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Músico e compositor, Ruan Patrick gira a roda da vida. Feliz aniversário ao talentoso amigo guitar hero!

Eu, Anderson The Clash (centro) e Patrick – 2023

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Neste segundo dia de janeiro, o amigo Ruan Patrick gira a roda da vida. Trata-se do pai da pequena poetisa Maria Cecília (sou fã dela também), violonista, cantor, compositor, skatista, discotequeiro, profissional da saúde, fundador e líder da banda stereovitrola. Um cara da nossa arte e brother deste jornalista. Uma figura porreta, que faz da arte um modo de existir e, por isso, recebe minhas homenagens.

Quem faz boa música é foda! Patrick é um desses jedis (ou siths). Um maluco gente boníssima, talentoso, dono de uma “paideguice” peculiar, honestidade, simplicidade, entre outras qualidades. O “Patrickinho” é um importante personagem do rock amapaense.

Num passado não muito distante, juntar rock and roll e diversão era uma tarefa muito complicada em Macapá. Tratava-se de uma atividade realmente incomum na nossa cidade, mas ela existia. Patrick teve papel fundamental na disseminação do “roquenrou” por aqui. Foram centenas de festas, promovidas em quadras de escola, MV13, Sede dos Escoteiros, praças, pistas de skate, residências e o antigo Mosaico Rock Bar.

Sua banda, stereovitrola, existe desde 2004, com cinco discos 100% autorais: “Cada Molécula de um Ser” (2006), “No Espaço Líquido” (2009), “Simptomatosys” (2013), “Macacoari, Rio Triste” (2019) e EP “Ansiosysmus” (2025). Como disse o aniversariante, “o grupo segue seu caminho há 21 anos nesta rota arenosa e nebulosa que é o rock autoral no extremo norte do Brasil, um rock muitas vezes solitário, underground, alto, estranho e com um monte de guitarras por vezes desagradáveis”.

Com o brother Patrick

Lembro bem da primeira vez que vi uma apresentação do grupo, ainda com o “liguento” nos vocais e o Anderson na guitarra base. Foi no Lago do Rock, em 2004, movimento criado por mim, Gabriela Dias e Arley Costa, realizado na Praça Floriano Peixoto. Ali já estava a promessa de uma insistência que não cede.

Antes disso, lá nos anos 90, Patrick integrou a lendária Little Big, banda que marcou o underground amapaense, embalou festas memoráveis do nosso rock e teve anos de sucesso pelas quadras de escolas, praças, pistas de skate, bares (principalmente o Mosaico) e residências de Macapá. Quando os caras executavam “Killing In The Name”, do Rage Against The Machine, a casa vinha abaixo.

A Little Big ainda gravou canções autorais como “Baseados em si”, “São José”, “Beira-mar” e “Lamento do Rio”. Quem viveu aqueles dias loucaços lembra bem do refrão: “Eu sou do Norte, por isso camarada, não vem forte”. A banda era PHODA!

Volto a dizer: quem faz boa música é foda! É o caso de Patrickinho. Em resumo, ele ocupa lugar próprio no rock amapaense, não como monumento, mas como presença viva. Além de sua importância para todo esse movimento musical, o cara é gente fina e querido por mim.

Guitar Hero, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa garra, sabedoria, coragem e talento em tudo que te propões a fazer. Que a Força esteja contigo. Que o talento siga a abrir caminhos. Que a luz acompanhe cada escolha. Saúde e sucesso, sempre. Parabéns pelo teu dia, Patrick. Feliz aniversário!

Elton Tavares

*Obs: Patrick, precisamos de novas fotos juntos. 

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