Enquanto Belém recebe Iron Maiden, o Restart toca aqui, que merda!

                                                                                             Por Elton Tavares
New Kids On The Block, Locomia e Polegar, bandas ridículas, mas nada supera o Restart
Na época que eu era adolescente, final dos anos 80 e início dos 90, tempos de The Smiths, The Cure, Legião Urbana, Titãs e tantos outros nomes de alta qualidade, tanto sonora, melódica e letras inteligentes, também existiam bandas medíocres. Mas quando falávamos de “conjuntos” (nem se usa mais essa palavra para grupos musicais) ridículos eram coisas como New Kids On e Block, Locomia e Polegar (sim, aquele do maluco que curte pilhas), entre outras (quem não souber quem foram esses merdas, que procurem no Google, nem vou me dar ao trabalho de explicar).

No entanto, a esculhambação chegou ao ápice, pois infelizmente hoje em dia existe o “Restart”. Frangotes que usam um visual gay (com todo respeito aos perobas, principalmente os amigos) e óculos New Wave. Os moleques até ganharam o prêmio “revelação”, no concurso “os melhores do ano” do “Domingão do Faustão”. Sifudê!

Emos coloridos com canções medíocres, o sinal dos tempos. 
O pior de tudo é que os emos coloridos farão um “show” em Macapá, no próximo dia 02 de abril. Deste jeito, nossa capital continuará refém do brega, domingueiras nos clubes de letrinhas e batidões terríveis. Fora a velha mania de ir ao pagode, sujo, de chinelo e já embriagado, eu passo longe. Mas isso é outra história.

Pior que essa situação não é só culpa dos empresários que trabalham com entretenimento. Pasmem, mas no ano passado, durante a Expofeira, quando trouxeram (argh) Detonautas, a organização do evento deixou os Titãs como última opção, a primeira era o sertanejo alegrinho, Luan Santana. É como o Lobão disse uma vez: “Se sua banda veio depois do Raimundos, desculpe, não é rock nacional”.

Discordo do Lobão, pois têm uma meia dúzia que são muito bacanas, como a stereovitrola e Godzilla, ambas amapaenses. Mas coisas como NX0, Detonautas, CPM22, JQuest (acho que só eu não fui para o show deles e Macapá) e coisas desse naipe, eu desprezo. Pior é quem faz cover dessas aberrações sonoras, como uma certa banda local, que também tem letrinhas e números no nome. 

Enquanto os frangotes coloridos atravessam o Amazonas para tocar aqui, a velha “Donzela de Ferro” estará em Belém. Sifudê!

Confesso que é muito difícil de admitir, mas musicalmente, Macapá não existe para os grandes artistas (a não ser os “lado B”, que volta e meia dão as caras em algum festival). Escuto, assisto e leio notícias sobre ótimos shows de rock que só chegam até Belém (PA), a exemplo da clássica Iron Maiden, que tocará no dia 01 de abril, na capital paraense. Que inveja branca!


Certa vez, Gilberto Gil disse: “De um lado este carnaval, do outro a fome total”. Deve ser assim que meus amigos da Terra das Mangueiras olham para cá, no sentido rock da coisa, claro. É como a velha frase que diz: “cômico, se não fosse trágico”. Realmente são dois mundos separados pelo Rio Amazonas. É palha, mais é verdade.
Voltando ao “show” do Restart em Macapá, respondo com uma poesia tão fuleira quanto as letras da bandinha de adolescentes: “vou não, quero não”. Égua-moleque-tu-é-doido! Ah, falando de citações, lembrei de uma que define bem a atual situação da música: “alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem MUSICAL”. Boicotem a apresentação dos emos coloridos, só assim garantiremos que eles nunca mais voltarão aqui.
Ah, se você gosta mesmo de rock. Vá para o evento “Vila do Rock”, no mesmo 02 de abril, nos altos do Brisa’s Bar (orla), a partir das 21h, com as bandas Mazah, Radiofone e stereovitrola.
Compartilhe isso!

Deixe um comentário

Commentários
  1. Jéssica G3
  2. Skull Kenoby
  3. Anonymous

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*