O Lollapalooza Brasil 2014 foi fantástico!


O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2014, no domingo (6), foi uma das melhores coisas que vivi nestes quase 38 anos. Com sol a pino, começamos o domingo com Raimundos, única banda brasileira nesta terceira edição do Lollapalooza. Com um grande público, a tocou clássicos como Puteiro em João Pessoa e Eu Quero Ver o Oco. Rodolfo faz falta, mas Digão, Canisso e companhia fazem sim um sonzão.

O guitarrista Johnny Marr, ex integrante do The Smiths arrebentou, mesmo com o fato de o seu show ter sido no palco Onix (longe pra caralho, quase mais de 1km do palco Skol e quase dois para o Interlagos). Ele tocou e cantou canções de seu projeto solo, mas levantou a massa mesmo com músicas dos Smiths. 

Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before, Bigmouth Strikes Again e How Soon Is now? (com a presença surpresa de  Andy Rourke, ex-baixista do Smiths, que tocou junto com Marr ). Além disso, na apresentação de Johnny rolou som da banda Eletronic (projeto dele, Bernard Summer do New Order e Neil Tennant do Pet Shop Boys) e The Clash, com I Fought The Law. Foi um showzaço! 

Voltamos ao palco Skol para ver o show do Pixies. Como sempre, Franck Black e seu pessoal mandaram bem demais. Para mim, continua a banda mais lado B e despintada do mundo. Parce que o Pixies odeia ser “rockstar”. Tocaram sem firula ou papo com a galera, mas fizeram um puta show, com direito aos clássicos “Where Is My Mind”, “Here Comes Your Man” e “Hey” fez a alegria da multidão de fãs.

A distância do palco Onix e o cansaço da nossa turma (principalmente deste gordo) impediram que assistíssemos ao show do Soundgarden. Uma pena. É que resolvemos guardar as forças para o último, o New Order. E não nos arrependemos. 

O New Order é uma das bandas que escuto há mais de 25 anos. Eles tocaram no palco Interlagos e fecharam a Festival com um show apoteótico. Apesar da dramática concorrência (a canadenses Arcade Fire, tida como melhor banda do mundo na atualidade, tocou no mesmo horário no palco Skol), decidimos ver o show dos ingleses. Afinal, somos apaixonados pelos anos 80 e toda sua trilha sonora. 

É indiscutível que o Arcade Fire é uma banda foda e seu show é fenomenal, mas fomos ver New Order por ser clássico e por ser o New Order (isso nem deveria deixar dúvida). Como disse o meu irmão: “Ainda veremos os canadenses, eles são jovens. Já o New Order pode acabar”. Sensato!

Tenho certeza que NADA que o Arcade Fire tenha feito no domingo supera o emocionante show do New Order. Como disse o amigo Patrick: que me perdoem os hipsters, mas o New Order é melhor desde o set list a toda a mística que envolve a banda oitentista. 

Mesmo com a ausência do carismático baixista Peter Hook, o New Order (com Phil Cunningham, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Tom Chapman e Bernard Sumner) fez uma apresentação fantástica e emocionante. 

Não à toa, o jornal Folha de São Paulo saiu com a manchete: “New Order mostra vida sem Peter Hook”. E bote vida nisso! 

Além de tocar quase todos os seus clássicos, eles executaram Transmission, Atmosphere e Love Will Tear Us Apart, da extinta banda Joy Division (que se tornou New Order após a morte de seu viocalista, Ian Curtis). Foi lindo demais! 

Obrigado aos amigos que dividiram aqueles momentos comigo, principalmente meu irmão Emerson Tavares. Tô muito feliz com tudo isso, valeu pra caralho!

Elton Tavares
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