O tal “jornalismo” irresponsável e a servidão – Crônica de Elton Tavares

O jornalista serve para checar, informar, fiscalizar e, caso tenha provas, denunciar. Alias, vivo de palavras – as verdadeiras. Esse é o sonho de todos nós, jornalistas de fato. Mas nem sempre é assim para alguns. Por isso, às vezes, é preciso pisar na beira e repor a verdade. Como disse Winston Churchill: “uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”. Pois é.
No mundo do jornalismo, a maioria honra a profissão, mas alguns não têm um pingo de vergonha. Não investigam e não questionam. Apenas obedecem. “Sim, senhor!”, eles dizem. E isso não é jornalismo. É prostituição. E que me desculpem as putas!
Manobrar os desavisados com mentiras deslavadas e sem respeito aos fatos, é criar factoides com ataques difamadores. Provar mesmo, aí é outro papo. Essa prática vergonhosa contraria os princípios jornalísticos. Fazer o quê? Repor a verdade.

Esse pessoal tem mania de ludibriar. Sim, é costume de alguns, que ainda acham ruim quando são processados. Eu, como sempre trabalho com a verdade, adoro quando um filho da puta desses, que mancha essa profissão, é processado e perde uma grana em razão de sua estupidez. Como diz o adágio popular: “a esperteza quando é muita, engole o dono”.
Dito isso, lembro daquele moleque sonhador… Era uma promessa, pois tinha vontade de aprender e empenho para trabalhar. Era gente boa, risonho e besta. Hoje, ao olhar pra ele, sempre de longe, graças a Deus, penso:
“Lá vem ele de novo. Mais uma vez, chega sem nenhum respeito ou credibilidade, sempre a ruminar ressentimentos e falsos furos. O patrão gosta, aplaude e paga. O pateta, que se acha jornalista, escreve sem pudor, sem apuração, sem alma e sem escrúpulos”.

A sua crítica virou esporte de quinta, treino de ódio, sem precisão, sem compromisso. Ele não noticia, ele destila. Mente com a naturalidade de quem respira, como se a verdade fosse capricho, como se o erro fosse estilo. É mais uma pena vendida e uma voz sem eco.
O cara se tornou um figura patética e que pensa que é jornalista. Escreve como quem lustra o sapato do patrão, sem vergonha ou pudor. Quando falta notícia, inventa. Quando a realidade incomoda, distorce. E assim segue, dedo leve no teclado, voz empostada no rádio, cospe a opinião sem base, critério ou fato. Um lambe-botas. Deixou de ser legal (ou será que nunca foi?), mas continua um imbecil. E quando toda essa canalhice é feita com um homem já é um absurdo. Quando é com uma mulher, a covardia é extrema. É isso.
Elton Tavares – Jornalista, assessor de comunicação e escritor.
