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Cartografias Afetivas: Memórias que conectam pessoas e lugares

A presente exposição integra as ações desenvolvidas pelo grupo de pesquisa Memórias Urbanas, iniciativa coordenada pelos professores Eloane e Vasconcelos, que há mais de vinte anos se dedica à investigação, ao registro e à valorização das memórias coletivas, das paisagens urbanas e das relações entre sociedade, espaço e patrimônio.

Ao longo de sua trajetória, o grupo tem contribuído para o fortalecimento de reflexões sobre a cidade como espaço de experiência, pertencimento e construção simbólica, reconhecendo que os lugares ultrapassam sua dimensão física e material. Cada espaço guarda marcas das vivências, dos encontros, dos conflitos, das permanências e das transformações experimentadas por aqueles que o habitam.

Nesta proposta expositiva, a universidade é apresentada como território de memórias e afetos. Mais do que um conjunto de edifícios, percursos e estruturas, a Universidade Federal do Amapá constitui-se como espaço vivido, atravessado por experiências individuais e coletivas que produzem significados, vínculos e lembranças.

A instalação interativa convida os visitantes a participarem da construção de uma cartografia afetiva, conectando fotografias a lugares significativos do campus por meio de fios coloridos que representam diferentes emoções: afeto, nostalgia e frustração. Cada conexão estabelecida traduz uma memória e evidencia que os espaços universitários são também construídos por narrativas, sentimentos e experiências compartilhadas.

Ao resgatar memórias e reconhecer os afetos inscritos nos lugares, esta exposição reafirma a importância da memória coletiva como instrumento de valorização da trajetória institucional e das vivências que constituem a identidade universitária. Revisitar essas lembranças é também reconhecer que a relação com o espaço se constrói a partir da experiência, do convívio e das marcas que cada sujeito deixa e carrega consigo.

Mais do que revisitar o passado, esta cartografia propõe refletir sobre como as experiências vividas moldam nossa percepção dos lugares e como, por sua vez, os lugares se tornam parte fundamental de nossas histórias. Assim, ao reunir memórias e afetos, a exposição transforma o mapa em testemunho vivo das relações que fazem da universidade um espaço de pertencimento, memória e construção coletiva.

Assessoria de comunicação

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