Workshop debate sobre direitos humanos e combate à pandemia com os povos indígenas

Com o objetivo de promover um treinamento para comunidades no Brasil sobre o Sistema Internacional de Direitos Humanos das Nações Unidas – SIPDH, o Prof. Me. Alceu Karipuna do curso de Medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), junto com Ro’ostitsina Xavante, ambos indígenas e bolsistas sênior na União das Nações Unidas (ONU) do Brasil, promoveram Workshop para ajudar os povos indígenas a combater a pandemia nas aldeias. Em fevereiro será realizado um segundo momento de formação sobre a temática.

Com o tema ‘Introdução ao Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos, com ênfase nos povos indígenas no Brasil’, Alceu Karipuna e Ro’ostitsina, trataram dos aspectos históricos sobre a formação dos direitos humanos, e mecanismos, instrumentos e órgãos que atuam no enfrentamento às violações de Direitos Humanos no mundo, diretamente vinculados aos direitos dos povos indígenas.

A fim de fortalecer uma rede de estudos com os indígenas, em fevereiro haverá um segundo momento de formação para aprofundar as discussões dos pontos apresentados inicialmente, de forma virtual.

Direitos Humanos, povos Indígenas e a pandemia.

O Prof. Me. Alceu Karipuna ressalta a importância de tratar sobre os direitos humanos com lideranças indígenas em tempos de pandemia por COVID-19.

“Sabendo da possibilidade de violações de direitos dos povos indígenas e, mais ainda, neste momento de pandemia, possibilitar às lideranças indígenas e demais interessados o reconhecimento de instrumentos capazes de fortalecer o enfrentamento dessas violações perante o Estado Brasileiro, em prol de direitos como o acesso diferenciado à saúde das comunidades indígenas no Brasil também assoladas pelo COVID-19, é de uma importância valiosíssima para nós indígenas”, relatou.

A formação ocorreu por meio de diálogo virtual em que o professor destaca que mesmo com as dificuldades de acesso à informação e deslocamento para formação profissional dos indígenas, foi possível realizar essa troca de conhecimentos necessário no contexto atual. “Criamos uma rede de estudo e fortalecimento em direitos humanos com lideranças de várias etnias do Brasil, compartilhando seus problemas, seus conflitos e também possibilidades de resoluções, e que sem dúvida continua após o encontro”.

Ascom Unifap

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