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O Bode expiatório segundo Millor

Elton Tavares Papo de Rocha 18 de maio de 2012

“Bode expiatório. Designação de uma pessoa sobre quem recaem todas as culpas. Uma vez estabelecido como bode passa a viver a síndrome’ de “Um cão danado, todos a ele”. 

A explicação está no Levítico: no Dia da Reconciliação o sacerdote lançava a sorte sobre dois bodes, um “para Jeová”, outro “para Azazel’. O bode de Jeová era sacrificado e seu sangue borrifado sobre os fiéis, como mercê. Sobre o outro bode o sacerdote lançava todos os pecados do povo. Logo uma pessoa especialmente escolhida levava o bode pro deserto e o soltava ali. 

Por isso mesmo em algumas línguas, como o inglês, ele é chamado de Bode escapatório (*). O que poucos sabem é que existe também a expressão “Bode exultório”, pessoa acima do bem e do mal, de quem se perdoa tudo e a quem se permite qualquer coisa. Como por exemplo… ah, deixa pra lá. 

(*) Palavra puxa palavra: escapar, sair do perigo, vem mesmo de “deixar a capa” (quando a pessoa era agarrada pelo inimigo). A cadeia etimológica, até chegar ao português. É extremamente complexa, mas comprovada.”

Millor Fernandes, no livro “A Bíblia do Caos”. 

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