Macapá 262 anos: pedras, paneiros e outros objetos marcavam fila às portas do Mercado Central

Já contei aqui algumas vezes, mas gosto de repetir: minha família é pioneira em Macapá. Eles vieram do Mazagão para o meio-do-mundo na década de 50. Anteontem, tio Pedro Aurélio me contou uma curiosidade do Mercado Central.

De acordo com tio Pedro, que nasceu no Mazagão nos anos 50, mas vive em Macapá desde gitinho, “antigamente, os lugares nas filas que se formavam antes da abertura das portas do Mercado Central eram marcados com pedras, paneiros ou qualquer outro objeto“.

E ainda segundo o tio, o mais importante é que esses lugares “eram respeitados”. Hábito este também utilizado nas amassadeiras de açaí, só que neste caso eram usadas panelas (disso eu lembro).

Pedro Aurélio seguiu na lembrança: “naquela época existia fila específica para gestantes. Às vezes, tinha discussões sobre a veracidade de uma gestação; era comum que, durante o bate-boca, a defesa fosse: quer dizer que meu marido não pode me emprenhar? Quem sabe se estou gestante sou eu” (risos).

Era desse jeito. Antes das seis horas, eu chegava no Mercado Central para comprar vísceras de boi (bucho, mocotó, fígado, coração, etc), mais baratas, porque eram considerados comida de pobre (Já fui isso, também)”.

Foto: PMM

Hoje em dia o Mercado Central foi revitalizado e tá lindão, o que valoriza a nossa memória, história e cultura. Um espaço tão importante de Macapá merece.

Sobre o tio Pedro

Pedro Aurélio sempre tem boas histórias sobre fatos, causos e histórias da Macapá de antigamente. Afinal, o cara já tem mais de 60 carnavais e sua jornada foi toda percorrida na capital amapaense. Nossas conversas – até as sérias – sempre escorregam para boas gargalhadas. Quem tem a sorte de ser amigo dele, sabe do grande coração do cara.

Eu e tio Pedro

Pedro Aurélio é filho de família pobre, mas trabalhadora. Os pais, ele e os irmãos conseguiram tudo com muito batalho. Dá um orgulho danado das histórias contadas; tantos exemplos de esforço e superação deixados para nós, os sobrinhos, filhos e netos dos Penha Tavares. Ele costuma dizer que os ensinamentos do meu saudoso avô, João Espíndola Tavares, nortearam sua vida. Aliás, assim como eu, seu pai era/é seu herói.

O relato do tio Pedro que, além de irmão mais novo de meu saudoso pai, é um grande amigo meu, retrata como as pessoas se comportavam antigamente, como eram os costumes, a moral, as atitudes. Valores estes que trago em mim

Uma aula de curiosidade que mostra uma dimensão mágica escondida atrás do tempo e das lembranças de quem viveu na antiga Macapá. Uma leve pincelada na rica história dessa cidade, que é o nosso lugar no mundo e um pouco de nós, os Tavares, que nunca fomos ricos, mas herdamos valores como integridade e decência. E isso, queridos leitores, conta paca. E continua contando…

“As histórias completam a memória, acertam verdades e crenças” – Fernando Canto.

Elton Tavares, com informações de Pedro Aurélio Penha Tavares (conselheiro substituto do TCE/AP).

Feliz aniversário, Mary Rocha!

Hoje gira a roda da vida a Josimary Rocha. A “Mary”, minha linda e amada amiga. Tenho sorte de ser irmão de jornada de uma pessoa tão iluminada. A ela, rendo homenagens pelo seu dia.

Mary é advogada, escritora (autora do livro “O Direito Humano à Oportunidade”), poeta, doutoranda da PUC-SP, filha e irmã amorosa, humanista, ex-líder estudantil, amante de animais, bons vinhos, cafés arrumadinhos e boa música.

A Mary é uma mulher bonita, inteligente e PHoda em sua área de atuação. Ela já é uma advogada conceituada em São Paulo (SP) e, com toda certeza, é senhora do seu ofício. Ela é brilhante e ao mesmo tempo desprovida de boçalidade, habitual de doutores muito menos competentes. Gosto disso na broda.

De acordo com o Tratado sobre Gratidão de São Tomás de Aquino, existem três níveis de gratidão: superficial, intermediário e profundo. O primeiro pelo o reconhecimento. O segundo do agradecimento, do dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós. E o terceiro e mais poderoso é o do vínculo, é o nível do sentirmos vinculados e comprometidos com essas pessoas. Agradeço à Mary no terceiro nível, por tudo que fez e faz por mim (ela e a irmã, Jaci Rocha, são minhas advogas e socorristas deste gordo nas encrencas e cagadas da vida).

Adoro quando ela, que mora sem São Paulo, tá em Macapá. A gente se diverte juntos. São encontro sempre porretas, regados a vinho e diálogos paid’éguas.

Mary, já disse lá em cima e repito: amo-te! Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, rentável, saudável e aprazível em todos os campos da tua vida. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Berna! (@BernadethFarias)

Tenho muitos amigos, graças a Deus. Muitos deles colegas de profissão. Entre estes, alguns valorosos ao nível máximo. Hoje é aniversário de uma das mais amadas por mim, a Bernadeth Farias. A “Berna” é mãe amorosa do Joab, filha dedicada, esposa apaixonada pelo Job e, para mim, uma linda mistura de conselheira-confidente-irmã.

A jornalista é diretora de comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá. Não à toa, conduz uma equipe competente há anos. Grupo esse moldado de acordo com seu alto padrão de qualidade. Admiro isso.

Ela é extremamente competente e perfeccionista. Berna se garante como produtora, apresentadora, repórter, redatora, radialista, cerimonialista e fotógrafa. Ela faz parte do seleto grupo de assessores de imprensa fodas do Amapá.

Além disso, Berna é poeta, cozinheira, cinéfila, leitora compulsiva, humorista do Twitter, viajante, maior devoradora de camarão no bafo e pipoca que conheço, modelo (estreou nos desfiles em 2019), além de campeã amapaense da categoria “consumo de água mineral” em bares de Macapá.

Trata-se de uma pessoa linda por dentro e por fora, pois sua beleza (ela é uma gata) e caráter inabalável, inteligência e atitudes, fazem dela um ser humano admirável. Berna gira a roda da vida hoje e dou graças pela vida dela, que graça a Deus, orbita minha e vice-versa. Sou grato à Berna por tanta coisa que é difícil listar aqui. Eu a amo muito!

Berna, que sigas desse mesmo jeito. Que tenhas sempre saúde e sucesso. Amo-te, irmã. Que teu novo ciclo seja ainda melhor mais lindo e que todos os seus desejos se realizem. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Alcilene Cavalcante! – @alcileneblog

Hoje gira a roda da vida a mãe do Ricardo e Gabriel, irmã da Alcinéa, tia dos meus Brothers Spot e Allan, administradora, jornalista, agente cultural, pirata da batucada, amante de carnaval, assessora técnica do Ministério Público Estadual (MP-AP), blogueira, que pilota o muito porreta “Repiquete no Meio do Mundo”, além de colega de trampo e amiga minha, Alcilene Cavalcante.

Eu e Lene não andamos juntos, nosso contato é diário, somente no trampo. Muitas vezes, pensamos de forma diferente, por conta de nossas visões de mundo (afinal, “cada um de nós é um universo”). Mas isso não significa que a gente não se respeite, não se goste, não se ajude. Pelo contrário, a ela devo uma lista corrida de conselhos, ajuda em momentos complicados e, sobretudo, apoio profissional. Sou grato por isso.

Já disse e repito, Alcilene é uma pessoa honesta, inteligentíssima, culta, viajada, influente e gente boa. Mas, não mexam com essa mulher, pois ela também sabe bater forte, se necessário.

Alcilene possui vasta experiência na administração pública, área em que atua com maestria. A broda também manja de jornalismo, política e marketing. Sem dúvida alguma, é bom ser amigo de uma pessoa tão versátil, pois a gente aprende. E como aprende.

Enfim, Alcilene, que teu novo ciclo seja ainda mais feliz e produtivo. Que tudo o que conceitues como felicidade, aconteça. Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Hoje é o Dia da Saudade

Hoje, 30 de janeiro, é “comemorado” o Dia da Saudade. Não encontrei o porquê de hoje ser destinado à falta de alguém ou um lugar. Só sei que todo dia é dia de sentir saudade. O conceito diz: “Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia”.

De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade. Palavra que só existe na língua portuguesa.

eu-e-papai2Bom, eu sou um cara saudoso de tanta coisa. Sinto saudades absurdas do meu pai. Grande saudade do meu avô paterno, de alguns parentes e amigos que partiram para outra vida (ou plano, como quiserem) como meu tio Itacimar (Ita).

Tenho saudade diárias do meu irmão, que reside em Belém (PA) e amigos que moram longe. Também sinto falta de todos aqueles que marcaram minha história positivamente e hoje em dia não fazem mais parte da minha vida.

O escritor Charles Baudelaire disse: “Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno”.

Quem dera ser tãeueav_so simples. Já o poeta Paulo Leminski frisou “Haja hoje para tanto ontem”. Só que o Raul Seixas, o mais maluco dos compositores, foi mais enfático ainda ao dizer: “A saudade é um parafuso que, quando a rosca cai só entra se for torcendo, porque batendo não vai,mas quando enferruja dentro, nem distorcendo não sai”. Perfeito!

Sinto saudade da minha infância, da falta de responsabilidade e dos dengos da minha avó Peró. Saudade dos tempos do Colégio Amapaense, das memoráveis festas de rock, amanhecidas, dos bons tempos com ex amigos, da velha equipe de comunicação e até das boas brigas. É, a gente botava pra quebrar!

Sinto saudades do jornalista e amigo querido Tãgaha Luz, que nos deixou e seguiu para a redação celestial. Que saudades desse cara!

Deus, graças a ele, sobrevivi aos anos 90. Era tudo tão surreal, tão perfeito, tão legal, doce ilusão. Saudades daqueles anos vividos intensamente! Sinto saudades até de ter saudades de alguns que foram tão importantes e agora não passam de mais um rosto na multidão.

Sinto saudades de tanta coisa. Mas, como tudo na vida, há saudades justificáveis.

Também sinto saudades da época que era inocente, que não era tão duro, tão egoísta, tão cético e cínico. A saudade é alimentada pelas ternas lembranças guardadas na memória e no coração. E é tanta coisa que nem dá pra listar aqui. Isso acontece todos os dias e não somente hoje.

Li em algum lugar que, se sentimos saudades, é porque valeu a pena. Vida que segue. E graças a Deus, segue feliz, mesmo com minhas saudades. É isso!

Elton Tavares

Relato sobre a vez que vi o The Smashing Pumpkins

O ano era 2015. A banda The Smashing Pumpkins se apresentou no palco Onix e fechou o festival do Lollapalooza Brasil.

Billy Corgan, compositor, líder, único membro da formação original do grupo e dono da bola, mandou muito bem. Ele veio acompanhado do guitarrista Jeff Schroeder (na banda desde 2007), pelo baixista Mark Stoermer (The Killers) e pelo baterista Brad Wilk (Rage Against the Machine).

Eu aguardava um show do Smashing Pumpkins desde os anos 90. Eles levaram sons como “Tonight, Tonight”, “Ava Adore, Bullet With Butterfly Wings”, “Disarm”, “Cherub Rock”, Today, 1979, a nova “Being Beige”.

O público estava hipnotizado com a apresentação, muita gente – como eu – foi às lágrimas. Como não chorar? O careca antipático do rock cantou com o coração e a banda tocou de forma perfeita.

Aquela foi mais uma aventura rocker sensacional e emocionante. Já faz cinco anos, mas parece que foi ontem. Entrou para a história Rock and Roll da minha vida. É isso!

Elton Tavares

Meus parabéns, Jorge Herberth!

Eu, com Jorge Herberth (camisa vermelha) e Fernando Canto

Hoje gira a roda da vida o jornalista, produtor cultural, poeta, militante da cultura, amante da boa música e caboclo demais porreta, Jorge Herberth de Sousa Ferreira. Conheço o “Branco”, como é chamado pelos seus velhos amigos (muitos deles meus amigos também), há pouco mais de cinco anos. Fui apresentado a ele pelo mestre Fernando Canto.

Na verdade, já queria conhecer o cara após ler o prefácio que ele escreveu para um livro do Fernando Canto. Foi uma daquelas vezes que, ao ler, pensei “caramba, eu queria ter escrito isso”. O jornalista trampa em Belém (PA), mas vira e mexe, pinta aqui pra ver a família, amigos, curtir um Marabaixo e as belezas de seu Amapá.

Além de inteligente, Jorge é um cara gente fina e do bem. Dono de um papo paid’égua, sempre que nos encontramos ele (a gente nem se encontra com tanta frequência), rola um lero bacana. A última vez foi em setembro de 2019.

Jorge, apesar de pouco tempo de brodagem, gosto de ti, bicho. Que sigas saudável e feliz na estrada da vida. E que ela seja longa (aliás, tu nem parece ter mais de 50, sacana). Muita luz pra ti. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Hellen Cortezolli! – @Cortezolli

Saudades da nerdzinha

Hoje minha grande amiga Hellen Cortezolli gira a roda da vida e chega aos 39 anos. Dificil definir Hellenzinha, pois são muitas Cortezollis em uma pessoa tão diversa. Ela é jornalista, ex-blogueira, humornegrista, documentarista, fotógrafa, cinegrafista, maquiadora, editora de imagem, roteirista, namorada do Anderson Silveira (não o conheço, mas se tá bem pra Hellen, tá firmeza pra mim), atriz, gerente comercial, praticante de artes marciais e ex- colaboradora do meu blog (essa menina é PHoda demais!). Além de tudo isso, é amorosa com os seus. Que o digam o Aécio e Lu, seus pais. E eu, seu amigo distante (geograficamente, mas ela está sempre no meu coração).

Em 2010, a gente tava fazendo política e tomando cerveja ruim

Conheci a Cortezoll em 2009. Lembro de estarmos na mesma fila de espera do teste para a então MTV Amapá. E depois me tornei leitor do blog dela – homônimo a essa pessoa sensacional. Começamos a trabalhar juntos na comunicação do Governo do Amapá em 2010. Graças a Deus, ela foi uma das surpresas positivas daquele ano. Nos tornamos grandes amigos desde então.

Mulher inteligente, linda, bem resolvida, sarcástica, com um humor negro latente que contrasta com sua aura boa, Hellen Cortezolli é uma pessoa verdadeira. Sempre brilhante, a moça possui personalidade e é uma mulher muito forte. Tenho sempre saudades dela desde que a ácida e crítica “nerdzinha” voltou para o Sul do Brasil.

Hellen consegue equilibrar o charme, o sarcasmo, meiguice e acidez em um temperamento fortíssimo. Uma gaúcha com cara de menina que é na verdade uma mulher incrível.

Hellen não é como eu. Ela não romantiza suas ações e nem tem uma vida bagunçada. Ela possui um código moral invejável e uma trajetória repleta de sensatez.

Hellen Cortezolli – 2020 (ainda mais linda).

A gente conhece as vulnerabilidades um do outro, mas sabe que isso nunca será trunfo para mim ou para ela, pois temos um histórico afetivo lindão. A gente se ama com todas as atitudes tortas, ideias loucas e nossas incontáveis neuroses.

Sou muito sortudo pela existência de Cortezolli orbitar a minha e vice-versa. Mesmo distante, sinto o amor dela e espero, de verdade, que ela tenha a mesma percepção em relação a mim.

Hellenzinha, fico feliz por você estar feliz. Que teu novo ciclo seja ainda melhor e que tenhas sempre saúde e sucesso para correr atrás do que lhe apraz. Parabéns pelo teu dia. Amo-te. Feliz aniversário!

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar” – Machado de Assis.

Elton Tavares

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber, pois é sexta-feira!

 

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não está muito inventiva nesta sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/cronicar sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de pitacos e devaneios em um sitezinho, sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por quê? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà: escrever um textaço. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro. E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sexta-feira! Bom final de semana pra todos nós!

Acho que a gente devia encher a cara hoje, depois a gente fala mal dos inúteis que se acham super importantes” – Charles Bukowski

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Aposentado (parabéns aos trabalhadores que conseguiram)

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Hoje é o Dia Nacional dos Aposentados. A data é celebrada em 24 de janeiro por conta da Lei Eloy Chaves, aprovada em 24/01/1923, que criou a Caixa de Aposentadoria e Pensão para os empregados das estradas de ferro e originou a Previdência Social, que hoje paga benefícios a milhões de pessoas no Brasil. A homenagem aos cidadãos que deram sua contribuição ao pais foi regulamentada pela Lei 6.926/1981, de autoria do ex-deputado Benedito Marcilio.

De acordo com a legislação brasileira, existem cinco categorias específicas de aposentadoria: a compulsória, a especial, por idade, por invalidez ou por tempo de contribuição. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), são milhões de aposentados no Brasil. Destes, mas de 51.130 somente no Amapá.

Pois bem, já explicada a data com dados históricos, deixo aqui minhas homenagens à todos os senhores e senhoras (como a minha mais que maravilhosa mãe) que dedicaram muito suor, tempo, força, empenho, lágrimas, e dedicação profissional ao nosso país.

Essas pessoas que destinaram suas vidas para o crescimento do Brasil, sustento da família e agora usufruem (ou deveriam usufruir) dos benefícios (in) dignos da Previdência Social. O problema é que a maioria dos aposentados não recebe do Governo o soldo justo por seus anos de serviços prestados ao país.

Um exemplo recente de desrespeito foi a suspensão do pagamento do Plano Collor aos servidores da Educação do Amapá, muitos deles já aposentados. O valor do benefício (direito), não incorporada ao salário, era uma compensação por perdas salariais. Cerca de 3.400 professores recebiam a gratificação de 85% – no período de 1995 a 2011.

A União afirma que os servidores receberam o Plano Collor de forma indevida. O pagamento desse percentual fazia girar mensalmente mais de R$ 4,5 milhões na economia do Amapá. O retorno do benefício depende de votações do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns políticos até disseram que agilizariam o retorno do direito aos educadores, até aqui, sem sucesso.

Fora isso, é preciso políticas públicas de recuperação de perdas dos valores da aposentadoria, entre outras tantas condições de dignidade. Enfim, hoje deveria ser realmente um dia de valorização, reconhecimento e reflexão sobre estes cidadãos deram para a nossa sociedade.

Funcionários públicos, profissionais liberais e aposentados de qualquer área de atuação são parte viva da nossa história. Eles caminham no tempo com seus cabelos grisalhos (ou sem cabelo) com honra e moral pra criticar, pois são responsáveis pela sociedade em que vivemos.

Meus parabéns aos aposentados brasileiros, apesar de tudo. Afinal, eles conseguiram. Nós, da minha geração e das que virão depois de mim, não sei se conseguirão, por conta da deforma  reforma da Previdência, que estipulou o tempo de aposentadoria em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Égua-moleque-tu-é-doido!

Elton Tavares

Comentários nas mesas de Bar (no período que antecede as alianças políticas e o lançamento de possíveis candidatos)

No bar a gente resolve os problemas do mundo todo em algumas horas, regados a muita cerveja e teorias mirabolantes. A filosofia de boteco é ampla, mas nestes tempos de campanha política, o pessoal questiona, critica, engrandece, crê, descrê etc. Sim, não só no boteco, mas nas tocas, nas ruas, nos becos, escritórios, gabinetes etc. Mas bom mesmo é no botequim.

Entre uma conversa e outra sobre todo tipo de candidato, várias opiniões são emitidas nas mesas. Entre os muitos comentários impublicáveis sobre o dia-a-dia destes tempos estão:

“Aquele limpeza!”; “Mais puxa-saco logo”; “Me rouba logo!”; “Tudo mentira, que eu sei!”; “Tá escrevendo e falando merda”; “Depois de velho, se expõe ao ridículo”; “Tááááá, pra caralho!”; “Logo tu, surucucu”; “Me admira de ti”; “Até tu, rapá?”. “Fulano é traíra” e por aí vai (risos).

Ou como disse a poeta Patrícia Andrade: “isso sem falar nos caras que viram candidatos, mesmo… às vezes amigos da gente, achando que vão mudar o mundo… Chega lá, o mundo acaba mudando os caras. Ô, tristeza!“. Verdade, Pat.

Como sou do grupo sem grupo algum, dou risada e mais escuto do que falo. Realmente, me divirto. Pois convenhamos, esse período é hilário e acho muito porreta ouvir as estratégias, “engenharia política”, planos malucos, alianças inusitadas, probabilidades impensáveis dos cientistas políticos bêbados e profetas embriagados.

Elton Tavares

Mazagão velho, a cidade que atravessou o oceano, completa 250 anos

Mazagão Velho, no frame de vídeo (documentário em produção) cedido pelo amigo Aladim Júnior

Mazagão Velho completa 250 anos de fundação nesta quinta-feira, 23 de janeiro. A minha família paterna veio do Mazagão, não do Velho, mas do “Novo” (que não tem nada de novo). Bom, vou falar um pouco da cidade e depois da relação do local com o meu povo.

Foto: Elton Tavares

O município de Mazagão tem uma história peculiar, rica em detalhes sobre o Amapá. Mazagão foi fundada porque o comerciante Francisco de Mello pretendia continuar com o comércio clandestino de escravos, mas pressionado pelo governador Ataíde Teive, resolveu cooperar, fornecendo índios para os serviços de construção da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Macapá.

Fotos: Max Renê

Em retribuição, foi anistiado e agraciado com o título de capitão e diretor do povoado de Santana; mas, por conta de uma epidemia de febre, que acometeu os silvícolas, foi transferido para a foz do Rio Manacapuru, e, pelo mesmo motivo em 1769, para a foz do Rio Mutuacá.

Mazagão Velho, no frame de vídeo (documentário em produção) cedido pelo amigo Aladim Júnior

Em 10 de março de 1769, D. José I, Rei de Portugal (POR), desativou a cidadela de Mazagão, na então colônia do Marrocos (MAR); eram 340 famílias sitiadas pelos mouros. Elas foram transferidas para Belém (PA). Para alojar estes colonos, o governador mandou construir um povoado às margens do Rio Mutuacá. Em 7 de julho de 1770, começaram a ser transferidas 136 famílias para a Nova Mazagão, hoje cidade de Mazagão Velho, como já se denominava o lugar, pois desde o dia 23 de janeiro de 1770, havia sido elevado à categoria de Vila.

Foto: Gabriel Penha

Na verdade, meu saudoso avô paterno, João Espíndola Tavares, nasceu na região do alto Maracá, no Sítio Bom Jesus – localidade de difícil acesso. Para se chegar ao local, as embarcações precisavam passar por muitas cachoeiras do município de Mazagão. E minha santa vó, Perolina Tavares, bisneta do senador do Grão Pará, Manoel Valente Flexa (que foi manda-chuva em Mazagão, no tempo em que lamparina dava choque), também nasceu naquelas bandas. Ah, meu vô foi prefeito do Mazagão (preso pelo golpe de 1964, a então “revolução”).

Lá eles namoraram, casaram e constituíram família. Meu pai, Zé Penha e meus tios Maria e Pedro, nasceram no Mazagão. Os filhos mais novos do casal, Socorro e Paulo, nasceram em Macapá, onde minha família paterna é uma das pioneiras. Meu vô partiu em 1996 e meu pai depois dele, em 1998. Mas a família Tavares preserva a dignidade, o respeito e a amizade – fundamentais para a vida – aprendidos no Mazagão e trazidos para a capital amapaense.

Quando criança, fui ao Mazagão, mas não tenho essas lembranças na cachola. Retornei ao município em 2009, quando meu avô foi homenageado na Loja Maçônica da cidade, por ter sido um de seus fundadores. Depois em 2010, a trabalho, para cobrir a Inauguração da Ponte sobre o rio Vila Nova, na divisa da cidade com a vizinha Santana. E depois, em 2012, para a cobertura do aniversário de fundação da antiga vila (há exatos oito anos).

É, minha família paterna veio do Mazagão (na década de 50). De lá trouxe uma nobreza que admiro e muito me orgulho. Não sei explicar a sensação de ir lá, mas a senti todas as vezes. Parece um lugar em que já estive há muito, muito tempo. Quem sabe noutra passagem por aqui. Do que tenho certeza, é que tais raízes nos deram muita cultura, histórias legais e respeito às tradições. Meus parabéns, Mazagão!

Elton Tavares
*Este texto é parte da monografia que escrevi para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação.

 

Em dias de chuva…

Choveu essa madrugada em Macapá. Acho que vai chover novamente. O sol está entocado, iluminando somente o suficiente, graças a Deus! Amo dias chuvosos! Em dias de chuva dá vontade de ficar na cama até mais tarde. Ou o dia todo, né não?

Dia bonito pra mim é dia chuvoso. Noite idem. Gosto por não suar e bebo cerveja sem problema, pois o frio me agrada profundamente. Em dias de chuva dou valor até no trânsito (deve ser por não dirigir).

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Em dias de chuva, como hoje, lembro quando morávamos em pequena casa de madeira, cheia de goteiras. As poucas panelas eram espalhadas pela casa, para armazenar a água do pinga-pinga. É, no dia cinzento de hoje vejo como melhoramos de vida, pois temos que desligar o ar-condicionado e fazer o esforço para levantar da cama.

Quando era moleque, em dias de chuva, jogávamos futebol debaixo de temporal e dávamos muito valor naquela parada. Também lembro do meu velho e saudoso pai, que nos ensinava a ensaboar os vidros do carro para que não embaçassem. É, a chuva me traz mil memórias, a maioria muito boas.

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Gosto do som da chuva, do barulho dos pingos no telhado. Os dias chuvosos me trazem uma paz imensa. A chuva anuncia: finalmente o inverno chegou.

Ah, não gosto de usar guarda-chuva, gosto do respingo, do frescor, de me molhar. Aliás, nunca gostei de “chove não molha” e sempre avisei: “pode tirar o cavalo da chuva”.

É isso!

Elton Tavares

É proibido peidar dentro do Empório do Índio, diz aviso no balcão

Peido é ruim. Incomoda tanto o flatulento, quanto sua vítima. Mas no Empório do Índio, pasmem, é proibido peidar na parte interna do estabelecimento. O Jorge Ney, popularmente como o “Índio”, proprietário do bar é conhecido por comentários diretos e francos. Foi taxativo no aviso “Proibido Peidar”.

Portanto, se você resolver tomar umas no balcão do Empório, é melhor conter a flatulência. Quem quiser se aliviar tem que sair e peidar. Nem mesmo os sócios remidos do Bar como Cleomar, Cuca, Kleber, Gilvana e outros amigos, tem permissão para bufar no recinto. Afinal, tá lá, escrito.

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Eu e o amigo Jorge Ney, o “Índio”, no Empório (do lado de fora, claro).

Dou razão ao Índio, afinal, a temperatura de um peido quando é criado é de 37º. Se o metano é fruto de uma carne com chicória então, sai de perto que se pegar no olho, cega. A proibição é justa, pois tem gasoso que parece descer abraçado na merda, de tão potente. Se silencioso então, é um ataque surpresa muito covarde.

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Sobre o Empório do Índio

O Empório do Índio é um espaço democrático que abriga todas as tribos e pensamentos. A Cerveja é sempre gelada, tem tira-gosto de charque e outros petiscos. Localizado no bairro Santa Rita, próximo ao Fórum de Macapá, o bar possui um ótimo atendimento e preço justo. Mas peidar lá dentro não pode não.

Elton Tavares