Papai e tio Aílson

Meu pai (na foto de camiseta branca) Zé Penha Tavares e tio Aílson Lobato curtindo um carnval da vida. Os dois foram grandes amigos e me emocionei ao ver essa foto no Facebook da Alice Valena, filha do tio Aílson.
Aproveito para parabenizar o tio Aílson, um grande cara que continua fazendo a alegria de seus familiares e amigos, pela passagem de seu aniversário.  Ele completou anteontem, 67 anos de vida.
Já meu pai “embarcou” em 1998 e eu sempre sentirei saudade.
Também mando lembranças para a tia Vera, Alice, Alison e Andrew.  Vocês são da família, forte abraço!

Às vezes a saudade bate mais forte

Zé Penha, meu pai, em dois momentos. No meu aniversário e no niver do meu irmão Emerson.
Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu“. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu falecido pai, que passou rápido e intensamente por essa vida. Tem dias que a saudade bate mais forte.
 

Depoimento da minha mãe

Não quero cumprimentá-lo só por hoje, não somente pela passagem do seu aniversário.  Mas por todos os anos de sua vida e agradecer a Deus por você ser meu filho. 
Anos estes passados com coragem e perseverança, também pelo presente e pelo futuro que ainda terás pela frente.  Pois Deus a de lhe permitir longos anos de vida. Que o senhor ilumine seus caminhos, tanto profissionalmente quanto amoroso.
Desejo de todo o coração e amor, que não lhe falte forças, coragem, respeito e disposição na jornada da vida. Te amo muito. Parabéns ! Filho amado e querido, um beijo no coração!
Maria Lúcia Neves Vale
“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar “.
Poema de Vitor Hugo, também contido no depoimento da mamãe. Amei mama, também te amo muito. Obrigado por tudo!

Parabéns Marcelo Tavares!

                                          Eu, Marcelo (aniversariante) e Emerson (meu irmão)

Hoje (2) é aniversário do meu primo, Marcelo Machado Tavares, o nosso Marcelinho. O sacana é, além de parente, um grande parceiro. Apesar de botafoguense, pois ninguém é perfeito, ele é um grande cara e nós o amammos. Feliz aniversário moleque!

Paulo Tavares, um dos novos membros do Conselho Estadual de Recursos Fiscais

                 Paulo Tavares é empossado pelo governador Camilo Capiberibe como membro do Cerf – Fotos: Márcia do Carmo.

Meus parabéns ao meu tio, Paulo Roberto Penha Tavares, que foi empossado ontem (1), pelo governador Camilo Capiberibe, como um dos sete membros que compõem o Conselho Estadual de Recursos Fiscais (Cerf/AP).
O Cerf é o órgão de deliberação coletiva de segunda instância administrativa, nos julgamentos de processos administrativos fiscais suscitados entre a Fazenda Pública Estadual e seus contribuintes, decorrentes da aplicação da legislação tributária.
 
O Conselho é formado por quatro conselheiros do Estado e três que representam os contribuintes do Amapá, tio Paulo agora é um destes três.
Paulo é contador, administrador de empresas, empresário e consultor empresarial, além de acadêmico de Direito. É um cara íntegro, inteligente e experiente. Com toda a certeza, uma ótima aquisição para o Cerf. Parabéns tio!
Elton Tavares

Há 17 anos, morria Itacimar Costa Simões

Meu saudoso amigo Ita, que hoje mora no céu.
Há exatos 17 anos, em 29 de julho de 1994, morria, em um acidente na estrada do Garapé do Lago, no interior do Amapá, um grande amigo meu, Itacimar Costa Simões, o “Ita”.
Ele era marido da minha tia Tatá, mas foi muito mais que um tio, foi um grande parceiro. É comum falar bem de pessoas que se foram para outro plano, mas Ita era gente fina, trabalhador, esmerado, honesto, inteligente, amigo fiel e fazia tudo pela sua família. Sim, aquele cara era realmente PHoda!
Ele foi bom pai, bom filho, bom amigo e, pelo que muitos me disseram, bom chefe. Era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá.
Lembrarei dele sempre sorridente e alegre. A ele, dedico este texto, minha eterna gratidão pelo apoio na época que andei meio desnorteado. Saudades.
Elton Tavares

Feliz Dia do Amigo!

Mamãe e Emerson, meu melhores amigos.
Hoje é o Dia do Amigo. Aqueles que guardamos “do lado esquerdo do peito”, como disse Milton, estejam perto ou longe. Eu tenho muitos deles, posso me gabar. Muitos com quem posso contar em momentos escrôtos e dividir capítulos felizes de minha existência.
Eu já magoei alguns, que nunca mais voltaram, “por conta de uma pedra em minhas mãos”, como disse Renato.  A estes, só desculpas não são suficientes, só quero que saibam que eu sinto muito (em alguns casos, que fique claro).
Outros me sacaniaram pesado e foram devidamente escanteados e um deles se tornou um inimigo de fato. Costumo dizer que tenho sorte, agradeço meus amigos por gostarem da minha pessoa com as imperfeições e luas que me são peculiares. Sim, não sou fácil.
Entre eles, destaco a minha mãe Lúcia e meu irmão Emerson, que são a base de tudo. Seguidos pela tia Maria, vó Peró, tios Pedro e Paulo, tia Táta, Marcelo e Lorena. Estes eu ganhei dentro da família. Ah, não posso deixar de citar meu pai, Zé Penha, o melhor amigo que tive e o tio Itacimar Simões, outro grande amigo, ambos já em outro plano.
Também amo a família que escolhi, o meu povo, os meus amados (e às vezes odiados) amigos. Afinal, as brigas fazem parte da coisa.
Por causa dos amigos, já me meti em brigas, fofocas, me endividei, bati e apanhei. Não me arrependo de nada, eles fizeram por mim também. É na hora que o bicho pega que vemos quem é quem.
Com eles eu me divirto, fico triste, converso, discuto, ajudo e sou ajudado. Não vou listá-los, pois são muitos mesmo. Sinto falta dos que estão afastados por motivos menores do que nossas amizades, por culpa minha e deles. Agradeço aos que estão sempre comigo.
Em um momento de autocrítica, concluo que sei que não sou um “doce de pessoa” e às vezes faço colocações um tanto ásperas, mas os meus sabem que sou fiél a eles.
Li em algum lugar que “Amigo é aquele que o coração escolhe”, alguns dos meus acharão isso uma viadagem sem tamanho, mas só quero que saibam que amo vocês, de rocha!  Feliz Dia do Amigo!
Elton Tavares

Orgulhoso

                          Marcelo (óculos e peruca) e Emerson – Jovens empresários de sucesso.

Estou orgulhoso do meu irmão, Emerson Tavares e do meu primo, Marcelo Tavares. Ontem eles foram premiados pela Veja Belém, com um quadro de indicação ao melhor bar da cidade das mangueiras. A festa aconteceu no Hangar, onde foram premiados dezenas de estabelecimentos do ramo de entretenimento e culinária na capital paraense.

                                                     Bar O Original.

 O Original inaugurou em 2010 e já pegou em Belém. A casa fica localizada na Rua João Balbi, nº 1350, esquina com Avenida 9 de janeiro, no centro da capital paraense. A proposta do estabelecimento é oferecer um serviço de qualidade aos amantes de boa música, culinária e futebol.

Convite da revista Veja Belém. 

Entre os atrativos estão música ao vivo, sonzinho tocando rock e MPB, exibição de videoclipes, cardápio requintado e cerveja gelada.  O Original possui dois ambientes, sendo um climatizado, nos altos do bar, e outro ao ar livre. O local tem uma equipe de seguranças, cozinheiros e garçons qualificados e é equipado com cinco televisores de LCD, telão de alta definição e som ambiente.

Elton Tavares

Feliz Dia das Mães !

                                                         Por Elton Tavares

Maria Lúcia, minha mãe.

Preocupações, problemas na escola, traquinagens, doenças, cagadas na rua, tudo isso só pode ser aguentado por uma pessoa, a nossa mãe. Hoje homenageio a pessoa eu sempre fez TUDO por mim e pelo Emerson, meu irmão caçula, desde que éramos moleques, Maria Lúcia Neves Vale, a nossa dedicada mãe.

Como eu disse em outro post, é impossível contabilizar os benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. Minha mãe, a “Lucinha”, é uma filha dedicada e uma super mãe, sempre preocupada com o nosso bem estar.

Já não somos mais garotos, mas até hoje Lucinha se preocupa conosco como quando éramos crianças. Mama nos criou da melhor forma possível, nunca deixou faltar nada, nada mesmo. Vale ressaltar que nem nos anos em que andei perdido ela desistiu de mim. Formou os dois filhos e nos deu condições de tocarmos nossas vidas.  

Eu e mama.

Quem conhece a minha família sabe, Maria Lúcia é um exemplo de ser humano, que nunca mediu esforço para nos fazer felizes. Aproveito a oportunidade de parabenizar também minhas avós, tias e mães de amigos, vocês merecem respeito e muito amor, pois são guerreiras.


Em março deste ano, quando minha avó materna aniversariou, mamãe disse:

“Ninguém pode negar o valor da sua presença, sua força, resignação, sabedoria, dedicação e amor que você nos ofertou. Obrigado por tudo mãe, nós te amamos!”

Faço minhas as suas palavras Maria Lúcia, nem em meus melhores sonhos eu teria uma mãe como você, amo-te demais, feliz Dia da Mães!

13 anos da morte do meu pai

                                                                                               Por Elton Tavares

            Painel de fotos do meu pai – Acervo familiar – Clique na imagem para melhor vê-la melhor.
Há 13 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares. Nasceu no município de Mazagão, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos. Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete? Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.

Em 1975, casou-se com minha mãe, Maria Lúcia, com quem teve dois filhos, eu e Emerson. Costumava me chamar de “Zôque” ou “Zokê”, não sei ao certo como se escreve, mas a pronúncia era esta (algo relacionado à um comercial de motos Suzuki, que eu, quando pequeno, achava engraçado).

O velho não foi um marido perfeito, era boêmio como eu e um tanto “namorador”, motivo que o levou se divorciar de minha mãe, em 1992. Li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava, após o seu falecimento: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve à culpá-lo por este extremo defeito?”

Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas certamente foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas ou os bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades.

Penha não gostava de se envolver em política, achava o jogo sujo demais. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preto, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Era um cara extraordinário.

Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas.

Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema, ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.

Não é correto rotular ou condenar a conduta e o estilo de vida das pessoas, cada um é único em sua essência. Papai tinha uma maneira de viver contrária às proibições e regras que regem o convívio social, mas conseguia o equilíbrio, mantinha uma postura de respeito e solidariedade para com os demais. Uma pessoa diferenciada em meio a uma sociedade repleta de ganância, ódio e frustração.

Certa vez, em uma festa, após eu sair na porrada com um cara, um homem aparentando uns 40 anos, disse-me : “Você é filho do Penha né? E eu: “Sim”. Ele : “Então faça como seu pai, ele sabia entrar e sair de qualquer local”. Verdade, eu era chegado numa porrada, mas meu velho era da paz, era bom, um diplomata, o cara que não tinha desafetos, meu herói imperfeito, aquele cara era foda! Com ele, aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele.

Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne ”, como ele mesmo brincava.

Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele. As pessoas morrem, mas elas nunca morrem em nossos corações.

José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”. A ele, dedico este texto, minha profunda gratidão e amor eterno.

Obs: Texto republicado e assim será enquanto eu sentir saudade.

Chega de saudade

Eue e mano – 2007

O meu único irmão, Emerson Tavares, chega hoje a Macapá. Tudo bem que ele vem aqui uma vez por mês, passa um período de três dias a uma semana e retorna a Belém (PA). Onde reside há 12 anos. Mas é que morro de saudades do sacana e quando ele ta aqui, é a melhor semana do meu mês.