Prefeitura garante restabelecimento imediato de energia elétrica no Bailique

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Na quarta-feira, 27, o prefeito Clécio Luís participou de uma reunião no Ministério Público Estadual (MPE) que visa buscar soluções para a falta de energia elétrica no arquipélago do Bailique. Participaram ainda da reunião o deputado Paulo Lemos; os senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues; os vereadores Nelson Souza e Washington Picanço, além de representantes da comunidade e da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

As duas principais vilas, Macedônia e Progresso, onde funcionam o cartório, serviço bancário, fábrica de gelo e posto da Polícia Militar, estão com serviços parados há mais de 30 dias. Segundo um dos líderes comunitários, Paulo Rocha, mesmo com a chegada do linhão, em 2014, as interrupções de energia continuam. “Nosso objetivo com essa mobilização é tentar encontrar uma solução o mais rápido possível para essa situação, que vem deixando o Bailique cada vez mais isolado”.
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Desde outubro de 2015, a falta de energia é constante, porém, a situação piorou desde dezembro do ano passado. Os dois sistemas de abastecimento elétrico, linhão e usina termoelétrica, apresentaram problemas e não funcionam. O primeiro, por problemas técnicos, e a usina, por falta de óleo para funcionamento dos geradores.

O procurador-geral de Justiça em exercício, Márcio Alves, destacou as consequências dessas constantes faltas de energia. “Hoje, a população não pode nem pescar porque não tem como armazenar esse produto. As escolas estão perdendo a alimentação, precisamos encontrar uma solução viável e rápida para esse problema”.

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Segundo a CEA, todo o processo de contratação até a chegada dos 230 mil litros de óleo para atender o Bailique demorará 45 dias. Diante dessa demora, o prefeito Clécio garantiu 60 mil litros de combustível para que seja restabelecida imediatamente a energia no arquipélago. “Embora o fornecimento não seja de competência da prefeitura, mas como a situação está tão caótica e crítica para a população, nós nos envolvemos no intuito de ajudar. Então, neste caso, vamos emprestar 60 mil litros de diesel para que, imediatamente, possam voltar a funcionar as usinas termoelétricas do Bailique para resolver o problema da população, que está há mais de 30 dias sem energia”.

“A prefeitura fez inúmeros investimentos que estão sendo prejudicados por essa falta de fornecimento. Temos que enviar quase todo dia medicamento, porque não tem como armazenar. Tivemos que suspender o fornecimento de vacinas e insulina para que os mesmos não estraguem. Compramos dois geradores para as escolas, mas eles não são suficientes porque foram feitos para funcionar provisoriamente, então a falta de energia estava desestruturando os serviços oferecidos ao povo da localidade”.

Adrynay Magalhães/Asscom PMM
Fotos: Saulo Silva

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