A gente ainda vai rir disso

Foto: Aline Vanessa
Ontem, durante uma de minhas corriqueiras bebedeiras com meus queridos amigos, um deles tirou sarro com outra figura que estava na mesa. O cara contou um antigo causo sobre a amiga em questão ter encontrado com ele no antigo mosaico  e dizer: “Ele rasgou as minhas cartas!” e cair no choro. Todos riram, afinal, o lance aconteceu há mais de 10 anos.
É assim mesmo, sempre rimos de situações adversas depois que elas passam. Por exemplo, fiquei mordidaço com uma menina há um tempinho atrás e ela comigo. Pensamos e esperamos muito de uma reles brincadeira, um erro, pois sabíamos demais um do outro.
Ela não rasgou minhas cartas, pois não mandei nenhuma. Mas apagou minhas fotos e se fechou num mundo onde eu não existo. Após pequenas decepções mútuas, tudo se dissipou como fumaça e seguimos nossas vidas, aliás, nossas ótimas vidas.
A coisa se desenrolou, tudo foi dito e decisões foram tomadas. Mesmo falando que as coisas estão bem, me pergunto: será que estão mesmo? Este post não é de tristeza e muito menos drama, somente uma torcida para que tudo volte ao normal, de fato.
Acredito que talvez tenham coisas que ficam para a próxima vida, vai saber. Só sei de uma coisa, à exemplo do lance contado ontem na mesa do bar, a gente ainda vai rir disso, ora se vai.

Elton Tavares

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