Waldez Góes, do PDT, é reeleito governador do Amapá

Waldez Góes votou em Macapá neste domingo (28) — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Waldez Góes, do PDT, foi reeleito neste domingo (28) governador do Amapá para os próximos quatro anos. Com 96,81% das urnas apuradas por volta de 18h45, o pedetista tinha 187.596 votos, equivalente a 52,32% dos votos válidos, contra 47,68% de Capi (PSB).

A partir de 2019, Waldez assume o seu quarto mandato como chefe do Executivo estadual. O vice é o empresário Jaime Nunes (PROS).

Histórico

Antônio Waldez Góes da Silva, de 56 anos, é servidor público e afiliado ao PDT desde 1989. Disputou pela primeira vez um cargo em 1990, sendo o deputado estadual mais votado naquela disputa. Foi reeleito em 1994. Em 2002, na segunda tentativa, foi eleito governador do Amapá.

Após ser reeleito em 2006, deixou o posto para concorrer ao Senado em 2010, não vencendo. Se candidatou em 2014 e foi escolhido pela terceira vez para o governo do Amapá.

Nascido em Gurupá, no Pará, em 29 de outubro de 1964, ele é o mais novo dos 16 irmãos, filhos do seringueiro Otacílio Silva e da dona de casa Isaura Góes. Waldez foi reeleito e vai ocupar pela quarta vez a cadeira de governador no Palácio do Setentrião.

Ele é o quinto governador eleito desde que o Amapá deixou de ser Território Federal. Os mandatos anteriores foram entre 2003 e 2010.

No último ano do segundo mandato, em abril, Waldez deixou o posto para concorrer ao Senado. Durante a campanha na disputa ao Congresso Nacional, ele chegou a ser preso pela Polícia Federal, na operação Mãos Limpas. Ficou cerca de dez dias encarcerado em Brasília

Ele foi detido com a esposa Marília Góes e o então governador Pedro Paulo Dias. Foi a primeira vez que um ex-governador e atual governador foram presos no Amapá. Eles foram acusados de desviar dinheiro público federal. Ele perdeu as eleições de 2010.

No ano passado, foi rejeitada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a última ação penal contra o governador. Para a Corte não havia provas suficientes que comprovassem os crimes, o inocentando das acusações.

Campanha

Waldez teve a segunda coligação com maior número de partidos nesta eleição. Nas pesquisas Ibope divulgadas antes da votação deste domingo, o atual governador sempre figurou em segundo lugar.

O alto índice de rejeição e desaprovação acompanharam Waldez ao longo da campanha, que passou por duas baixas importantes, com a renúncia do vice-governador eleito em 2014, Papaléo Paes, e a perda do apoio do ex-senador Gilvam Borges, aliado nos últimos anos.

Propostas

Ao longo da disputa, Waldez indicou como principais promessas a realização de seis novos concursos públicos já em 2019, em áreas como saúde, educação e Corpo de Bombeiros. Enfatizou também que irá licitar um helicóptero para o Grupo Tático Aéreo (GTA), destinado apenas para atendimentos e socorros médicos.

Ainda no atendimento de saúde, adiantou a construção de um novo Hospital de Emergências (HE) na Zona Norte de Macapá, além de finalizar a obra do Hospital Regional de Porto Grande.

Na assistência social, prometeu isentar 45 mil famílias carentes do pagamentos da conta de energia elétrica e prevê também ampliar para 20 mil, o número de beneficiários do programa Amapá Jovem.

Fonte: G1 Amapá

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