Pedalando na chuva – Crônica porreta de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

A chuva bateu na janela do meu quarto. Estava me convidando pra sair. Ela sempre faz isso. Demora pra chegar e quando chega é devagarinho. Ainda vem chuva da grossa por aí, mas deixa ela assim, fazendo esse suspense. Segunda-feira, 13 de janeiro, pela manhã, caiu uma chuva forte em Macapá (não tão forte como as que ainda vêm) e ficou pingando de leve durante quase todo o dia. Pois bem, essa chuva bateu na minha janela e eu fui ao seu encontro. Peguei a minha bicicleta e fui desbravar essa segunda-feira chuvosa.

Eu contrario o serviço de meteorologia dos telejornais. Acho uma injustiça tremenda quando aquelas garotas bonitas que comentam o clima dizem que vai cair chuva em tal lugar do país e por isso vai ser tempo ruim. Ruim pra quê? Ruim pra quem? Quem disse que chuva é ruim? Em princípio não é. Pode ser que caia um temporal que inunde tudo e isso é ruim. Mais por culpa daquela parcela da população que joga lixo nos esgotos, que entope os canais, do que da chuva propriamente dita. Mas voltemos ao tema inicial, que isso pode dar numa outra discussão e o que me interessa da chuva neste momento é a sua poesia.

Quem não gosta de um banho de chuva? Tem que ser muito sem graça pra não curtir. Ainda que as demandas do dia a dia nem sempre nos permitam essa modalidade de liberdade, não podemos nos esquecer das abençoadas chuvas da nossa infância, adolescência, vida enfim. Os pingos batendo no rosto, a brincadeira de pular nas poças e levantar água, o vento cortando e nos obrigando a manter o corpo em movimento pra que ninguém morra de frio. Que delícia!

Proponho uma vingança sempre que o serviço de meteorologia classificar dias chuvosos como tempo ruim. Vamos sair das casas, dos escritórios, dos bares, e invadir as ruas. A pé, de tênis, descalço, de bicicleta, de skate, seja como for. Vamos mergulhar nesse mar que inunda a cidade de liberdade, de sonho, de esperança.

Quem já tomou banho de chuva aí levanta a mão!

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    Li … gostei muito…
    Sempre ando sob a chuva com o Celular dentro de um saco plástico…a cara dou ao vento e o olhar aos pingos.
    Fico feliz que tenho Parceiros…que assim como eu…amam chuva.
    Valeu!

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