Pedalando na chuva – Crônica porreta de Ronaldo Rodrigues

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Crônica de Ronaldo Rodrigues

A chuva bateu na janela do meu quarto. Estava me convidando pra sair. Ela sempre faz isso. Demora pra chegar e quando chega é devagarinho. Ainda vem chuva da grossa por aí, mas deixa ela assim, fazendo esse suspense. Segunda-feira, 11 de janeiro, pela manhã, caiu uma chuva forte em Macapá (não tão forte como as que ainda vêm) e ficou pingando de leve durante quase todo o dia. Pois bem, essa chuva bateu na minha janela e eu fui ao seu encontro. Peguei a minha bicicleta e fui desbravar essa segunda-feira chuvosa.12476080_10201165656061088_245501358_n

Eu contrario o serviço de meteorologia dos telejornais. Acho uma injustiça tremenda quando aquelas garotas bonitas que comentam o clima dizem que vai cair chuva em tal lugar do país e por isso vai ser tempo ruim. Ruim pra quê? Ruim pra quem? Quem disse que chuva é ruim? Em princípio não é. Pode ser que caia um temporal que inunde tudo e isso é ruim. Mais por culpa daquela parcela da população que joga lixo nos esgotos,12511594_10201165654581051_2118963505_n que entope os canais, do que da chuva propriamente dita. Mas voltemos ao tema inicial, que isso pode dar numa outra discussão e o que me interessa da chuva neste momento é a sua poesia.

Quem não gosta de um banho de chuva? Tem que ser muito sem graça pra não curtir. Ainda que as demandas do dia a dia nem sempre nos permitam essa modalidade de liberdade, não podemos nos esquecer das abençoadas chuvas da nossa infância, adolescência, vida enfim. Os pingos batendo no rosto, a brincadeira de pular nas poças e levantar água, o vento cortando e nos obrigando a manter o corpo em movimento pra que ninguém morra de frio. Que delícia!12539916_10201165657381121_1126616126_n

Proponho uma vingança sempre que o serviço de meteorologia classificar dias chuvosos como tempo ruim. Vamos sair das casas, dos escritórios, dos bares, e invadir as ruas. A pé, de tênis, descalço, de bicicleta, de skate, seja como for. Vamos mergulhar nesse mar que inunda a cidade de liberdade, de sonho, de esperança.

Quem já tomou banho de chuva aí levanta a mão!

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