Dia Nacional das Comunicações: MP-AP homenageia Marechal Rondon, defensor da causa indígena e Patrono de Comunicação do Exército Brasileiro

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) homenageia o Marechal Cândido Rondon, que nasceu há exatamente 153 anos. Além de símbolo nacional da ética e da moral, ele foi também um pioneiro mundial no campo dos direitos humanos e Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, sendo sua data natalícia, 5 de maio, tomada como o Dia Nacional das Comunicações.

Sobre o Marechal Cândido Rondon

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em 5 de maio de 1865, em Mimoso, distrito de Santo Antônio do Leverger de Cuiabá (MT). Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu o pai antes de seu nascimento e a mãe quando tinha dois anos de vida, tendo sido então criado pelo avô e por um tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome “Rondon”.

Dedicou-se à construção de linhas telegráficas pela vastidão do interior brasileiro. Durante sua vida, percorreu mais de 50 mil quilômetros, abrindo caminhos de sertão e estendeu mais de 2.000 quilômetros de fios de cobre pelas regiões do país, ligando as mais longínquas paragens brasileiras pela comunicação do telégrafo e elaborou as primeiras cartas geográficas nacionais. Foi Rondou que demarcou as fronteiras do Brasil com países vizinhos.

De origem indígena por parte de seus bisavós maternos, se não fosse a atuação do Marechal Rondon, hoje não existiria mais índio no Brasil. Ele pacificou tribos, estudou os usos e costumes dos habitantes dos lugares percorridos, participou da criação de medidas legais de proteção aos silvícolas.

Apesar de toda a formação intelectual e graduações militares, Rondon nunca negou suas origens, dedicou parte da sua vida a proteção aos índios, e em 1913, acompanhando o ex-presidente americano Theodore Roosevelt na sua expedição ao Amazonas, Rondon foi atingido por uma flecha envenenada dos índios nhambiquaras. Salvo pela bandoleira de couro de sua espingarda, ordenou a seus comandados que não reagissem, demonstrando seu lema: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca”.

Em 7 de setembro de 1910, foi nomeado diretor da Fundação do Serviço de Proteção aos Índios, precursora da atual Fundação Nacional de Assistência ao Índio, em face do muito que já realizara e da estatura moral e intelectual patenteada em toda sua carreira. A Funai é a entidade indigenista oficial do Estado brasileiro, que desenvolve políticas do Governo Federal em prol dos direitos dos povos indígenas.

Em sessão solene do Congresso Nacional de 5 de maio de 1955, já com 90 anos, Rondon recebeu as insígnias do posto de marechal. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, aos 92 anos.

Homenagem do MP-AP

De acordo com o procurador-geral do MP-AP, Márcio Augusto Alves, pela importância do papel desempenhado por este personagem fundamental para com a história do país e sua dedicação com a interligação das comunicações nacionais, além do respeito e empenho com a causa indígena, neste Dia Nacional das Comunicações, o Ministério Público do Amapá rende homenagens ao Marechal Rondon.

“A importância do Marechal Rondon nas comunicações, marcação dos limites do território nacional e causa indígena, pois ele impediu que várias etnias fossem dizimadas por exploradores, precisa sempre ser relembrada pelas instituições e povo brasileiro”, comentou o PGJ.

SERVIÇO:

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

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