ser exclusivo , erudito. Joey Ramone tornou o rock popular.

Fotos: site oficial de Joey Ramone (https://www.joeyramone.com/)

O faça você mesmo, foi o lema máximo do punk. O punk rock nunca foi pensado, discutido ele foi realizado por caras como Joey.

Joey, que tinha tudo para passar em branco por esse mundo, ele veio e deixou sua marca.

Jeffrey Ross Hyman, deixou uma vida onde as dificuldades em fazer amizades, as doenças que lhe foram dadas e o anonimato que são condenados os que não se enquadram ao sistema sofrem. Criou um mundo próprio, onde todos eram iguais e sem mazelas, um mundo punk.

Johnny Ramone, Tommy Ramone, Joey Ramone and Dee Dee Ramone perform at CBGB’s in New York in the 1970s. – Photo : Roberta Bayley (Revista Rolling Stones).

Joey era um anti-herói, com um íman para os fãs, era o mesmo no palco do CBGB , com quinhentas testemunhas , do que no Olimpia em São Paulo para mais de 20 mil.

A energia, a vontade e o respeito eram os mesmos.

Antes de tudo foi um cara que nunca se rendeu, nunca se rebaixou a nenhum sistema. Não aceitou o que lhe foi dado e deu um soco na cara da mesmice.

Falou sobre o prazer de se cheirar cola, sobre espancar alguém com um taco, sobre corações venenosos.

Pediu para não ser enterrado no maldito cemitério, ele não quer viver outra vez, ainda deu tempo de achar o mundo maravilhoso e ainda nos disse para não nos preocuparmos com ele.

Revolucionou um estilo musical, mudou o mundo e está presente até hoje na vida de muitos, como este que escreve.

Jornalista Marcelo Guido com sua camisa em homangem a Joey Ramone e sua tatuagem da banda Ramones – Fotos: Bianca Lobato.

Pra quem ficou, só restou as desesperanças de um mundo sem ele.

Mas ele permanecerá vivo enquanto viver a sua obra.

Joey Ramone
19 de maio de 1951
Pela Eternidade.

Foto: site oficial de Joey Ramone (https://www.joeyramone.com/)

*Marcelo Guido é Punk e Jornalista. Marido da Bia, Pai da Lanna e do Bento. Fã dos Ramones.

Há 41 anos, morreu Ian Curtis, da banda Joy Division – Uma corda no pescoço do Rock – #IanCurtis #JoyDivision #LoveWillTearUsApart

No dia 18 de maio de 1980, há exatos 41 anos, com uma corda no pescoço do Rock and Rol, cometia suicídio Ian Curtis, compositor inglês, vocalista e líder da banda Joy Division, formada em 1976. Ele tinha 23 anos e se preparava para excursionar com seu grupo musical pelos EUA.

O jovem e atormentado músico, que era epilético, sofria de problemas conjugais, além da pressão pelo estrondoso sucesso de sua banda. Estes teriam sido os motivos do suicídio de Ian. Sei lá. Existem muitas lendas e teorias sobre a morte do cara.

Com somente um disco lançado, ‘Unknown Pleasures’, em 1979, o Joy Division havia concluído a gravação de ‘Closer’, que estava com o lançamento agendado para julho de 1980. A trágica morte de Ian Curtis não impediu que a banda se consagrasse como um dos melhores e mais importantes grupos de rock da década de 80, aliás, o principal do pós-punk.

Após seu falecimento, suas músicas foram distribuídas em mais quatro discos ao vivo, doze compilações, dois EP’s e cinco singles.

Existem duas versões para o nome da banda. Uma diz que era uma casa de prostituição de uma série chamada ‘The House Of Dolls’ (1965). Este nome teve origem nos campos de concentração nazistas e servia justamente para designar a área reservada às prostitutas.

Outros dizem que Joy Division era o nome dado à área onde prisioneiras judias eram abusadas sexualmente por soldados nazistas durante a WWII. Daí a tradução, “divisão da alegria”. Seja um ou outro motivo, a alcunha é provocativa e irônica.

Li em algum lugar em que não me recordo agora, que o fantástico compositor escrevia músicas autobiográficas, também da vida das pessoas de seu ciclo e de outros.

Li também que “Love will tear us apart”, a música mais foda do Joy Division, foi escrita como um bilhete de despedida à quase-futura-ex-esposa-e-súbita-viúva de Ian, Deborah. A minha antiga turma de amigos gritou muito nas festas de rock: “toca Joy Division”, pedindo para a The Malk e a Sterereovitrola que executassem a clássica canção.

Após a dissolução do Joy Division, os três integrantes remanescentes, Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (contrabaixo) e Stephen Morris (bateria), formaram o New Order, que também arrebentou e embalou muitas festinhas pelo mundo, inclusive em Macapá. No início, o som do NO era uma continuação do JD. Com o passar do tempo, a banda fortaleceu sua própria identidade, com produções de música eletrônica, pop e dançante.

Ian foi realmente genial. Com vocal grave (barítono), dança desajeitada e bacana pra caramba (dizem que lembra os movimentos dos seus ataques epiléticos), estranha performance de palco, letras obscuras e poéticas, Curtis veio a este mundo, deu o seu recado e partiu para as estrelas. Sua vida foi retratada no cinema no filme Control (recomendo).

São Paulo 2014 – Foto: Elton Tavares

Não à toa, Ian Curtis é/foi ídolo de Bono Vox (U2), Kurt Cobain (Nirvana), Robert Smith (The Cure), Jim Kerr (Simple Minds), Ian McCulloch (Echo & the Bunnymen) e Renato Russo, que copiou dele a famosa dança epilética, entre tantos outros que vieram depois dele.

Em 2014, acompanhado do meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, assisti ao show do New Order, em São Paulo. A banda inglesa tocou, além de seus próprios sucessos, quase todos os seus clássicos do Joy Division como Transmission, Atmosphere e Love Will Tear Us Apart. Simplesmente inesquecível!

Curitiba 2018 – Foto: Elton Tavares

Em 2018, repetimos a experiência, em Curitiba (PR). Desta vez, o show do New Order foi ainda melhor. Mesmo com a ausência do carismático baixista Peter Hook, o New Order (com Phil Cunningham, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Tom Chapman e Bernard Sumner) fez uma apresentação fantástica e emocionante. Sensacional mesmo! Ficamos felizes por ter vivido mais esse momento marcante em nossas vidas, pois são experiências como essa que fazem tudo valer à pena.

“Ian foi tudo isso e muito mais. As mentes atormentadas são capazes de fazer coisas fascinantes. Joy foi, é e sempre será uma das maiores bandas de todos os tempos. É bom demais ver que as pessoas ainda lembram dele e da banda. Vida longa ao Ian e seu legado!”, comentou o meu amigo e amante de Rock and Roll, Anderson Miranda.

O rock é minha expressão artística favorita e Ian Curtis faz parte do Olimpo do Rock And Roll. A ele, minhas homenagens e gratidão pela obra. Valeu!

“A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio.” – Friedrich Nietzsche, em “Cartas a Peter Gast”, Nice, 15.1. 1888.

Elton Tavares

Bio Vilhena gira a roda da vida. Feliz aniversário, amigo! – @BioVilhena

Quem lê este site, sabe: gosto de parabenizar amigos em seus natalícios, pois declarações públicas de amor, amizade e carinho são importantes pra mim. Quem gira a roda da vida nesta sexta-feira (14) é o Bio Vilhena, velho e querido amigo deste editor.

Experiente e competente organizador de eventos, mestre de cerimônias, poeta, músico, cantor, pai do Leon e Benjamin, maluco das antigas, produtor de Rock And Roll, artesão/marceneiro, entre outras tantas coisas bacanas que ele é, Bio Vilhena é um baita cara!

Bio sempre foi um cara calmo, mas de mente agitada. Ele é inteligente, trabalhador, criativo e competente.

Sobre a competência de Bio, tive a prova de sua capacidade quando trabalhamos juntos com as equipes do MP-AP e PMM o Luau da Samaúma. Vilhena é virado; realmente uma daquelas figuras que cai dentro do trampo e resolve.

Eu e Bio nunca fomos de andar juntos. Mas temos uma relação de respeito e consideração mútua. Sim, eu gosto muito desse cara, pois ele é gente fina. Sempre foi e é assim até hoje. Seja no trampo ou para tomarmos umas cervejas.

Como conheci o Bio é uma história impublicável, mas muito engraçada. Os malucos mais próximos conhecem a hilária história. E isso foi há muito mais de 20 anos. A gente sempre se deu bem e ele sempre foi muito porreta comigo. Prestativo, espirituoso, alegre e muito engraçado, encontrar com essa figuraça é sempre diversão garantida. Tenho muito “consideramento” por ele e sei que é recíproco.

Bio, mano velho, tu és considerado por mim e pela galera da antiga. Que tenhas sempre saúde e sucesso pra fazer acontecer aqui no meio do mundo. Admiro quem promove cultura e tu és um desses figuras. Que a força sempre esteja contigo. Que tu sigas pisando forte em busca de teus objetivos. Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, próspero e que tenhas sempre saúde e sucesso junto dos teus amores. “Tu saaaabes, Patinhas…”. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Robert Smith completa 62 anos e 41 de Rock and Roll! – Happy 62th birthday to #RobertSmith of #TheCure

Hoje é aniversário de Robert James Smith, o popular Robert Smith. Ele é líder, vocalista, guitarrista e compositor da lendária banda inglesa The Cure. Aliás, o único membro da formação original do grupo. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

Robert nasceu em 21 de abril de 1959, em Blackpool (ING). Portanto, completa 62 anos de vida, sendo que 41 deles à frente de sua influente banda oitentista, que por muito tempo foi considerada a maior e mais importante no cenário gótico/pós-punk.

O The Cure é uma das bandas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Ao som dos britânicos, fizemos muitas festas, noitadas, reuniões com amigos e tantas outras lembranças legais.

Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

Eu e meu irmão assistimos, em 2013, um show histórico do The Cure, em São Paulo. Se já não bastasse tamanha felicidade, ainda encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos e consegui uma foto com o Rockstar. Essa, meus queridos leitores, sempre foi uma lembrança muito feliz. Mais ainda agora, em tempos de isolamento e que precisamos ter fé e esperança na “Cura”.

Vida longa ao talentoso e carismático Robert Smith. Que ele toque, componha e cante por mais 62 anos.

Elton Tavares

Há oito anos, o The Cure se apresentou em São Paulo. Foi o melhor show que assisti na vida

Até hoje, não consigo descrever com presteza o que senti na noite de 6 de abril de 2013. Há exatamente oito anos, a banda inglesa The Cure se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista. Foram 3h15 de show. E que show! Com certeza o melhor que vi na vida. Coisa de fã de Rock.

Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”), concedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não faria vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.

Com meu irmão, Emerson, na área vip, esperando o começo do show.

Sabe, eu sempre fui fã de Rock And Roll. Já vi muitos shows sensacionais e fui pra muitas festas doideiras, mas naquele dia, ao lado do meu irmão e companheiro de aventuras Emerson Tavares, vivemos o auge dessa vida rocker. O show do The Cure conseguiu superar as apresentações do Radiohead em 2009, U2 em 2011, New Order e Johnny Marr (2014), Interpol, Smashing Pumpkins, Morrissey e Pearl Jam (2015) e Lollapalooza 2017 (Duran Duran, Strokes e Metallica).

O que as 30 mil pessoas que estavam na Arena Anhembi naquela noite viram foi impressionante, fantástico e todos os sinônimos para o show da vida de muitos (como eu e meu irmão). O The Cure emocionou e empolgou. Foram 40 músicas. Todas cantadas pelo público. E eu e Emerson ficamos na Budzone, área vip, ou seja, perto do palco e confortável. Firme demais!

Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger ´O Donnell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra), fizeram um show caralhento, cheio de hits e canções despintadas. Agradeço a Deus todos os dias por ter vivido aquilo.

“Não foi um show… foi uma apoteose! Infinitamente melhor que as duas apresentações que assisti em 1996. Como vinho, cada vez melhores com o tempo” – Disse o saudoso amigo Nilson Montoril.

Os amigos que viram o show no Rio de Janeiro, dois dias antes, disseram que o de Sampa foi muito mais paid’égua. Uma das canções clássicas da banda diz que “Garotos não choram”.

Naquela noite, era menina e barbado chorando, rindo, dançando, cantando, pulando etc. Bestificados com aquele showzaço do caralho, eu e Emerson choramos. De felicidade e emoção, claro. Inesquecível!

Obs: Se já não bastasse tamanha felicidade, no dia seguinte ao show, encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos (SP). Robert foi muito simpático e ganhei uma foto pra posteridade. Até a próxima, The Cure!

Elton Tavares

Veja as músicas que o The Cure tocou em São Paulo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“Inbetween Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play For Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

bis

“The Kiss”
“If Only Tonight We Could Sleep”
“Fight”

“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close To Me”
“Hot Hot Hot!!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 [Saturday Night]”
“Killing An Arab”

*Essa, meus queridos leitores, sempre foi uma lembrança muito feliz. Mais ainda agora, em tempos de isolamento e que precisamos ter fé e esperança na “Cura”.

Segundo de abril (lá vem o Gino de novo) – Crônica de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

O editor deste site bota uma pressão de vez em quando. Desta vez foi assim: E aí? Alguma coisa para hoje (ontem), primeiro de abril?

Retornei dizendo que de mentira, até aquele momento, só o meu salário. Rsrsrsrsrsr.

Mas hoje, segundo de abril, eu tenho algo a mostrar. Seria (seria, não. É!) aniversário do Ginoflex. A gente sempre festejava (aliás, continua festejando. Mais tarde, vou tomar umas por ele).

Depois que passou dos 50, o Gino não sabia exatamente qual a idade que inaugurava a cada 2 de abril. E eu dizia que ele não tinha nascido no dia primeiro de abril porque ninguém acreditaria. O Gino, qual o Tim Maia, era um personagem que extrapolava a vida real, transgredia qualquer padrão de normalidade. Nem os mais criativos ficcionistas conseguiriam imaginar suas verídicas aventuras.

Então, este texto vai em homenagem ao Ginoflex, que estaria completando 63 anos. Ou 60. Ou 58. Impossível saber. Ele mesmo não sabia, já que documentos de identidade já tinham se desgarrado dele há milênios. Eu brincava dizendo que ele era tão velho que, para saber com exatidão os números de sua existência, teríamos que submetê-lo ao teste do carbono 14, aquele elemento químico que detecta a idade dos fósseis. Não à toa ele era também chamado de Ginossauro.

Imagino o Gino (des)organizando sua festa de aniversário lá onde esteja neste momento. Som chiadinho de discos de vinil, muita cerveja e aquele cigarrinho que o deixava irritado. Quando faltava.

Parabéns, Gino! Continuaremos por aqui, festejando, fazendo um brinde a cada respiração, enquanto não somos convidados a nos retirar desta festa nem sempre divertida chamada vida.

Tia Biló: banda amapaense de rock alternativo lança três singles autorais

A banda amapaense de rock alternativo Tia Biló está em processo de produção de material inédito. A pandemia limitou shows, porém serviu de pausa para novas composições. Acabamos de terminar as gravações de 3 singles autorais: “Janela da alma”, “Novela” e “Separátio”. As duas primeiras já são conhecidas do público que segue a banda. A banda já havia tocado em vários eventos da cidade como: Macapá Verão da Funcult, “Ao Vivo lá em Casa” da Secult e etc e tal. A terceira, Separátio, é uma canção produzida durante a quarentena da pandemia e fala sobre essa vivencia provocada pela covid 19: Isolamento, distanciamento e coisa e tal. É uma canção do Marcio Gama, baixista da banda, assim como Novela.

Novela:

A interpretação livre da letra denota a um casal com saudades, porém a principal inspiração faz lembrança à separação entre pais e filhos. Mistura ficção e realidade: a vida é uma novela! E vice-versa.

Separátio:

Reflexão sobre o isolamento, distanciamento, morte, sobrevivência, superação e esperança. Todos voltaremos a nos abraçar e dar as mãos com dias melhores, deixando pra trás o que houve de ruim. O nome Separátio vem do latim e significa isolamento.

No momento estamos em fase de produção do clip de Novela e Separátio para lançar ainda no primeiro semestre de 2021. Fomos contemplados na Lei Aldir Blanc através da Funcult. Queremos aproveitar pra agradecer a Duas Telas Produções, nossa produtora, por nos ajudar nessa produção.

As músicas foram gravadas no estúdio Vox Laudis (@vox_laudis_producoes)

no distrito da Fazendinha, com trabalhos de técnica de gravação de Manassés Soares e Fabricio Facundes.

A banda nasceu em 2014 e é formada por Ozy Rodrigues (Guitarra e voz), Marcio Gama (Baixo e voz), Wylliame Barros (Teclado e backing vocal) e Jr Caxias (bateria)

Assessoria de comunicação da banda Tia Biló

Há 52 anos, os Beatles se apresentaram pela última vez

Foto: Tumblr Bealtes

No dia 30 de janeiro de 1969, uma tarde de quinta-feira fria em Londres, no alto do edifício sede da Apple Records, os Beatles realizaram sua última apresentação para o “público”. Na realidade eles vinham de um trágico período de gravações e ensaios num estúdio londrino, onde gravavam o filme Let It Be. As sessões foram terríveis, pois além da figura de Yoko Ono (grudada em John Lennon 24 horas), a banda estava brigando muito entre si. Desde o Álbum Branco, os quatro já não se entendiam muito no estúdio.

Quando decidiram que Let it Be deveria ser gravado no novo, porém precário Apple Studios, os Beatles também pensaram que poderiam agir normalmente. As sessões no prédio da Apple ocorreram com mais calma, tanto que a ideia de tocar no telhado do prédio veio do próprio Lennon.

Antes, Paul McCartney tinha planejado realizar um concerto no final das gravações. Locais no mundo inteiro foram vistos para o show, porém a maioria deles não havia como, ou estavam com agendas apertadas. Então amargamente, os Beatles decidiram tocar no telhado do prédio. Até Harrison, avesso a shows, gostou da ideia.

Naquela tarde fria, os primeiros acordes de Get Back foram fundamentais para que os moradores dos prédios vizinhos viessem até a sacada para dar uma olhada naqueles cabeludos tocando rock.Os Beatles tocaram nove músicas e durante 40 minutos, até a Polícia bater na porta da Apple e um nervoso Mal Evans tentando explicar que “Os Beatles” estavam tocando no telhado da Apple.

Segundo o livro “The Beatles – Biografia” de Bob Spitz, a polícia nem sequer pediu para acabar com o show, apenas solicitaram que os Beatles abaixassem o volume dos instrumentos, eu disse abaixassem, porém, como eles eram, não houve acordo e o show teve que acabar antes que eles pudessem terminar o set previsto.

As canções tocadas foram:

1. Get Back (1)
2. Get Back (2)
3. Don’t Let Me Down (1)
4: I’ve Got A Feeling (1)
5: One After 909
6: Dig A Pony
7: I’ve Got A Feeling (2)
8: Don’t Let Me Down (2)
9: Get Back (3)

O show foi adicionado ao filme Let it Be e na realidade é o que vale a pena naquele filme. As sessões de Get Back (Let it Be) foram finalizadas, porém os Beatles não deram importância para as fitas, entregando nas mãos de Glyn Jones e depois nas mãos de Phil Spector, que destruiu tudo que eles fizeram, enfiando orquestrações e um solo de guitarra metálico para Let it Be, na qual George odiou.

Após a intervenção da polícia (que precisou ameaçar os funcionários da gravadora de prisão caso não permitissem o acesso ao prédio), os Beatles tocaram durante mais alguns minutos e encerraram o show com “Get Back”.

Foto: Tumblr Bealtes

Paul chegou a brincar com a situação, improvisando a frase “Você está brincando no telhado de novo e sabe que sua mãe não gosta, ela vai mandar te prender”. John Lennon agradeceu ao público presente (e onipresente), com a frase “Quero agradecer em nome do grupo e de nós todos e espero que tenhamos passado no teste”.

Foto: Tumblr Bealtes

Meu comentário: Não lembro onde achei o texto acima, mas o republico aqui há uns 10 anos. Apesar de amar Led Zeppelin e Pink Floyd e Rolling Stones, para mim, os Beatles foram e sempre serão os maiores. O último show, no terraço, foi reconstituído no filme “Across The Universe”, onde a banda que interpretou os caras de Liverpool executou a canção “All You Need Is Love”. Após 52 anos, todos nós ainda curtimos o som dos besouros e sempre precisaremos de amor.

Assista aqui mais sobre esse momento histórico do Rock:

Coletiva Rock Feminino

Por Brenda Zeni

E se você tivesse um leque de informações culturais e técnicas para ajudar a promover o seu som em várias cidades do país?

E se tivesse contato com agentes culturais que estão por dentro da cena de várias cidades no país e pudesse pagar esses agentes com o que você souber e quiser fazer?

Já pensou ter informações pra alavancar o seu trabalho de forma facilitada?

Pois isso está acontecendo nesse exato momento. Nos meses iniciais da pandemia surgiu um grupo chamado Rock Brasil Feminino, reunindo rockeiras de vários estados brasileiros que propõem ações colaborativas voluntárias que vão desde engajamentos online, passando pela construção de turnês em conjunto, até o infinito e além.

É isso mesmo.

As possibilidades são inúmeras quando se tem informação e vontade de realizar. Essa iniciativa teve início lá na pontinha do mapa, no Amapá, com a artista Brenda Zeni, que é rockeira, publicitária, artista plástica, feminista e ativista.

O princípio da ideia veio da dúvida. “E se fossem reunidas outras mulheres do rock tão curiosas, fazedoras e afim de compartilhar conhecimento como eu?”

Assim a ideia nasceu e hoje reúne rockeiras dos mais diversos subgêneros do rock e com uma vastidão de conhecimentos que não se resumem só a comunicação.

Esse grupo que hoje é uma Coletiva, reúne jornalistas, fisioterapeutas, professoras de música, de história, uma publicitária, professoras de inglês, uma engenheira química, designers, uma da área de T.I. e muitas outras formações e competências que se multiplicam se você combinar as parcerias.

Com um endereço online no instagram chamado @rockbrasilfeminino, elas começaram a chamar a atenção de outras bandas e hoje o grupo reúne algumas dezenas de integrantes que propõem ações colaborativas de livre participação e que são levadas a sério. Um dos avisos que são sempre ressaltados é “faça no seu tempo”, se não pode participar da ação, espere a próxima.

Nesse clima de colaboratividade elas chamaram a atenção de Val Becker, jornalista, radialista e umas das fundadoras da Web Rádio – e agora PodCast – Graviola, indicada para o Prêmio Especial do Juri da Associação Paulista dos Críticos de Arte e já levou três prêmios Profissionais da Música na categoria Web Rádio.

Agora a Coletiva faz parte do time da rádio e vai ao ar toda terça feira com o quadro Mundo Pink, que dá uma visibilidade especial às mulheres profissionais da música. Val conta que foi exatamente o fato de ser um Coletiva que chamou sua atenção, pois assim nada fica pesado para ninguém e todas que fazem, fazem porque gostam.

Brenda Zeni, a fundadora da Coletiva, acredita que é essa combinação de competências e vivências que faz com que a Coletiva seja tão rica.

Dessa forma seguem construindo planos para projetar o trabalho de cada uma que esteja disposta a