Confraria Tucuju completa 20 anos de resistência e Alap abre espaço no Grande Expediente para a homenagem

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Na próxima quarta-feira, 8 de junho, a Confraria Tucuju completa duas décadas de existência, e se mantém como um dos principais e mais respeitados instrumento de resgate da cultura e memória de Macapá, e de preservação das tradições. Realizadora de importantes projetos culturais, os confrades festejam a resistência da entidade, mas lamentam a falta de recursos. Nesta terça-feira, 7, haverá um momento de homenagens e reconhecimento por parte da Assembleia Legislativa, por iniciativa da deputada Roseli Matos, às 9h.

Nascida de um ato de indignação por parte de moradores e pioneiros de Macapá, que se revoltaram contra a atitude de uma autoridade do judiciário federal, que ao tentar impedir a realização dos festejos do Divino Espírito Santo, pediu a prisão do Mestre Pavão, por perturbação de sossego. Delegado Aurino Borges, que estava de plantão, não o colocou na cela, mas o fato gerou uma grande mobilização, que deu início à Confraria Tucuju.

A primeira reunião foi na calçada do Pastelito, ao lado do Teatro das Bacabeira, da família do pioneiro Duca Serra. A primeira presidente foi a advogada Solange Maciel, mas passaram pela direção, Ronaldo Picanço, Ângela Nunes, Evandro Milhomem, Fernando Canto, Maria dos Anjos e Telma Duarte, que está no terceiro mandato. Da lanchonete, a Confraria passou para o Centro Histórico de Macapá, no prédio da Diocese.

O primeiro resgate foi do aniversário de Macapá, que se tornou uma grande festa no dia 4 de fevereiro. Com o investimento do poder público e recursos de emenda parlamentar, realizou projetos como Concertos de Verão, Sarau da Confraria, Batalha de Confetes, Cantata de Natal entre outros. A Confraria também fez o lançamento de obras musicais e literárias, e promoveu eventos na área audiovisual.

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Telma Duarte -Presidente da Confraria Tucuju

Na gestão de João Henrique a Prefeitura de Macapá (PMM) revitalizou o Largo dos Inocentes, que passou a ter Iluminação, calçamento, bancos e mesas de concreto, placa e arborização, e com os eventos culturais, agregou um novo público. Porém moradores e sócios lamentam a situação em que o Largo se encontra e a falta de investimentos para a realização de eventos. “A luta pela preservação do Largo é constante, mas sem o apoio nas áreas social e de segurança, no local o uso de drogas e bebida alcoólica, inclusive por menores de idade, é liberado”, disse Telma Duarte.

Com respaldo garantido, a entidade é sem fins lucrativos e de utilidade pública, foi integrada ao Programa Mais Cultura do MINC, e se tornou Ponto de Cultura. “Nos mantemos com dignidade e reconhecimento da sociedade, fazedores de cultura e de algumas autoridades e parlamentares, mas sem aporte financeiro, não tem como realizar eventos, a ultima festa de cidade foi em 2014 e desde 2013 não fazemos o Sarau nem o Concerto. Mas não estamos parados, estamos atuando diretamente no processo de revitalização e tombamento da Igreja São José, junto com IPHAN, GEA e outras instituições, aguardando o tombamento por parte dos Conselhos Estadual e Municipal”.

Mariléia Maciel

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