Poema de agora: o lado azul da borracha – Pat Andrade

o lado azul da borracha

de lá de onde vinham
as juras e promessas
não havia amor ou sentimento
[era um grande vazio]

e pra onde foram as canções
e todas as declarações?
eram palavras ao vento
[um vento que ficou frio]

não há em ti lugar
pra guardar sensações
eram só minhas as emoções
[era só meu o desvario]

hoje entendi que tuas palavras
eram palavras apenas
e era só eu quem ouvia poemas
[e disso eu me vanglorio]

mas vou te apagar de mim
com o lado azul da borracha

até rasgar o papel
até sangrarem os dedos
até virar outra página

Pat Andrade

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