“Pureza” e o horror do trabalho escravo

Nesta sexta-feira (22) será o lançamento social (pré-estreia para convidados) do longa-metragem brasileiro Pureza, a primeira obra das telonas nacionais a abordar a temática da escravidão. O diretor Renato Barbieri, os produtores Marcus Ligocki Jr., Francisco Alan Lima, Alberto Silva Neto, o elenco e os abolicionistas contemporâneos ligados ao filme, tais como o Juiz do Trabalho do TRT8 Jonatas Andrade, presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas do Pará e defensor dos direitos humanos, estão em Belém. No dia 5 de maio será a estreia no circuito nacional de cinema.

“Pureza”, gravado em 2019 na região sul do Pará e inspirado em fatos reais, conta a história de Pureza Lopes Loyola, cuja luta inspirou a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, a primeira ação na História do Brasil destinada a combater o trabalho escravo em todo o território nacional. Determinada a encontrar seu filho caçula, Abel, desaparecido após partir em busca de emprego na Amazônia, a pobre mulher, mãe de cinco filhos, não hesitou em sair de Bacabal (MA) só com uma muda de roupa na bagagem e enfrentar a escravidão moderna, seus efeitos desumanos sobre os indivíduos e o terrível poder de vida e morte dos donos de escravos.

Dona Pureza testemunhou o recrutamento por “gatos”, ia de fazenda em fazenda trabalhar como cozinheira e assim ouviu relatos de horror dos trabalhadores reduzidos a escravos com documentos subtraídos, dívidas contraídas para não morrer de fome e que nunca podiam ser quitadas. Quem tentava fugir era morto e enterrado na mata, em cova rasa e sem nome.

O ano era 1993. No interior do Maranhão, Dona Pureza trabalhava fabricando tijolos ao lado de seu filho Abel, até que ele decidiu tentar a sorte nos garimpos do Pará. Após meses sem receber notícias do filho, ela iniciou uma jornada incansável para descobrir o seu paradeiro. Pureza percorre cidades, se embrenha em fazendas e descobre um cruel sistema de aliciamento e cárcere de trabalhadores rurais. Ela testemunha o tratamento brutal dispensado aos trabalhadores. Com muita coragem, consegue denunciar os fatos às autoridades federais. Sem credibilidade, e lutando contra um sistema forte e perverso, enfrentou muitos perigos para registrar provas e pressionar o governo até encontrar Abel, em 1995.

Dira Paes, no papel da protagonista, estrela o filme, escolhida por seu trabalho social e humanitário. Desde 2015, ela é uma das principais mobilizadoras do Criança Esperança e uma das dirigentes do Movimento Humanos Direitos. Como atriz, são 32 anos de carreira e 43 filmes realizados, entre curtas e longas. Em 2017, ela ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra no Festival de Gramado. Recentemente, estreou como diretora com o filme “Pasárgada”, do qual também é roteirista e protagonista.

O filme já coleciona 28 prêmios em 18 países (Brasil, França, EUA, Guadalupe, Itália, Rússia, China, Alemanha, Panamá, Bolívia, Marrocos, Cuba, Reino Unido, México, Argentina, Colômbia, Líbano e Portugal): no Rencontres Du Cinéma Sud-américain/Marseille (França), arrebatou Melhor Filme Júri Popular e Menção Honrosa do Júri. No Canal de Panamá International Film Festival ganhou como Melhor Filme; no FEMI Festival (International Film Festival of Guadalupe) (Caribe), Melhor Filme; no Big Muddy Film Festival (EUA), Melhor Filme. Também no Infinito Film Festival de Miami/Nova York, Melhor Atriz e Melhor Fotografia; no Seattle Latino Film Festival (EUA), Melhor Atriz. No Salento International Film Festival (Itália), Melhor Atriz; no Workers Unite Film Festival (EUA), Menção Honrosa. No Washington DC International Film Festival (EUA), Menção Honrosa na Competição Justice Matters. No Festival de Cinema de Vitória, Melhor Filme Júri Popular e Melhor Atriz. No Florianópolis Audiovisual Mercosul, Melhor Filme Júri Popular. No Festival do Rio Première Brasil – Competição longas de ficção Encontra Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões Melhor Filme Júri Oficial, Melhor Filme Júri Popular, Melhor Ator, Melhor Direção, e Melhor Fotografia. No 12nd Festin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, Melhor Filme Júri Oficial e Melhor Atriz.

Já neste sábado, dia 23, o filme será exibido em Marabá, na programação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, em duas sessões, uma às 16h e outra às 19h, no Cine Marrocos, e terá a presença do diretor, Renato Barbieri.

Fonte: Uruá-Tapera.

Mapa do Cinema Amapaense reúne informações e curiosidades sobre mais de 100 produções locais – Por @mslauramachado

Plataforma reúne curtas, longas, documentários e produções experimentais — Foto: Reprodução

Por Laura Machado

O audiovisual amapaense agora ganhou um espaço reunindo e trazendo detalhes e curiosidades das produções, desde as mais conhecidas até as últimas novidades. A plataforma ‘Mapa do Cinema’ já catalogou mais de 100 materiais criados no Amapá visando facilitar o acesso do público aos conteúdos, onde alguns deles podem ser assistidos.

A iniciativa surgiu em 2021 e foi criada pela equipe do Cine Perifa, projeto social que oferta oficinas educativas de cinema para estudantes e professores em todo o estado.

“Percebemos que não havia um lugar que reunisse informações sobre produções amapaenses, ou quando víamos um filme, era sempre tudo muito desencontrado. O mapa surgiu para reunir as informações que não estão em outros lugares”, explicou Jhenni Quaresma, coordenadora e responsável pela parte de pesquisa e criação do site.

O projeto ainda está em construção, mas já conseguiu mapear diversas produções até o momento, sendo: 2 longas-metragens, 18 médias, 102 curtas, 75 documentários, 29 ficções e 21 vídeos experimentais. A atualização é constante e traz detalhes sobre diretores, equipe técnica e elenco.

Cena do curta-metragem amapaense ‘Açaí’, que está presente no Mapa do Cinema — Foto: Jonathan Sansi/Divulgação

A coordenadora do projeto explica também que muitas produções não possuem todas as informações disponíveis, o que dificulta o trabalho da equipe e contribui para a demora na catalogação.

“Foi quase 1 ano de trabalho, porque teve um período longo de pesquisa […]. Entrevistamos produtores do cinema amapaense e fomos coletando todas as informações, mas o mapa ainda está em uma fase muito embrionária, pois alguns filmes ainda têm pouquíssimos dados”, detalhou.

Entre os listados do catálogo está o curta-metragem “Açaí”. A produção conquistou os prêmios de melhor curta-metragem nacional por júri popular e melhor trilha sonora original no 43º Festival Guarnicê de Cinema, um dos mais antigos e importantes do audiovisual brasileiro, realizado pela Universidade Federal do Maranhão.

‘Solitude’: animação feita no Amapá leva a busca pelo autoconhecimento às telonas — Foto: Tami Martins/Arquivo Pessoal

A animação “Solitude”, primeiro curta-metragem de animação produzido no Amapá com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), também está presente no Mapa do Cinema.

O objetivo é que futuramente o espaço possa encaminhar o público para as informações sobre os profissionais envolvidos nos projetos e a lista de criações de cada um deles.

Fonte: G1 Amapá.

Cinema amapaense: Filme ‘Utopia’ é um dos indicados na categoria curta documentário do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (Parabéns, @cinemanavegante)

Neste mês de abril de 2022, tivemos a notícia de que o curta Utopia, dirigido por Rayane Penha, é um dos indicados na categoria curta documentário do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Um grande feito para o cinema amapaense e precisamos falar da dimensão desta indicação! O que é esse prêmio? O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro chega a 21ª edição e está confirmada para acontecer presencialmente em agosto de 2022, no Rio de Janeiro. A realização é feita pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, ou seja, a maior premiação do audiovisual nacional, nosso Oscar Brasileiro. O CURTA UTOPIA: Premiado como melhor filme no Festival Olhar do Norte e um dos finalistas do New York International Women Festival, o documentário fala sobre a busca de uma filha por histórias vividas pelo pai garimpeiro que faleceu no garimpo.

As memórias são traduzidas em fotos, vídeos e cartas que escrevia para a família documentando diversas experiências e dificuldades do lugar. O cenário da produção é o garimpo Vila Nova, localizado no município de Porto Grande, e o foco é olhar com mais humanidade para estes homens que deixaram suas heranças de vida com relatos íntimos da vivência no garimpo. Uma realidade da Amazônia que é pouco falada, divulgada, que mantém até hoje um cenário de esperança e desilusões.

Quem é a cineasta?

Diretora Rayane Penha – Foto: divulgação.

Rayane Penha, é macapaense, tem 26 anos, e é documentarista, escritora, jornalista, com mais de 20 festivais nacionais de audiovisual na conta e também alguns prêmios.

Com a bagagem cheia de histórias do garimpo Vila Nova, desde sua infância, onde morou até os 10 anos de idade, deu vida às suas memórias no garimpo e iniciou sua trajetória no audiovisual. Um de seus primeiros trabalhos foi ‘Carta sobre o nosso lugar – Mulheres do Vila Nova ´ . A indicação ao Grande Prêmio é um momento histórico para o Amapá! É uma mulher preta, um filme feito por uma produtora nortista. Os amapaenses precisam saber disso, para se orgulhar, se inspirar, apoiar e segurar “na mão” da cultura. Como podem apoiar? Divulgando, falando sobre isso, batendo no peito e falando: é do Norte! É nosso também! É dizer aos quatro cantos que nossa produção audiovisual é forte, independente e precisa não só de apoio financeiro, mas também do apoio afetivo de quem respeita, consome e ama a cultura da cidade de Macapá e da região norte. Portanto, neste primeiro vamos falar do Utopia, da indicação ao Oscar Brasileiro, vamos falar do Amapá no topo.

O documentário se passa no garimpo e conta a história do pai de Rayane – Foto: Luiza Nobre

Festivais e Mostras

Festival Imagem Movimento, Mostra de Cinema Negro PILÃO, Mostra Histórias do Brasil Profundo , FEMINACine, Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo Curta Kinoforum, Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Cine Tamoio, Cine Ibiapina (Prêmio de melhor fotografia), Cine PE, Festival Internacional de Curtas Metragens de Santos (Prêmio Juri Popular), Festival de Cinema de Muriaé , Cineclube Patrícia Ferreira Pará Yxapy, Mostra de Cinema Nortista-UFS Sergipe, Mostra SESC de Cinema , Festcine Pedra Azul , Festival de Cinema de Vitória (Prêmio Juri Tecnico e Juri Popular de Melhor Filme da Mostra Outros Olhares), Fest Curtas FUNDAJ 2021 , Mostra de Cinema Negro Adélia Sampaio, Cine Alter do Chão (Menção Honrosa), Festival Internacional de Cinema Latino de Tampa Bay EUA, MarMostra Internacional Film Festival, Festival Internacional de Cinema Feminino de Nova York, Festival Internacional de Cinema de Vesúsio, Paris Women Festival, Festival de Cinema Olhar do Norte (Melhor Filme eleito pelo Juri Tecnico), MaréMostra Ambiental de Cinema do Recife, Buenos Aires International Film Festival, Mostra Apnéia de Artes Integradas, Latino e NativeAmerican Film Festival.

Ficha Técnica:

Documentário Utopia
Argumento, Direção e Produção Executiva: Rayane Penha
Direção de Fotografia: Régis Robles
1º Assistente de Fotografia: Cézar Moraes
Produção de Campo: Silvana Eduvirgens
Som Direto: Klebson Reis
Montagem: Rodrigo Aquiles Santos E Mc Super Shock
Chefe De Maquinário E Elétrica: Marivaldo Rocha
2º Assistente De Fotografia E Assistente De Maquinário: Victor Vidigal
Direção De Arte (Performances) e Makin Off: Luiza Nobre
Trilha Original: Aron Miranda
Mixagem e Masterização: Saturação
Imagens de Arquivo (Raimundo Penha): Cassandra Oliveira e Tami Martins
Colorização E Finalização: Saturação
Identidade Visual: Rogério Araújo (Casa Da Floresta)
Interpretação das Cartas Voz Off: Jones Barsou
Motorista: Cezar Torres

“Eu sou a lenda:” Will Smith dá tapa em Chris Rock no Oscar 2022 – Égua-moleque-tu-é-doido!!

Ator Will Smith dá tapa no rosto de Chris Rock após piada durante a premiação do Oscar 2022 – Neilson Barnard/Getty Images

Uma cena no Oscar 2022 deixou o público de queixo caído. O ator Will Smith subiu ao palco para dar um tapa no comediante Chris Rock, que apresentava parte da cerimônia.

O tapa, apesar de parecer cenográfico, não estava no roteiro da premiação. Na ocasião, Will Smith exclamou palavrões, algo terminantemente proibido em eventos ao vivo na TV americana.

Will Smith reagiu a uma piada de Chris Rock sobre sua mulher, a atriz Jada Pinkett Smith, em tratamento contra uma doença autoimune chamada alopecia, que gera calvície. No palco, Chris Rock comparou Jada à personagem G.I. Jane, interpretada pela atriz Demi Moree no filme “Até o limite da honra” (1997). No longa, a personagem tem o cabelo raspado porque faz parte da Marinha.

Reação do público, na hora do tapa, no Oscar 2022: Imagem reprodução via rede social Twitter

Deixe o nome da minha mulher fora da p**** da sua boca”, gritou o ator, após dar o tapa na cara de Chris Rock e voltar para a plateia. Na sequência, Jada e Denzel Washington conversaram com Will Smith e o acalmaram. Ambos trocaram palavras sobre o ocorrido enquanto Jada se ajoelhava, em tom de desespero, diante do marido.

Imagem reprodução via rede social Twitter

Eu sei que em nossa profissão temos que ser capazes de aceitar abuso, ouvir loucuras, ouvir pessoas nos desrespeitando, sorrir e fingir que está tudo bem. Então Denzel Washington me disse, e eu adorei ouvir isso, que “nos meus melhores momentos, preciso ter cuidado, pois é aí que o diabo vem” — contou Will Smith, chorando, após a confusão. — Quero ser um caminho para o amor.

Meu comentário: Eu, que já era fã do Will, agora sou muito mais. Égua-moleque-tu-é-doido!!

Fonte: Exame.

DO SONHO DA NOITE FUTURA: artistas locais realizam pré-estreia de filme e música nesta terça (15), em Macapá

A pré-estreia do filme amapaense independente Do Sonho da Noite Futura é nesta terça, 15.

De ambiência fantástica e simpática à política anarquista, o filme traz desde trechos das manifestações populares durante o apagão no estado, homenagem às artistas Nina Barreto Nakanishi e Irê Peixe, atuantes no Amapá entre os anos 40 aos anos 2000; memórias do Hotel Mercúrio no centro da cidade e uma rua Cândido Mendes antiga, assim como a denúncia do ecocídio na Amazônia promovido pela corrupção; mas também traz poesia.

Com influência do cinema de Mário Peixoto e Godard, “a linguagem de montagem da obra dialoga com a dinâmica de uma videoarte, é híbrida; também é um gesto político no campo simbólico”, aponta a diretora e roteirista Jenifer Nunes, também conhecida pelo pseudônimo artístico de JJ Noones.

O filme envolve o lançamento de uma parceria musical entre a artista e o compositor amapaense Bê Duarte. Residindo na cidade de São Paulo, o músico, que se grava sozinho em estúdio caseiro, convidou a artista pra participar cantando, que por sua vez teve a ideia de criar o videoarte e convidar mais talentos pra somar.

Assim juntou-se o fotógrafo Lincoln Leão, a artista visual Laura Martins/Flora Ghost que é protagonista e animadora do curta (e estrelou o curta amapaense Ausência, em 2021); e o performer e artista visual Kazuo Yoshidome/Abismomento. O que começou como videoclipe tomou outra complexidade e rumo, durando um ano de realização, sem apoio cultural, de forma independente – “por muita disciplina minha, do Lincoln e de todes”, diz a diretora.

O evento é gratuito e aberto ao público, porém com limite curto de lotação. A programação contará com discotecagem e videotecagem, além da intervenção poética do @enpretiadu_ e intervenção de arte e tecnologia com o videomapping do @kuialab.Após o evento, serão disponibilizados pra stream gratuito na quinta (17) a música, e na sexta (18) o filme, pelos canais do Youtube e Spotify dos músicos.

Serviço:

O QUE? Pré-estreia do filme Do Sonho da Noite Futura
QUANDO? 15 de fevereiro, às 19h30
QUANTO? Gratuito. Apresentação de carteira com 3° dose.
ONDE? DAVUK Rock Bar, rua Hamilton Silva 2352 – Trem

Assessoria de comunicação

Filme Feitiço do tempo – Por @giandanton (republicado por ser 2 de fevereiro)

Assisti, finalmente, Feitiço do tempo (roteiro de Danny Rubin e Harold Ramis, direção de Harold Ramis). Na verdade, o interesse maior foi na interessante narrativa em elipse, que era sempre citada por alunos quando eu falava de narrativas não-lineares.

Trata-se de um jornalista arrogante e egocêntrico, que, ao fazer uma matéria numa cidadezinha sobre uma marmota capaz de prever o fim do inverno, fica preso em um lapso temporal de um dia que sempre volta. Assim, os mesmos fatos vão se repetindo várias vezes e o protagonista passa várias vezes pelos mesmos fatos.

Já tinha visto outros exemplo, como um episódio de O Arquivo X. Eu mesmo já escrevi um texto nessa estrutura, num e-book dos Exploradores do Desconhecido. O interesante é que o mesmo dia não se repete 3 ou 4 vezes, mas centenas, talvez milhares de vezes, o que traz algumas oportunidades interessantes para o roteiro, como, por exemplo, repetir uma cena várias vezes (o receptor acaba sacando que cada repetição é um dia diferente).

Apesar da preocupação maior ser com a questão narrativa, foi impossível não reparar em algo que muitos textos espíritas falam: Feitiço do Tempo é uma ótima metáfora do processo reencarnatório, segundo a visão espírita.

A cada vez que o protagonista volta, é como se ele estivesse em outra encarnação e tivesse outra chance de consertar os erros do passado e evoluir espiritualmente.

Arrogante e egocêntrico, Phil usa a volta eterna inicialmente para questões duvidosas do ponto de vista ético, como, por exemplo, descobrir algo sobre uma mulher para depois seduzi-la, ou cometer crimes sabendo que sua ação não teria consequências (como, por exemplo, quando ele rouba dinheiro do carro forte).

Com o tempo, esse tipo de coisa perde a graça e ele passa a se suicidar. Faz isso dezenas de vezes, tentando escapar do dia que sempre retorna. Em vão. Sua vida só começa a fazer sentido quando ele melhora espiritualmente e começa a ajudar as pessoas à sua volta. A máxima de Chico Xavier (Não há salvação fora da caridade) fica bem exemplificada no filme.

Em suma, um ótimo filme: pelo estrutura do roteiro, pela mensagem, pelo humor e pela ótima atuação de Bill Murray.

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

Meu comentário: esse filme é SENSACIONAL! Um clássico, muito bem resenhado pelo Ivan Carlo. Recomendo que assistam (Elton Tavares).

Porreta: curta amapaense ‘Utopia’ vence como melhor filme no Festival Olhar do Norte – Parabéns, @cinemanavegante!

O Curta amapaense ‘Utopia’ venceu como melhor filme no Festival Olhar do Norte, que está em sua quarta edição. A premiação aconteceu na noite da última segunda-feira (24) no Teatro Amazonas, em Manaus.

O filme é dirigido por Rayane Penha, e mostra sobre a busca da própria cineasta por histórias vividas pelo pai garimpeiro que faleceu no local de trabalho. O filme mostra arquivos sobre esse pai, fotos, vídeos e cartas que ele escrevia para a família relatando a vivência e as dificuldades do garimpo.

O documentário procura humanizar homens que dedicam suas vidas a terra, mais do que um registro o filme vem mostrar um relato íntimo e poético sobre a vida desses garimpeiros.

A diretora do filme Rayane Penha falou com muita emoção sobre o prêmio.

Ficha Técnica:

Documentário Utopia
Argumento, Direção e Produção Executiva: Rayane Penha
Direção de Fotografia: Régis Robles
1º Assistente de Fotografia: Cézar Moraes
Produção de Campo: Silvana Eduvirgens
Som Direto: Klebson Reis
Montagem: Rodrigo Aquiles Santos E Mc Super Shock
Chefe De Maquinário E Elétrica: Marivaldo Rocha
2º Assistente De Fotografia E Assistente De Maquinário: Victor Vidigal
Direção De Arte (Performances) e Makin Off: Luiza Nobre
Trilha Original: Aron Miranda
Mixagem e Masterização: Saturação
Imagens de Arquivo (Raimundo Penha): Cassandra Oliveira e Tami Martins
Colorização E Finalização: Saturação
Identidade Visual: Rogério Araújo (Casa Da Floresta)
Interpretação das Cartas Voz Off: Jones Barsou
Motorista: Cezar Torres

Diretora Rayane Penha – Foto: Diário do Amapá.

“Que emoção escrever sobre esse momento, o sentimento de gratidão é imenso, mas um sentimento maior se sobressai, o de sucesso. Para mim sucesso sempre foi sobre o meu trabalho ser valorizado em casa, no meu lugar, nesta terra que me pariu, no meu Norte que me faz voar mesmo enquanto finco minhas raízes. E hoje o que eu sinto é sucesso, sucesso nesta semana em que o senhorzinho do mercadinho do bairro onde eu cresci me dizer que ouviu falar do Utopia e que queria assitir, em que um festival da nossa região faz jus a nos fazer sentir em casa, para mim isso é o sucesso e como estou feliz em sentir isso e partilhar isso com vocês. Muito obrigada Olhar do Norte por isso, todo o meu respeito e admiração!”, comemorou.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.

A Flauta de Mozart – Crônica porreta de Fernando Canto

Por Fernando Canto

Foi ouvindo pela enésima vez um Andante Cantabile de uma Sonata para Piano de Mozart que pude perceber verdadeiramente a força musical desse gênio do século XVIII. Tão grande é a sua pujança e força que remete o ouvinte para obras mais significativas produzidas por ele desde a mais tenra idade. Conta-se que aos cinco anos escreveu com facilidade um concerto para piano de difícil execução, aos seis aprendeu violino por si mesmo e aos oito já era um compositor tecnicamente seguro. Diziam que encarnava duas personalidades: uma como o menino igual aos outros que fazia suas brincadeiras e travessuras e outra em que era visitado pelo gênio sagrado da música e ficava em êxtase, aprisionado unicamente pela música. Em suas cartas dizia que não sabia explicar sua forma e método de compor, mas que quando estava em boa disposição, e só, os pensamentos musicais assaltavam-lhe a mente com abundância. Ignorava de onde precediam esses pensamentos e como chegavam a ele, e que nisso a sua vontade não tinha a menor intervenção. Ora, Platão dizia há muito tempo: “Aprender é recordar-se!”

No filme “Amadeus”, o compositor austríaco nascido em Salzburg parece ser um grande e irresponsável gozador, com a sua risada irônica e inesquecível. Seu talento despertou invejas e ciúmes. E entre os seus inimigos estava o Príncipe-Arcebispo de Salzburg, uma fonte de vaidade que se contrariava em saber que alguém pudesse ser mais famoso do que ele próprio. Evitava a todo custo o crescimento da notoriedade do compositor, que já era grande. Após alguns episódios despóticos em que Mozart e seu pai ficaram em estado de penúria, a Maçonaria de Viena, fiel aos seus postulados de Fraternidade, foi ao encontro de Mozart, dando-lhe amparo moral e financeiro. Segundo Fernandino Barbosa (Jornal O Liberal, de Goiás) o compositor foi recebido na Loja “A Caridade” em 1784 e se tornou um maçom exemplar, alcançando graus elevados e progresso, pelo seu trabalho. Maynard Salomon, no seu livro “Mozart, uma vida”, cita que quando da sua iniciação o Venerável Mestre daquela Loja, Aloys Blumaer, vaticinou em seu discurso: “Abençoada seja neste dia a humanidade. Para o teu bem e tua glória entra hoje um membro para esta grande Irmandade; nos degraus deste solene altar, um dos teus filhos faz o juramento inquebrantável de a nos unir, consagrando-se na virtude e na sabedoria!”

Mozart fez parte de outras Lojas e compôs inúmeras músicas referentes à Maçonaria, entre as quais, “Pequena Cantata Maçônica”, “Hino da Maçonaria”, “A Viagem do Companheiro”, “Tu, Alma do Universo” e a famosa “A Flauta Mágica”, que para Sylvio Soares in “Vultos da Humanidade”, é um verdadeiro ato de fé maçônica e expressão total de sua filosofia, pelo incentivo que sentimos de progresso e de amor divino.

Salomon informa que Mozart era maçom e illuminati, pois nesse tempo as duas Ordens eram unidas nos mesmos ideais e se baseavam no mesmo princípio. Seu fundador, Adam Weishaupt, dirigiu por muitos anos a maçonaria austríaca. E ao que tudo indica, ainda de acordo com o autor acima citado, o compositor pertenceu a outras sociedades secretas. Dizia manter contato com os “Irmãos Asiáticos” (?) e a Rosa-cruz, cujo rei da Prússia, Friedrich Wilhelm II, seu amigo íntimo e confidente, era o Imperatur, ou seja, o dirigente maior da Ordem Rosa-cruz. Mozart se envolveu em muitos episódios envolvendo a Maçonaria, inclusive defendendo os Illuminati, quando o imperador Joseph II proibiu essa Ordem na Baviera, em 1785, devido atritos entre Estado e Igreja.

O compositor morreu aos 35 anos num dia de violenta nevasca. Seu túmulo ficou ignorado para sempre, mas sua genialidade ungida pelo espírito da música jamais se apagará da memória da humanidade. Essa foi a mágica de sua flauta.

Solitude: animação amapaense ganha prêmio no maior festival de cinema da América Latina

Solitude – Foto: Tami Martins/Arquivo Pessoal

Na Amazônia, Sol, de 25 anos, se recupera do término de mais um relacionamento abusivo, enquanto sua Sombra foge para o deserto do Atacama por não aguentar ver seu sofrimento. Essa é a história da animação amapaense “Solitude”, o primeiro curta-metragem de animação 2D do Amapá, premiado no Festival de Cinema do Rio – 2021.

Financiado pelo primeiro edital de fomento ao setor audiovisual do estado, promovido pelo Governo do Amapá, o curta é produzido pela Castanha Filmes e Jubarte Audiovisual; dirigido e escrito por Tami Martins, mulher amapaense, designer e ilustradora. “A gente escolheu animação pq nesse meio é seria uma história mais bem contada”, explica Arom Miranda, co-diretor do filme.

Solitude – Foto: Tami Martins/Arquivo Pessoal

“Temos cenas do Perpétuo Socorro, do Teatro das Bacabeiras, enquanto a sombra, que não tem dono, navega pelo Deserto do Atacama, no Chile. E isso também nos faz pensar o quanto a gente ignora a conexão da nossa própria cultura com o restante da América do Sul”, defende Tami Martins, diretora do filme, sobre a escolha da música “Um Corpo No Mundo”, da cantora baiana Luedji Luna, como trilha sonora.

O filme ainda está em processo de circulação em festivais de cinema nacionais e internacionais, e por esse motivo, ainda não está disponível para distribuição comercial em plataformas de stream. O trailer pode ser assistido no link: https://vimeo.com/474764876 ou no perfil do instagram https://www.instagram.com/solitude.animacao/?utm_medium=copy_link

“No Amapá, a 14 anos atrás, não tinha muita perspectiva de produção de audiovisual no estado. E tudo isso é uma construção de anos. Ganhamos por qualidade técnica, por qualidade narrativa, linguagem, então não dá pra dizer que o cinema feito no Amapá é ruim”, conclui Arom.

Fonte: Café com Notícias

Aspectos culturais que James Bond influenciou na trajetória da franquia 007

*Da Redação

É inegável James Bond tornou-se um marco cultural. Agora, quase seis décadas após a estreia da franquia britânica nos cinemas, em “007 -Dr. No” (1962), Bond não representa somente o agente secreto mais famoso do mundo, ele também é sinônimo de autoestima e sofisticação em muitos segmentos.

Desta maneira, a grande maioria do povo britânico tem orgulho da reserva cultural que está entrelaçada junto à série James Bond. De seu clássico smoking aos carros esportivos, há alguns aspectos culturais de Bond que são costurados no tecido do personagem e da instituição que ele representa.

Representatividade de 007 para a cultura dos cassinos

No livro “Cassino Royale”, de autoria de Ian Fleming, criador da franquia 007, o autor descreve em um trecho que Bond sempre foi um jogador de cassino e que gosta do conforto que as salas de jogos oferecem.

Isso explica o porquê de tantas cenas filmadas com Bond em cassinos nas produções da franquia.

Alguns dos filmes marcantes que o agente secreto interage com cassinos:

• “007 – Dr. No” (1962);
• “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965);
• “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971);
• “007 Contra GoldenEye” (1995);
• “007 – Cassino Royale” (2006).

Coincidência ou não, o fato é que na grande maioria dos sites de cassino online é comum encontrar títulos temáticos de caca níquel com alguma referência a agentes secretos, tamanha é a associação cultural do personagem Bond junto ao setor.

A influência James Bond na indústria automotiva

Em praticamente 60 anos de James Bond nas telas dos cinemas, carros esportivos icônicos sempre estiveram conectados ao espião britânico de alguma forma. Sugerido por Ian Fleming, o primeiro carro de Bond nas telonas foi o clássico Sunbeam Alpine, do Grupo Rootes.

Muitos especialistas em cinema se referem à lenda Sean Connery, encarregado por interpretar o agente secreto nas seis primeiras produções da série, como um dos principais responsáveis pela forte conexão que o seu personagem criou com os automóveis esportivos na indústria cinematográfica.

O terceiro filme da franquia, “007 contra Goldfinger” (1964), marcou a primeira aparição do icônico Aston Martin DB5, que talvez seja o carro que mais se identifique com Bond. Não por acaso, o veículo que Sean Connery estrelou nos anos 1960 voltou a ser fabricado pela Aston Martin em versão comemorativa recentemente.

A montadora de carros britânica produziu 25 unidades batizadas de Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation. O modelo, inclusive, foi utilizado na despedida de Daniel Craig como Bond em “007 – Sem Tempo para Morrer” (2021).

007 e sua relevância no contexto da moda

Do black-tie, com ternos alinhados, ao estilo mais casual para ir à praia, as vestimentas do espião britânico se tornaram parâmetro e servem como inspiração para a moda masculina há muitos anos.

Tudo começa no livro “Cassino Royale”, quando Ian Fleming menciona a clássica vestimenta de Bond, no momento em que 007 “deslizou seu paletó de smoking sobre a pesada camisa de seda de noite”.

Tanto que, no primeiro filme da série, Fleming fez questão de levar Sean Connery ao seu próprio alfaiate, Anthony Sinclair. O primeiro terno do espião britânico ficou conhecido como Conduit Cut — um terno simples, mas que se destaca pela elegância.

Segundo Lindy Hemming, figurista da franquia 007 em cinco produções, uma das coisas mais fascinantes sobre Connery na franquia foi justamente a dinâmica causada pelo figurino.

Na década de 1970, quando o ator Roger Moore assumi Bond na série, terno Conduit Cut foi dispensado para dar espaço à moda daquela época. Sendo assim, o agente britânico mais famoso dos cinemas passou a vestir roupas em tons de marrom, dando prioridade à vestimenta de estilo esportivo.

A partir dos anos 1990, quando Pierce Brosnan se tornou o novo James Bond, os smokings modernos marcaram o personagem. Durante 11 anos, a franquia manteve uma parceria com a alfaiataria italiana Brioni. A empresa vestiu o espião pela última vez em “007 – Cassino Royale” (2006), longa-metragem que marcou a estreia de Daniel Craig na pele de Bond.

Desde a produção “007 – Quantum of Solace” (2008), o figurino de James Bond recebe a assinatura da famosa etiqueta norte-americana Tom Ford, colocando em evidência a elegância do agente secreto por meio de figurinos modernos e acessórios de luxo da marca.

Curiosidade: com a recente despedida de Daniel Craig na franquia, quem será o próximo agente 007?

Desde que Daniel Craig anunciou que faria a sua última aparição como James Bond em “007 – Sem Tempo para Morrer”, muito tem se especulado na imprensa sobre quem será o próximo agente 007.

Pois bem, de acordo com Barbara Broccoli, produtora da franquia, ainda há uma definição de escolha do ator que viverá o personagem nos próximos anos da série. Brocolli declarou, em entrevista à BBC Radio 4, que a concretização do novo profissional será oficializada a partir de 2022.

Ainda segundo Broccoli, muito provavelmente o novo agente 007 continuará sendo interpretado por um artista masculino. Por enquanto, os mais cotados para viver James Bond são: Luke Evans, Idris Elba e Regé-Jean Page.

Cineasta Rodrigo Aquiles lança documentário sobre o apagão em Mostra Regional – @rodrigoaquiless

Na próxima quarta-feira, 15, o cineasta Rodrigo Aquiles Santos lança seu mais novo curta-metragem, intitulado “2013/2020”, dentro da programação do Catamarã – I Encontro Regional da APAN Norte. Será um evento online que busca fortalecer a rede de realizadores e técnicos negros do audiovisual da região Norte através de debate entre cineastas, articulação política e exibição de filmes.

A APAN (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro) é uma instituição de fomento, valorização e divulgação de realizações audiovisuais protagonizadas por pessoas negras, bem como a promoção de profissionais, também negros, para o mercado audiovisual.

Na sinopse da obra que estará disponível para assistir online e gratuita, dos dias 15 a 19 de dezembro na plataforma www.todesplay.com.br, relata ser um registro do dia-a-dia de do cineasta de sua quarentena em 2020 e o caos do apagão elétrico, ocorrido no Amapá, no mesmo ano, Rodrigo Aquiles vê o material se conectar com filmagens realizadas por ele nas manifestações de junho 2013 que nunca vieram a público.

Rodrigo Aquiles – Foto: Café com Notícias

“O documentário trata sobre revolta e o descaso que os cidadãos amapaenses vivem diariamente no Estado aliado ao descompromisso do Governo Federal com esta terra”, ressalta Rodrigo Aquiles.

O cineasta nasceu em Salvador -BA, e vive desde a infância em Macapá, onde reside atualmente. É publicitário, cineasta, designer, escritor e produtor cultural. Soma 10 anos de atuação no audiovisual e 24 trabalhos creditados.

Dentre os trabalhos, possui três obras contempladas pelo 1º Edital de Produção Audiovisual do Amapá, onde atuou como montador, são elas: “Passar Uma Chuva” de Aron Miranda, “Montanha Dourada” de Cassandra Oliveira e “Utopia” de Rayane Penha. Como diretor e roteirista, destaque para os videoclipes, “Ontem a noite ela sumiu” da banda O Sósia, “Décimo primeiro mês” da banda Desiderare e o curta ficcional “E nós tínhamos água a vontade”. Atualmente está como roteirista e diretor do curta metragem “Tu Oro”, que está em fase de pós-produção.

Programação Completa:

● 15 de Dezembro

18h – Abertura – Fala do Presidente da APAN Rodrigo Antônio

18h30 – Debate – A linguagem do cinema amazônico

20h – Início da mostra cinematográfica

● 16 de Dezembro

17h – Debate – Legislação audiovisual na Região Norte

19h30 – Debate – Formalização no mercado audiovisual – MEI e ME

● 17 de Dezembro

17h – Debate – Festivais, mostra e cineclubes, avanços e desafios

19h30 – Masterclass – Os caminhos para distribuir seu filme

● 15 a 19 de Dezembro

Mostra de filmes na plataforma www.todesplay.com.br

Serviço:

Evento: Catamarã – I Encontro Regional da APAN Norte

Dias: 15 a 19 de Dezembro

Exibição em: www.todesplay.com.br https://www.facebook.com/associacaoapan

Fonte: Café com Notícias.

Produtores trazem ao Amapá o longa-metragem Cabeça de Nêgo, do diretor cearense Déo Cardoso

Em parceria com Sesc Amapá, Chuvisco e Movimento Cultural Desclassificáveis, o Cine Perifa, MOOV e Catraia Produtora exibem no próximo sábado, 4, o longa-metragem Cabeça de Nêgo, do diretor cearense Déo Cardoso. O evento acontecerá no Bunker dos Desclassificáveis, localizado no bairro Santa Rita, a partir das 19h, com entrada gratuita.

O filme, rodado inteiramente na cidade de Fortaleza, apresenta pautas urgentes como a luta contra o racismo e o facismo, mobilização estudantil, ação popular direta, consciência coletiva, precarização do sistema de educação e contextos de opressão socioeconômica. No elenco do filme, além de Lucas Limeira, que vive o protagonista Saulo, estão as atrizes cearenses Nicoly Mota e Larissa Góes, o ator baiano Val Perré e a atriz global e carioca Jéssica Ellen, em participação especial.

Com uma narrativa envolvente, Cabeça de Nêgo examina o universo da escola pública em sua potência de revolução social. A estreia nacional do filme ocorreu na Mostra de Cinema de Tiradentes em 2020, onde foi aplaudido de pé e ovacionado pelo público. Foi o vencedor do Troféu Mucuripe de Melhor Longa da Mostra Olhar do Ceará, eleito pelo júri oficial e foi eleito Melhor Longa-metragem Cearense, pela Associação Cearense de Críticos de Cinema em 2020. O filme também foi exibido em diversos outros festivais, como Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba; Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe; Mostra Retroexpectativa 2020/2021 do Cinema do Dragão; Festival de Cinema de La Plata (Argentina); San Francisco (EUA), Santa Barbara International Film Festival (EUA), entre outros.

“Desde que comecei no cinema, meu processo criativo é ancorado naquilo que vivenciamos cotidianamente. Meus filmes buscam expressar inquietações, questionamentos e sentimentos que determinados contextos sociais me despertam. Faço filmes para refletir os temas abordados e para compartilhar sensações em relação a eles. Através dos filmes, não busco dar respostas, mas sugerir questionamentos e convidar as pessoas para se divertirem e refletirem comigo. Foi nesse espírito que concebi o projeto “Cabeça de Nêgo”. Toda a trajetória artística, que culminou na produção do meu primeiro filme de longa-metragem, foi uma trajetória mais existencialista que cinéfila. Nascer nos Estados Unidos, filho de pai e mãe brasileiros, e transitar desde cedo entre comunidades habitadas por pessoas historicamente oprimidas desses dois países, acabou moldando uma personalidade inquieta e ávida por expressar essa inquietação”, afirma Déo Cardoso, diretor e roteirista de “Cabeça de Nêgo”

Engajado politicamente, o projeto cearense se preocupa em construir, no decorrer da história, a consciência social de Saulo ao mostrar o estudante inspirado por ativistas como Angela Davis, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Amílcar Cabral, Abdias do Nascimento, Marielle Franco, Martin Luther King, Carolina de Jesus, Fred Hampton, Malcom X, Nelson Mandela, entre outros. E é nessa construção de um novo ativista, honrando nossa ancestralidade, que “Cabeça de Nêgo” chega com uma história acessível para todos, convocando os públicos para as salas de cinema.

Sinopse:

Cabeça de Nêgo, dirigido e roteirizado por Déo Cardoso, é um manifesto contra o racismo e a precariedade do sistema educacional no Brasil. O longa cearense, produzido e distribuído pela Corte Seco Filmes, conta a história de Saulo, que inspirado pela leitura do livro dos Panteras Negras tenta impor mudanças em sua escola e acaba entrando em conflito com alguns colegas e professores. Após reagir a um insulto racista, ele é expulso, mas se recusa a deixar as dependências da escola por tempo indeterminado até que a justiça seja feita, dando início a uma grande mobilização coletiva.

Assessoria de comunicação

Festival de Imagem-Movimento encerra a 1ª temporada de Lives de Quinta

O Festival de Imagem-Movimento (FIM) encerra nesta quinta-feira, 25, sua primeira temporada de entrevistas virtuais. Intitulada Lives de Quinta, o projeto é voltado para entrevistas com diversos profissionais do audiovisual amapaense.

O intuito das lives, segundo os responsáveis pelo projeto, seria o de trazer para o público as produções de conteúdo voltadas para o formato virtual, por razão do distanciamento social, e a solução para isso foi a criação do Lives de Quinta. A iniciativa já teve 36 entrevistas ao vivo, com diversos artistas e produtores de audiovisual Amapaenses, que relataram suas trajetórias, ao longo deste ano.

O tema para a live de encerramento da primeira temporada do projeto será “O audiovisual do Amapá do outro lado do rio”, que busca discutir o assunto com três convidados que, de alguma forma, possuem a vivência desta travessia em algum ponto a partir de seus trabalhos no audiovisual Amapaense. Os convidados serão os realizadores visuais Rodrigo Aquiles (@movemoov), Rayane Penha (@_raypenha) e o MC Super Shock (@shockmc_).

A conversa acontecerá através do canal no YouTube do FIM, as 20h pelo horário de Brasília. Clique no link e acione o lembrete de notificação da live para assistir ao vivo.

Confira também as lives anteriores de quem já participou da trajetória de transmissões do projeto em: https://www.youtube.com/c/festivalfim

FESTIVAL IMAGEM-MOVIMENTO (FIM) 

O Festival Imagem-Movimento é o festival de audiovisual mais antigo da Região Norte do Brasil. Ele é realizado, anualmente, desde 2004. Desde então, suas ações se diversificaram com foco em ser uma janela do audiovisual brasileiro no Amapá, espaço de qualificação de realizadores, formação de público e estímulo à produção audiovisual local.

Atualmente, o festival continua recebendo inscrições de filmes de todo o Brasil e de outros países. Todos os filmes que o festival recebe passam pela análise da curadoria e podem ou não ser selecionados para compor a programação de uma das edições. Após ser selecionado pela curadoria do festival, o filme é colocado em uma das mostras temáticas que compõem cada edição. Dentre todas as mostras do FIM, a Mostra Fôlego (instituída em 2015) possui uma dinâmica diferenciada pelo fato de ser dedicada exclusivamente às produções audiovisuais amapaenses e por ser a única mostra do festival de caráter competitivo. Nela, a produção destaque do ano é escolhida pela soma do voto do júri popular com o voto do júri técnico, recebendo o Prêmio Gengibirra de Audiovisual. Ao longo de suas edições, a mostra fôlego já premiou os filmes: Encantes (documentário), Cartas Sobre o Nosso Lugar (documentário), Macapá Quebrada (vídeo clipe), De domingo a Domingos (documentário) e na última edição, o videoclipe Madalena.

Colaboração de texto: Izabele Pereira (Bolsista de Extensão do Escritório Modelo/Rádio e TV UNIFAP, 2021)

IV Mostra Sesc de Cinema Panorama Norte exibe 11 filmes produzidos na região

Entre os dias 24 e 26 de novembro, o Sesc Amapá vai promover a Mostra Sesc de Cinema – Panorama Norte, em que vão ser exibidos as produções audiovisuais nortistas selecionadas pela mostra que é nacional. O evento busca também debater a sétima arte na região, tendo os cineastas Aron Miranda e André Cantuária como mediadores.

O evento é um recorte da IV Mostra Sesc de Cinema, que tem o objetivo de difundir as produções audiovisuais independentes pelo Brasil. Nesta edição, foram 31 filmes selecionados, dentre eles, 11 são do Norte e 3 do Amapá. Todos estão disponíveis no canal do Sesc brasil no Youtube e, a partir desta quarta-feira (24), as produções nortistas serão exibidas no Sesc Centro, sempre às 19h. Confira o cronograma:

Cena do curta-metragem amapaense ‘Açaí’ — Foto: Jonathan Sansi/Divulgação

Dia 24/11/21 (quarta-feira)

01 – AÇAI/AP (18:44)
Sinopse: O curta “Açaí” conta a saga de Dionlenon, um homem de 30 anos que está acostumado com a vida que leva ao lado da mãe, com quem mora numa periferia de Macapá. Ele sai em busca de dois litros de açaí para almoçar, mas não conta com uma viagem tão distante assim.
Classificação indicativa: Livre

02 – DOCUMENTÁRIO CDA 20 ANOS/AM (27:47)
Sinopse: São duas décadas de momentos memoráveis, alegrias e períodos complexos, a vontade de continuar resistindo nos move à comemoração dos 20 anos do Corpo de Dança do Amazonas – CDA. Foram várias ações realizadas, mais de 50 obras criadas com a colaboração de artistas do Brasil e do exterior, diversas parcerias estabelecidas e muitos projetos desenvolvidos. Durante todo este percurso passaram mais de 80 integrantes, entre bailarinos, diretores e parceiros, que contribuíram com o crescimento da companhia. Reconhecer o passado e compreender o presente é um bom caminho para planejar o futuro, se reinventar e persistir no caminho para que a arte da dança sobreviva.
Classificação indicativa: Livre

03 – BENZEDEIRA – MARIA DO BAIRRO/PA (15:01)
Sinopse: Sinopse: O curta irá imergir no universo da benzedeira Maria do Bairro que escolheu o silêncio para dividir a sabedoria que lhe foi confiada. Esta ciência da natureza se esconde ao longe em uma ilha na comunidade do Tamatateua, interior do município de Bragança. Manoel Amorim, conhecido como Maria do Bairro, o preto conhecedor de ervas e benzedor, se dedica à cura do corpo e da alma de quem a procura. O saber que a habita não vem do achismo, mas sim da vivência e resistência direta com a natureza, seus espíritos e filosofia.
Classificação Indicativa 12 anos

04 – A INACREDITÁVEL HISTÓRIA DO MILHO GIGANTE/RR (05:07)
Sinopse: Uma pequena formiga encontra no meio do mato um milho gigante, que ela não consegue carregar sozinha. De passagem por ali, o Tamanduá se oferece para cuidar do alimento, enquanto ela busca ajuda dos familiares. E agora: a formiga confiará no seu maior predador? Inspirado em poema homônimo, “A inacreditável história do milho gigante” é uma fábula contemporânea em forma de um divertido filme de animação, com um final surpreendente.
Classificação Livre

Telefilme ‘Super Panc Me’ (Castanha Filmes) mostra jovem vlogueira que passou 21 dias se alimentando apenas de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) — Foto: Secult/Divulgação

Dia 25/11/21 (quinta-feira)

05 – SUPER PANC ME/AP (55:35)
Sinopse: Gabriela é Blogueira e entregadora de açaí na cidade de Macapá. Ao se deparar com problemas financeiros e pessoais acaba conhecendo Jonas e decide fazer um documentário passando 21 dias comendo apenas PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) para competir em um festival de cinema independente.
Classificação indicativa: Livre

06 – TÁ QUENTE/AM (18:54)
Sinopse: Tá quente é um relato audiovisual dos costumes do manauara que vive na capital. Uma relação de amor e ao mesmo tempo de desconforto com o calor que faz na cidade.
Classificação indicativa: 10 anos

07 – NAZARÉ: DO VERDE AO BARRO/RO (08:03)
Sinopse: Uma família embarca numa viagem em busca de uma nova vida. É na comunidade de Nazaré que constroem uma relação de afeto, respeito e amor com a Amazônia. Em diferentes fases, a jornada de uma família muda conforme as águas de um rio.
Classificação indicativa: Livre

08 – E O QUE SOBROU PARA AS DISTOPIAS/PA (03:00)
Sinopse: É dolorosa a ironia do isolamento social quando a gente já virou imagem há muito tempo. Não cabem mais metáforas sobre a solidão e o individualismo quando agora é obrigatório viver só. O presente é mais absurdo que qualquer ficção futurista, com tudo isso me pergunto: E o que sobrou para as distopias?
Classificação indicativa: Livre

Curta ‘A Montanha Dourada’, produção sobre a mineração no Amapá — Foto: Castanha Filmes/Divulgação

Dia 26/11/21

09 – MONTANHA DOURADA/AP (53:43)
Sinopse: “Montanha Dourada” é um documentário que apresenta o universo encantado e cruel da recente corrida do ouro na Amazônia, através das histórias contadas por pessoas que cruzam o Brasil para trabalhar nos garimpos do Amapá.
Classificação indicativa: Livre

10 – MEUS SANTOS SAÚDAM TEUS SANTOS/PA (13:46)
Sinopse: Em uma viagem de regresso à ilha do Marajó, terra de seus avós, Rodrigo conhece a pajé Roxita e recebe a notícia de que têm guias espirituais de herança. Rodrigo então vive sua iniciação na pajelança marajoara e registra sua relação com Roxita, que será sua guia num encontro com seus ancestrais.
Classificação indicativa: 12 anos

11 – ELIPSES/RO (36:32)
Sinopse: Elipses segundo o dicionário, aquilo que está subtendido, o que não é dito. 5 cenas que retratam a realidade de forma crua e veraz. Um filme que tendo a cidade de Porto Velho como plano de fundo, abordará as questões mais diversas e que muitas vezes não são ditas.
Classificação indicativa: 12 anos

Haynan Iago Araújo – Assessor de Comunicação
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