Os 30 anos do álbum “Mellon Collie And The Infinite Sadness”, do Smashing Pumpkins #TheSmashingPumpkins Released on Oct 23 and 24 in 1995 – 30 years ago.

Parece que foi ontem, mas já faz 30 anos que a banda de rock alternativo norte-americana The Smashing Pumpkins lançou o magnífico álbum “Mellon Collie and the Infinite Sadness” (em 23 de outubro de 1995 pela Virgin Records).
Este é o terceiro disco da carreira do grupo liderado por Billy Corgan (o careca antipático do rock sabe fazer canções que tocam a alma e o coração). É o álbum mais famoso da banda e emplacou hits como “Bullet with Butterfly Wings”, “Tonight Tonight”, “1979” e outros.

Mellon Collie foi o álbum que definiu a cara do rock na época — um clássico instantâneo que provou que a música alternativa podia ser complexa e ambiciosa.
Billy Corgan estava no auge da sua megalomania criativa e lapidou todas as músicas com muita astúcia; desde a introdução instrumental até a última faixa, o disco é arrebatador.

Ele reúne muitas canções sensacionais, como a beleza da instrumental “Mellon Collie And The Infinite Sadness”, a visceralidade de “Zero” e “Bullet with Butterfly Wings”, a saudade dramática de “Thirty-Three”, a inocência de “1979” e a aula de vivência em “Tonight, Tonight”. Isso para citar somente as que mais gostamos.
O disco recebeu, com a canção “Bullet with Butterfly Wings”, o Grammy de 1997. A obra foi eleita o 29º maior álbum de todos os tempos, em 1998, pela revista Q. Em 2003, a revista Rolling Stone o incluiu entre os 500 melhores discos de todos os tempos, no 487º lugar.
A revista Time elegeu Mellon Collie and the Infinite Sadness o melhor álbum de 1995. Não à toa, ele está na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.

O disco é eclético dentro do rock, com faixas que vão das melodiosas às mais pesadas, com guitarras sujas e gritos de “FUCK YOUUU!” — um álbum memorável, com apelo artístico fantástico (sem falar naquele encarte sensacional).
Em 1995, Kurt Cobain já tinha ido para as estrelas e tudo que surgia de genial era mais uma esperança. No final, sabemos que o rock nunca morre. Ele adoece, mas sempre volta com tudo.

Hoje, os caminhos do destino, infelizmente, levaram-no a se tornar uma espécie de Lobão estadunidense. Ele embarcou na onda conservadora, com elogios ao presidente americano Donald Trump e também ao bilionário Elon Musk, sem falar no seu ego inflamado, que provocou muitos atritos com ex-companheiros de banda (Smashing Pumpkins e Zwan). Tornou-se mais um caso de excelente músico e compositor cuja arte de outrora não combina com seu posicionamento atual.
Afinal, músicas presentes nesse álbum clássico e inesquecível dos anos 90 — como “Tonight, Tonight”, “1979”, “To Forgive”, “Thru the Eyes of Ruby” e “Stumbleine” — são carregadas de uma sensibilidade, tanto nas letras quanto nas melodias, que não condiz com o Billy Corgan de 2025.
De qualquer forma, o disco Mellon Collie and the Infinite Sadness, dos Smashing Pumpkins, continua muito atual, mesmo em um cenário em que o rock já não dá mais as cartas como há 30 anos. O mesmo, porém, não se pode dizer de seu criador.
Até hoje, as músicas de Mellon Collie emocionam e transportam no tempo quem tem mais de 40 anos. Sim, nostálgico. Agora é só escutar “Tonight, Tonight”, quando o velho Corgan canta “acredite em mim”, ou “1979” e viajar no tempo.
Elton Tavares e André Mont’Alverne

Rock vive!!!
Uma das bandas mais massas de todos os tempos