Poema de agora: Fortaleza do Santo José – Jean Carmo

Foto: Manoel Raimundo Fonsea

Fortaleza do Santo José

Mas um dia,
nestas terras d’além-mar
Na foz do grande rio Amazonas,
dos índios de outrora.
Tu, Gallúcio, fiel servo da coroa
Deste início ao projeto de guardar.

No dia 29 de junho do ano da graça
De Nosso Senhor Jesus Cristo de 1764.
Com tamanha fortaleza a defender
Os interesses da realeza vigente.

Foto: Floriano Lima

O Revelim, o fosso,
a ponte e os pesados canhões.
As pedras e os pretos trazidos
Os índios, o trabalho corrido, as vidas perdidas.
Nos quatro cantos:
São José, São Pedro, Nossa senhora da Conceição e Madre de Deus,
cada baluarte vigia.

Pena que tu não ouviste,
nem viste ela lutar
Teu Senhor te levou bem antes,
de vê-la concluída.
Aos 41 anos, com malária deixaste esta vida.
Conto-te pois, que não houve batalha sequer
Para tal defesa dela esperada.

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Gigante e imponente
Cuidada e por vezes esquecida
Fortaleza de São José de Macapá
Nossa história, nossa vida.

Jean Carmo

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