Poema de agora: Balbucio… Solfejando Canções Azuis – Luiz Jorge Ferreira.

Balbucio… Solfejando Canções Azuis
Feito de planos e sobras de sonhos…
Meu coração entra em campo…
Ameaçando reagir…mas derrotado.
Senta-se ao lado da noite…esperando o tempo voltar…
Onde estão os dados com os quais fiz os lances…
Por onde andam os olhos com os quais enxerguei o horizonte.
Onde se esconderam…
E porque reapareceram na tua face
…se lá não estavas…
e se agora estando, não cabes nas notas flutuantes de Si Bemol Menor.
Porquê o sol surge dissonante como minha vontade estranha de chorar.
Mais eu sempre fui o menor de todos, louco por lápis de cor, e desenhos diversos, mas não sabia colorir a felicidade ainda coberta de uma noite escura que eu apelidava de ave sem cor.
B.J.Thomas cantava ao longe apoiado nos anos 70…
Eu abria vozes no Estribilho…
E a Canção soprava um psiu vazio…que convidava meu coração para dançar…
E o vento que eu desenhei penteando as ondas do rio… enfim…deu-me as mãos…mãos enormes que pareciam as tuas…
Inutilmente as procurei nas minhas…
Encontrei um vazio. Ali ao meu lado, o seu coração me fazia falta, e o meu parecia sobrar dentro da ausência do seu..
Haviam asas, mas meu coração, não as sabia usar…apenas desejava que voássemos sem rumo, tão sem rumo, como eu, que ávido de sonhos, quando cheguei, junto com ele, desconheci minha face desenhada em meu olhar.
