Censo do Turismo aponta queda de 60% da ocupação de assentos em voos com destino a Macapá

Iniciado em fevereiro de 2021, o Censo do Turismo é realizado pela parceria entre Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) e Observatório do Turismo do Amapá (ObTur/AP) e visa traduzir em números os impactos causados pela pandemia para o setor turístico de Macapá. Trata-se da 6ª pesquisa ampliada neste mercado local e é referente ao ano de 2020.

O primeiro setor com as pesquisas finalizadas é o de transporte aéreo, responsável por 70% da chegada de turistas na capital. No entanto, conforme aponta o relatório parcial do Censo, Macapá sofreu uma redução de 60% em comparação ao período de novembro e dezembro do ano anterior.

A redução apontada, segundo o diretor-presidente do Macapatur, Benicio Pontes, está relacionada ao período pandêmico atual: “Neste momento, o principal fator para a redução do turismo na capital é a pandemia da Covid-19 que estamos vivendo”, explica o gestor.

Outra questão registrada é o preço das passagens de fim de ano. As viagens aéreas com destino à capital chegaram a custar R$1 mil reais somente no trecho Macapá – Belém, que tradicionalmente mantinha alta taxa de ocupação dos voos com duração média de 45 minutos.

Com o objetivo de coibir os preços abusivos, a Macapatur solicitou junto a Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a investigação das referidas taxas. Em resposta, o MP-AP instaurou Procedimento Administrativo (PA) e convocou uma audiência com as principais companhias aéreas com voos para Macapá agenda para o fim do mês de março.

Sobre o Censo

O Censo do Turismo abrange as Atividades Características do Turismo (ACTs), tais como gastronomia; transporte aéreo; artesanato; guias de turismo; locação de veículos; consumo; hospedagem; transporte rodoviário; economia do turista e perfil do turista. Com as informações de cada setor, será possível diagnosticar quais os principais aspectos do turismo em Macapá e planejar os próximos quatro anos de ação.

Benicio Pontes também ressalta que o pré-diagnóstico levantado junto à equipe responsável pela produção do Censo identificou que, atualmente, no contexto de pandemia, a principal atividade do setor é o turismo de negócios, responsável por 70% do movimento no setor na capital.

“Nesse momento identificamos que o turista que está vindo à cidade é para fazer negócios, geralmente são turistas que chegam no domingo e permanecem na capital até a quarta-feira, após isso, retorna para seu lugar de origem. Com esse estudo vamos poder diagnosticar e oferecer para o turista programação conforme o seu perfil”, explicou o presidente do Macapatur.

Conforme aponta o último Censo sobre o Turismo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, a capital possuía, à época, cerca de 2.910 quartos de hotéis, pousadas e hostéis com capacidade para receber a demanda de turistas em Macapá.

Com os dados obtidos será possível desenvolver o Inventário do Turismo de Macapá, que vai apresentar os principais potenciais da principal porta do setor no Estado. O levantamento também será base para a elaboração do plano de marketing turístico, orientação obrigatória do Governo Federal para a inclusão do município no censo nacional.

A finalização do estudo acontece ainda no mês de março e vai possibilitar também a elaboração da lei municipal do turismo, que vai garantir auxílio e fundo para fomentação da atividade em Macapá.

Lucas Costa
Instituto Municipal de Turismo – Macapatur

Turismo: Cachoeira Sucuriju

Cachoeira Sucuriju – Foto: Diário do Amapá

Por Cleber Barbosa

O estado do Amapá é um destino turístico a ser descoberto por um número maior de visitantes. Então cada “insight” é sempre muito comemorado por quem milita no setor. Como a enorme repercussão de uma experiência tocada pela trupe da agência “Amazônia do Extremo”, do guia Macio Castro, até a cachoeira Sucuriju, em Mazagão (AP).

Ele levou um grupo de sortudos aventureiros para acampar uma noite no arredores e, claro, tomar aquele banho na cachoeira que é um verdadeiro cartão-postal para o município.

Cachoeira

Distante cerca de 170km de Macapá, no distrito de Maracá, no Município de Mazagão, dentro da Reserva Extrativista do Rio Cajari – Resex Cajari. É gerenciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sendo ilegal a visita sem autorização.

A empresa – Trata-se de uma equipe especializada em trips para locais que tem grandes potenciais turísticos mas poucos explorados no estado do Amapá. Pacotes com tudo incluso para todo o estado. Mais informações na página deles nas redes sociais, como Facebook e Instagram: @AmapaAoExtremo ou WhatsApp 99180-3517.

Fonte: Diário do Amapá

Macapatur e Observatório do Turismo iniciam censo do segmento em Macapá

O Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) e o Observatório do Turismo iniciam o processo de censo do segmento em Macapá. A finalidade é identificar, quantificar e levantar o potencial do setor, além de avaliar sua infraestrutura e as condições nas quais os estabelecimentos se encontram. A pesquisa também observará as tendências e principais dificuldades decorrentes da pandemia do novo coronavírus.

O censo inicia na primeira quinzena de fevereiro e será feito por meio de pesquisa e análise de dados nos meios de hospedagens, nos setores aéreo e rodoviário e junto a empresas de locação de veículos, artesanato, alimentação fora do lar, guias de turismo, economia do turismo, turistas, público consumidor do município, órgãos públicos e entidades representativas do turismo em Macapá. A apresentação das informações está prevista para ocorrer ao final de fevereiro.

“Vamos mapear as características, capacidade de atendimento, serviços, comportamento e principais necessidades do setor turístico e, posteriormente, contribuir na elaboração de políticas públicas que possam ser formuladas com foco na elevação do fluxo e do gasto dos turistas em Macapá”, afirma o diretor-presidente do Macapatur, Benício Pontes.

Em campo

A pesquisa funciona de forma prática e os empreendimentos receberão visitas de técnicos que farão o levantamento de dados básicos sobre as empresas. Além disso, eles analisarão a capacidade dos hotéis, média de ocupação, serviços oferecidos, entre outros itens.

Edições anteriores

O censo já foi feito em outros anos e a pesquisa demonstrou que o gasto dos visitantes em 2019, por exemplo, gerou uma receita aproximada em R$82 milhões para a economia da capital. “O censo possibilitará um diagnóstico fidedigno dos segmentos econômicos do turismo com vistas ao replanejamento público e privado por conta do momento difícil de pandemia em que vivemos”, destaca o coordenador do Observatório do Turismo, Sandro Belo.

Observatório

O Observatório do Turismo do Amapá (ObTur/AP) é um órgão auxiliar, sem fins lucrativos, criado com o objetivo de gerar instrumentos que produzam e congreguem dados e interpretações sobre o setor de turismo do Amapá, auxiliando as tomadas de decisões tanto no setor público, quanto no setor privado. Ele promove informações estatísticas do turismo à sociedade e faz parte da Rede Brasileira de Observatório do Turismo, composta por mais de 40 observatórios pelo país.

Assessoria de Comunicação
Instituto Municipal de Turismo – Macapatur

Lindeza: balneário Água Fria em Pedra Branca do Amapari

Foto: Elton Tavares

Por Luís Lopes

O nome deste lugar não é a toa. A água realmente é gelada! O balneário de fica no distrito de Água Fria, no rio que leva o mesmo nome, em Pedra Branca do Amapari. Quem passa por este município, distante 187 km de Macapá, o balneário de Água Fria é parada obrigatória.

Lá possui uma estrutura mínima para receber os visitantes, como mesas e bancos. Fique a vontade para tomar sua cervejinha e fazer seu churrasquinho (sempre lembrar para não extrapolar e incomodar os outros visitantes).

Tenha atenção especial para crianças, idosos e aqueles que bebem um pouco mais, pois a correnteza é forte. Ah, muito cuidado com as pedras no meio do rio (sempre tem o engraçadinho mais atrevido). Muita cautela!

Foto: Elton Tavares

Como chegar

O acesso para Pedra Branca do Amapari é pela rodovia BR-210 (também conhecida de Perimetral Norte. O balneário de Água Fria fica a 3,5 km, aproximadamente, da sede municipal de Pedra Branca do Amapari (sentido Serra do Navio). Não tem erro!

Fonte: Trip Amapá

 

Cachoeira do Traíra em Ferreira Gomes (AP)

Por Anderson Lameira

Cachoeira do Traíra… a explicação desse nome vou ficar devendo, mas compartilho com os leitores a satisfação em conhecer tal local. É fato que eu esperava realmente conhecer uma grande queda d’água contudo isso não aconteceu, mas a paisagem não deixou a desejar para outros locais.

É fato que a ida ao local me lembrou um trecho de uma música:

“Com certeza, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira
Com certeza, meu amor, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira”
Com Certeza – Planta e Raiz

E a busca por esse equilíbrio interior e a purificação da alma ficou bem próxima. O local ainda possui um simplicidade em seu atendimento e suas instalações estavam sofrendo adequações, mas nada que atrapalhe o desfrute em se banhar em águas limpas e refrescantes.

Disposição das rochas naquele curso hídrico possibilitou formações de áreas com profundidades distintas, algumas adequadas a “curtição” da criançada.

Os administradores do local cobram um valor simbólico para a entrada de carros, tendo valores diferenciados caso o visitante entre com alimentos e bebidas. Deixo uma mensagem para os futuros visitantes: ajudem a preservar o local contribuindo principalmente com a limpeza, leve sacos plásticos para recolher o lixo gerado e leve consigo pois não há coleta de resíduos no local.

Como Chegar:

O local fica no município de Ferreira Gomes, distante pouco mais de 130 km da capital Macapá. O ramal de acesso a cachoeira do Traíra fica no lado esquerdo para quem trafega na rodovia BR-156, sentido Macapá/Oiapoque.

O condutor, ao cruzar a ponte sobre o Rio Araguari, deve se atentar, pois irá permanecer pouco mais de 6,4 km, pegando o ramal a sua esquerda. A distancia a ser percorrida até o local é algo em torno de 4,8km.

Fonte: Trip no Amapá

 

Balneário Recanto da Aldeia: paisagem bucólica na Ilha de Santana

Por Luís Lopes

O Recanto da Aldeia, na Ilha de Santana, é dos destinos mais procurados nas férias de julho pelos macapaenses e santanenses. O principal motivo, é claro, é a proximidade destes centros urbanos. Sem contar a beleza bucólica do lugar…

A Ilha de Santana está “na frente” do município de Santana. O Balneário Recanto da Aldeia está “do outro lado” da Ilha, na porção sul. Lá conta com uma grande faixa de praia ideal para prática de vôlei, futebol de areia, entre outros esportes… Há uma área arborizada com mesas e cadeiras do restaurante que há por lá (cerveja gelada e comida modesta). Leve sua rede, dá para tirar um cochilo bacana aproveitando a sombra e a brisa.

No mês de julho o movimento de banhistas e visitantes é intenso, devido ao período de férias e início do verão amazônico. Na Ilha de Santana é possível fazer uma trilha ecológica e contemplar as imensas sumaúmas, mas isso será uma postagem exclusiva aqui no blog.

Como chegar

A saída é pelo Porto de Santana, em Santana. Por lá ficam várias catraias (embarcação local) que fazem a linha Santana/Ilha de Santana*. Já há um preço estipulado para este traslado, porém é possível negociar um preço e marcar horário para retorno (dependendo do grupo de pessoas).

A viagem dura em torno de 30 a 40 minutos. Curta esse momento. É perfeito! Cenários paradisíacos (de novela), botos dando o “ar da graça”. São muitos botos!!! Curta, curta bastante!

*Obs.: Antes de atravessar, por ser uma região portuária, com movimento intenso de pessoas, tenham bastante cautela. Vá direto para as catraias e negocie com o catraeiro.

Fonte: Trip no Amapá

*Republicado. 

Site De Rocha completa 11 anos no ar

Parece que foi ontem, mas já faz 11 anos. O ano de 2009 foi bem legal, mas as duas coisas que mais gostei nele foram o show do Radiohead e a criação do blog De Rocha.

Incentivado por uma ex-namorada, comecei escrever na página virtual. Foi no dia 15 de novembro, há exatos 11 verões e um dia.

A gíria “De Rocha” nomeia este site porque nós, grande parte dos nortistas amapaenses e paraenses, a usamos quando queremos passar credibilidade sobre determinado assunto.

Na página, sempre publiquei fotografias, notícias, músicas, poesias, futebol, crônicas, contos, gifs, informes sobre fatos, eventos, pessoas públicas, bandas, arte, muita arte, e assuntos de interesse da população.

A promoção da cultura, em todas as suas vertentes, sempre foi o principal objetivo do De Rocha, além de expor meus pontos de vista, críticas leves e pesadas ou elogios amenos e exagerados aos que merecem. Foram tantos artistas, músicos, bandas, incontáveis eventos. Também publiquei textos do trampo por onde passei como assessor de comunicação. Além disso, falei muito da minha amada e preciosíssima família. E isso tudo misturando blá-blá-blá abobrístico, pois a vida sem humor é horrível.

Apesar da “internet soviética”, como diz o amigo jornalista Régis Sanches (ex-colaborador deste site), dos acusadores, fiscais e críticos, o De Rocha virou sucesso. Confesso que, quando comecei a escrever, nem imaginava que minha página virtual seria tão bem aceita. Isso aqui abriu portais, portas, janelas, gavetas e até alçapões em minha vida (risos).

Sei que rolou muito atrevimento, ironia, polêmicas, sarcasmo, verdades doloridas de se ler, alfinetadas, acidez e até bobagens de minha parte. Mas também rolou tanta homenagem, tanto amor real, tanta coisa legal. Claro que cometi alguns erros, não poderia ser de outro jeito. Mas tudo é aprendizado. Me arrependo de ter magoado algumas pessoas. De verdade!

Por aqui passaram vários colaboradores. Alguns deles nem são mais meus amigos, mas sou grato pelas contribuições. Cada um teve papel importante na formação deste espaço. Também agradeço aos parceiros que continuam por aqui. Em especial aos amigos Fernando Canto, Ronaldo Rodrigues, Jaci Rocha, Patrícia Andrade, Alcinéa Cavalcante, Luiz Jorge, Marcelo Guido e Marcelle Nunes, além do velho e saudoso Tãgaha Luz (In memoriam). Ah, os caras que fazem a manutenção do boteco: Rômulo Ramos e Laerte Diniz. Obrigado, meninas e caras.

O blog morreu há seis anos, quando foi criada esta página eletrônica (dados do antigo endereço foram migrados para cá). Passado todo esse tempo, mantenho-me como comecei: jornalista, assessor de comunicação, compulsivo por atualizações da página, cronista, crítico, ex-blogueiro e editor de um site ético sem rabo preso com ninguém (apesar de muita gente confundir o espaço dado a amigos assessores com favorecimento).

Tenho a ousadia de usar as palavras do escritor Caio Fernando Abreu: “acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei”. Uma eterna luta do bem contra o mal dentro de mim, mas com 99% de vitórias da luz.

Ah, desculpem os palavrões em alguns textos, mas isso também é liberdade de expressão.

Muitas das crônicas de minha autoria foram reunidas em um livro, o “Crônicas De Rocha – Sobre Bençãos e Canalhices Diárias”, lançado em setembro passado (à venda na Public Livraria ao preço de R$ 30,00 ou comigo. Contato: 96-99147-4038).

Aqui a bola sempre foi minha. Você pode discordar, mas é isso o que penso e ponto. Com essa frase, agradei a maioria. Meu muito obrigado a vocês, senhores e senhoras que compõem o leitorado do De Rocha, sejam admiradores, críticos e detonadores (que de certa forma também são admiradores). Sigamos aplaudindo, criticando, discordando e incentivando as boas práticas. Valeu!

Elton Tavares

1º aniversário: Bioparque da Amazônia celebra com pentatlo da floresta, feiras, oficinas, exposições, biocamping e homenagem especial ao mestre Sacaca

A Prefeitura de Macapá, por meio da Fundação Bioparque da Amazônia Arinaldo Gomes Barreto, celebra o primeiro ano de aniversário com extensa programação nos dias 24 e 25 deste mês. Depois de quase 20 anos fechado, o antigo Parque Zoobotânico de Macapá foi reaberto ao público com a denominação de Bioparque da Amazônia no dia 25 de outubro de 2019.

A programação comemorativa será aberta nas primeiras horas do próximo sábado com a competição do pentatlo da floresta. Equipes com cinco integrantes vão disputar cinco diferentes atividades esportivas, adaptadas para as modalidades de aventura existentes no Bioparque: corrida, arborismo (escalada em árvore), parede de escalada, arvorismo (trilha suspensa nas árvores) e tirolesa.

Em seguida, acontece a abertura da Feira da Sociobiodiversidade, no pátio externo do Bioparque, com exposições e comercialização de produtos naturais, agrícolas orgânicos, artesanatos, biojoias, plantas ornamentais, medicinais e gastronômicas. A feira ainda terá espaço gastronômico e apresentação cultural.

Pela manhã, a programação envolve também Feira Literária com a Afrologia Tucuju, no Espaço Multiuso; exposição fotográfica de Orquídeas Nativas do Estado do Amapá; exposição de Orquídeas Floridas de integrante da Sociedade Amapaense de Orquidologia e Orquidofilia (Soamor); e a oficina “Como cultivar orquídeas”.

Na parte da tarde, os destaques são para a premiação das equipes vencedoras do pentatlo da floresta; sarau da Feira Literária, na frente da casa da Jaguatirica; oficina “Como Cultivar Orquídeas” e o biocamping, que é uma prática de acampamento guiado dentro de uma área de floresta do Bioparque. O acampamento acontecerá no dia 24 de outubro, a partir das 15h até as 8h30 do dia seguinte.

Mestre Sacaca

No domingo, dia do aniversário de 1 ano do Bioparque da Amazônia, a programação tem prosseguimento com destaque especial para a cerimônia de lançamento e exibição do documentário sobre o mestre Sacaca e homenagens a servidores. Além disso, haverá ainda recepção aos visitantes no Jardim Medicinal e distribuição de mudas de plantas medicinais.

Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca, foi fundador e o primeiro funcionário do antigo Parque Florestal de Macapá, hoje Bioparque da Amazônia. Desde criança, foi incentivado pelos pais a conhecer as plantas e passou a fazer remédios caseiros, sempre orientado pela mãe.

Com o passar do tempo, o trabalho de Sacaca com as plantas foi referência para muitos pesquisadores que vinham estudar a fauna e a flora amazônica. Uma dessas pessoas foi o doutor Valdomiro Gomes, que ensinou Sacaca a manusear e a tirar o princípio ativo das plantas. Daí em diante, Sacaca começou a utilizar o conhecimento empírico nas atividades científicas que aprendeu com os pesquisadores, tornando-se muito famoso no Amapá, ao ponto de ser chamado de doutor da floresta.

Programação:

Data: 24/10/2020 – sábado

Manhã

5h – Concentração para o Pentatlo na frente do Bioparque;

5h30 – Entrada dos competidores no Bioparque;

6h – Início da competição de Pentatlo;

8h- Feira da Sociobiodiversidade;

8h – Abertura com uma breve reunião com a Soamor – Sociedade Amapaense de Orquidologia e Orquidofilia;

8h30 – Assinatura do Livro Tombo;

9h – Abertura do Bioparque para o público;

9h – Início da Feira literária com a Afrologia – Espaço Multiuso;

9h – Abertura da exposição fotográfica de Orquídeas Nativas do Estado do Amapá. (Próximo ao Orquidário);

9h – Exposição de orquídeas floridas de integrantes da Soamor, pela manhã e pela tarde;

10h às 11h – Oficina “Como cultivar orquídeas”.

Tarde

– Segue a competição de Pentatlo até que todas as equipes concluam o percurso.

– Premiação das equipes entrega de medalhas e troféus.

15h às 17h – Sarau da Feira Literária – na frente da Casa da Jaguatirica;

15h às 17h – Credenciamento do Biocamping – Maloca Redário;

15h às 16h – Oficina “Como cultivar orquídeas” ministrada pela Sra. Fátima Santos;

17h – Saída para o Biocamping;

18h – Encerramento das atividades.

Data: 25/10/20 – domingo

8h – Feira da Sociobiodiversidade;

8h30 – Encerramento do Biocamping;

9h – Abertura do Bioparque;

9h – Feira Literária Afrologia;

9h às 17h – Exposição das fotos no orquidário;

9h30 – Cerimônia de Aniversário Lançamento e Exibição do documentário e homenagem aos servidores;

9h30 às 17h – Recepção aos visitantes no Jardim medicinal;

10h às 17h – Distribuição de mudas de plantas medicinais;

18h – Encerramento das atividades.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Volnei Oliveira
Assessor de comunicação

Turismo no Amapá: Balneário da Celina – via @giandanton

A pousada da Celina, na comunidade do Curicaca, fica a 89 quilômetros de Macapá. É um dos mais belos balneários do estado, com água limpa,comida barata e até lugar para armar redes. Funciona todos os dias.

Para ir, pegue a AP-070 (rodovia do Curiaú). Quando termina o asfalto, vire à direita na AP-340na direção da comunidade do Curicaca – o balneário fica logo depois de uma ponte de madeira. É fácil de achar, pois tem uma placa na beira da estrada.

É um local que vale a pena conhecer para relaxar e tomar um banho sem música alta. Quando fomos, comemos um peixe frito com arroz, feijão e vinagrete e tomamos um delicioso suco de taperebá.

Para quem quiser entrar em contato, o número deles é (96) 99110-8070.

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

7 atrativos para incentivar uma escapada até Macapá/AP – única capital banhada pelo Rio Amazonas

Fortaleza São José e Rio Amazonas Foto: Giordano Santana

Destinos fora do comum, nada de aglomeração, experiências marcantes e isoladas, reconexão com a natureza e autoconhecimento. Essas são algumas das características que os viajantes buscam nas viagens e experiências atuais. Para quem não quer praia (muitas ainda fechadas em muitos estados, serra, campo ou resorts muito procurados, Macapá, capital do Amapá, é uma das cidades que se despontam como boa opção para redescobrir o Brasil.

Conhecida como a “Capital do Meio do Mundo” – por ser a única cidade brasileira cortada pela linha do Equador -, Macapá também não possui conexão por rodovia com nenhuma outra capital, sendo o acesso direto somente possível por via aérea ou marítima. Por lá pode-se observar o equinócio da primavera (março) e do outono (setembro), quando os dias e as noites têm a mesma duração. Favorecida pela localização estratégica, com sua costa banhada pelo rio Amazonas, boa parte do turismo macapaense é dedicado à rica história e cultura, desde a formação e desenvolvimento do município aos costumes e tradições de seus habitantes. Outra parte está focada em seus amplos recursos naturais, em seu conhecimento e na luta pela sua manutenção.

O turista que visita o Amapá como destino é composto majoritariamente por homens (73%). E da totalidade que desembarca no Estado “99% são turistas nacionais; provindos Pará (42%), São Paulo (19%) e Distrito Federal (15%). Das demandas internacionais chegam da Guiana Francesa (52%), Estados Unidos (10%) e França (11%)“, revela Sandro Belo Barriga, Diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Turismo de Macapá (MACAPATur) e coordenador do Observatório do Turismo do Amapá. Os motivos que levam os turistas ao destino são o turismo de negócios (85%) e eventos (9%), que permanecem três dias em média. “Como o estado não possui ligação via rodovia com outras capitais, 94% utilizam o modal de transporte aéreo e 3% via marítima“, completa Sandro.

Considerando uma comparação com outros estados, os números de empresas do setor turístico ainda é pequeno e o que leva o turismo no Estado como foco. Segundo dados de setembro do Observatório do Turismo do Amapá, o Estado possui 984 estabelecimentos de alimentação fora do lar, 197 meios de hospedagens, 138 agências de viagens, 125 empresas de eventos e 87 empresas de transportes turísticos. “A Amazônia sempre foi muito procurada por turistas brasileiros e estrangeiros e o interessante do Amapá é que o Estado oferece algumas experiências que só tempos por aqui. Como o tour pelo Rio Amazonas, pois Macapá é única capital banhada por ele, e visitas a comunidades ribeirinhas e igarapés a 10 minutos do centro. Além disso, temos o Marco Zero do Equador e seus mitos, que atraem muitos curiosos”, afirma Rômulo Brasão, Gestor de Turismo, SEBRAE-AP.

O clima na cidade é quente e úmido. As máximas temperaturas estão entre 31°C e 33°C, mas a temperatura máxima durante um dia pode chegar a 40°C. Entre agosto e outubro acontecem as mais altas temperaturas do ano. Por isso é bom planejar em qual temporada vale a visita neste novo normal. São muitos os atrativos culturais e naturais que a capital do Amapá oferece e, por isso, vale a pena contratar os serviços de uma operadora local para personalizar os roteiros e atrativos que conectam o visitante à natureza. A seguir são apresentados sete atrativos para conhecer um pouco da realidade da oferta turística amapaense, além de dicas de hospedagem e gastronomia.

Museu Sacaca – Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Museu Sacaca

Com uma área de 20 mil metros quadrados, espaço verde e ambientações voltadas à cultura do povo amapaense, o Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável oferece ao visitante a oportunidade de conhecer o jeito de viver dos povos da Amazônia. Reproduz o dia a dia dos indígenas, ribeirinhos e castanheiros. Fundado em 1970, a instituição foi criada com o objetivo de “divulgar as riquezas do solo do Amapá, as espécies de fauna e flora do território, as amostras de minérios e madeiras do território aos visitantes, pessoas de outras cidades e estudantes da rede pública”. As exposições permanentes são de arqueologia, biotecnologia, botânica, Centro de Estudos Aquáticos, Centro de Ordenamento Territorial, fitoterapia em plantas medicinais, geologia e hidrometeorologia. Por lá é possível curtir o ‘Fim de Tarde no Museu’, programação que oferece música, poesia e gastronomia às quintas-feiras.

Operadora: Cunani Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 98100-8940 – Whatsapp
Mais informações: www.cunaniturismo.com

Apreciar a natureza e o estilo de vida da população tradicional da APA do Rio Curiaú

Seu Eduardo remando no período de cheia do Lago do Curiaú Foto: Victor Hugo Mendonça

Localizada a 18km do centro de Macapá, a APA do Rio Curiaú é um atrativo que permite ao turista compreender melhor o turismo de base comunitária, ou seja, uma oferta de experiências que estão no cotidiano dos moradores, mas que é algo novo para quem a visita pela primeira vez. A comunidade é acessada por estradas e por via fluvial. A área tem paisagens marcantes e é muito procurada pelas águas e a flora do rio Curiaú.

O sistema de drenagem é interligado, com lagos temporários e permanentes, influenciados por regimes pluviais e de marés. Na estiagem, as áreas inundadas se contraem. No período chuvoso, elas se ampliam e formam um belo cenário natural ideal para passeio de canoa, visualizar pássaros e uma vegetação aquática de rara beleza cênica, além de conhecer o estilo de vida da população tradicional, o movimento da extração de madeira, do açaí e de látex da seringueira.

Operadora: Cupuaçu Turismo – Roteiro: APA do Curiaú
Telefone: (96) 99134-4942 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/_trilhaserios/

Passeio de barco pelo Rio Amazonas

Passeio de barco no rio amazonas tour

Correndo o risco de ser confundido com o mar, o rio Amazonas é bastante impressionante na região. Passando pela capital ou dando voltas pelas ilhas próximas, os tours pelo rio são muito populares. Seja por quaisquer motivos: para apreciar o mar e a orla recheada de árvores, para conhecer a flora e fauna, terrestre e marinha, ou para curtir o passeio ou nadar com os botos, é algo que ficará na memória.

Um dos passeios mais procurados por lá é a observação de botos, especialmente os vermelhos ou botos cor de rosa, muito conhecido no folclore brasileiro. Esses parentes próximos dos golfinhos nadam exclusivamente em água doce, ao contrário de seus primos de água salgada. Esses simpáticos mamíferos aquáticos são interessantes e muito divertidos de ver bem de perto, além de serem protegidos e muitos estudados pela comunidade científica. Nada melhor que ser somente um apreciador e incentivar sua preservação.

Operadora: Amapá Ecocamping – Roteiro: Passeio de barco no rio Amazonas
Telefone: (96) 98141-0316 – Whatsapp
Mais informações: https://amapaecocamping.com.br/rio-amazonas-passeio-de-barco/

Caminhada pela Trilha das Samaúmas na Ilha de Santana

Caminhada na floresta e passeio de barco no rio Amazonas

Outro passeio bem interessante é a Trilha da Samaúma (maior árvore amazônica), dentro da Ilha de Santana, próxima de Macapá. Cercada pelo Rio Amazonas, reúne uma floresta conservada por uma fauna e flora milenar (com árvores de grande porte, açaizais e plantas raras e coloridas), muitos riachos e igarapés como o famoso igarapé da Várzea. Percorrer a trilha é conectar-se com a Amazônia intocada. São muitas Samaúmas centenárias, algumas com mais de 400 anos. No trajeto é possível tomar banho de rio e, se tiver sorte, apreciar uma revoada de pássaros.

A gastronomia local – influenciada pelos povos paraenses e os antigos moradores do povoado santanense (mestiços portugueses e índios da nação Tucuju) – traz um aroma delicioso carregado de muitas histórias e curiosidades sobre a ilha de Santana. Por isso, deliciar-se com um almoço bem tucuju (nome de quem nasce na região) com direito a peixe assado na hora – várias espécies –, açaí com farinha e sucos com frutas da região (como de taperebá, de Cupuaçu) é outra experiência única por lá. De quebra, as sobremesas caseiras com o creme de cupuaçu completam a viagem.

Operadora: Amapá Ecocamping – Roteiro: Ilha de Santana / Rio Amazonas
Telefone: (96) 98141-0316 – Whatsapp
Mais informações: https://amapaecocamping.com.br/ilha-de-santana/

Visita guiada pela Fortaleza de São José

Erguida entre 1764 e 1782, a Fortaleza São José de Macapá foi estrategicamente construída por mão de obra escrava de negros e índios na foz do Rio Amazonas. Levantada durante a colonização portuguesa para proteger a região da invasão de estrangeiros, hoje o monumento histórico é tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e oferece uma experiência inesquecível. No passeio é possível ver a estrutura de quatro baluartes, canhões da época, os antigos armazéns, capela, casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol e hospital. Além dos elementos externos como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas.

Fortaleza de São José em Macapá Foto: Giordano Santana

Próximo à fortaleza alguns outros locais marcantes completam a visita por lá como a Casa do Artesão, o Trapiche Eliezer Levy e o Parque do Forte. Reformado recentemente, o Parque do Forte foi construído anexado à Fortaleza de São José. Acessível por estar em uma região central, possui uma boa infraestrutura, amigável e bem completa, excelente para crianças. Há estacionamento, banheiros públicos, brinquedos e equipamentos para exercícios físicos, além de uma bela vista do Rio Amazonas.

Operadora: Cunani Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 98100-8940 – Whatsapp
Mais informações: www.cunaniturismo.com

Foto: TripadVisor

Visita ao Monumento Marco Zero do Equador e foto nos dois hemisférios

O Monumento Marco Zero do Equador é considerado um dos mais importantes atrativos de Macapá. Construído sobre a linha imaginária do Equador – que divide a Terra em dois hemisférios -, o empreendimento conta com um obelisco de aproximadamente 30 metros de altura com uma abertura circular no centro. Ali o sol incide na época do equinócio – fenômeno que acontece somente nos meses de março e setembro. O complexo contempla ainda um terraço, espaço para shows, além de salão para exposições, restaurante e loja de produtos artesanais.

Muitos turistas e moradores que visitam o Marco Zero se surpreendem com um fenômeno inusitado. Quando um ovo é colocado exatamente sobre a linha do Equador, ele fica parado em pé, sem cair. Algo que não tem explicação física, mas que atrai curiosos que chegam para produzir vídeos e fotos e garantir que conseguiram fazer a mágica. Próximo dali, outro ponto turístico, o Estádio Zerão, também atrai curiosos. No monumento esportivo, a linha do meio de campo coincide com a linha do Equador, e faz com que cada time jogue em hemisférios diferentes.

Operadora: Cupuaçu Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 99134-4942 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/_trilhaserios/

Foto: Max Renê

Experiência amazônica no Bioparque

Outro local com visitação quase que obrigatória para o visitante que desembarca em Macapá é o Bioparque. Uma área de 107 hectares de floresta, no meio da cidade, com uma rica diversidade de plantas e animais – 60 animais entre aves, onças, antas e tartarugas. Por lá encontram-se parede de escalada, trilha aérea, arvorismo, tirolesa e o passeio caboclo, que é um passeio de canoa, uma boa opção saudável e segura para as famílias. O visitante pode comprar o combo para todo o circuito ou pode comprar separado cada atividade. Para participar tem que ter mais de 5 anos, peso limite de 110 quilos, não ter problemas cardíacos, pressão alta, é proibido para grávidas. O atrativo já está adequado aos novos protocolos sanitários com limite de visitantes, túnel de higienização, aferição de temperatura, uso obrigatório de máscaras, agendamento das visitas e horário reduzido.

Operadora: Amazônia ao Extremo – Roteiro: Bioparque da Amazônia
Telefone: (96) 98180-3517 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/amazoniaaoextremo/

Onde ficar?
Hotel Atalanta
End: Av. Coaracy Nunes, 1148, Centro, Macapá – AP
Telefone: (96) 3223-1612
Mais informações: www.instagram.com/atalanta_hotel/

Hotel do Forte
End: Rua Beira Rio, 248, Santa Inês, Macapá – AP
Telefone: (96) 3223-2855
Mais informações: www.instagram.com/hoteldoforte/

Onde comer?
Restaurante Estaleiro (Chefs: Antonio Edmilson e Jairo Santos)
Endereço: Avenida Primeiro de Maio 163 Trem, Macapá, Amapá
Telefone: (96) 32228375
Mais informações: www.instagram.com/estaleiro_restaurante/

Restaurante Amazon Beach (Chef: Cássio Balieiro)
Endereço: R. D Vinte e Oito, 421 – Vila Amazonas, Santana – AP
Telefone: (96) 99190-7272
Mais informações: www.instagram.com/amazonbeachap/

Como chegar?

Avião/aeroporto: o Aeroporto de Macapá recebe diariamente voos nacionais das principais capitais brasileiras. O aeroporto internacional mais próximo de Macapá é o de Belém (PA), que recebe voos dos Estados Unidos, Guiana Francesa, Portugal e Suriname.

Embarcação/Balsa: o acesso fluvial é utilizado pela população dos municípios próximos, inclusive do Estado do Pará. Barcos e navios regionais partem diariamente de outras cidades em direção ao Porto de Santana, distante apenas 15 km de Macapá. O melhor caminho é por Belém.

Sobre a Amapá Eco Camping

Amapá Ecocamping é uma empresa especializada em passeios turísticos em contato com a natureza e a cultura local e fundada pelo empresário e operador de turismo Victor Hugo Mendonça de Araújo. Tem como objetivo desenvolver o turismo sustentável e responsável. Em atividade desde 2012, dedicando-se a conhecer lugares do Amapá região que possibilitam o contato a natureza, assim como acomodações e hospedagens, sempre agregando a gastronomia. Dedica-se a formar parcerias em toda a cadeia do turistica. Em 2013 lançou o evento “Eco Camping”, acampamento ecológico que teve como principais objetivos incentivar o contato com a natureza, a conscientização ambiental e cultural. Dando origem a agência de EcoTurismo Amapá Ecocamping. Em 2014 deu início às atividades da agência, lançando pacotes de passeios pelo Rio amazonas, City tour em Macapá, Ilha de Santana, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e RPPN Revecom. Proporcionar experiências únicas com ótimo atendimento, respeitando as diversidades, cultura e ao meio ambiente, atuando com profissionais treinados e certificados. O Instagram é @amapaecocamping. Endereço: Rua Odilardo Silva, 1584, Centro, Macapá. E-mail:[email protected] / Celular : 55 (96) 98100-3928 (whatsapp)

Por Marcos Oliveira
Redescobrindo Ideias & Eventos

Fonte: Andarilhos.

Das maiores árvores aos recifes de corais: as características únicas da Amazônia no Amapá (hoje é o Dia da Amazônia)

Angelim Vermelho: maior árvore da Amazônia localizada na fronteira do Amapá e do Pará — Foto: Rafael Aleixo/Setec

Carregando há vários anos o título simbólico de “estado mais preservado do país”, o Amapá, mesmo ocupando apenas 3% do território da Amazônia, carrega elementos únicos, sejam influenciados pela foz do Rio Amazonas, a Linha do Equador ou pela proximidade com o Platô das Guianas.

A quantidade de espécies e elementos da natureza ainda são catalogados pela ciência, mas algumas chamaram a atenção do mundo inteiro, como o fenômeno da pororoca, com o encontro entre o Rio Araguari e oceano atlântico, causando uma onda que dura horas.

Pororoca na costa do Amapá — Foto: Adson Lins/Arquivo Pessoal

Ameaçado em 2015 pelo assoreamento na foz o rio, o fenômeno deixou de existir, mas foi mapeado em outras regiões do estado, reacendendo a esperança do potencial turístico.

Além da maior onda, o Amapá também é acesso para as maiores árvores da região, com mais de 90 metros e que ficam localizadas no sul do estado, na divisa com o Pará.

Em 2019, uma expedição começou a mapear um exemplar de Diniza excelsa, mais conhecida como Angelim Vermelho. A imponente tem 88 metros e está dentro uma reserva de conservação de uso sustentável.

A árvore mais alta da Amazônia brasileira é da espécie Angelim Vermelho e está localizada na Floresta Estadual do Parú, no Pará — Foto: Tobias Jackson/Divulgação

A importância de preservar esta e outras espécies de plantas faz o Amapá abrigar o maior parque nacional do país: o Montanhas do Tumucumaque. Com mais de 4 milhões de hectares, a área equivale a 25% do território do estado.

Mais recentemente, recifes de corais foram descobertos na costa do Amapá em meio ao anúncio de exploração de petróleo na região. Os “corais da Amazônia”, de acordo com a ONG internacional, são formações únicas e diretamente ameaçadas com a atividade.

Corais da Amazônia descobertos em expedição na costa do estado — Foto: Greenpeace/Divulgação

O principal inimigo da preservação da Amazônia é o próprio homem em diversas ações. Seja com as queimadas para produção agrícola, desmatamento, biopirataria, invasão de terras públicas e poluição dos rios e do solo.

Além dos agentes públicos, diversas organizações atuam na preservação e na manutenção dos recursos da região, tornando-se verdadeiros “Guardiões da Amazônia”.

“Acreditamos que o grande problema é a permanência de um plano colonialista para o desenvolvimento da Amazônia, sempre vindo de fora para dentro e valorizando apenas a geração de commodities. Ao invés disso, deve haver a valorização da floresta em pé! Para que o real valor seja valorizado, porque dessa forma é possível proteger as pessoas e a natureza. O desenvolvimento sustentável não é uma utopia, é uma alternativa possível e urgente”, comentou Adriane Formigosa, diretora-presidente do Instituto Mapinguari.

Ação de limpeza do Instituto Mapinguari em reserva às margens do Rio Amazonas — Foto: Instituto Mapinguari/Divulgação

Fundado em 2005 por um grupo de acadêmicos voluntários, o Mapinguari trabalha principalmente com apoio a gestão das Unidades de Conservação (UCs) do estado.

Além dos recursos, entidades estão ligadas diretamente com lidar do povo amazônico, em especial os indígenas, povos tradicionais e ribeirinhos, entre eles, Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), fundado há 18 anos e que tem quase 40 membros.

Cachoeira de Santo Antônio, em Laranjal do Jari — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

“Desde a criação, o Iepé tem procurado elaborar projetos que permitam uma ampliação dos trabalhos junto às comunidades indígenas da região, consolidando ações em andamento e estabelecendo novas modalidades de atuação”, destacou Renata Ferreira, assessora do Programa de Articulação Regional do Iepé.

Fonte: G1 Amapá

Bioparque da Amazônia passa a fazer parte do roteiro turístico de Macapá

A capital do Amapá acaba de ganhar mais um belo e importante atrativo turístico, não só para o visitante que chega à cidade, mas também para o amapaense que precisa conhecer e valorizar as riquezas da terra tucuju. Reinaugurado há quase um ano, o Bioparque da Amazônia Arinaldo Gomes Barreto, na rodovia JK, passa agora a integrar o roteiro turístico de Macapá.

Esta semana, agentes de viagem e guias de turismo fizeram uma visita técnica no Bioparque para conhecer os atrativos do local. A ideia é comercializar as mais de trinta atrações do parque nos pacotes turísticos oferecidos pelas agências de viagens.

Participaram da visita técnica representantes das agências de viagens Poroc Turismo, Life Turismo, Cunani Turismo e Cupuaçu Turismo. “Iremos incluir o Bioparque no pacote de serviços de turismo receptivo de Macapá. O turista vai poder comprar a entrada da Bioparque na própria agência de viagem”, disse Sandro Borges, da agência de viagem Cunani Turismo.

Atrativos

O Bioparque da Amazônia possui uma área de 107 hectares de florestas, no meio do centro urbano de Macapá. O espaço é formado por ecossistemas que integram floresta de terra firme, cerrado e campos inundados (áreas de ressaca). Oferece muitas atrações e uma rica biodiversidade, com exposições de espécies da flora e da fauna amazônica.

Circuito da Bioaventura ganhou novas modalidades radicais e isto tem sido o grande atrativo de visitantes. Além da tirolesa, a trilha está composta agora por Arborismo (escalada em árvore), parede de escalada, Arvorismo (trilha suspensa nas árvores) e passeio caboclo (canoagem). O espaço ainda oferece a trilha da bike, onde o visitante faz o agendamento, leva a sua bicicleta e pode se aventurar pelo meio da floresta.

Diferenciado

O pacote de serviços de turismo receptivo de Macapá inclui a Casa do Artesão, Fortaleza de São José de Macapá, Mercado Central, orla da cidade, Museu Sacada e o monumento Marco Zero do Equador. É o conhecido city tour – passeio pelos principais pontos turísticos da cidade. Segundo as agências de viagem, o Bioparque da Amazônia vai compor um pacote diferenciado.

“Iremos oferecer o Bioparque como um produto voltado mais para o turismo ecológico e de aventura. Temos muitos atrativos aqui, onde o turista pode passar de três a quatro horas de visitação. Faremos o descritivo de todos os atrativos do parque e oferecer essa maravilha aos nossos clientes”, ressaltou Sandro Borges.

Bioempreendedorismo

Para o diretor do Bioparque, Richard Madureira, um dos objetivos do espaço é fomentar e desenvolver o bioempreendedorismo, por meio da cadeia do turismo, gerando oportunidades, emprego e renda. Neste sentido, o Bioparque da Amazônia se coloca como um instrumento para fomentar a economia local, além de revelar as belezas naturais que temos em nossa capital.

O parque é hoje um dos principais pontos turísticos e de visitação de Macapá. “É importantíssimo esse atrativo fazer parte do roteiro turístico de Macapá. De outubro de 2019 a fevereiro de 2020, o Bioparque recebeu cerca de 112 mil visitantes, tanto locais quanto de outros estados e países. Todos interessados em conhecer a nossa rica biodiversidade”, destacou Richard.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Volnei Oliveira
Assessor de comunicação

Sucesso, Marcelo de Sá!

Com Marcelo de Sá, durante visita dele ao meu trampo, em 2019.

No final de junho passado, o prefeito interino de Oiapoque, Erlis Karipunas, nomeou o guia de turismo e tecnólogo em gestão ambiental, Marcelo de Sá Gomes, para o cargo de secretário adjunto de Meio Ambiente daquele Município. O novo titular da pasta na cidade transfronteiriça ao extremo norte do Amapá é um defensor do meio ambiente, humanista, militante cultural e da causa ambiental. Ou seja, profissional experiente na área.

Turistas durante viagem à Floresta Nacional do Amapá — Foto: Marcelo Sá/Arquivo Pessoal

Marcelo é articulado, inteligente e sempre aberto ao diálogo; um trabalhador e batalhador do turismo amapaense, ainda que com todas as dificuldades. Ele está sempre antenado com o que acontece neste setor.

Mesmo sendo nascido e criado em Macapá, Marcelo conhece todo o Estado. Em Oiapoque, desde o Parque Nacional Amazônico da Guiana Francesa, a foz do rio Oiapoque, Saint George e Camopi.

Marcelo chega na nova função com destreza, credibilidade, trajetória respeitada e muita vontade de trabalhar. Sá é um velho e querido amigo. Sou conhecedor do seu amor pelo Amapá, por sua riqueza natural, tradições e cultura. Sempre que posso, divulgo seus projetos e informes.

Sobre Marcelo de Sá

Marcelo de Sá possui história na militância ambiental, é estudante do Curso Técnico em Guia de Turismo Regional Pará, Brasil e América do Sul, no Senac Pará

Área de atuação: Turismo, Gestão Ambiental e Cultura Popular. É técnico em Turismo, Gestão do Meio Ambiente e em Pesca e Aquicultura . Cursou Gestão Ambiental na Faculdade de Macapá /FAMA.

É colaborador da Universidade Federal do Amapá (Unifap) na área de pesquisa em Políticas Territoriais para o Desenvolvimento do Ecoturismo e da Valorização Ambiental na Fronteira Franco-Brasileira e do Observatório das Fronteiras do Platô das Guianas (OBFRON). Palestrou em seminários na área do Meio Ambiente e Turismo no Amapá e fora do Estado.

É membro do Sindicato de Guias de Turismo do Amapá e guarda-parque voluntário na Área de Proteção Ambiental da Fazendinha. Integra como voluntário a ong Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB)/ Guardiões do Mar:

Participou do Conselho consultivos das Unidades de Conservação Federais do do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), representando o Sindicato de Guias de Turismo do Estado do Amapá. Esse colegioado trata de questões relacionadas ao Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Floresta Nacional do Amapá

Também é associado a Rede Brasileira de Jardins Botânicos. Ativista do Fórum de Acompanhamento dos Conflitos Agrários e Desenvolvimento do Amapá (FACADE).

Além de coordenador de Meio ambiente e turismo da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular (AAFCP) e membro fundador da Associação Brasileira de Guarda-Parques. Entre mais uma porrada de coisas contidas em seu extenso currículo, que o habilitou para o novo desafio profissional.

Sucesso, Marcelo. Continue pisando forte por esses campos, mano velho!

Elton Tavares

*Mais sobre Marcelo AQUI .

Bioparque da Amazônia: equipe é treinada para Guias do Circuito de Aventura

A equipe de funcionários do Bioparque da Amazônia durante dois dias participou de treinamento do Circuito de Aventura, que compõe três novas modalidades: arvorismo, parede de escalada e trilha suspensa, incluindo a tirolesa. O circuito agora está completo e recebeu o arvorismo, a parede de escalada e mais a pracinha da Biodiversidade. O treinamento foi feito pela empresa MSV Adventure, responsável pela instalação da estrutura das modalidades. A nova atração estará disponível para os visitantes quando o parque reabrir.

De acordo com o supervisor operacional, Denilson Nunes, que ministrou o treinamento, qualquer pessoa acima de 3 anos de idade pode participar, desde que não tenha problemas cardíacos e outros com altura, pressão alta. O peso máximo é 110 quilos. “A primeira modalidade será a parede de escalada, que possui 8 metros de altura. Em seguida segue pela trilha de arvorismo, com 300 metros de extensão e 7 metros de altura, que passa por cima de vários pontos do parque, como trilhas, incluindo animais. E finaliza na tirolesa, de 270 metros, que já estava na ativa antes da pandemia”, informa.

A coordenadora da Biodiversidade do Bioparque, Tatiana Costa, explica que essas modalidades terão guias, e este é o motivo do treinamento, pois a equipe está recebendo as orientações e fazendo todo o circuito, testando os equipamentos para garantir a segurança para os visitantes e praticantes de aventura. “A equipe ficará cuidando do circuito de aventura e terá todo o equipamento para quem for praticar as modalidades, que contará com a manutenção periódica para garantir a segurança”.

Durante o treinamento, a equipe recebeu capacitação teórica e prática para utilizar os equipamentos de proteção. “Eles receberam conhecimento teórico e prático dos EPIs, e de como conduzir os grupos que irão participar do circuito. Todos os equipamentos foram testados na estrutura, com a presença de fiscais quando ficaram prontos, que assistiram aos testes, estão com toda a documentação e prontos para funcionarem, e agora a equipe do parque está se preparando para a utilização e condução dos visitantes nas modalidades”, explica Denilson.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Pérola Pedrosa
Assessora de comunicação
Fotos: Gabriel Flores