História & Beleza Natural: de uma mina abandonada, uma Lagoa Azul surge no Amapá

Foto: Divulgação/WWF Brasil

A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração. A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados.

De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical. O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho.

Foto: Divulgação/WWF Brasil

Ainda segundo o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

Foto: Divulgação/SUP Amapá

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

Foto: Company Town

Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari.

Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

Foto: site Cidade de Santana

Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês. Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947.

Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá.

Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Quando visitei a Lagoa Azul. Estava de passagem, em viagem de trampo. Foto: Evandro Nobre.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre. Mas atenção, Segundo a Associação Brasileira de Química ela é IMPRÓPRIA para recreação! Leiam sobre AQUI.

Fonte: Portal Amazônia

Sobre a Cachoeira do Traíra em Ferreira Gomes (AP)

Por Anderson Lameira

Cachoeira do Traíra… a explicação desse nome vou ficar devendo, mas compartilho com os leitores a satisfação em conhecer tal local. É fato que eu esperava realmente conhecer uma grande queda d’água contudo isso não aconteceu, mas a paisagem não deixou a desejar para outros locais.

É fato que a ida ao local me lembrou um trecho de uma música:

“Com certeza, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira
Com certeza, meu amor, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira”
Com Certeza – Planta e Raiz

E a busca por esse equilíbrio interior e a purificação da alma ficou bem próxima. O local ainda possui um simplicidade em seu atendimento e suas instalações estavam sofrendo adequações, mas nada que atrapalhe o desfrute em se banhar em águas limpas e refrescantes.

Disposição das rochas naquele curso hídrico possibilitou formações de áreas com profundidades distintas, algumas adequadas a “curtição” da criançada.

Os administradores do local cobram um valor simbólico para a entrada de carros, tendo valores diferenciados caso o visitante entre com alimentos e bebidas. Deixo uma mensagem para os futuros visitantes: ajudem a preservar o local contribuindo principalmente com a limpeza, leve sacos plásticos para recolher o lixo gerado e leve consigo pois não há coleta de resíduos no local.

Como Chegar:

O local fica no município de Ferreira Gomes, distante pouco mais de 130 km da capital Macapá. O ramal de acesso a cachoeira do Traíra fica no lado esquerdo para quem trafega na rodovia BR-156, sentido Macapá/Oiapoque.

O condutor, ao cruzar a ponte sobre o Rio Araguari, deve se atentar, pois irá permanecer pouco mais de 6,4 km, pegando o ramal a sua esquerda. A distancia a ser percorrida até o local é algo em torno de 4,8km.

Fonte: Trip no Amapá

 

Cachoeira da Fumaça: uma descoberta no meio de árvores centenárias do Amapá

Por Railana Pantoja

Se você gosta de aventura, adrenalina e de ambientes isolados da cidade, com certeza precisa conhecer a Cachoeira da Fumaça. Não à toa, o nome da corredeira localizada na divisa de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, faz jus ao cenário que se vê: com a intensidade das águas caindo sobre as pedras, é possível visualizar uma fumaça subindo.

O acesso de carro ou moto é através do ramal do Cachaço, no município de Serra do Navio. Na entrada da comunidade é possível ver uma placa indicando distância de 16 KM até a Cachoeira.

Mais adiante, entrando à esquerda de um novo ramal, outra placa indica que faltam cerca de 5 KM para a chegada ao destino final. Este novo ramal é o de maior dificuldade para acesso, porque foi recentemente aberto e ainda está passando por serviços. Mas, é também o que mais tem árvores centenárias enormes e cantos diversos de pássaros.

Após os 5 KM, haverá uma bifurcação. E aí, você para o carro, desce e escuta o som da cachoeira lá longe se misturando aos outros sons da natureza. Em seguida, vá à esquerda e após aproximadamente 300m busque local para estacionar o seu veículo, isso porque após essa distância não é possível ainda seguir de carro ou moto. Portanto, você seguirá fazendo uma trilha em meio à mata virgem num ramal estreito, marcado por solo rochoso e com rejeitos de minério.

Depois de tanto percorrer ramais, você desce a última ladeira e já recebe a recompensa de todo o perrengue: a Cachoeira da Fumaça. Exuberante e escondida, a Cachoeira tem quedas d’água intensas e geladas, perfeitas para relaxar. E você deve estar se perguntando: quem descobriu esse lugar? E a resposta é simples: Amiraldo Barbosa, morador da região. “Ela foi encontrada há muitos anos pelo meu avô, Amiraldo Barbosa. Ele estava caçando na região, ouviu barulho de corredeira e seguiu até que encontrou a cachoeira. Naquela época, você se apossava das propriedades e ele começou a levar a família, então, passou a ser um local nosso. Quando meu avô faleceu, a propriedade ficou para minha avó e ela distribuiu entre todos os filhos”, detalhou Ana Carolina, neta de Amiraldo.

Em época de pandemia, a avó tem buscado se refugiar em uma pequena casinha que fica ao lado da cachoeira. Por isso, a família pede que os visitantes sejam cuidadosos e avisem com antecedência a ida. “Ela foi pra lá se refugiar, então quando chega gente de fora ela fica num desespero total, porque as pessoas chegam e vão para beber, deixam o local poluído. Ela fica muito triste com isso. A gente tem o cuidado de pedir para as pessoas avisarem antes a ida, pra saber se pode, se a vovó estará lá. Se ela não estiver, não tem problema algum, a gente autoriza e a pessoa se responsabiliza por deixar tudo limpinho. Gostamos que as pessoas frequentem e queremos que conheçam, tanto que estamos mandando limpar o ramal de acesso e estamos preparando mais placas, além de uma cerca, para que tenhamos um controle e cuidemos do meio ambiente”, pediu.

A família Maciel, que tem como matriarca Nazira Maciel, é bastante conhecida nos dois municípios que fazem divisa com a Cachoeira e tem bastante apego emocional com o lugar. É por isso que pedem aos visitantes bastante cuidado com o meio ambiente. “As pessoas pensam que é um lugar público, aí vão com música alta, levam latinhas e garrafas de cerveja e refrigerante, deixam sujo, e a gente tem todo cuidado. Agora que estamos tomando conta pra valer, cortamos algumas árvores com risco de queda, fizemos um estudo na área e retiramos aquelas com iminência de queda, justamente pra não machucar turistas ou alguém da família mesmo. Agora vamos fazer a limpeza e reflorestamento”, finalizou Ana.

Para avisar sobre a ida à Cachoeira da Fumaça, é possível contactar Ana Carolina através do número (96) 99130-7600.

Fonte: Diário do Amapá.

Turismo: Cachoeira Sucuriju

Cachoeira Sucuriju – Foto: Diário do Amapá

Por Cleber Barbosa

O estado do Amapá é um destino turístico a ser descoberto por um número maior de visitantes. Então cada “insight” é sempre muito comemorado por quem milita no setor. Como a enorme repercussão de uma experiência tocada pela trupe da agência “Amazônia do Extremo”, do guia Macio Castro, até a cachoeira Sucuriju, em Mazagão (AP).

Ele levou um grupo de sortudos aventureiros para acampar uma noite no arredores e, claro, tomar aquele banho na cachoeira que é um verdadeiro cartão-postal para o município.

Cachoeira

Distante cerca de 170km de Macapá, no distrito de Maracá, no Município de Mazagão, dentro da Reserva Extrativista do Rio Cajari – Resex Cajari. É gerenciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sendo ilegal a visita sem autorização.

A empresa – Trata-se de uma equipe especializada em trips para locais que tem grandes potenciais turísticos mas poucos explorados no estado do Amapá. Pacotes com tudo incluso para todo o estado. Mais informações na página deles nas redes sociais, como Facebook e Instagram: @AmapaAoExtremo ou WhatsApp 99180-3517.

Fonte: Diário do Amapá

Mercado Central recebe exposição de carros antigos

O Mercado Central, administrado pelo Instituto Municipal de Turismo (Macapatur), recebeu no domingo (4) uma exposição de antigomobilistas – colecionadores de carros antigos.

A programação acontecerá todos os domingos do mês de julho a partir das 16 horas. A ação no ponto turístico faz parte da 1ª Exposição de Carros Antigos e é organizada pelo Antigos Club Car Macapá.

Seis carros antigos com datas de fabricação da década de 1970, 1980 e 1990 ficaram na área externa do Mercado Central. Os antigomobilistas levaram três Fuscas, um Opala Comodoro 1991, um Vectra e uma Parati também datado da década de 1990. A cada fim de semana novos carros vão ser expostos para os visitantes.

Colecionador de carros antigos, Helielson Jucá, também é presidente do Antigos Club Car Macapá e explica que a atividade de antigomobilista resgata a história através dos carros. “Estamos expondo aqui como uma forma de convite para a 1ª Exposição de Carros Antigos, mas também para mostrar para a nossa população um pouco da história”, detalha.

“O clube também agradece a parceria com o Macapatur, que abriu as portas do Mercado Central para a exposição”, completa o colecionador.

Lucas Costa
Instituto Municipal de Turismo

Censo do Turismo aponta queda de 60% da ocupação de assentos em voos com destino a Macapá

Iniciado em fevereiro de 2021, o Censo do Turismo é realizado pela parceria entre Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) e Observatório do Turismo do Amapá (ObTur/AP) e visa traduzir em números os impactos causados pela pandemia para o setor turístico de Macapá. Trata-se da 6ª pesquisa ampliada neste mercado local e é referente ao ano de 2020.

O primeiro setor com as pesquisas finalizadas é o de transporte aéreo, responsável por 70% da chegada de turistas na capital. No entanto, conforme aponta o relatório parcial do Censo, Macapá sofreu uma redução de 60% em comparação ao período de novembro e dezembro do ano anterior.

A redução apontada, segundo o diretor-presidente do Macapatur, Benicio Pontes, está relacionada ao período pandêmico atual: “Neste momento, o principal fator para a redução do turismo na capital é a pandemia da Covid-19 que estamos vivendo”, explica o gestor.

Outra questão registrada é o preço das passagens de fim de ano. As viagens aéreas com destino à capital chegaram a custar R$1 mil reais somente no trecho Macapá – Belém, que tradicionalmente mantinha alta taxa de ocupação dos voos com duração média de 45 minutos.

Com o objetivo de coibir os preços abusivos, a Macapatur solicitou junto a Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a investigação das referidas taxas. Em resposta, o MP-AP instaurou Procedimento Administrativo (PA) e convocou uma audiência com as principais companhias aéreas com voos para Macapá agenda para o fim do mês de março.

Sobre o Censo

O Censo do Turismo abrange as Atividades Características do Turismo (ACTs), tais como gastronomia; transporte aéreo; artesanato; guias de turismo; locação de veículos; consumo; hospedagem; transporte rodoviário; economia do turista e perfil do turista. Com as informações de cada setor, será possível diagnosticar quais os principais aspectos do turismo em Macapá e planejar os próximos quatro anos de ação.

Benicio Pontes também ressalta que o pré-diagnóstico levantado junto à equipe responsável pela produção do Censo identificou que, atualmente, no contexto de pandemia, a principal atividade do setor é o turismo de negócios, responsável por 70% do movimento no setor na capital.

“Nesse momento identificamos que o turista que está vindo à cidade é para fazer negócios, geralmente são turistas que chegam no domingo e permanecem na capital até a quarta-feira, após isso, retorna para seu lugar de origem. Com esse estudo vamos poder diagnosticar e oferecer para o turista programação conforme o seu perfil”, explicou o presidente do Macapatur.

Conforme aponta o último Censo sobre o Turismo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, a capital possuía, à época, cerca de 2.910 quartos de hotéis, pousadas e hostéis com capacidade para receber a demanda de turistas em Macapá.

Com os dados obtidos será possível desenvolver o Inventário do Turismo de Macapá, que vai apresentar os principais potenciais da principal porta do setor no Estado. O levantamento também será base para a elaboração do plano de marketing turístico, orientação obrigatória do Governo Federal para a inclusão do município no censo nacional.

A finalização do estudo acontece ainda no mês de março e vai possibilitar também a elaboração da lei municipal do turismo, que vai garantir auxílio e fundo para fomentação da atividade em Macapá.

Lucas Costa
Instituto Municipal de Turismo – Macapatur

Macapatur e Observatório do Turismo iniciam censo do segmento em Macapá

O Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) e o Observatório do Turismo iniciam o processo de censo do segmento em Macapá. A finalidade é identificar, quantificar e levantar o potencial do setor, além de avaliar sua infraestrutura e as condições nas quais os estabelecimentos se encontram. A pesquisa também observará as tendências e principais dificuldades decorrentes da pandemia do novo coronavírus.

O censo inicia na primeira quinzena de fevereiro e será feito por meio de pesquisa e análise de dados nos meios de hospedagens, nos setores aéreo e rodoviário e junto a empresas de locação de veículos, artesanato, alimentação fora do lar, guias de turismo, economia do turismo, turistas, público consumidor do município, órgãos públicos e entidades representativas do turismo em Macapá. A apresentação das informações está prevista para ocorrer ao final de fevereiro.

“Vamos mapear as características, capacidade de atendimento, serviços, comportamento e principais necessidades do setor turístico e, posteriormente, contribuir na elaboração de políticas públicas que possam ser formuladas com foco na elevação do fluxo e do gasto dos turistas em Macapá”, afirma o diretor-presidente do Macapatur, Benício Pontes.

Em campo

A pesquisa funciona de forma prática e os empreendimentos receberão visitas de técnicos que farão o levantamento de dados básicos sobre as empresas. Além disso, eles analisarão a capacidade dos hotéis, média de ocupação, serviços oferecidos, entre outros itens.

Edições anteriores

O censo já foi feito em outros anos e a pesquisa demonstrou que o gasto dos visitantes em 2019, por exemplo, gerou uma receita aproximada em R$82 milhões para a economia da capital. “O censo possibilitará um diagnóstico fidedigno dos segmentos econômicos do turismo com vistas ao replanejamento público e privado por conta do momento difícil de pandemia em que vivemos”, destaca o coordenador do Observatório do Turismo, Sandro Belo.

Observatório

O Observatório do Turismo do Amapá (ObTur/AP) é um órgão auxiliar, sem fins lucrativos, criado com o objetivo de gerar instrumentos que produzam e congreguem dados e interpretações sobre o setor de turismo do Amapá, auxiliando as tomadas de decisões tanto no setor público, quanto no setor privado. Ele promove informações estatísticas do turismo à sociedade e faz parte da Rede Brasileira de Observatório do Turismo, composta por mais de 40 observatórios pelo país.

Assessoria de Comunicação
Instituto Municipal de Turismo – Macapatur

Lindeza: balneário Água Fria em Pedra Branca do Amapari

Foto: Elton Tavares

Por Luís Lopes

O nome deste lugar não é a toa. A água realmente é gelada! O balneário de fica no distrito de Água Fria, no rio que leva o mesmo nome, em Pedra Branca do Amapari. Quem passa por este município, distante 187 km de Macapá, o balneário de Água Fria é parada obrigatória.

Lá possui uma estrutura mínima para receber os visitantes, como mesas e bancos. Fique a vontade para tomar sua cervejinha e fazer seu churrasquinho (sempre lembrar para não extrapolar e incomodar os outros visitantes).

Tenha atenção especial para crianças, idosos e aqueles que bebem um pouco mais, pois a correnteza é forte. Ah, muito cuidado com as pedras no meio do rio (sempre tem o engraçadinho mais atrevido). Muita cautela!

Foto: Elton Tavares

Como chegar

O acesso para Pedra Branca do Amapari é pela rodovia BR-210 (também conhecida de Perimetral Norte. O balneário de Água Fria fica a 3,5 km, aproximadamente, da sede municipal de Pedra Branca do Amapari (sentido Serra do Navio). Não tem erro!

Fonte: Trip Amapá

 

Cachoeira do Traíra em Ferreira Gomes (AP)

Por Anderson Lameira

Cachoeira do Traíra… a explicação desse nome vou ficar devendo, mas compartilho com os leitores a satisfação em conhecer tal local. É fato que eu esperava realmente conhecer uma grande queda d’água contudo isso não aconteceu, mas a paisagem não deixou a desejar para outros locais.

É fato que a ida ao local me lembrou um trecho de uma música:

“Com certeza, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira
Com certeza, meu amor, você já se banhou na queda de uma cachoeira
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira”
Com Certeza – Planta e Raiz

E a busca por esse equilíbrio interior e a purificação da alma ficou bem próxima. O local ainda possui um simplicidade em seu atendimento e suas instalações estavam sofrendo adequações, mas nada que atrapalhe o desfrute em se banhar em águas limpas e refrescantes.

Disposição das rochas naquele curso hídrico possibilitou formações de áreas com profundidades distintas, algumas adequadas a “curtição” da criançada.

Os administradores do local cobram um valor simbólico para a entrada de carros, tendo valores diferenciados caso o visitante entre com alimentos e bebidas. Deixo uma mensagem para os futuros visitantes: ajudem a preservar o local contribuindo principalmente com a limpeza, leve sacos plásticos para recolher o lixo gerado e leve consigo pois não há coleta de resíduos no local.

Como Chegar:

O local fica no município de Ferreira Gomes, distante pouco mais de 130 km da capital Macapá. O ramal de acesso a cachoeira do Traíra fica no lado esquerdo para quem trafega na rodovia BR-156, sentido Macapá/Oiapoque.

O condutor, ao cruzar a ponte sobre o Rio Araguari, deve se atentar, pois irá permanecer pouco mais de 6,4 km, pegando o ramal a sua esquerda. A distancia a ser percorrida até o local é algo em torno de 4,8km.

Fonte: Trip no Amapá

 

Balneário Recanto da Aldeia: paisagem bucólica na Ilha de Santana

Por Luís Lopes

O Recanto da Aldeia, na Ilha de Santana, é dos destinos mais procurados nas férias de julho pelos macapaenses e santanenses. O principal motivo, é claro, é a proximidade destes centros urbanos. Sem contar a beleza bucólica do lugar…

A Ilha de Santana está “na frente” do município de Santana. O Balneário Recanto da Aldeia está “do outro lado” da Ilha, na porção sul. Lá conta com uma grande faixa de praia ideal para prática de vôlei, futebol de areia, entre outros esportes… Há uma área arborizada com mesas e cadeiras do restaurante que há por lá (cerveja gelada e comida modesta). Leve sua rede, dá para tirar um cochilo bacana aproveitando a sombra e a brisa.

No mês de julho o movimento de banhistas e visitantes é intenso, devido ao período de férias e início do verão amazônico. Na Ilha de Santana é possível fazer uma trilha ecológica e contemplar as imensas sumaúmas, mas isso será uma postagem exclusiva aqui no blog.

Como chegar

A saída é pelo Porto de Santana, em Santana. Por lá ficam várias catraias (embarcação local) que fazem a linha Santana/Ilha de Santana*. Já há um preço estipulado para este traslado, porém é possível negociar um preço e marcar horário para retorno (dependendo do grupo de pessoas).

A viagem dura em torno de 30 a 40 minutos. Curta esse momento. É perfeito! Cenários paradisíacos (de novela), botos dando o “ar da graça”. São muitos botos!!! Curta, curta bastante!

*Obs.: Antes de atravessar, por ser uma região portuária, com movimento intenso de pessoas, tenham bastante cautela. Vá direto para as catraias e negocie com o catraeiro.

Fonte: Trip no Amapá

*Republicado. 

Site De Rocha completa 11 anos no ar

Parece que foi ontem, mas já faz 11 anos. O ano de 2009 foi bem legal, mas as duas coisas que mais gostei nele foram o show do Radiohead e a criação do blog De Rocha.

Incentivado por uma ex-namorada, comecei escrever na página virtual. Foi no dia 15 de novembro, há exatos 11 verões e um dia.

A gíria “De Rocha” nomeia este site porque nós, grande parte dos nortistas amapaenses e paraenses, a usamos quando queremos passar credibilidade sobre determinado assunto.

Na página, sempre publiquei fotografias, notícias, músicas, poesias, futebol, crônicas, contos, gifs, informes sobre fatos, eventos, pessoas públicas, bandas, arte, muita arte, e assuntos de interesse da população.

A promoção da cultura, em todas as suas vertentes, sempre foi o principal objetivo do De Rocha, além de expor meus pontos de vista, críticas leves e pesadas ou elogios amenos e exagerados aos que merecem. Foram tantos artistas, músicos, bandas, incontáveis eventos. Também publiquei textos do trampo por onde passei como assessor de comunicação. Além disso, falei muito da minha amada e preciosíssima família. E isso tudo misturando blá-blá-blá abobrístico, pois a vida sem humor é horrível.

Apesar da “internet soviética”, como diz o amigo jornalista Régis Sanches (ex-colaborador deste site), dos acusadores, fiscais e críticos, o De Rocha virou sucesso. Confesso que, quando comecei a escrever, nem imaginava que minha página virtual seria tão bem aceita. Isso aqui abriu portais, portas, janelas, gavetas e até alçapões em minha vida (risos).

Sei que rolou muito atrevimento, ironia, polêmicas, sarcasmo, verdades doloridas de se ler, alfinetadas, acidez e até bobagens de minha parte. Mas também rolou tanta homenagem, tanto amor real, tanta coisa legal. Claro que cometi alguns erros, não poderia ser de outro jeito. Mas tudo é aprendizado. Me arrependo de ter magoado algumas pessoas. De verdade!

Por aqui passaram vários colaboradores. Alguns deles nem são mais meus amigos, mas sou grato pelas contribuições. Cada um teve papel importante na formação deste espaço. Também agradeço aos parceiros que continuam por aqui. Em especial aos amigos Fernando Canto, Ronaldo Rodrigues, Jaci Rocha, Patrícia Andrade, Alcinéa Cavalcante, Luiz Jorge, Marcelo Guido e Marcelle Nunes, além do velho e saudoso Tãgaha Luz (In memoriam). Ah, os caras que fazem a manutenção do boteco: Rômulo Ramos e Laerte Diniz. Obrigado, meninas e caras.

O blog morreu há seis anos, quando foi criada esta página eletrônica (dados do antigo endereço foram migrados para cá). Passado todo esse tempo, mantenho-me como comecei: jornalista, assessor de comunicação, compulsivo por atualizações da página, cronista, crítico, ex-blogueiro e editor de um site ético sem rabo preso com ninguém (apesar de muita gente confundir o espaço dado a amigos assessores com favorecimento).

Tenho a ousadia de usar as palavras do escritor Caio Fernando Abreu: “acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei”. Uma eterna luta do bem contra o mal dentro de mim, mas com 99% de vitórias da luz.

Ah, desculpem os palavrões em alguns textos, mas isso também é liberdade de expressão.

Muitas das crônicas de minha autoria foram reunidas em um livro, o “Crônicas De Rocha – Sobre Bençãos e Canalhices Diárias”, lançado em setembro passado (à venda na Public Livraria ao preço de R$ 30,00 ou comigo. Contato: 96-99147-4038).

Aqui a bola sempre foi minha. Você pode discordar, mas é isso o que penso e ponto. Com essa frase, agradei a maioria. Meu muito obrigado a vocês, senhores e senhoras que compõem o leitorado do De Rocha, sejam admiradores, críticos e detonadores (que de certa forma também são admiradores). Sigamos aplaudindo, criticando, discordando e incentivando as boas práticas. Valeu!

Elton Tavares

1º aniversário: Bioparque da Amazônia celebra com pentatlo da floresta, feiras, oficinas, exposições, biocamping e homenagem especial ao mestre Sacaca

A Prefeitura de Macapá, por meio da Fundação Bioparque da Amazônia Arinaldo Gomes Barreto, celebra o primeiro ano de aniversário com extensa programação nos dias 24 e 25 deste mês. Depois de quase 20 anos fechado, o antigo Parque Zoobotânico de Macapá foi reaberto ao público com a denominação de Bioparque da Amazônia no dia 25 de outubro de 2019.

A programação comemorativa será aberta nas primeiras horas do próximo sábado com a competição do pentatlo da floresta. Equipes com cinco integrantes vão disputar cinco diferentes atividades esportivas, adaptadas para as modalidades de aventura existentes no Bioparque: corrida, arborismo (escalada em árvore), parede de escalada, arvorismo (trilha suspensa nas árvores) e tirolesa.

Em seguida, acontece a abertura da Feira da Sociobiodiversidade, no pátio externo do Bioparque, com exposições e comercialização de produtos naturais, agrícolas orgânicos, artesanatos, biojoias, plantas ornamentais, medicinais e gastronômicas. A feira ainda terá espaço gastronômico e apresentação cultural.

Pela manhã, a programação envolve também Feira Literária com a Afrologia Tucuju, no Espaço Multiuso; exposição fotográfica de Orquídeas Nativas do Estado do Amapá; exposição de Orquídeas Floridas de integrante da Sociedade Amapaense de Orquidologia e Orquidofilia (Soamor); e a oficina “Como cultivar orquídeas”.

Na parte da tarde, os destaques são para a premiação das equipes vencedoras do pentatlo da floresta; sarau da Feira Literária, na frente da casa da Jaguatirica; oficina “Como Cultivar Orquídeas” e o biocamping, que é uma prática de acampamento guiado dentro de uma área de floresta do Bioparque. O acampamento acontecerá no dia 24 de outubro, a partir das 15h até as 8h30 do dia seguinte.

Mestre Sacaca

No domingo, dia do aniversário de 1 ano do Bioparque da Amazônia, a programação tem prosseguimento com destaque especial para a cerimônia de lançamento e exibição do documentário sobre o mestre Sacaca e homenagens a servidores. Além disso, haverá ainda recepção aos visitantes no Jardim Medicinal e distribuição de mudas de plantas medicinais.

Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca, foi fundador e o primeiro funcionário do antigo Parque Florestal de Macapá, hoje Bioparque da Amazônia. Desde criança, foi incentivado pelos pais a conhecer as plantas e passou a fazer remédios caseiros, sempre orientado pela mãe.

Com o passar do tempo, o trabalho de Sacaca com as plantas foi referência para muitos pesquisadores que vinham estudar a fauna e a flora amazônica. Uma dessas pessoas foi o doutor Valdomiro Gomes, que ensinou Sacaca a manusear e a tirar o princípio ativo das plantas. Daí em diante, Sacaca começou a utilizar o conhecimento empírico nas atividades científicas que aprendeu com os pesquisadores, tornando-se muito famoso no Amapá, ao ponto de ser chamado de doutor da floresta.

Programação:

Data: 24/10/2020 – sábado

Manhã

5h – Concentração para o Pentatlo na frente do Bioparque;

5h30 – Entrada dos competidores no Bioparque;

6h – Início da competição de Pentatlo;

8h- Feira da Sociobiodiversidade;

8h – Abertura com uma breve reunião com a Soamor – Sociedade Amapaense de Orquidologia e Orquidofilia;

8h30 – Assinatura do Livro Tombo;

9h – Abertura do Bioparque para o público;

9h – Início da Feira literária com a Afrologia – Espaço Multiuso;

9h – Abertura da exposição fotográfica de Orquídeas Nativas do Estado do Amapá. (Próximo ao Orquidário);

9h – Exposição de orquídeas floridas de integrantes da Soamor, pela manhã e pela tarde;

10h às 11h – Oficina “Como cultivar orquídeas”.

Tarde

– Segue a competição de Pentatlo até que todas as equipes concluam o percurso.

– Premiação das equipes entrega de medalhas e troféus.

15h às 17h – Sarau da Feira Literária – na frente da Casa da Jaguatirica;

15h às 17h – Credenciamento do Biocamping – Maloca Redário;

15h às 16h – Oficina “Como cultivar orquídeas” ministrada pela Sra. Fátima Santos;

17h – Saída para o Biocamping;

18h – Encerramento das atividades.

Data: 25/10/20 – domingo

8h – Feira da Sociobiodiversidade;

8h30 – Encerramento do Biocamping;

9h – Abertura do Bioparque;

9h – Feira Literária Afrologia;

9h às 17h – Exposição das fotos no orquidário;

9h30 – Cerimônia de Aniversário Lançamento e Exibição do documentário e homenagem aos servidores;

9h30 às 17h – Recepção aos visitantes no Jardim medicinal;

10h às 17h – Distribuição de mudas de plantas medicinais;

18h – Encerramento das atividades.

Secretaria de Comunicação de Macapá
Volnei Oliveira
Assessor de comunicação

Turismo no Amapá: Balneário da Celina – via @giandanton

A pousada da Celina, na comunidade do Curicaca, fica a 89 quilômetros de Macapá. É um dos mais belos balneários do estado, com água limpa,comida barata e até lugar para armar redes. Funciona todos os dias.

Para ir, pegue a AP-070 (rodovia do Curiaú). Quando termina o asfalto, vire à direita na AP-340na direção da comunidade do Curicaca – o balneário fica logo depois de uma ponte de madeira. É fácil de achar, pois tem uma placa na beira da estrada.

É um local que vale a pena conhecer para relaxar e tomar um banho sem música alta. Quando fomos, comemos um peixe frito com arroz, feijão e vinagrete e tomamos um delicioso suco de taperebá.

Para quem quiser entrar em contato, o número deles é (96) 99110-8070.

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

7 atrativos para incentivar uma escapada até Macapá/AP – única capital banhada pelo Rio Amazonas

Fortaleza São José e Rio Amazonas Foto: Giordano Santana

Destinos fora do comum, nada de aglomeração, experiências marcantes e isoladas, reconexão com a natureza e autoconhecimento. Essas são algumas das características que os viajantes buscam nas viagens e experiências atuais. Para quem não quer praia (muitas ainda fechadas em muitos estados, serra, campo ou resorts muito procurados, Macapá, capital do Amapá, é uma das cidades que se despontam como boa opção para redescobrir o Brasil.

Conhecida como a “Capital do Meio do Mundo” – por ser a única cidade brasileira cortada pela linha do Equador -, Macapá também não possui conexão por rodovia com nenhuma outra capital, sendo o acesso direto somente possível por via aérea ou marítima. Por lá pode-se observar o equinócio da primavera (março) e do outono (setembro), quando os dias e as noites têm a mesma duração. Favorecida pela localização estratégica, com sua costa banhada pelo rio Amazonas, boa parte do turismo macapaense é dedicado à rica história e cultura, desde a formação e desenvolvimento do município aos costumes e tradições de seus habitantes. Outra parte está focada em seus amplos recursos naturais, em seu conhecimento e na luta pela sua manutenção.

O turista que visita o Amapá como destino é composto majoritariamente por homens (73%). E da totalidade que desembarca no Estado “99% são turistas nacionais; provindos Pará (42%), São Paulo (19%) e Distrito Federal (15%). Das demandas internacionais chegam da Guiana Francesa (52%), Estados Unidos (10%) e França (11%)“, revela Sandro Belo Barriga, Diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Turismo de Macapá (MACAPATur) e coordenador do Observatório do Turismo do Amapá. Os motivos que levam os turistas ao destino são o turismo de negócios (85%) e eventos (9%), que permanecem três dias em média. “Como o estado não possui ligação via rodovia com outras capitais, 94% utilizam o modal de transporte aéreo e 3% via marítima“, completa Sandro.

Considerando uma comparação com outros estados, os números de empresas do setor turístico ainda é pequeno e o que leva o turismo no Estado como foco. Segundo dados de setembro do Observatório do Turismo do Amapá, o Estado possui 984 estabelecimentos de alimentação fora do lar, 197 meios de hospedagens, 138 agências de viagens, 125 empresas de eventos e 87 empresas de transportes turísticos. “A Amazônia sempre foi muito procurada por turistas brasileiros e estrangeiros e o interessante do Amapá é que o Estado oferece algumas experiências que só tempos por aqui. Como o tour pelo Rio Amazonas, pois Macapá é única capital banhada por ele, e visitas a comunidades ribeirinhas e igarapés a 10 minutos do centro. Além disso, temos o Marco Zero do Equador e seus mitos, que atraem muitos curiosos”, afirma Rômulo Brasão, Gestor de Turismo, SEBRAE-AP.

O clima na cidade é quente e úmido. As máximas temperaturas estão entre 31°C e 33°C, mas a temperatura máxima durante um dia pode chegar a 40°C. Entre agosto e outubro acontecem as mais altas temperaturas do ano. Por isso é bom planejar em qual temporada vale a visita neste novo normal. São muitos os atrativos culturais e naturais que a capital do Amapá oferece e, por isso, vale a pena contratar os serviços de uma operadora local para personalizar os roteiros e atrativos que conectam o visitante à natureza. A seguir são apresentados sete atrativos para conhecer um pouco da realidade da oferta turística amapaense, além de dicas de hospedagem e gastronomia.

Museu Sacaca – Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Museu Sacaca

Com uma área de 20 mil metros quadrados, espaço verde e ambientações voltadas à cultura do povo amapaense, o Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável oferece ao visitante a oportunidade de conhecer o jeito de viver dos povos da Amazônia. Reproduz o dia a dia dos indígenas, ribeirinhos e castanheiros. Fundado em 1970, a instituição foi criada com o objetivo de “divulgar as riquezas do solo do Amapá, as espécies de fauna e flora do território, as amostras de minérios e madeiras do território aos visitantes, pessoas de outras cidades e estudantes da rede pública”. As exposições permanentes são de arqueologia, biotecnologia, botânica, Centro de Estudos Aquáticos, Centro de Ordenamento Territorial, fitoterapia em plantas medicinais, geologia e hidrometeorologia. Por lá é possível curtir o ‘Fim de Tarde no Museu’, programação que oferece música, poesia e gastronomia às quintas-feiras.

Operadora: Cunani Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 98100-8940 – Whatsapp
Mais informações: www.cunaniturismo.com

Apreciar a natureza e o estilo de vida da população tradicional da APA do Rio Curiaú

Seu Eduardo remando no período de cheia do Lago do Curiaú Foto: Victor Hugo Mendonça

Localizada a 18km do centro de Macapá, a APA do Rio Curiaú é um atrativo que permite ao turista compreender melhor o turismo de base comunitária, ou seja, uma oferta de experiências que estão no cotidiano dos moradores, mas que é algo novo para quem a visita pela primeira vez. A comunidade é acessada por estradas e por via fluvial. A área tem paisagens marcantes e é muito procurada pelas águas e a flora do rio Curiaú.

O sistema de drenagem é interligado, com lagos temporários e permanentes, influenciados por regimes pluviais e de marés. Na estiagem, as áreas inundadas se contraem. No período chuvoso, elas se ampliam e formam um belo cenário natural ideal para passeio de canoa, visualizar pássaros e uma vegetação aquática de rara beleza cênica, além de conhecer o estilo de vida da população tradicional, o movimento da extração de madeira, do açaí e de látex da seringueira.

Operadora: Cupuaçu Turismo – Roteiro: APA do Curiaú
Telefone: (96) 99134-4942 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/_trilhaserios/

Passeio de barco pelo Rio Amazonas

Passeio de barco no rio amazonas tour

Correndo o risco de ser confundido com o mar, o rio Amazonas é bastante impressionante na região. Passando pela capital ou dando voltas pelas ilhas próximas, os tours pelo rio são muito populares. Seja por quaisquer motivos: para apreciar o mar e a orla recheada de árvores, para conhecer a flora e fauna, terrestre e marinha, ou para curtir o passeio ou nadar com os botos, é algo que ficará na memória.

Um dos passeios mais procurados por lá é a observação de botos, especialmente os vermelhos ou botos cor de rosa, muito conhecido no folclore brasileiro. Esses parentes próximos dos golfinhos nadam exclusivamente em água doce, ao contrário de seus primos de água salgada. Esses simpáticos mamíferos aquáticos são interessantes e muito divertidos de ver bem de perto, além de serem protegidos e muitos estudados pela comunidade científica. Nada melhor que ser somente um apreciador e incentivar sua preservação.

Operadora: Amapá Ecocamping – Roteiro: Passeio de barco no rio Amazonas
Telefone: (96) 98141-0316 – Whatsapp
Mais informações: https://amapaecocamping.com.br/rio-amazonas-passeio-de-barco/

Caminhada pela Trilha das Samaúmas na Ilha de Santana

Caminhada na floresta e passeio de barco no rio Amazonas

Outro passeio bem interessante é a Trilha da Samaúma (maior árvore amazônica), dentro da Ilha de Santana, próxima de Macapá. Cercada pelo Rio Amazonas, reúne uma floresta conservada por uma fauna e flora milenar (com árvores de grande porte, açaizais e plantas raras e coloridas), muitos riachos e igarapés como o famoso igarapé da Várzea. Percorrer a trilha é conectar-se com a Amazônia intocada. São muitas Samaúmas centenárias, algumas com mais de 400 anos. No trajeto é possível tomar banho de rio e, se tiver sorte, apreciar uma revoada de pássaros.

A gastronomia local – influenciada pelos povos paraenses e os antigos moradores do povoado santanense (mestiços portugueses e índios da nação Tucuju) – traz um aroma delicioso carregado de muitas histórias e curiosidades sobre a ilha de Santana. Por isso, deliciar-se com um almoço bem tucuju (nome de quem nasce na região) com direito a peixe assado na hora – várias espécies –, açaí com farinha e sucos com frutas da região (como de taperebá, de Cupuaçu) é outra experiência única por lá. De quebra, as sobremesas caseiras com o creme de cupuaçu completam a viagem.

Operadora: Amapá Ecocamping – Roteiro: Ilha de Santana / Rio Amazonas
Telefone: (96) 98141-0316 – Whatsapp
Mais informações: https://amapaecocamping.com.br/ilha-de-santana/

Visita guiada pela Fortaleza de São José

Erguida entre 1764 e 1782, a Fortaleza São José de Macapá foi estrategicamente construída por mão de obra escrava de negros e índios na foz do Rio Amazonas. Levantada durante a colonização portuguesa para proteger a região da invasão de estrangeiros, hoje o monumento histórico é tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e oferece uma experiência inesquecível. No passeio é possível ver a estrutura de quatro baluartes, canhões da época, os antigos armazéns, capela, casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol e hospital. Além dos elementos externos como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas.

Fortaleza de São José em Macapá Foto: Giordano Santana

Próximo à fortaleza alguns outros locais marcantes completam a visita por lá como a Casa do Artesão, o Trapiche Eliezer Levy e o Parque do Forte. Reformado recentemente, o Parque do Forte foi construído anexado à Fortaleza de São José. Acessível por estar em uma região central, possui uma boa infraestrutura, amigável e bem completa, excelente para crianças. Há estacionamento, banheiros públicos, brinquedos e equipamentos para exercícios físicos, além de uma bela vista do Rio Amazonas.

Operadora: Cunani Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 98100-8940 – Whatsapp
Mais informações: www.cunaniturismo.com

Foto: TripadVisor

Visita ao Monumento Marco Zero do Equador e foto nos dois hemisférios

O Monumento Marco Zero do Equador é considerado um dos mais importantes atrativos de Macapá. Construído sobre a linha imaginária do Equador – que divide a Terra em dois hemisférios -, o empreendimento conta com um obelisco de aproximadamente 30 metros de altura com uma abertura circular no centro. Ali o sol incide na época do equinócio – fenômeno que acontece somente nos meses de março e setembro. O complexo contempla ainda um terraço, espaço para shows, além de salão para exposições, restaurante e loja de produtos artesanais.

Muitos turistas e moradores que visitam o Marco Zero se surpreendem com um fenômeno inusitado. Quando um ovo é colocado exatamente sobre a linha do Equador, ele fica parado em pé, sem cair. Algo que não tem explicação física, mas que atrai curiosos que chegam para produzir vídeos e fotos e garantir que conseguiram fazer a mágica. Próximo dali, outro ponto turístico, o Estádio Zerão, também atrai curiosos. No monumento esportivo, a linha do meio de campo coincide com a linha do Equador, e faz com que cada time jogue em hemisférios diferentes.

Operadora: Cupuaçu Turismo – Roteiro: City Tour Macapá
Telefone: (96) 99134-4942 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/_trilhaserios/

Foto: Max Renê

Experiência amazônica no Bioparque

Outro local com visitação quase que obrigatória para o visitante que desembarca em Macapá é o Bioparque. Uma área de 107 hectares de floresta, no meio da cidade, com uma rica diversidade de plantas e animais – 60 animais entre aves, onças, antas e tartarugas. Por lá encontram-se parede de escalada, trilha aérea, arvorismo, tirolesa e o passeio caboclo, que é um passeio de canoa, uma boa opção saudável e segura para as famílias. O visitante pode comprar o combo para todo o circuito ou pode comprar separado cada atividade. Para participar tem que ter mais de 5 anos, peso limite de 110 quilos, não ter problemas cardíacos, pressão alta, é proibido para grávidas. O atrativo já está adequado aos novos protocolos sanitários com limite de visitantes, túnel de higienização, aferição de temperatura, uso obrigatório de máscaras, agendamento das visitas e horário reduzido.

Operadora: Amazônia ao Extremo – Roteiro: Bioparque da Amazônia
Telefone: (96) 98180-3517 – Whatsapp
Mais informações: www.instagram.com/amazoniaaoextremo/

Onde ficar?
Hotel Atalanta
End: Av. Coaracy Nunes, 1148, Centro, Macapá – AP
Telefone: (96) 3223-1612
Mais informações: www.instagram.com/atalanta_hotel/

Hotel do Forte
End: Rua Beira Rio, 248, Santa Inês, Macapá – AP
Telefone: (96) 3223-2855
Mais informações: www.instagram.com/hoteldoforte/

Onde comer?
Restaurante Estaleiro (Chefs: Antonio Edmilson e Jairo Santos)
Endereço: Avenida Primeiro de Maio 163 Trem, Macapá, Amapá
Telefone: (96) 32228375
Mais informações: www.instagram.com/estaleiro_restaurante/

Restaurante Amazon Beach (Chef: Cássio Balieiro)
Endereço: R. D Vinte e Oito, 421 – Vila Amazonas, Santana – AP
Telefone: (96) 99190-7272
Mais informações: www.instagram.com/amazonbeachap/

Como chegar?

Avião/aeroporto: o Aeroporto de Macapá recebe diariamente voos nacionais das principais capitais brasileiras. O aeroporto internacional mais próximo de Macapá é o de Belém (PA), que recebe voos dos Estados Unidos, Guiana Francesa, Portugal e Suriname.

Embarcação/Balsa: o acesso fluvial é utilizado pela população dos municípios próximos, inclusive do Estado do Pará. Barcos e navios regionais partem diariamente de outras cidades em direção ao Porto de Santana, distante apenas 15 km de Macapá. O melhor caminho é por Belém.

Sobre a Amapá Eco Camping

Amapá Ecocamping é uma empresa especializada em passeios turísticos em contato com a natureza e a cultura local e fundada pelo empresário e operador de turismo Victor Hugo Mendonça de Araújo. Tem como objetivo desenvolver o turismo sustentável e responsável. Em atividade desde 2012, dedicando-se a conhecer lugares do Amapá região que possibilitam o contato a natureza, assim como acomodações e hospedagens, sempre agregando a gastronomia. Dedica-se a formar parcerias em toda a cadeia do turistica. Em 2013 lançou o evento “Eco Camping”, acampamento ecológico que teve como principais objetivos incentivar o contato com a natureza, a conscientização ambiental e cultural. Dando origem a agência de EcoTurismo Amapá Ecocamping. Em 2014 deu início às atividades da agência, lançando pacotes de passeios pelo Rio amazonas, City tour em Macapá, Ilha de Santana, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e RPPN Revecom. Proporcionar experiências únicas com ótimo atendimento, respeitando as diversidades, cultura e ao meio ambiente, atuando com profissionais treinados e certificados. O Instagram é @amapaecocamping. Endereço: Rua Odilardo Silva, 1584, Centro, Macapá. E-mail:[email protected] / Celular : 55 (96) 98100-3928 (whatsapp)

Por Marcos Oliveira
Redescobrindo Ideias & Eventos

Fonte: Andarilhos.