Poema de agora: Casa de lembranças – Ronilson Medeiros

Casa de lembranças

Bato na porta das memórias.
Espero pelo o anfitrião na sala da ausência.
Tento um acordo de paz com minha mente impaciente.
Em seguida,
Volto atrás.
Depois sento e espero pelo pior lado de mim.
Admiro os quadros negros nas paredes nuas.
Me sirvo de ópio esquecido sobre o um piano mudo.
E num dos quatro cantos da sala,
Dedos me apontam a porta de saída.
Eu, um redemoinho humano.
Não pretendo sair.
Antes quero destruir
Essa casa de lembranças.
Transformá-la em um labirinto de mudanças.

Ronilson Medeiros

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