Colégio Amapaense, 64 anos formando gerações

                                                                                    Por Edgar Rodrigues

Colégio Amapaense – Acervo de Edgar Rodrigues
O Colégio Amapaense, sediado em Macapá , Estado do Amapá, na Avenida Iracema Carvão Nunes nº 419, no bairro Central ,tem como entidade mantenedora o Governo do Estado do Amapá, através da Secretaria de Estado da Educação. Foi criado pelo governador Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947. Recebeu inicialmente o nome Ginásio Amapaense. Iniciou suas atividades em abril do mesmo ano, de forma condicional, até agosto, quando foi autorizado para funcionar pela Seccional do Ensino Secundário do então Ministério de Educação e Saúde, sediada em Belém (Pará), pela Portaria nº 367/47.

A matrícula inicial foi restrita à 1ª e 2ª séries ginasiais, tendo como sede o Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco). Em 12.03.1949 é fundado o Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa, congregando alunos do Ginásio Amapaense. A primeira diretoria ficou constituída de José Raimundo Barata (presidente), Mário Quirino da Silva, Edilson Borges de Oliveira. A posse se deu em 24 de março, em solenidade no Salão Nobre da Escola Profissional Getúlio Vargas (atual Escola Integrada de Macapá, antigo GM).

Em 12 de julho de 1950, o Ministério da Educação e Saúde expediu a Portaria nº 244, concedendo equiparação do Ginásio Amapaense, reconhecendo o ensino ministrado com validade para todo o país. Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passa a se chamar Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passa a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.

Em 13 de junho de 1952 passa a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na AV Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula.Em 02.07.1952 acontece a primeira reunião da UECSA (União de Estudantes dos Colégios Secundaristas do Amapá), no Salão Nobre do Colégio Amapaense, com a participação da maioria dos alunos.
Em 12.01.1953 é lançado o jornal O Castelo, mimeografado, feito por alunos e professores do estabelecimento. Nessa época é massificada a nomenclatura Colosso Cinzento, data ao CA, por seu prédio magistral de arquitetura arrojado, e considerado, á época, o prédio mais alto do Território do Amapá, competindo apenas com o antigo Pensionado São José, localizado atrás da Igreja de São José. Em 12.07.1960, pela portaria nº 244, do MEC, o Colégio Amapaense tem seu currículo escolar reconhecido, e com validade para todo o país.

Em 1961, pela Lei nº 4.024 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), o Colégio Amapaense se subordina, administrativamente, ao Governo do então Território Federal do Amapá, através da Divisão de Educação, sem perder o vínculo didático e pedagógico da Seccional de Belém (Pará), que através de inspeções periódicas, atualiza o estabelecimento didática e documentalmente.

Em 1966 é criado o Interact Clube do Colégio Amapaense. A década de 70 foi marcada por uma das mais acirradas competições dos Jogos Escolares, que à época eram disputados por escolas de Macapá e Santana. Por muitos anos o Colégio Amapaense dividia as posições de Campeão e vice-campeão.Também os desfiles escolares de 13 de Setembro, que eram julgados, sempre deram louros ao CA.

Essas competições resultaram em confrontos físicos de torcedores, e consequentemente, de alunos. Isso levou o próprio governador à época, general Ivanhoé Martins, a acabar com as competições, tanto dos Jogos Ginásio-Colegiais como do dia 13 de setembro. Em razão do ensino ministrado inicialmente, tendo sido o único estabelecimento de Ensino a ministrar o Curso Científico, ele passou a ser denominado de Colégio Padrão do Amapá.
Colégio Amapaense nos dias de hoje – Foto: Elton Tavares


Em 31.03.1967, É concluído o segundo bloco da estrutura atual, no governo do general Luiz Mendes da Silva. 1970. O Curso Científico no Colégio Amapaense passa a ser denominado de Curso Colegial.

Em 1973, impulsionado pela Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, o Colégio Amapaense passa a ter, no ensino de Segundo Grau, os Cursos Profissionalizantes ou Técnicos. O curso técnico de Enfermagem foi o carro-chefe dos ensinos sprofissionalizantes, tendo tido o aval do Conselho de Educação do Amapá através da Resolução nº 16/75. Este curso funcionou em regime de intercomplementariedade com o Hospital Escola São Camilo e São Luiz, onde os alunos tiveram conhecimentos práticos e instrumentais.

Em 1975, como resultado de pesquisas no mercado de trabalho, foram criados os cursos de Estatística, Secretariado e Eletrotécnica. Em 1976, através da Portaria nº 310/76, da Secretaria de Educação, foram implantados os cursos de Técnico em Secretariado, Estatística e Eletrotécnica. Pela Portaria nº 394/76, foram implantados os de Habilitação Básica em Saúde e Agropecuária,e Construção Civil. Estes cursos foram inspirados no Parecer nº 76, do Conselho Federal de Educação, recebendo aprovação do Conselho de Educação do Amapá, pelas resoluções de números 14 e 16/78. Assim é extinto o curso Ginasial, passando a receber a nomenclatura de Ensino Fundamental.
 

Colégio Amapaense – Acervo de Edgar Rodrigues

A partir de 1979, com a criação do Centro Interescolar de Macapá, os cursos de Habilitação Básica em Saúde, Técnico em Enfermagem, Construção Civil, e o curso de Técnico em Eletrotécinca passaram a fazer parte desta nova instituição. Os cursos técnicos de Estatística e Secretariado sofreram alteração a partir de 1978, sendo o primeiro extinto por carência de m,ercado e o sgundo transferido para o Colégio Comercial do Amapá que oferecia salas ambientais melhores e adaptadas.

Em 1982 foi implantado o curso regular de 1º Grau funcionando de 5ª à 8ª série. Em 1986 foi implahntado o Curso Fundamental de 2º Grau nas áreas de Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas, regido pela lei nº 7.044/82, regularizado, no Amapá, pelo Conselho de Educação do Território do Amapá, mediante o parecer nº 02/86-CETA.

Em 7 de dezembro de 2006, após passar por uma ampla reforma, é reinaugurado o prédio, com a adaptação de um elevador e uma ambientação geral, com a conservação da nomenclatura Colégio Amapáense (Escola Estadual Colégio Amapaense) e as pinturas azul e vermelha, características da bandeira do Estabelecimento, onde se vê a logomarca formada por um castelo cinza, com o nome, CA em vermelho e azul.

Assim, o Colosso Cinzento da Avenida FAB, como a Fênix da Mitologia Grega, renasce das cinzas do esquecimento de administrações anteriores, e ressurge colossal e maravilhoso, dando um aspecto paisagístico ainda bastante arrojado, no início do século XXI, formando mentes para desenvolvimento da cidadania e realização profissional.

Meu comentário: Estudei no Colégio Amapaense nos anos 90. Lá fiz amigos que me acompanham até hoje e vivi aventuras inesquecíveis. Vida longa ao velho “C.A.” – Elton Tavares.
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    Caro Elton:
    Estudei no Colégio Amapaense entre 1965 e 1973. De 65 a 69, cursei o antigo Ginásio (Ensino Fundamental, de 5a. a 8a. série). De 1970 a 1973, o antigo curso colegial, atual ensino médio.
    Foram anos de efervescência cultural (Beatles, Jovem Guarda, Tropicalismo, festivais da canção), estudantil (muita rivalidade entre colégios, “garapa azeda”, participação na banda marcial do CA) e política (ditadura militar, passeata em 1968, e emergência de alguns líderes políticos locais, como o ex-governador Capiberibe).
    Como você diz, lá fiz amigos e encontrei outros do antigo curso primário.
    Pela sua filiação, deduzo que você é filho do Penha, que estudou no CA, irmão da Maria e do “Cabelo de Fogo”. Se for isso mesmo, vá até o blog do João Lázaro, o “Porta Retato – Macapá Antiga”, e veja a postagem “Banda Marcial do Colégio Amapaense”, do dia 8 de agosto de 2010, domingo. Lá você verá seu pai, o terceiro (no tarol), e eu, na frente (com a caixa). Se não for, “mate a saudade” de outros tempos do CA. A foto é do dia 7 de setembro de 1969.
    Um abraço

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    Agradeço a vc Aloisio, por ter me mostrado essa foto. É meu pai (José Penha Tavares) no tarol. Eu já conhecia este blog, tanto que ele está entre os favoritos do meu. Saudades d meu falecido pai. Abraço!

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