A Carta – Crônica de Elton Tavares

Crônica de Elton Tavares
Sou cheio de esquisitices, chatices, normas próprias e carências incuráveis. Sim, demais cabeça dura, até raivoso de vez em quando. Mas há muito tempo, não imponho minhas vontades a ninguém. Tenho muitos chegados e poucos amigos (desses que a gente conta segredos). Sou um chato convicto e assumido, mas de quem muitos gostam de ter ao lado e agradeço a esses por isso. Dou trabalho, mas me disponho a tê-lo também com meus verdadeiros afetos.
Não gosto de levar susto, por isso sempre aviso do que gosto e do que não me agrada. Sou de poucas lágrimas, muitas cervejas e alguns rompantes. Falo de minhas fraquezas, faço confusão, passo raiva, A falta de razão, às vezes, me constrange. Mas há muito cansei de me desculpar. Continuo sempre em frente da minha maneira, pois vivo nos meus termos. Sempre na tentativa de não machucar ninguém.

Dizem que os opostos se atraem. Pode até ser, mas convenhamos, somente dispostos ficam juntos, de fato. Sim, esta crônica também é uma carta de amor/desamor/desabafo. Só que, diante do choque de personalidades/vidas, as nossas bobagens amorosas ficam gitinhas nesta idade. Então é isso. Peço realmente desculpas pela minha fraqueza irremediável da falta de adequação e paciência.
Ah, querido leitorado apesar de ser um tanto cabeça dura e irônico, bote fé que sou legal. A vivência comigo sempre rende boas gargalhadas, bons momentos e boas lembranças (más também, mas são minoria no banco de memória afetiva). Pois nada aqui é pouco; é sempre muito – tudo no meu universo. Não guardemos rancor, pois é bom não acumular mais vales-karmas para a próxima vida.
Elton Tavares
