Congresso Internacional de Dança tem representante amapaense


Acontece de 25 a 29 de agosto em Porto Alegre o Congresso Internacional de Dança que reunirá companhias de todo mundo. O evento conta com especialistas em dança de vários países. 

O Amapá será representando pela Companhia de Dança Isadora Ducam, reconhecida nacionalmente. Entre os integrantes temos o jovem Pablo William Ferreira Sena, que pratica dança há 8 anos e há 4 anos  participa da CIA. 

O dançarino compete em duas categorias Grupo e Solo. Na categoria solo ele fará a apresentação MOVIMENTOS e a PROCURA. Sua equipe é composta por 11 bailarinos, uma coreografa e um assistente.  

Ascom Seama

FIEAP e SESI realizam no dia 2 de junho, a I Parada da Dança.


A Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP), através do Serviço Social da Indústria (SESI) realizam no dia 02 de junho, a I Parada da Dança, em comemoração ao “Dia Internacional da Dança”. A concentração inicia as 08h, no Pátio da Escola Visconde de Mauá -SESI.

A Parada da Dança é um evento realizado pelo grupo de Ballet do SESI Amapá em conjunto com todos os grupos/companhias de dança do Estado visando a valorização desta arte. O projeto está sendo realizado em três momentos: 1º momento – Mobilização durante todo o mês de maio, durante as aulas de Ballet, na Escola Visconde de Mauá e em todas as casas do Sistema FIEAP, na imprensa, grupos e companhias de dança do Estado do Amapá; 2º momento – Exposição Fotográfica “Gente que Dança”na sala de dança do SESI – dia 01 de junho, no horário de 09h as 11h30 e de 15h as 17h30 – aberto a visitação pública; 3º momento – Parada da Dança, uma mobilização que percorrerá as seguintes vias: Rua Leopoldo Machado, Av. Diógenes Silva, Rua Jovino Dinoá, Av. Feliciano Coelho, Av. Desidério Antônio Coelho, onde serão distribuídos folders informativos referentes as atividades do SESI-AP.

A Arte

A Dança/Ballet, segmento das artes cênicas, é um dos maiores responsáveis pelo aquecimento, crescimento e fortalecimento da economia da cultura, em ascensão em todo o país. A Dança tem feito parte da cultura através da história. A economia da cultura tem importância fundamental para garantir que a cultura seja reconhecida como investimento e não despesa. Investimento em valores, em criatividade, na imagem do país internamente e no exterior e na geração de emprego, renda e inclusão socioeconômica. Modalidade presente em escolas, clubes, academias por sua diversidade técnica, apresenta-se como uma atividade completa capaz de proporcionar benefícios físicos, morais, estéticos, plásticos e éticos, dentre outros. O devido reconhecimento foi conferido através da criação do Dia Internacional da Dança e vem sendo celebrado no dia 29 de abril. A comemoração foi introduzida em 1992 pelo Conselho Internacional de Dança – CID (uma organização interna da UNESCO, para todos os tipos de dança). A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.

SESI – provendo soluções para a Indústria.
COMUNICAÇÃO SISTEMA FIEAP – 3084/8826

Festival Estadual de Dança inicia neste sábado no Teatro das Bacabeiras

A Cia de Dança Isadora Duncan, em parceria com o Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove nos dias 26, 27 e 28 de novembro, a partir das 19h30, no Teatro das Bacabeiras, o XVIII Festival Estadual de Dança “Evoluções”.

O evento, realizado todos os anos no Estado, será dividido em duas etapas e contemplará os mais diversos estilos de dança, nas modalidades baby class, infantil, adulto e juvenil.

Este ano, o evento contará com a participação de escolas e grupos de dança de vários municípios do Estado, como Calçoene, Oiapoque, Laranjal do Jari e Pedra Branca do Amapari.

Na primeira fase, que acontecerá neste sábado, 26, artistas, grupos e companhias de dança poderão fazer as suas apresentações de forma livre, sem competir, nem participar das avaliações dos jurados. No segundo momento, que terá início também neste sábado, começam as apresentações competitivas, na modalidade baby class.

Neste domingo, 27, será a vez das apresentações infantis, adulto e juvenil, que serão rigorosamente avaliadas por professores, mestres e doutores em dança, que estarão atentos a todos os detalhes para a seleção dos finalistas, que irão competir na grande final, que acontecerá na segunda-feira, 28, com a entrega de troféus e a premiação dos vencedores.

A venda de ingressos para o evento estará disponível na bilheteria do Teatro das Bacabeiras ao valor de R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia) e 1 kg de alimento não perecível. Os produtos arrecadados serão doados pela organização Tribo Solidária para as comunidades carentes do Estado.

Cia de Dança Isadora Duncan

Existente há mais de 15 anos, a Cia de Dança Isadora Duncan é um dos mais conhecidos grupos de dança do Estado. Durante a sua trajetória, já conquistou vários títulos em suas apresentações pelo país, sendo considerado o melhor grupo de dança contemporânea do Brasil

Karla Marques/Secom

A “Invenção Sexual” do Zé Ramos – Crônica porreta de Fernando Canto

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Foto: Fernando Canto

Por Fernando Canto

Todo mundo percebeu aflição do Zé Ramos naquela Quarta-Feira da Murta. O Marabaixo corria pela noite com as velhas senhoras rodopiando as saias coloridas pelo salão. O Zé suava tocando a caixa que a essa hora devia pesar uns cem quilos. Ele perguntava se chovia lá fora e se sua mulher ainda estava lá na cozinha tomando um caldo. Alguém disse que sim, então ele pedia mais um copo de gengibirra e esfolava a voz contando um velho “ladrão”, “do tempo do Ronca”, disse-me depois, pois “q12uando se entendeu” sua mãe já “tirava” todas essas músicas pelos salões da Favela e do Laguinho nas festas do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade.

A aflição do Zé dava na vista, parecia que ele estava querendo vigiar a mulher, por ciúme e insegurança, afinal só tinham se casado há dois anos. Ela era morena, jovem e bonita, vestia uma bela saia rodada e uma blusa branca de cetim ornada de rendas. Os cabelos ondulados estavam esticados para trás e enfeitados com uma rosa vermelha de plástico e umas folhas de murta presas atrás da orelha esquerda. Usava um cordão e brincos de ouro, além de inúmeros marabaixo3braceletes prateados que emitiam sons quando dançava, muito sem graça, diga-se, pois era extremamente pudica. Devia ter um corpo escultural debaixo daquela saia estampada de flores coloridas. De vez em quando tirava a toalha do ombro para enxugar o rosto suado e os olhos sem maquiagem alguma. Para isso precisava tirar os óculos de grau que lhe davam um ar sério e uma aparência austera, ainda mais com aquelas sobrancelhas densas e negras. No gesto de enxugar os olhos é que a sua beleza se mostrava por segundos. Ela nem dançava na hora do “dobrado”, a parte rítmica mais acelerada do Marabaixo, que exige dos dançarinos preparo físico e destreza. Nesse momento as pessoas que assistem a dança ao redor do salão ficam excitadmarabaixocapaas assim como os dançantes. Flashes explodem quando as mulheres gritam alucinadamente rodando em volta dos tocadores de caixa e sobre si mesmas, mostrando os trajes de baixo, enquanto os tambores rufam o ritmo africano.

Mas o Zé permanecia tocando com a evidente gastura que lhe tomava conta da alma. Ele viu a mulher ebike1 não se sossegou. Nem quando ela, num gesto de amor, foi lhe enxugar o rosto salpicado de suor. E sem perder o ritmo falou alguma coisa no ouvido dela, apontando para cima. Ela sorriu e assentiu com a cabeça. O Zé acompanhou mais um “ladrão”, entregou a caixa para outro tocador, pegou a bicicleta e a mulher e foi embora embaixo do chuvisco sem se despedir de ninguém.

No dia seguinte encontrei o Zé todo sorridente lá no corredor da prefeitura. Disse-lhe que tocava e cantava muito bem, mas que havia notado nele um comportamento completamente oposto ao que via agora. Perguntei-lhe se estava realmente bem. Ele disse que sim e depois me alucoracao-chuvagou o ouvido, me confidenciando sua vida íntima com detalhes.

Disse-me que a sua jovem esposa só gostava de fazer amor quando chovia. Era uma poetisa maluca – com todo respeito aos poetas – que adorava ouvir o barulho da chuva caindo sobre o telhado de Brasilit e se imaginava tomando banho nua, correndo pela rua, a tarada. A água era seu mundo, a chuva seu prazer maior. Só conseguia chegar ao orgasmo quando a chuva batia e escorria pelos sulcos do telhado. Quanto mais forte a chuva maior era a transa. foto-1Indaguei-lhe como fazia no verão. Ele me disse que quase acabou o casamento quando inventou um intrincado sistema hidráulico que sempre ligava nas noites quentes para enganar a mulher, jorrando água da Caesa sobre as telhas de amianto. Gastou um bom dinheiro, mas valeu a pena.

Quando ela descobriu a tal invenção ficou de mal com ele a estiagem toda, que não foi curta. Agora ele torce para que chova todo dia, assiste aos telejornais e as previsões do tempo, para descontar desde já o “atraso” que terá no próximo verão.

Dia desses encontrei com ele e seu inseparável guarda-chuva. Falei: – E aí, Zé? Estás feliz com esse toró que vem aí? Ele respondeu: – Nãão, é cuia!