Mão na Massa: MP-AP, em parceria com o Instituto Marcelo Cândia e a empresa O Moinho, oportuniza capacitação para jovens de Santana

Sair das estatísticas do desemprego e encontrar uma colocação no mercado de trabalho é o sonho de muitos amapaenses, mas as oportunidades nem sempre surgem e, em muitos casos, por falta de formação profissional.

Pensando nisso, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) firmou um termo de parceria com a Casa de Acolhimento Lar Bethânia, por meio do Instituto Marcelo Cândia, para ofertar cursos profissionalizantes aos adolescentes em situação de vulnerabilidade social de Santana, por meio da articulação junto às instituições públicas e privadas. A empresa O Moinho acreditou no projeto e viabilizou o primeiro curso de panificação para 30 jovens.

Nesta sexta-feira (03), ocorreu a aula inaugural do projeto “Mão na Massa”. Houve distribuição dos kits de estudo para os alunos e a apresentação de toda a estrutura montada pela empresa, que compreende equipamentos de panificação e todos os materiais necessárias ao aprendizado dos alunos. Com carga horária de 80h/aulas, o curso vai preparar os participantes para o ingresso no mercado de trabalho, além de abrir uma oportunidade na própria empresa, que sinalizou a intenção de contratar aqueles que se destacarem.

“Sabemos que o mercado da panificação e confeitaria precisa de profissionais dedicados, que possam crescer profissionalmente, além de contribuir para subsidiar a renda familiar. Boa sorte a todos e a gente se encontra na sala de aula”, desejou o professor Ronaldo Lima.

Um dos idealizadores do projeto, o promotor de Justiça da Infância e Juventude de Santana e atual secretário-geral do MP-AP, José Barreto, falou da satisfação em concretizar a parceria.

Quando a gente chega em um momento como esse, de realização de sonhos, de permitir que as famílias tenham oportunidades e que consigam se profissionalizar para entrar no mercado de trabalho tão difícil e concorrido, é uma alegria para todos nós. Desde o início, quando começamos a idealizar esse projeto, sabíamos que era desafiador. Felizmente, nesse caminhar conseguimos apoios importantes como o do Instituto Inova, da empresa O Moinho, e de outros parceiros que estão chegando. Nós buscamos fortalecer a família, justamente para evitar os inúmeros problemas sociais que nascem em ambientes desestruturados”, manifestou Barreto.

Rompendo as barreiras da falta de oportunidade

O coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOP/IJE), promotor de Justiça Miguel Angel, que ao lado do promotor Barreto coordena a iniciativa, relembrou a trajetória do projeto e o desejo de lançar aos jovens de Santana perspectivas que pudessem ampliar seus horizontes.

Depois de muito trabalho e estudos, chegamos aqui. Quero registrar a presteza da empresa O Moinho, que desde o início se mostrou favorável a ideia, porque via a necessidade do mercado ter mais pessoas qualificadas no ramo da panificação e está patrocinando o curso. Não queremos parar por aqui. Esse é o embrião. A Casa Bethânia tem capacidade para oferecer cursos de até 400 vagas no turno da manhã e no turno da tarde. Então, são muitos alunos que podem ser beneficiados, mas, para isso, precisamos de recursos e parceiros. Nesse sentido, vamos continuar em busca de mais aliados nessa luta para tirar os nossos jovens de atividades informais, por vezes tão humilhantes e degradantes”.

A procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Grace Carolina Ribeiro, colocou o órgão à disposição do MP-AP. “O combate ao trabalho e exploração do trabalho infantil é um dos eixos prioritários da atuação do MPT e a alternativa mais afetiva para o combate a essa exploração é a capacitação e jovens, para que respeitemos o desenvolvimento das suas potencialidades. Parabéns a todos e prevejo grandes parcerias”, assinalou.

Parceria que gera oportunidade

O diretor da empresa O Moinho, Jango Yersin, contou um pouco da sua história de vida e pediu persistência e dedicação aos alunos. “Eu já fui estagiário, jovem aprendiz e quando recebi o convite do MP-AP eu aceitei na hora a proposta. Hoje o Estado tem mais de 600 padarias e precisamos de jovens aprendendo e se aperfeiçoando na profissão. Junto com o Lar Bethânia queremos ir mais longe e já estamos com vários projetos. Esse primeiro passo vai fortalecer ainda mais a nossa disposição em contribuir”, pontuou.

Para a coordenadora do Lar Betânia, irmã Rosane Fiuza, essas parcerias são indispensáveis para a promoção de determinadas capacitações. “O que dizer hoje? Parece um sonho. Ofertamos outros cursos, mas a panificação tem uma demanda enorme, porém, era muito difícil porque precisa de equipamentos e materiais que representam um alto custo. Então, agradeço de todo o coração ao MP-AP e a empresa”, comemorou.

Ao final, o promotor de Justiça Milton Amaral, 3ª Promotoria de Justiça Cível e de Fazenda Pública de Santana, reafirmou o compromisso no MP-AP com o projeto e desejou sucesso aos alunos. “Nós fazemos isso com muita alegria e orgulho. Aproveitem essa oportunidade. Façam o curso com todo o amor e carinho. A gente vê todos os dias na televisão que é uma profissão cada vez mais valorizada e que vai abrir caminho para vocês. Boa sorte!”, finalizou.

Dentre os 30 jovens que compõem a primeira turma, alguns estão acolhidos na Casa Betânia, escola agrícola e outros cumprem medida socioeducativa em meio aberto. Após a conclusão dessa primeira turma, outras serão formadas, pois a ideia é contemplar vários jovens.

Estavam presentes, ainda, os colaboradores da empresa O Moinho, alunos e seus familiares, a equipe técnica do MP-AP responsável pela elaboração do projeto (Ana Paula Costa e Séfora Rôla – Assistentes sociais), e a representante do Instituto INOVA, Fabíola Ribeiro.

SERVIÇO:

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

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