Há vinte anos, o Nirvana lançava o álbum Nevermind

Na manhã do dia 24 de setembro de 1991, uma terça-feira, começaram a chegar caixas nas lojas de discos dos Estados Unidos e da Inglaterra trazendo CDs e vinis com uma capa azul, com um bebê nu nadando atrás de uma nota de um dólar em um anzol. A quantidade de cópias, pouco menos de 50 mil, dava a exata dimensão da expectativa moderada que a gravadora Geffen esperava vender de Nevermind, o álbum de uma banda nova vinda do interior do país, chamada Nirvana.
Ainda fruto do final da década de 1980, Nevermind seria mais um disco de rock independente numa época assolada por Michael Jackson, boy’s bands e cabeludos do heavy metal. Porém, o disco quebrou o mainstream, tirou Michael Jackson do topo das paradas e transformou o grunge melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo. O disco está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame (Uma espécie de ranking da fama do rock).

Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Número comparável com o Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. As 12 músicas logo se tornaram um clássico e o impacto que o disco causou na música e na cultura pop é sentido até hoje. Recentemente, o jornal inglês The Guardian citou o disco como um dos eventos mais importantes da história do rock. O Nirvana chegou a se apresentar no Brasil em 1993.

Formado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, o Nirvana acabou com a morte prematura de Cobain. Aos 27 anos, em 5 de abril de 1994, o letrista e líder da banda se suicidou.

Meu comentário:

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Tempos de festinhas de garagem e TDK 90 minutos, com os nomes das músicas anotadas no papel interior da capa da fita.

 O Nevermind surgiu para os jovens amapaenses no mesmo período que outra boa nova, a MTV. Lembro como se fosse ontem, em 1992, a recém chegada emissora exibia o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” incessantemente e nós não enjoávamos. Foram grandes momentos para a minha formação cultural. Eu tinha 16 anos e toda aquela adorável barulheira ainda ecoa no meu coração.

 Viva os 20 anos de lançamento do Nevermind, eu escutarei Nirvana para sempre, assim como Beatles, Led Zepellin, Ramones e Pink Floyd. Musica é a trilha sonora das nossas vidas e a da minha é o bom e velho Rock And Roll.

Elton Tavares
Fontes: http://veja.abril.com.br/ & http://www.divirta-se.uai.com.br/ , além das minhas duas décadas escutando Rock.

Música de hoje

Everybody Hurts (tradução: Todo mundo sofre) R.E.M. 
 
Quando o dia é longo, e a noite
A noite é somente sua
Se você tem certeza [que] já teve o suficiente desta vida,
Bem, persista…
Não desista de si mesmo, pois todo mundo chora
E todo mundo sofre, às vezes…

Às vezes tudo está errado,
Nesse momento é hora de cantar junto.
Quando seu dia é noite, sozinho, (Agüente, agüente)
Se você tiver vontade de desistir (Agüente….)
Se você achar que teve demais desta vida,
Bem, persista…

Pois todo mundo sofre,
Consiga conforto em seus amigos.
Todo mundo sofre…
Não se resigne, oh, não!
Não se resigne
Se você sentir como se estivesse sozinho.
Não, não, não, você não está sozinho…

Se você está por conta própria nesta vida,
Os dias e noites são longos,
Quando você sentir [que] teve demais desta vida
Para persistir…

Bem, todo mundo sofre
Às vezes, todo mundo chora.
E todo mundo sofre
Às vezes…
Mas todo mundo sofre às vezes…
Então agüente, agüente, agüente, agüente,
agüente, agüente, agüente, agüente…

Todo mundo sofre…
Você não está sozinho…




Everybody Hurts com o fim do R.E.M.

 
Ontem (21), o R.E.M., uma das melhores bandas de todos os tempos, anunciou o seu fim. A primeira formação contava com o vocalista Michael Stipe, o guitarrista Peter Buck, o baixista Mike Mills e pelo baterista Bill Berry. Em 1996, com a saída do batera, eles viraram um trio. O grupo havia completado 31 anos de carreira. Durante sua trajetória, o conjunto musical norte-americano lançou 15 álbuns.
“Caminhamos cada um para um lado, com gratidão e com incredulidade diante de tudo o que realizamos”, disse o comunicado no site oficial do R.E.M. Na página do grupo no Facebook.
O R.E.M. fez músicas empolgantes como Losing My Religion e canções comoventes como Everybody Hurts. Certas vezes, suas letras foram eufóricas, em outras, melancólicas. Claro, afinal, composições são feitas em cima de emoções.
O R.E.M. possui um vasto repertório e de primeira. São letras inteligentes, melodias memoráveis, com proeza técnica, riqueza de arranjos e brilhantismo. A maioria cheia de experimentações, mas sem a pirotecnia das grandes bandas egocêntricas.
“Espero que nossos fãs entendam que esta não foi uma decisão fácil, mas todas as coisas precisam acabar, e nós queríamos fazer do jeito certo. Queríamos fazer do nosso jeito”, escreveu o vocalista Michael Stipe.  “Este é o momento certo”, concluiu o baixista Mike Mills.
 
 
“Aos nossos fãs e amigos: como R.E.M., e como grandes amigos e colaboradores, decidimos nos separar como banda. Nós nos despedimos com um grande sentimento de gratidão, completude e orgulho de tudo que conquistamos. A qualquer pessoa que se sentiu tocada pela nossa músicas, nossos maiores agradecimentos por ouvir”
Ainda me emociono ao ver as imagens do show do R.E.M. no Rock in Rio de 2001, principalmente durante a música Everybody Hurts. Aquilo foi muito doido!
Tentei assisti-los em novembro de 2008, quando se apresentaram em São Paulo. Na época, meu irmão ficou de me dar as passagens e eu entraria só com a grana da hospedagem e ingressos, mas não deu certo. Um amigo meu desistiu da viagem, pois tínhamos acertado de ir juntos para rachar as despesas.
Ta vendo Macaco? Tu és foda… Foi o último show deles no Brasil. Agora já era! É, certamente, Everybody Hurts (todos sofrem ) com o fim do R.E.M.. Os verdadeiros fãs de rock and roll, claro.
Significado do nome da banda
R.E.M. como nome da banda, deriva de: Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos).

Elton Tavares

Há 20 anos, Nirvana era expulso da própria festa de lançamento do “Nevermind

Kurt Cobain, na noite de lançamento do disco que se tornaria um dos maiores álbuns do Rock.
13 de setembro de 1991: há exatos 20 anos, Kurt Cobain, Dave Grohl & Krist Novoselic estavam no Re-Bar – famosa e bizarra casa de shows de Seattle (onde a programação vai desde sarau de poesia a shows de striptease) – para a festa de lançamento de “Nevermind”, álbum que seria lançado oficialmente 11 dias depois e elevaria o Nirvana à condição de banda mais importante do mundo naquela época.

Na festa, realizada numa sexta-feira 13, tinha muita bebida e comida, tipo lanchinho. Aliás, a comemoração acabou por causa desses lanchinhos: dizem, houve uma guerra de comida de proporções caóticas e a farra terminou quando um segurança tirou o Nirvana de lá, sem saber que o Nirvana era o Nirvana hahaha.

Reza a lenda que Kurt confidenciou a um amigo próximo naquela noite que, com “Nevermind”, ele seria em breve tão famoso quanto o Axl Rose, que era o “cara” da época. Muita gente, óbvio, achou que era piada.

Freddie Mercury faria 65 anos hoje

Não quero mudar o mundo. O que mais me importa é a felicidade. Quando estou feliz, meu trabalho reflete. No final, os erros e as desculpas são minhas. Gosto de sentir que estou sendo honesto. No que me compete, quero aproveitar a vida, a alegria, a diversão, o máximo que puder nos anos que ainda me restam
Palavras do cantor Freddie Mercury (1946-1991), líder da banda Queen , um pouco antes de morrer e que faria 65 anos hoje (5). Ele foi um dos maiores cantores do Rock and Roll.

34 anos sem Elvis Presley, o rei do rock

 
Há 34 anos, morria Elvis Presley, o rei do rock and roll, depois de muito sucesso, mais de 1 bilhão de discos vendidos e apenas 42 anos de idade.
Elvis Aron Presley nasceu em Tupelo (Mississipi) em 08/01/1935. Com 10 anos comprou seu primeiro violão e nove anos depois teve uma ideia inocente que acabou mudando sua vida: no aniversário de sua mãe, resolveu presenteá-la com a gravação de duas canções: My Hapiness e That’s when your heartaches begin. Sam Phillips, dono da Sun Records gostou de sua voz e o convidou para gravar com um grupo, mas foi Tom Parker (o Coronel) quem reconheceu seu talento e como seu empresário arrumou-lhe um contrato com a RCA.
Por causa de suas roupas justas e do jeito como mexia os quadris, ficou conhecido como Elvis, the pélvis. Em 1956 assinou contrato para participar de seu primeiro filme Ama-me com ternura, que ficou famoso por sua bela música tema Love me tender.
No total, estrelou 31 filmes, sendo os mais conhecidos O prisioneiro do rock (1957), Balada sangrenta (1958), Em cada sonho um amor (1962), Garotas! Garotas! Garotas! (1962), Loiras, morenas e ruivas (1963) O seresteiro de Acapulco (1963), Amor a toda velocidade (Vila Las Vegas) e Viva um pouquinho, ame um pouquinho (1968), mas a maioria deles é medíocre e apenas caça-níqueis, onde eram lançados seus maiores sucessos. As histórias não tinham a menor importância ou sentido.
Abandonou a carreira por um tempo (1958 – 1960) para servir o exército e nessa época conheceu sua futura mulher, Priscila (que mais tarde participaria da série Corra que a polícia vem aí), com quem teve uma filha, Lisa Marie, que ficou casada por pouco tempo com Michael Jackson.
Nessa época sua carreira já estava em decadência. Elvis consumia tranqüilizantes desde a juventude e passou a abusar de drogas – para dormir, acordar, emagrecer… Seu médico particular teria lhe receitado nos últimos meses de sua vida, 1790 doses de anfetamina, 4996 de sedativos e 2019 de narcóticos. Em 16/08/1977, após algumas temporadas em hospitais e prestes a iniciar uma turnê, Elvis morreu em Memphis, vítima de hipertensão cardíaca. Alguns anos depois, seu irmão adotivo revelou que ele teria se suicidado, mas nada foi confirmado.

Música de hoje

Sad But True (tradução) – Triste mas verdade – Metallica
Ei, Eu sou sua vida, Eu sou o único que te conduz até lá
 Ei, Eu sou sua vida, Sou o único que se importa
 Eles, eles traem, Eu sou seu único amigo verdadeiro agora
 Eles, eles vão trair, Eu estou sempre lá

Eu sou seu sonho, se faça real
 Eu sou seus olhos quando você deve roubar
 Eu sou sua dor quando você não pode sentir
 triste mas verdade
 Eu sou seu sonho, pensamento perdido
 Eu sou seus olhos quando você esta longe
 Eu sou sua dor enquanto você retribui
 você sabe que é triste mas verdade
 triste mas verdade

Você, você é minha máscara, você é minha proteção, meu abrigo
 Você, você é minha máscara, você é o único que é culpado
 Faça, faça meu trabalho, faça meu trabalho sujo, bode expiatório
 Faça, faça minhas necessidades, por ser o único que está envergonhado

Eu sou seu sonho, se faça real
 Eu sou seus olhos quando você deve roubar
 Eu sou sua dor quando você não pode sentir
 Triste mas verdade
 Eu sou seu sonho, pensamento perdido
 Eu sou seus olhos quando você esta longe
 Eu sou sua dor enquanto você retribui
 você sabe que é triste mas verdade
 triste mas verdade

Eu sou seu sonho
 Eu sou seus olhos
 Eu sou sua dor
 Eu sou seu sonho (Eu sou seu sonho)
 Eu sou seus olhos (Eu sou seus olhos)
 Eu sou sua dor (Eu sou sua dor
 Você sabe é triste mas verdade…

Ódio, Eu sou seu ódio, Eu sou seu ódio quando você quer amor
 Pague, pague o preço, pague, pois nada é honesto
 Ei, Eu sou sua vida, Eu sou o único que te conduziu até lá
 Ei, eu sou sua vida, e eu não me importo mais

Eu sou seu sonho, se faça real
 Eu sou seus olhos quando você deve roubar
 Eu sou sua dor quando você não pode sentir
 triste, mas verdade
 Eu sou sua verdade, dizendo mentiras
 Eu sou sua razão, álibis
 Eu estou dentro abra seus olhos
 Eu sou voce!
 triste mas verdade!

Música de hoje

                                                  

                                                            
                                                   Epic – Épico – Faith No More

Você pode sentir isso, ver isso, escutar isso hoje?Se não pode, de qualquer forma não importaVocê nunca vai entender isso porque acontece rápido demaisE a sensação é tão boa, é como caminhar sobre vidroIsso é tão legal, isso é tão na moda, isso é certo
É tão excitante, é incrívelVocê pode tocar isso, cheirar isso, provar isso, é tão doceMas isso não faz diferença pois isso paralisa seus pés
Você quer isso tudo mas você não pode ter isso




Está chorando, sangrando, deitando no chãoEntão você deita em cima disso e faz mais um poucoVocê tem que compartilhar isso, então você ousa issoE então você desnuda isso e rasga isso


Você quer isso tudo mas você não pode ter issoEstá na tua cara, mas você não pode agarrar isso


Isso está vivo, com medo, uma mentira, um pecadoIsso é mágico, isso é trágico, isso é um prejuízo, isso é uma vitóriaIsso é escuro, isso é úmido, é uma dor amargaÉ triste que isso tenha acontecido e isso é uma vergonha


Você quer isso tudo mas você não pode ter issoEstá na tua cara, mas você não pode agarrar isso


O que é isso?Isso é issoO que é isso?…

Obs: O meu amigo Cidinho me lembrou esse clássico do rock hoje pela manhã. Um bom som para a sexta.


U2 faz homenagem à Amy Winehouse durante show.

A banda irlandesa U2 prestou uma pequena homenagem à Amy Winehouse em um show da turnê 360º, que foi realizado na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos.
Bono Vox, líder da banda, cantou a música Stuck In A Moment You Cant Get Out Of, que havia escrito no ano 2000, em homenagem ao vocalista da banda INXS, Michael Hutchence, que era seu amigo e se suicidou em um quarto de hotel.
Confira o vídeo da homenagem do U2 para Amy Winehouse durante o show em Minneapolis!


FONTE: http://ofuxico.terra.com.br/
Preso Em Um Momento Que Você Não Pode Sair ( TRADUÇÃO )
Eu não tenho medo de nada neste mundo
Não há nada que você possa me dizer que eu não tenha ouvido antes
Eu só estou tentando achar uma melodia decente
Uma canção que eu possa cantar em minha companhia

Eu nunca achei que você fosse boba
Mas querida, olhe para você
Você tem que se levantar, carregar seu próprio peso
Estas lágrimas não vão a lugar algum, baby

Você tem que se endireitar
Você se prendeu em um momento e agora você não pode sair dele
Não diga que depois vai estar melhor agora que você está presa em um momento
E você não pode sair dele

Eu não irei abandonar, as cores que você traz
Mas as noites que você encheu de fogos de artifício
Eles a deixaram vazia
Eu ainda estou encantado com a luz que você trouxe a mim
Eu ainda ouço por seus ouvidos, e por seus olhos posso ver

E você é tal boba
Por se preocupar dessa maneira
Eu sei que é difícil, e você nunca tem o bastante
Do que você não precisa realmente agora… meu oh meu

Você tem que se endireitar
Você se prendeu em um momento e agora você não pode sair dele
Oh amor olhe para você agora
Você se tem prendido em um momento e agora você não pode sair dele

Eu estava inconsciente, meio adormecido
A água está morna até que você descubra como é profunda…
Eu não estava pulando… para mim era uma queda
É uma longa descida até o nada

Você tem que se endireitar
Você se prendeu em um momento e agora você não pode sair dele
Não diga que depois vai estar melhor agora
Você está preso em um momento e você não pode sair dele

E se a noite corresse acima
E se o dia não durasse
E se nosso caminho devesse hesitar
Ao longo da passagem pedregosa

E se a noite corresse acima
E se o dia não durará
E se nosso caminho devesse hesitar
Ao longo da passagem pedregosa
É apenas um momento
Esse tempo irá passar

Cameron Crowe celebra 20 anos do Pearl Jam

Saiu o primeiro trailer do filme “Pearl Jam 20”, que conta a história da mais bem sucedida banda de Seattle. Dirigido por Cameron Crowe, o documentário fala sobre o início do grupo, o “caos que se seguiu após o estrelato, a saída voluntária do centro das atenções e a criação do círculo de confiança que abriu espaço para uma cultura de trabalho que os ajudou a se manter”.
O trailer é uma sequência de entrevista, shows, mosh, entrevista, show, mosh, com “Given to fly” ao fundo. A primeira entrevista, aliás, é com ninguém menos que David Lynch. Bem esquisito, vocês vão concordar. Crowe teve a sua disposição para criar o documentário mais de 1.200 horas de imagens raras e nunca vistas, mais de 24 horas de entrevistas recentes com a banda e muitas apresentações ao vivo.
É legal lembrar que o diretor esteve com a banda lá no início. Seu filme “Vida de Solteiro”, de 1992, é uma comédia romântica que traz o surgimento do grunge como pano de fundo e uma penca de bandas legais na trilha sonora, entre elas Soundgarden, Pearl Jam, Screaming Trees e Mudhoney. Além disso, Stone Gossard, Jeff Ament e Eddie Vedder fazem pequenas participações no filme e boa parte do guarda-roupa do personagem de Matt Dillon na verdade pertencia ao baixista do Pearl Jam.
O documentário será lançado no dia 10 de setembro, no Festival de Toronto, e chega no dia 20 a várias cidades do mundo, onde será exibido por uma noite. Três dias depois o filme entrará em cartaz por uma semana em alguns mercados-chave. Em outubro, o DVD chega às lojas.

Obs: Se Deus permitir, vou assistir o show deles em novembro de 2011, em Sampa.

O dia do meu amigo: 13 de Julho! Yeah….

                                                                                            Por Jacke Carvalho
A primeira sensação que eu tive quando escutei os primeiros riffs dos Rolling Stones, foi de que minha vida não seria mais a mesma. Poderia ter escutado e não sentido nenhuma diferença. Como qualquer outra canção que escutamos e nos passa despercebida. Aí escutei Jimi Hendrix, Janis Joplin, Led Zeppelin com o mesmo ouvido curioso e me perguntando o que seria esse comichão que a gente sente no pé, na palma das mãos, e que faz você querer chutar a parede.
Como explicar isso para uma criança de oito anos de idade, que está fuçando escondida os cd’s do cunhado? Realmente eu não entendia, mas eu sentia, e era isso que importava. Sentava na frente do som e passava um tempão pra decifrar quem era quem na Capa dos cd dos Beatles. Todos vestidos como músicos de banda militar. Ou achando que colocaram Jesus cristo na capa do cd do The Doors.
Um dia meu cunhado me flagrou escutando Pink Floyd. Tinha uma capa sóbria, uma parede pichada com o nome do álbum. E a segunda música tinha um barulho de helicóptero no fundo. Nossa, que legal. Como esses fizeram isso? Então Jair veio me contar a história de cada cd que eu tinha escutado até então. Disse que não era Jesus cristo aquele cara de braços aberto na capa do Doors, era o vocalista mesmo. Que cada rostinho na capa dos Beatles tinha um significado, ou então a causa mortis de cada um dos roqueiros daquelas bandas . Eu poderia ficar chocada, nunca mais querer escutar aquela música que me dava vontade de arremessar as caixas do micro system no chão. Mas aconteceu o contrário: quanto mais eu escutava, mais eu queria saber sobre todos esses caras loucos e inconseqüentes.
Assim, garimpei tudo o que estava ao meu alcance, como se aquilo fosse uma droga e que eu precisava alimentar o meu vício. Aquelas capas, com aqueles caras foram a porta de entrada para um mundo onde jamais imaginei que pudesse existir e muito menos com trilha sonora : o mundo do rock.
O rock foi feito pra todos, mas nem todos foram feitos pro rock. Precisa ter alma, essência, atitude. Não é qualquer pessoa que escuta e já sai embasbacado com um solinho de guitarra. Você não escolhe o rock como estilo musical, ele te escolhe. E quando você escolhido, você nunca mais se livrará dele, e ele sempre estará com você e dentro de você. Então você sai de casa e se depara com outra pessoa que gosta de rock. Pode até não estar escrito na testa dela, mas você sabe, porque não são palavras que vão dizer que justo aquele garoto gosta e ouve rock, são os seus gestos. Os gestos te dirão, e assim palavras tornam-se meras convenções. Pronto, sua alma se conectou a outra pela música. Em nenhum outro estilo musical acontece com tanta intensidade. Justamente por ser essa coisa mágica, que nos faz interagir e dividir o que temos e o que somos com o outro.
Imagine o mundo sem o rock? Seria submisso, obediente, calado, sereno, em que até o canto de um passarinho seria um concerto. Não haveria revolução, não haveria desejo. Ou você acha que dá vontade de transar ouvindo Chopin? O mundo seria mais limpinho, mas um limpinho tão limpinho, que não teria tanta graça. As roupas seriam bem passadas e engomadas, os cabelos com gel e penteados pra trás, as calça bem alinhadas com os cintos combinando com o sapato. O mundo quer que você seja aquilo que você não é, e o rock vem te dizer que você pode sim, ser tudo aquilo que você é dentro da sua verdade.
Porém, o mundo parece estar vencendo essa batalha, com suas ofertas mercadológicas, em que mais e mais pessoas se rendem e esquecem que o seu papel é despertar tudo aquilo que está adormecido dentro de nós. E como ficarão as próximas crianças de oito anos? O que elas escutarão, pelo que se apaixonarão? Só nos resta guardar nossos cd e LP’s num baú, para que os homens maus não os confisquem, com medo de nós, os escolhidos, subverterem seus filhos e assim perpetuar a nação dos roqueiros espalhados pelo globo terrestre.
Parabéns, meu amigo, eu não sei o que seria de mim sem você!

40 anos sem Jim

“E Jim está sempre conosco. No ar, no éter, na eletricidade. Nos sons e ritmos da música dos Doors. Nas imagens da sua poesia. Nas alegrias e angústias de sua alma. Em centenas de fotos da piscadela do “leão” que fica em nós a partir da mídia coletiva. Em jogar no rádio “Riders on the Storm” em dias de chuva. Em um anúncio em um jornal, ou um título do livro, ou um título de filme usando uma de suas linhas ou uma de suas frases de efeito. E seu rosto sobre as camisetas que estão sendo vendidas a partir de Venice Beach, Califórnia, na Praça de San Marco em Veneza, Itália. Eu os vi. E na descoberta de cada nova geração de The Doors e Jim apelo de: “Por favor, por favor, ouça-me, as crianças. Vocês são aqueles que irão governar o mundo”. E na busca de cada nova geração pela própria liberdade, Jim está lá. The Doors estão lá.”  – Ray Manzarek.