Igreja Matriz de São José de Macapá recebe obras de recuperação

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Por Paula Monteiro

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Igreja por dentro – Foto: Ewerton França

A degradação por conta da ação do tempo na Igreja Matriz de São José de Macapá será revertida. Por anos, o patrimônio histórico do século XVIII sofreu desgaste e a estrutura física estava comprometida. Há duas semanas, a Prefeitura de Macapá começou o trabalho de manutenção para garantir o bom funcionamento da paróquia. As obras não têm prazo para serem concluídas.

Os serviços são de recuperação das calhas com a limpeza e impermeabilização, descupinização e manutenção do telhado, além da avaliação estrutural da igreja, realizada pelo engenheiro Archimino Sthay, especialista em estrutura tecnológica de material de construção e patologias. “Estamos fazendo essa recuperação devido a importância do patrimônio histórico. É bom frisar que não trata-se de uma reforma, mas sim de manutenção de caráter emergencial”, explicou o coordenador de obras da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (Semob), Antônio Silva.macapá2

Em 2013, a Defesa Civil do Estado entregou um laudo técnico sobre as deficiências da estrutura da diocese ao pároco padre Lourenço Filho. O documento dava prazo de 90 dias para a elaboração do plano de recuperação do local. Na época, a Defesa Civil afirmou que os problemas encontrados na igreja não colocavam em risco a vida dos frequentadores e, por isso, não houve necessidade imediata de interdição. “Os trabalhos são realizados de acordo com as chuvas, pois o mau tempo impede alguns serviços. Somente quando fizermos a descupinização a igreja ficará interditada temporariamente para os visitantes”, finalizou Silva.

Símbolo do catolicismo

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Igreja de São José – Foto: Jorge Júnior

A Igreja Matriz de São José de Macapá é um dos símbolos mais fortes do catolicismo no Amapá e também representa o começo do povoamento da capital. A paróquia participa de festividades como o círio de Nazaré e o Círio de São José que atrai centenas de fiéis. A Igreja de São José também realizava os saudosos arraiais de São José, padroeiro da capital, que ocorriam na Praça Veiga Cabral.

O trabalho cauteloso, que visa preservar a construção bicentenária, é executado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (Semob), baseado nas orientações repassadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trabalho é acompanhado por uma comissão de representantes da igreja católica, Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Prefeitura de Macapá, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e instituições da sociedade civil.

Fonte: Portal Amazônia

Prefeitura trabalha para garantir preservação da igreja matriz de São José

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A Prefeitura de Macapá inicia a manutenção da igreja matriz de São José. O trabalho cauteloso, que visa preservar a construção bicentenária, está sendo executado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (Semob), baseado nas orientações repassadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A manutenção é um compromisso assumido pelo prefeito Clécio Luís e pelo senador Randolfe Rodrigues, junto ao bispo da Diocese de Macapá, Dom Pedro José Conti, e prevê a recuperação das calhas com a limpeza e impermeabilização, descupinização e manutenção do telhado, além da avaliação estrutural da igreja, que será realizada por um consultor de Belém/PA, contratado pela gestão municipal. O engenheiro Archimino Sthay, que é especialista em estrutura tecnológica de material de construção e patologias, já está na capital.

“Estamos determinados a cumprir a missão de preservar nossa história, pois a igreja São José é a igreja mãe. Próximo dela mora o bispo diocesano Dom Pedro José Conti, além de abrigar as festas solenes de aniversário da cidade, festividades do padroeiro do estado, São José, e da padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, com o tradicional Círio. Temos de garantir que tudo isso seja preservado”, afirmou o prefeito Clécio.

O trabalho será acompanhado por uma comissão de representantes da igreja católica, Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Prefeitura de Macapá, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e instituições da sociedade civil.

Igreja matriz de São José

A cidade de Macapá cresceu em torno da igreja, que começou a ser construída em 1758 e foi inaugurada em 1761, ainda quando a cidade era chamada de Vila de São José de Macapá. A igreja matriz é o prédio mais antigo da cidade e guarda relíquias, como a imagem original do padroeiro São José, feita em madeira.

Asscom Semob/PMM

Meu amigo Deus

Que me desculpem meus amigos ateus (alguns convictos e outros nem tanto), como sempre digo, não sou religioso, mas acredito em Deus. Não sigo nenhum dogma estabelecido, mas acredito que uma força rege tudo isso. 
 
Deus ou seja lá qual for o nome dele (God; Dieu; Gott; Adat; Godt; Alah; Dova; Dios; Toos; Shin; Hakk; Amon ou simplesmente “papai do céu”) é meu brother!  Ah, não sou temente a Deus, pois Ele é só energia boa. 
 
Só Deus sabe o que seria de mim sem a ajuda Dele. Marisa Monte disse que “quem tem Deus como império, no mundo não está sozinho”. Verdade, Dylan falou “Deus conhece os segredos do seu coração”. Grande Bob!
 
É, minha aliança é com Deus e só com ele. Boto fé no senhor e Ele sempre me auxilia, guia e protege. Mesmo quando sigo por caminhos tortos ou obscuros.Portanto, agradeça a Deus sempre por ter um amor, emprego, família, amigos ou apenas (se é que é simples) por ter saúde e estar vivo. Só Deus sabe o quanto eu confio Nele. 
 
O escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”. Então, que Deus continue nos abençoando!
 
Elton Tavares

Viva São José, o nosso padroeiro!

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São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

 

Hoje (19) São José de Nazaré, esposo de Maria, pai de Jesus Cristo e padroeiro do Amapá. Por conta da profissão do santo, hoje também é Dia do Carpinteiro e Dia do Marceneiro. São José, que também é padroeiro dos trabalhadores e padroeiro da Bélgica.

Amo o Amapá e Macapá. Nasci e me criei aqui. Por isso, peço a “São Jusa” que interceda contra a criminalidade e trânsito pirado, tudo em larga escala para uma capital tão pequena, entre outras mazelas que assolam essa terra.

São José não protege somente a nós, amapaenses, mas todos que para cá vem viver e contribuir para a melhoria de nossa terra. Pena que, como santo, ele não pune os que só sugam, saqueiam e ainda desdenham da nossa linda Macapá.

O feriado

Desde a criação de Macapá, São José sempre foi o padroeiro da capital amapaense, mas uma Lei Estadual de 2012 oficializou o santo padroeiro do Amapá, o que fez do dia 19 de março feriado em todo o Estado.

São José é o santo que nunca cansou de ficar de pé na Pedra do Guindaste, de frente para o Amazonas, sempre “vigiando” a nossa capital, contra maldades exteriores.

Enfim, não sou muito religioso, mas respeito a crença de todos. Como diz o poetinha Osmar Junior: “Ô São José da Beira Mar, protegei meu Macapá…”.

Viva o santo carpinteiro, valei-me meu São José!

Elton Tavares

Semana da Consciência Negra: Banzeiro do Brilho-de-Fogo no primeiro dia de evento

O mês dedicado à memória da luta de Zumbi dos Palmares será festejado no Amapá com a tradicional programação no Centro de Cultura Negra do Amapá (CCNA), que é a Semana da Consciência  Negra, onde consta a atração principal, o Encontro dos Tambores. Durante cinco dias, comunidades negras da capital e de outros municípios, estarão se apresentando e confraternizando no bairro do Laguinho, onde mostram suas danças e tradições afro-religiosas. Este ano os batuqueiros do Projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo entram como destaque e tomam conta do anfiteatro, com mais de 70 participantes.
 
29 anos de conscientização negra no Amapá
 
A primeira Semana da Consciência Negra foi realizada em 1985, com uma festa para o Grupo Pilão, que completava dez anos. Com o reconhecimento dos fatos históricos e valorização da cultura afrodescendente no Amapá, a programação passou a ser enriquecida com a participação de manifestações culturais e religiosas de raízes africanas, como capoeira, samba, candomblé, umbanda, tambor de mina, entre outros. Em 1996 a União dos Negros do Amapá (UNA) foi criada, e assumiu a Semana de festejos, e com a inauguração do CCNA, a programação ganhou um espaço legítimo.
 
Encontros de tradição e fé
 
O Encontro dos Tambores entrou na programação há 19 anos, e junto com a Missa dos Quilombos, se tornou o grande atrativo do evento. O Encontro reúne comunidades que mantém as danças tradicionais do Amapá, como marabaixo, batuque, zimba e sairé, e ainda o tambor de crioula, trazido do Maranhão e que é dançada em alguns municípios. A Missa dos Quilombos é celebrada com sacerdotes da igreja católica e de religiões de matriz africana, com seus rituais característicos e muitos cânticos ritmados com percussão.
 
O Banzeiro do Brilho-de-Fogo
 
Este ano a Semana da Consciência Negra tem um diferencial, que é a participação dos batuqueiros do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, um projeto de inclusão social e cultural, realizado por músicos e fazedores de cultura, e apoiado pela Prefeitura de Macapá (PMM). Desde o primeiro semestre deste ano capacita crianças, jovens, adultos e idosos, de toda Macapá, na arte de confeccionar e tocar instrumentos de percussão. É a primeira apresentação para um grande público, dos integrantes, que estarão mostrando o resultado do trabalho de resgate e valorização da cultura amapaense. É uma preparação para o Cortejo que sai em dezembro pelas ruas de Macapá.
 
A programação inicia no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e encerra dia 25. Com a necessidade de reduzir custos, somente o Encontro dos Tambores entrou na programação, os 48 grupos das comunidades se apresentam no anfiteatro do CCNA. A Missa dos Quilombos abre a programação no primeiro dia, às 20h, e logo depois o Banzeiro do Brilho-de-Fogo faz sua participação com músicas regionais marcadas por tambores e metais.
 
Texto e Fotos: Mariléia Maciel

A melhor indicação para a cura (um post dedicado aos meus amigos ateus)

Cartão de visitas do filho do Homem.

Cara, quando Ele nasceu tinha uma estrela só para ele em cima da manjedoura. Ele foi guru espiritual das massas, andou na água, multiplicou pão e peixe para multidões, devolveu visão para os cegos, foi crucificado, teve as mãos e pés perfuradas, usava coroa de espinhos e depois de tudo isso ainda ressuscitou. Jesus: o Chuck Norris/Kieth Richards da religião que arrotava milagre no café da manhã e simplesmente dividiu a história em antes e depois dele. Sem mais.

Sabe quando você encontra um mendigo na rua e lembra daquela história de que pode ser Jesus disfarçado te testando? Pois é, Ele agora profissionalizou a prestação de serviço de herói universal e vem distribuindo estes cartões por SP.

Meu comentário: esse aí não é fraco não, rapeize. Égua!

Corda usada no Círio de Nazaré terá 150 metros de extensão, em Macapá

Por Paula Monteiro, do Portal Amazônia

Centenas de fiéis participam do Círio de Nazaré para agradecer as bençãos alcançadas e pedir intervenções divinas por meio da padroeira da Amazônia, na capital. Uma das cenas que mais chama a atenção, é a dos devotos que disputam um espaço na corda que envolve a berlinda, onde segue a imagem da santa católica pelas ruas e avenidas da cidade. Neste ano, a procissão contará com uma corda feita de sisal com 150 metros de extensão e duas polegadas de espessura. O objeto foi entregue à Catedral de São José, nesta segunda-feira (6).

A corda é um dos principais símbolos da fé em Nossa Senhora de Nazaré. Bastante “concorrida”, os devotos se aglomeram para alcançá-la e seguir a procissão segurando o objeto a fim de pagar promessas. Mas, o seu uso surgiu com o propósito de ajudar a puxar a berlinda na época em que as ruas não eram asfaltadas e, por isso, dificultavam o transporte da santa. “Há 200 anos, a corda ajudava a fazer a procissão fluir, especialmente, quando chovia. Só depois que virou símbolo de pagamento de promessas”, contou o padre Fábio Pereira, coordenador do Círio 2014.

Assim como no ano passado, a corda usada no Círio de Nazaré foi doada pelo empresário Kleber Campos, de 40 nos. Ele ofereceu o objeto devido à devoção pela santa e a vontade de colaborar com a realização do evento. Campos também cederá a balsa que vai transportar a santa durante o círio fluvial, no rio Amazonas. “Tenho enorme satisfação em ajudar no círio. Essa corda foi fabricada em São Paulo, no mesmo lugar onde é feita a corda utilizada no evento religioso de Belém”, disse. Antigamente, a corda usada na procissão era feita de nylon.

Em 2013, cerca de 2 mil pessoas acompanham a romaria na corda. De um, lado ficam as mulheres e do lado oposto, em paralelo, ficam os homens. Ao final da procissão, quando a imagem da santa for colocada no altar da  Igreja de São José de Macapá, no Centro da cidade, os devotos vão poder levar para a casa um pedaço da corda, que será distribuída pela organização do círio.

Federação Espírita realiza congresso 150 anos de o evangelho segundo o espiritismo


A Federação Espírita do Amapá – FEAP realizará entre os dias 28 e 30 de novembro de 2014, o 4º Congresso Espírita do Amapá que tem por objetivo apresentar à sociedade abordagens sobre os ensinamentos morais de Jesus a luz do Espiritismo, a partir da obra ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, publicada por Allan Kardec em 1864.

O Congresso terá como tema central “O Evangelho Segundo o Espiritismo: 150 anos consolando corações, iluminando consciências”, e os temas transversais serão desenvolvidos por renomados expositores do Espiritismo no Amapá, no Brasil e no mundo. Estão programadas, também, sessão de autógrafos e momentos de arte com temática espírita.

Com investimento ao preço único de R$30,00 (Trinta Reais), o evento será realizado no Teatro das Bacabeiras.

Dia 28 novembro  – Abertura

Palestra I: O Evangelho segundo o Espiritismo, há 150 anos no mundo e nos corações
Palestrante: Jorge Elarrat (RO)
Hora: 19h
Local: Teatro das Bacabeiras

Dia 29 novembro

Palestra II: Jesus, guia e modelo para a humanidade
Palestrante: Geraldo Campetti (DF)
Hora: 9:30h
Local: Teatro das Bacabeiras

Palestra III: Allan Kardec e o Evangelho segundo o Espiritismo
Palestrante: Julio César Roriz (RJ)
Hora: 10:30h
Local: Teatro das Bacabeiras

Palestra IV: O Consolador Prometido
Palestrante: Orson Peter Carrara (SP)
Hora: 14:30h
Local: Teatro das Bacabeiras

Palestra V: O Evangelho e a justiça da reencarnação
Palestrante: Felipe Menezes (AP)
Hora: 16h
Local: Teatro das Bacabeiras

Palestra VI: A Divina Lei do amor
Palestrante: Ana Teresa Camasmie (RJ)
Hora: 17h
Local: Teatro das Bacabeiras

Dia 30 novembro – Encerramento 

Palestra VII: A Construção do Homem de Bem
Palestrante: Miriam Dusi (DF)
Hora: 8:30h
Local: Teatro das Bacabeiras
Palestra VIII: Desafios para a vivência do Evangelho na atualidade
Palestrante: Alberto Almeida (PA)
Hora: 10:30h
Local: Teatro das Bacabeiras

Serviço: O 4º Congresso Espírita do Amapá será realizado entre os dias 28 e 30 de novembro de 2014 no Teatro das Bacabeiras. 

*As inscrições poderão ser feitas online com segurança e rapidez através do site ou da fanpage da FEAP.
INFORMAÇÕES
Federação Espírita do Amapá – FEAP 
Rua Odilardo Silva 1131 – Centro – Macapá, AP
96 3224 1730 

www.feamapa.com.br
facebook/federacaoespiritadoamapa
twitter/feamapa

O templo de Salomão: o nome de Deus continua mágico para justificar o injustificável (Égua-moleque-tu-é-doido)

Por Ana Diniz – Jornalista, em seu blog Na rede

O nome foi bem escolhido. Salomão, o sábio, foi também um rei voraz. Diz a Bíblia que ele tinha 700 mulheres e 300 concubinas, de diversos povos. Diz ainda que, para abastecer sua casa, recebia diariamente de seus oficiais-governadores, encarregados de cobrar a parte do rei, 10 mil litros de flor de farinha e 20 mil litros de farinha (30 e 60 coros, respectivamente) além de “10 bois cevados, 20 bois de pasto e 100 carneiros”, afora caça e aves de criação. Ou seja, algumas toneladas de trigo e, em um ano, um imenso rebanho.

Reduziu à servidão “o que restou dos amorreus, heteus, perizeus, heveus e jebuseus”, derrotados em guerras de conquista. Construiu o grande templo mas, também, altares para deuses diversos, das religiões que algumas de suas mulheres confessavam.

Revendo essas informações antigas e os estudos que se fizeram sobre elas, e contemplando as fotos do recém-erigido templo de Salomão, não posso deixar de pensar que os milhares de anos que distam entre essas informações ainda são poucos para que a essência do fazer humano seja mudado. Lá, como cá, em nome de Deus se recolhem donativos, geralmente moralmente obrigatórios. Lá, como cá, em nome de Deus se fazem grandes edifícios: se no templo de Salomão cabem dez mil pessoas, na grande mesquita de Dubai, inaugurada em 2007, cabem 40 mil. Note-se que a cidade de São Paulo tem cinco vezes mais a população de Dubai – e uma proporção bem menor de favelas e miseráveis.

Salomão ocupou o trono de Israel depois de forçar a preterição do irmão mais velho (que depois mandou matar), casou-se com a filha do faraó do Egito e era fruto de um adultério sangrento. No entanto, lá, como cá, tudo se perdoa ao homem bem sucedido: o livro dos provérbios integra a Bíblia, novamente em nome de Deus, e o templo de Salomão é apresentado, tanto antes como agora, como produto da fé de um povo.

A enorme coleção de grandiosos monumentos religiosos que a humanidade abriga, reunindo templos, pagodes, esculturas e afins, não parou de crescer. Lamentavelmente, e em que pese a beleza da maioria deles – algumas joias de Ouro Preto, por exemplo –  eu não consigo olhar para essas realizações sem lembrar de escravos, de servos (como os sobreviventes dos povos que Salomão dizimou) ou de trabalhadores miseráveis (como os de Dubai ou os imigrantes ilegais de São Paulo) dando cotas de trabalho gratuito, todos assentando mármores.  

Talvez eu esteja nadando contra a corrente: mas eu não acredito que a glória de Deus precise disso, ou que isso seja necessário para glorificar Deus. Mais me parece uma forma de disfarçar o mau cumprimento dos preceitos religiosos – tal como fez Salomão em sua dubiedade. O problema é que religião mal cumprida conduz ao fanatismo, quando a letra substitui a essência. E o fanatismo leva à intolerância e, muitas vezes, à guerra, como acontece há milhares de anos: entre budistas e zoroastristas, entre cristãos e muçulmanos, e, na Palestina, hoje como nos tempos de Salomão, entre israelitas e outros povos. Sem falar nas limpezas internas periódicas levadas a efeito pelos fanáticos de todos os credos…

Uma vez li um conto de ficção científica em que o mundo era dividido em três grandes zonas: uma de ateus, outra de cristãos, outra de muçulmanos, envolvidas numa corrida espacial de colonização de planetas. Na época, achei forçada essa divisão. Hoje, com a expansão religiosa que se exprime, também, em templos e monumentos, penso que talvez seja o rumo que a humanidade está tomando: como a milhares de anos atrás, o nome de Deus continua mágico para justificar o injustificável.

Comunidade afro-religiosa comemora Dia de São João com procissão e Tambor de Mina


A Associação Beneficente do Ylê da Oxum Apará promove hoje, 24, a Festividade do Glorioso São João no Terreiro do Pai Salvino, na Vila dos Oliveiras, no bairro das Pedrinhas, zona sul da cidade de Macapá.

O evento inicia com café da manhã para os praticantes dos cultos afros. As 18h, ocorrerá uma procissão, com saída em frente à Escola Maria Nazaré Pereira Vasconcelos em direção ao terreiro de Pai Salvino. “Na chegada iniciaremos as festividades a São João e às 22h começa nossa celebração religiosa, o Tambor de Mina em homenagem ao santo”, informa Pai Salvino.

A festividade é realizada há 24 anos pela Associação Beneficente do Ylê da Oxum Apará, e já virou uma tradição, reúne praticantes e não praticantes dos cultos afros.

São João no sincretismo religioso

A festa de São João é uma das celebrações dentro das festas juninas que acontece em vários países, historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho.

Xangô é sincretizado com São Pedro e São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da justiça.

Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os pune quando as cometem, bem como a estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do universo.
Serviço:

Festividade do Glorioso São João
Dia: 24 de junho
Hora: 18h (procissão), 22h (tambor de Mina)
Local: Barracão do Pai Salvino
Endereço: Vila dos Oliveiras, 839 – Pedrinhas
Contato: (96) 9119-7219 – Pai Salvino
Texto: Pérola Pedrosa

II Simpósio Amapaense de Direito em Conquista


II Simpósio Amapaense de Direito em Conquista
Tema: Tráfico de Entorpecentes e a Lei de Drogas
Data: 20 e 21 de maio de 2013
Local: Teatro das Bacabeiras
Inscrições: Livraria Public (em frente ao seama) e Livraria André Luiz (Federação Espírita do Amapá) Procópio Rola, próximo ao madeira
Para maiores informações (96) 8134-3405/ (96) 9195-6560

PROGRAMAÇÃO:

Terça-feira, 20 de Maio de 2014
08:00 Credenciamento
09:00 Abertura
09:30 Lei de Drogas e a Guerra ao Tráfico: Seu uso como forma de controle social.
10:45 A Repressão ao Tráfico de Drogas – Uma perspectiva Investigativa.
12:00 Encerramento
Quarta-feira, 21 de Maio de 2014
09:00 Abertura
09:10 Abuso de Drogas: Prevenção, Redução de Danos e Tratamento
10:10 Combate ao Tráfico Internacional de Drogas nas regiões de Fronteira 
11:10 Mesa Redonda: Psicologia, Drogas e Cidadania.
12:10 Encerramento (Sorteio de Livros) .