Filme carioca Exu Rei, dirigido por atriz paraense que cresceu no Amapá, é exibido em Macapá nesta terça-feira (3), na Unifap

A atriz, cantora, educadora, produtora cultural, musicista e diretora de Cinema, Bárbara Vento, lançará nesta terça-feira (3), às 18h30, no Auditório do Departamento de Letras e Artes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), o filme EXU REI. A produção carioca foi lançada em setembro de 2017, no Rio de Janeiro (RJ). O curta metragem de não-ficção dialoga com a influência desse arquétipo pela cultura negra e a sua assimilação pela arte brasileira. Em seu subtexto, o filme homenageia um de nossos grandes ativistas da causa negra – o ator, poeta, dramaturgo e político – Abdias do Nascimento. A entrada será franca.

A exibição do documentário faz parte do Programa de Cultura da Unifap- Procult. Essa é a primeira produção cinematográfica dirigida por Bárbara Vento, atriz paraense que cresceu no Amapá. Segundo a diretora, o posicionamento do documentário procura incorporar o espírito de luta, expressivo e inquieto de Abdias, elo onipresente entre personagens, imagens e sons do filme.

Após a exibição do filme, sera realizada uma mesa redonda de debate sobre o teatro negro no Brasil com o Professor Emerson de Paula, do curso de Teatro da Unifap e com a atriz Bárbara Vento.

É um filme sobre racismo e resgate. Já exibimos o documentário no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O curta-metragem Exu Rei também será exibido também na sexta-feira (6), às 18h, na Biblioteca Elcy Lacerda; Macapá Verão e nos municípios de Laranjal do Jari, Mazagão, Ferreira Gomes e Oiapoque”, frisou a diretora Bárbara Vento.

Sinopse:

Divindade africana que aportou no Brasil junto aos negros, Exu é conhecido como o orixá da comunicação, guardião das ruas e do comportamento humano. O curta metragem de não-ficão Exu Rei dialoga com a influência desse arquétipo pela cultura negra a e sua assimilação pela arte brasileira. Em seu subtexto, o filme homenageia um de nossos grandes ativistas da causa negra – o ator, poeta, dramaturgo e político – Abdias do Nascimento. O posicionamento do documentário procura incorporar o espírito de luta, expressivo e inquieto de Abdias: elo onipresente entre personagens, imagens e sons do filme.

Abdias Nascimento

Histórico:

A principal influência do filme Exu Rei foi encontro da diretora Bárbara Vento com o ator, ativista e político Abdias Nascimento, há mais de uma década, quando surgiu a idéia de realizar um filme que abordasse questões políticas e espirituais ligadas a cultura afro-brasileira. O projeto do curta-metragem de não-ficção Exu Rei começou a ser realizado no curso de Direção na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, em 2012, sendo a equipe principal do filme (diretora, produtora, roteirista e diretora de fotografia) composta por mulheres estudantes de diversos cursos daquela instituição. Suas filmagens começaram ainda em 2012, com as entrevistas com Mãe Meninazinha D’Oxum e Zózimo Bulbul. Realizado sem recursos de editais ou prêmios, o filme contou com apoio da Escola de Cinema Darcy Ribeiro e do acervo do IPEAFRO, com a cessão de imagens de arquivo e obras de Abdias Nascimento. Ao longos dos anos seguintes foram realizadas as entrevistas com Léa Garcia, Elisa Larkin, Bida Nascimento e as seqüências ficcionais foram filmadas com apoio do grupo Tá na Rua, contando com participação afetiva de diversos atores e músicos e equipe técnica. A edição e pesquisa de imagens de arquivo foi realizada entre 2015 e 2017.

Ficha técnica e equipe:

RJ, 2017, 20min., HD, NTSC,16:9, Cor.

Direção e argumento: Bárbara Vento. Direção de produção e assistente de direção: Ethel Oliveira. Produção executiva: Ethel Oliveira e Bárbara Vento. Roteiro: Manuela Cantuária. Fotografia e câmera: Mariana Bley, André Albuquerque, Érica Rocha, Chico Serra. Som direto: Antônio Carlos (Liliu), Bruno Espírito Santo.Edicao de some Mixagem – Ricardo Mansur- Montagem: Viviane Laprovita e Vladimir Ventura -Arte e figurinos: Rebecca Moure. Iluminação: Thabata Martins.Com: Zózimo Bulbul, Mãe Meninazinha de Oxum, Elisa Larkin, Célia Nascimento, Bida Nascimento, Cridemar Aquino, Lea Garcia, Alice Morena.

Sobre Bárbara Vento

Bárbara, hoje com 36 anos, é paraense de nascimento e amapaense de coração. A artista é versátil. Nascida em Altamira (PA), veio para Macapá, ainda pequena, com seus pais. A moça possui três irmãos, todos músicos talentosos e também queridos amigos.

Bárbara destacou-se, na segunda metade dos anos 90, no Teatro amapaense, com o diretor Guiga Melo (figuraça, outro amigo querido). Sempre me disse que seria uma grande atriz. Lançou-se à sorte quando viajou para o Rio de Janeiro, em meados de 2002 (eu acho). Lá, cursou a Escola de Teatro Martins Pena e o Instituto Tá Na Rua para as Artes, Educação e Cidadania, sob direção de Amir Haddad.

No teatro fez parte de grandes espetáculos no Amapá, Guiana Francesa (FRA), Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS), Rio Branco(AC), Belém (PA), Lençóis(BA), entre outros palcos do Brasil. Na televisão, participou da mini-série “Hoje é Dia De Maria”, direção de Luiz Fernando Carvalho; Da novela “Alma Gêmea”, direção de Jorge Fernando; do episódio “Por toda minha vida-Chacrinha”, dirigido por Pedro Vasconcellos e de “A Grande Família”.

No Cinema atuou em “Cleópatra”, longa metragem de Júlio Bressane; No curta metragem “República Tiradentes”, de Zózimo Bulbul; No documentário “Vou ficar a Pátria Livre”, de Silvio Tendle; “Operação Morengueira”, homenagem a Moreira da Silva, curta metragem de Godofredo Quincas; “O Poeta Da Vila”, homenagem a Noel Rosa, longa de Ricardo Vasnsteen; Do longa “Amazônia Caruana”, de Tizuka Yamazaki.vAlém do DOC-TV “Simãozinho Sonhador”, de Gavin Andress, no Amapá.

Bárbara também é fundadora do grupo musical “Paideguará”. Desejo tanto sucesso em sua nova trajetória como diretora de cinema quanto ela tem como atriz. Orgulho de ser amigo de uma figura tão gente boa e talentosa. Ela é realmente uma ventania.

Elton Tavares, com informações de Bárbara Vento

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