Jornalista denuncia censura na Assembleia Legislativa do Amapá


De acordo com o jornalista Édi Prado, está proibido o acesso do público e da imprensa na Assembleia Legislativa do Amapá (ALE/AP) durante as sessões que tratam das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Amapá Previdência (Amprev) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). 

“Fui barrado hoje (16), só entrei porque mostrei crachá e disse que estava trabalhando. Como jornalista e cidadão tenho direito ao acesso. Os militares cumprem ordens. Não tem culpa de nada. De quem partiu este absurdo de impedir o acesso para acompanhar os que está sendo investigado nas CPIs?” questiona o jornalista. 

Édi Prado explicou que, nas segundas e quartas-feiras, às 15h, são realizadas as sessões da CPI da Amprev e nas terças e quintas-feiras, as da CPI da Saúde.

“Alguém mandou colocar os cones nas escadas e impedir o acesso. Os militares não podem ser acusados de nada. Quando há censura é porque é bom todo mundo saber o que está se passando. Não acredito que os deputados sabem disso. Mas a ordem existe e os militares apenas obedecem. Se eles não sabem é bom que saibam o que está ocorrendo na Casa do Povo”, concluiu Édi Prado. 

Elton Tavares
  • Quero apenas esclarecer que não fui maltratado.Os militares estão cumprindo com a ordem que “veio de cima”. Eu “cubro” as sessões da AL todos os dias e não acreditei no que estava ocorrendo. Pela manhã, durante a sessão foi formulado o convite público ecoado pela Rádio 99,9. E a tarde tudo mudou? Quem emite essas ordens? Alguém mandou colocar os cones na escada e não permitir o acesso. Fica por isso, mesmo?

  • Porque a população e a imprensa não pode ter acesso às sessões das CPIs? Não é tempo novo? Saudosismo da ditadura? Quem cala, consente e depois não pode mais se queixar.

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