Amazônia das Artes: Macapá tem pela primeira vez, em 10 anos, um representante da dança


Pela primeira vez em dez anos de existência do Projeto Sesc Amazônia das Artes o Amapá tem um representante do segmento da dança neste que é um dos maiores projetos de circulação de artes integradas da Região Norte, e um dos mais expressivos do Brasil. A Graham Cia. de Dança foi a selecionada dentre mais de 20 concorrentes da Amazônia Legal, e está de malas prontas rumo à sua primeira turnê por toda a Amazônia Legal. São 10 estados, incluindo o Amapá, numa jornada que inicia dia 06 de maio, por Rondônia (Porto Velho).
Com 18 anos de estrada, e mesmo sendo uma das Companhias mais atuantes no Estado, a conquista da Graham Cia. de Dança no Amazônia das Artes está marcada por uma série de “primeira vez”. É a primeira vez que o Amapá consegue emplacar um representante da dança no circuito, é a primeira turnê da Companhia, e também foi com uma proposta totalmente inédita que a Graham conquistou a unanimidade dos votos da curadoria, superando a concorrência de grandes companhias.
O Espetáculo

Expressões corporais e dramatúrgicas se fundem no espetáculo “DIVERTISSEMENT” – São 45 minutos de composição que remete às antigas brincadeiras lúdicas, numa viagem cheia de diversão e vitalidade aos jogos das gerações dos anos 70, 80, 90, bem distantes dos incríveis aparelhos eletrônicos da atualidade.
O “DIVERTISSEMENT” incrementa ao balé contemporâneo o resgate às brincadeiras de pula-corda, amarelinha, brincadeiras de roda, elástico, bate-mão, solta pipa, bonecas de pano, dança da cadeira, bole-bole, peteca, cama de gato, pira esconde. Faz lembrar com saudosismo a época em que as ruas e calçadas se enchiam de criança e viravam uma festa, onde a ordem era se divertir, interagir, brincar com o próprio erro, superar limites, dividir, trocar, suar.
“Bolas, bambolês, tamancos de lata…tantas emoções boas, objetos deste universo, de diferentes tamanhos e formatos vão colorindo e divertindo ora em grupo, ora separado, mas nunca sozinho. Nossa proposta mescla coreografia com brincadeira, lembrando que tem a hora de iniciar a brincadeira, tem os erros e os acertos, mas também a hora de reunir todos os brinquedos, arrumá-los e descansar, para reiniciar tudo de novo, no dia seguinte”, eis o espírito de DIVERTISSEMENT, explicado por Cleide Façanha, fundadora da Graham Cia. de Dança, coreografa e produtora cultural.
Além de Cleide Façanha (direção artística, produção, roteiro e coreografia), compõem o espetáculo as bailarinas Alícia Cunha, Janaína Pontes, Jéssica Pontes (direção executiva),Anne Ferreira, Claudiani Moraes e Helaine Quaresma. A trilha sonora tem a marca do experiente e premiado músico amapaense Paulo Bastos, com sonorização do produtor Paulo Alfaia e iluminação do renomado Eloy Pessoa.
A Companhia Graham

Fundada em 18 de setembro de 1995, a Graham Cia. de Dança é uma das mais atuantes no cenário amapaense, premiada dentro e fora do Estado, autossustentável e com seis produções em seu repertório. Realiza festivais, oficinas com profissionais de alto nível (nacional e internacional), participa de shows com artistas locais, trabalhos beneficentes, dentre outros.
Atualmente a Companhia conta com nove bailarinas, que se dedicam diariamente à prática de diferentes técnicas – moderna, contemporânea, clássica, jazz.
O nome homenageia uma das principais referências da dança mundial, Martha Graham, mulher forte e à frente do seu tempo, que com suas ideias inovadoras se destacou e revolucionou a segunda geração da dança moderna. Martha nasceu em maio de 1894, na Pensilvânia, e morreu em 1991, em Nova Iorque. É considerada a mãe da Dança Moderna.
Sesc Amazônia das Artes
É um projeto que viabiliza a circulação e o intercâmbio de espetáculos de teatro, dança, shows musicais, exposições de obras de arte, que fazem parte da produção cultural de cada estado da Amazônia Legal, incluindo ainda o Piauí.
Busca adequar experiência e as qualidades técnica e artística como fatores essenciais para a participação de grupos, destacando-se como critérios os trabalhos que tenham representatividade em seus estados; qualidade artística, domínio da técnica, criatividade, inovação, diferencial, aspecto socioeducativo, que contemplem as pesquisas dos artistas e grupos, com foco no contemporâneo, e com facilidade de adaptação e adequação aos diferentes espaços.
O projeto acontece em formato de mostra cultural nas seguintes capitais: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Belém (PA), São Luis (MA), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Macapá (AP). A turnê ocorre em duas etapas, nos meses de maio e agosto, sendo cinco capitais por etapa. Neste ano, Macapá encerra as apresentações no dia 27 de agosto.
Foram selecionados os seguintes trabalhos para circulação em 2013:
Dança:
·         “Do Repente” (TO)
·         “Divertissement” (AP)
Música:
·         “O Piauí Contando História” (PI)
·         “A Primeira Viagem” (RR)
·         “Monofoliar” (MT)
·         “O Charme do Choro” (PA)
Artes Plásticas:
·         “Signos Acreanos” (AC)
·         “Meu Álbum de Retratos” (PA)
·         “Luas” (PI)
Teatro:
·         “Avoar” (RO)
·         “O Piquenique” (MA)
·         “Solamente Frida” (AC)
·         “Mãe – in loco” (AM)
Rita Torrinha – Assessora de Imprensa da Graham Cia. de Dança
Fotos: Márcia do Carmo
Contato: 8112-6468 / 9169-9334

Abertas as inscrições para o VIII Aldeia de Artes Sesc Povos da Floresta 2013

O Serviço Social do Comércio – Departamento Regional no Amapá abre inscrições para VIII ALDEIA DE ARTES SESC POVOS DA FLORESTA 2013, com objetivo de contribuir para o processo de criação e difusão da cultura do Estado do Amapá, possibilitando a troca de experiência, técnica e conhecimento no âmbito cultural, através da integração entre artistas de varias linguagens culturais, regidos pelo presente Regulamento.

Regulamento e ficha de inscrição em http://www.sescamapa.com.br/cultura/aldeia-de-artes-sesc

Carlos Eduardo Malheiros
Assessor de Comunicação e Marketing
Departamento Regional no Amapá
(96) 3241-4440 – ramal 235 
(96) 9112-1145

Espetáculo de dança “Duas Ilhas” é apresentado hoje e amanhã em Macapá Fortaleza de São José de Macapá


As bailarinas Kandyê Medina e Julia Salaroli apresentam hoje (28) e amanhã (29), na Fortaleza de São José de Macapá o espetáculo de dança “Duas Ilhas”. As dançarinas e artistas cênicas farão as apresentações às 20h nas duas noites. A entrada será franca. 

O espetáculo faz parte da programação do projeto “Duas Ilhas”, contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2011 e que traz uma visão contemporânea da dança junto às instalações sonoras e de audiovisual. 

A peça “Duas Ilhas” foi construída a partir da ideia da comunicação que acontece através de linguagens pré-reflexivas, de elementos não verbais como o movimento, o som, a cor, as texturas dos cinco sentidos e outros estímulos corporais. A peça acontece em formato performativo, em que o público ocupa o mesmo espaço das intérpretes, pode se aproximar delas e também observar. 

As cenas criam diferentes ambientes através do deslocamento das artistas e dos elementos do cenário. A criação em dança contemporânea é, ao mesmo tempo, uma instalação sonora e de vídeo. Também se utiliza de materiais plásticos naturais: areia, terra, pedras, folhas, dentre outros objetos que permeiam ações, enquanto se constrói e se modifica o cenário na própria cena. Já a iluminação irá propor momentos cênicos de escuridão e claridade intensas e as próprias projeções de vídeo serão utilizadas como recursos para iluminar o ambiente.

O projeto é uma peça de dança contemporânea em diálogo com as linguagens da música contemporânea e da videoinstalação, através da colaboração artística de profissionais de diferentes áreas de atuação, como Kandyê Medina e Julia Salaroli, artistas da dança contemporânea e performance; Henrique Iwao, músico experimental e de eletroacústica e Katxerê Medina, vídeo artista.

Serviço:

Espetáculo “Duas Ilhas”
Contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2011
Direção: Kandyê Medina
Performance: Julia Salaroli e Kandyê Medina
Trilha sonora e difusão ao vivo: Henrique Iwao
Vídeo e Instalação cênica: Katxerê Medina e Oscar Svanelid
Data: 28 e 29 de novembro. Hora: 20h.
Local: Fortaleza de São José de Macapá
Entrada: Entrada gratuita

Congresso Internacional de Dança tem representante amapaense


Acontece de 25 a 29 de agosto em Porto Alegre o Congresso Internacional de Dança que reunirá companhias de todo mundo. O evento conta com especialistas em dança de vários países. 

O Amapá será representando pela Companhia de Dança Isadora Ducam, reconhecida nacionalmente. Entre os integrantes temos o jovem Pablo William Ferreira Sena, que pratica dança há 8 anos e há 4 anos  participa da CIA. 

O dançarino compete em duas categorias Grupo e Solo. Na categoria solo ele fará a apresentação MOVIMENTOS e a PROCURA. Sua equipe é composta por 11 bailarinos, uma coreografa e um assistente.  

Ascom Seama

FIEAP e SESI realizam no dia 2 de junho, a I Parada da Dança.


A Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP), através do Serviço Social da Indústria (SESI) realizam no dia 02 de junho, a I Parada da Dança, em comemoração ao “Dia Internacional da Dança”. A concentração inicia as 08h, no Pátio da Escola Visconde de Mauá -SESI.

A Parada da Dança é um evento realizado pelo grupo de Ballet do SESI Amapá em conjunto com todos os grupos/companhias de dança do Estado visando a valorização desta arte. O projeto está sendo realizado em três momentos: 1º momento – Mobilização durante todo o mês de maio, durante as aulas de Ballet, na Escola Visconde de Mauá e em todas as casas do Sistema FIEAP, na imprensa, grupos e companhias de dança do Estado do Amapá; 2º momento – Exposição Fotográfica “Gente que Dança”na sala de dança do SESI – dia 01 de junho, no horário de 09h as 11h30 e de 15h as 17h30 – aberto a visitação pública; 3º momento – Parada da Dança, uma mobilização que percorrerá as seguintes vias: Rua Leopoldo Machado, Av. Diógenes Silva, Rua Jovino Dinoá, Av. Feliciano Coelho, Av. Desidério Antônio Coelho, onde serão distribuídos folders informativos referentes as atividades do SESI-AP.

A Arte

A Dança/Ballet, segmento das artes cênicas, é um dos maiores responsáveis pelo aquecimento, crescimento e fortalecimento da economia da cultura, em ascensão em todo o país. A Dança tem feito parte da cultura através da história. A economia da cultura tem importância fundamental para garantir que a cultura seja reconhecida como investimento e não despesa. Investimento em valores, em criatividade, na imagem do país internamente e no exterior e na geração de emprego, renda e inclusão socioeconômica. Modalidade presente em escolas, clubes, academias por sua diversidade técnica, apresenta-se como uma atividade completa capaz de proporcionar benefícios físicos, morais, estéticos, plásticos e éticos, dentre outros. O devido reconhecimento foi conferido através da criação do Dia Internacional da Dança e vem sendo celebrado no dia 29 de abril. A comemoração foi introduzida em 1992 pelo Conselho Internacional de Dança – CID (uma organização interna da UNESCO, para todos os tipos de dança). A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.

SESI – provendo soluções para a Indústria.
COMUNICAÇÃO SISTEMA FIEAP – 3084/8826

Festival Estadual de Dança inicia neste sábado no Teatro das Bacabeiras

A Cia de Dança Isadora Duncan, em parceria com o Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove nos dias 26, 27 e 28 de novembro, a partir das 19h30, no Teatro das Bacabeiras, o XVIII Festival Estadual de Dança “Evoluções”.

O evento, realizado todos os anos no Estado, será dividido em duas etapas e contemplará os mais diversos estilos de dança, nas modalidades baby class, infantil, adulto e juvenil.

Este ano, o evento contará com a participação de escolas e grupos de dança de vários municípios do Estado, como Calçoene, Oiapoque, Laranjal do Jari e Pedra Branca do Amapari.

Na primeira fase, que acontecerá neste sábado, 26, artistas, grupos e companhias de dança poderão fazer as suas apresentações de forma livre, sem competir, nem participar das avaliações dos jurados. No segundo momento, que terá início também neste sábado, começam as apresentações competitivas, na modalidade baby class.

Neste domingo, 27, será a vez das apresentações infantis, adulto e juvenil, que serão rigorosamente avaliadas por professores, mestres e doutores em dança, que estarão atentos a todos os detalhes para a seleção dos finalistas, que irão competir na grande final, que acontecerá na segunda-feira, 28, com a entrega de troféus e a premiação dos vencedores.

A venda de ingressos para o evento estará disponível na bilheteria do Teatro das Bacabeiras ao valor de R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia) e 1 kg de alimento não perecível. Os produtos arrecadados serão doados pela organização Tribo Solidária para as comunidades carentes do Estado.

Cia de Dança Isadora Duncan

Existente há mais de 15 anos, a Cia de Dança Isadora Duncan é um dos mais conhecidos grupos de dança do Estado. Durante a sua trajetória, já conquistou vários títulos em suas apresentações pelo país, sendo considerado o melhor grupo de dança contemporânea do Brasil

Karla Marques/Secom

A “Invenção Sexual” do Zé Ramos – Crônica porreta de Fernando Canto

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Foto: Fernando Canto

Por Fernando Canto

Todo mundo percebeu aflição do Zé Ramos naquela Quarta-Feira da Murta. O Marabaixo corria pela noite com as velhas senhoras rodopiando as saias coloridas pelo salão. O Zé suava tocando a caixa que a essa hora devia pesar uns cem quilos. Ele perguntava se chovia lá fora e se sua mulher ainda estava lá na cozinha tomando um caldo. Alguém disse que sim, então ele pedia mais um copo de gengibirra e esfolava a voz contando um velho “ladrão”, “do tempo do Ronca”, disse-me depois, pois “q12uando se entendeu” sua mãe já “tirava” todas essas músicas pelos salões da Favela e do Laguinho nas festas do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade.

A aflição do Zé dava na vista, parecia que ele estava querendo vigiar a mulher, por ciúme e insegurança, afinal só tinham se casado há dois anos. Ela era morena, jovem e bonita, vestia uma bela saia rodada e uma blusa branca de cetim ornada de rendas. Os cabelos ondulados estavam esticados para trás e enfeitados com uma rosa vermelha de plástico e umas folhas de murta presas atrás da orelha esquerda. Usava um cordão e brincos de ouro, além de inúmeros marabaixo3braceletes prateados que emitiam sons quando dançava, muito sem graça, diga-se, pois era extremamente pudica. Devia ter um corpo escultural debaixo daquela saia estampada de flores coloridas. De vez em quando tirava a toalha do ombro para enxugar o rosto suado e os olhos sem maquiagem alguma. Para isso precisava tirar os óculos de grau que lhe davam um ar sério e uma aparência austera, ainda mais com aquelas sobrancelhas densas e negras. No gesto de enxugar os olhos é que a sua beleza se mostrava por segundos. Ela nem dançava na hora do “dobrado”, a parte rítmica mais acelerada do Marabaixo, que exige dos dançarinos preparo físico e destreza. Nesse momento as pessoas que assistem a dança ao redor do salão ficam excitadmarabaixocapaas assim como os dançantes. Flashes explodem quando as mulheres gritam alucinadamente rodando em volta dos tocadores de caixa e sobre si mesmas, mostrando os trajes de baixo, enquanto os tambores rufam o ritmo africano.

Mas o Zé permanecia tocando com a evidente gastura que lhe tomava conta da alma. Ele viu a mulher ebike1 não se sossegou. Nem quando ela, num gesto de amor, foi lhe enxugar o rosto salpicado de suor. E sem perder o ritmo falou alguma coisa no ouvido dela, apontando para cima. Ela sorriu e assentiu com a cabeça. O Zé acompanhou mais um “ladrão”, entregou a caixa para outro tocador, pegou a bicicleta e a mulher e foi embora embaixo do chuvisco sem se despedir de ninguém.

No dia seguinte encontrei o Zé todo sorridente lá no corredor da prefeitura. Disse-lhe que tocava e cantava muito bem, mas que havia notado nele um comportamento completamente oposto ao que via agora. Perguntei-lhe se estava realmente bem. Ele disse que sim e depois me alucoracao-chuvagou o ouvido, me confidenciando sua vida íntima com detalhes.

Disse-me que a sua jovem esposa só gostava de fazer amor quando chovia. Era uma poetisa maluca – com todo respeito aos poetas – que adorava ouvir o barulho da chuva caindo sobre o telhado de Brasilit e se imaginava tomando banho nua, correndo pela rua, a tarada. A água era seu mundo, a chuva seu prazer maior. Só conseguia chegar ao orgasmo quando a chuva batia e escorria pelos sulcos do telhado. Quanto mais forte a chuva maior era a transa. foto-1Indaguei-lhe como fazia no verão. Ele me disse que quase acabou o casamento quando inventou um intrincado sistema hidráulico que sempre ligava nas noites quentes para enganar a mulher, jorrando água da Caesa sobre as telhas de amianto. Gastou um bom dinheiro, mas valeu a pena.

Quando ela descobriu a tal invenção ficou de mal com ele a estiagem toda, que não foi curta. Agora ele torce para que chova todo dia, assiste aos telejornais e as previsões do tempo, para descontar desde já o “atraso” que terá no próximo verão.

Dia desses encontrei com ele e seu inseparável guarda-chuva. Falei: – E aí, Zé? Estás feliz com esse toró que vem aí? Ele respondeu: – Nãão, é cuia!