Susto: mato seco pega fogo no entorno da Fortaleza de São José, mas CBM/AP apaga chamas e fortificação não sofre danos

Imagem que rodou as redes sociais na noite de ontem

A Secretaria de Cultura do Amapá (Secult-AP) vem a público esclarecer a ocorrência no entorno da Fortaleza de São José de Macapá, ocorrido na noite da última terça-feira (14). O fato se deu a partir da queima da vegetação seca, causando preocupação à população amapaense, mas, felizmente, as chamas atingiram somente uma área próxima ao rio, onde o vento fez levantar a fumaça e o efeito da iluminação externa ampliou a aparência do sinistro.

Por volta das 20h, o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) foi acionado pelos cidadãos que circulavam na orla da cidade e o fogo foi imediatamente controlado. Não foram registrados feridos, nem danos ao patrimônio. A suspeita é que o fogo tenha iniciado por ação humana e o período de estiagem também favoreceu a propagação.

A Fortaleza não pegou fogo, e sim o mato seco ao lado, acumulado da capina feita pela empresa que cuida da área externa. A fortificação é a história viva do amapaense e o nosso maior monumento. Fui até lá e constatei que o patrimônio histórico segue preservado“, tranquilizou o titular da Secult, Evandro Milhomem.

Sobre a Fortaleza de São José de Macapá

A Fortaleza de São José de Macapá completou 238 anos de existência em março passado. Sua construção se estendeu por 18 anos. A fortificação foi inaugurada no ano de 1782. É a maior fortificação da América Portuguesa.

A Fortaleza foi construída com o objetivo de assegurar a conquista de terras ao norte da colônia brasileira. Ela integra uma cadeia de fortificações históricas construídas por Portugal, que passou a ocupá-la após o Tratado de Utrecht. O forte foi edificado em alvenaria de pedra e cal na margem esquerda do rio Amazonas. A obra teve início em 1764.

Após um longo período, a instituição voltou a ser ocupada pelo comando da Guarda Territorial do Amapá. O Governo Federal, em 22 de março de 1950, reconheceu a fortificação através de sua inscrição no livro do tombo histórico da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

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