O dia que conheci o Oiapoque, uma viagem em todos os sentidos

Eu em frente ao Obelisco de Oiapoque – Foto: Marcelo Lima.
Estive ontem (8), a trabalho, no Oiapoque. Um município diferente das outras cidades do interior do Amapá. Por lá existe uma mistura de raças, idiomas e, sobretudo, cultural. São caboclos, índios, asiáticos, europeus e guianenses convivendo de uma forma muito peculiar, respeitando os costumes uns dos outros.

Ficamos (eu, Marcinha, nossa fotógrafa e Marcelo, o cinegrafista da equipe)  no Hotel Amazonas, às margens do Rio Oiapoque, que divide a cidade do território francês. Por sinal, muito bom e com preço acessível.




                                                           Centro de Oiapoque – Foto: Elton Tavares.

Oiapoque é a cidade com mais hotéis que já fui na vida. E olhem que já viajei para muitos locais turísticos.  Eu imaginava o município bem pequeno, de fato é, mas suas particularidades tornam um lugar especial.


A noite do Oiapoque, como não podia ser diferente, é carente de opções. Mas fui, na quinta (7), a um bar muito legal, difíceis de encontrar até em Macapá. Trata-se do Rodeio Grill (apesar do nome, não tocou sertanejo, graças). O local é arejado, conta com música ambiente, telão, tira-gosto refinado e chope geladinho, sem falar no atendimento exemplar. Bem legal, eu indico.

Outro lance diferentão que aconteceu nessa noite foi uma densa neblina que caiu no Oiapoque, parece a Londres dos filmes, deu um ar rock and roll a nossa boêmia pré-trampo. Pena que eu não estava com a minha máquina fotográfica.
                                                       Centro de Saint-George (FRA) – Foto: Elton Tavares.
Também conheci Saint-George. A cidade é bonita, limpa, cheia de gente de tudo que é canto. A arquitetura e iluminação européias são fascinantes. Ah, o lugar é caro, se você for lá, leve uma graninha extra.
Voltando ao foco, em todo lugar que você vá no Oiapoque, existem cardápios e cartazes em Francês, o segundo idioma da cidade, por conta de sua proximidade com Saint-George, na Guiana Francesa. Falando nisso, nosso portal para o primeiro mundo está em fase final, a Ponte Binacional.

                                                   Eu, no lado brasileiro da Ponte Binacional – Foto: Paulo Motora.

A construção da plataforma que liga o município a Guiana está quase pronta. É uma obra histórica e que será a única ligação do Brasil com a União Européia.Então amigos, todo esse papo é para dizer que não conheço o Chuí (RS), mas a outra ponta do Brasil (a nossa) é muito interessante. Tudo bem, já foi provado que o extremo Norte do país fica em Roraima, mas a velha expressão “Do Oiapoque ao Chuí” é muito mais romântica.

Resumo da ópera, ir ao Oiapoque é uma forma de interagir com outras culturas e ver coisas diferentes dentro do próprio Amapá. Uma viagem em todos os sentidos. Até a próxima.

Elton Tavares
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