Mano Menezes: grandes equipes, pequenos resultados

                                                                   Imagem: Globoesporte.com

A seleção de Mano Menezes – até agora – tem se caracterizado por enfrentar grandes equipes e obter resultados minúsculos. Na hora de fazer amistosos, o comandante da Seleção sempre escolheu adversários de primeira grandeza. Só que decididamente esse não foi o caso da fraquíssima Venezuela na estreia da Copa América. E o empate em 0 a 0 foi absolutamente constrangedor.

Mano Menezes montou um quarteto ofensivo. Na verdade, é a mesma ideia que fez o Brasil fracassar na Copa do Mundo de 2006. Claro, são jogadores com características diferentes, mas a maneira de armar o time é a mesma. Enfim, se não funcionou há cinco anos não é agora que vai dar certo. E não deu mesmo.

A seleção prende a bola demais. São vários toques para o lado sem qualquer objetividade. É uma ótima maneira de garantir o empate mesmo colocando inúmeros atacantes em campo. Melhor para a Venezuela. Aliás, o técnico César Farías mostrou que sabe como armar uma retranca de qualidade. Sua equipe se limitou a esperar o tempo passar.

O preciosismo da seleção tem cura, mas para isso é preciso mexer no time. Lucas, do São Paulo, está pedindo passagem. E Paulo Henrique Ganso precisa melhorar, ou então vai para o banco. Para piorar as coisas, Mano Menezes substituiu muito mal. Tirou Robinho e colocou Fred. Ficou com dois centroavantes em campo. Não podia dar certo.

Então voltou atrás e colocou Lucas. Só que para fazer isso acabou sacrificando o Pato. Ou seja, fez uma troca errada e teve de mudar de novo para corrigir o equívoco. Ao invés de tirar o Pato não seria melhor afogar o Ganso: Fica a dúvida…

O Brasil decepcionou e terminou vaiado pela torcida presente ao Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata. Pelo menos estamos no mesmo barco da Argentina que empatou na estreia em 1 a 1 com a Bolívia. De qualquer maneira, se a Seleção de Mano Menezes não mostrar serviço, ele corre um sério risco de ficar “prestigiado” pela CBF. E o Muricy Ramalho, campeão da Libertadores, anda pedindo passagem…

Jarbas Schier – Do Zero Zen.

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