As pilhérias do Yashá

                                                                                       Por Ademir Pedrosa
Eu, por exemplo, não gosto do Amapá. Sou livre para achar este estado “o cu do mundo”, se quiser. Não faço isso apenas porque a expressão me parece horrivelmente rasteira, nada mais que isso. (…) Há pessoas – pasmem! – que não gostam de Paris, por exemplo… Ora, se alguém pode ter a liberdade para sugerir que comer camarão com açaí na frente do rio Amazonas é melhor que degustar croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel – sem ser internado num manicômio por isso! -, por que diabos eu não poderia achar Macapá um inferno, uma porcaria, um amontoado de buracos geometricamente organizados para destruir meu carro? (…) Não bastasse o bairrismo, agora o Amapá também inaugurou o “bairrismo POR AFINIDADE”. O “povo” não se contenta mais em se sentir ofendido por quem faz piada com um determinado lugar: agora empresta sua revolta cívica aos lugares vizinhos.” – por Yashá Gallazzi.
 
Yashá Gallazzi sonhou ter nascido na Itália, mas nasceu no cafundó-do-judas – bem feito pra ele! Sandro Gallazzi, seu pai, deveria dar uns puxões de orelha – à moda italiana – nesse monello que não pára de execrar com a terrinha, onde também nasceu o neto do Gallazzi, o bambino Yashazinho.
 
A autoctonefobia do Yashá é grave, e quando ele dispara seu canhão não fica oca sobre oca em nossa aldeia tucuju, e somos reduzidos a pó, a esterquilínios. Sua soberba lhe estimula preferir comer croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel a degustar um delicioso açaí com camarão na frente do rio Amazonas.
 
Ora, a coruja acha seus filhotinhos belos. Os flamenguistas podem achar o urubu (mascote do time) bonito. Eu, por exemplo, acho o urubu uma das mais belas aves de rapina: a elegância de seu caminhar e seu vôo plano – que inspirou a invenção da asa-delta, e aproximou o homem dos pássaros. A ameba deve achar a amebinha a coisa mais fofa do mundo, e o gambá… bom, deixa pra lá! Quis apenas explicitar que o belo e o feio são relativos, especialmente se conceituá-los como arte.
 
Gosto é que nem fiofó, cada um tem o seu – ainda que seja no oco do mundo. Recorro de um eufemismo para não ser tão deselegante quanto o Yashá, que expõe explicitamente o cu na vitrina, sujeito às mãozinhas aventurosas que não perdem a oportunidade de bolinar no que é alheio. Devo lembrar que pia com água benta de igreja seca rapidinho, pelas repetidas dedadas dos fiéis.  

O italiano anda tiririca da vida com os buracos das ruas de Macapá que causam prejuízos à suspensão de sua Ferrari. Seus lindos olhos azuis, esgazeados, lhe assomam à face, a ponto de ele chamar despudoradamente Macapá de cu do mundo – dourou a pílula, mas disse.

 
Yashá tem o direito de proferir o que lhe der na telha, a despeito de tamanha incivilidade. Da mesma forma que a Karis, amapaense, sua irmã que mora na Itália, goza do mesmíssimo direito, e pensa diferente do irmão: “Amo Macapá, em setembro vou matar a saudade aí…”
 
Saudade é uma palavra que não há no italiano (nem em outro idioma), só a língua portuguesa é capaz de expressar esse sentimento híbrido de nostalgia e contentamento. E por conta disso – não mais do que isso – que prefiro a declaração da Karis aos queixumes do Yashá, por uma questão de… afinidade bairrista.
 
Postscriptum – Eu não acho porra nenhuma que a expressão “o cu do mundo” seja horrivelmente rasteira. Eu considero o palavrão um recurso expressivo e legítimo da língua portuguesa. O que eu acho de fato horrível são expressões rastaqüeras, como “só o filé”, “com certeza”, “de boa”, etc. Palavras em caixa-alta é uó, RIDÍCULO! E o Yashá adora acionar o caps lock quando quer persuadir o leitor, como se tamanho fosse documento. Eu, hein, rosa…
 
Meu comentário: O Siachá é um intelectualóide. Parece uma bicha má twittando suas frasesinhas imbecis. Tenta ser super polêmico, pois faz tudo para aparecer. Seu senso de superioridade beira as núvens. Mas no fundo, deve ser um cara com recalques sérios. Gostei muito Ademir (e ri muito também).
 
Fonte: Facebook do Ademir Pedrosa.
  • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK O YOSHI TOMOU NO CU BONITINHO. GOSTEI, AMEI, ADOREI, *odeio os buracos amapaenses, e odeio açai* MAIS FODA-SE MUITO FERA O TEXTO.

  • Assim como tem gente que detesta futebol, tem gente não gosta e que se incomoda com o que o outro acha ou deixa de achar.
    Ademir, sem dúvidas, ainda me faz perder tempo lendo tanta abobrinha de uma vez só.
    Acho, sinceramente, que quem dá muita atenção pra o que não gosta, acaba ficando fanático ou FÃ número 1.
    E isso vale pra tantos e tantos.

    Texto engraçado, mas só serviu pra isso mesmo.
    Valeu.

  • É muito não ter o que fazer…
    Ficar nesse bate-boca de comadre vocês sabem, né?
    Prefeito voltou e niguém fez nada, ninguém se mobilizou…
    Nojo dessa gentinha

  • Gostei do texto, tava na hora de alguém dar uma lição nesse tal de Syashá. Detalhe ele fala de outros lugares, então porque ele não vai embora de macapá, porque é liso e só viaja quando tem promoção né pois a proxima viagem que ele irá fazer é para a Argentina pelo menos era o que ele falava no twitter. agora fala serio esse cara é infeliz tenho pena dele. O Syashá é o simbolo do infeliz, que assiste futebol europeu só pra se imaginar nos estadios.
    Fala de croissant na torre Eiffel mas almoça no cantinho baiano (as vezes) o pai dele deve ficar muito triste em saber que colocou no mundo um bosta. Não tem pra onde correr voce vai levar no seu RG e do seu descendente a NATURALIDADE: AMAPAENSE. Então CHUPA… CHUPA Syahá.

  • O texto retrata a insatisfação de muitos diante dos comentários por vezes infelizes dessa pessoa que eu nem conheço e (confesso!) não tenho a mínima vontade de conhecer.
    Inteligência sem humildade é inócua.
    É perder tempo precioso denegrir, diminuir e desprezar a cidade que nasceu, mora e ganha o pão. Muito mais eficiente e eficaz seria ajudar a reverter os pontos negativos, criticar com elegância e de forma construtiva.
    Acredito que o tempo fará com que ele enxergue que sua atitude é mesquinha e infantil, e espero, que seu comportamento não se perpetue ou encontre eco.

  • O cara bem que poderia dormir sem essa. É o tipo de gente que toma açaí com camarão na Baixada do Japonês e quer cagar comida do El Bulli, feita pelo Ferran Adrià. Coisa triste! Mais lamentável ainda é ver que tem gente que acha tudo o que ele diz bonito e ainda afirma que perdeu tempo lendo as “abobrinhas” desse texto, como se o outro escrevesse algo que servisse para alguma coisa. A brincadeira pode ser engraçada, mas tudo tem limites.

    E tem gente que diz não estar nem ai para o texto, mas isso é da boca para fora, um arroubo de prepotência. No fim das contas vem aqui a cada minuto ver o que está escrito. Será que resiste? Difícil, né?

    Bem dada a sova.

  • Meu caro,

    Apesar de não concordar com sua abordagem, acredito que o Sr. tenha posto para fora o que muitos aqui, em Macapá, pensam a respeito desta pessoa. Sou Ánalista Jurídico do TRE e la muitos abominan os textos deste Sr. a respeito de Macapá. Minha esposa, inclusive, é psiquiatra e leu algo sobre este Sr. e acredita que ele adora chamar atenção em razão de alguma carência que sofra.

    É uma pena ver alguém tão inteligente e culto usando suas virtudes para DEBOCHAR de um povo que, ao contrário dele, gosta de viver aqui. Suas ironias e seu sarcasmo – desnecessários – são tão pequenos perante tanta coisa boa que temos por aqui. Ora, se ele não gosta daqui, O QUE FAZ AQUI?

    O mesmo diz que não é a terra que o sustenta, que tudo o que tem é fruto do seu esforço. Então, pq diabos este Sr. não vai suar no lugar que tanto exalta? Pegue suas orelhas de abano e, como o dumbo, voe para bem longe.

    Sabemos que Macapá ñ é a melhor cidade do Mundo; que tem incontáveis deficiências e infinitos buracos em suas ruas que – SIM – acabam com nossos veículos, mas é aqui que temos nossa história. Se proteger o que amamos nós nos classifica como BAIRRISTAS, com perdão da palavra, FODA-SE. Somos bairristas e não vejo – mais do que sinceramente falando – menor problema nisso. Nos doemos, sim, Sr. Yashá, e o senhor, cá entre nós, NADA TEM A VER COM ESSA QUESTÃO. Como sua “amiga” disse acima: “quem dá muita atenção pra o que não gosta, acaba ficando fanático ou FÃ número 1.” Tentando defendê-lo, ela acabou por dizer TUDO sobre o Sr.

    Use sua inteligência e conhecimento político em favor de alguma coisa, porque meu caro, o Sr. é motivo de risadas. Alguns gatos pingados o enobrecem porque simplesmente ñ têm sua inteligência e acham que com isso terão algo em troca. Que triste! E o interessante é que o Sr. gosta disso. Tenta coloca-los contra o autor deste texto se fazendo de vítima. Opa! Perdão. Jamais o Sr. Yashá Gallazzi se faria de vítima, porque afinal de contas, ele é o Rei do Mundo, não é mesmo? O Rei de Roma. Ou seria da região de Toscana?

    Ah – e para terminar – ñ acredite q todos lhe lêem. É que, infelizmente, a galerinha que o segue, da Retwitter em suas péssimas colocações e fica inevitável não vê-las. Deixe de ser gabola com esse papo de “me dêem unfollow”, que você não é o centro do Mundo. Deve ser para a sua avó, que lhe manda mesada, mas isso você não conta no seu “TUINTER”, né mesmo?

    Forte abraço, aos macapaenses (os de coração, porque os só de nascença andam confusos das idéias).

    🙂

  • Naiane Feitosa, você gosta de beijar na boca? Tem gente que não gosta. Nem por isso o beijo na boca não presta. Você me atacou gratuitamente, disse lá umas bobagens e saiu à francesa achando que convenceu. Equivocou-se, minha cara. Você se esforça pra escrever, mas o seu texto é sofrível. Você não sabe ler. Não sabe juntar sujeito e predicado, não sabe concordar verbo e sujeito e – ao que parece – nem ao menos beijar na boca você sabe. Escrevi um comentário, fiz uma brincadeirinha com a Aline, e você entendeu tudo errado. E agora chama meu texto e do Yashá de abobrinhas. Você decididamente não sabe ler. O Yashá tem um dos melhores textos em língua portuguesa que eu conheço, escreve bem à beça. Agora, é um cabeçudo reaça que se acha, e acha que pode falar merda a torto e a direito. Quero encerrar este assunto aqui, porque tenho a impressão que jogo pérolas aos porcos. Estudei (e estudo) língua portuguesa e literatura pra caralho!, pra agora estar me digladiando com alguém que precisa de lições de reforço do Mobral… Paciência. A literatura e a língua portuguesa está acima das camadas de turbulência, e você causa enjôo com a sua insolência. Meu telefone é 81273438, caso você queira aprender a beijar na boca, me liga – beijo de língua – porque língua portuguesa você vai ter que ralar muito com o abecedário…

    Postscriptum – Feitosa é com “s”. Aliás, nomes próprios em língua portuguesa devem obedecer às mesmas regras dos nomes comuns, e Luís, Brás, Teresa, Teresinha, Sousa, Feitosa, etc. são palavras que devem ser grafadas obrigatoriamente com ”s”, excetuando os casos em que, por direito consuetudinário, patronímicos derivam da cepa de nomes estrangeiros. Por exemplo, Sousa é com “s”, se fosse com “z” seria Zousa…

  • Ademir seu LINDO, a gente tiiiii AMA.
    Hei… hei… hei… Ademir é o nosso REI.

    #AdemirRules
    #AdemirTeam

    Todos ri compulsivamente.

  • Sr. Ademir Apesar de não ser uma escritora tão talentosa como o Sr, adoro ler bons texto e o seu é um espetaculo.Concordo plenamente que o texto polemico do sr. yasha e gramaticalmente muito bom que pena ele usar tanto talento para agredir as pessoas, pois o Amapa,o Amazonas, e o pará são estados verdadeiramente lindos.Buracos encontramos em qualquer cidade eu mesma atualmente moro em fortaleza, já morei nos 3 estados que eu citei e amei cada um deles por suas diferenças aqui mesmo em Fortaleza estamos pedindo socorro pois os buracos nas ruas são muitos e ningém escapa de cair. obrigada espero que o sr. continui nos presenteando com seus textos maravilhosos e que o sr. yasha aprenda a escrever sobre coisas bonitas porque de revolta o mundo tá cheio e que ele aprenda a construir e não destruir o Amapá não precisa somente de criticas e sim de ajuda faça sua parte vote com responsabilidade da proxima vez e aprenda amar o estado que lhe abrigou. obrigada

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *