A sutil diferença

                                                                                         Por Darth J. Vader

Hoje assino Darth J. Vader porque este alter ego grita horrores quando certas coisas não saem como deveriam, na opinião desta que vos escreve. É simples assim: o supremo-chefe do Lado Negro da Força não admite que as coisas saiam do controle e procura, com um certo sucesso, fazer tudo ficar irmanamente equilibrado (irmanamente, neste caso, significa mais para mim e menos para você).

Hoje, não posso de deixar de comentar certas notícias do Amazonas e peço desculpas antecipadas aos palavrões e despautérios, mas tem dia que não dá.

A primeira porrada vem da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Depois do comentário infeliz do prefeito da capital perante àquela paraense, um dos vereadores resolveu pedir o impeachment do prefeito Big Black.

Antes mesmo de entrar em votação, os próprios parlamentares da Casa anunciaram ajuda ao FDP. O presidente da CMM disse que só haverá votação se TODOS os vereadores estiverem presentes. Ora! Quando isso aconteceu na História da Humanidade? Ainda mais porque os “nobres“ eleitos pelo povo adoram ter um programa de TV do tipo tragédia e pobreza, aproveitando-se dos mais humildes (e às vezes mais idiotas)! Ninguém pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e vocês podem imaginar que horas passa isso. Grrrrr!!

(Respira fundo e continua, minha filha). A base aliada assinalou para toda a imprensa que estaria lá para defender o ‘pobre’ prefeito, que ‘não merecia’ um pedido de afastamento por uma coisa ‘de momento’.

Meus nobres, eu vos digo que é verdade. O bate-boca com a dita mulher não pode se configurar nem na lista dos 100 maiores motivos para que o Big Black deixe o poder. Isso só serviu para o Brasil perceber que tipo de ‘gente’ comanda a capital verde. Vai afastar o cara? Que seja por desvio de verba, por improbidade, acusações de ser mandante de assassinatos, de exalar poeira branca e até de fumar charuto em lugares fechados!! Mas que seja realmente algo ilegal, caraleo!!

Uma investigação real, meu Senhor, é só isso que Lhe peço!!

Para fechar com chave de ouro este post, até o que eu considerava o mais ferrenho dos vereadores de oposição negou-se a votar a favor! Gzus! Onde vamos parar!

Enquanto isso tudo acontece, ainda não almocei. Tenho que pegar dois ônibus para chegar em casa e comer o frango guisado feito por minha mulher. A comida (e a mulher, que não sou besta) é uma delícia, mas ir do trabalho até os Quintais do Aleixo demora uma hora e meia, com sorte.

Agora tenho que ir. Preciso virar sardinha com meus conterrâneos dentro dos cacarecos que chamam transporte coletivo. Porque aqui é assim: você mal de uma coisa e quando vê tem sempre mais que poeira embaixo do tapete.

“Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma” – Shakespeare, taurino.

Hipocrisia e a falsidade virtual

                                                       Por Elton Tavares

Sabem aquele velho papo de: “Égua, quanto tempo, temos que marcar algo”. Pois é, hoje vou falar desse tipo de falsidade corriqueira, principalmente na internet. Tenho pelo menos uns 400 contatos no MSN, uns 500 amigos no Orkut e mais não sei quantos no Facebook. Bom, vamos por partes.

Quase todo mundo é muito, digamos, solícito na internet. É uma tal de paideguice descabida no mundo midiático que adoça até a tela do computador. É um lance de “amigo”, “querido”, “parceiro”, “irmão” e outros adjetivos. Sem falar nos elogios e a tal saudade daqueles que não vemos pessoalmente há meses ou anos.  

Aí que entra o tal “Égua, quanto tempo, temos que marcar algo”.Papo furado, a maioria dos antigos amigos de escola, faculdade ou antigo emprego se tornam boas lembranças ou somente mais um rosto conhecido na rua e nada mais. Claro que tenho muitos velhos amigos. Mas eles não dependem do mundo virtual.


Tá bom, somente uma que mora em Macapá, mas não temos contato pessoal pela total falta de compatibilidade de lugares freqüentados e etc. E dois que moram longe. O restante são somente pessoas legais, que talvez um dia tenham significado algo ou até foram amigos, mas o tempo, distância ou qualquer que seja o fator, os afastou. E isso é fato.

Claro que não estou tirando o mérito dessas pessoas, alguns foram personagens importantes de nossas histórias. Parafrasenado o escritor Fernando Canto: “De um tempo que fomos para sermos o que somos”. Cirúrgico!

Outro dia, uma efusiva conhecida (daquelas que a gente aceita só por educação na rede social) mandou um recado para o bate papo do Facebook: “Oi Elton, precisamos marcar com a fulana, o beltrano e o Sicrano, igual antigamente”. Acontece que perdi o contato com esse pessoal há tempos e quando encontro falo só de “oi”.

O ápice do papo furado é quando, erradamente, pensam que você pode beneficiá-los de alguma forma. Aí a rasgação de seda sem sentido é um atentado à minha modesta inteligência. A estes figuras, como diz o meu amigo Fernando Bedran: “panemas e pregos que acham bonito ser otário” e disparam todo tipo de falsidade clichê, dedico este texto.

Ah, eu adoro 80% dos meus contatos de internet, este escrito fala de uma minoria, que fique claro. Pois ao contrário de Cazuza, “mentiras sinceras” NÃO me interessam.

Deus é brasileiro e gosta de samba. Posso provar.

                                                                                     Por Juçara Menezes

Continuo na minha saga de não saber ao certo o que escrever aqui, mas eu inventei essa e prometi não decepcionar meu querido fio e muito menos baixar a audiência deste blog. Vamos às generalidades, até achar um caminho. A jornada de mil quilômetros começa com o primeiro passo (Sábio babuíno sábio Rafiki, de “O Rei Leão”, mas acho que é um ditado chinês).

Sempre gostamos de achar que estamos corretos e mais uma vez posso provar que estou certa:

Gosto da Elza Soares. De verdade. Ela tem uma voz incrível, inconfundível, marcante. Quando ela canta: “Esse político é safado, cuidado na hora de votar”, lembro do meu querido povo amazonense que, apesar de todas as provas em contrário, continua elegendo quem não presta.

Ferrou-se. “O ladrão está escondido lá em baixo, atrás da gravata e do colarinho”, continua ela na homenagem a Bezerra da Silva. Muita gente ainda não percebeu que esta verdade também serve para Manaus.

O Samba de Raiz sempre explicou muito bem o que acontece no Brasil, só não vê quem não quer. Ou quem prefere escutar forró e acreditar nos “versos poéticos” advindos de tais “melodias”.

Aí vem Dicró, um dos grandes Malandros. O cara, junto com Moreira da Silva, que uma vez declarou: “Sou radicalmente contra a homofobia. Este tipo de coisa é de gente que não é de Deus. Quem é contra o amor, por favor, não fale comigo”.

Muito obrigada por terem feito parte da minha história, desde criança. Muito obrigada por existirem! Vocês são a maior prova que Deus é brasileiro, afinal, só existem seres tão criativos quanto Ele na pátria em que nasceu!

Promessas vazias ou falta de atitude?

                                                                                       Por Enzo Ballarini 

Hoje eu começo a me exercitar. Hoje eu termino de ler aquele livro que está esquecido na minha cabeceira. Hoje eu corto o cabelo e faço a barba. Hoje eu sou outra pessoa. Essas e outras promessas que vão caindo no esquecimento ao final do dia. E então outro dia recomeça e… Lá vamos nós de novo.


Nós somos tão desenvolvidos, tão avançados, mas às vezes me pergunto se somos os mais aptos.

Claro, muitos animais também caem no conformismo e vivem na mesma situação por muito tempo, mas acho que eles não são lá muito racionais. E quanto a raça humana, que sabe o que é melhor pra si, que distingue perfeitamente o bem, o mal, o socialmente aceito, as regras e morais, e tem perfeito conhecimento do que está a sua volta?

Nós somos extremamente conformistas e relaxados. Afinal, pra que melhorar? Pra que ser mais inteligente? Nos apegamos tanto ao material que vivemos em função do mesmo. A grande maioria prefere comprar a TV dos sonhos a uma enciclopédia completa.

Continuamos comprando a melhor geladeira e o melhor fogão pra continuar comendo a mesma porcaria de sempre, os mesmos fast-foods, nossas tão queridas “junkie foods”. Nem vou começar a entrar no âmbito “junkie”, senão vamos ter uma overdose de drogas de informação. Ou desinformação.

Todos os dias eu me proponho a mudar drasticamente. Mudar quem eu sou e como eu me relaciono com a sociedade e comigo mesmo. Ao menos dessa vez eu fiz algo, escrevi um texto. Próxima vez talvez não ocorra o mesmo. Quem sabe esse não é o começo de um extenso período do que nossos antigos filósofos gostavam de chamar de “ócio produtivo”. E quanto a você, já arrumou uma produção nesse ócio?

Carta de Satanás

Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.

Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro, à have, ao cinema, à balada, quantas coisas! Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom!

Mas o mais me agrada é que você não se arrepende, talvez se arrependa mas não quer mudar, e não tem forças e sabe porque? hahahahaha….eu estou do seu lado e vou te enfraquecer o quanto puder pra você se perder! Você pensa ser jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus, mas eu tenho que dizer que um dia você vai ficar velho e vou rir de você quando de bengala procurar um deus por aí, ou na cama entrevado querer ir à igreja e eu não vou deixar, porque você é um dos meus!

Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho que conhece a Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A música vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus, e diz que não tem forças, ora mas desiste e dorme, sente medo a noite mas me adora sem saber, faz minhas vontades, está nas trevas..e vou te levar cada vez mais pro fundo do poço…até aquele dia em que vai arder comigo no fogo!

Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???

Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado.

O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!

Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.

Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada. Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.

Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás ou como queira me chamar.

(P.S. Se realmente me amas, não mostre à ninguém mais esta carta.)


Meu comentário: Recebi este texto por e-mail e achei interessante e engraçado. Uma boa reflexão para os religiosos e os que não gostam do tema. Ah, o “P.S.” é ótimo (risos).

Você assume os seus defeitos?

                                                                                     Por Elton Tavares

Sei que vocês dirão ou pensarão: Lá vem o Elton com esse papo reflexivo de novo. Bom, é isso mesmo. O papo hoje é: você assume seus defeitos?

Eu assumo que sou esquentado, ciumento, brigão, possessivo e, ás vezes, intolerante. Mas e vocês? Vejo muita gente escrevendo na blogsfera, detonando os outros a torto e a direito, por pura e simples maldade. Principalmente no twitter. É um tal de contar podre dos outros em somente 140 caracteres, coisa feia mesmo.

Ah, ainda tem os que dizem que quem trabalha não faz nada, mas em alguns casos, o crítico é somente um invejoso querendo puxar o tapete de quem está tendo oportunidade de trabalhar. Isso em vários setores públicos e privados.

Aí fico me perguntando, será que alguns fulanos e, principalmente, fulanas não sabem que nós sabemos de seus respectivos tetos de vidro e rabos de palha? Moramos em um Estado onde todos escutam coisas sobre todos.

Em Macapá então, nem se fala. Aí vem neguinho ou doidinha pagar de sabidão, detentor de uma mentirosa conduta exemplar. Gente capaz de tudo para andar do lado de quem está por cima.

Acredito que críticas são construtivas para a melhoria dos serviços, mas se forem embasadas e não disparadas na doida, por assim dizer. Aí volto a dizer e perguntar. Eu assumo os meus defeitos, que não são segredos para ninguém. E vocês?

Ainda tenho o péssimo hábito de pré julgar pessoas, o famoso pré-conceito, principalmente quando elas se mostram frescas ou arrogantes em um primeiro momento. Mas, em alguns casos, depois que apuro melhor e saco que são legais, fica tudo certo.

Antes de julgar. Tentar sacaniar, apedrejar ou detonar com alguém, pensem na sua conduta, sobretudo em vossas histórias. Que pelo visto, vocês pensam que ninguém sabe. Ledo engano. O velho papo da ação e reação. Fica a diga.

As lições de vida da novela Passione

Certo. A novela já terminou faz tempo. A Zerozen ia manter a sua tradicional ignorância sobre o assunto. Aliás, no dia em que algum impoluto integrante dessa revista acompanhar 200 capítulos de uma trama banal e ridícula, os terroristas venceram. De qualquer forma, os fãs (sic e sci-fi) insistiram para que a gente comentasse. Tá bom. O que a gente não faz por um copo de chopp…

Em primeiro lugar, a novela Passione ensinou várias lições de vida aos brasileiros. A primeira e mais importante é a seguinte: nunca confie nos pobres. Sim, os vilões Fred (Reynaldo Gianecchini) e Clara (Mariana Ximenes) eram uns pés-rapados ambiciosos. Ou seja, na visão da novela, se você é um sujeito de baixa renda deve se contentar com a sua posição infeliz ou então vai mofar na cadeia.

Duvidam? Fred tentou se vingar da família Gouveia por ter demitido o seu pai depois de um acidente. No final da novela descobriu que seu progenitor era um trapaceiro. Perceberam? Pobre honesto? Nem pensar. Mas o arguto zeronauta pode argumentar: mas os ricos eram cheios de problemas.

Mesmo? Sério? Gerson (Marcelo Anthony), que poderia ser um perigoso pedófilo, na verdade foi abusado na infância. Era um reles viciado em voyeurismo sexual pela internet. Danilo (Cauã Reymond), que superou o drama das drogas, em uma noite esfaqueou um segurança! Sim, esfaqueou um pobre coitado (sem trocadilho)! Mas como rico não vai para a cadeia sequer foi processado. E o sujeito ainda acabou fugindo da cidade.

Ainda não acredita? Analise o caso de Melina (Mayana Moura). Começou como amiga quase irmã do galã Mauro (Rodrigo Lombardi). Mas virou uma bruxa ao longo dos capítulos. Casou com Fred e armou todas que podia contra a mocinha Diana (Carolina Dieckmann). Perdeu a identidade e ganhou a raiva do público. Só que em uma maluquice típica de novela reapareceu nas últimas semanas. O problema é que virou uma santa arrependida. Algo completamente inconcebível. E para piorar ficou com Mauro! E você, seu lorpa, esperou 200 capítulos por isso?

O único rico legal era o escroto do Saulo (Werner Schünemann). Infelizmente morreu. Bem, para falar a verdade foi assassinado. E a novela investiu tudo nesse mistério. O criminoso só foi revelado no último capítulo e quem poderia ser culpado senão alguém pobre? Claro que foi a Clara (Mariana Ximenes).

E teve até uma explicação razoável. A sua avó, Valentina (Daisy Lúcidi), quando ela era criança, oferecia a garota para o pedófilo filho de Bete Gouveia. Saulo levou a relação até a fase adulta e contratou a vilã para matar seu pai, Eugênio, para conseguir o controle da empresa da família. Mais tarde, Clara deu o troco. A vilã ainda matou uma coadjuvante inocente. Ela sequestrou a garçonete da cantina do seu Talarico para que ela morresse carbonizada no acidente de carro em seu lugar. Coisa fina.

Enfim, em Passione a patuleia, a massa ignara, a escumalha aprendeu que é preciso temer os pobres e amar os ricos. E depois ninguém sabe por que nesse país tropical ainda está “deitado eternamente em berço esplêndido”…

Fonte: Site Zero Zen.

O pobre soberbo

                                                                                      Por Elton Tavares

Quem costuma ler este blog sabe que, vez ou outra, publico devaneios sobre o comportamento que observo por aí. Não que eu seja um estudioso da natureza humana, nada disso, escrevo sem propriedade alguma, somente baseado nos meus achismos e pontos de vista.


Bom, hoje falarei do “pobre soberbo”. Não, não sou elitista, na verdade nunca liguei para quem tem grana ou sobrenome. Sempre andei com lisos bacanas e agradáveis desconhecidos, assim como eu. Acredito que gente legal atrai gente legal. Enfim, voltemos ao pobre soberbo.

Este tipo de cidadão possui uma renda mensal que está sempre abaixo do orçamento que gostaria de ter, até aí, tudo normal. O pobre soberbo costuma ter bom gosto com roupas, culinária e etecétera e tal. Mas é do tipo que gosta de manter a aparência de bacana, usar vestimentas de marcas famosas, mesmo que isso comprometa suas prioridades (como supermercado, prestações ou algo assim).

O importante para este tipo peculiar de pessoa é manter a capa. Elas costumam freqüentar locais “chiques”, sempre conversando sobre futilidades e afins. Ah, os assuntos preferidos do pobre soberbo são carros e pessoas que ocupam cargos públicos. Sim, eles são afiados nessa ladainha.

O pobre soberbo conhece todo figurão ou seus filhos, por estudar há anos a fio, suas fisionomias nas inúteis colunas sociais. Aí ele espera só uma oportunidade para puxasaquear o tal fulano e aplicar o seu marketing pessoal, pleiteando algum tipo de status.

Ah, quando um pobre soberbo consegue alcançar algum lugar dentro da sociedade, este fica pior do que os verdadeiros ricos, nojentão total. Conheci várias pessoas assim. Lembro de um figura, nos anos 90, que disse para mãe que iria se matar, se ela não comprasse um carro para ele. Lembro das meninas da faculdade dizendo: “É um Fulano do carro tal” ou “é o Ciclano, filho do Beltrano”.

Outra característica dos pobres soberbos é dizer o preço das coisas que usa: “Saca este sapato, dei R$ 500 nele”. Essas pessoas são de uma superficialidade incrível.

Estes figuras são cheios de falsas certezas. Basta o mínimo de percepção para arrancar suas máscaras. A maioria só faz figuração na vida. Parafraseando Arnaldo Jabor: “eles assumem a verdade das suas mentiras”.


Dos pobres soberbos, que não são pobres só de posses, mas de espírito, eu só sinto pena e desprezo. Deles, só quero distância.

Família, ingratidão e canalhice

                                                                                      Por Elton Tavares

Costumo dizer que não possuo um comportamento politicamente correto, mas tem duas coisas que são primordiais para mim, o meu trabalho e a minha família. No trampo, o aprendizado é diário, mas acredito que, no âmbito familiar, aprendi, há muito, a dar valor aos meus. Tive minha fase de idiota, como todo adolescente, mas hoje vivo em paz e feliz com o meu povo.

É impossível contabilizar os benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. Dia desses presenciei um desmando sem igual. Uma das cenas mais execráveis que vi na vida. A ingratidão de uma filha, ofendendo sua própria mãe, tudo por conta de seu egoísmo descabido. Uma verdadeira bomba dentro de um lar.

Sem citar nomes ou motivos (ou pretextos), vou somente desabafar sobre a canalhice da figura, pois com a consciência anestesiada, os ingratos costumam dizer que são vítimas e se justificam com argumentos mentirosos, e até convencem uma minoria.
Além de má filha, descobri que a desgraçada em questão é uma suicida em potencial, caloteira, mãe relapsa e sem nenhum senso do que é família. Um tipo de alma que até o diabo dispensa.

Como aprendi que o velho bordão que diz: “as aparências enganam” está corretíssimo, este foi somente mais um caso. A pessoa que critico aqui tem cara de anjo, fala mansa e jeito meigo, tudo capa. Comparo-a com um vaso sanitário, branquinha por fora e podre por dentro.

Torço para esta cidadã reflita e mude seu comportamento. Pois tem muita gente que eu gosto que a ama. Como disse o sábio Miguel Cervantes: “A ingratidão é filha da soberba”.

Abraços na geral e tenham uma ótima semana.

Gafes, ninguém escapa delas

                                                                                              Por Elton Tavares

É horrível quando você comete uma “gafe”, um engano, erro, mancada, descuido ou deslize de falar algo na hora errada. Sim amigos, em certos momentos, por pura patetice, passamos pequenas e grandes vergonhas. O conceito de gafe diz que: “são termos que designam ações ou palavras impensadas que involuntariamente causam constrangimento ao autor e/ou às pessoas a ele próximas”.

Vou explicar. As gafes possuem vários graus de constrangimento, vão desde o leve erro de perguntar: “Fale fulano, cadê sua namorada?” e ouvir como resposta: “não estamos mais juntos”. Isso é leve. Mas quando o cara responde: “Ela me deixou, está transando com o ciclano”, aí é osso! Cometi a referida gafe noite dessas, quase me enterro de vergonha.
Certa vez, um cara me contou durante uma conversa sobre esquecer o nome das pessoas (outra gafe frequente), que ele chegou a uma loja e foi chamado pelo balconista: “Ei João, beleza cara?”. Ele disse que ficou olhando para o efusivo funcionário do estabelecimento, tentando reconhecê-lo.

Logo o sorridente balconista disparou: “Coé mermão, não está me reconhecendo?”. Sem saída, João vai andando ao encontro do rapaz e diz: “Também, tu ficas aí sentado, nem dá para te ver direito”. O semblante do balconista fica triste e este responde: “Claro, eu sou cadeirante”. Ao constatar a situação e ainda por cima não se lembrar da figura a sua frente, João fica totalmente constrangido, isso é o que chamo de gafe peso. Certamente foi uma sensação de “semgracês” enésima potência.
Mas ainda existem aquelas que, de tão inusitadas, são engraçadas. Nos anos 90, escutando um famoso programa de rádio, onde uma moradora do bairro do Muca denunciava que garotos faziam rachas em carros, o locutor pergunta: “E onde fica isso?”. E a cidadã responde: “Perto da Casa Amarela (antigo prostíbulo)”.

Não contente, o comunicador (que tem como bordão “me conta tudo, não me esconde nada”) reforça a pergunta: “Mas em qual rua e perímetro?”. Aí a senhora dispara: “Tu sabes fulano, vejo o teu carro lá quase toda noite”, e a ligação foi cortada. Saia justa total.
Outra velha história de uma gafe engraçada que virou jargão em Macapá é a lenda que um repórter, apelidado de “Patinhas”, que estaria cobrindo uma prisão de um traficante local, faz a seguinte pergunta: “Onde fica o seu ponto de venda, a dita ‘boca de fumo’?”. E o meliante diz: “Tu sabes Patinhas, tu sempre compra lá comigo, tu sabes..”.

Por conta desta lenda urbana é que usamos para o óbvio : Tu sabes Patinhas”. É por estas e outras que sempre digo que ninguém está isento de cometer gafes. Se você conhece outras gafes engraçadas, conte aí nos comentários do blog. Bom domingo e um grande abraço a todos!

Mapeando buracos de Macapá

                                                                                              Por Régis Sanches

Tenho um amigo que atualmente se presta a uma tarefa inglória: ele está mapeando os buracos da cidade de Macapá. O intrépido aventureiro já estabeleceu várias rotas e constatou que circular pelas vias da capital é um esporte radical, ou melhor, é um verdadeiro Rally.

Segundo o mapa preliminar – que não cobre nem 1% da área asfaltada da cidade – a situação é sinistra. E não seria má idéia a prefeita Helena firmar uma parceria público-privada para instituir, antes do Carnaval 2011, o “Rally de Macapá”.

Certamente, o evento seria o maior sucesso. Imagine o frisson da TV Globo transmitindo para todo o planeta a quebradeira dos carros com tração nas quatro rodas. Na voz de Galvão Bueno: “Incrível, neste momento, acaba de atolar no ‘buraco do Bob Góes’ o carro que liderava a prova”.

Este meu amigo me disse que há buracos tão grandes nas ruas de Macapá só comparáveis às crateras existentes na Lua. Ontem, tive a infelicidade de circular na garupa de uma motocicleta. Ao saber do mapeamento dos buracos, o condutor – que é clandestino – me informou que algumas das campeãs da buraqueira são: a Avenida 13 de Setembro, desde o Bairro do Trem até o seu final, e a Rua São Paulo, no Bairro do Pacoval.

Os cidadãos que vêem o seu rico dinheirinho evaporar nas oficinas da cidade por causa dos buracos aqui vai uma dica: mandem a lista da buraqueira para este colunista e conta, obviamente, para a prefeita Helena.

Brevemente, o portal WWW.brilhodefogo.com vai lançar um concurso: aquele cidadão que conseguir apresentar uma rota de, no mínimo 5 quilômetros, sem a ocorrência de nenhum buraco, vai ganhar um prêmio em dinheiro.

Estamos esperando apenas a conclusão do mapa dos buracos, a redação do regulamento e a captação das verbas de patrocínio. Enquanto isso, motoristas, motociclistas, ciclista e os pedestres já podem montar os seus roteiros. E enviá-los à prefeita Helena. Afinal, esta é uma “Cidade Forte!” Saudações ao prefeito Roberto.

Eu odeio falastrões!

                                                                                     Por Elton Tavares

Eu leio muita coisa legal na internet, consequentemente, muita porcaria também. Mas nada pior do que textos de auto-afirmação e marketing pessoal. Gentinha totalmente hipócrita.

Deixa eu explicar, você conhece um Mané ou uma “Songa Monga”, mas em suas respectivas páginas, a figura descreve a pessoa que gostaria de ser e não quem realmente é, verdadeiras falácias.

Tem gente que diz que é jornalista imparcial e na verdade é um jabazeiro de marca maior. Tem nego que escreve sobre seus “feitos”, mas na verdade são reproduções de histórias de terceiros.

Tem maluca que discorre sobre seu bem estar, boa forma, tudo numa “Nice”, mas não passa de uma mulherzinha invejosa e que ninguém come.

Tem ainda aqueles que protestam sobre tudo, com textos que vão do nada para lugar algum e posam de pseudo-revolucionários.

É, tudo isso na blogsfera local, não pensem que falo só do universo midiático nacional, tem muita merda por aqui mesmo.

Por estas e outras que sempre digo que este espaço é para coisas sérias, piadas, devaneios e besteiras em geral, mas não somos os donos da verdade.

Se Raul Seixas ainda estivesse neste mundo, não usaria só “jornais”, ele poderia cantar também: “Eu não preciso ler blogs, mentir sozinho eu sou capaz”. E eu não to nem aí se não rimou (risos).