O Bar da Euda


Hoje é sexta-feira, dia de tomar uma no Bar da Euda, estabelecimento localizado no centro de Macapá. Espaço democrático para os halterocopistas se deliciarem com cervejas enevoadas, a tradicional Cachaça de Cravinho, Tira gostos variados e a especialidade da casa, o “temporá de camarão”, uma iguaria sem igual.  

Eu nunca fui de torcer o nariz ou fazer biquinho para boteco, porém, gosto de locais onde sou bem tratado, preço justo e que são frequentados por amigos. O Bar da Euda possui bom atendimento, não tem garçom de mau humor e, para a felicidade da mulherada, banheiros sempre limpos. 

Se eu tiver a sorte de encontrar por lá o nobre jornalista Tagaha Soares ou gênio dos botecos Fernando Bedran (meu irmão diz que ele é melhor para tomar cerveja do que tira-gosto de charque), é festa! Ah, o local não é sofisticado, segue o modelo clássico de boteco, com mesas que invadem as calçadas. Não recomendo para quem curte bares descoladinhos.

Li a seguinte frase do escritor Charles Buchowisk “pessoas infelizes que dividem uma garrafa de bebida tristonha”, não é o caso dos frequentadores do Bar da Euda. Já conheci figuras que molham a palavra por lá há 30 anos. O Bar é frequentado por biriteiros brancos, pretos, intelectuais, pseudointelectuais, religiosos, ateus, políticos, apolíticos, etc. Todos sempre de bem com a vida. 

O estabelecimento possui tantas histórias sobre situações e pessoas que o filho da dona Euda, o Miguelzinho, está escrevendo um livro sobre o bar. Vi fotos antigas e seus esboços, a obra sobre. 


Enfim, o Bar da Euda é um local aconchegante e sem frescura. Por lá, conversamos sobre cultura, política, filosofia e sacanagem. Alguns até traçam planos mirabolantes para dominar o mundo. Devaneios comuns nos botecos.

Tomara que a sexta-feira passe logo, quer dizer, o expediente de hoje, para que eu possa bater aquele papo descompromissado com a galera depois do trabalho, afogar o stress com uma boa bebida e companhia legal em um bar paidégua! 

Elton Tavares
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