Pedra Branca é campeã da Copa América Virtual de Bandas e Fanfarras

A Escola de Música João Maria Dias de Moraes do município de Pedra Branca do Amapari, distante cerca de 180km da capital Macapá, conquistou o primeiro lugar na categoria Banda Musical de Marcha da Copa América Virtual de Bandas e Fanfarras. A competição contou com a participação dos países sul-americanos: Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Peru, Chile, Equador e México.

A Copa foi realizada virtualmente e contou com diversas categorias como percussão, porta-bandeiras, corpo coreográfico, entre outros. A análise dos vídeos enviados pelas instituições foi realizada por um grupo de jurados técnicos e artísticos, e o resultado foi divulgado na última sexta-feira,10 de maio, pela Associação de Bandas e Fanfarras do Estado de Santa Catarina.

“É uma grande satisfação ver o trabalho da nossa escola sendo reconhecido a nível nacional. Isso mostra que estamos no caminho certo, investindo na cultura da nossa população. Sob a regência do maestro Anderson Pio, a Banda Musical da Escola de Música é um orgulho para Pedra Branca e um exemplo para todo o Amapá ”, declarou a prefeita Beth Pelaes.

Assessoria de comunicação da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari

Música de agora: Mãe – Emicida

Mãe – Emicida

Um sorriso no rosto, um aperto no peito
Imposto, imperfeito, tipo encosto, estreito
Banzo, vi tanto por aí
Pranto, de canto chorando, fazendo os outro rir
Não esqueci da senhora limpando o chão desses boy cuzão
Tanta humilhação não é vingança, hoje é redenção
Uma vida de mal me quer, não vi fé
Profundo ver o peso do mundo nas costa de uma mulher
Alexandre no presídio, eu pensando em suicídio
Aos oito anos, moça
De onde cê tirava força?
Orgulhosão de andar com os ladrão, trouxa!
Recitando Malcolm X sem coragem de lavar uma louça
Papo de quadrada, 12, madrugada e pose
As ligação que não fiz, tão chamando até hoje
Dos rec no Djose ao hemisfério norte
O sonho é um tempo onde as mina não tenha que ser tão forte

Nossas mãos ainda encaixam certo
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nóis
A sós nesse mundo incerto
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nóis

Outra festa, meu bem, tipo Orkut
Mais de mil amigo e não lembro de ninguém
Grunge, Alice in Chains
Onde ou você vive Lady Gaga ou morre Pepê e Neném
Luta diária, fio da navalha. Marcas? Várias
Senzalas, cesáreas, cicatrizes
Estrias, varizes, crises
Tipo Lulu, nem sempre é so easy
Pra nós punk é quem amamenta, enquanto enfrenta a guerra
Os tanque, as roupas suja, a vida sem amaciante
Bomba a todo instante, num quadro ao léu
Que é só enquadro e banco dos réu, sem flagrante
Até meu jeito é o dela
Amor cego, escutando com o coração a luz do peito dela
Descreve o efeito dela: breve, intenso, imenso
Ao ponto de agradecer até os defeito dela
Esses dias achei na minha caligrafia tua letra
E as lágrima molha a caneta
Desafia, vai dar mó treta
Quando disser que vi Deus
Ele era uma mulher preta

Nossas mãos ainda encaixam certo
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nóis
A sós nesse mundo incerto
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nóis

Nossas mãos ainda encaixam certo (certo)
Peço um anjo que me acompanhe (onde for)
Em tudo eu via a voz de minha mãe (tudo!)
Em tudo eu via nóis (em tudo eu via nóis)
A sós nesse mundo incerto (incerto)
Peço um anjo que me acompanhe (onde for)
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nóis

O terceiro filho nasceu: é homem
Não, ainda é menino
Miguel bebeu por três dias de alegria
Eu disse que ele viria, nasceu!
E eu nem sabia como seria
Alguém prevenia: filho é pro mundo
Não, o meu é meu
Sentia a necessidade de ter algo na vida
Buscava o amor das coisas desejadas
Então pensei que amaria muito mais
Alguém que saiu de dentro de mim e mais nada
Me sentia como a terra: sagrada
E que barulho, que lambança
Saltou do meu ventre, contente, e parecia dizer: É sábado, gente!
A freira que o amparou tentava reter
Seus dois pezinhos sem conseguir
E ela dizia: Mas que menino danado!
Como vai chamar ele, mãe?
Leandro

Música de agora: The Passenger – (O passageiro) – Iggy Pop

The Passenger – (O passageiro) – Iggy Pop

Eu sou o passageiro e eu passeio e eu passeio
Eu passeio pelas traseiras da cidade
Vejo as estrelas saírem à noite
Sim, o brilhoso e oco céu
Você sabe, parece tão bom esta noite

Eu sou o passageiro
Permaneço sobre o vidro
Eu olho através da minha janela tão clara
Eu vejo as estrelas saírem à noite
Eu vejo o brilhoso e oco céu
Por cima da traseira rasgada da cidade
E tudo parece tão bom esta noite

Cantando La la la la la la la la
La la la la la la la la
La la la la la la la la la la

Entra no carro, nós seremos o passageiro
Passearemos pela cidade à noite
Passearemos pela traseira rasgada da cidade
Veremos a brilhosa e oca lua
Veremos as estrelas que brilham tão claras
Estrelas feitas para nós esta noite

O, o passageiro
Como, como ele passeia
O, o passageiro
Ele passeia e passeia

Ele olha através da sua janela
O que ele vê
Ele vê a placa e o oco céu
Ele vê as estrelas saírem à noite

Ele vê as traseiras rasgadas da cidade
Ele vê estrada encaracolada defronte ao mar
E tudo foi feito para você e eu
Tudo foi feito para você e eu
Pois tudo pertence a você e eu
Portanto vamos passear e ver o que é meu

Cantando La la la la la la la la
La la la la la la la la
La la la la la la la la la la

O, o passageiro
Ele passeia e passeia
Ele vê as coisas por detrás do vidro
Ele vê as coisas da sua janela

Ele vê as coisas que ele sabe que são suas
Ele vê o brilhante e profundo céu
Ele vê a cidade dormindo à noite
Ele vê as estrelas saírem à noite

E tudo isso é seu e meu
E tudo isso é seu e meu
Portanto vamos passear e passear e passear

Cantando La la la la la la la la
La la la la la la la la
La la la la la la la la la la

Cantando La la la la la la la la
La la la la la la la la
La la la la la la la la la la

“Em Círculos”: três artistas cantam o Brasil musical do samba e canções apoteóticas

A música brasileira e suas variações regionais e de estilo e ritmos estão no brilhante e ousado repertório de “Em Círculos”, um show com o talento de três artistas amapaenses, de gerações diferentes. Oneide Bastos, Alan Yared e Willian Cardoso, se encontram no palco nesse desafio de interpretar grandes vozes e composições nacionais. O show será neste sábado, 11 de maio, na Casa Lisboa, a partir de 21h.

“Em Círculos” dá uma volta na musicalidade brasileira dos anos 60, até a década de 80, trazendo para o palco, os sambas e canções imortalizadas por cantores e compositores consagrados, em épocas de grande inspiração e esbanjamento cultural. Nelson Gonçalves, Elis Regina, Cartola, João Bosco, Aldir Blanc, Ataulfo Alves, Clara Nunes, Adoniram Barbosa, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Gonzaguinha, Caetano Veloso, Baden Powell, Djavan, Martinho da Vila, dentre outros, serão interpretados juntamente com músicas de Oneide Bastos, Alan Yared e William Cardoso.

A proposta da Espia! Produções, responsável pelo show, é juntar no mesmo palco, três talentos e vivências, para montar um requintado banquete da música produzida no Brasil, e que permanecem vivas na memória emocional dos brasileiros. São músicas escolhidas com delicadeza e ouvidos voltados para o passado e presente, que contam, em sons e letras, histórias, sentimentos, de épocas distintas e que se tornaram inesquecíveis.

Para este encontro musical foram convidados três artistas amapaenses, que são os responsáveis por fazer a interação entre as gerações, estilos e olhares.

A cantora e compositora amapaense Oneide Bastos tem uma glamorosa e sólida carreira, iniciada nos anos 70, e que após três discos no mercado e presença nas plataformas digitais, em música e videoclipe, se prepara para lançar mais uma obra e um livro audiovisual em 2024.

O instrumentista Willian Cardoso é uma potência musical. Estudioso da música, integrante da Orquestra de Violões da Universidade Federal da Integração Latino Americana (UNILA), premiado em festivais, ele atualmente dedica-se ao chorinho, música latina, e à música de câmara.

O terceiro componente de “Em Círculos” é o não menos renomado Alan Yared, cantor e compositor que iniciou na música aos 10 anos, e foi um dos precursores das bandas de rock de garagem nos anos 80. Em 2000 começou a compor, e foi premiado em vários festivais de música autoral. O single de sua autoria “Sai fora Tio Sam”, foi lançado no Fórum Social Mundial em Belém-PA. Incansável, Alan prepara-se para lançar em 2024 o álbum “Avenida Fab”, com vários singles já disponíveis nos streamings de música.

Serviço:

Show Em Círculos
Data: 11 de maio
Local: Casa Lisboa
Hora: 21h
Reserva de Mesas: 98122-4968

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação

Espaço Cultural Urucum de volta com Festival Jungle Reggae

Sábado à noite vai ter muito reggae no Espaço Cultural Urucum, que está de volta ao roteiro da cultura macapaense com este superevento: Festival Jungle Reggae.

O ritmo da Jamaica, com os temperos musicais da Amazônia, vai embalar corações e consciências com sua mensagem de paz, amor e resistência.

A anfitriã da noite, a banda Mano Roots, recebe Electron Reggae, Mário Mano e a participação especial de Fernanda Canora, Maju Vilhena, DJ Pirata, Adelson Preto, Nivito Guedes e Helder Brandão.

O Festival Jungle Reggae marca o retorno do Espaço Cultural Urucum, um grupo de artistas de vários segmentos que fez e faz história no cenário artístico de Macapá.

Vai acontecer também o lançamento da revista Capitão Açaí Apresenta Mano Roots em Quadrinhos, do cartunista Ronaldo Rony, fã da banda e um dos integrantes mais antigos do grupo Urucum.

Venha e traga o seu astral para este evento, que celebra a paz e a harmonia entre os seres humanos e manda vibrações positivas para todo o planeta. Bora dá-lhe!

Serviço:

Festival Jungle Reggae
Data: 11/05/2024
Hora: a partir das 18h
Local: Espaço Cultural Urucum (Av. Coaracy Nunes, 525, Centro)
Realização: Espaço Cultural Urucum
Informações: (96) 99196-8698

Assessoria de comunicação

Música de agora: One (Um) – Johnny Cash

One (Um) – Johnny Cash

Está melhorando?
Ou você ainda sente o mesmo?
Isso vai facilitar as coisas para você
Agora que você tem alguém para culpar?

Você diz que um amor, uma vida
Quando é uma necessidade Na noite
É um amor, temos que compartilhá-lo
Ele te abandona, querida, se você não tomar conta dele

Eu te decepcionei?
Ou deixei um gosto ruim em sua boca?
Você age como se nunca tivesse um amor
E quer que eu siga sem nenhum

Bom, é muito tarde, esta noite
Para trazer o passado à tona
Somos um, mas não somos o mesmo
Temos de cuidar um do outro, cuidar um ao outro
Um

Você veio aqui por perdão?
Você veio levantar os mortos?
Você veio aqui para bancar Jesus ou
Para os leprosos da sua cabeça?

Eu lhe pedi muito?, Mais do que bastante?
Você me deu nada, agora é tudo o que tenho
Somos um, mas não somos o mesmo
Nós nos machucamos, E o fazemos de novo

Você diz
O amor é um templo, o amor é uma lei superior
O amor é um templo, o amor é uma lei superior
Você me pede para entrar, mas me faz rastejar
E você não pode manter, o que você tem
Quando tudo que você tem é magoa

Um amor, um sangue
Uma vida você tem para fazer o que deve
Uma vida um com o outro: irmãs, irmãos
Uma vida, mas não somos o mesmo
Temos de cuidar um do outro, cuidar um do outro
Um! Um!

 

Música de agora: Just Can’t Get Enough (Simplesmente Não Consigo o Bastante) – Depeche Mode

Just Can’t Get Enough (Simplesmente Não Consigo o Bastante) – Depeche Mode

Quando estou com você, baby
Fico fora de mim
Não consigo o bastante
Não consigo o bastante
Todas as coisas que você faz para mim
E tudo que você disse
Não consigo o bastante
Não consigo o bastante
Nós deslizamos e escorregamos entao nos apaixonamos
Não pareço conseguir o bastante

Andamos juntos
Nós entamos descendo a rua
Não consigo o bastante
Não consigo o bastante
Toda vez que penso em você
Sei que temos de nos encontrar
Não consigo o bastante
Não consigo o bastante
Está ficando mais quente, é um amor que queima
Não pareço conseguir o bastante

E quando chove
Você está brilhando para mim
Não consigo o bastante
Não consigo o bastante
Como um arco-íris
Você sabe que me liberta, e
Não consigo o bastante

Não consigo o bastante
Você é como um anjo e me dá teu amor
Não pareço conseguir o bastante

Música de agora: Never Tear Us Apart (Nunca vão nos Separar) – INXS

Never Tear Us Apart (Nunca vão nos Separar) – INXS

Não me pergunte
O que você sabe é verdade
Não tenho que te contar
Eu amo seu coração precioso

Eu, Eu estava parado
Você estava ali
Dois mundos colidiram
E eles nunca poderiam nos separar

Nós poderíamos viver
Por um milhão de anos
Mas se eu te machucar
Faria vinho de suas lágrimas

Eu te disse
Que nós podemos voar
Porque todos nós temos asas
Mas alguns de nós não sabem porque

Eu, Eu estava parado
Você estava ali
Dois mundos colidiram
E eles nunca poderiam, mesmo, nos separar

Música da Gente especial das mães terá show do Quinteto Ponto Com no Sesc Araxá

O Sesc Amapá vai realizar uma edição especial para o projeto Música da Gente em homenagem ao Dia das Mães, trazendo o reportório de MPB e flashback do Quinteto Ponto Com. A programação acontecerá no Salão de Eventos do Sesc Araxá, nesta sexta-feira (10), às 18h30.

O projeto Música da Gente tem sido uma plataforma para a exibição de talentos musicais do Amapá, com o objetivo de promover a música popular local. A iniciativa valoriza a diversidade musical do estado, destacando cantores, músicos, intérpretes, compositores e bandas locais em sua programação. A ideia é apreciar a excelência de suas obras, incentivar o aparecimento de novos talentos e atrair espectadores para apreciar a rica musicalidade da região.

O Quinteto Ponto Com foi fundado no ano de 2015 com uma proposta de tocar vários estilos musicais em um único show, onde a público pudesse fazer uma viagem musical através das mais belas canções da Música Popular Brasileira, bem como os hits internacionais que marcaram as décadas de 60, 70, 80 e 90, com arranjos modernos, porém mantendo a essência musical dos grandes autores e intérpretes.

Com vasta experiência musical e de estrada, está com sua quinta formação, com consagrados músicos: Clay Sam, voz; Nelson Dutra, no contrabaixo; Rafael Corrêa, guitarra e violões; Piska Martins, teclados/vocal e Durbam Cardoso, bateria e direção.

SERVIÇO:

Música da Gente Especial das Mães – Quinteto Ponto Com
DATA: 10/05/2024 HORA: 18h30

CONTATOS:
Jamily Canuto – Assessora de Imprensa
Telefone: 3241-4440, ramal 235
WhatsApp: (96) 99131-6750
E-mail: [email protected]

Música de agora: Not Enough Time (Não há tempo o bastante) – INXS

Not Enough Time (Não há tempo o bastante) – INXS

E eu estava perdido em palavras
Entre seus braços
Que tentam dar sentido
Ao meu coração doloroso
Se eu apenas pudesse ser
Tudo e todos pra você
Esta vida poderia ser tão fácil…

Não há tempo o bastante
Para tudo que eu quero com você
Não há tempo o bastante para cada beijo
E cada toque e todas as noites
Que eu quero estar em você…

Nós iremos fazer o tempo parar
Enquanto escuta nossos suspiros

Não há tempo o bastamte
para tudo que eu quero com você
não há tempo o bastante
para cada beijo e cada toque
e todas as noites que eu quero estar em você…

Em nossa luta contra o fim
Fazendo amor nós seremos imortais
Nós dois seremos os últimos sobre a terra
E eu perdido em palavras
Entre seus braços
Que tentam dar sentido
Ao meu coração doloroso
Se eu apenas pudesse ser
Tudo e todos pra você…

Não há tempo o bastante
Para tudo que eu quero com você
Não há tempo o bastante para cada beijo
Não há tempo o bastante para todo meu amor
Não há tempo o bastante para cada toque

Não há tempo o bastante para tudo que eu quero com você
Não há tempo o bastante para cada beijo e cada toque
E todas as noites que eu quero estar em você…

Música de agora: Don’t Change (Não Mude) – INXS

Don’t Change (Não Mude) – INXS

Estou aqui no chão
O céu acima de nós não virá abaixo
Não ouço nenhuma calúnia
resolução da felicidade
As coisas ficaram escuras
Por muito tempo

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Eu encontrei um amor que tinha perdido
Que há tempos já tinha partido
Não ouço nenhuma calúnia
Execução de amargura
mensagem recebida alta e claramente

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Estou aqui no chão
O céu acima de nós não virá abaixo
Não ouço nenhuma calúnia
resolução da felicidade
As coisas ficaram escuras
Por muito tempo

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Música de agora: Quando o pau quebrar – Grupo Pilão (Composição de Fernando Canto).

QUANDO O PAU QUEBRAR – Grupo Pilão (Composição de Fernando Canto).

Olhei nas selvas densas do meu país
E vi o fogo-fátuo a lhes devastar
Eu fui seguindo passo a passo
Com a viola debaixo do braço
Com a faca presa na cintura
E o revolver ao alcance da mão

Laia, laia, laia, lá
Sou caboclo forte
Vou vencendo a morte

Eu vim trazendo a pororoca
E o povo das malocas para guerrear
Atravessando a verde mata
A verde mata virgem
Só pra chatear

Virgem Maria que coisa
Quero ver o estrondo
Quando o pau quebrar

Quero voltar à minha aldeia
Pra comemorar
Quero dançar a noite toda
Até o sol raiar

Música de agora: Meu Caro Amigo – Chico Buarque

Meu Caro Amigo – Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus

Música de agora: Bye, Bye, Brasil – Chico Buarque

Bye, Bye, Brasil – Chico Buarque

Oi, coração
Não dá pra falar muito não
Espera passar o avião
Assim que o inverno passar
Eu acho que vou te buscar
Aqui tá fazendo calor
Deu pane no ventilador
Já tem fliperama em Macau
Tomei a costeira em Belém do Pará
Puseram uma usina no mar
Talvez fique ruim pra pescar
Meu amor

No Tocantins
o chefe dos Parintintins
vidrou na minha calça Lee
Eu vi uns patins prá você
Eu vi um Brasil na tevê
Capaz de cair um toró
Estou me sentindo tão só
Oh! tenha dó de mim
Pintou uma chance legal
um lance lá na capital
Nem tem que ter ginasial
Meu amor

No Tabaris
o som é que nem os Bee Gees
Dancei com uma dona infeliz
que tem um tufão nos quadris
Tem um japonês atrás de mim
Eu vou dar um pulo em Manaus
Aqui tá quarenta e dois graus
O sol nunca mais vai se pôr
Eu tenho saudades da nossa canção
Saudades de roça e sertão
Bom mesmo é ter um caminhão
Meu amor
Baby bye, bye
Abraços na mãe e no pai
Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
Eu vou me mandar de trenó
pra Rua do Sol, Maceió
Peguei uma doença em Ilhéus
Mas já estou quase bom
Em março vou pro Ceará
Com a bênção do meu Orixá
Eu acho bauxita por lá
Meu amor

Bye,bye Brasil
A última ficha caiu
Eu penso em vocês night ‘n day
Explica que tá tudo OK
Eu só ando dentro da Lei
eu quero voltar podes crer
eu vi um Brasil na TV
Peguei uma doença em Belém
Agora já tá tudo bem
Mas a ligação está no fim
Tem um japonês atrás de mim
Aquela aquarela mudou
Na estrada peguei uma cor
Capaz de cair um toró
estou me sentindo um jiló
Eu tenho tesão é no mar
Assim que o inverno passar
Bateu uma saudade de ti
Estou a fim de encarar um siri
Com a bênção do Nosso Senhor
O sol nunca mais vai se pôr