Justiça acolhe tese do MP-AP e condena réu a 18 anos de reclusão por assassinato

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) participou na última quinta-feira (17), do julgamento do acusado de assassinar um funcionário do Hospital de Emergência (HE). O crime ocorreu em 2016, e vitimou Jairo Fernandes Palheta Pereira. A sessão foi presidida pelo juiz da 1° Vara do Tribunal do Júri de Macapá, Luiz Hausseler.

O MP-AP foi representado pelo promotor de Justiça Saullo Patrício. A tese do órgão ministerial foi acatada pelo Júri e o réu foi condenado a 18 anos e oito meses, em regime fechado, por homicídio doloso – quando há a intenção de matar outra pessoa.

Entenda o caso

Em 16 de agosto de 2016, durante uma partida de futebol na Praça Chico Noé, no bairro do Laguinho, Wellington Cotes Lopes chegou de moto ao local, estacionou e caminhou em direção à vítima, Jairo Pereira, efetuou alguns disparos e caminhou de volta para sua moto.

Um dos disparos atingiu a cabeça da vítima, que foi socorrida no HE, porém não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no dia seguinte.

O crime foi motivado por um desentendimento entre a vítima e o acusado, cinco dias antes do ocorrido, por conta do sumiço de um vidro de álcool do interior do HE, onde Jairo trabalhava como auxiliar de limpeza e Wellington como funcionário de uma funerária.

O julgamento

A defesa do acusado alegou que o mesmo sequer frequentou o local do crime. Entretanto, o promotor de Justiça Saullo Patrício contestou a declaração da defesa, apresentou argumentos e provas que comprovaram que o funcionário do HE foi assassinado por Wellington Lopes. A condenação teve duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

“A materialidade da autoria está comprovada pelas três testemunhas oculares, que identificaram o autor no momento dos disparos, e em um vídeo que mostra a discussão que os dois tiveram dias antes do crime”, pontuou o promotor de Justiça Saullo Patrício.

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