Há sete anos, rolou o melancólico adeus de Chorão

Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr, foi encontrado morto na madrugada do dia 6 de março de 2013, no apartamento onde morava em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Há exatos sete anos. O músico, batizado com o nome Alexandre Magno Abrão, completaria 43 anos em abril daquele ano.

Em 1997, quando escutei o CD “Transpiração Contínua Prolongada” e os caras do Charlie Brown jr. invadiram a cidade, nós nos achávamos peritos em anatomia e acreditávamos que manjávamos um pouco de inglês. E o couro comeu naqueles tempos. Aliás, bons tempos!

Este primeiro disco de Chorão, junto com Champignon (Luiz Carlos Leão Duarte Junior, baixista da banda que se suicidou em 9 de setembro de 2013), Thiago Castanho, Marcão e Bruno Graveto foi uma obra prima. Os caras misturaram cultura urbana, skate punk, ska, rap metal, rock alternativo e reggae. Gostei de poucas canções depois deste álbum, como “Vícios e Virtudes” e “Só Por Uma Noite”.

Confesso que meu lado brutamontes vibrou quando Chorão deu um murro na cara do Marcelo Camelo, o poeta barbudo da dor de cotovelo, dos Los Hermanos.

Chorão foi um poeta urbano, não era nada politicamente correto, mas era talentoso. Além de rockstar, era esportista e levantava a bandeira da prática de skate no Brasil.

Assim como ele, “às vezes faço o que quero e às vezes faço o que tenho que fazer”. É uma pena que o artista tenha partido daquela forma melancólica (“parecia inofensiva, mas te dominou”). Mas quem sou eu para julgá-lo?

Não fui um grande fã do roqueiro que partiu em 2013, teve vezes que o achei um babaca, confesso. Mas tenho respeito pela atitude e talento que ele tinha. Não sei se Chorão encontrou “Aquela Paz”, mas entrou pra história do Rock nacional.

Elton Tavares

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