Bora pra A Banda! (o maior bloco de sujos do Norte sai hoje pelas ruas de Macapá)

Foto: Maksuel Martins

Os macapaenses esperam o ano todo para sair às ruas na terça-feira gorda. Sim, é hoje! Chegou o dia do ápice do Carnaval amapaense, A Banda! E este ano será sua 54ª edição. Alguns verão a Banda passar e outros, como eu, sairão pela cidade cantando e pulando no maior bloco de sujos do Norte do Brasil.

A boneca Chicona e seus amigos Iracema, Vanderlei, Arizinho e Arimatéia estão prontos. A organização estima que 170 mil pessoas participarão da edição deste ano. São mais de seis quilômetros de música, suor, birita, cores e alegria pelas ruas do Centro de Macapá.

Foto: Maksuel Martins

Todo ano é a mesma coisa. Acordo, banho, como algo leve e vou pra casa da dona Sabá, mãe do amigo Anderson. Lá rola caldo, cerveja e começa a “fuleiragem”. De lá, vamos para a concentração da Banda, às 14h.

A Banda foi fundada no carnaval de 1965, pelos foliões Nonato Leal, professor Savino, Jarbas Gato, tenente Pessoa, Amour Jaci Alencar e José Maria Frota. E lá se vão 54 anos!

Na Banda a gente ri dos amigos, ri da gente, ri de estranhos. Nós bebemos debaixo de sol e chuva. Subimos e descemos ladeiras, rodamos as vias de Macapá num incrível espetáculo colorido e democrático.

Hoje o espírito folião de Macapá aflora e A Banda passa sem papas na língua. O improviso e a desorganização são marcas registradas dos foliões. Alguns satirizam a política local e nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia, deboche e o bom humor multifacetado do carnaval. Milhares de caras vestidos de mulheres e a criatividade sacana dos brincantes não têm limites. Tem de tudo, até manifestações artísticas.

Saio na Banda há 24 anos. Sempre na paz e acompanhado de amigos. Que hoje seja assim de novo. A marcha louca leva pra rua a massa. Nela, a gente perde a tristeza, acha a folia de mãos dadas com a alegria.

A marcha alegre nos faz esquecer o cansaço dos dias e da realidade, com seus cheiros, música, fantasia e mágica. Lá nós vemos de tudo e nos divertimos muito com isso.

A Banda faz parte da nossa Cultura. É uma tradição do Carnaval amapaense, uma manifestação popular incrível, um verdadeiro show de irreverência e humor. Eu me ‘esbaldo’ na festa, pois a marcha é alegre. E bote alegre nisso! Estarei de Rei Momo entre os milhares de foliões. Desejo uma ótima brincadeira a todos.

Elton Tavares

O trajeto da A Banda através do tempo e antigos pontos de referência (croniqueta saudosista)

A Banda, maior bloco de sujos do Norte do Brasil, tem o mesmo trajeto nestes 54 anos de existência, mas o que ficou pelo caminho do tempo nestas mesmas ruas de Macapá? Fiz uma espécie de resgate (um tanto desordenado) de vários locais que povoam a memória afetiva do macapaense. Deixa suas lembranças agirem e vamos lá:

O ponto de partida do bloco, o mais popular dos festejos de Momo no Amapá, é na esquina da lanchonete Gato Azul e a loja Clark. Os foliões seguirão pela frente da loja A Pernambucana, dobrarão na esquina do Banco Bamerindus (pois “o tempo passa, o tempo voa…); Farmácia São Benedito; Moderninha e da Banca do Dorimar. As pessoas se trombam ao redor dos trios e carros de som. Todos molhados de suor, ou chuva.

A folia desce a Rua Cândido Mendes e o trajeto passa em frente também da Irmãos Zagury – Concessionária da Ford; Farmácia Modelo; do Banap; lojas São Paulo Saldo; Esplanada; Cruzeiro; Hotel Mercúrio; Casa Estrela; Casa Marcelo; Setalar; Tecidos do povo; Tecidos do Sul; A Acreditar; Casa Estrela; Beirute na America, ponte do Canal; Banco Econômico e Farmácia Serrano. Pelo caminho, muitos se juntarão a multidão.

Os foliões passarão em frente a Fortaleza de São José de Macapá, dobrarão na esquina da Yamada, subindo pela lateral da Feira do Caranguejo, em frente a boate Freedom e subirão a ladeira até o supermercado Romana. Sempre com os ritmos levantam nosso astral.

A marcha alegre seguirá pela Feliciano Coelho, onde a maioria já estará possuído pela cerveja, passará pelo Urca Bar; Leão das Peças; Cine Veneza e Farmatrem. A Banda chegará à Esquina do Barrigudo, na Leopoldo Machado. Continuará a passar em frente a Acredilar, lanchonete Chaparral, Casa Nabil, Hotel Glória e Baby Doll. Na brincadeira terá folião de toda idade, a maioria na maior curtição, sempre driblando os poucos que querem confusão.

A Banda é sempre cheia de colombinas faceiras, pierrôs malucos, palhaços embriagados, piratas sorridentes, enfermeiras enxeridas, bailarinas cambaleantes, diabos bonzinhos, anjos não tão angelicais, etc. O importante é alegria de quem vive a emoção de estar lá ou somente ver a banda passar.

A Banda dobrará na Avenida Fab, no canto do CCA (o couro continuará comendo); passa pela Prefeitura de Macapá; Palácio do Governo; Esporte Club Macapá; Praça da Bandeira; lanchonete Táxi Lanches; Bar do Abreu e novamente a Cândido Mendes até a Praça do Barão, onde as bandas Placa Luminosa e Brind’s farão um som até mais tarde.

Nunca saberemos quantos fantasmas carnavalescos seguem conosco na Banda, mas se assim for, que venham e sigam pela luz e brilho do encanto deste sublime momento (entre o ontem e o hoje).

O dia só começou e mais tarde é hora de cair na folia ou ver a Banda passar. É o fim do Carnaval, mas o real começo do ano. É por aí.

Elton Tavares

Feliz aniversário, Leandro Bicudo!

Hoje é aniversário do saxofonista, violonista, um dos grandes instrumentistas amapaenses, tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), instituição da qual integra a banda, pai amoroso de três filhos e e velho amigo meu, Leandro Coutinho, o popular “Leandro Bicudo”.

Leandro é um cara gente boa demais. Bicudo também é ciclista e integra o grupo que pedala pelas ruas de Macapá, rodovias e estradas do Amapá, além de promover o “Pedal Retrô”, quando usam roupas e bicicletas antigas para fazer uma passeio porreta pela capital amapaense.

Eu e Bicudo, no antigo Underground Rock Club – 2015

Leandro é um músico de alto nível e como roqueiro, integrou a Banda Cidade Oculta, que embalou a juventude de Macapá lá pela segunda metade dos anos 80 (os outros caras do grupo eram Alexandre Patifão, Helder, Célio e Adriano Bago). Quem faz boa música é foda! É o caso do Bicudo.

Admiro o Leandro talento musical, tranquilidade e serenidade. Sim, um baita cara porreta. O brother, criado no Formigueiro (centro de Macapá) chega aos 47 anos de vida com uma índole invejável e caráter inabalável, pois ele é um homem de bem.

Eu e Leandro, na semana passada, durante um evento do CBM/AP.

Enfim, Bicudo, sabes que és considerado e este texto é somente um registro da amizade e respeito que tenho por você, mano velho.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Max! – @max_rene

Gosto de parabenizar amigos em seus natalícios, pois declarações públicas de amor, amizade e carinho são importantes pra mim. Quem gira a roda da vida neste domingo de Carnaval é competente fotógrafo, funcionário público, pai amoroso de dois moleques, marido apaixonado, vascaíno sofredor convicto e meu muito querido amigo, Max Renê Santana.

Ele é um cara sereno, risonho, prestativo, trabalhador, batalhador, responsável, muito parceiro e gente fina. Sobretudo, um homem de bem. Conheci o brother em 2011. Trabalhamos juntos e construímos uma relação recíproca de brodagem. Ele é bem humorado, discreto e honesto. Fotógrafo dos bons, Max possui talento de sobra e é um estudioso da fotografia. Ao longo dos anos, o amigo tornou-se um exímio fotojornalista e todos nós, que gostamos pra caralho dele, estamos felizes com seu sucesso.

Com Max já pulei uma fogueira e é uma história impublicável, mas no final deu tudo certo. A gente sempre ri dessa merda (risos).

Além de brother, Renê sempre me salva. Digo que não sou fotografo pra todo mundo. E é a verdade. Nas pautas da vida, quando minhas imagens ficam ruins (o que é comum), peço auxílio ao Max e ele, muito gentilmente, como lhe é peculiar, me cede seus registros. Sou muito grato por essas bacanagens.

Max, mano velho, tu sabes que és do coração. Que tu sigas pisando firme no teu batalho, talento e boa vontade não lhe faltam. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores, meu amigo.

Meus parabéns pelo teru dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

É Carnaval (minha crônica sobre a maior festa cultural brasileira)

Começou mais um Carnaval, a maior festa popular do Brasil. Amo Carnaval, particularmente o de rua, sinto saudade do desfile das escolas de samba, A Banda e o bloco do Formigueiro. Carnaval é paixão, só entende quem sente. Para aqueles quem acham tudo uma grande besteira, azar o de vocês, pois não sabem curtir a maior festa cultural brasileira.

Macapá já teve bons carnavais de clube. Na época, os foliões compravam temporadas carnavalescas, bons tempos. Cresci no meio de gente alegre: meus pais, tios e os amigos deles, todos “pulavam” nos bailes carnavalescos mais disputados da cidade. Eram realizados no Trem Desportivo Clube ou no extinto Círculo Militar (esse mais elitizado). Ainda adolescente participei de muitas dessas festas memoráveis.

Pena que pelo quarto ano consecutivo (absurdo), não desfilarei pela minha amada Piratas da Batucada, como fiz desde 1992. O lance é curtir o Carnaval, a emoção e a alegria que ele proporciona. Afinal, “todo mundo bebe, nas ninguém dorme no ponto”. Mentira, muitos passam sim, mas a gente gosta assim mesmo.

Não tenho ziriguidum, não toco surdo de repique, tamborim ou bumbo, tudo pra não atravessar o samba. Também não sou pierrô e nem palhaço, mas sim Rei Momo, mas ainda dá pra andar todo o percurso de A Banda (risos). Sim, também estarei naquela multidão de máscaras coloridas e fantasias hilárias. Vamos botar pra quebrar nas ruas de Macapá. Como diz a velha marchinha do remador: “Se a canoa não virar, olê, olê, olá, eu chego lá”.

Enfim, o Carnaval é festa que contempla as tradições e a história afro-cultural brasileira e nos dá a falsa sensação de liberdade, música, suor e alegria. Como diz o samba: “É Carnaval, é a doce ilusão, é promessa de vida no meu coração”. Tenham todos um ótimo Carnaval!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Pedro Júnior! – @P_Aureli0

Hoje o bacharel e Direito e colaborador da Cunha & Tavares Consultoria, Pedro Aurélio Júnior gira a roda da vida. Filho caçula do querido tio Pedro, Jr. é mais que meu primo, é um amigo. Uma espécie de irmão mais novo. Às vezes fico muito puto com ele, mas o amo de verdade.

Neto mais novo da vó Peró, irmão do Marcelo, são-paulino sofredor convicto, amante de Rock and Roll, música eletrônica e cervejas especiais e esportista (já foi praticante de artes marciais, jogou bola, tênis e foi corredor de rua, hoje dia tira a cana do corpo em academias).

Eu nunca tinha brigado com o Pedro, mas ano passado rolou. Espero que tanto ele, quanto eu, tenhamos aprendido o que é mais importante: a amizade e a nossa família.

Sempre digo que eu já era adulto quando ele e Ana (nossa prima de mesma idade dele) chegaram e trouxeram ainda mais alegria pra nossa família. E foi assim mesmo. Amo os dois, que são tão diferentes, mas igualmente importantes para mim.

Pedro Júnior ainda tem muito o que aprender sobre malacagens e perrengues da vida, mas ele dará conta. O cara deixou de ser aquele moleque, o meu priminho mais novo e hoje em dia é um parceiro prestativo e fiel. Um comparsa (risos) e um grande brother. Entretanto, digo a ele que até para ser doido, é necessário dar o batalho. Acredito que PJ já sacou que é por aí mesmo.

Se alguém brigar com PJ, que não seja o pai dele ou algum de nós (só nós podemos), briga comigo, pois ele é o nosso caçula, o mais novo do Clã e a gente ama o moleque.

Pedro, meu primo-irmão, que tenhas sempre saúde e sucesso na jornada. Que a gente ainda beba, ria e pire muito junto. Por pelo menos mais umas duas décadas (que acho que será o máximo que aguento de boemia, rs). Sabes que podes contar comigo. Te amo!

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Meus parabéns, Zeca!! (felicitações ao Edmar Campos, um irmão de vida, pelo seu aniversário)

Com o Zeca. A gente aprontou muito nessa vida.

Hoje aniversaria o do pai da Duda, marido da Eva, servidor público, administrador socioambiental, colaborador da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, filho caçula da dona Osvaldina, corredor de rua e meu irmão de coração, Edmar Campos Santos, o popular “Zeca”. Eu e ele já passamos por muita coisa juntos. Sim, a gente aprontou muito nesta vida. Nos conhecemos no Colégio Amapaense, em 1990. Mas nos tornamos parceiros mesmo em 1994.

O Zeca era um dos caras mais safos da nossa época de Colégio. Parecia sacar de tudo um pouco. Edmar já era politizado pra idade e me abriu os olhos para muita coisa.

Eu e Zeca “gazetávamos” aula e íamos beber no Xodó. Escutávamos todas as histórias que Albino contava, ouvíamos suas músicas antigas, ríamos quando ele cortejava as garotas e fingíamos surpresa a cada vez que ele nos mostrava seu diploma em “couro de carneiro”. Nós adorávamos aquele saudoso coroa. Ele era divertido.

Com o Edmar, comemorei títulos do Flamengo (assistindo juntos, nunca perdemos uma final); dei porrada em babacas; curtimos carnavais e festas de Rock e Samba. Já bebemos mais cervejas juntos do que posso contabilizar, já tivemos um bar, já saímos no braço, já discutimos muito e, em várias situações complicadas, nos apoiamos. Nunca enfrentei tantos perigos com outro figura quanto com ele.

Edmar correndo; com a Duda e com Eva e filhota.

Edmar também foi um dos amigos que me deu apoio na época da morte de meu pai, em 1998. Sou muito grato por isso.

Assim como eu, Zeca é um cara genioso, mas de bom caráter. Ele é um daqueles amigos que sei que posso contar e é recíproco. É bom olhar pra trás e não nos arrependermos de todas as cagadas que nos metemos juntos, pois estamos bem.

Hoje em dia, o Zeca não bebe mais e está feliz com a família dele. Agradeço a Deus por isso. A gente tem pouco contato, mas esse sacana é do coração e este parabéns público é para mostrar minha consideração, amizade e respeito por ele.

Eu e Edmar – 2016

Zeca, mano velho, que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Que tua vida seja longa. Pelo menos por mais 45 fevereiros. Parabéns pelo seu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Minha tia preferida gira a roda da vida hoje. Feliz aniversário, Maria Penha Tavares!

Sempre digo que, “graças a Deus tenho uma sorte dos diabos”. Sim, sou um cara abençoado por ter pessoas incríveis ao meu redor. E melhor, que nutrem amor por mim em uma relação recíproca. Um destes afetos, dos de primeira linha, gira a roda da vida hoje. Maria Conceição Penha Tavares completa 67 fevereiros (apesar de parecer no máximo uns 50). Ela é minha tia preferida, uma pessoa que amo de forma desmedida.

Entre as várias facetas de tia Maria, como competente bancária durante décadas, contadora e colaboradora da Cunha & Tavares Consultoria, tia e irmã amorosa, certamente a de filha é a sua maior marca. Não desmerecendo seu lado profissional, onde ela sempre foi extremamente comprometida e eficaz, mas é que a nossa Maria vive duas vidas: a dela e a da nossa matriarca, minha amada avó Peró. Quem conhece essa linda história sabe da nobreza e total compromisso da titia para com sua mãe. A gente só agradece.

Mas este é um texto de aniversário. Pois bem. Antes de felicitar, preciso contar histórias sobre minha relação com Maria Penha (Conceição para alguns ou só Penha para outros).

Ela sempre esteve lá. “Que esse desespero é moda em 76”, cantou Belchior em “A Palo Seco”, mas o desespero não foi tão desesperante assim, a tia estava lá. É que nasci naquele ano e mamãe teve um problema de saúde. Tive que ficar com meus avós e tia Maria. Nunca mais sai da casa deles. Meu coração vive lá.

Tia Maria foi minha amiga desde o início, e seu um dia eu for pra Maitê a metade do tio que ela foi e é pra mim, a missão estará cumprida com sucesso. Costumo contar que Maria Penha foi a pessoa que me educou musicalmente. Graças a ela, gosto de música boa.

Já disse e repito, ela sempre foi uma espécie de mãe, madrinha, amiga, apoiadora, conselheira, parceira, entre outras tantas coisas maravilhosas que essa pessoa sensacional representa na minha existência.

Com Maria, ao longo destes meus 42 anos, vivemos muitas vidas nesta vida. Fomos colegas de trabalho, quando ela me orientava sempre, somos parceiros de cerveja, papo e som. Ela é sempre minha companheira quando precisamos ficar no hospital com a vó (ainda bem que há tempos não temos essa necessidade) e acima de tudo, ela é uma grande amiga que tenho nessa jornada. E desconfio que também foi assim em outras passagens por aqui.

Por ser essa pessoa fantástica que ela é, todos nós a amamos. Eu mais que alguns, certamente (risos). Sou grato à Deus pela existência de Maria orbitar a minha vida e vice-versa. A gente nem sempre concorda, mas nos apoiamos sempre.

Tia, tu sabes o quanto te admiro e respeito. Que tu sigas com saúde sempre. Do resto você sempre deu conta. Obrigado por tudo e parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares (mas falo pelo Emerson Tavares também). 

Seja legal, pois não custa nada

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Certa vez, perguntaram por que não gosto de tanta gente. Eu disse que é óbvio: só gosto de quem gosta de mim e de quem presta, ou seja, quem não é mais um canalha disfarçado de gente fina. E não faço questão de que pensem o contrário.

Vamos por partes, admito que sou genioso, chato com horários e teimoso, mas não sacaneio os outros, não uso ninguém como escada e não tento ganhar cartaz com bajulação. Mas trato todos com respeito no trabalho, em casa ou qualquer outro ambiente social.

São muitos “bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, com licença, obrigado e desculpe” ao longo do dia. E é assim que tem que ser mesmo. Sem falar na tentativa de interagir de forma descontraída com as pessoas (nem sempre consigo). Quem me conhece sabe disso.

Resumindo, quem é boçal, frescão, metido a merda ou que pensa que é o “pica das galáxias” em alguma coisa, está errado! A vida é um aprendizado contínuo, ou seja, você pode ter muito conhecimento sobre muitas coisas, mas sempre tem algo a aprender ou precisará de alguém.

Você não precisa ser o simpaticão da parada, mas também não precisa ser mais um canalha, já temos que aturar tantos no dia-a-dia. Portanto, use a educação que tem, ela nunca é demais, respeite as pessoas, sejam pobres ou ricas. Enfim, seja legal, não custa nada. Pensem nisso.

Elton Tavares

O antigo Bar Xodó e o velho Albino (texto republicado)

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Meu amigo Fernando Canto escreveu uma vez: “Lembrar também é celebrar. E quando se celebra se rememora, ou seja, se re-memora num tudojunto inebriante, pois o coração aguenta. E ao coração, como sabes , era atribuído o lugar da memória – re-cordis“.

Portanto, quem tem mais de 35 anos, bebe desde os anos 90 e estudou no Colégio Amapaense gostava do antigo Bar Xodó e de seu proprietário, Albino Marçal Nogueira da Silva, o velho Albino. Albino era uma figura querida por mim e pelos meus amigos. Principalmente pelo Edmar Campos Santos, o nosso ilustre “Zeca”.

Eu e o Zeca “gazetávamos” aula e íamos beber no Xodó. Escutávamos todas as histórias que Albino contava, ouvíamos suas músicas antigas, ríamos quando ele cortejava as garotas e fingíamos surpresa a cada vez que nos mostrava seu diploma em couro de carneiro. Era divertido.12038305_1027354530650172_9082153324834620988_n-300x222

O Xodó era um botecão no estilo antigo. Tinha um banheiro apertado, com cheiro forte de desinfetante (creolina) e frases sacanas na parede. Ah, lá tinha de tudo: fotos, velas acesas, objetos inusitados para o lugar (como um boneco do Pelezinho)… Acho que dentro do Xodó tinha até bainha de foice.

Para todos aqueles que matavam aula na década de 90 só para reunir com a galera, beber, falar besteira, aquele boteco no canto da Rua General Rondon com a Avenida Iracema Carvão Nunes era o local perfeito. Os biriteiros da velha Macapá se reuniam lá para “molhar a palavra” e botar os papos em dia. Bons tempos…

Albino faleceu halbinoá alguns anos e o Xodó fechou logo em seguida, duas grandes perdas. Quem não viveu aquela época não entende tal saudosismo, pois o nome do bar era apropriado.

Vez ou outra tenho necessidade de escrever sobre aquela época. Tempos felizes e, entre tantas ótimas lembranças, Albino e o seu Xodó foram vivências marcantes na minha memória afetiva, pois o antigo bar e seu proprietário eram nossos xodós. É isso.

Elton Tavares

*Texto republicado por motivos de saudades dessa época.

Alcinéa Cavalcante gira a roda da vida e eu desejo felicidades à amiga querida! – @alcinea

Quem gira a roda da vida neste décimo nono dia de fevereiro é a brilhante jornalista, escritora inventiva, uma das maiores poetas amapaenses, ativa militante cultural, respeitada blogueira, fotógrafa, experiente e perspicaz repórter (aí sabe apurar um fato), imortal da Academia Amapaense de Letras (AAL), membro da Maracatu da Favela (pávula quando o assunto é a verde rosa), esposa do gentil Soeiro, mãe do meu amigo Márcio Spot, avó amorosa da Alice, amante de carnaval, apreciadora de Chandon e minha querida amiga, Alcinéa Cavalcante.

A poesia de Alcinéa se espalhou pelo Amapá, Brasil e mundo, pois ela é reconhecida e premiada nacional e internacionalmente. Eu a admiro um bocado como poeta, jornalista, escritora e, sobretudo, como pessoa. A Néa é fiel aos seus e me orgulho de ser seu amigo.

Seu site, homônimo a ela, sempre com fontes quentes, serviu de inspiração para o De Rocha. Néa se gaba de “ser chato ser bem informado” e é mesmo. Além disso, tem o respeito de todas as classes . É, contra fatos não existem argumentos, ela manja muito dessa doideira de jornalismo e realmente saca de apuração de fatos como poucos.

Já escrevi alguns textos sobre Alcinéa Cavalcante e sempre repito que Néa é um misto de doçura e acidez. Quando jornalista, suas colocações inteligentes, pontos diferenciados, leve humor negro e abordagem refinada sobre qualquer tema, fascina leitores. Quando poeta, desperta as melhores sensações em quem lê ou escuta seus lindos poemas.

No meu caso, sou um sortudo por ter sua amizade, respeito e consideração. A ela, rendo homenagens hoje e sempre pela sua contribuição cultural ao Amapá e pelo mix de amiga-conselheira-protetora-confidente que ela é para mim.

Alcinéa, a gente te ama. Que teu novo ciclo seja repleto de luz, saúde, harmonia e paz. Que tua vida seja longa e que tudo que couber no seu conceito de felicidade, se concretize.

Parabéns pelo seu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Obs: sei que estou sumido da tua casa, mas tu sempre estás no meu coração.

Em dias de chuva

Choveu essa madrugada em Macapá. Acho que vai chover novamente. O sol está entocado, iluminando somente o suficiente, graças a Deus! Amo dias chuvosos! Em dias de chuva dá vontade de ficar na cama até mais tarde. Ou o dia todo, né não?

Dia bonito pra mim é dia chuvoso. Noite idem. Gosto por não suar e bebo cerveja sem problema, pois o frio me agrada profundamente. Em dias de chuva dou valor até no trânsito (deve ser por não dirigir).

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Em dias de chuva, como hoje, lembro quando morávamos em pequena casa de madeira, cheia de goteiras. As poucas panelas eram espalhadas pela casa, para armazenar a água do pinga-pinga. É, no dia cinzento de hoje vejo como melhoramos de vida, pois temos que desligar o ar-condicionado e fazer o esforço para levantar da cama.

Quando era moleque, em dias de chuva, jogávamos futebol debaixo de temporal e dávamos muito valor naquela parada. Também lembro do meu velho e saudoso pai, que nos ensinava a ensaboar os vidros do carro para que não embaçassem. É, a chuva me traz mil memórias, a maioria muito boas.

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Gosto do som da chuva, do barulho dos pingos no telhado. Os dias chuvosos me trazem uma paz imensa. A chuva anuncia: finalmente o inverno chegou.

Ah, não gosto de usar guarda-chuva, gosto do respingo, do frescor, de me molhar. Aliás, nunca gostei de “chove não molha” e sempre avisei: “pode tirar o cavalo da chuva”.

É isso!

Elton Tavares

Como Mestre Yoda falar devemos, mas falar assim fácil não será!

Yoda, o grande mestre Jedi, é uma das figuras mais marcantes da cultura pop. Mestre Yoda foi um guerreiro extraordinário da Ordem Jedi mas, acima de tudo, um professor que marcou gerações de fãs da saga. Seus pensamentos filosóficos foram ensinamentos emblemáticos do cinema, e ensinaram muito a Luke e ao público sobre disciplina, dedicação máxima e a Força.

Yoda falava uma versão incomum do Básico. Ele usualmente colocava os verbos (principalmente verbos auxiliares) após o objeto e do sujeito (um formato objeto-sujeito-verbo).

Cheguei à conclusão que seria muito mais prático se falássemos todos como o Yoda, colocando a ideia central – o que interessa – no início da frase, e o sujeito no final. Muito mais simples seria, se todos os Humanos assim falassem. Prática esta ideia irão achar. Resistentes a esta sugestão não devem ser, uma maior compreensão dos assuntos as pessoas iriam atingir.

Exemplos de fala de Yoda:

“Quando 900 anos você tem, ter aparência boa difícil é”.

“Aliada minha é a Força. E poderosa aliada ela é.”

“Por 800 anos treinei eu jedi. A mim decidir cabe quem treinado deve ser. Um Jedi precisa um profundo compromisso ter. A mente mais séria.”

“Iniciada, a Guerra dos Clones está.”

“A tempestade está piorando, temo eu.”

“Em um estado sombrio nós nos encontramos… um pouco mais de conhecimento iluminar nosso caminho pode.”

“O medo é o caminho para o Lado Escuro. O medo leva à raiva, raiva leva ao ódio; ódio leva ao sofrimento. Eu sinto muito medo em você.”

“Gelada, esta cerveja está!”

“Comigo cabreiros eles ficaram.”

Se expressar assim legal é e como Mestre Yoda falar devemos, mas fácil não será!

Estranheza, sentem vocês? Fácil é a adaptação, achar isto vocês irão em breve. Mais divertidas as conversas se tornariam, mais cedo o assunto perceberíamos e reduzida a especulação seria, muitas discussões desnecessárias evitar-se-iam assim. Pensar nisto devem vocês, mais prático, direto e interessante seria, não concordam vocês comigo?

Que a Força esteja conosco!

Reciprocidade é tudo, acreditem!

 

Em qualquer campo social, profissional ou afetivo, a gente só dá o que recebe. Aprendi que em tudo na vida é preciso reciprocidade. Sim, parceria de mão dupla. Acho engraçadas pessoas que não fazem nada por você, mesmo que já tenham feito (mas fizestes muito também por elas), lhe cobrarem algo. Outro fato que espanta é o lance de não lhe convidarem para nada, mas quererem que você as chame para tudo.

E ainda rolam casos de nego que não paga uma menta e se faz de vítima quando te vê fazendo algo legal via redes sociais. Que porra é essa? É preciso parceria, reciprocidade, dar e ter retorno. No trabalho, por exemplo, preciso de ajuda para executar minhas atividades e pessoas competentes nas coisas que me falta competência.

No campo da amizade, família ou  relacionamento amoroso, é necessário a troca. Aprendi isso a duras penas. Mas sempre tem aquele parente ou “amigo” que acha que só você deve procurá-lo ou telefonar. Não!

É um lance até idiota, mas corriqueiro. Hoje em dia nem planejo nada. Procuro quem me procura, saio com quem me liga (e como ligam, graças a Deus) e por aí vai. Essa troca é natural e não deveria incomodar e nem ser explicada. Mas de tanta cobrança, estou aqui falando sobre o obvio.

Sou verdadeiro. Trato todos que amo bem, muito bem. Comigo as cartas estão sempre na mesa, pois não gosto de correspondência cognitiva. Portanto, a quem interessar possa, fica a dica: é preciso reciprocidade, sempre!

Elton Tavares