Torcer para o Botafogo – Crônica de Marcelo Guido

Crônica de Marcelo Guido

Torcer para o Botafogo é ter a certeza de ter sido escolhido, abençoado com uma dádiva divina pelos próprios Deuses da bola.

Torcer para o Botafogo é duvidar dos caminhos certos e sentir na pele o deslumbre complexo e sonhar com vitórias, é ter a certeza apenas no final, sendo muitas vezes a máxima correta é que “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”.

É estar do lado de Armando Nogueira, João Saldanha e do velho lobo Zagalo. É saber que Nilton Santos, a enciclopédia , já defendeu o manto listrado , que Mauricio desafogou 22 anos de espera, que Dodô brindou com belos tentos e que Túlio sempre tinha algo a dizer.

Torcer para o Botafogo é driblar os problemas da vida, deixando para trás desnorteadas as angústias como verdadeiros “Joãos” , que nem fazia um certo Mané que encantou o mundo.

Torcer para o Botafogo é ter a alcunha sagrada de ser Botafoguense, é não desistir nunca, é sempre olhar para frente, é vislumbrar vistorias impossíveis e fazer acontecer, é gargantear feitos históricos e guardar na lembrança as conquistas sagradas que já aconteceram.

É vestir preto e branco como clássico, é listrar a vida pelos caminhos mais tortuosos , quem espera moleza jamais receberá algo tão sagrado. É Esperar pelo futuro próspero e saber que ainda o melhor está sempre por vir.

É honrar a “7” mais que a “10” e nunca abandonar o time, é saber que não se explica, se sente. Como a verdadeira e mais pura paixão. É beijar a estrela como única e vibrar com Loco Abreu fazendo o tempo parar.

É sorrir como Emil, é ser lutador como Gonçalves, é derramar lágrimas contra injustiças, mas antes de tudo é sempre acreditar no impossível e ser o Glorioso.

Torcer para o Botafogo é saber que no caminho da estrada dos louros há um faixo de luz que tem a estrela solitária como guia, e saber que desde 1907 é o campeão .

Texto dedicado a Bruno Juarez, Marco Antônio, Marlon Coutinho, Alexandre João, Caio e Vinicius.

*Marcelo Guido é Jornalista , Pai da Lanna e do Bento e Maridão da Bia.

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