Não troquem o nome do Teatro das Bacabeiras

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Fotos: Maksuel Martins

 

Este blog divulga e apóia toda manifestação cultural no Amapá. Sempre foi assim e sempre será. Ao abordar o assunto, não quero que seja dada nenhuma conotação política para o tema aqui tratado e sim sobre cultura. Vamos por partes:

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Foto: edgar-amapa.blogspot.com

De acordo com o sociólogo, escritor, jornalista e compositor Fernando Canto, a alcunha “Teatro das Bacabeiras”, pelo fato de trazer o nome que supostamente originou a palavra Macapá, foi escolhida democraticamente pelos artistas amapaenses para nomear o principal teatro de Macapá. Portando, a denominação se identifica com a nossa terra.

Existe a possibilidade da mudança do nome do Bacabeiras para que o teatro receba o acréscimo do nome do ator, humorista e radialista Pádua Borges, que faleceu em 2014. Pádua era brilhante, ícone da cultura local e um cara porreta. Ele merece mesmo uma homenagem póstuma, mas não essa.

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Foto: Maksuel Martins

A questão da modificação do nome do teatro público do Estado vai além da questão de prestar uma homenagem ao importante representante da cultura amapaense. A mudança envolve a construção da identidade cultural do Amapá, processo que se constitui e é defendido à muito custo por nossos artistas e agentes culturais.

Mudar o nome do teatro, cuja escolha parte da construção histórica do amapaense é descaracterizar uma parte daquilo que temos como memória, elemento agregador(fundamental!) da cultura.

Homenagear Pádua, o eterno e amado “Lurdico” da dupla “Os Cabuçus”? Sim! Com a criação de novos espaços, que poderão beneficiar a comunidade e agregar conhecimento e arte ao nome daqueles que produziram cultura nesse Estado e que ficaram em nossa história.

Por isso, fica o meu apelo e de muitos amapaenses (que cobraram este post neste blog): Não troquem o nome do Teatro das Bacabeiras. É isso.

Elton Tavares

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