Era uma vez um bando de jornalistas – Distopia tragicômica de Fernando Canto

Temos um grupo de WhatsApp, popular aplicativo de conversas pela internet, chamado “Fuleiragem com Cerveja”. Lá a gente brinca, fala coisas sérias e bobagens. A maioria dos componentes são jornalistas. Ontem (30), após uma enxurrada de “figurinhas”, o escritor Fernando Canto postou:

“Ninguém escreve neste grupo de jornalista”. Aí passamos uns cinco minutos tirando sarro do amigo. Eu mesmo coloquei: “já escrevo o dia todo, rapá”. E uma amiga: “não escrevo, estou aqui pela cerveja”. Logo em seguida, o genial e hilário escritor publicou esse continho, cheio de ironia fina e tragicomédia distópica:

Era uma vez um bando de jornalistas – Distopia tragicômica de Fernando Canto

Era uma vez um bando de jornalistas cansados e coronovirados que perderam os dedos e o paladar.

Toda noite quando chegavam do trabalho iam beber umas brejas sem saber se era mesmo cerveja o que bebiam. O dono do pub ria e ria . Kkkkk. Os “otaros” tomavam mijo gelado e nem percebiam.

Um dia, um gordo assessor de comunicação, experiente que só, percebeu a filhadaputisse do master da beer house e quebrou o estabelecimento como um ninja panda todo de preto.

A polícia foi chamada. Eles explicaram que suas línguas só serviam pra falar e não tinham mais dedos para fazer sexo.

Os policiais se compadeceram deles e os executaram chorando, naquela noite fatídica que comoveu todo mundo na avenida Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

Uma assessora jurídica do Tribunal de Justiça olhou os gorpos gordões em decúbito dorsal na paisagem da avenida, naquela noite em que a temperatura baixava e disse:

– É melhor tacar fogo nesses energúmenos anti-heróis antes que caia uma tempestade de neve tropical.

Todo mundo foi embora e o dia amanheceu branco como a espuma da cerveja de urina.

O legista viu os cadáveres e vomitou nauseabundo, pois jamais tinha visto tamanha crueldade com jornalistas que nunca mais haviam escrito nem porra.

*É por essas e outras que amo ser amigo dessas figuras (risos). 

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