Unifap não descarta suspender atividades em setembro após cortes no orçamento

Universidade Federal do Amapá (Unifap) (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Por John Pacheco

A crise financeira e os repasses do Governo Federal podem comprometer e até suspender atividades da Universidade Federal do Amapá (Unifap), que apresenta cortes que chegam a 60% em 2017. A medida pode afetar investimentos e o pagamento de serviços como vigilância e limpeza.

A informação foi confirmada pela reitora da Unifap, Eliane Superti, que prevê a maior baixa de recursos para o mês de setembro, quando termina o semestre letivo. A universidade conta atualmente com 7,2 mil acadêmicos e 1,1 mil servidores espalhados em campi em Macapá e no interior do estado.

Eliane Superti, reitora da Universidade Federal do Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

“Fizemos em maio, quando o orçamento foi liberado em maio um material com o tamanho do orçamento e as áreas que serão atingidas. A partir de setembro a Unifap não tem como honrar os seus compromissos”, explicou Superti, apontando que a instituição já iniciou 2017 com orçamento 13,5% menor que o praticado no ano passado.

A dificuldade financeira também está atingido as obras em execução na Unifap, onde algumas delas podem ser paralisadas. Além disso, laboratórios e cortes em bolsas de extensão foram atingidos. A universidade prevê ainda atrasar dívidas para pagamento somente em 2018.

Entre as obras que estão sendo feitas, a única que está adiantada e tem prazo de entrega definido é a do Hospital Universitário (HU). A Unifap explicou que os valores, em torno de R$ 200 milhões, estão alocados através de emendas federais, porém os recursos não foram disponibilizados. O objetivo é que o prédio seja entregue em 2019 após 30 meses de obra.

Universidade Federal do Amapá (Unifap) (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Para o próximo semestre, previsto para começar em outubro, a instituição manteve a abertura de edital para o vestibulinho, que oferece vagas ociosas em cursos de graduação. Porém, a reitora completa que não se pode afirmar que esses novos estudantes possam estudar ainda em 2017.

Relatórios apresentados pela Unifap mostram que neste ano o comprometimento das verbas com pagamento de pessoal chegou a 74,4% dos recursos recebidos, diante de 61,4% no ano passado.

Fonte: G1 Amapá

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