Música de agora: Don’t Change (Não Mude) – INXS

Don’t Change (Não Mude) – INXS

Estou aqui no chão
O céu acima de nós não virá abaixo
Não ouço nenhuma calúnia
resolução da felicidade
As coisas ficaram escuras
Por muito tempo

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Eu encontrei um amor que tinha perdido
Que há tempos já tinha partido
Não ouço nenhuma calúnia
Execução de amargura
mensagem recebida alta e claramente

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Estou aqui no chão
O céu acima de nós não virá abaixo
Não ouço nenhuma calúnia
resolução da felicidade
As coisas ficaram escuras
Por muito tempo

Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim
Não mude por você
Não mude coisa alguma por mim

Música de agora: Quando o pau quebrar – Grupo Pilão (Composição de Fernando Canto).

QUANDO O PAU QUEBRAR – Grupo Pilão (Composição de Fernando Canto).

Olhei nas selvas densas do meu país
E vi o fogo-fátuo a lhes devastar
Eu fui seguindo passo a passo
Com a viola debaixo do braço
Com a faca presa na cintura
E o revolver ao alcance da mão

Laia, laia, laia, lá
Sou caboclo forte
Vou vencendo a morte

Eu vim trazendo a pororoca
E o povo das malocas para guerrear
Atravessando a verde mata
A verde mata virgem
Só pra chatear

Virgem Maria que coisa
Quero ver o estrondo
Quando o pau quebrar

Quero voltar à minha aldeia
Pra comemorar
Quero dançar a noite toda
Até o sol raiar

Música de agora: Meu Caro Amigo – Chico Buarque

Meu Caro Amigo – Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra ‘tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus

Música de agora: Bye, Bye, Brasil – Chico Buarque

Bye, Bye, Brasil – Chico Buarque

Oi, coração
Não dá pra falar muito não
Espera passar o avião
Assim que o inverno passar
Eu acho que vou te buscar
Aqui tá fazendo calor
Deu pane no ventilador
Já tem fliperama em Macau
Tomei a costeira em Belém do Pará
Puseram uma usina no mar
Talvez fique ruim pra pescar
Meu amor

No Tocantins
o chefe dos Parintintins
vidrou na minha calça Lee
Eu vi uns patins prá você
Eu vi um Brasil na tevê
Capaz de cair um toró
Estou me sentindo tão só
Oh! tenha dó de mim
Pintou uma chance legal
um lance lá na capital
Nem tem que ter ginasial
Meu amor

No Tabaris
o som é que nem os Bee Gees
Dancei com uma dona infeliz
que tem um tufão nos quadris
Tem um japonês atrás de mim
Eu vou dar um pulo em Manaus
Aqui tá quarenta e dois graus
O sol nunca mais vai se pôr
Eu tenho saudades da nossa canção
Saudades de roça e sertão
Bom mesmo é ter um caminhão
Meu amor
Baby bye, bye
Abraços na mãe e no pai
Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
Eu vou me mandar de trenó
pra Rua do Sol, Maceió
Peguei uma doença em Ilhéus
Mas já estou quase bom
Em março vou pro Ceará
Com a bênção do meu Orixá
Eu acho bauxita por lá
Meu amor

Bye,bye Brasil
A última ficha caiu
Eu penso em vocês night ‘n day
Explica que tá tudo OK
Eu só ando dentro da Lei
eu quero voltar podes crer
eu vi um Brasil na TV
Peguei uma doença em Belém
Agora já tá tudo bem
Mas a ligação está no fim
Tem um japonês atrás de mim
Aquela aquarela mudou
Na estrada peguei uma cor
Capaz de cair um toró
estou me sentindo um jiló
Eu tenho tesão é no mar
Assim que o inverno passar
Bateu uma saudade de ti
Estou a fim de encarar um siri
Com a bênção do Nosso Senhor
O sol nunca mais vai se pôr

Música de agora: A Beleza da Arte que emana (Enrico Di Miceli e Patrícia Bastos)

A Beleza da Arte que emana – Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes (cantada por Patrícia Bastos e Enrico Di Miceli)

A artimanha do mano é tocar Marabaixo
E mar abaixo tocar a sua arte com manha
E a sua caixa soar na Suíça ou Espanha
Como é tamanha a visão na manhã desse
Macho
Acho maior do que a teia da mídia-aranha
Quase do tamanho do frango do nosso
Despacho
Maior que a ponta da unha que aponta e
Arranha

O Marabaixo tá na Natalina
O Marabaixo tá no Julião
O Marabaixo tá na Tia Venina
O Marabaixo tá no Pavão

A artimanha do mano é tocar Marabaixo
E mar abaixo tocar a sua arte com manha
Ver o seu canto de povo suando ao mormaço
E a sinhazinha assinar a sentença da sanha
Como é tamanha a canção no assovio do
Sonhaço
Quase do tamanho do amor hospedado na
Estranha
Acho maior do que a lua colada no espaço
Grande igual a beleza da arte que emana

Música de agora: A Notícia – Vicente Barreto e Enrico Di Miceli

A Notícia – Vicente Barreto e Enrico Di Miceli

O “New York Times” não deu uma linha
A “BBC”de Londres nenhuma palavra
Mas ontem no Xingu um índio se afogou
E um guarda-marinha
Se atirou nas águas
Pra salvar a sua vida

Na mesma hora um favelado da Rocinha
Que tinha sete filhos arrumou mais um:
Era menino loiro de olho azul
Que tinha sido abandonado nu
Numa avenida

Gente má,
Gente linda
Dia vem, noite finda
Em todo lugar

Música de agora: Samba do Grande Amor – Chico Buarque – Com Gal Costa

Samba do Grande Amor – Chico Buarque – Com Gal Costa

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Música de agora: Bwana – Rita Lee

Bwana – Rita Lee

Bwana Bwana
Me chama que eu vou
Sou tua mulher robô
Teleguiada pela paixonite…

Que não tem cura
Que não tem culpa
Pela volúpia
Volúpia!…

Bwana Bwana
Teu desejo é uma ordem
Te satisfazer
É o meu prazer…

Que não tem jeito
O meu defeito
É não saber parar
Volúpia!…

Adeus sarjeta
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por amor
Ah! Ah! Ah!
Adeus sarjeta
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por
Faço tudo
Faço tudo por amor…

Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Uh!
Ah! Ah! Uh!…(2x)

Bwana Bwana
Não sei cozinhar
Mas sou carinhosa
E tenho talento
Prá boemia
Corre sangria
Nas minhas veias
Volúpia!…

Adeus sarjeta
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por amor
Ah! Ah! Ah!
Adeus sarjeta
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por amor..

Ah! Ah! Ah! Adeus!
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por
Faço tudo
Faço tudo por amor
Ah! Ah! Au!…

Música de agora: Balada do Louco – Rita Lee

Balada do Louco – Rita Lee

Dizem que sou louca por pensar assim
Se sou muito louca por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz que não é feliz
Não é feliz

Se eles são bonitos, eu sou a Sharon Stone
Se eles são famosos, I’m Rolling Stone
Mas louco é quem me diz e não é feliz
Não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser um normal
Se eu posso pensar que Deus, sou eu

Se eles tem três carros
Eu posso voar
Se Eles rezam muito (eu sou santa)
Eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
Que não é feliz
Não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser um normal
Se eu posso pensar que Deus, sou eu

Sim, sou muito louca
Não vou me curar
Já não sou a única
Que encontrou a paz

Mas louco é quem me diz
Que não é feliz
Eu sou feliz

Música de agora: Alô! Alô Marciano! – Rita Lee

Alô! Alô Marciano! – Rita Lee

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura, porque
Tá cada vez mais down the high society

Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down

Alô, alô, marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si
Todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria, porque
Tá cada vez mais down the high society

Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down

Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola, alá
Tá cada vez mais down the high society

Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura, porque
Tá cada vez mais down the high society

Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society

Ui, gente fina é outra coisa, entende?
Down, down, down, down
High society
Down, down, down, down, down
High society

Hoje não se fazem mais countries como antigamente, não é?
High society, high society, high society, high society
Down, down, down
High society
Down, down, down, down down
High society

Ai, que chique é o jazz, meu Deus
Down, down, down
High society
Down, down, down
Ah, Deus

Música de agora: Espartano – (composição de Paulo Bastos) – Patrícia Bastos

Espartano – (composição de Paulo Bastos) – Patrícia Bastos

Para quem não sabe amar
É um perigo ouvir poesia
Quem ignora a luz da lua
Descola a própria retina
Não precisa de um santo, pra que?
Pra que se apegar ao que não pode crer
No abismo se lança à própria sorte
Espartano carente da vida de morte

Quem carrega a memória
A si mesmo sentencia
Ao consolo ou servidão
Há caminhos na escolha
Porta aberta na senzala
Livre arbítrio ao grilhão

No canto do canta galo
Te vi nos raios do sol
Cantando meu marabaixo
Chorando que dava dó

O discurso discriminador do Marabaixo – Texto/Resgate histórico paid’égua de Fernando Canto – @fernando__canto

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Não é de hoje que o Marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Essa discriminação ocorreu – e ainda ocorre – em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

Foto: Max Renê

No caso do Marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afrodescendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

Foto: Gabriel Penha

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desaparece o o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”.

Foto: Márcia do Carmo

Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais…”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, symbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de boas ações, não ouviremos os silvos das víboras que dansam ao som medonho dos gritos dos maracajás (…), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).


Discursos de difamação do Marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombaerd quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças à intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – em Macapá (1948) o Marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Colheita da Murta – Foto: Arquivo pessoal de Fernando Canto

Nesse período os padres diziam que o Marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).

O preconceito dos padres italianos com o Marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e creem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.


E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observem-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa. O Marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!

(*) Do livro “Adoradores do Sol – Novo Textuário do Meio do Mundo”. Scortecci, São Paulo, 2010.

Cantora Patrícia Bastos se apresenta no Bar do Vila, neste sábado (4)

A Cantora Patrícia Bastos, acompanha de sua banda, se apresentará neste sábado (4), no Bar do Vila. No show, que começará às 21h, a artista, de maior expressão do Amapá no cenário nacional, cantará seus grandes sucessos e clássicos da música amapaense.

“Mana do céu, deixa eu te contar uma coisa, dia 04 de maio, sábado, estarei com a minha banda completa no Bar do Vila levando muita alegria para vocês. Então te prepara pra rodar a saia porque terá muito cacicó, marabaixo, batuque do Curiaú, zouk e o que mais vier. Bora causar pra lá?”, disse a cantora em suas redes sociais.

Mais sobre Patrícia Bastos

Patrícia lançou seu primeiro e aclamado álbum de estreia “Pólvora e Fogo” em 2002, “Sobretudo” em 2007 e o premiado “Eu Sou Caboca” em 2010.

Em parceria com Dante Ozzetti, lançou “Zulusa” (2013), “Batom Bacaba” (2016) e” Voz da Taba” (2023), onde alcançou diversas premiações nacionais como o Prêmio da Música Brasileira em 2014 com “Zulusa” e a indicação ao 18º Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Raízes Brasileiras” com “Batom Bacaba” em 2017. Com os parceiros de longa data, Joãozinho Gomes e Enrico Di Miceli, Patrícia lançou “Timbres e Temperos” em 2021.

No ano de 2022, Patrícia cantou no “Rock In Rio”, representando suas origens amazônicas e representando o Amapá nesta edição do clássico festival de música. O ano de 2023 foi um importante ano na carreira da Caboca, Patrícia cantou no “Quilombo Groove” realizado no Quilombo do Curiaú e também na “ExpoFavela”, em sua primeira edição realizada na Amazônia.

Também foi o ano em que Patrícia foi convidada a cantar como uma das representantes do povo amazônico em eventos mundiais, como a Cúpula da Amazônia em Belém do Pará, a “Pororoca Sounds” em Nova Iorque nos Estados Unidos da América e na 28ª Conferência das Nações Unidas Sobre a Mudança do Clima em Dubai, Emirados Árabes (COP 28). Atualmente Patrícia está trabalhando na divulgação e turnê de lançamento de seu novo trabalho “Voz da Taba”, lançado no fim de 2023, a turnê esteve recentemente nas cidades de São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro.

A cantora é nome cada vez mais forte na cena musical atual, tendo parcerias com nomes importantes, como Joãozinho Gomes, Lucina, Socorro Lira, Ná Ozzetti, Enrico Di Miceli, Marcelo Pretto e Caetano Veloso. Sua aldeia passou a ser o Brasil inteiro, esse país que, a partir da voz de Patrícia, passou a reconhecer o seu Norte.

Serviço:

Show de Patrícia Bastos
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, centro de Macapá.
Data: Dia 04 de maio de 2024
Hora: a casa abrirá às 18h e o show começará por volta das 21h
Couvert Artístico por R$ 7,00.

Elton Tavares, jornalista e fã da Patrícia Bastos. Com informações do site da Alcilene Cavalcante

Música de agora: Mão de Couro – Grupo Senzalas – Versão: Patrícia Bastos (composição de Val Milhomem/Joãozinho Gomes)

Mão de Couro – Grupo Senzalas – Versão: Patrícia Bastos (composição de Val Milhomem/Joãozinho Gomes)

Me convidaram pra ir a uma festa em Curiau
Eu levei meu amor pra ver aquelas estrelas
Foi num batuque, seu moço eu lhe conto
Foi um zunzunzum
Uma mão de couro de levantar poeira

E quando fui chegando
Eu vi violeta cantando
Areia

Me chamaram pra dança, eu fui
Não podia perder
Eu peguei meu amor e dancei Batuque pra valer
Só fui parar quando o dia raiou, e parei sem querer
Apaixonada peguei no tambor ao amanhecer
Natalina falou: Gengibirra não é mole, não!
Natalina falou: Gengibirra não é mole, não!
Se o nego beber demais vai fazer zueira
Se perde pelo salão e adeus brincadeira

Eu vou, eu vou
Vou batendo o meu tambor
Tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum

Eu vou, eu vou
Vou batendo o meu tambor
Tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum