Há 16 anos, Banda Stereovitrola faz rock alternativo autoral em Macapá

stereovitrola – Foto: Arquivo da banda.

Por Paula Monteiro

Stereovitrola é uma banda macapaense de rock alternativo que existe desde 2004, quando os integrantes Ruan Patrick (guitarras e vocais), Marinho Pereira (contrabaixo), Rubens Ferro (Baterias) e Wenderson Matrix (samplers e efeitos) se propuseram a criar e tocar suas próprias canções nas festas alternativas da capital amapaense.

“O grupo segue seu caminho há 16 anos nesta rota arenosa e nebulosa que é o rock autoral no extremo norte do Brasil, rock este muitas vezes solitário, underground, alto, estranho e com um monte de guitarras por vezes desagradáveis”, disse o vocalista.

Foto: Aog Rocha

“É difícil enxergar e fechar as influências do grupo em apenas poucas variáveis, mas ali se encontra um pouco de garage rock, tonelada de fuzz, reverb e sons sintetizados do pós- punk inglês, mas que ao se comunicarem nos remete a diferentes lugares da cidade e costumes da vida alternativa macapaense”, explica.

Em 2006, o grupo lançou o primeiro EP “Cada molécula é um ser”. Com músicas como “Oh! Valeria” e “Depois das seis”, a banda experimentava cada vez mais o rock autoral. Com apenas um ano de lançamento, eles tiveram a oportunidade de se apresentar pela primeira vez fora do estado, em Belém (PA), no festival “Se Rasgum no Rock”.

Foto: Aog Rocha

Dois anos mais tarde, Stereovitrola retornou à capital paraense para o lançamento do primeiro CD cheio “No Espaço Líquido”. “As músicas deste disco tornaram-se um hino da geração perdida jovem tucujú de 2009 e são cantadas até hoje pelo nosso público durante os shows”, conta o vocalista.

Em 2012, eles lançaram seu terceiro trabalho “Symptomatosys” e viajaram no ano seguinte para Natal (RN), onde se apresentaram no “Festival DoSol”. A participação da banda nesse evento rendeu uma boa divulgação no cenário nacional, que viu com bons olhos o potencial do rock no extremo norte do país.

Foto: Instagram da stereovitrola

A banda coleciona apresentações em diversos bares da cidade, festas alternativas, programações culturais e de esportes radicais como o skate. Tocou em vários festivais amapaenses como o “Quebramar” e “Grito Rock”. Em 2010, a banda fez show em São Paulo (SP), no “Serralheria”; São Carlos (SP), na “Ufscar”; e ainda passaram por Goiânia (GO), no festival de Rock “Vaca Amarela”. Em 2013, se apresentaram no “Festival DoSol”, em Natal (RN), além de apresentações em Belém do Pará.

O último trabalho da banda foi lançado em 2017, com o EP “Macacoari, rio triste”. O lançamento também marcou a entrada de Carlos Radion (sintetizadores) para somar junto ao grupo.

Vídeos da discografia: 

Meu comentário: Lembro bem da primeira vez que vi uma apresentação do grupo, ainda com o “liguento” nos vocais e o Anderson na guitarra base. Foi no Lago do Rock, em 2004 (movimento criado por mim, Gabriela Dias e Arley Costa) e realizado na Praça Floriano Peixoto.Saco a banda e gosto do som dos caras desde o início. Força sempre, stereo! (Elton Tavares)

Fonte: Portal Égua, mano!

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